VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Laurindo Leal: A pá de cal nas notícias censuradas pela velha mídia


17/05/2013 - 12h12

Banda larga democratizada será pá de cal no bloqueio à informação

Virá o momento em que informações urgentes não passarão mais pelos grandes meios para chegar ao público. Em São Paulo, a prefeitura anuncia o acesso gratuito à internet nas ruas, passo decisivo para o avanço da democratização das informações.

por Laurindo Leal Filho, na Revista do Brasil, via Carta Maior, sugestão de Julio Cesar Macedo Amorim 

Em 1994, o respeitável jornal inglês The Guardian atirou no que viu e acertou no que não viu. Em um exercício premonitório encartou numa de suas edições alguns exemplares do que poderia ser o jornal no então longínquo ano de 2004.

A novidade, além do tamanho reduzido, era a personalização das informações. Através de um banco de dados, o jornal saberia exatamente quais eram os interesses de cada um dos seus leitores os quais, através de um cartão magnético, imprimiriam um exemplar pessoal em qualquer banca.

Havia ainda o requinte de a impressão ser feita em um tipo de fibra impermeável, capaz de resistir a água das banheiras, local onde o jornal poderia ser lido com grande conforto, bem ao gosto dos ingleses.

A forma não vingou, mas o conteúdo personalizado ganhou força através de outro caminho, a internet. Com uma diferença fundamental: o fim da rígida divisão entre emissores e receptores. Papeis que agora são assumidos sem distinção por todos os envolvidos nas trocas de mensagens eletrônicas.

O resultado já pode ser percebido num ainda incipiente mas promissor crescimento da liberdade de expressão pelo mundo. Quem está se dando mal são os grandes grupos empresariais de comunicação, até aqui senhores absolutos da verdade.

Muitos já acusam o golpe, alguns discretamente, outros de forma ensandecida como certos colunistas da grande mídia que têm suas informações e opiniões contraditadas em blogs e nas redes sociais.

Um desses, “José Neumânne Pinto, foi ao Congresso pedir uma ‘lei dura’ para a internet, usando um caso de ofensa pessoal, típico no Código Penal, para restabelecer mecanismos de exceção”, como apontou o site Brasil 247.

Antes dele, nas eleições presidenciais a força da comunicação alternativa já havia sido sentida pelo candidato José Serra. Acostumado a controlar os grandes meios de comunicação com telefonemas para seus proprietários e editores e receber deles total apoio, Serra viu-se diante do contraditório exposto por diferentes blogues, chamados por ele de “sujos”. Era o reconhecimento explicito do poder da nova mídia que veio para ficar.

São inúmeras as notícias censuradas pela velha mídia e que só chegam ao conhecimento de parte do público graças a internet. Por exemplo, por qualquer critério jornalístico as mortes de oito apoiadores do presidente Maduro da Venezuela, logo após as eleições naquele país, seriam notícia. Com detalhamento das circunstâncias em que ocorreram e a completa identificação da vítimas. Mas quem se informou pelo Jornal Nacional nada ficou sabendo como bem mostrou o blogueiro Eduardo Guimarães.

Quando os temas são mais complexos a censura é ainda pior. Basta ver o debate em torno da alta de preços de alguns produtos e os riscos inflacionários. Posições diferentes daquelas que defendem a alta de juros como solução não tem vez na grande mídia.

No auge dessas discussões a ‘Globonews’, numa conversa entre os seus invariáveis comentaristas, colocou durante alguns minutos na tela a legenda implacável: “Dilema da política econômica: inflação ou juros altos”. Qualquer outra opinião estava liminarmente censurada.

A pá de cal nesse bloqueio informativo a que os brasileiros estão submetidos há décadas será dada quando a banda larga da internet se universalizar. Virá o momento em que informações urgentes não passarão mais pelos grandes meios para chegar ao público.

Aliás, quem já está ligado à rede testemunhou isso na notícia da prisão do segundo suspeito dos atentados em Boston, divulgada em primeira mão através do twitter.

Em São Paulo, a prefeitura anuncia o acesso gratuito à internet nas ruas, passo decisivo para o avanço da democratização das informações.

Com isso, parte da profecia do Guardian se concretizará, com o cidadão buscando as notícias de forma personalizada mas sem a necessidade do cartão magnético. Ficam faltando, para os ingleses, computadores e celulares impermeáveis a água da banheira.

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.

Leia também:

Eduardo Guimarães: JN transforma notícia boa em desgraça





29 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Prof. Jarmuth Andrade

22 de maio de 2013 às 21h49

OS ARTIGOS CENSURADOS DO ESTADÃO

Alguém tem, por acaso, alguma informação sobre algum livro, site ou blog que tenha publicado os ARTIGOS CENSURADOS DO ESTADÃO que eram substituídos por “espaços em branco”, “receitas de culinária”, “trechos das Lusíadas de Camões” e outros? Caso conheçam, por favor, informem os links.

Responder

FrancoAtirador

19 de maio de 2013 às 21h31

.
.
ENQUANTO A ESQUERDA DEBATE NA CÚPULA, A EXTREMA-DIREITA AGE NA BASE.
.
.
Bolsa Família e os sabotadores

Por Altamiro Borges, no Blog do Miro

Segundo a Agência Brasil, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou neste domingo que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do boato sobre a suspensão do Programa Bolsa Família.

“A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até ontem (18) levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios.
A Presidência da República detectou a informação em estados como a Paraíba, o Amazonas, o Maranhão e o Rio de Janeiro.
O boato se espalhou pelas redes sociais e há beneficiários perguntando se o Bolsa Família será suspenso ou cancelado”, descreve a matéria.

A Caixa Econômica Federal e o Ministério do Desenvolvimento Social também divulgaram notas negando mudanças no calendário de pagamento e reafirmando a manutenção das regras do programa.
“O Ministério do Desenvolvimento Social informa que não há qualquer veracidade nos boatos relativos à suspensão ou interrupção dos pagamentos do Programa Bolsa Família. O MDS reafirma a continuidade do Bolsa Família, assegura que o calendário de pagamentos divulgado anteriormente está mantido e que não há qualquer possibilidade de alteração nas regras”.
Já a nota da Caixa Econômica Federal informa que “o pagamento do Programa Bolsa Família ocorre normalmente de acordo com calendário estipulado pelo governo federal”.

O boato sofre a suspensão do programa Bolsa Família é criminoso e poderia até ter gerado confrontos mais violentos em várias cidades do país.
Neste sentido, a apuracão da Polícia Federal e de outros órgãos sobre a origem desta sabotagem deve ser rigorosa e rápida.
Não é segredo que há muita gente no país contra os programas de transferência de renda do governo federal.

Na mídia venal, por exemplo, são comuns os comentários elitistas e preconceituosos contra o Bolsa Família – apelidado de bolsa-esmola.

A direita nativa encara este programa como a principal causa da perda da sua representatividade partidária.

(http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/05/bolsa-familia-e-os-sabotadores.html)
.
.
Polícia Federal vai investigar boato sobre suspensão do Bolsa Família

Por Yara Aquino, Rádio Agência Nacional

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do boato sobre a suspensão do Programa Bolsa Família.

A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até ontem (18) levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios.

Íntegra da reportagem, em áudio:

(http://radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2013-05-19/pol%C3%ADcia-federal-vai-investigar-boato-sobre-suspens%C3%A3o-do-bolsa-fam%C3%ADlia)
.
.
Ministra pede que população siga o calendário de saques do Bolsa Família

Por Mariana Branco e Yara Aquino, repórteres da Agência Brasil

Brasília – A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, fez hoje (19) um apelo para que a população siga o calendário do governo para saque do benefício do Programa Bolsa Família e não procure as agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios antes da data.

Para a ministra, o boato de que o programa seria suspenso não prejudica o governo, mas a população. “Não consigo entender o que alguém ganharia [com o boato]. O governo não vai ser prejudicado, pois o Bolsa Família já está consolidado. Esperamos que seja um mal entendido”, disse.

A ministra declarou desconhecer relatos de usuários nas redes sociais que dizem ter conseguido sacar o benefício antes da data e que demonstraram temor de que isso sinalizasse uma interrupção futura do programa.

“Se a pessoa conseguiu sacar antes, é mais um motivo para não se preocupar, pois o dinheiro estava lá”. Segundo Tereza Campello, os recursos para o pagamento dos benefícios estão garantidos, mas é preciso obedecer ao cronograma. “Começamos a pagar sexta-feira [17], como previsto, e amanhã [20] segue normalmente”, disse.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do boato sobre a suspensão do Bolsa Família.

Segundo a ministra, a presidenta Dilma Rousseff está monitorando o assunto e sua principal preocupação é que as famílias sejam tranquilizadas quanto à continuidade do pagamento do benefício.

O Bolsa Família completará dez anos em outubro deste ano e, atualmente, atende a 13,8 milhões de famílias e a 50 milhões de pessoas. De acordo com Tereza Campello, no início da gestão de Dilma Rousseff o orçamento do programa era R$ 14 bilhões e saltou para os R$ 24 bilhões previstos para 2013. “É um programa que nunca foi contingenciado”, declarou.

Um levantamento da Caixa Econômica Federal mostra que na região Nordeste houve tumulto para tentativa de saque em nove agências de Alagoas, 15 da Bahia, 14 de Pernambuco, 18 da Paraíba, 34 do Ceará, 8 do Piauí e 13 do Maranhão.

Segundo o banco, foi registrada confusão ainda no Rio Grande do Norte e em Sergipe. Até o momento, não foi divulgado o balanço em outras regiões. Mais cedo, a Presidência da República havia relatado também corrida de beneficiários a agências da Paraíba, do Amazonas e do Rio de Janeiro.

Edição: Andréa Quintiere

(http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-19/ministra-pede-que-populacao-siga-calendario-de-saques-do-bolsa-familia)
.
.

Responder

Almerindo

18 de maio de 2013 às 23h07

José Neumânne Pinto??? KKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!

Se vocês assistissem às barbaridades que ele fala no jornal do SBT das 20 hs…

Responder

Apolônio

18 de maio de 2013 às 17h38

Eu raramente assisto TV aberta. Informo muitos nos blogs progressistas. Assisto alguns programas da Tv por assinatura que me interessa. Recomendo o jornal da TV Brasil, que é muito bom. Acho que devemos prestigiá-lo. Devemos engrossar a campanha da regulação e democratização da mídia, nos termos do projeto de lei de inciativa popular.

Responder

Paulo Pimentel

18 de maio de 2013 às 08h46

Sob o comando de Lula, o PT antecipou o início da campanha presidencial, cuja eleição se realiza daqui a 17 meses, de modo que tudo o que as lideranças do partido e do governo fazem e dizem deve ser considerado de uma perspectiva predominantemente eleitoral.

E desse ponto de vista ganham importância as mais recentes declarações de Lula. No lançamento de um livro sobre os 10 anos de governo petista, Lula garantiu que não existe político “irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético”. “Não existe”, reiterou.

Lula está errado. O que ele afirma serve para comprovar seus próprios defeitos. Seus oito anos na chefia do governo foram de uma dedicação exemplar à tarefa de mediocrizar o exercício da política, transformando-a, como nunca antes na história deste país, em nome de um equivocado conceito de governabilidade, num balcão de negócios cuja expressão máxima foi o episódio do mensalão.

Responder

    roberto

    19 de maio de 2013 às 09h51

    Fhc ensinou direitinho…

    FrancoAtirador

    18 de maio de 2013 às 22h34

    .
    .
    Também é verdade, Professor, que a Mídia Bandida mente descaradamente

    e que a Grande Rede Mundial de Computadores está aí para desmenti-la.

    Veja, por exemplo, a mais recente decisão autocrática, na Ação Penal 470,

    do relator ministro-Presidente do STF, Magnânimo Juiz da Time Magazine,

    que não recebeu os Embargos Infringentes interpostos por alguns dos réus.

    A Mídia Bandida divulgou como verdade absoluta que a Lei 8.038/1990

    havia revogado tacitamente o artigo 333 do Regimento Interno do Supremo

    que prevê o cabimento desses recursos em Ação Penal Originária (APO) no STF.

    Esse caráter absoluto da alegada revogação tácita é uma mentira deslavada.

    Há um princípio jurídico que diz que “no Direito nada é, tudo pode ser”.

    No caso, o ministro-relator ENTENDEU QUE são incabíveis recursos na APO,

    OPINANDO QUE, se assim não fossem, a ação penal se tornaria infindável.

    E peremptoriamente, sem fundamento algum, ACHOU DE CONVIR que a Lei 8038/90

    revogara um artigo do Regimento Interno do STF que tem força de Lei.

    Não é o que considera e fundamenta um ex-presidente do Supremo Tribunal Federal:
    .
    .
    Embargos infringentes na ação penal originária

    Por Carlos Mário Velloso*

    Indaga-se se seriam cabíveis, no Supremo Tribunal Federal, embargos infringentes em ação penal originária. Alguns juristas, porque a lei 8.038, de 1990, que institui normas procedimentais para a ação penal originária, não teria previsto o citado recurso, concluem pela inexistência deste [1].

    Mas a questão não se resolve dessa forma.

    Primeiro que tudo, deve-se reconhecer que a lei 8.038, de 1990, institui normas para os processos que especifica, perante o STJ e o Supremo Tribunal Federal. O processo da ação penal originária é um desses processos especificados na lei 8.038/90, artigos 1º a 12. Passo a passo, a lei estabelece o procedimento a ser observado: o prazo que ao Ministério Público é concedido para o oferecimento da denúncia (art. 1º); diligências complementares poderão ser deferidas pelo relator, com interrupção do prazo concedido para a denúncia (§ 1º); se o indiciado estiver preso, o prazo para a denúncia será de cinco dias (§ 2º, “a”), as diligências complementares não interromperão o prazo, salvo se o relator, ao deferi-las, determinar o relaxamento da prisão (§2º, “b”). E segue a lei disciplinando o processo da ação penal originária.

    E assim procede a lei, minuciosamente, até o findar da instrução da ação, quando, estatui no art. 12, “o Tribunal procederá ao julgamento, na forma determinada pelo regimento interno, observando-se o seguinte: I – a acusação e a defesa terão sucessivamente, nessa ordem, prazo de uma hora para sustentação oral, assegurado ao assistente um quarto do tempo da acusação; II – encerrados os debates, o Tribunal passará a proferir o julgamento, podendo o Presidente limitar a presença no recinto às partes e seus advogados, ou somente a estes, se o interesse público exigir.”

    Então, o que se tem é que, no julgamento e, em consequência, nos atos posteriores, por expressa determinação da lei 8.038, art. 12, será observado o regimento interno, apenas com as ressalvas inscritas nos incisos I e II do mesmo art. 12.

    Verifica-se, portanto, que a lei 8.038, de 1990, não extinguiu recursos inscritos no regimento interno do Supremo, como afirmado por alguns. Ao contrário, silenciou-se a lei.

    É oportuno invocar, no ponto, o velho brocardo jurídico “ubi lex voluit dixit, ubi noluit tacuit” – quando a lei quis, determinou, sobre o que não quis, silenciou-se; ou este outro: “lex, si aliud voluisset, expressisset” – a lei, se o quisesse, o expressaria claramente.[2]

    Os brocardos jurídicos, anota Vladimir Passos de Freitas[3], representam, segundo Orlando Gomes, “uma condensação tradicional de princípios gerais.” [4]
    Os brocardos, leciona Miguel Reale, “se nem sempre traduzem princípios gerais ainda subsistentes, atuam como ideias diretoras, que o operador do direito não pode a priori desprezar.”[5]

    O regimento interno do Supremo estabelece que cabem embargos infringentes à decisão não unânime do Plenário ou da Turma que julgar procedente a ação penal (art. 333, I) e que “o cabimento dos embargos, em decisão do plenário, depende da existência, no mínimo, de quatro votos divergentes, salvo nos casos de julgamento criminal em sessão secreta.” (art. 333, parágrafo único).

    O Supremo Tribunal, “sob a égide da Carta Política de 1969 (art. 119, § 3º, “c”), dispunha de competência normativa primária para, em sede meramente regimental, formular normas de direito processual concernentes ao processo e ao julgamento dos feitos de competência originária ou recursal. Com a superveniência da Constituição de 1988, operou-se a recepção de tais preceitos regimentais, que passaram a ostentar força e eficácia de norma legal (RTJ 147/1010; RTJ 151/278), (…).”[6]

    Ora, conforme vimos, a lei 8.038, de 1990, disciplinou o processo da ação penal originária até o término da instrução. Finda esta, “o Tribunal procederá ao julgamento, na forma determinada pelo regimento interno”, (art. 12), observando-se, apenas, o disposto nos incisos I e II do citado art. 12. É dizer, a partir daí aplicam-se as disposições do Regimento Interno, estando entre elas a que estabelece os embargos infringentes.

    Ademais, na era dos direitos, dos direitos garantidos,[7] seria inconcebível interpretação restritiva, voluntarista, em detrimento do direito de defesa, da liberdade, assim do devido processo legal, uma das mais relevantes garantias constitucionais (C.F., art. 5º, LV). A propósito, convém assinalar que, em termos de garantir direitos fundamentais, o Supremo Tribunal Federal jamais falhou.

    __________

    [1] Strek, Lênio, “Não cabem embargos infringentes no Supremo”, CONAMP, em http://www.conamp.org.br/lists/artigos/dispform.aspx.

    [2] Freitas, Vladimir Passos de, “Os pouco conhecidos e lembrados brocardos jurídicos”, em “Consultor Jurídico, ” 24.03.2013,

    [3] Idem, idem.

    [4] Gomes, Orlando, “Introdução à Ciência do Direito”, Forense, p. 50.

    [5] Reale, Miguel, “Lições Preliminares de Direito”, Saraiva, p. 315

    [6] AI 727.503-AgR-ED-EDv-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJE de 06.12.2011, em http://www.stf.jus.br/jurisprudência.

    [7] Bobbio, Norberto, “A Era dos Direitos”, Ed. Campus, 1992.

    *Carlos Mário Velloso é ministro aposentado do STF, do qual foi Presidente no biênio 1999-2001. Professor emérito da UnB e da PUC/MG, em cujas Faculdades de Direito foi professor titular de Direito Constitucional e Teoria Geral do Direito Público. Advogado.

    http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI177136,51045-Embargos+infringentes+na+acao+penal+originaria

Fabio Passos

17 de maio de 2013 às 23h35

Nao ha mais qualquer razao para alguem acompanhar o PiG.
Na rede temos acesso a informacao mais detalhada, completa e mais fiel a realidade do que na globo, veja, fsp, estadao ou qualquer outro lixo da velha midia.

As oligarquias midiaticas nao conseguem mais controlar a populacao. Esta e a razao por tanto odio, rancor e magoa que os pistoleiros do PiG tem dos blogs sujos.

Que morram afogados na propria bilis…

Responder

Lando Carlos

17 de maio de 2013 às 21h19

eu sou um sujo convicto!!!!

Responder

FrancoAtirador

17 de maio de 2013 às 20h32

.
.
A Internet é uma faca de dois legumes carnais: boimate e boitata.
.
.

Responder

Arimatea Melo

17 de maio de 2013 às 20h15

Há, como fiquei satisfeito com esta notícia, não suporto mais ver a mídia tradicional (PIG) com materias manipuladas, levando milhões de brasileiros ainda a acreditarem.
Cabendo a nós que navegamos nos blogs sujos os rebatimentos a cada mentira, com a massificação de acesso as informações, ganhará a sociedade brasileira.
PAÍS RICO É AQUELE QUE SEUS CIDADÃOS TEM ACESSO AS INFORMAÇÕES VERDADEIRAS.

Responder

Pedro

17 de maio de 2013 às 18h32

O 5º Poder já entrou em ação.

Responder

Gerson carneiro

17 de maio de 2013 às 18h23

Responder

Oliveira

17 de maio de 2013 às 17h45

Segundo feita pelo Ibope, de dezembro de 2012, o Brasil já possui quase 95 milhões de pessoas conectadas. Que conversa é essa de “virá o momento em que informações urgentes não passarão mais pelos grandes meios”? Com esses números, já não é assim? Perto disso a maior revista do país, com 1 milhão de exemplares, não é nada.

Essa conversa serve a alguns propósitos: 1) dar credibilidade a qualquer um que espalhe qualquer informação pela internet, sem necessidade de confirmação ou checagem; 2) desmoralizar os atuais meios de informação, como se fossem, todos, vigaristas. 3) Justificar o controle de meios de comunicação e instalar a ditadura estúpida do consenso (alguém aí já se perguntou quem é que vai exercer esse controle?, quem é essa tal de “sociedade”? Tenham paciência!)

De direita como a Veja ou de esquerda como a Carta Capital, prefiro a informação de quem pelo menos trabalha sob algumas regras e pode ser cobrado e confrontado pelo que diz.

Na internet, salvo exceções, é o vale-tudo, o ganha no grito, o quem fala mais alto leva.

Responder

    MANREL

    18 de maio de 2013 às 11h04

    HUIIIIIIIIIIIIII!!!

    C O I T A D O.

    O CHORO É LIVRE

    O CORO TÁ COMENDO.

jaime

17 de maio de 2013 às 16h28

Visto de outro ângulo, trata-se de poder. A polvorosa em que está lançada a velha mídia pode ter um pouco a ver com empregos, ações em bolsa, ou qualquer outra coisa marginal.
Mas o cerne é o poder. Aquele que a mídia monocórdia e sem mão dupla tinha e está vendo se esvair com a diversidade de opiniões, plataformas (gadgets) e comentários/avaliações dos leitores. O poder está se distribuindo e voltando a seus detentores.
Poder não é coisa que se crie, apenas se transfere ou se concentra, assim como se faz quando se vota: transfere-se o poder pessoal a um representante. A propriedade continua sua, mas a posse é do representante.
Enquanto isso não acontece na esfera política, pelo menos na da mídia é muito bem vinda.
“Power to the people” – desde o tempo dos Beatles.

Responder

renato

17 de maio de 2013 às 16h06

Verdade, a lei não sai porque quando sairmos, já estaremos
lendo noticias na LUA.
Internet em São Paulo e gratuita… Comédia!
Lembra dos orelhões..artigo de artista plastico.
AH….Em São Paulo, sim…dentro das padarias, Shoppings.
Pelo menos havia no passado a possibilidade de um pobre,
ler uma notícia mesmo que passada, dentro da Casinha!
Me engana que eu gosto. Gratuita!!!

Responder

Willian

17 de maio de 2013 às 16h00

Até aparece que o internauta brasileiro acessa à internet atrás de notícias. A maioria quer mesmo é o Face…

A esquerda brasileira precisa entender que o pobre (que está virando classe média) quer consumir. Ninguém está interessado no Maduro. Quem deixou de ser pobre vai votar em que ele acreditar que o fará dar o passo a frente.

Ente justiça social e férias em Maceió parcelado em dez vezes, ele escolhe as férias.

Responder

jaime

17 de maio de 2013 às 14h04

Paulo Bernardo deve estar se sentindo aliviado… Ufa! O que seria uma ação política vai acontecer simplesmente por um trabalho técnico de facilitação do acesso às notícias.
Abre-se uma janela de esperança pelo fim da manipulação das opiniões. O quanto isso é importante só se pode apenas vislumbrar agora, com um exercício de abstração.

Responder

    Neotupi

    17 de maio de 2013 às 17h07

    Há ação política sim. O problema é que muita gente de esquerda está se recusando a ver notícias positivas vindas do governo, por ter desenvolvido algum tipo de antipatia, além do próprio governo comunicar muito mal o que faz.
    Se visitar páginas da Telebras ou dos ministérios de tempos em tempos, vê-se que há muita coisa acontecendo.
    A rede de fibra ótica da Telebrás já tem 26 mil quilômetros (a gente assistirá os gols da Copa das Confederações com o sinal passando pela rede de fibra ótica da Telebrás nos novos estádios). Tem o PNBL. Tem o licenciamento do 4g com metas, prazos e conteúdo nacional, o que desafoga o 3g nas grandes cidades (que ainda está muito ruim e lento, pelo menos os planos baratos). O 3g também passou a cobrir 3200 municípios em 2012, quando eram 2600 em 2011 (e em municípios pequenos funciona melhor, porque não é tão congestionado). Há todo um conjunto de políticas industriais para construção de redes, desoneração de computadores, modems e smartphones, antenas e fábricas de fibra ótica, que reflete na maior oferta dos serviços e na queda de preços, ficando mais acessíveis aos mais pobres.
    As metas que as operadoras tem que cumprir para 3g continuam neste ano até chegar a praticamente todos os mais de 5 mil municípios (não sei a data final).
    E ainda tem os projetos como cidades digitais (que se a prefeitura quiser coloca wifi gratuito na rua) e que estão no PAC2.
    A política de telecomunicações pode estar invisível para a classe B e A, e para nós que temos internet há anos, mas nas classes C e D, principalmente no Nordeste e Norte, está havendo uma revolução silenciosa. Roraima tinha em 2011 percentualmente mais população conectada do que o Rio Grande do Sul, nesta pesquisa do IBGE.
    No ano que vem, durante as eleições, a esquerda que hoje critica o governo Dilma, toda vai fazer propaganda das conquistas com estes avanços, que tem números muito mais vistosos do que outros ministérios importantes e que não são criticados.

    jaime

    17 de maio de 2013 às 19h10

    Respeito sua opinião, mas pra mim isso tudo são ações administrativas com inevitáveis consequências políticas. Ação política, neste caso, seria por exemplo, rever concessões de TV, rever a lei ou a aplicação da lei de radiodifusão, rever a distribuição das verbas à mídia em geral ou suprimi-la de vez.

    Neotupi

    18 de maio de 2013 às 00h15

    Jaime, eu também gostaria de tudo isso que você diz, mas acho ilusão com o atual Congresso. Pelo art. 223 da Constituição de 88, quem tem o poder político tanto para renovar como para cassar TV é 2/5 do Congresso (precisa de 206 votos na Câmara e 33 no Senado). Então não adianta culpar o governo por não rever concessões de TV, porque o PT, PCdoB, Psol, mais a Erundina do PSB só dá 107 votos na Câmara (talvez tenha mais alguém que apoie, mas muito poucos). O resto dos deputados ou é dono de TV e rádio, ou é da bancada do PIG ou não vota contra o PIG por medo de sofrer ataques na imprensa e não se reeleger. A Ley dos Medios é pior ainda porque precisa do apoio de 257 deputados e 41 senadores, isso se regulamentar sem fazer emenda à Constituição.
    Por isso acho que a Dilma não está errada em priorizar a Banda Larga e não comprar briga agora com as grandes TVs, porque é certeza que vai perder no final, e vai perder tempo de governo com confusão muito pior do que o Eduardo Cunha fez na MP dos Portos. Iria é fazer o jogo da oposição no Congresso para travar outras votações importantes para o governo. Acho que o que dá pra fazer até o fim de 2014 é incentivar novos canais na TV Digital que deve bombar a partir da Copa, quando muita gente vai comprar TV nova, inclusive alguém precisa articular gente de esquerda para viabilizar um canal, além da TVT que já existe.
    Quanto à distribuição de verbas, concordo com você, porque isso a SECOM pode fazer sem depender do Congresso. Inclusive, além de pulverizar mais as verbas com cotas para pequenos veículos, acho que seria bom mais verba para dinamizar a TV Brasil. Mas isso não é com o ministério do P.Bernardo, é com a SECOM da Helena Chagas.

    jaime

    20 de maio de 2013 às 09h15

    “Contenta progressistas e conservadores, direitistas e esquerdistas e… não toca no status quo.”
    Trecho de texto do Maringoni em post reproduzido neste Viomundo.
    E, sim, ele é do PSOL.

    Neotupi

    20 de maio de 2013 às 17h56

    Jaime, não vejo o Psol qualificado para falar em tocar o status quo, porque sua tática é a mesma do PT: entrar no sistema para mudá-lo.
    O Psol constituiu partidos, disputa eleições e participa do Congresso com as regras do sistema que está aí. Em Macapá, onde alcançou o poder executivo está fazendo alianças à direita para governar, e pergunto qual ruptura e qual status quo está tocando na prefeitura?
    A única alternativa à entrar no sistema para mudá-lo seria alguma revolução, que rompesse as estruturas, inclusive negando obediência à atual Constituição, e portanto não caberia participar do sistema partidário, nem dos sistemas de governos atuais. Sem isso, discursos são apenas pregação teórica (que tem seu valor, as mensagens precisam ser passadas para não serem esquecidas) ou oportunismo eleitoral de quem está na oposição e não tem responsabilidade de governar (o PT também já usou deste oportunismo quando estava na oposição), mas não tem efeito nenhum na transformação da sociedade através da conquista de governos com forças no parlamento plurais e em maioria conservadora.

Neotupi

17 de maio de 2013 às 12h55

Até que enfim a ficha caiu, ao ver que o cidadão brasileiro mais pobre tem que ter direito a ter internet, em vez de propostas ultrapassadas como engessar a Voz do Brasil com o mesmo modelo de 50 anos atras. Hoje a Voz do Brasil já está na internet e no twitter na hora que o cidadão quiser ouvir ou ler, inclusive só a parte que lhe interessa.
Aliás a proposta de flexibilização de horário nas rádios comerciais até as 22hs (e não nas rádios públicas, que continuaria as 19hs), não é do Ministério das Comunicações como recentemente foi dito neste blog, e sim da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), projeto que está tramitando no Congresso há 11 anos.
http://www.perpetuaalmeida.org.br/Noticias/515/150560/PorQueFlexibilizarAVozDoBrasil/

Responder

Blue Bus | Jornalismo – A pá de cal nas notícias censuradas pela velha mídia

17 de maio de 2013 às 12h52

[…] do professor Laurindo Lalo Leal, circulando na web, saiu agora no viomundo. Ele anota que “a banda larga democratizada será pá de cal no bloqueio à […]

Responder

Julio Silveira

17 de maio de 2013 às 12h29

Quando um agente privado passa por cima do interesse publico os guardiões desses interesses não estão fazendo seu trabalho. Podem estar se omitindo ignorancia, covardia ou desinteresse acerca de suas obrigações ou por simples dolo de prevaricação.

Responder

Panino Manino

17 de maio de 2013 às 12h27

Só falta citar um problema em tudo isso: massa burra.
Basta ir nos feices da vida para ver o circo de aberrações. Meu pai que não é burro, começou a usar essa desgraça e acredita em MUITA idiotice que lê lá, porque só lê lá, não pesquisa em outras fontes.
A internet pode ser usada como “arma” para os dois lados, porque basta ver em fóruns, qualquer um, os debates épicos que acontecem entre gente de todo tipo. Acham que essa mentalidade truculenta da direita só existe na mídia? Isso tá enraizado na mente de muita gente, que também grita alto por meio da internet.

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding