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Juiz nega reintegração: “Reitoria optou pela força em vez do debate”
Foto: ABr
Política

Juiz nega reintegração: “Reitoria optou pela força em vez do debate”


09/10/2013 - 19h31


Foto: ABr

Sugestão de Dario Negreiros

O desembargador Adriano Marcos Loroca, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, indeferiu nesta quinta-feira 9 o pedido de reintegração de posse do prédio da reitoria da USP, ora ocupado pelos estudantes.

Uma decisão corajosa. Uma sentença antológica que merece ser lida integralmente.

 

 

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37 comentários

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USP sufocada, Urgente: Por uma Estatuinte livre, soberana e democrática - Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de outubro de 2013 às 15h34

[…] Juiz nega reintegração: “Reitoria optou pela força em vez do debate” […]

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Adrián Fanjul: "É alemão no campus da USP, malandragem!" - Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de outubro de 2013 às 14h48

[…] Juiz nega reintegração: “Reitoria optou pela força em vez do debate” […]

Responder

FrancoAtirador

13 de outubro de 2013 às 16h14

.
.
O General Rodas levou outra decisão na cachola:

09/10/2013
Decisão Proferida

“Vistos.
Fls. 97/98: indefiro, pois o ato de desligamento da energia elétrica e água potável do prédio ocupado extrapola a causa de pedir e o pedido da presente lide, devendo a parte interessada valer-se de ação adequada para tanto.
Fls. 99/101: prejudicado, diante da decisão de indeferimento da liminar. Int.”
[Documento assinado digitalmente]
https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/imagens/pasta/SP/assinaturaValida.png
Assinatura válida
Documento assinado por:
ADRIANO MARCOS LAROCA

Informações do certificado
Emitido para: ADRIANO MARCOS LAROCA
Emitido por: AC Imprensa Oficial SP RFB G3
Emitido em: 17/06/2012

(http://esaj.tjsp.jus.br/cpo/pg/show.do?processo.foro=53&processo.codigo=1H0005V5W0000)

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Pai

12 de outubro de 2013 às 10h32

É uma decisão liminar. O juizeco vai levar na cabeça depois.

Responder

Sagarana

12 de outubro de 2013 às 08h14

Resta saber se no momento do almejado diálogo os “manifestantes” deixarão paus, pedras, marretas e pés de cabra do lado de fora.

Responder

    Pai

    12 de outubro de 2013 às 10h32

    Exato. São moleques desocupados. Querem a polícia fora do câmpus para poderem fumar maconha livremente. Intreressante, nunca vi algo pareceido em Harvard, Yale, Princeton, Stanford, UCLA, Sorbonne… Só aqui na Banânia, o pais do eterno fracasso.

    AEVER NÉSCIO

    15 de outubro de 2013 às 13h14

    Alguém acha ainda que as preocupações de um pai com seu filho participando de movimento reivindicatório de longo alcance (eleição da Reitoria da USP) lhe permitem discutir se o filho fuma ou não fuma maconha ? Ele próprio, o pai, talvez também o faça, qual o problema ?

Edvaldo

12 de outubro de 2013 às 03h22

Parabéns para o Juiz Adriano Marques Laroca pela sua decisão.
Outro exemplo de juiz é Marcus Vinicius Pereira Jr., 32, juiz da Comarca de Currais Novos, RN, suspendeu no dia 30 de julho toda a propaganda estatal até que o Estado garanta o direito à saúde de pacientes de Currais Novos.

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    Edvaldo

    12 de outubro de 2013 às 03h25

    Desculpem o erro, corrigindo o nome do Juiz, Adriano Marcos Laroca.

Rodrigo

11 de outubro de 2013 às 20h25

O Rodas rodou nessa.

Responder

Joselito

11 de outubro de 2013 às 10h09 Responder

    FrancoAtirador

    12 de outubro de 2013 às 00h01

    .
    .
    Ora, Joselito.

    É claro que a decisão dessa juíza aí é regra no Judiciário.

    Precisamente o ineditismo da fundamentação com fulcro social

    é que demonstra o brilhantismo e a importância maior da sentença

    do ousado e democrático Juiz de Direito Adriano Marcos Laroca.

    Tomara que o TJ de São Paulo e o CNJ não tentem puni-lo,

    como Gilmar Mendes tentou fazer com Fausto Martin De Sanctis,

    só porque o Juiz determinou a prisão de um banqueiro bandido.

    Está mais que na hora de inverter a lógica da Ditadura Militar.
    .
    .

    Jose Mario HRP

    12 de outubro de 2013 às 09h45

    A liminar quanto a reitoria foi negada por um desembargador!
    Muito mais dificil o recurso!

marco antônio do carmo

10 de outubro de 2013 às 23h25

Simplesmente didático e democrático, parabéns aos aluno, professores e servidores da USP pela vitória.

Responder

Marat

10 de outubro de 2013 às 23h05

O mundo gira, a USP Rodas e o ensino breca!

Responder

ricardo silveira

10 de outubro de 2013 às 20h33

Uma aula de democracia aos ditadores da USP. Isso sim é decisão judicial fundamentada, com base no interesse público, sem violar a Constituição, ao contrário, com base na lei maior, muito diferente das manifestações políticas chinfrins de alguns ministros do STF na AP 470, para justificar condenações absurdas.

Responder

Pai

10 de outubro de 2013 às 20h15

A decisao é corajosa, mas absurda.
Vai cair no recurso.
O juiz se desviou do assunto- a tomada de bem publico de maneira ilegal- para nos brindar com discurso sociologico de porta de forum.
Os moleques querem dialogar? Pois DIALOGUEM.
Moleques com mascara na cara. “A gentchi tchipu acim tá lutandu prá mudar o brasiu meu”

Responder

    Jose Mario HRP

    11 de outubro de 2013 às 05h44

    O babaca tucano falando de absurdo!
    Asurdo . O PSDB é um monstro velho e carcomodo e esse cara que escreveu é um legalista pequeno burgues…..nem pode ser levado em conta!

    Pai

    12 de outubro de 2013 às 10h29

    Ui Zé Mario.
    Poderosos argumentos. Parabéns.
    Ainda bem que temos legalistas como você para nos defender.
    Com a paz de cristo, amém!

Urbano

10 de outubro de 2013 às 19h59

O que nos salva são pessoas humanamente sublimes tanto no saber, quanto na magnanimidade do seu ser, a exemplo do Excelentíssimo Juiz Adriano Marcos Laroca.

Responder

FrancoAtirador

10 de outubro de 2013 às 19h32

.
.
É preciso um Juiz de colhão

para proferir essa decisão

em plena Comarca de São Paulo.
.
.
Um pequeno mas significante passo

para a mudança cultural nesta terra.

Como foi também a eleição de Haddad.
.
.

Responder

    Jose Mario HRP

    11 de outubro de 2013 às 05h45

    Desembargador!

    FrancoAtirador

    11 de outubro de 2013 às 23h28

    .
    .
    Ainda é Juiz de Primeira Instância.

    Demonstrou, porém, pela fundamentação,

    que merece a promoção a Desembargador.

    Espera-se, inclusive, que seja promovido

    para bem do Poder Judiciário BraSileiro.
    .
    .

Bacellar

10 de outubro de 2013 às 18h22

Bom já que ando obrigado a ser sintético… Grandino: Senta que é de menta.

Responder

Sala Fério

10 de outubro de 2013 às 14h26

Se ocupassem o gabinete dele ou o palácio da justiça, teria a mesma atitude? Duvido …

Responder

lidia virni

10 de outubro de 2013 às 12h35

Sao essas pessoas dignas e que honram sua profissão, que nos fazem continuar acreditando na Justiça deste país, maculada por masgistrados que se acham deuses, parcialíssimos e apoiados pelo PIG e pela direita em geral.

Responder

    Pai

    12 de outubro de 2013 às 11h07

    O que? Parcialíssimos? Ora, esse juiz claramente é parcial, com esquerdismo enrustido. Juiz tem que seguir a lei, mesmo que contra os ditames da sua consciência. O Juizeco se desviou do mérito. aguardo ansioso a decisao cair e a polícia botar esses maconheiros para correr. Sim, eles querem a polícia fora do câmpus pois recentemente um universitário foi reprrendido por estar desempenhando sua liberdade de fumar maconha no câmpus

Wladimir

10 de outubro de 2013 às 11h35

Decisão muito ponderada do Juiz, ainda que em sede de liminar! A judicialização de situações políticas pela intransigência e posturas antidemocráticas de gestores de órgãos públicos tentando tranferir para o Judiciário a responsabilidade da solução de conflitos sociais pela falta de abertura de diálogo, tem gerado, na maioria das vezes, mais danos, sob todos os aspectos, do que benefícios. Além disso, os espaços públicos sempre foram e continuarão a ser o palco das lutas sociais e democráticas. Bela e corajosa decisão! “Ainda há juízes em Berlim!”

Responder

João

10 de outubro de 2013 às 11h32

Vocês não imaginam como eu, advogado há dez anos, fico feliz de ver juízes com esta formação intelectual e política.
No Paraná, a maioria dos magistrados são filhos da elite econômica e política do estado, repetindo em suas decisões o discurso de manutenção do status quo, seja em uma simples ação de revisão de juros bancários, como em ações como a que paralisou a licitação do sistema de tratamento de resíduos de Curitiba.

Responder

Joselito

10 de outubro de 2013 às 10h04

“O desembargador Adriano Marcos Loroca, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, indeferiu nesta quinta-feira 9 o pedido de reintegração de posse do prédio da reitoria da USP, ora ocupado pelos estudantes.”

Não foi o juiz de primeira instância que indefediu o pedido DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (LIMINAR) de reintegração de posse? Agora cabe agravo de instrumento, em que, ai sim, o TJSP (22ª instância – desembargadores) julgará a liminar??

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    Sávio Maciel

    10 de outubro de 2013 às 16h42

    Muito bem observado. Mas é desulpável. Leigos costumam confundir-se ao tratar do Judiciário. É fruto do ainda vigente regime da “torre de marfim”.

maria de sobral

10 de outubro de 2013 às 09h55

Urge, rever a postura dos magnificos, nas universidades.

Responder

Spadaccini

10 de outubro de 2013 às 09h39

Vitória histórica. Internamente o Rodas está isolado, tentou um golpe no Conselho Universitário (CO) propondo a sua reeleição e perdeu feio. Rei (tor) morto, rei (tor) posto…

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francisco niterói

10 de outubro de 2013 às 09h09

Clap clap clap

Faz tempo nao leio uma decisao tao avançada, ligando os fatos à conjuntura da sociedade, à cultura dominante.

Que muitas venham nesse sentido. O poder judiciario precisa ser arejado.

Responder

Julio Silveira

10 de outubro de 2013 às 09h00

Faço uma leitura bastante otimista desse fato. Parece que na justiça, principalmente a paulista, não é totalmente formada por pessoas que se associam ao conservadorismo arcaico nacional. Tem folha nova nascendo nessa arvore que parecia decadente e quase morta.

Responder

Jose Mario HRP

10 de outubro de 2013 às 06h05

Rodas, Foda-se!

Responder

    FrancoAtirador

    10 de outubro de 2013 às 12h39

    .
    .
    E vice-versa!
    .
    .


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