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Diário da Resistência


Marcio Saraiva: Sem querer, Black Bloc ajuda direita antidemocrática
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Marcio Saraiva: Sem querer, Black Bloc ajuda direita antidemocrática


09/10/2013 - 17h07

sugerido pelo Adilson Filho, enviado por e-mail

CABRAL, PAES, COSTIN E A PM ADORAM OS BLACK BLOC

Existe algo que foge ao nosso controle. A ciência política chama de consequências não-intencionais de uma ação racional.

Em outras palavras, a ação é racionalmente correta, lógica, tem um sentido A, mas sem desejar, acaba alcançando um objetivo não desejado que é Y.

Com isso, quero falar dos Black Bloc e sua atuação no interior dos movimentos sociais e grevistas.

Eu não tenho dúvidas que a intenção dos jovens militantes dos Black Bloc é positiva, do ponto de vista da esquerda socialista.

Afinal, eles se inspiram em fontes anarquistas, são contra a opressão estatal e seu braço repressivo, procuram “abrir caminhos” quando os aparelhos repressivos impedem a passagem dos protestos e passeatas, além disso, tem uma ação “protetora” diante doa ativistas, especialmente aqueles e aquelas que são atingidos pela repressão policial. Tudo isso é belo.

Os Black Bloc realizam uma catarse coletiva ao destruir agências bancárias (símbolos da ganância do capital financeiro) e prédios públicos do poder (afinal, os “políticos” são mal vistos mesmo).

Com tudo isso, há um clima simpático a essa jovem organização dentro dos movimentos sociais.

Ontem mesmo, não foram poucos os professores que aplaudiram a ação dos Black Bloc.

Eles realizavam uma “vingança social” diante da derrota dos profissionais da educação na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, hegemonizada pela base governista do prefeito Eduardo Paes que aprovou uma reforma educacional privatista que fere a autonomia pedagógica dos trabalhadores da área.

O prédio da Câmara se tornou símbolo da antipatia popular, pois antes já havia abortado uma CPI dos Ônibus (agora sob hegemonia governista e paralisada pela Justiça) e jamais deu as assinaturas necessárias para a CPI do Fundeb (que apuraria desvio de recursos para outras áreas que não a educação municipal).

Agora, prepara-se para analisar o projeto de 30 horas semanais para os assistentes sociais. É possível que novas derrotas para as classes trabalhadoras ainda sejam aprovadas pela base aliada do prefeito Paes, liderada pelo vereador Guaraná (PMDB) e tendo como chefe o presidente Jorge Felippe (PMDB).

Diante desse quadro, é compreensível que a violência dos Black Bloc gozem de relativa simpatia entre os movimentos sociais, até mesmo em alguns setores da população. Ouço vozes nas ruas que clamam: “Tem mais é que quebrar tudo mesmo, políticos e banqueiros são todos safados e ladrões”.

Compreender não significa apoiar. Quando analisamos mais detidamente o fenômeno Black Bloc, na versão tupiniquim, percebemos algumas características preocupantes:

1. Até agora não apresentaram nenhum projeto de poder popular. Simplesmente adotam uma violência quase romântica – pois não são guerrilheiros organizados em torno de um programa revolucionário – com paus, pedras, coquetéis, fogos de artifícios e marretas.

2. As imagens de destruição, lixos queimados e rostos escondidos que os Black Bloc apresentam mais assustam a população em geral do que ganham a adesão das massas.

3. Os Black Bloc não somente atuam na defesa dos movimentos sociais – o que é positivo – mas acabam provocando os policiais, criando o clima propício para a ação repressiva. Como eles não tem número suficiente e nem organização para enfrentar os aparatos repressivos, o saldo final é de frustração e aparente vitória da polícia que, para o senso comum, começa a se transformar em “heróis da ordem”.

4. A visão antipolítica dos Black Bloc pode favorecer um clima fascista que generaliza todos os políticos eleitos e todos os partidos políticos como “instrumentos do capital”. Com essa generalização simplista, cria-se um clima favorável para ideias do tipo “fim do Congresso Nacional” e regimes de força, bem ao contrário do anarquismo clássico que prega uma ideologia de fim do Estado e autogoverno popular.

5. Incentivar ações contra a polícia e focar nisso é não perceber que os aparatos repressivos são do Estado. O Estado é repressor, policiais são usados para isso. A despeito da mediocridade do argumento de que “estamos apenas cumprindo ordens”, ele encerra algo de verdadeiro. A PM não é o alvo, e sim o Estado, seus gestores.

6. Sem um projeto ético-político objetivo que dê um sentido mais amplo para suas ações, os Black Bloc acabam se resumindo em movimento jovem de indignação, revolta e ódio, sem nenhum processamento político possível. Afinal, queimar lixos não contribui para nenhuma revolução, em sentido marxista.

É nesse ponto que as ações violentas dos Black Bloc, mesmo sem o desejarem, acabam ajudando o governo Cabral e Eduardo Paes a se colocarem como os “arautos da ordem” e defensores do povo contra o “vandalismo dos mascarados”.

Não somente isso. A tática – sem estratégia – dos Black Bloc fornecem as imagens e os argumentos que as forças mais reacionárias da direita precisam para legitimar a repressão estúpida e brutal contra os movimentos de greve e protestos dos estudantes e das classes trabalhadoras.

A conta final disso tudo é que a grande mídia burguesa retira o foco na vitória dos profissionais da educação que mobilizaram 50 mil pessoas no Rio de Janeiro, em plena segunda-feira, com frio e chuva, para protestarem contra a reforma educacional privatista da dupla Paes/Costin.

Tal reforma autoritária foi imposta, com a subserviência da Câmara de Vereadores, sem diálogo autêntico com o Sindicato (SEPE) e nem com a Comissão de Educação da Câmara presidida pelo vereador Reimont (PT) que abandonou a base governista.

Ao contrário, a grande mídia burguesa valoriza as imagens de quebra-quebra, espalha o medo entre os cariocas e apelam, como na época da ditadura militar (1964-1985), para a “necessária ação contra o vandalismo” e o “terrorismo”.

Conclusão disso. Os profissionais da educação – que estão dando um exemplo de mobilização, resistência e luta contra seus opressores que desejam enterrar a educação pública, gratuita e de qualidade – acabam ficando ofuscados pelas ações violentas dos Black Bloc.

A mídia não discute os erros desse plano nefasto do prefeito Eduardo Paes, mas jogam luzes no “vandalismo”, escondendo da população as reais matrizes da atual crise.

Por isso mesmo, a despeito das boas intenções dos jovens militantes do Black Bloc, eles ajudam a mídia burguesa e os aparatos repressivos a se legitimarem na opinião pública, dão fôlego para Cabral e Eduardo Paes, alimentam o medo no senso comum e desmobilizam diversos profissionais da educação que temem participar das próximas passeatas.

São essas as consequências não-intencionais da ação racional que a Ciência Política nos esclarece tão bem e que os Black Bloc precisam aprender, se é que desejam se tornar uma braço político eficaz do anarquismo e contribuir para o avanço das lutas populares e sindicais.

Caso contrário, os Black Bloc, mesmo sem querer isso, funcionarão como linha auxiliar da direita mais antidemocrática. Cabral, Paes, Costin, os aparatos repressivos e a grande mídia burguesa os adoram, pois legitimam seus interesses.

MARCIO SALES SARAIVA é cientista político, socialista e mestrando no Serviço Social da UERJ.

Leia também:

Bruno Fiuza: Explicando a origem da tática Black Bloc





75 comentários

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Antônio David: Quanto mais o sistema perseguir os Black Blocs, mais eles crescerão - Viomundo - O que você não vê na mídia

02 de novembro de 2013 às 20h20

[…] Marcio Saraiva: Sem querer, Black Bloc ajuda direita antidemocrática […]

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venusaquario

29 de outubro de 2013 às 17h31

Vale a discussão aqui Dois Posts, e vem mais 10 q vou mandar de uma vez só sobre como se dá a construção da percepção humana
http://doqueteumundoefeito.blogspot.com.br/2013/06/os-dois-filhos-do-mesmo-pai.html
http://doqueteumundoefeito.blogspot.com.br/2013/07/sobre-energia-gigantes-construtores.html

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Denise

28 de outubro de 2013 às 16h44

Foi sem querer, querendo!!! Ingenuidade mata, rapaz!

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Adilson Filho: Anonymous tira do ar site de Sindicato; é o fim da picada - Viomundo - O que você não vê na mídia

28 de outubro de 2013 às 12h35

[…] Marcio Saraiva: Sem querer, Black Bloc ajuda direita antidemocrática […]

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Gerson Carneiro: A solidariedade seletiva da presidenta Dilma - Viomundo - O que você não vê na mídia

28 de outubro de 2013 às 10h43

[…] Marcio Saraiva: Sem querer, Black Bloc ajuda direita antidemocrática […]

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Roberto

16 de outubro de 2013 às 08h47

Esses jovens, massa de manobra, auto intitulados “BLACK BLOC” são extremamentes “PATRIÓTAS” a para externar todo o patriotismo se batizaram utilizando duas palavras extrangeiras. A partir dai percebemos a inspiração nos movimentos internacionais que desestabilizaram alguns governos de grandes nações.
Vejo com preoculpação, o mesmo poderá acontecer aqui. As autoridades constituídas não estão cumprindo seu papel de garantir a lei e a ordem embora tenham todas as condições e o respaldo do povo brasileiro. Espero que quando resolverem assumir sua função não seja tarde demais…

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    Rene A. Penno

    16 de outubro de 2013 às 14h07

    Se todas as manifestações fossem pacíficas, não faltariam elogios por parte do governo. Vejam que bela a democracia, façam mais 500.000 manifestações pacíficas até ficarem exauridos e os políticos ficariam rindo dos idiotas participantes da manifestação. Mas com os black blocs ocorrem danos materiais e políticos e já não é uma simples brincadeira. Na verdade o governo deveria negociar ANTES de acontecerem as manifestações. Depois de ignorarem as tentativas de conversações, é muito justo os bLack blocs agirem dessa maneira. Quem mandou ignorar as tentativas de diálogo?
    Mais justo seria de espancassem os políticos em vez de quebrarem e causarem bens materiais.

De Derrota em Derrota

15 de outubro de 2013 às 17h56

[…] disse Márcio Saraiva: “[e]xiste algo que foge ao nosso controle. A ciência política chama de consequências […]

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José Ricardo Romero

13 de outubro de 2013 às 08h12

A ação dos blocos negros tem o objetivo claro de ajudar a direita a golpear a democracia no Brasil. Olhando bem para essa turma dos quais o capuz foi tirado, quando detidos pela polícia, se verifica claramente que se trata de mauricinhos e patricinhas “curtindo uma boa, a da violência contra tudo o que está aí”. Sei, sei… Os estudiosos de sociologia e política não podem perder de vista a observação objetiva dos atores em questão. É a mesma coisa com os movimentos de protestos dos índios: sempre existem vários não-índios pintados para a guerra junto deles os incentivando. E quem é que quer perder a boquinha, por exemplo, da indústria da seca que termina com a construção dos canais de irrigação do São Francisco?

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    Abel

    13 de outubro de 2013 às 14h40

    E o pior é quando um membro da sociedade civil organizada (como o sindicato dos professores do Rio de Janeiro) avaliza a participação dos baderneiros em suas manifestações. Até parece provocação gratuita.

    Rene A. Penno

    16 de outubro de 2013 às 14h38

    Se o Governo ouvisse e negociasse, não seriam necessárias badernas. O Brasil continua sendo uma ditadura disfarçada onde os burros são obrigados a votar, por medo de que ninguém seja eleito. SE O GOVERNO NÃO NEGOCIA HOJE, TEREMOS BADERNA AMANHÃ.Estão surpresos porque o povo se acostumou ser ignorado sem qualquer consequência. VIVA A BADERNA. Pior baderna é aquela que os políticos fazem no poder, destroem o país sem que possamos ver algo quebrando.

    Rene A. Penno

    16 de outubro de 2013 às 14h11

    O Governo ignora as mais justas reivindicações populares. Não investe em educação e nem em saúde. É preciso NEGOCIAR para que as manifestações não aconteçam, ANTES delas acontecerem. O Governo se faz de surdo e mudo e a corrupção domina tudo. A corrupção também destrói o país mais do que os black blocs. Muito justo os protestos. A única ressalva é que deveriam espancar a classe política e os corruptos.

francisco niterói

12 de outubro de 2013 às 18h50

A tatica deles da combustivel pra midia desviar o assunto.

E a midia nao discute, ou melhor, omite, o que se oassa na camara de vereadores.

Leiam o post abaixo: É ESTARRECEDOR.

http://www.ocafezinho.com/2013/10/10/fiscais-do-rio-alertam-para-golpe-no-contribuinte/

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flavio jose

12 de outubro de 2013 às 17h10

Estes vândalos deveriam ir para a cadeia. O simples fato de agir mascarados já é o suficiente para puni-lós criminalmente. Fazem o serviço surjo da burguesia Hitleriana.

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Paulo Kautscher

12 de outubro de 2013 às 14h13

“Trotski dizia que os sindicatos carregam uma pesada retaguarda. Não são partidos políticos, cujos membros se alinham ideologicamente. Entre seus filiados há desde revolucionários a conservadores convictos. Mas, neste caso, a entidade dos educadores mostrou-se mais avançada que os partidos de esquerda.”
Por Sergio Domingues

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Der Spiegel: PM carioca é pior que as gangues - Viomundo - O que você não vê na mídia

12 de outubro de 2013 às 07h40

[…] Black Bloc, sem querer, serve à direita? […]

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anderson

12 de outubro de 2013 às 00h42

fugindo do assunto, segue informaçao:
http://www.novojornal.com/politica/noticia/pgj-mg-nao-consegue-impedir-mpmg-de-atuar-nos-crimes-de-aeci-09-10-2013.html
PGJ-MG não consegue impedir MPMG de atuar nos crimes de Aécio
Após anos impedindo o MPMG de investigar os crimes praticados por Aécio Neves e seu governo, Procurador Geral de Justiça está isolado na instituição
Desde 2003, primeiro através de Jarbas Soares e posteriormente através de Alceu Torres, ambos ex-procuradores gerais de Justiça de Minas Gerais, Aécio Neves e seus principais assessores permaneceram imunes a qualquer procedimento investigatório ou ação perante a Justiça em função do dispositivo legal que concentra no procurador geral tais iniciativas.

Porém com o término do mandato de Governador do Estado de Aécio Neves e com a perda da prerrogativa da função, a enorme quantidade de irregularidades praticadas sem qualquer investigação e que se encontravam engavetadas na Procuradoria Geral de Justiça refluíram, sendo hoje objeto de aproximadamente 16 inquéritos e uma Ação Civil Pública já ajuizada em relação ao desvio de R$ 4,5 bilhões de reais da área de saúde.
Todos que tiveram acesso a Ação Civil Pública assustaram-se com os documentos existentes nos autos, pois a mesma é fundamentada em certidões dos tribunais de contas da CVM e outros órgão Estatais de fiscalização. Como já noticiado pelo Novojornal, um ministro aposentado do STF ao ter acesso a uma cópia dos autos afirmou: “Primoroso o trabalho do Ministério Público, não existe defesa”.

Entendimento idêntico ao dos advogados de Aécio Neves que diante desta realidade em vez de defendê-lo optaram por argüir a competência funcional da promotora que ajuizou a ação, argumentando que a competência para ajuizar a ação seria do Procurador Geral de Justiça. Argumentação rechaçada pelo Tribunal de Justiça no Agravo de Instrumento.

Após o julgamento e diante da enorme repercussão da decisão, em uma medida considerada “inovadora”, os mesmos desembargadores que julgaram o Agravo de Instrumento, no julgamento dos embargos de declaração deram ao mesmo efeito infringente, modificando o que haviam decidido por unanimidade. A este respeito Novojornal publicou a matéria; “TJMG “simula” extinção de processo, mas Aécio continua réu”.

Os termos da decisão ficaram restritos apenas aos desembargadores que participaram da “inovada” iniciativa, até que Novojornal publicou a matéria anteriormente citada. O resultado foi à mobilização contrária a decisão dos integrantes do Ministério Público que a contra gosto submeteu-se por 12 anos a vontade claramente política e partidária dos ex-procuradores gerais de justiça.

Na verdade, o TJMG não decidiu e sim legislou alterando a legislação atual, determinando que mesmo depois de afastado de seu cargo os ex-governadores continuam vitaliciamente acobertados pela prerrogativa legal que ampara apenas os que estão em seus mandatos. Para grande maioria, o Poder Judiciário Mineiro “exagerou”.

Para juristas consultados por Novojornal os desembargadores que tomaram esta decisão sabem que a mesma não será mantida nas Cortes superiores, mas o que a defesa de Aécio Neves queria foi conseguido, que a discussão passasse a ser primeiro, neste período eleitoral, sobre a competência ou não de quem ajuizou ação sem que se julgasse o mérito da Ação.

Ciente deste fato, os deputados integrantes do Bloco parlamentar da ALMG, “Minas Sem Censura”, foram, perante o Procurado Geral de Justiça, para que ele emendasse a ação, pois com esta iniciativa o Tribunal teria que julgar imediatamente o mérito da ação.

Após a reunião Novojornal obteve da assessoria de imprensa da PGJ a seguinte nota:

“O Ministério Público aguardará o recebimento do agravo com a decisão do TJMG que será analisado tecnicamente pela Procuradoria de Justiça de Direitos Difusos e Coletivos para eventual interposição de recurso no Superior Tribunal de Justiça em face da decisão do TJMG de enviar o processo para ratificação do PGJ.”

Evidente que o Procurador Geral de Justiça poderia ratificar o processo, mas segundo a nota optou pelo recurso, evitando que o mérito da Ação seja imediatamente julgado. Tal iniciativa deixa clara a permanência da influência do Poder Executivo sobre o Procurador Geral de Justiça, mas igualmente demonstra que o procurador geral não mais consegue fazer o que faziam seus antecessores. Avocar o processo e colocá-lo na gaveta.

No passado, tal prática só foi possível tendo em vista que as instâncias da Procuradoria Geral de Justiça a que se poderia recorrer eram omissas e cúmplices. Com as recentes mudanças ocorridas na Procuradoria Geral da República, no CNMP e mesmo entre a grande maioria dos integrantes do MPMG, isolou-se o Procurador Geral de Justiça, que hoje já não mais conta com a subserviência das iinstâncias da PJG-MG e pensa nas possíveis conseqüências de seus atos.

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Roberto Locatelli

11 de outubro de 2013 às 11h18

Só discordo de que seja “sem querer”.

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    Abel

    13 de outubro de 2013 às 14h41

    “Sem querer, querendo” :)

FrancoAtirador

10 de outubro de 2013 às 23h18

.
.
Em entrevista a Antonio Abujamra, no Programa de TV ‘Provocações’,

o líder do MST João Pedro Stédile disse o seguinte:

“Se você passar na frente de um Banco, cuspa!!!”.

Não disse ‘Atire pedras!’.

Alguma razão ele deveria ter…
.
.

Responder

sancho

10 de outubro de 2013 às 17h56

Realmente, os professores tiveram uma grande vitória: tomaram um canudo cravejado de areia. Cientista político autor do texto, faço minhas as palavras do gambé do faicetruque: “foi mal aê, fessor”

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Mario Ramos

10 de outubro de 2013 às 17h39

Excelente análise. É muito importante avaliar as ações violentas dos grupos de mascarados nas manifestações populares com a clara percepção de que a atitude dos Black Bloc acarreta consequências indesejáveis. Conforme demonstrado no texto, ainda que muitos ativistas não percebam, a atuação dos Black Bloc serve a interesses diametralmente opostos às causas que as manifestações visam defender. E esta realidade evidente indica que a evolução da conjuntura pode ser condicionada tanto por miopia política quanto por manipulações orquestradas e camufladas. É hora de zelar pela democracia. É preciso responsabilidade para mobilizar com consciência.

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francisco.latorre

10 de outubro de 2013 às 14h24

sem querer?..

..

querendo.

..

Responder

    Abel

    10 de outubro de 2013 às 22h54

    Isso! Isso! :)

    Regina Braga

    13 de outubro de 2013 às 13h59

    È só ler o blog da Cidadania e o sem querer, querendo, fica claro…skinner!

Mario Ramos

10 de outubro de 2013 às 14h05

Excelente análise, plena de amplitude, profundidade e consistência. É muito importante abordar o fenômeno da ação violenta de grupos mascarados com a clara percepção de que a atitude dos black bloc é altamente danosa. Conforme bem demonstrado no texto, mesmo que muitos dos ativistas envolvidos nas práticas violentas não percebam, fato é que os black bloc servem aos interesses opostos às causas que os manifestantes pretendem apoiar. E esta realidade evidente indica que a evolução da conjuntura pode ser condicionada tanto por uma miopia política quanto por manipulações diversas. É preciso responsabilidade para mobilizar com consciência.

Responder

Djijo

10 de outubro de 2013 às 13h46

Comentando o título, sem querer querendo, né? Querem um quebra-quebra generalizado para ver se sobra alguma coisa para eles.

Responder

natalia

10 de outubro de 2013 às 12h17

Não compreendo e não apoio. Não apoio depredações, seja contra banco, seja contra barraco.

Responder

    Vlad

    10 de outubro de 2013 às 14h46

    No fundo muitos de nós somos induzidos a achar que pensamos assim.
    Mas não pensamos. Não há omelete sem quebrar os ovos. Sua vidraça de nada vai servir aos seus netos. Que quebrem.
    Basta refletir bastante, afastando o raciocínio da lavagem cerebral do stablishment.
    Com isso é que eles contam; com o “pudor burguês”. Chamemos assim, já que “covardia dos remediados” é expressão que beira o insulto.
    Que o mais contundente ato de protesto resuma-se a caminhar de braços dados com uma vela na mão cantando John Lennon.
    Imagine os franceses colhendo assinaturas para um abaixo assinado nas vielas de Paris para propor a derrubada da Bastilha (desde que a municipalidade autorizasse, é claro). Ou Fidel e Che Guevara fazendo greve de fome e usando fitinhas brancas na cabeça e exigindo a renúncia de Fulgêncio Batista.
    Não é assim que funciona o mundo.

    Abel

    10 de outubro de 2013 às 19h47

    Ô vampiro brasileiro, esse seu discurso é muito bonito, mas queria ver você apoiar os baderneiros fazendo a “revolução” na sua casa. De boas intenções o inferno anda cheio, e certamente as suas não são nada boas. E essa sua frase sobre “omeletes e ovos” me fez lembrar imediatamente da famosa “confissões não se conseguem com bombons”, do bispo de Diamantina.

    Adilson

    10 de outubro de 2013 às 21h35

    Comparar o Brasil de hoje com França pré-revolucionária e a Cuba de Fulgêncio, realmente é de doer.

    Lucas

    13 de outubro de 2013 às 21h07

    Pois é ‘cabra’ Cuba esta na ditadura não ajudou muito. Já a Revolução Francesa levou à ditadura de Napoleão, né?

Mardones

10 de outubro de 2013 às 11h24

Por isso, eu repudio esse tipo de manifestação que só oferece material para o PIG explorar nos telejornais, sem oferecer uma chance de crítica ao que ocorre na câmara de vereadores do Rio, por exemplo. Serão idiotas úteis aos que lutam pela destruição do ensino público. Só isso. E parte da população quer mais polícia para combater ‘os vândalos’.

Responder

Julio Silveira

10 de outubro de 2013 às 11h22

O que realmente não gosto nos Black Blocs é o nome, bem que poderiam se chamar Bloco Negro, mas até isso já é sintoma da aculturação desenfreada e do colonismo latente. De resto, sem mascaras a séculos, e sem oposição forte temos uma politicalha que retira muito mais da cidadania brasileira.
Alguns que se passam por brasileiros na nomenclatura, trabalham a favor dessa acultura, dessa perda de identidade nacional, desse achincalhe institucional, que se traduz em impunidade para ricos, de qualquer tipo mesmo, e principalmente, os que fazem riqueza as custas dos desvios e descaminhos havidos no país. que retira muito da maioria de sua gente e ninguém fala disso, a não ser pelas criticas protocolares. Os Black Blocs são os menores de nossos problemas, se é que pode ser considerado um problema ter sangue nas veias e perder o bom senso. Preferível talvez fosse ser racionalmente maquiavélico como são grande parte dos que propiciam a existência dos Black Blocs.

Responder

    Julio Silveira

    10 de outubro de 2013 às 12h20

    Gostaria de fazer um adendo ao texto acima para que não fiquem duvidas. A oposição a que me refiro não é a oposição politico partidária, mas oposição a politica do aculturamento e do colonismo. Fiquemos bem entendidos.

Adilson

10 de outubro de 2013 às 11h15

É exatamente isso que eu tenho dito: Os bbs são muito bons pra alimentar fantasias das mais diversas ordens, principalmente na extrema esquerda e na “nova direita”. Apenas pra pegar duas referência dessas vertentes, o Chico Alencar vai lá e posa numa foto com a máscara de caveira fazendo cara de mau, o Caetano vai lá e enrola o pano preto na cara copiado, depois pelas atrizes da Globo e uma turma descolada no Facebook…

A reboque disso, tudo vai virando um grande bloco de mil e uma fantasias. Uma molecada nas ruas já começa a aderir a essa estética na indumentária e no modo de andar , daqui a pouco o mercado captura e aí aquele abraço: começaremos ver essa tendência nas vitrines, modelos, etc.

Mas falando do que interessa mesmo, o que o autor fala procede: Os bbs estão contribuindo incisivamente para reforçar estereótipos contra o Movimento Social na sociedade conservadora e no seus comandantes, como essa luta tão sofrida dos professores. Cabral, Alckmim, e seus cães de guarda, são muito mais malandros do que a gente imagina, se aproveitam desse “festival de representações e imagens” na mídia e no face e tb da ingenuidade (!) de uma categoria que acredita(?)que está recebendo proteção e chega ao cúmulo de dar sopa na boca da imprensa corrupta ao declarar publicamente a adesão.

Quando a coisa explode nas ruas, tiram essas autoridades, proveito também da quebradeira geral e do salve-se quem puder que só serve pra produzir jogo de imagens assustadores e assustar as donas de casa , mas que não causa nem cosquinha na estrutura do sistema. Simplesmente, porque como muito bem lembrou Bruno Fiúza, os bbs hoje viraram um fetiche em si mesmo, auto-referenciados e operando numa lógica de destruição-estética-status.

Isso me faz lembrar, da “Guerra ao tráfico” no Rio de Janeiro, onde a polícia só não acabava com o outro lado, porque não tinha essa intenção. Não havia interesse nem político e assim, tudo se resolvia na base do acerto (arrego)

No caso dos bbs, isso fica muito claro, a polícia “deixa” eles acharem que estão ali lutando ferozmente e resistindo, mas se quiser, num estalar de dedos, acaba com a festa em dois minutos, pois a força é de uma desproporcionalidade tão grande que chega a ser até cômico falar em resistência. Não o fazem porque evidentemente não o querem. “Deixa quebrar a p. toda, deixa vir tudo abaixo nessa m. logo..” assim, CERTAMENTE, eles pensam, pois já estão numa berlinda sem precedentes na sua trajetória política, desgastados até a alma com a opinião pública, e tudo que precisam é de um “cadáver” pra virar o jogo pra eles.

Assim, o que existe é um enorme desinteresse em investigar, prevenir e até, quando a coisa estoura, em combater. O que deixa claro que os bbs, não passam de uma grande fantasia de gente que ainda não viu o ‘muro cair’, de alguns cínicos que fingem que não viram, artistas da Globo, descolados do face, de uma categoria castigada por anos de descaso, que aceita ajuda na base do pra-quem-tá-se-afogando-jacaré-é-tronco, e ainda de uma juventude que, não tem talvez subsídios suficientes para elaborar esse jogo complexíssimo, e os vê natural e compreensivelmente, como heróis de sua geração.

Por fim, vejam agora o que a nossa imprensa vendida faz por todos os lados: Repercute massivamente essa “guerra ficcional” e a pauta dos professores que é seríssima, com denúncias passíveis até de uma CPI na Educação RJ, é distorcida e esvaziada . É esse o jogo, na minha modesta opinião.

Responder

    Valmont

    10 de outubro de 2013 às 18h10

    Concordando em grande medida com você, pincei esta frase: “uma juventude que, não tem talvez subsídios suficientes para elaborar esse jogo complexíssimo, e os vê natural e compreensivelmente, como heróis de sua geração.”

    É fato que grande parte da população brasileira não tem informação suficiente para fazer uma leitura razoável desse complexíssimo quadro sócio-político brasileiro. Até alguns estudiosos equivocam-se, por exemplo, ao ignorar importantes fatores EXTERNOS, os pesados interesses de países e megacorporações (bancos, petroleiras, etc.) que governam o mundo. Tentam interpretar certos fatos como se eles surgissem do nada, como se o Brasil fosse um sistema fechado boiando no vácuo e não existissem ou não incidissem sobre o nosso cenário político as ações diretas ou indiretas de agentes externos.

    Identificar essas forças e suas articulações com os agentes políticos nacionais não é fácil (especialmente diante desse nosso quadro partidário absolutamente inconsistente), mas também é essencial para quem deseja entender de fato quais são as intenções, qual é o jogo e em que posição do tabuleiro se situa cada um.

    Não é novidade a insatisfação dos representantes do capital (especialmente “banksters” e petroleiras americanas e britânicas) em relação a esse governo de coalizão personalizado na figura de Dilma Rousseff.

    Por outra mão, já se comprovou a existência de organizações, como a CANVAS/OTPOR, que atua em diversos países, promovendo exatamente as chamadas “revoluções fabricadas”. O próprio Azenha veiculou neste site provas da atuação de um rico empresário ligado ao grupo Abril no apoiamento do tal “movimento ChangeBrazil”, às vésperas dos eventos de junho passado.

    Todavia, numa atitude absolutamente ingênua, a maior parte das pessoas não considera sequer a possibilidade de esses “fenômenos das ruas”, aparentemente espontâneos, terem origem e orquestração fora do Brasil.

    Insatisfações e tensões sociais existem em todo lugar, não apenas no Brasil. E é justamente a exploração desse “combustível”, desse caldo de cultura alimentado pela imprensa e pelas redes sociais, associado a determinadas “centelhas” produzidas por mobilizações locais (como a da Praça Tahir, na Turquia, ou o MPL, no Brasil), que fazem funcionar o “motor de solapar governos”, sejam estes democraticamente eleitos ou não.

    Na Espanha, a “revolução dos indignados” resultou na ascensão de Mariano Rajoy, o governante mais autoritário que aquele país já viu, desde Franco. O que esperar de semelhante movimento no Brasil? Joaquim Barbosa? Ou algo mais palatável ao marketing eleitoral, como o sorridente Eduardo Campos, que já atraiu o apoio de notáveis lideranças da ala mais retrógrada e entreguista da direita nacional, o histórico líder do Centrão, o implacável defensor do latifúndio, Ronaldo Caiado e seu colega Heráclito Fortes, sob o rótulo do SOCIALISMO(!).

    Por trás dessa política “miúda” do faz-de-conta, movem-se os gigantescos interesses predatórios do petróleo e do rentismo. Nos bastidores, o leilão do Brasil, a competição entre os candidatos à presidência, para definir quem entrega mais para os gringos… Os escolhidos conseguirão polpudos financiamentos de campanha, dólares a sobrar, em suas contas de paraísos fiscais.

    É assim que a banda toca nos altos círculos do poder, onde manda a elite invisível do rentismo internacional. E nós aqui nem suspeitamos da sua existência, muito menos de que é o seu poder que faz as coisas acontecerem em nossas ruas, como num passe de mágica, sob máscaras, bandeiras e palavras de ordem. De repente, um falso gigante se levanta, enquanto o verdadeiro continua imerso no profundo torpor de sua ignorância.

Vlad

10 de outubro de 2013 às 11h11

Olha o cara querendo enquadrar o Black Bloc; como se não soubesse que é da sua essência não se enquadrar. É um piadista sem graça.
E os chapas-brancas papagaiando de carona, pois como seus militontos estão todos gordos e em cargos de confiança, qualquer um que saia às ruas sem receber lanche e cinquentão, além de estar longe de sua compreensão neo-burguesa, é uma terrível ameaça à democracia.

Responder

    Abel

    10 de outubro de 2013 às 22h57

    Sempre vão existir os idiotas que acham que a população que votou em Lula e vota em Dilma é “militante petralha” – como se houvessem tantos filiados e simpatizantes do PT assim nesse país. Continuem pastando, meus caros – e perdendo uma eleição atrás da outra :)

Renato Nucci Jr.

10 de outubro de 2013 às 09h30

Essa preocupação com a tática dos black blocks é coisa de gente que se pauta pela mídia. Nas manifestações de junho, quando manifestantes pacíficos eram espancados covardemente pela polícia, a mídia também partia para a criminalização do movimento. Folha, Estadão e Globo clamavam por mais repressão para acabar com a baderna. E os black blocks nem tinham entrado em cena. Naqueles dias também vi muita gente que se diz de esquerda criticando os “excessos” dos manifestantes. E que excessos seriam esses? Fechar avenidas,atrapalhar o trânsito e reagir à violência policial. Precisamos entender que a tônica da grande imprensa no tratamento das manifestações não mudou. Ela continua criticando os manifestantes. E a posição de algumas pessoas que se julgam de esquerda, e que coincidentemente apoiam o governo Dilma, é a de fazer coro com a grande imprensa e manter suas acusações aos manifestantes. Primeiro acusavam o Passe Livre, agora acusam os black blocks, de serem gente infiltrada pela direita e pela polícia para fazer vandalismo e jogar a população contra os manifestantes, justificando mais repressão. Algumas mentes bem comportadas podem não gostar da tática do “bloco negro”. Mas se pautar pela grande imprensa e passar a fazer coro com a direita na acusação e criminalização dos black blocks, não passa de covardia.

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    Abel

    13 de outubro de 2013 às 14h45

    Covardia é impedir o direito de ir e vir, incendiar ônibus, depredar pontos de ônibus, queimar lixeiras. Black blocs são proto-fascistas aliados ao que há de pior na extrema-esquerda brasileira – e servem aos interesses da extrema-direita, sem voto e sem projeto para o país.

    Gelson Costa

    16 de outubro de 2013 às 11h07

    Concordo plenamente com a sua visão dos bb como um bando pró facista. Acreditar que esse movimento está a favor da classe trabalhadora é esquecer que o inferno é todo pavimentado de boas intenções. E dizer que os bb não têm organização central nem líder, pode até ser verdade mas, por enquanto, por enquanto…

Gilles

10 de outubro de 2013 às 08h38

Ufa, obrigado. Um mundo de coisas que dá uma preguiiiça de explicar. Agora tem um link com um ensaio razoável. Viesado pra esquerda, mas quem apóia essas coisas em geral tem um viés de esquerda.

Responder

Eurico

10 de outubro de 2013 às 07h55

Esta reação da esquerda em afagar este movimento coiso ou esta coisa negra em movimento, ou o raio que seja, lembra-me da reação da esquerda quando foi proposta a criação do disque denúncia no Rio. Ainda estava forte a lembrança da ditadura e muitos diziam que o disque denúncia era um incentivo ao dedodurismo. A história mostrou que eles estavam errados em transpor mecanicamente uma análise correta em tempo de ditadura para uma outra época e com outra finalidade: a de permitir que vozes pudessem ser ouvidas sem o risco de serem ou terem familiares mortos. Aliás seria bom se a PF e o BC tivessemm um disque denúncia para receber informações financeiras e de corrupção de quem as tem e quer revelar, mantendo o anonimato.

Responder

Davi Basso

10 de outubro de 2013 às 06h02

Já li difamações mais inteligentes. Elas ao menos aparentavam franqueza. Pois vamos ser francos, é mediano! Está virando meme. Justificar a policia, a repressão contra os black blocks. E jogar estes contra a sociedade.

Em 1ano, 21 miil bancários afastados do emprego (estão recebendo pelo inss).
De janeiro até aqui, os bancos demitiram 7 mil funcionários.
Uma rotina de trabalho adoecedora onde muitos tomam remédio tarja preta.
Quantos se suicidam por ano na atividade bancaria, saberia dizer?
Sim, há violência nos bancos. Veja através da janela….
30bi, do começo do ano para cá, retirados da economia para alimento de um poço sem fim.

Com tudo isso, olhe para a janela e veja através.

Enaquanto o caboclo aí preocupado no que a mídia vai dizer. Ora se a mídia falasse bem nao era bom. Pois é nesta mídia que vc cita, onde quer conscientizar as pessoas! É nela que fia a formação dos cidadãos? Ligar anarquismo a facismo…. Um dos dois nao entendeu! Ou deve ter aprendido nestes meios aí q tanto lhe importam.

Do jeito que está o próximo texto do Black Block deve ser de chorar.

Ah, para se cumprir o que está escrito nas profecias: A esquerda só se une na cadeia. ou nem assim.

Responder

Alemao

10 de outubro de 2013 às 05h46

Engraçado que até agora vcs só foram capazes de perturbar a ordem e ainda não deram sequer um argumento contra o novo plano de carreira do professores.

Responder

João

10 de outubro de 2013 às 04h05

E o PT, conscientemente, ajuda a direita democrática!

Responder

    renato

    10 de outubro de 2013 às 23h15

    Rsrs, fato. Os bilhões transferidos aos Marinho em 10 anos. E são os black blocs que ajudam a direita antidemocrática, faça-me o favor…

jair almansur

10 de outubro de 2013 às 03h11

Black bloc?. Nas vesperas das eleicoes a direita vai vestir a camiseta da Dilma nesta corja proto-facista e vai fazer um grande estrago eletoral. Ja vi esse filme antes.

Responder

    Eurico

    10 de outubro de 2013 às 07h57

    Concordo contigo e vejo aí um prato feito para os agentes da CIA

    Roberto Locatelli

    11 de outubro de 2013 às 16h06

    Os blakc blocs, vestindo a camisa de Dilma??? Duvido.

Black Blocs: agentes inocentes e voluntários da CIA

09 de outubro de 2013 às 21h52

Block Blocs é uma invenção da CIA e opera em todas as manifestações do mundo, dentro da orientação de “Todos contra a Dilma”. Os americanos sabem que em todas as manifestações, há gente de todos os tipos. Inclusive os “valentões” , estimulados por drogas e alcool, que são o outro braço armado da direita na rua, pois o primeiro é a PM. A função dos Black Blocs em primeiro lugar é provocar. São agentes provocadores e vários são da prórpia PM infiltrados. Seu objetivo é dar uma aparencia de revolta e elevar a temperatura das manifestações com o objetivo de produzir mortos, corpos, para colocar a culpa no Governo Federal, pois nos demais países europeus, a polícia é da união, e naõ das provincias como aqui.

Responder

    Mario Ramos

    10 de outubro de 2013 às 14h39

    É isso aí. Talvez eles nem saibam, mas servem ao golpismo fascistóde.

    renato

    10 de outubro de 2013 às 23h16

    É fake, Mario.

Matheus

09 de outubro de 2013 às 21h33

O “debate” sobre o bloco negro até agora.

A: “o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.
B: calma lá meu amigo, o black bloc não é uma organização, é uma tática defensiva…
A: “o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.
B: não meu amigo, não é isso, deixa eu tentar me explicar, acho que não fui claro, o black bloc é uma tática usada por diversos movimentos de base para resistir à violência policial e perseguição
A: “o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.
B: poxa, você ainda não entendeu é apenas um instrumento à serviço de uma causa maior.
A: “o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.
B: eu concordo que se é bom depende da maneira como é feito, mas para entender você tem que entender que é uma tática.
A: “o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.
B: não é um movimento, não tem programa, mas pode ser usado como tática à serviço de um movimento programático.
A: “o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.
B: cara, você ouviu o que eu disse antes?
A: “o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.
B: você está de má vontade, eu já te expliquei que…
A: “o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.
B: desisto
A: “o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo. “o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.”o” Black Bloc é uma organização isso e aquilo.

Responder

    Eurico

    10 de outubro de 2013 às 08h01

    Matheus, se o que você escreveu reflete a sua cabeça e se você é um black bloc, então fica fácil entender a tática da porrada e do bestialismo usadas por estes coisos.

    Rene A. Penno

    16 de outubro de 2013 às 14h00

    Se todas as manifestações fossem pacíficas, não faltariam elogios por parte do governo. Vejam que bela a democracia, façam mais 500.000 manifestações pacíficas até ficarem exauridos e os políticos ficariam rindo dos idiotas participantes da manifestação. Mas com os black blocs ocorrem danos materiais e políticos e já não é uma simples brincadeira. Na verdade o governo deveria negociar antes de acontecerem as manifestações. Depois de ignorarem as tentativas de conversações, é muito justo os back blocs agirem dessa maneira. Quem mandou ignorar as tentativas de diálogo?
    Mais justo seria de espancassem os políticos em vez de quebrarem e causarem bens materiais.

    Abel

    10 de outubro de 2013 às 11h19

    O black bloc é um bando de desocupados, filhinhos de papai e baderneiros servindo como linha auxiliar da extrema esquerda (leia-se PSOL) para auxiliar a direita em sua tentativa de derrubar o estado democrático de direito.

Juiz nega reintegração de posse de prédio da USP: "Reitoria optou pelo uso da força em vez do debate'' - Viomundo - O que você não vê na mídia

09 de outubro de 2013 às 20h49

[…] Marcio Saraiva: Sem querer, Black Bloc ajuda direita antidemocrática […]

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lidia virni

09 de outubro de 2013 às 20h22

Sem querer? Os que afagam essa turma, pensam que eles são mais ou menos iguais aos originais. Já se provou que tem de tudo metido ali e o vandalismo é para isso mesmo: desqualificar os movimentos e justificar a violencia da nossa polícia cabralista e paesista. Será que esses policiais são todos de origem burguesa e seus filhos estudam em casa, sem professores, só com paipai e mãemãe ensinando?

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Bruno Fiuza

09 de outubro de 2013 às 19h52

Como não dá para acompanhar pessoalmente os acontecimentos no Rio (moro em SP), a gente sempre pode cometer algum erro de avaliação, mas, vendo de longe, acho que o alerta feito pelo Marcio é fundamental. Ótima reflexão. É preciso avaliar as consequências das ações sempre

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José X.

09 de outubro de 2013 às 19h38

“Sem querer, Black Bloc ajuda direita antidemocrática”

Sem querer, querendo, né.

Não estamos em guerra, o Brasil não está ocupado por outro país, o país está funcionando, não existe absolutamente nada que justifique a destruição de patrimônio público ou privado.

Porque gente de extrema direita como Alckmin (lembram do Pinheirinho ?) não põe a polícia pra coibir a violência do Black Bloc(k) ? Por que eles estão fazendo o trabalho sujo pra ele, deslegitimizando as manifestações legítimas…Quando é pra bater em professor eles (Alckmin & cia) batem…

Responder

Daniel Faria

09 de outubro de 2013 às 19h36

Excelente texto. “Compreender não significa apoiar”: entendo os motivos das ações dos black blocs, mas eles tem mais atrapalhado do que ajudado.

Responder

José de Queiroz

09 de outubro de 2013 às 19h25

Na verdade esse movimento afastou a população das manifestações de rua. As manifestações de junho chegaram a reunir 300 mil pessoas com a presença até de famílias e é a quantidade que realmente faz pressão e assusta a classe política. Não precisa de quebra-quebra. Se todas as manifestações tivessem sido pacíficas, em 07/setembro passado, 1 milhão teria ido às ruas.

Responder

Fabio Passos

09 de outubro de 2013 às 19h11

A esquerda não pode definir suas ações de luta social pautada pelas mentiras do PiG!

Aliás… já passou da hora da esquerda tratar o PiG como adversário.

O PiG é inimigo do povo… e assim deve ser tratado.

Responder

Fabio Passos

09 de outubro de 2013 às 19h07

Se explodirem a rede globo serão responsáveis por um dos maiores avanços democráticos de nossa história.
E a população vai aplaudir. O PiG não consegue esconder o desprezo que tem do povo pobre e trabalhador.

Responder

    Lucas

    13 de outubro de 2013 às 21h16

    Não cara! O que seria mais provável de acontecer seria que algum governo mais radical tomaria o poder e declararia lei marcial e ainda com apoio da população que esta cansada de ver quebra-quebra.

renato

09 de outubro de 2013 às 18h15

O sujeito não viu o que aconteceu, alguém conta pra ele.

Responder

michel

09 de outubro de 2013 às 17h53

resumo do texto em duas frases:

“(…)retira o foco na vitória dos profissionais da educação que mobilizaram 50 mil pessoas no Rio de Janeiro.”

“A mídia não discute os erros desse plano nefasto do prefeito Eduardo Paes(…)”

em que mundo vive o autor?

Responder

Leo V

09 de outubro de 2013 às 17h36

Faltou avisar para o autor que black bloc é uma tática.

Pessoal tá dando muito pitaco mas é nas ruas que as coisas convergem e se resolvem.. como na unidade que está havendo entre pelo menos alguns usuários dessa tática e o sindicato dos professores.

Responder

Eunice

09 de outubro de 2013 às 17h09

Parece haver uma diferença entre Coxinhas e Black Blocks.

Responder

    José Ricardo Romero

    09 de outubro de 2013 às 17h52

    Sim, não há diferença entre as calorias das coxinhas e as dos black blocks. As primeiras provem da gordura acumulada pelos mauricinhos e patricinhas das camadas bem nutridas da classe média alta, que os blacks defendem com tanta convicção. E as outras vem dos coquitéis molotoves que os encapuzados lançam por falta de algo minimamente substancial que chame a atenção para as suas causas.

    renato

    09 de outubro de 2013 às 21h57

    os professores não pedem certificado ideológico para participar de movimento, apoio educação rj


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