VIOMUNDO

Diário da Resistência


Jorge Solla: Paulo Guedes demonstra ignorância constrangedora sobre governo; veja vídeo
Fernando Frazão/Agência Brasil
Política

Jorge Solla: Paulo Guedes demonstra ignorância constrangedora sobre governo; veja vídeo


08/11/2018 - 17h18

Quando o futuro ministro da Fazenda + Planejamento não tem a mínima noção de como funciona o Estado Brasileiro e paga mico ao dizer a senadores que ele fará, sozinho, no ano que vem, o orçamento de 2019. Paulo Guedes não entende NADA do cargo que ocupará. Jorge Solla (PT-BA), deputado federal, no twitter, sobre o fundador do Instituto Millenium que governará o Brasil

Da Redação

O episódio constrangedor aconteceu no Congresso, quando um senador perguntou a Paulo Guedes se ele queria alguma mudança no Orçamento de 2019.

O futuro superministro de Bolsonaro disse que não, já que faria seu próprio orçamento ao assumir.

Como descrito na Globonews, recebeu então a explicação de que o Orçamento do ano que vem será aprovado agora, em 2018 — e assim sucessivamente.

Uma falta de conhecimento constrangedora para quem promete “drenar o pântano” deixado por sociais democratas e socialistas (PSDB e PT).

Um dos fundadores do Instituto Millenium, Paulo Guedes fala em “Mais Brasil e menos Brasília”.

Drain the swamp e More Main Street, less Wall Street são duas frases muito utilizadas nos Estados Unidos pelos neoliberais, ao menos desde os anos 80.

Drain the swamp foi retomado por Donald Trump ao longo de sua campanha à Casa Branca, em 2016.

More Main Street, less Wall Street refere-se à prioridade que deveria ser dada aos norte-americanos comuns, não aos banqueiros.

Main Street é o nome da rua central de milhares de pequenas cidades norte-americanas, a “rua principal”.

Wall Street é onde se concentram os grandes interesses financeiros, para os supremacistas brancos o lugar “dos judeus”.

O problema é que Paulo Guedes é banqueiro e Jair Bolsonaro, que o indicou, faz parte do pântano político brasileiro há quase três décadas, com os dois filhos.

Trata-se, portanto, de mera mistificação, de metáfora que permite jogar na lama todos os oponentes políticos.

Uma retórica que nos Estados Unidos tem quase 40 anos de idade, que a turma de Bolsonaro tenta usar agora como se fosse novidade.

Tristes trópicos.

Leia também:

Comandante do Exército: A Revolução será tuitada

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



10 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

MILTON PEREIRA NEVES

09 de novembro de 2018 às 19h40

Nova China? Só se for da forma em que seus trabalhadores se matam de tralhando com salários de fome. Por que como potência pode esquecer. Estamos mais para quintalsinho do tio Sam. E quem disse que Guedes precisa de leis? As portas das interpretações múltiplas foram arrombas.

Responder

Zé Maria

09 de novembro de 2018 às 17h32 Responder

Hudson

09 de novembro de 2018 às 12h36

“O futuro superministro de Bolsonaro disse que não, já que faria seu próprio orçamento ao assumir.”

A frase de Paulo Guedes só faz sentido junto com outra antiga, de Jair Bolsonaro:

“[Se eu fosse presidente,] daria golpe no mesmo dia!”

Será que estão com tanta pressa assim, mesmo chegando ao poder “pelo voto”?

Responder

Valdeci Souza

09 de novembro de 2018 às 12h09

Essa visão, que ele falou sem entender ou conhecer a LDO , é a otimista .
A visão pessimista, é que ao tomar posse em 2019, o governo Bolsonaro não vai respeitar o Congresso. ” Não vou sugerir mudanças, porque no meu governo vou fazer as mudanças sem você . “

Responder

João de Paiva

09 de novembro de 2018 às 10h47

Os mais experientes na gestão e administração pública, aí inclusa a área econômica, afirmam que Paulo Guedes não tem prestígio e respeito nem mesmo entre Chicago Boys que participaram de governos neoliberais (como a turma da PUC-RJ, que comandou a ekipeknômica de FHC). Não só Paulo Guedes, mas todas es eminências (as claras e as pardas) que integrarão o governo de ocupação (repressor, opressor dos críticos e opositores, subserviente, sabujo dos EEUU, vira-lata e entreguista) parecem não ter saído da campanha eleitoral. Assim como tosco Donald Trump, em que se inspiram, essas eminências continuam usando técnicas de guerra híbrida (dom declarações desencontradas e contraditórias), de modo a confundir analistas e opositores.

Responder

Arenga

09 de novembro de 2018 às 08h31

FORA DE PAUTA, MAS MUITO ENGRAÇADO

Requião apresenta “Lei Onyx Lorenzoni”, que perdoa quem se arrepender por caixa dois

Roberto Requião (MDB) apresentou, nesta quarta-feira (7), no Senado, o projeto de lei já batizado de “Lei Onyx Lorenzoni”, que concede a juízes o poder de perdoar políticos que tenham se arrependido e feito pedido público de desculpas por seus crimes ou acusações.

A iniciativa do senador é uma ironia com o juiz Sérgio Moro e acontece um dia depois do juiz, numa coletiva de imprensa em Curitiba, na terça (6), minimizar as acusações de caixa dois contra o futuro chefe da Casa Civil.

Moro demonstrou adotar de flexibilidade em seus critérios sobre a gravidade do uso de caixa dois, dependendo de quem é o protagonista da ação. Questionado por um jornalista sobre como ele se posiciona diante do fato de que Onyx Lorenzoni, escolhido para ser ministro da Casa Civil, é réu confesso dessa atividade ilícita, Moro respondeu: “Ele já admitiu e pediu desculpas”. (…)

OBS: ESSA É A PRIMEIRA MEDIDA “SÉRIA” DE SÉRGIO MORO DEPOIS QUE ELE FOI INDICADO PARA O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA: perdoar o cara que tem nome de chuveiro.

Responder

Bel

08 de novembro de 2018 às 23h46

Trump já está sendo traído: ¨Brasil será nova China¨diz empresário Winston Ling que mora na China desde 2001. Foi ele que aproximou Bolsonaro de Paulo Guedes. Pronto. E a gente achando que foi o Tio Sam., o loiro do norte da democracia. http://www.opopular.com.br/editorias/economia/com-plano-guedes-brasil-ser%C3%A1-nova-china-diz-empres%C3%A1rio-winston-ling-1.1658292

Responder

Bel

08 de novembro de 2018 às 23h25

Acho que Bolso está traindo Trumpão. Winston Ling, que mora na China, foi quem aproximou Bolsonaro de Paulo Guedes. Agiram de tal forma que ficamos focando nos EUA, no relac, ionamento Bolsonaro X Trumpmas parece que o relacionamento mais denso é com a China. Deu um coice no Trump agora que os democratas ganharam a Câmara?
economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2018/11/08/com-plano-guedes-brasil-sera-nova-china.htm
China não é socialista, comunista…?

Responder

Hudson

08 de novembro de 2018 às 22h42

Ele não quer Orçamento Participativo? Seria mais interessante.

Responder

Zé Maria

08 de novembro de 2018 às 17h44

‘Ipirangas’ de Bolsonaro são apenas lojas de conveniência

jornalista Fernando Brito, no Tijolaço

http://www.tijolaco.net/blog/ipirangas-de-bolsonaro-sao-apenas-lojas-de-conveniencia/

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!