VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Ivan Valente: Explicando a onda conservadora no Brasil


31/05/2013 - 22h47

POLÍTICA

Pacto social e governabilidade conservadora

Ao atuar em favor da desmobilização das forças sociais, o lulismo descartou a possibilidade de transformações feitas com base na pressão da sociedade e aceitou a lógica de governar sem a participação direta desses atores. Com isso, a conquista de maioria parlamentar tornou-se um objetivo a ser alcançado a todo custo

por Ivan Valente*, no Le Monde Diplomatique

Não é necessário grande esforço para notar o avanço das ideias conservadoras nas últimas décadas em todo o mundo. As grandes propostas da modernidade – a igualdade entre os indivíduos, a liberdade e a justiça para todos – e as transformações movidas pelas grandes utopias têm sido questionadas pela descrença generalizada, pela exacerbação do individualismo e por uma nova versão do “fim da história”. Mesmo que os ideólogos do liberalismo tenham sido forçados a admitir, após o estouro da bolha imobiliária de 2008, que algo estava errado no “fantástico mundo do livre mercado”, é inegável que vivemos sob a hegemonia do pensamento liberal.

A débâcle do socialismo burocrático no Leste Europeu e os novos e polêmicos caminhos trilhados pelos partidos comunistas nos países asiáticos não foram suficientes para arrefecer a busca do liberalismo em afirmar-se como única forma válida de interpretar o mundo. Era preciso responder de forma contundente a processos sociais e políticos que seguem questionando o falso consenso liberal-democrático, como o importante movimento bolivariano latino-americano – que fala abertamente da conjunção entre socialismo e democracia –, a chamada “Primavera Árabe” e a resistência popular europeia à política da Troika.

O neoliberalismo, por sua vez, não foi apenas uma saída econômica diante de mais um ciclo de recessão da economia capitalista mundial. Ele veio para radicalizar a liberdade do mercado, redefinir o papel do Estado e reorganizar o conjunto das relações sociais, enfraquecendo direitos históricos da cidadania. Nesse contexto, “esquerda” e “direita” seriam conceitos superados, e a luta entre projetos antagônicos e classes seria substituída por esforços permanentes de conciliação. A polarização política e o “radicalismo” deveriam ser evitados em nome do compromisso com a democracia e a estabilidade da nova ordem mundial.

Tal ideia esvazia o espaço da política como instrumento de ação transformadora e reforça a manutenção do status quo. Com menos espaço para as forças de contestação, busca-se cristalizar o sentimento de que não há alternativas viáveis à ordem liberal. O conformismo, alimentado por poderosos instrumentos de convencimento e alienação, e o individualismo, reforçado por diversos mecanismos que subvertem o convívio e a ação coletiva, se fortalecem. Disseminando de forma competente esses valores, as elites operam arranjos institucionais com vistas a consolidar a máxima “quanto menos ruptura e mais consenso, melhor”.

É verdade que as promessas do liberalismo só fizeram ampliar a desigualdade social e o potencial para novas crises econômicas. O saldo em termos ideológicos, porém, é positivo para seus defensores. Mesmo governos, partidos e movimentos que se colocaram por muito tempo contrários ao falso consenso liberal-democrático têm se deixado cooptar.

Transição pelo alto e conciliação no Brasil

A história brasileira é marcada pela tentativa de controle das elites sobre as pressões transformadoras. Tal processo assegurou que as grandes mudanças na história do país se dessem na forma de transições conservadoras, sem experiências significativas de ruptura com caráter pedagógico para os “de baixo”. Houve momentos importantes de resistência e luta popular, que conheceram a virulência repressiva das classes dominantes. Mas, da independência e a abolição da escravidão ao golpe militar de 1964, tudo teve a marca da conciliação das elites e das transições costuradas pelo alto.

Mesmo a superação da ditadura, sob a decisiva pressão do movimento democrático e de uma classe trabalhadora ascendente politicamente, se deu de forma negociada, com a derrota das Diretas Já! e a alternativa Tancredo/Sarney, que culminaria na Constituinte e nas eleições de 1989, quando as elites impediram a chegada ao poder de um governo dos trabalhadores.

É neste contexto histórico que a eleição de Lula em 2002, após quase quinze anos de hegemonia neoliberal, ainda tem uma forte carga simbólica. O processo conciliador e negociado já estava, entretanto, em marcha.

Uma década a ser compreendida

A última década foi marcada por alguns avanços distributivos e, paradoxalmente, por profundos recuos ideológicos. O começo do governo Lula, apesar dos pesares, gerou uma grande expectativa de mudança. Mas a necessidade de ganhar a confiança do mercado financeiro levou a política econômica a extremos, com a manutenção da trilogia “controle da inflação, manutenção do superávit primário e câmbio flutuante”. Essa lógica implicava manter juros siderais, alavancando violentamente a dívida pública, que consome hoje metade do orçamento nacional.

O abandono de um programa efetivamente democrático e popular, que atacasse as bases de dominação do capital com medidas como a auditoria da dívida, a reforma urbana e agrária, a democratização dos meios de comunicação, o fim das privatizações e a reversão daquelas realizadas por FHC e o investimento público maciço nas áreas sociais, demonstrando uma inversão de prioridades, foi uma escolha consciente.

A opção por não melindrar o capital financeiro e os interesses estrangeiros levou, assim, a ações políticas bem definidas. A primeira visava ganhar o apoio dos excluídos e muitos pobres, a quem interessa uma inflação baixa, que não lhes roube o salário. A segunda tinha como objetivo neutralizar o setor mais consciente e organizado do sindicalismo, controlando suas lideranças e rebaixando sua agenda política. Ambas criaram as condições para um fortalecimento do conservadorismo.

Essa estratégia inicial levou a uma frustração dos setores médios progressistas que constituíam parte importante da base do petismo. Tal processo se expressou particularmente no funcionalismo público, duramente atacado pela reforma da Previdência em 2003. E alcançou seu ponto máximo com o escândalo do “mensalão”, causando grande desgaste na classe média como um todo.

Por meio de uma política econômica conservadora apoiada em medidas de largo alcance popular, muito eficientes para ganhar a confiança dos setores menos favorecidos, a aposta do lulismo foi combinar alguma distribuição de renda, crédito barato e consumo.

Ampliando a base da pirâmide social, brasileiros foram incorporados ao mundo do trabalho e do consumo, criando a falsa sensação de ascensão social e favorecendo o discurso oficial de surgimento de uma “nova classe média”. Esse discurso tem sido instrumentalizado dentro e fora do governo para favorecer a ideia de que o florescimento de uma nova classe média traz demandas que só o mercado pode atender (planos de saúde, escolas privadas, carros do ano). Aqui, a luta em defesa de uma escola pública, gratuita e de qualidade para todos e de um sistema único de saúde público, com mais investimentos estatais, perde terreno.

Os trabalhadores “incorporados” ao consumo tornaram-se a base de sustentação do lulismo e nesse movimento geram valores notadamente individualistas e conservadores, próprios dos setores sociais mais vulneráveis à ideologia dominante.

Rebaixamento programático e avanço conservador

Ao não atacar o modelo econômico das elites, consolidar a hegemonia do pensamento liberal e afirmar o sistema agroexportador como base de divisas para o país, o lulismo legitimou o agronegócio, recuando em qualquer proposta de reforma agrária e cedendo à pressão dos ruralistas na mudança do Código Florestal Brasileiro, um brutal retrocesso na preservação do meio ambiente.

Atuando como bancada suprapartidária e conhecendo seu peso na governabilidade conservadora, os ruralistas criaram asas e agora comandam uma nova ofensiva: atacam a legislação trabalhista no campo, o combate ao trabalho escravo e os direitos das comunidades indígenas e quilombolas. Os retrocessos podem ir mais longe, com a pressa por aprovar um novo Código de Mineração. Nesse contexto, não foi à toa que figuras como os senadores Blairo Maggi e Kátia Abreu, notórios ruralistas, migraram para a base do governo – sendo o primeiro guindado à presidência da Comissão de Meio Ambiente do Senado.

A mesma coisa se pode dizer do recuo governamental na regulação do setor midiático e na democratização dos meios de comunicação. Intimidado pelo discurso falacioso de “volta da censura” propagado pela grande imprensa, o governo continua financiando generosamente o setor com publicidade, desonerando grandes corporações com apoio do BNDES e entregando o patrimônio público às operadoras de telecomunicações. Ao alimentar valores do pensamento único conservador e influenciar a pauta política, o monopólio das comunicações, que concentra em poucas empresas e famílias as principais empresas do setor, é um dos maiores entraves a uma verdadeira democratização da sociedade brasileira.

Embora alguns ganhos nos direitos sociais, trabalhistas e civis tenham sido conquistados no período – notadamente por pressão dos movimentos sociais –, não está no horizonte a possibilidade de mudanças estruturais de interesse dos trabalhadores, como uma reforma tributária que taxe as grandes fortunas e priorize os impostos sobre a riqueza e a propriedade em vez do consumo e da renda assalariada. Hoje, a manutenção da política tributária representa uma brutal injustiça fiscal e social, reforçando a matriz patrimonialista e a concentração de riqueza.

O mesmo se nota na dificuldade em fazer avançar a reforma política, mais uma vez enterrada no Congresso. A quem interessa acabar com o poder econômico nas eleições e fortalecer a participação popular no processo político? Aprovar o financiamento público exclusivo de campanha com punição para a doação e recepção de recursos privados já seria uma grande revolução. Estabelecer mecanismos de participação direta, como plebiscitos e referendos, e facilitar os projetos de iniciativa popular seria outro grande avanço. Mas o que fazer quando tudo se choca com a governabilidade?

Governabilidade e bloqueio dos avanços

Nos últimos anos, esse conceito tem sido largamente usado para caracterizar a tática de viabilizar ações de governo por meio da conquista da maioria parlamentar via a incorporação de diferentes partidos à base de apoio do Executivo. Ao atuar em favor da desmobilização das forças sociais mais combativas, o lulismo descartou a possibilidade de transformações feitas com base na pressão da sociedade organizada e aceitou a lógica de governar sem a participação direta desses atores. Com isso, a conquista de maioria parlamentar tornou-se um objetivo a ser alcançado a todo custo.

Esse chamado “presidencialismo de coalizão” – condição, aliás, corrente antes da chegada do PT ao governo – é formado por uma base heterogênea de partidos políticos sem projeto, programa ou ideologia. Todos, porém, ávidos por participar da divisão de espaços no aparelho do Estado, liberar emendas parlamentares ao Orçamento Público e tirar vantagem de cada proposta que tramita no Congresso, como forma de apropriação privada direta ou em defesa de interesses de grandes e médios grupos econômicos.

Trata-se de uma prática que tem relação direta com a participação dos interesses privados nas decisões do Parlamento. A principal via de corrupção hoje, todos sabem, é o financiamento das campanhas eleitorais. Nesse processo, constituem-se bancadas “suprapartidárias”, que barram o avanço de qualquer medida progressista.

Essas bancadas vão desde a junção de interesses econômicos (como a bancada ruralista) até a união de posições políticas ou religiosas (como a bancada do fundamentalismo cristão). O consequente enfraquecimento dos partidos e o fortalecimento de interesses fragmentários, aliados à necessidade de assegurar o controle por parte do governo dos principais postos no Parlamento, levam a excrescências como a eleição de Marco Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Paralelamente, a governabilidade, cada vez mais dependente de partidos conservadores, rebaixa o horizonte do governo, mesmo em temas básicos da cidadania. Essa situação cria uma vergonhosa situação: enquanto medidas como a união civil de pessoas do mesmo sexo, a legalização do aborto e a descriminalização das drogas avançam em países vizinhos como o Uruguai, o Brasil vive uma brutal ofensiva conservadora contra tais iniciativas – incluindo a resistência, dentro e fora do governo, à punição pelos crimes praticados pela ditadura militar.

Existe uma saída

Romper esse círculo vicioso e apresentar uma verdadeira resposta alternativa, admitindo o conflito de interesses e a necessidade da luta e da mobilização para afirmar o protagonismo das maiorias excluídas, é o grande desafio da esquerda. Mas, para isso, é preciso evitar táticas que possam enredar os setores populares em compromissos que neutralizem sua força transformadora. É verdade que vivemos um momento de baixa das lutas sociais, causado por uma diversidade de fatores e influenciado pelas opções políticas do bloco que outrora representava a resistência ao neoliberalismo.

Porém, temos experiências que demonstram que, mesmo nas regras do jogo democrático-burguês, é possível colocar em prática políticas contra-hegemônicas que fortaleçam os “de baixo”. É o que vemos no Equador, na Bolívia e na Venezuela, onde políticas efetivadas nos últimos anos − elevando salários, assegurando o acesso à saúde e educação, proporcionando alimentos a preços subsidiados, reduzindo drasticamente a pobreza, erradicando o analfabetismo e enfrentando as elites − mostraram que é possível contrariar interesses em favor de uma radical transformação social.

Evidentemente, a realidade social, política e econômica do Brasil é diferente. Mas o é também porque as condições para a constituição de um projeto alternativo foram enfraquecidas em suas bases: a independência das organizações dos trabalhadores e a manutenção de um projeto de enfrentamento às elites nacionais e internacionais.

É possível reconstruir um projeto popular para o Brasil que enfrente o avanço conservador com base numa plataforma de mudanças estruturais. Mas isso só poderá ser feito amparando-se nas massas trabalhadoras e excluídas e rompendo, definitivamente, o ciclo de transições conciliadas que até aqui mantiveram as mesmas elites no comando da nação. Essa é uma tarefa urgente, que exige tenacidade daqueles que acreditam na democracia e no socialismo como forma de superar as mazelas de nosso povo.

*Deputado federal (Psol-SP)

PS do Viomundo: Colhemos o caldo de cultura de uma ascensão social despolitizada, comandada pelos valores da Globo.

Leia também:

Roberto Amaral: O avanço solitário do pensamento conservador

Saul Leblon: A rendição da esquerda e a restauração conservadora

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Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

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72 comentários

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Desmisti Feed

28 de julho de 2016 às 12h57

[…] disseminadas pela sociedade. Os setores dominantes (não de quantidade, mas de influência) são em sua maioria conservadores, tanto que aplaudiram, por exemplo, o próprio Presidente Interino, Michel Temer, com a sua esposa […]

Responder

Adriano

29 de junho de 2013 às 02h54

Avanço do conservadorismo ?? REPITO: AVANÇO DO CONSERVADORISMO ??? Tá maluco, Valente ?? Só porque meia dúzia de gatos pingados tem tido a coragem e a ousadia de se levantar (e ser apedrejado midiaticamente) contra a agenda abortista e LGBT que o PT e aliados insiste tanto ??!!? Após algumas críticas iniciais, por exemplo, quase ninguém mais se opõe de forma relevante aos programas de “bolsas” sociais do governo, que foi o máximo que o PT conseguiu propor de ação minimamente concreta em prol das parcelas mais desfavorecidas do proletariado. Aliás, ainda não entendi o que está por trás dessa fixação da atual esquerda com esses temas absolutamente marginais quando comparados com coisas muito mais urgentes como a crise econômica, a volta da inflação, as questões climáticas, o crescimento assombroso da violência urbana e o caos logístico do país, que têm ocupado muito menos a pauta da mídia do que os clamores de minorias que pouco ou nada contribuem para o desenvolvimento do país de forma geral. Deixem as minorias lutarem por seus direitos, não precisa o governo encampar suas lutas com dinheiro público. Tem muito mais coisa, e muito mais importante, pra investir dinheiro dos nossos impostos.

Responder

Renato Lira

05 de junho de 2013 às 22h29

Uma análise até interessante para um bom debate, não fosse o senhor Ivan Valente representante de um partido, o PSOL, que é “de esquerda” só no discurso. O PSOL, na prática, age como a direita mais raivosa e conservadora. Direita, aliás, que, quando lhe interessa e lhe traz dividendos, o PSOL adere e se ajunta rapidinho e alegremente.

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Fabio Passos

03 de junho de 2013 às 13h02

A esquerda precisa fazer auto-critica para avancar alem dos limites.

critica do Ivan Valente:

Problema: “… a conquista de maioria parlamentar tornou-se um objetivo a ser alcançado a todo custo.”

Consequencias: “… a governabilidade, cada vez mais dependente de partidos conservadores, rebaixa o horizonte do governo, mesmo em temas básicos da cidadania.”

Alternativa: “… transformações feitas com base na pressão da sociedade organizada”

Colocar o povo na rua, com bafo no cangote do gongresso, para aprovar reformas sociais.
Esta e a tarefa da esquerda para avancar na democracia burguesa.

Responder

xacal

03 de junho de 2013 às 11h53

Será que o ivan, o valente, se atreveria a debater a onda conservadora no piçol?

Esta sim, de fato, é intigrante

Responder

xacal

03 de junho de 2013 às 11h11

Do Ivan Valente não se poderia esperar muita coisa. Aliás, boa parte do que ele é, e seu comparsas do piçol, explica porque ainda estamos tão à direita: nossa esquerda é um horror!

Agora, para mim, tudo o que foi escrito por ser resumido no “PS do Viomundo”:

“Colhemos o caldo de cultura de uma ascensão social despolitizada, comandada pelos valores da Globo.”

Nesta visão estilizada do mundo, tanto para ivan, o valente, quanto para o Viomundo (ao menos neste aspecto), o diabo são os outros, ou seja:

As inflexões conservadoras do mundo e do Brasil são culpa de governos mal-intencionados, e não frutos da dinâmica política que sobrepõe interesses sobre outros interesses, em outras palavras:

É tudo culpa do Lula, Dilma e PT, e não porque a esquerda mundial é uma merda, que não acumulou forças, nem sequer quando o capitalismo mais parece fraquejar das pernas, e cede espaço na luta ideológica para “malucos” fantasiados de KKK ao redor do mundo, seja na Aurora da Grécia, no Teaparty dos EEUU, ou no Millenium tupiniquim.

Se Lula ou Dilma pretendessem uma guinada radical á esquerda, o que teriam a lhe apoiar?

randolfe? ivan, o valente? ou marcelo, o frouxo?

Por outro lado, a fetichização do poder da mídia expressa do “PS”(algo que todo jornalista corporativo acreditou ou ainda acredita, pelos motivos óbvios)esquece de dizer que o jn, e a globo tem perdido audiência a cada dia, onde caiu de 85% de televisores ligados nas asneiras do william bonner, e que hoje gravita em 30%.

Esta mídia corporativa, legatária destes valores conservadores, não “fala para maiorias silenciosas, mais para que uma minoria estridente de midiotas, que não elege presidente, governador e quem sabe um vereador.

O erro de avaliação do ivan, e do Viomundo, e de boa parte do pessoal aqui, é crerem que a sociedade brasileira tornou-se conservadora por causa do acesso ao consumo, ou ficou mais retrógrada por causa das conquistas do período Lula e Dilma.

Asneira!

No máximo, o consumo traz uma expressão diferente do conservadorismo que já nos é atávico!

Nossa população sempre foi racista, violenta, excludente, conservadora, e apoiou (pela ação ou omissão), com raras defecções, o golpe civil de 64, que alguns insistem em chamar de militar.

Este povo está cagando para comissão da verdade, e para a revelação das torturas, haja vista que nunca deu maioria parlamentar a quem deseja expor esta ferida.

Se a comissão quiser saber mais sobre tortura é só se infiltrar em algum presídio, ou dar plantão policial! E nossa sociedade não parece incomodada, desde que os torturados sejam os de sempre: os outros, ou os pobres, pretos e favelados!

Esta população que mesmo ganhando três salários mínimos pagava meio salário para ter uma “empregada doméstica”!

Ou que olhava um corpo sob o plástico e dizia, em coro com a imprensa: “morreu porque tava devendo”.

O mesmo povo que surrou e matou (e ainda mata e surra) suas mulheres, gays, etc.

E você vêm me dizer que o trabalho do Lula descivilizou este pessoal?

Que tipo de idealização do “bom selvagem” é esta? É a nossa esquerda!

É justamente o contrário: é com alguma prosperidade que começamos a debater temas até então intocados, como papel do Estado (protetor, indutor da economia, ou liberal), liberdades civis, direitos humanos, marco para mídia, etc.

Direito Humano é grana, porque engravatado não leva cassete da polícia, meus caros! E se levar, ai do polícia!

Polícia Federal atrás de rico…Discussão sobre papel do STF, limites entre poderes!

A coisa ‘tá avançando, mas é a esquerda que não sabe operar nesta lógica, e aí tenta infantilizar a população, como se suas escolhas ainda fossem tuteladas por alguém!

Ouço alguns por aqui, imagino que Lula e Dilma foram grandes “retrocessos”, mas eu pergunto:

Onde estávamos mesmo?

Responder

    Fabio Passos

    03 de junho de 2013 às 12h49

    “Se Lula ou Dilma pretendessem uma guinada radical á esquerda, o que teriam a lhe apoiar?”

    70 a 80% da populacao brasileira que apoia o governo.

    Nao e melhor o povo do que a katia abreu?

    xacal

    03 de junho de 2013 às 14h16

    Fabio, só ingenuidade para debitar na popularidade o peso da hegemonia necessária para subverter a lógica da dominação de classes que perdura há séculos no mundo, e aqui assume contornos peculiares.

    De fato, a popularidade (e os votos) são ingredientes importantes, mas não os definitivos.

    E isto que diz não sou eu, mas boa parte dos comentaristas “mais à esquerda” deste blog, que imagino, sejam mais próximos a você!

    Fabio Passos

    03 de junho de 2013 às 17h49

    Não sei se precisa “subverter a lógica da dominação de classes que perdura há séculos no mundo” mas deixar de aprofundar esta dominação já seria muito bom.

    Acabar com bolsa-rentista, leilões do nosso petroleo e a privatização de portos/aeroportos seria muito bem vindo e teria apoio popular.

    xacal

    03 de junho de 2013 às 19h48

    Fábio, a ayhuasca subiu-lhe a cabeça. Que apoio popular? A esmagadora maioria da população quer resultado, bem estar e algum conforto!

    Se há bolsa-rentista ou leilão de poços de petróleo, a população está se lixando!

    O que não significa que devemos abandonar esta agenda nacionalista, mas daí a imaginar que o governo teria algum ganho político imediato, com mais apoio popular, é algo que beira o delírio!

Ana Cruzzeli

03 de junho de 2013 às 08h53

O PSol e PSTU aqui em Brasilia APOIOU:

-Privatização da Saúde, digo, subsidio a saúde privada e administração de hospitais via ONGs. Engraçado que eles não estão nem aí para os postos de saúde, UPA e coisas do genero, será por que? A me lembrei, porque eles preventivo e não curativo. Que desmazelada eu sou!
-Reajuste do salário tanto dos funcionários publicos quantos CLTistas pelo indice de inflação e não pelo PIB.
-Privatização do banco publico de Brasilia BrB via Santander
-Privatização da educação via Fundação Roberto Marinho
-Privatização da água e luz com a venda de ações das estatais como foi pleiteado em 2007 aqui em Brasilia. Não li ou ouvi um aí contra isso

– A defesa de cartolas como Luiz Estevam e Cia não sejam molestado na Copa via seu clube de fachada. Contra a rede golpe de televisão de muda o horário dos jogos molestando os trabalhadores que mantem os clubes funcionando com seu bilhetes comprados para assistir aos jogos e não mais por mudança do horário desses eventos.
-Contra a lei que diz que 30% do consumo dos pequenos produtores sejam feitos pelo estado.

Engraçado o Ivan Valente fala mal do governo que graças a Deus ( toc, toc toc na madeira ) ele não pertence e naqueles que são realmente os vilões, NECA DE PITIBIRIBA?

Palavras, palavras e mais palavras jogadas ao vento, viu até eu!

Quero ver ir lá e aguentar o tranco de 2003 como o Lula aguentou, aguentar uma imprensa dando golpe todo dia e a maior crise republicana como foi aquela de 2005.
Quero ver o cara aguentar um golpe contra a Receita Federal como aquela queda da CMPF. Engraçado no texto acima ele não fala desse golpe, será por que? Não quer comprar briga com a FIESP não? Agora falar da desoneração da MALVADA DA DILMA pode?

A COPA trazida pelo Lula tinha um sentido MAIOR e essa besta aí nem entendeu. Era para pegar a Rede Globo seu IDIOTA. O Lula queria que o Futebol, paixão nacional, fosse questionada:
Por que é tão desorganizada no BrasiL? De quem é a culpa? Por que nós ainda permitimos essa desorganização? A quem interessa essa desorganização? Por que a Rede Globo tripudia da paixão da nossa gente colocando em horários tão horriveis?

Lula é CRAQUE, ele queria matar dois coelhos com uma cajadada só. Ele nunca diz sua estratégia para bestas como Ivan Valente, afinal mesmo que desenhasse ele não entenderia.

Aqui vai uma aula para Ivan Valente
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1258

¨A hora reclama propostas críveis.
Propostas de desenvolvimento para o Brasil.¨
Saul Leblon

Responder

    Fabio Passos

    03 de junho de 2013 às 12h42

    A intencao do Ivan Valente foi propor alternativa para um governo que e refem de sua base de sustentacao.

    Por que um governo que conta com 70 a 80% de aprovacao popular deve ser subjugado por katia abreu?

    xacal

    03 de junho de 2013 às 14h20

    Porque esta é a natureza da democracia representativa.

    Claro que neste modelo, certos grupos de interesse, mormente os que representam o capital, conseguem encurralar boa parcela dos que representam a maioria da população!

    Mas o rompimento com esta lógica pressupõe que os 70 ou 80% estejam mobilizados e direcionados a esta tarefa!

    E esta aglutinação não é tarefa de governos, mas de partidos, sindicatos, etc, e neste quesito, estamos à pé.

    Nossa esquerda só sabe se lamentar que o governo é isso, é aquilo, está rendido, bla, bla, bla.

    Organizar, mobilizar, trazer a luta para dentro dos partidos e sociedade organizada que é bom mesmo, NADA!

    Então, aguentem a kátia abreu!

    Fabio Passos

    03 de junho de 2013 às 17h53

    É que a esquerda gosta de políticas de esquerda.

    Quando não dá, porque oligarquias impedem a evolução, a esquerda quer chamar o povo para resolver.

    Eu acho muito bom.
    Você acha ruim?

    xacal

    03 de junho de 2013 às 19h51

    “Evolução”, o que é isto meu filho?

    Presta bem atenção na besteira que disseste: só chamamos o povo quando a correlação de forças institucionais está a nosso desfavor!

    E se este povo resolver mudar de lado, e achar o outro lado mais atraente?

    Fábio, desiste, por aí também não dá!

Fabio Passos

02 de junho de 2013 às 13h16

Quem tem 70 a 80% de aprovacao… precisa mesmo de katia abreu?
O povo na rua, pressionando o congresso, nao e melhor que acordos com oligarcas atrasados?

Responder

Narr

01 de junho de 2013 às 23h53

Vamos lá, pra fazer um investimento monstro em programas sociais, o governo federal precisa que um orçamento nacional adequado que deve ser aprovado… pelo Congresso Nacional! Ora, o ilustre deputado deve em primeiro lugar apontar para qual setor do orçamento que haverá redução drástica de verba para que haja maior gasto social, e como ele pretende obter maioria no Congresso para a mudança. Nem com maioria conservadora, e para projeto mais ou menos consensual, a MP dos portos, o governo conseguiu facilidade para aprovar! Conclusão, falar é fácil, quer ver fazer.

Responder

    Fabio Passos

    02 de junho de 2013 às 12h35

    Sua questao esta claramente respondida na critica do Ivan Valente:

    Problema:
    “… a conquista de maioria parlamentar tornou-se um objetivo a ser alcançado a todo custo.”

    Consequencias:
    “… a governabilidade, cada vez mais dependente de partidos conservadores, rebaixa o horizonte do governo, mesmo em temas básicos da cidadania.”

    Alternativa:
    “… transformações feitas com base na pressão da sociedade organizada”

Fabio Passos

01 de junho de 2013 às 22h38

O que explica o governo do Partido dos Trabalhadores favorecer os interesses dos latifundiarios e transnacionais do agribusiness… enquanto deixa milhoes de camponeses sem terra para plantar e pequenos/medios proprietarios rurais sem apoio adequado?

Responder

    xacal

    03 de junho de 2013 às 11h58

    Vou debitar a incorreção de sua informação a ignorância e não a má-fé:

    Este, como em todos os outros anos, o Orçamento da União dedicou milhões de reais para investimento da pequena e média agricultura familiar, com ênfase nas experiências associativas (cooperativas) dos assentamentos.

    O gasto anual do Incra é de 800 milhões de reais ano, com desapropriações.

    Há limites legais e jurídicos para a celeridade dos processos de desapropriação, que acrescenta 12% ao ano no valor do hectare desapropriado enquanto a sentença não sai(o decreto do juiz).

    Em um estado de direito, gostemos dele ou não, só lamentar não funciona: quantos deputados federais o MST elegeu em 2010?

    Qual é o tamanho da bancada da reforma agrária?

    Fabio Passos

    03 de junho de 2013 às 12h58

    “quantos deputados federais o MST elegeu em 2010?”

    E exatamente o que o Ivan Valente esta explicando.
    Se continuar buscando apoio no congresso a qualquer preco, sera sempre refem da direita… que e quem tem dinheiro para financiar campanhas.
    Tem de buscar apoio do povo para pressionar congresso e conquistar vitorias.

    70 a 80% de apoio popular e significativo. Por que nao propor avancos sustentado neste apoio? Com o povo na rua…

    E muito mais correto do que utilizar este apoio todo apenas como moeda para arregimentar financiamento de campanha…

    xacal

    03 de junho de 2013 às 14h23

    Ai, ai, Fabio, o troço ‘tá pior que eu pensava: “povo na rua?”. Como assim? Abolimos a democracia representativa e instauramos a direta?

    Bom, e quando a direita colocar mais gente na rua? Capitulamos ou damos um golpe?

    Santo deus…

    Fabio Passos

    03 de junho de 2013 às 17h54

    Xacal, quem tem de ter medo do povo é a direita.
    Se a esquerda está com medo do povo… tem algo errado.

    xacal

    03 de junho de 2013 às 19h57

    Esta sua fetichização do povo é desanimadora! Povo? Que povo?

    Este povo que enfia a porrada na mulher dentro de casa, bebe e dirige, fura fila, sonega IRPF com recibo falso de médico e dentista, detesta gay, odeia os pretos, acha que bandido bom é bandido morto, assiste datenas e wagner montes, acha que mulher tem que ter filho, mesmo que não queira, mistura religião com Estado, acha que político é tudo igual, etc, etc, etc?

    Não existe “povo”, fiote, existem classes sociais, que são heterogêneas dentro de seus próprios limites, onde as relações de poder conflitam entre os integrantes de uma mesma classe, e reverberam em conflitos entre classes diferentes.

    Acorda, criança…

Fabio Passos

01 de junho de 2013 às 21h04

O que explica o governo do Partido dos Trabalhadores sentar encima do projeto de reducao da jornada de trabalho para 40hrs semanais?

Responder

    xacal

    03 de junho de 2013 às 12h02

    Pelo óbvio:

    40 horas hoje só aumentariam a sobrecarga de trabalho sobre quem já está empregado!

    O número(ninguém sabem ao certo quantos postos seriam criados, uns falam em 2 ou 3 milhões) de vagas não seriam incorporados, pois já estamos bem próximos ao pleno emprego, como uma taxa de 5.6% inerciais, daqueles que estão na etapa mais vulnerável(e mais rotativa) das cadeias produtivas, e que por isto mesmo, não serão incorporados de imediato.

    Resultado: aumento da massa salarial pela inversão da lógica demanda e oferta, como pressão inflacionária porque não houve aumento de produção!

    Meu filho, governar um país não é ficar digitando palavras de ordem.

    Fabio Passos

    03 de junho de 2013 às 12h46

    Como e?
    Aumento de salario vilao da inflacao?

    Isto nao e a tese da direita? do PiG?

    xacal

    03 de junho de 2013 às 14h29

    Não, Pedro Bó, é um postulado de economia:

    Sem aumento da produção, qualquer aumento de renda(salário) é repassado aos preços!

    Nesta lógica, os conservadores preconizam a alta de juro para inibir a produção (e consumo), frear a contaminação dos preços pelos salários, através do aumento das demissões.

    Já o pessoal da esquerda, defende o aumento dos investimentos do Estado na produção (ver o texto do Saul Leblon, ‘tá ótimo) para conter a inflação pelo aumento da oferta de produtos e crescimento da economia!

    Meu filho, não exponha tanto assim sua incapacidade de entender o básico!

    Fabio Passos

    03 de junho de 2013 às 17h41

    Você parece bem confuso.
    40hrs semanais não é um favor para os trabalhadores.
    É merecido devido aos imensos ganhos de produtividade do trabalho nos últimos 30 anos.

    Sinto insistir mas usar inflação como ameaça para impedir aumento da renda do trabalho é coisa da direita mais tacanha.

    Felizmente Lula-Dilma ignoraram o seu alerta e garantiram aumento da % da renda do trabalho no PIB. rsrs
    Só precisa avançar mais e colocar p/ votar as 40Hrs semanais…

    xacal

    03 de junho de 2013 às 20h06

    Fábio, não sou eu que estou confuso, é você que não sabe rimar ré com cré.

    Nosso ganho de produtividade dos últimos anos é pífio, meu filho! É verdade que não foi culpa dos trabalhadores, mas do desmonte da nossa indústria.

    O aumento de renda em relação ao PIB não tem nada a ver com produtividade, mas apenas com recomposição da massa salarial (de forma bem lenta), somada a distribuição de renda promovida pelos programas sociais, o que também não significa nada em termos de aumento da produção, a não ser no setor de serviços e de bens de consumo, que não sustentam a economia e o crescimento, como estamos assistindo.

    Vou repetir para você, e quem sabe eu desenhe, para você entender:

    Aumento de renda sem correspondência em produção pressiona preços.

    Até um pedro bó como você pode imaginar que se eu tenho mais dinheiro e pouco produto, o preço sobe.

    Eu te ensinei que a saída ortodoxa(da direita, deles) é inibir a economia com juros altos, logo, eles imaginam controlar a inflação com a depressão do crescimento!

    Nossa saída tem que ser focada no aumento da produção como forma de garantir as conquistas até agora, senão a alta de preços devora este ligeiro aumento de renda que tivemos!
    Aumento de produção de bens de capital, investimento em inovação e tecnologia, formação, infra-estrutura, etc.

    Pensa um pouquinho fora da caixinha, não dói.

    E não seja desonesto intelectualmente…isto é uma vergonha.

Bertold

01 de junho de 2013 às 20h42

Ivan Valente é um eterno vociferador da verborragia esquerdista. Que Lula, desde sempre, um pragmático até à medula se encaixaria nalguma forma de governabilidade sem rompimento com a política real, parafraseando Mino Carta, é de conhecimento até do mundo mineral há muito tempo. Lembremos sempre do que Lula respondeu quando uma vez lhe perguntaram se ele era socialista. Respondendo que era torneiro mecânico definiu dali em diante sua capacidade mimética. Como os filósofos que se prestam a interpretar o mundo sem conseguir transformá-lo, Ivan Valente deve explicar porque vê no PSOL essa possibilidade dialética, quando este em tudo que faz, sobressai um alinhamento autêntico com o conservadorismo político, alicerçado no discurso moral de cunho religioso e apolítico, e não no PT, mais sedimentado na sociedade e no poder político. A economia ainda é em primeira e última instância o verdadeiro instrumental da mudança na história, com violência ou não, e a auto esquerda de Ivan Valente e assemelhados nunca foram capazes de entendê-las nem numa simples administração de prefeitura.

Responder

Maria Thereza

01 de junho de 2013 às 20h30

O artigo pode ser resumido no “slogan” do psb (ou será dos tucanos/): dá pra fazer mais. Se o psol acredita nisso, não devia ficar piscando pra direita. Os governos do Pt não são perfeitos, mas tirar um atraso de 500 anos, tendo que se defender, num dia sim e no outro também, de ataques insensatos e destruidores, não é fácil. Qq guinada como as sugeridas pelo ilustre deputado teriam tirado Lula do governo em 5 minutos.

Responder

    Fabio Passos

    02 de junho de 2013 às 13h14

    Sera? Ou os excelentes resultados de uma ruptura com o atraso silenciariam os ataques reacionarios?

    Quando o governo enfrentou a “elite” branca se deu bem. Veja o caso das cotas para negros.

    Hoje apenas notorios racistas criticam as cotas. Ate o PiG ficou intimidado e nao tem mais coragem de criticar.

    xacal

    03 de junho de 2013 às 15h06

    Como?

    Ora, por mais que eu credite ao governo os avanços sobre a agenda nacional, com a incorporação de vários temas que antes eram tratados como tabus, como a proteção dos mais pobres pelo Estado(antes vista como esmola, e que hoje todos querem a “paternidade”), a mudança do acesso as Universidades Públicas (antes um reduto de mauricinhos e patricinhas), e as políticas afirmativas, o fato é que o governo teve que elaborar um intricado leque de alianças e negociações para impor estes temas como consensos!

    E nem sempre estes resultados forma percebidos pela população como signo de enfrentamentos, mas de amadurecimento e negociação, como manda a tradição política brasileira de sublimar conflitos!

    É isto que a ultra-esquerdalha parece fingir não enxergar!

    Eu não concordo com esta atávica maneira tupiniquim de encarar seus dissensos, mas ela é nossa realidade!

    Para haver mudança de realidade, é preciso que as pessoas inseridas nela desejam tal mudança, ou vamos à vanguarda revolucionária?

    Fabio Passos

    03 de junho de 2013 às 18h02

    A vanguarda está nas centrais sindicais, nos movimentos camponeses, nas organizações estudantis… a discussão é para evitar que o governo se torne a vanguarda do atraso em temas fundamentais.

    xacal

    03 de junho de 2013 às 20h09

    Ahhhhh, sim, a vanguarda está na luta economicista dos sindicatos, e os movimentos setoriais, com dos camponeses!

    Santo deus…olhando estes movimentos no Brasil (e no mundo) dá vontade de rir, ou pior, de chorar!

Marco

01 de junho de 2013 às 20h23

Sr.Dep.Ivan.Embora possa Vossa Excelência ter razão para seu arrependimento com relação ao PT,partido cujo caráter é pequeno-burguês,nada além disso,e deplorável o seu apoio aos partidos da direita na câmara dos deputados,junto com os falsos ex-comunistas do PPS.Sr.Deputado,estude Tática e Estratégia nos manuais socialistas,que o sr. pensa ser mas não o é,e crie a capacidade de se ruborizar,pelo menos pra que os seus eleitores não o abandonem nas próximas eleições.O sr. me faz lembrar o senador Suplici,que pra mim,personifica ¨A Dúvida.¨

Responder

Alexandre Tambelli

01 de junho de 2013 às 18h19

Não podemos esquecer o tamanho do Brasil e de sua economia. Com uma radicalização à esquerda não sei se estaríamos aqui reclamando do PSDB (ou um genérico) no poder e da ajuda norte-americana pela derrubada do Governo do PT!

Responder

    james west

    01 de junho de 2013 às 23h01

    O PSOL e o PSTU poderiam ter voto e representação no congresso nacional para que a governabilidade seja mais pela esquerda, porém, como eles não tem voto…….

Zilda

01 de junho de 2013 às 15h44

O Dep. Ivan Valente não falou nada da postura do partido dele, o PSOL, que não contribui com a organização da população. O que dizer então da postura do expoente do partido dele, Randolph Rodrigues, que tem sido espetaculoso nas suas intervenções e de um moralismo seletivo semelhante ao dos evangélicos. Fácil é falar. Mas os ex-petistas que fundaram o PSOL, ñão percebem – ou não falam – que esse partido está fazendo aos 7 anos o que o PT começou a fazer com mais de 20 anos de existência. Esse revolucionarismo abstrato também não agrega nada. Vamos pensar seriamente no Brasil e no povo brasileiro e contribuir com a luta do povo ao invés de ficar somando ponto com quem ainda não colocou os pés no chão. O governo tem “n” pontos negativos e são visíveis sob o ponto de vista da esquerda, mas não vejo o PSOL ajudando a mudar esse rumo, para além do discurso fácil.

Responder

    Fabio Passos

    01 de junho de 2013 às 22h28

    Nao ha revolucionarismo nenhum na defesa que o Ivan Valente fez de um avanco para a esquerda.
    Ele citou exemplos dentro da democracia burguesa. Confira:

    “… temos experiências que demonstram que, mesmo nas regras do jogo democrático-burguês, é possível colocar em prática políticas contra-hegemônicas que fortaleçam os “de baixo”. É o que vemos no Equador, na Bolívia e na Venezuela, onde políticas efetivadas nos últimos anos − elevando salários, assegurando o acesso à saúde e educação, proporcionando alimentos a preços subsidiados, reduzindo drasticamente a pobreza, erradicando o analfabetismo e enfrentando as elites − mostraram que é possível contrariar interesses em favor de uma radical transformação social.”

    xacal

    03 de junho de 2013 às 14h37

    Que tipo de ayhuasca você anda bebendo, Fábio.

    Venezuela, Equador e Bolívia sequer alteraram as condições de segregação internas de seus próprios países.

    É verdade que mitigaram séculos de total abandono dos pobres e expropriação das riquezas naturais pelas elites locais, para o lucro das grandes corporações, inclusive as brasileiras, ponta de lança de nosso imperialismo caboclo.

    Mas os negócios nestes três países continuam intactos, assim como as elites, e sua mentalidade.

    O que existe é muita guerra de propaganda (e ideológica), onde a maioria dos movimentos sociais ou está aparelhada pela CIA ou pelos governos!

    Não dá para comparar(nem desejar imitar) tais processos. O Equador pela primeira vez conseguiu repetir, e/ou terminar o mandato seu presidente em séculos!

    O governo bolivariano continua mandando petróleo aos EEUU.

    Na Bolívia a desigualdade da Meia Lua(região de Santa Cruz de la Sierra) em relação as outras regiões continua!

    Muita coisa foi feita, mas não adote estas tensões latino-americanas como fetiche!

    Olha só o resultado da eleição na Venezuela!

    Que “povo na rua” que quase entregou a “rapadura” depois da morte do “chefe”?

    Fabio Passos

    03 de junho de 2013 às 19h27

    Bem, faz anos que eliminaram o analfabetismo.
    Nós ainda continuamos nos batendo.

    xacal

    03 de junho de 2013 às 20h15

    Fabio, você é infantil. Toda vez que a gente lhe apresenta um problema mais complexo, você reduz, e dá-lhe simplismo!

    Ótimo, a Venezuela tem enormes avanços, mas o que eu te disse é que o processo venezuelano, ou boliviano, ou equatoriano, se ajustam dentro dos limites das experiências históricas daqueles países.

    E com tudo isto, o povo de lá quase entregou a “rapadura”. E você ainda assim não consegue enxergar que esta entidade que você chama de “povo” não reage aos comandos e botões de seus chavões ideológicos.

    Ou como diria um amigo: É a política, estúpido!

    Jose Aurelio

    01 de junho de 2013 às 23h19

    É isso aí, parecem adolescentes, sem o pé no chão, contribuindo com os golpistas de sempre, sem propostas reais para administrar um país como o nosso. E pensando em alguns que se arrogam de gramscinianos que habitam
    aquele negócio chamado pps, LULA iniciou um revolução passiva e pacífica,
    começou a descascar o “abacaxi” chamado Brasil, enquanto esses despeitados ficam tramando golpes junto ao que há de ruim na política brasileira, ou nas universidades fazendo proselitismo reacionário.

    Narr

    01 de junho de 2013 às 23h55

    O fim da CPMF deu á alta burguesia 40 bilhões por ano, e contou com a aprovação do PSOL. Foi uma enorme isenção fiscal a beneficiar exclusivamente os ricos e o PSOL votou junto como o PSDB, o DEM e o PIG!

Marcelo de Matos

01 de junho de 2013 às 12h20

(parte 2) O PMDB é inconstante, para não dizer chantageador. Já ameaça dar apoio a Eduardo Campos em 6 estados:
http://atarde.uol.com.br/politica/materias/1507784-pmdb-ameaca-dar-apoio-a-campos-em-6-estados O PSB já está superando suas divergências internas com vistas a 2014:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1288260-campos-age-para-conter-criticos-no-proprio-partido.shtml Ciro Gomes, quem diria, já está falando que Campos “tem mais coisas na cabeça” que Aécio. Se não contar com os “socialistas”, claro que Dilma buscará os ruralistas e outros “istas” qualquer. Não dá para governar sem base parlamentar, nem com base chantagista. Será necessária, sempre, uma conjugação de forças, como a que se forma, vez por outra, entre a bancada ruralista e a evangélica. Não dá para contar com a força dos nanicos, nem para trazer políticos da lua para cá. É preciso ser realista.

Responder

Marcelo de Matos

01 de junho de 2013 às 12h19

(parte 1) Para ser franco, não compartilho da corrente que entende ser possível resolver os problemas nacionais com discursos e ideologias, não com ideias. De que adianta ficarmos falando em neoliberalismo? Para que criticar o “modelo exportador de commodities”? A China começou a crescer e vencer a miséria quando deixou de exportar as revistas de propaganda revolucionária, em ótimo papel bíblia, e passou a se concentrar no desenvolvimento de seu parque industrial. Não é o governo, mas, os detentores de capital que decidem se é melhor investir na industrialização ou no agronegócio. Falar é fácil: concorrer com os asiáticos na indústria têxtil é outra estória. Nosso parque têxtil só se manteve enquanto Delfim Neto segurou a barra. Com a abertura do Collor ele veio abaixo. Empresários do setor, como Severo Gomes, José Alencar e, mais recentemente, Paulo Skaff já perceberam que a política é um ramo bem mais promissor. De que adianta criticar as alianças que o PT faz? Claro que quem está no poder quer se manter.

Responder

    Groucho Marx

    02 de junho de 2013 às 03h36

    Desculpa a pergunta. Mas é piada isso que você escreveu?

Guanabara

01 de junho de 2013 às 11h14

É a partir do “PS do Viomundo: Colhemos o caldo de cultura de uma ascensão social despolitizada, comandada pelos valores da Globo.” que vem meu clamor por investimento público em educação. Temos uma nação hoje que, com ou sem dinheiro, não sabe distinguir fato de opinião. Não questiona, nem sequer imagina existir “um outro lado”. E o maior produto desse PS do Viomundo quem melhor resumiu foi Eduardo Guimarães, quando disse que o brasileiro não quer igualdade, quer mudar de lado.

Em suma, o pensamento de Valente é perfeito, porém, inviável de ser aplicado nas condições atuais da sociedade brasileira. A pergunta é: de onde poderia vir a pressão para que, ao menos, se iniciasse uma mudança no sentido das propostas de Valente? Ela não virá dos grandes empresários, dos evangélicos, e nem dos teleguiados globais. Então, como mudar isso?

Responder

    Marcelo de Matos

    01 de junho de 2013 às 12h30

    Concordo. É preciso ter os pés no chão e enxergar a política como ela é, não como está nos livros.

    Fabio Passos

    01 de junho de 2013 às 22h20

    Nos e que temos de mudar.
    Chacoalhar os bunda-moles conformistas e fazer a esquerda cuprir seu dever historico!

Fabio Passos

01 de junho de 2013 às 10h57

Excelente analise.

O Ivan valente esta pedindo um resgate das bandeiras historicas do PT.

O apoio fabuloso da populacao a Lula e Dilma e uma alavanca que precisa ser utilizada.

Responder

Julio Silveira

01 de junho de 2013 às 10h32

Para desespero de muitos agentes esquerdistas, o presidente Lula, o grande lider da esquerda, se declarou não esquerdista. Beijou as faces de grande parte seus apoiadores, justamente aqueles que lhe deram suporte para ser o que conseguiu ser. Apenas os desavisados, ou aqueles mais céticos, recusam-se a acreditar que isso não teria consequências, como já teve no passado biblico quando se vende mais que irmão um cumplice profusor da fé, nesse caso a fé ideologica. Sofremos hoje os sintomas dessa venda, essa guinada ideológica, essa falta, essa orfandade na representação de esquerda. Afinal, no Brasil, a afirmação da esquerda depende muito de craques, e o Lula é um craque, o craque desse tempo, uma virtuose da politica. Infelizmente para nós, ele, ao perceber a precariedade com que teria que enfrentar o jogo, e sentindo o sabor das tentações, preferiu renegar seu passado, admoestando seus crentes. Colocou de lado a retórica esquerdista e passou a jogar também no lado adversário. E esse tem muito mais recursos.

Responder

    Girolando Mattei

    01 de junho de 2013 às 17h11

    Lula nunca foi de esquerda, ele apenas se aproveitou da situação, como faz sempre e com maestria incomparável.
    O general Golbery do Couto e Silva criou e alimentou dois monstros: o SNI e o Lula, que foi incensado pela ditadura como uma saída – a alternativa, a oposição consentida – para a popularidade em ascensão de Leonel Brizola, este sim um verdadeiro revolucionário perigoso. Lula, se sabia desde aquela época, é apenas um enrolão, cachaceiro, um aproveitador; um típico sindicalista.

    Saulo

    04 de junho de 2013 às 23h17

    Dizer q o medo maior era de Brizola, ainda vai, mas sobre Lula vc destila seu preconceito tucano !!!!

Marcos Antonio

01 de junho de 2013 às 10h23

A análise não deixa de ser boa, porém ainda acredito que estamos no caminho certo pois aqui no Brasil as forças conservadoras são muito fortes e as mudanças vem acontecendo gradativamente!

Responder

    Marcelo de Matos

    01 de junho de 2013 às 12h32

    É o que eu falo: não podemos trocar a realidade pela teoria.

J Souza

01 de junho de 2013 às 10h06

Ter poder por direito não é ter o poder de fato.
Quando Lula escreveu a “carta aos brasileiros”, na verdade foi uma carta aos burgueses, assegurando-lhes que não mexeria nos seus privilégios, como realmente não fez. Pelo contrário, Lula e Dilma ampliaram os privilégios da burguesia.
Mas a burguesia brasileira, que tem de burra o que tem de ambiciosa, e que tem o poder de fato, quer, como uma criança mimada, o poder de direito.
É essa burguesia burra e imediatista que impede o desenvolvimento do país.

Responder

    Marcelo de Matos

    01 de junho de 2013 às 12h39

    Lula não escreveu, mas, subscreveu, ou assinou, a Carta aos Brasileiros. Quem escreveu deve ter sido o professor Gofredo Telles Júnior, mas, isso não tem muita importância. Poderia ter sido escrita por outro jurista. O importante é que ela representa o pensamento da elite dominante. Mais que o pensamento: a interpretação das normas básicas do estado brasileiro que não admitem sejam ignoradas: a propriedade privada, o protagonismo da iniciativa privada nas áreas industrial, agrícola e financeira, a livre imprensa e otras cositas más. Essa é a realidade que muitos não querem enxergar. É possível mudar esse estado de coisas? Sim, mas não será com meros discursos.

Mauro Assis

01 de junho de 2013 às 09h03

“O abandono de um programa efetivamente democrático e popular, que atacasse as bases de dominação do capital com medidas como a auditoria da dívida, a reforma urbana e agrária, a democratização dos meios de comunicação, o fim das privatizações e a reversão daquelas realizadas por FHC…”

Reforma agrária? Para atender a que demanda de terras? O agronegócio é a única coisa que funciona mais ou menos nesse país (“ô, país”, diria Millôr), apesar do governo.

Reversão das privatizações da era FHC… voltaríamos ao paraíso das TELESPs e TELEMIGs da vida?

Essas sandices só funcionariam com “democratização dos meios de comunicação, eufemismo para censura sem o qual essa baderna não funcionaria.

Ainda bem que o PT criou um pouco de juízo.

Responder

Gerson Carneiro

01 de junho de 2013 às 03h11

“PS do Viomundo: Colhemos o caldo de cultura de uma ascensão social despolitizada, comandada pelos valores da Globo.”

A constatação comprova-se ao se deparar, nos comentários no VIOMUNDO, com afirmações tipo “O PT é o câncer deste país”.

Não imaginava encontrar esse tipo de afirmação aqui. Esse tipo de pensamento revela que a pessoa não acompanha e não ler os textos e informações aqui postadas. Não é leitor do VIOMUNDO.

Tenho notado a presença desse tipo de pensamento. O que pra mim é um choque.

Responder

    Lucas Dias

    01 de junho de 2013 às 10h25

    O que é um choque para você é a divergência de ideias.

    Possivelmente você vê naquele que diverge de sua perspectiva de mundo uma ameaça, um inimigo.

    Hoje todo mundo se diz democrata (até Robert Mugabe é, segundo ele próprio, democrata), mas quando se depara com opiniões com as quais não concorda fica “chocado”.

    Como recomendava um velho sábio: “As pessoas são o que fazem, não o que dizem.”

    Gerson Carneiro

    01 de junho de 2013 às 13h38

    Pode divergir à vontade. Desde que com fundamentação coerente.

    Fabio Passos

    01 de junho de 2013 às 22h45

    Ha uma parcela da classe media adestrada pelo PiG.
    Acompanham e acreditam em revista veja / jn da globo. rsrs

    E otimo que aparecam no Viomundo.
    Vao oxigenar o cerebro. Ar puro substituindo o futum reacionario das oligarquias midiaticas.

Ulisses

31 de maio de 2013 às 23h23

Com toda a pressão que o governo Lula sofreu desde seu primeiro dia de governo, não acham que ele ainda fez demais por este país reacionário?

Responder

    Fabio Passos

    01 de junho de 2013 às 11h03

    Nao.
    Com 80% de apoio popular… continuar seguindo a pauta da “elite” branca?

    José Silva

    01 de junho de 2013 às 13h58

    O PT fez um governo covarde!!! E a Dilma só é durona com seus subordinados, com a elite ela fala mansinho, aumenta juros, reprime funcionário público, não dá aumento para aposentado, não corrige a tabela do imposto de renda como deveria, dá um monte de isenções para empresários e quando chega a vez do trabalhador vira as costas, aposta numa política que ela não sabe fazer como Lula fez. Ela sonha que a Globo vai deixar ela em paz na próxima eleição, mas isso só acontecerá se não aparecer ninguém em condições de derrotá-la, ainda que pequenas.
    Eu deveria estar torcendo para a continuação desse governo, mas não consigo ver muita diferença entre os desastrosos governos do PSDB em relação ao trabalhador, e país onde temos um povo sem educação e trabalho de qualidade estamos fadados ao fracasso!!!

    Alemao

    01 de junho de 2013 às 14h55

    Não, ele fez de menos. o Lula poderia ter realizado mudanças estruturais no país para poder crescer mais no futuro. Tinha o congresso nas mãos e uma economia bombando. Porque não realizou uma reforma tributária? Nessas horas, medidas impopulares são muito melhores a longo prazo, a verdade é que todo político é cagão e só pensa na próxima eleição.

    Noronha

    01 de junho de 2013 às 17h04

    Volta Lula, seu povo lhe espera de braços abertos…

    Marco

    01 de junho de 2013 às 20h30

    Recém fiz um comentário ao respeito de artigo do Deputado Ivan Valente,e para minha surpresa,recebo o já xarope:Detectado comentário repetido,parece que você já disse isto.Não é verdade.Se querem glosar os comentários de alguém,usem outro pretexto,este está muito surrado.

Saul Leblon: A rendição da esquerda e a restauração conservadora - Viomundo - O que você não vê na mídia

31 de maio de 2013 às 22h57

[…] Ivan Valente: Explicando a onda conservadora no Brasil […]

Responder

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