VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

Roberto Amaral: O avanço solitário do pensamento conservador


29/04/2013 - 14h52

Reformas de base? Até hoje não andaram

Opinião, 15.04.2013 14:54

O avanço solitário do pensamento conservador

por Roberto Amaral, na CartaCapital

Retomo à questão das reformas estruturais, esfinge a desafiar nossos governos de centro-esquerda (por que não as fazemos?) e desafio ideológico a provocar as esquerdas brasileiras. Quanto a estas, a evidência é que, afogadas pela necessidade de vitória eleitoral, terminamos renunciando ao debate, abrindo, assim,  caminho para o avanço solitário do pensamento/ideário conservador.

O Brasil profundo, até 2012, vem votando na esquerda, ou mais precisamente em candidatos filiados a partidos programaticamente de esquerda, mas os ‘corações e mentes’ são conquistados pelo monopólio da direita impressa, com a demolição da política (de que depende a democracia) e da esperança, de que depende a esquerda.

Um só dado: pesquisa em poder do TSE informa que 80% dos jovens brasileiros rejeitam a política, não crêem na política, muito menos nos partidos e nos políticos. A tragédia não diz respeito exclusivamente às esquerdas (embora sua responsabilidade seja dominante) mas a todos que defendem o processo democrático: tire-se da política a política, os partidos e os políticos, o que ficará de pé para dar sustentação à vida democrática?

Já vimos esse filme.

Para ganhar, a esquerda brasileira (e que dizer da francesa de hoje e seu lamentável Partido Socialista?) está convencida de que precisa ganhar setores à sua direita (o centro e a direita propriamente dita) e para ganhá-los torna-se bem comportada nas alianças eleitorais, no discurso, e no programa, o qual, mesmo tímido, é o primeiro a ser jogado de lado, pois no governo a abelha-rainha é a ‘governabilidade’.

Para governar se impõem concessões, nas alianças que garantam tranquilidade parlamentar, nas composições políticas, necessárias, com o empresariado e o monopólio da informação (com quem precisa estabelecer um modus vivendi), os movimentos sociais e os sindicatos. Estes são levados à redução corporativa, ou seja, renunciam ao debate político – a vítima de sempre –, em benefício da estabilidade do governo que ajudaram a eleger e têm o dever histórico de sustentar.

Diz-se que essa tragédia política é filha natural do presidencialismo brasileiro, ao possibilitar eleições de quadros populares (Lula e Dilma) e ao, ao mesmo tempo, negar-lhes maioria parlamentar para governar e conservar-se no governo, cujo poder precisam partilhar com outras forças sem abrigo na soberania popular, a começar pelo famigerado ‘mercado’, com tudo o que lhe é implícito.

A fragilidade parlamentar é  contornada pela construção rentista (daí ‘presidencialismo de coalizão’) de maiorias heterodoxas, internamente contraditórias e conflitivas. Nas composições eleitorais, em prejuízo sempre da grande política, as coligações se fazem e se compram em função dos minutos que o partido agregado traz para a campanha eleitoral do candidato; no governo, a coalizão é determinada pelo número de parlamentares que podem ser arregimentados nas votações de interesse do governo.

Collor não caiu por força de seus desmandos, mas, efetivamente, porque não dispunha de maioria congressual, quando perdeu o apoio da ruas. Lula, apoiado nas ruas, conheceu o risco da ausência de base congressual, em 2005, o que quase lhe impôs um impeachment. Corrigiu-se.

Por isso mesmo, tendo, pelo menos a partir do segundo governo Lula, maioria congressual suficiente para fazer as reformas estruturais, não as ousamos. Nem mesmo promovemos  a institucionalização dos nossos programas sociais – Luz para todos, Minha casa minha vida, Bolsa Família, etc.— os quais, assim simples programas e não políticas de Estado (nível ao qual não são alçados) correm o risco de serem jogados na lata de lixo na primeira derrota eleitoral que soframos, alternativa que não desejamos mas para a qual precisamos estar atentos, pois conquistamos um governo republicano e não uma monarquia

Ora, nossas eleições apenas se justificam – pelo menos esse deveria ser o sentimento coletivo — enquanto instrumento de reforma (isto mesmo, apenas reforma, ainda no âmbito da correlação de forças atual e sem abalar as bases do sistema) do Estado. Fora daí, a política fica reduzida a uma discussão despolitizada, inodora,  em face de indices de eficiência administrativa, como se os feitos administrativos não tivessem alma e coração políticos e ideológicos.

A reforma do Estado brasileiro (ou sua simples modernização) se discute desde sempre, mas as transformações significativas se operam na transição da estrutura monárquica para a republicana, quando, numa aparente contradição, se consolida o poder rural-oligárquico, reacionário, anti-desenvolvimentista,  ensejando  a ditadura da política do ‘café com leite’.

A ‘revolução’,  de 30, um conflito inter-oligárquico,  se resolveu mediante sua negação, o golpe de 1937, que implantaria a ditadura  Vargas.  Assim é que, sob o autoritarismo, começaria a construção do moderno Estado brasileiro, tanto do ponto de vista político-social (a estruturação da ordem burocrática com o DASP, a legislação trabalhista e previdenciária etc.), quanto do ponto de vista econômico, criando a infraestrutura sobre a qual poderia o país, no seu capitalismo tardio, ingressar na industrialização, a promessa de nossa libertação de todas as amarras do subdesenvolvimento. São dessa época o Código de Águas,  o Conselho Nacional do Petróleo, a Companhia Siderúrgica Nacional, a Justiça do Trabalho e a Consolidação das Leis do Trabalho.

A construção dessa  base seria retomada no Segundo período Vargas, o democrático (1951-1954), de viés nacionalista, quando o Estado retoma o papel  indutor do desenvolvimento. É dessa fase a Petrobras.

Nenhuma reforma do Estado, porém.

A era Vargas, que o tucanato jurou enterrar, renasceria, tênue, no quinquênio JK (1956-1961) e o seu surto industrialista, dependente do capital estrangeiro. Nenhuma reforma estrutural, embora, e talvez seja essa a melhor herança do quinquênio, tenha o país descoberto que o subdesenvolvimento não era um determinismo, como ensinavam os pensadores do conservadorismo e do desenvolvimento nacional dependente dos interesses das grandes potências.

A questão das ‘reformas de base’ veio à tona, com todas as letras e as consequências conhecidas, no governo Goulart (1961-1964).  Os pleitos de hoje  são ecos do pleito de então: reforma agrária, reforma urbana,  a reforma política, a reforma da educação…

A ditadura militar, de Costa e Silva em diante, retoma o projeto modernizante, mas seu objetivo era fortalecer o Estado conservador. A reforma política visa a sufocar a democracia, e a reforma da educação destrói a escola pública.

Os primeiro governos reformistas, após o fim do regime militar, seriam os dois períodos Lula, continuados por Dilma. Mas, não obstante sustentar-se em uma correlação de forças, a qual, ampla, amplíssima, e talvez por isso mesmo (pela sua heterogeneidade), não lhe assegura a realização de uma só das ‘reformas de base’ das quais ainda carecemos no terceiro milênio.

Está por ser feita a reforma tributária, a primeira peça da real democratização de nosso país, como a reforma do judiciário, como a reforma política sem a qual a democracia representativa permanecerá como agora,  uma promessa frustrada pelo controle do poder econômico e dos meios de comunicação de massa.

Não se fez a reforma do ensino militar, que continua reproduzindo o pensamento de direita. Não se reviu o pacto federativo. Ou seja, o Estado da esquerda é, ainda, o Estado deixado pelos militares e aperfeiçoado em suas distorções perversas nos oito anos de FHC.

Aparentemente  preocupadas tão-só com a ocupação burocrática do Estado, a esquerdas ficaram à direita dos governos que ajudaram a eleger, e, renunciando nossos partidos aos seus deveres como vanguarda, transformaram-se em instrumento de acomodação das massas, pela via da domesticação dos sindicatos.

Penso que este seria o debate que os partidos de esquerda deveriam, talvez até  em conjunto, promover no vestibular das eleições de 2014, quando seremos julgados mais pelos nossos erros e omissões do que pelos nossos muitos méritos como gestores do Estado burguês.

 Leia também:

Osvaldo Bertolino: Mídia e a corrupção, tudo a ver

Últimas unidades

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



28 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Sousandrade

03 de junho de 2013 às 11h10

Curioso: “ninguém mais liga pra política”, mas a indignação vaza por todos os poros dos espaços de debates, seja organizada em termos de ideologia ou “rótulos” políticos ou seja, mais comum, “desorganizada”. O mais comum é a expressão de indignação com base nas informações disponíveis (dominadas pelo PIG TV ou pelo PIG NET). Mais pluralidade na informação e teríamos mais pluralidade nessa indignação.
Qto ao PSB, tem excelente vitrine-“laboratório” para as ideias que seu presidente defende. Mas, o “produto” anunciado é bem diferente. O tratamento dado pelo Sr. Eduardo Campos aos sindicatos de servidores públicos, p.ex., não é dos mais “modernos”…qto ao avanço ideológico retrógrado (em relação a privatização de serviços, p.ex.), galopa sem opositor audível em Pernambuco…

Responder

valmont

01 de junho de 2013 às 20h05

As eleições no Brasil têm sido decididas pelo voto comprado ou pelo voto de curral.
Os templos – notadamente os ditos evangélicos – converteram-se em grandes currais eleitorais, onde pastores fazem campanha partidária escancaradamente. Conquanto não seja ilegal, tal prática é absolutamente imoral, antiética, tanto quanto a compra de votos, e deveria ser cominada em lei.

Enquanto se fizer política nesse nível, ninguém se animarah com a política, não apenas a juventude.

Responder

Saul Leblon: A rendição da esquerda e a restauração conservadora - Viomundo - O que você não vê na mídia

31 de maio de 2013 às 23h23

[…] Roberto Amaral: O avanço solitário do pensamento conservador […]

Responder

Ivan Valente: Explicando a onda conservadora no Brasil - Viomundo - O que você não vê na mídia

31 de maio de 2013 às 23h22

[…] Roberto Amaral: O avanço solitário do pensamento conservador […]

Responder

Marco

13 de maio de 2013 às 19h51

Com o PT o rebotalho das oligarquias ( Sarney, Collor )sai das cinzas para conquistar nacos de poder e influência. Até o desacreditado Maluf tem vez e os petezóides ainda vêm falar que o PSB é barriga de aluguel da dirteita por conversar com Serra. Essa é boa.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

30 de abril de 2013 às 22h42

A MANIPULAÇÃO DE MENTES:

Manter o público na ignorância e no disparate Atuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser de baixa qualidade, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores permaneça incompreensível pelas classes inferiores”.

Com o ensino básico abandonado como está, o que esperar dessa juventude:

Diante de tanta alienação?

Diante de tanto mau exemplo?

Diante de tanta permissividade?

Diante de tanta manipulação sutil?

Responder

Urbano

30 de abril de 2013 às 13h31

E com o multicara eduardo moita o pouco avanço conquistado iria desandar por completo. Ele mais parece com aqueles ciclistas que pegam carona se agarrando em ônibus e camiões para chegar aonde quer. Sabe que por si só não chega nem em Jaboatão dos Guararapes para conhecer a resma de papel ofício ao preço de R$45,00. Preço do início do ano passado. Precinho assim camarada porque foram milhares de resmas.

Responder

damastor dagobé

30 de abril de 2013 às 11h07

a grande prisão mental da “esquerda” é a linguagem… só se expressam em clichês e fórmulas tolas…qual o problema com ser “conservador”??????
não existe nada que deva ser conservado???????

Responder

    MariaC

    02 de maio de 2013 às 10h42

    Bom dia Damastor,

    Acho que o senhor precisa de umas aulas de politica.

    Não há nada demais em ser conservador, ocorre que o povo não votou no conservadorismo.

Mardones

30 de abril de 2013 às 09h04

O discurso é muito bonito, mas os erros apontados pertencem a muitos que se dizem de esquerda. Aliás, foi o Robero Amaral quem disse que um certo partido não seria barriga de aluguel da direita. Ironia do destino?

Infelizmente, o Lula e a Dilma jamais defenderam a necessidade de reformas de base. Apenas assumiram o papel de gestores dos restos neoliberais de FHC.

Responder

damastor dagobé

30 de abril de 2013 às 08h59

80% não confiam em políticos????? isso só quer dizer que ainda temos 20% de velhinhas de Taubaté…

Responder

Jose Mario HRP

30 de abril de 2013 às 08h12

Olha no que da o neoliberalismo:
LIZ ALDERMAN
DO “NEW YORK TIMES”

ATENAS – Como diretor de uma escola primária, Leonidas Nikas está vendo o que ele pensava que fosse impossível acontecer na Grécia: crianças procurando comida nas latas de lixo, jovens necessitados pedindo sobras de comida aos colegas e um menino de 11 anos, Pantelis Petrakis, com o corpo crispado pela fome.

“Ele não tinha comido quase nada em casa”, disse Nikas, sentado em seu escritório perto do porto de Pireus, um subúrbio da classe trabalhadora em Atenas. Ele consultou os pais de Pantelis, que disseram que não conseguem trabalho há meses.
Sua poupança acabou e eles estão vivendo de macarrão com ketchup. “Nem em meus sonhos mais loucos eu esperava ver a situação em que estamos”, disse Nikas. “Chegamos a um ponto em que as crianças da Grécia vêm para a escola famintas. Hoje as famílias têm dificuldade não apenas para encontrar emprego, mas para sobreviver.”
A economia grega encolheu 20% nos últimos cinco anos. O índice de desemprego supera 27%, o mais alto da Europa, e seis em cada dez pessoas que buscam emprego dizem que não trabalham há mais de um ano. Essas estatísticas estão reformulando a vida das famílias gregas. As crianças chegam em número cada vez maior às escolas famintas, subalimentadas ou até desnutridas, segundo grupos privados e o governo.

The New York Times

A geladeira quase vazia de Michalis Petrakis; a fome na Grécia está aumentando
Estima-se que 10% dos estudantes gregos da escola básica e média, no ano passado, tenham sofrido o que os profissionais de saúde pública chamam de “insegurança alimentar”, o que significa que eles enfrentaram a fome ou o risco dela, segundo a doutora Athena Linos, da Prolepsis, um grupo não governamental de saúde pública.

“Quando se trata de insegurança alimentar, a Grécia hoje caiu ao nível de alguns países africanos”, disse. Os estudantes gregos trazem sua própria comida ou compram produtos em uma cantina. O custo se tornou impraticável para alguns. “Ao meu redor eu ouço crianças dizendo: ‘Meus pais não têm dinheiro. Não sabemos o que vamos fazer'”, disse Evangelia Karakaxa, 15, aluna do colégio Número 9 em Acharnes.
Acharnes fervia com atividades ligadas às importações até que a crise econômica eliminou milhares de empregos no setor. “Nossos sonhos foram esmagados”, acrescentou Evangelia.
“Eles dizem que quando você se afoga sua vida passa em um ‘flash’ diante de seus olhos. Minha sensação é de que na Grécia estamos nos afogando em terra seca.”
Alexandra Perri, que trabalha na escola, disse que pelo menos 60 dos 280 alunos sofrem de desnutrição. “Há um ano, não era assim”, disse. “O que é assustador é a velocidade com que isso está acontecendo.”
O governo reconheceu que precisa enfrentar a questão da desnutrição nas escolas. Nikas disse que sabe que o governo está trabalhando para consertar a economia. Agora que acabou a conversa sobre a Grécia sair da zona do euro, as coisas parecem melhores, ao menos para o mundo exterior.
“Mas diga isso à família de Pantelis”, disse Nikas. “Ela não sente melhoras em sua vida.”
Themelina Petrakis, a mãe de Pantelis, abriu sua geladeira. Lá dentro havia ketchup e outros condimentos, um pouco de macarrão e sobras de uma refeição que ela ganhou da prefeitura.
Seu marido, Michalis, 41, foi demitido em dezembro. Ela disse que a companhia em que ele trabalhava não pagou seu salário durante cinco meses antes da demissão e que, em fevereiro, eles ficaram sem dinheiro. Quando a fome chega, Petrakis tem uma solução.
“É simples”, disse ela. “Você sente fome, fica tonto e dorme.”
Um relatório da Unicef de 2012 mostrou que, entre as famílias gregas mais pobres com crianças, mais de 26% tinham uma “dieta economicamente fraca”.
No ano passado, a Prolepsis começou a fornecer sanduíches, frutas e leite em 34 escolas públicas onde mais da metade das 6.400 famílias participantes diziam sentir “fome média a grave”. Financiada por uma verba de US$ 8 milhões da Fundação Stavros Niarchos, uma organização filantrópica internacional, o programa foi expandido neste ano para atender 20 mil crianças.
Konstantinos Arvanitopoulos, o ministro da Educação da Grécia, disse que o governo conseguiu financiamento da União Europeia para fornecer frutas e leite nas escolas e cupons para pão e queijo. Também está trabalhando com a Igreja Ortodoxa Grega para fornecer milhares de pacotes de ajuda.
Mas Nikas está revoltado com o que ele considera uma ampla negligência da Europa pelos problemas da Grécia.
Ele disse: “A menos que a União Europeia aja como essa escola, onde as famílias ajudam outras famílias porque somos uma grande família, estaremos acabados”.
Colaborou Dimitris Bounias
…………

Responder

Fabio Passos

29 de abril de 2013 às 23h06

A esquerda tem um dever. Uma razao para existir.
So havera democracia real em uma sociedade sem classes.
A tarefa historica da esquerda e combater a opressao da classe dominante e ajudar o oprimido a libertar-se. Abdicar de politizar as massas e abdicar da esquerda.

Responder

    Tiago

    30 de abril de 2013 às 10h21

    Sem dúvida essa estratégia foi um sucesso na União Soviética, na China, na Coréia do Norte, no Camboja, em Cuba…

Marcos W.

29 de abril de 2013 às 20h16

Não acredito em nada do que é dito ou escrito pelo Amaral!

Responder

Carlos Lopes

29 de abril de 2013 às 19h50

Uma das ideias mais geniais, sensacionais e importantes de Roberto Amaral foi a construção de uma bomba atômica nacional.

E eu acho que nós até já temos algumas dessas bombas em estoque, de forma ultra secreta, prontas para devastar o Tio Sam.

Um grande deputado com ideias muito importantes e que devem ser sempre ouvidas e levadas a sério.

Responder

assalariado.

29 de abril de 2013 às 19h29

Interessante o artigo do Sr. Roberto Amaral, pena que seja um discurso retórico de esquerda. Palavras são palavras, nada mais que palavras, dizia um humorista brasileiro. Das palavras, para a pratica cotidiana, existe uma imensa diferença no dia/ dia, basta olhar os 80% , neste post, de rejeição dos jovens para com a politica.

O autor faz um discurso, até bonito, porém, somente isto. Qual é a relação histórica concreta do partido (PSB), juntos as massas e os assalariados da nação? As esquerdas por se articularem pelas cúpulas, erraram ontem, erram hoje, devido a sua pratica pragmática egoísta de organização ‘popular’, e seus partidos aburguesados, que nunca vazou da classe média para as bases da sociedade assalariada. Claro, tudo isso, enviesado, manipulado e avalizado pela imprensa burguesa que, vive dando risadas e cacetadas no dia/ dia dos políticos e da política nacional. E tome o STF de presente!

É bom não esquecer que, o que segura “O avanço solitário do pensamento conservador” é que, o governo Dona Dilma “tem” mil faces positivas quando se trata, no trato, com as massas despossuídas. É contraditório, mas na cabeça dos assalariados e dos explorados da nação, o que vale é a economia estar ‘bombando’ e, esse nó, a imprensa burguesa não consegue desatar da cabeça das massas, mesmo com “mensalão” e tudo.

Então o que falta mesmo são interlocutores partidários de esquerda e suas mídias gráficas, isso tem aos montes. Estou falando dos partidos ditos de esquerda que, estão escondidos embaixo das saias da Dona Dilma.

Ou seja, qual é o papel dos partidos dessa base de apoio da Dona Dilma? Não será tirar esse governo desse isolamento todo? Ou será que a culpa é só do PIG? Sim, escrevi tudo isso só para dizer para os partidos de ‘esquerda’ o quão eles estão longe das massas. Só falta avisar o povo, só que isso da um trabalho danado, não é mesmo? Mexam -se, tenham coragem, venham para as portas das empresas/ escritórios dialogarem com o povo, assim acabaremos com a ditadura do consenso.

Saudações Socialistas.

Responder

    renato

    29 de abril de 2013 às 21h12

    Eu estava indo na tua, perguntava? por que o
    assalariado, esta precisando de três parágrafos
    para dizer o que pensa.
    Penso eu, na minha cabeça,de poucos pelos.
    (coloque uma entonação gauchesca nisto).
    Será que esta total falta de animo para a
    politica destes 80% de jovens que nada querem
    mais sempre estão antenados.
    Não tem a ver com a melhora de vida dos brasileiros.
    Assim, guri, do tipo, não venha me tirar o doce.
    Que estou comendo aqui no cantinho, que moinha tia
    me deu.Não vou nem fazer barulho no papel de embrulho.
    Mas…se tentares me tirar, mijo em cima, nem prá mim,
    nem pra tu.
    Aí que incorre o perigo!

    assalariado.

    30 de abril de 2013 às 14h50

    Caro Renato, os vários parágrafos, minha culta ignorância diz que, tem muito a haver com minha necessidade de socializar, passar um pouco do que aprendi na luta como explorado que sou pela burguesia patronal e sua extensão territorial a qual chamamos de Estado e suas instâncias burguesas. Dessa forma, e, dentro dos meus limites de compreensão pretendo politizar as pessoas e os meios que frequento.

    Coisa que, quem deveria fazer, por uma questão de honestidade ideológica, seriam, e é, os ditos partidos de esquerda e as entidades que se dizem a favor dos descamisados e explorados pelo capital.

    O fato de nossos jovens rejeitarem (em tese), a politica, tem tudo haver com os PLIM! PLIM! da vida, significa dizer que, destes 80% de rejeição, tem haver com o dia/ dia da manipulação da imprensa do capital, sobre as multidões que, por sua vez, trabalham o dia inteiro e, no final do dia vai se “informar”, aonde mesmo? Ainda por cima vem a social democracia e engana o povo com um discurso e diz, que ele virou ‘nova classe média’ e que agora é ‘cidadão’ consumidor (não estou falando das necessidades básicas), e assim dando a entender que a vida se resume nisso, … AH, mas e a educação, saúde, 40 horas semanais, transportes, divida publica, … Falar disso com as massas, para o governo da governabilidade, não é pragmático, atrapalha os lucros dos capitalistas e os da ” nova classe média” criarem consciência politica, não é mesmo?.

    Estamos 100% de nosso tempo, controlado pela burguesia nem percebemos;

    — nas ruas, o seu olho e aparato repressivo, são as policias e suas fardas multicores;

    — no trabalho, somos controlados pela burguesia patronal, via chefias, gerentes, dedos duro e tals;

    — nos tribunais, o capital nos controlam e enviesam as leis em favor das elites;

    — em casa, nos controlam através dos meios de comunicação e nos manipulam, nos dão lavagem cerebral, … segundo os seus valores morais do que é ser um ‘cidadão’.

    Ou seja, se aquele jovem ou adulto, não quer oferecer aquele doce que ganhou, apenas reproduz o mundinho egoísta a qual o sistema capitalista nos doutrina, nem percebemos. Cabe as esquerdas trabalharem, fazerem um trabalho de base junto ao povo, para assim quebrarmos a (HEGEMONIA)ideológica que a burguesia exerce, sobre os cérebros desavisados da nação.

    Saudações Socialistas.

Francisco

29 de abril de 2013 às 18h51

Meus alunos de História do ensino médio ficam inpressionados com a modernidade e pertinencia de João Goulart e das reformas de base…

Nunca deixei de ouvir, a cada vez que ensino esse conteúdo, algum aluno murmurar: “por isso que derrubaram…”.

Responder

    damastor dagobé

    30 de abril de 2013 às 09h00

    interessante que os alunos precisem..”murmurar”…

Marcio H Silva

29 de abril de 2013 às 18h44

A esquerda é frouxa em todo lugar. Vejam o que está acontecendo na Islandia.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21976

Responder

    assalariado.

    29 de abril de 2013 às 19h44

    Caro Marcio H Silva, não confunda a frouxa e retórica social democracia, travestida de socialista, com a esquerda socialista revolucionária. Como pode uma ‘esquerda’, por em pratica uma receita econômica que já tinha dado errado no governo anterior, e que, levou o povo da Islândia a nocaute. Ah, sim, quem foi a nocaute foi o povo assalariado e o Estado constituído da Islândia. Mas e a burguesia capitalista da Islândia, também faliu? Vão muito bem, obrigado! Você percebe onde está o nó da luta de classes mundial? Em nosso país, a frouxidão social democrata, será mera coincidência?

    Abraços Fraternos.

Ozeias Laurentino, (pai)

29 de abril de 2013 às 16h58

Precisamos fazer reformas estruturais, e para fazermos com esse congresso é impossível, por isto todos os partidos de esquerda ou nacionalistas deveriam aprovar nos seus estatutos com fundamentação Constitucional do ART.17, §1º. O FIM DA REELEIÇÃO LEGISLATIVA SÓ ASSIM TEREMOS UM CONGRESSO DEVERAS REPRESENTANTE DO POVO.

Responder

Leonardo

29 de abril de 2013 às 16h58

Acho que as reformas não viram nem com a continuada do sonho de 2002 que virou pesadelo, muito menos com outra nova legenda ou com outra roupagem porque estes serão presas fáceis, e sem falar na direita conservadora.
Estou pensando seriamente em comprar um sítio com a família e me preparar para uma crise a moda espanhola, que certamente virá, pois ainda sou um cara novo!

Responder

Roberto Locatelli

29 de abril de 2013 às 16h26

De fato, a esquerda – inclusive o PSB do qual faz parte Roberto Amaral – tem essa ideia fixa de “governabilidade”.

É preciso não assustar a classe média. É preciso não assustar os empresários. É preciso não assustar a direita. Só se esquecem de que é preciso organizar e mobilizar a classe trabalhadora.

A tal “correlação de forças” não está congelada. Ela muda. Com a esquerda paralisada, ela muda para pior.

Quais os governos latinoamericanos que foram derrotados pela direita recentemente? Fernando Lugo, ultramoderado e Manoel Zelaya, ultramoderado.

Quais os governos que derrotaram as tentativas de golpe que sofreram? Hugo Chávez, Rafael Correa, Cristina Kirchner e Evo Morales. Todos eles preferem alicerçar seus governos nas organizações populares, e não nos conchavos à direita. Eles não são moderados, são firmes e combativos.

João Goulart era moderadíssimo. Afinal, tratava-se de um latifundiário. Isso não impediu o golpe. Ao contrário, facilitou-o, pois o movimento popular não foi fortalecido para resistir.

Grandes possibilidades de não termos eleições em 2014.

Responder

    Julio Silveira

    29 de abril de 2013 às 17h56

    Sabias palavras prezado Locatelli. Parece um vaticio mas é um raciocinio perfeitamente lógico.

teacher Ramos

29 de abril de 2013 às 16h03

O discurso do deputado Roberto Amaral torna-se vazio, depois de ele dizer que o partido dele não seria barriga de aluguel da direita e agora está fazendo reuniões secretas com Serra e pseudo-acordos com Aécio. Não tem credibilidade, este deputado. É por isso que até pessoas com pensamento de esquerda como nós abomina políticos como ele e seu presidente de partido

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.