VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Ivan Seixas: É preciso resgatar a história das Divisões de Segurança e Informações


10/03/2012 - 02h20

por Luiz Carlos Azenha

Ivan Seixas foi preso com o pai, Joaquim, em 1971, quando tinha 16 anos de idade. Joaquim, mecânico, era militante do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT). Foi morto sob tortura, pela Operação Bandeirante. Financiada por empresários paulistas, a OBAN abrigou o mais famoso centro de torturas do Brasil, na rua Tutóia, bairro do Paraíso, em São Paulo.

A morte de Joaquim foi noticiada em primeira página pelo jornal paulistano Folha da Tarde, do grupo Folha. O jornal foi entregue pela família Frias a gente ligada ao regime. Dizia-se que tinha a maior “tiragem”, não pelo número de exemplares impressos, mas pelo grande número de “tiras”em seus quadros.

A notícia da Folha da Tarde dizia que Joaquim tinha sido morto depois de resistir à prisão.

Ivan Seixas viu a notícia da morte do pai estampada na manchete do jornal. Ele tinha sido tirado da sede da OBAN para uma simulação de fuzilamento, perto do Parque do Estado. Viu o jornal pendurado em uma banca de jornal, quando os policiais pararam numa padaria para tomar café.

Só que, ao voltar à OBAN, Ivan viu o pai, ainda vivo, na sala de torturas.

Para ouvir o Ivan contar o caso, clique aqui.

Hoje, Ivan é integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos e um dos apoiadores da Comissão Estadual da Verdade, já instalada em São Paulo.

Ele acredita que a Comissão Nacional da Verdade, proposta pelo Executivo e aprovada pelo Congresso Nacional, não dará conta de apurar toda a história da repressão, “tenha sete ou sete mil integrantes”.

Ivan diz que é necessário estadualizar e municipalizar o trabalho, para chegar aos órgãos que abasteciam o Serviço Nacional de Informações (SNI), as Divisões de Segurança e Informações (DSIs).

Eram, no dizer do Ivan, “os olhos e os braços” da repressão, que atuavam em faculdades e locais de trabalho para produzir as listas de estudantes, professores e operários que seriam vigiados e punidos.

“Foi muito pior do que a gente imagina”, diz Ivan, certo de que há milhares de casos espalhados pelo Brasil que nunca foram relatados.

Ivan não dá muita importância aos manifestos lançados por militares reformados nas últimas semanas, dizendo que são “manifestos de torturadores”.

“Militar não é torturador. Torturador pode ser militar ou civil”, ele diz.

Antes de mais nada, ele argumenta, é preciso resgatar toda a História do aparato repressivo, inclusive dos empresários que ajudaram a financiá-lo.

Para ouvir a entrevista, clique abaixo:

ivan 1

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18 comentários

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Geraldosantos

10 de março de 2012 às 21h43

Esse tal de eunaosabia ta defendendo o que ,meu caro eu acho que quem gosta de
enterrar bosta e gato, vai feder pra caramba quando a comissao da verdade a
começar a apurar a responsabilidade dos milicos durante a ditadura.

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Rafael Mendes

10 de março de 2012 às 18h21

A reconstituição histórica da atuação das DSI's é fundamental. Graças a elas a ditadura conseguiu prejudicar muito mais pessoas do que se imagina. Eram sobretudo as DSI's que se encarregavam de produzir as suspeitas que atrapalhavam a vida de muita gente. Por exemplo: um cidadão estava cotado para ser nomeado professor da UFRJ. Antes da nomeação, muitas vezes a DSI do MEC enviava um ofício desaconselhando aquele sujeito por esta ou aquela razão. Ninguém se preocupava em verificar a veracidade do informe. O medo de enfrentar uma "ordem" vinda de um órgão de segurança era maior. Isso acontecia em todos os ministérios. As DSI's usavam suas atribuições para fins que não diziam respeito à coisa pública. Muitos documentos comprovam esta prática. Espero que a Comissão torne isso público.

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FrancoAtirador

10 de março de 2012 às 16h33

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Relatório de conselho paulista é a Comissão da Verdade do Pinheirinho, diz deputado

Levantamento baseado em 624 depoimentos de ex-moradores do Pinheirinho
mostra as violações dos direitos humanos registrados em toda a operação

Por Raoni Scandiuzzi, na Rede Brasil Atual

São Paulo – O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo (Condepe) divulgou hoje (9), na Assembleia Legislativa, relatório preliminar da ação policial de remoção dos moradores da comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior paulista, na reintegração de posse do terreno. O documento formatado com relatos da população local revela a quantidade de violações dos direitos humanos ocorrida durante e depois da ação policial.

“O governo do estado nega que tenha havido vítimas de violência ou de perda de bens com a destruição das casas. Nós juntamos 624 denúncias assinadas pela população que morava no Pinheirinho, dando conta do inferno que foi aquela operação”, disse o relator do documento e conselheiro do Condepe, Renato Simões.

De acordo com os depoimentos registrados pelas vítimas, houve 260 casos de ameaças e humilhações durante e após a ação, além de 205 casas demolidas sem a retirada dos bens, 166 agressões físicas aos moradores, 71 casas saqueadas – algumas até pelos próprios policiais – e 67 ameaças com uso de armas.

Após a ação coordenada pela Polícia Militar e pela Guarda Civil Metropolitana de São José dos Campos, foram oferecidos aos moradores alguns abrigos na cidade. O presidente do Condepe, Ivan Seixas, descreveu esses locais como verdadeiros campos de concentração. “As pulseirinhas de identificação eram similares às tatuagens utilizadas pelos nazistas em campos de concentração”, relatou.

Como consequência da perda das casas e dos objetos pessoais, em muitos casos, o relatório do Conselho mostrou que 306 pessoas tiveram um prejuízo estimado de R$ 5 mil a R$ 25 mil, e outros 66 ex-moradores calcularam suas perdas entre R$ 26 mil e R$ 45 mil. Desse montante, somente 66% receberam atendimento de serviços com acolhimento social.

Dos ex-moradores do Pinheirinho entrevistados pelo Condepe, 323 não estavam incluídos em nenhum tipo de programa social e 275 recebiam algum tipo de auxílio de órgãos públicos. Dos que participavam de programas sociais, 99 afirmaram que tiveram seus auxílios prejudicados de alguma forma após a invasão, 239 não notaram qualquer prejuízo e 175 não souberam ou não responderam.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública contrariou os depoimentos e não comentou as violações. “A reintegração de posse, em São José dos Campos, foi pacífica. Não houve resistência. Os policiais militares usaram munição não letal. Os moradores concordaram em sair pacificamente do local. Houve raros casos de confronto em bairros vizinhos, depois da desocupação”, afirmava a nota assinada pelo secretário Antonio Ferreira Pinto.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, deputado Adriano Diogo (PT), a forma como estão sendo conduzidas as investigações lembram a época da ditadura. “Essa peça é fundamental, produzida pela sociedade civil como nos tempos da ditadura, quando os familiares tinham de dizer que seus parentes foram mortos para poder virar peça jurídica. O Condepe está fazendo uma Comissão da Verdade do caso Pinheirinho”, avaliou.

Para o parlamentar, essa foi uma ação governamental, uma ação de estado maior. “A reintegração ocorreu no domingo de madrugada, com características jamais vistas, o cerco não previa a entrada da imprensa e de nenhuma autoridade”, disse.

Ele ainda afirmou que, desde que ocorreu o caso Pinheirinho, todos os requerimentos que foram enviados à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia foram rejeitados. “Agora, há uma intervenção do governo estadual, comandada pelo deputado Cauê Macris (PSDB), para que a Comissão não atinja o quórum em nenhuma reunião”, contou.

Para o representante do Ministério Público no Condepe, Eduardo Dias Ferreira, o relatório irá se juntar ao conteúdo já colhido pelos procuradores para futuros inquéritos. “Os colegas promotores vão analisar esses depoimentos, esses relatórios, essa análise que foi feita e trabalhar para poder agregar nas investigações”, observou.

O Condepe vai encaminhar o relatório ao poderes legislativos do estado e do município de São José dos Campos, bem como ao Congresso Nacional e ao governo de São Paulo. Órgãos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) também receberão exemplares do documento. O relatório final ficará pronto em 30 dias.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania

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EUNAOSABIA

10 de março de 2012 às 16h27

Lendo o que vocês escrevem, eu acho que vocês são do tipo capazes de acreditar que Mario Kozel Filho era um homem bomba e que explodiu a si mesmo dentro da guarita do QG do II Exército, e o que falar do massacre a sangue frio do já rendido Tenente PM Mendes Júnior? e os tais dos "justiçamentos", onde matavam entre os seus mesmo, matavam-se entre si mesmo, os que percebiam a furada que tinham entrado e queriam cair fora???.. a quase metade dos mortos daquele tempo vêm daí…

Vamos falar de economia agora. Qual a grande chaga que o regime militar brasileiro nos legou?? a concentração de renda, seja espacial e principalmente pessoal, acho que o Brasil deve ser o único país capitalista do mundo, não deve haver nada parecido assim na história da economia capitalista moderna, onde houve um crescimento econômico tão acelerado, acompanhado de uma concentração de renda tão acentuada e brutal, mas ora, quem foi o grande responsável por este modelo de crescimento? Delfim Neto, este senhor anda de mãos dada e serve se conselheiro pessoal a quem hoje em dia?.. precisa dizer mais?

Vocês pensam que enganam a quem?

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E S Fernandes

10 de março de 2012 às 12h33

Não gosto do termo "Golpe militar" de 64.
Ele dá a entender que foi um golpe de e para militares, quando não foi.
A expressão Golpe Cívil-militar me parece mais adequada.
O autor, Ivan Seixas, fala, inclusive, dos empresários que ajudaram a financiar o golpe e a tortura.
Espero que a comissão chege a tais "empresários", e os metam na cadeia também.

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FrancoAtirador

10 de março de 2012 às 12h27 Responder

spin

10 de março de 2012 às 10h42

Sobre o caso Carlinhos Cachoeira, a Veja desenterrou um vídeo que não tem nada a ver com a Operação Monte Carlo nem se trata de gravação feita pela PF ou autorizada pela JF. Trata-se de um vídeo feito pelo próprio Cachoeira para chantegear políticos, seu modus operandi era assim. No video (devidamente editado para dar a entender tratar-se de ilegalidade praticada por algum petista) há uma conversa entre Carlinhos Cachoeira e o deputado petista Rubens Otoni. O ano era 2004 e Otoni era candidato a prefeito de Anápolis. Tanto Cachoeira como Otoni moravam em Anápolis. Cachoeira procurou Otoni para que este lhe ajudasse na sua empresa o que, segundo Otoni, foi recusado. Houve uma oferta de 100 mil reais, recusado por Otoni. Naquele ano o Carlinhos Cachoeira não era conhecido como agente do crime organizado. Quando Demóstenes Torres estabeleceu laços com Cachoeira o senador já sabia que ele(Cachoeira) era do crime organizado. Um detalhe: Até hoje a TV Anhanguera, repetidora da Globo, não citou o nome de Demóstenes Torres ao noticiar a Operação Monte Carlo. Imagina quem agora não pára de ser citado. Dou um doce para quem adivinhar.

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    Geysa Guimarães

    10 de março de 2012 às 23h17

    Mas que jornalixo, heim, Spin? Escondem o demo-Demóstenes e vão buscar no baú um petista qualquer.
    Citado pela repetidora platinada? Aposto que é Zé Dirceu.

EUNAOSABIA

10 de março de 2012 às 09h04

O problema dessa tal de comissão caça ossos é que querem descobrir apenas a verdade que lhes convém, isso tem nome, se chama "revanchismo", eu nunca vi ninguém dessa tal de comissão da verdade, se interessar em saber sobre as cerca de 200 mortes que foram causadas por aqueles que pegaram em armas e tentaram implantar no Brasil uma ditadura comunista de origem externa – sim, pois quem pegou em armas nunca lutou por democracia, lutaram por um regime totalitário e comunista – mas isso passou, como eu disse, eu nunca vi ninguém dessa comissão – ainda nem foi organizada, se quer tem membros – falar em apurar os crimes dos dois lados, querem descobrir a "verdade" de um lado só, a "verdade" que lhes convém.

Responder

    Eduardo Guimarães

    10 de março de 2012 às 09h55

    Você é um dos 10 trolls da internet que vou desmascarar divulgando nome, profissão e as razões pelas quais passam o dia na rede mentindo e agredindo. Pessoas que se mantêm no anonimato por razões óbvias. Continue mentindo enquanto pode.

    pperez

    10 de março de 2012 às 18h56

    Se mantém anonimos porque são lacaios que quiseram fazer do Brasil uma sucursal do inferno.
    Não conseguiram porque, além de incompetentes, foram tão covardes que nem no interrogatorio da Dilma,onde a supremacia da força era flagrante, mantiveram a altivez, abaixando a cabeça de vergonha!

    Marcio H Silva

    10 de março de 2012 às 23h59

    Pô Edu, vai ser legal desmascarar estes caras……..principalmente saber as razões pelas quais passam os dias nas redes. Se desse pra descobrir quem financia eles seria melhor ainda……

    francisco p neto

    10 de março de 2012 às 11h07

    Por que será que imbecil será sempre imbecil.
    Terroristas queriam implantar o comunismo no país e as "forças democráticas" impediram.
    Qual foi o método?
    Derrubar (dar um golpe) um presidente legitimamente eleito e instaurar uma ditadura militar.
    Belo exemplo democrático.
    E o imbecil aí de cima ainda quer justificar reprocidade nas ações da Comissão da Verdade.
    Terroristas foram aqueles que deram o golpe e impuseram um regime de força sem o amparo da sociedade.
    Eu acho que a Comissão da Verdade, para ter mais eficácia, pois segundo o Ivan será impossível apurar todos os casos, deveria pesquisar os psedônimos, como o do idiota aí de cima.
    Tavez possa ser um dos generais de pijama que está se borrando de medo.

    Gabriel Braga

    10 de março de 2012 às 16h47

    Até não ia me dar ao trabalho de responder a esse imbecil que se esconde sob o apelido ridículo de EUNAOSABIA,mas seu comentário,caro Francisco é perfeito.
    Discutir esse assunto já se tornou até chato,embora seja preciso fazê-lo.
    Acho inacreditável que ainda exista quem engula esse discurso,esse papo-furado de que os militares deram o golpe para salvar o país de uma ditadura comunista.
    Nunca é demais repetir que foram os militares que romperam a ordem constitucional,logo se tratava de um regime ilegítimo e dessa forma toda a resistência a ele,ainda que violenta,era perfeitamente justificável.

    Alvaro Tadeu Silva

    10 de março de 2012 às 11h50

    Eu não sabia, você é um troll desesperado. Mentira que houve 200 mortes entre torturadores, dedo-duros, informantes, etc. Seja homem, coisa que você não é, e envie a lista com os 200 nomes. A Ditadura Militar era ilegal, tomou o poder através de golpe de estado, então, não tinha legitimidade de dizer quem era legal quem era ilegal. Terroristas eram voces, que usavam o dinheiro dos nossos impostos para enriquecer os amigos e ferrar os inimigos (TV Excelsior, Panair, etc.).Gente que não foi eleita pelo povo construiu os centros de tortura e gastou bilhões de dólares bisbilhotando o povo. E mesmo assim, entregaram um país falido, atrasado, analfabeto e ferrado. E fizeram toda essa porcaria sem ter um Congresso que se lhes opusesse. Seu torturador de uma figa, a gente ainda vai se ver cara a cara. Quem sacar mais rápido, vence.

    Julio Silveira

    10 de março de 2012 às 14h31

    Robo, já faz um tempo me contenho para não te responder, mas agora voce conseguiu seu objetivo, chamou minha atenção a ponto d'eu te que revidar. Que tipo de gente é voce que defende que seu país seja uma eterna republiqueta de banana, desses propensos a quarteladas ao sabor da conveniencia de determinados grupos. Que tipo de invertebrado é tu que defende que cidadãos brasileiros que voce diz ser sejam mortos, pela simples razão de serem ideologicamente diferentes e que concorrem no convencimento dos cidadãos como qualquer outra força politica, ou somente a sua é a verdadeira, essa que torna poucos homens milionários e relega a maior parte da humanidade a pobreza, quando não extrema pelo menos carente da vital cultura que poderia trazê-los a uma concorrencia mais leal. Sujeito, voce é muito desavergonhado mesmo, por ter a coragem de vir defender algo abjeto como foi o Golpe de 64. Não sei em que buraco voce esconde sua dignidade cidadão provavelmente como os judas que nos governaram voce deve tê-la vendido por alguns dolares.,.

    daniel

    10 de março de 2012 às 15h37

    "querem descobrir a "verdade" de um lado só, a "verdade" que lhes convém."

    E então só pode valer a verdade de um lado só, a dos torturadores? Pronto todo o seu papo de "implantar no Brasil uma ditadura comunista de origem externa" acabou de perder totalmente o efeito (já que só um lado, o dos torturadores, faz essa afirmação).

Francisco

10 de março de 2012 às 03h44

É fundamental que os empresários envolvidos façam o minimo: se desculpem e se comprometam com um foco democrático futuro.

É totalmente inaceitável que mídias impressas não façam um "mea culpa" e sinalizem na direção de um compromisso (ainda que da boca para fora) com a democracia. No caso das concessões de rádio e TV o caso é mais grave ainda e é neles que se vê o absurdo da Lei da Anistia.

Como podem governantes confiar em concessionários que já conspiraram golpes contra o poder democrático? Goulart era tão eleito quanto Dilma o é! Que garantia ela (ou qualquer outro futuro governante) tem de que o crime não acontecerá de novo? Isso não é objeto possível de anistia, pois diz respeito à própria ordem institucional!!

Sem cadeia? Ok. Sem "revanchismo. Entrega a concessão de volta ao Estado e não vai para a cadeia, mas com a concessão não pode ficar!!! Manter a família Marinho à frente da Globo equivale a ter, até hoje, um general presidindo o Congresso! Ou um delegado Fleury comandando a Secretaria de Segurança do Rio. Ou o golpe/regime militar acabou ou não acabou!!!

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