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Haddad agradece a Joaquim Barbosa pelo voto e, em mensagem dramática, usa palavras de Bolsonaro para convencer indecisos; veja vídeo
Multidão em Salvador; foto Facebook de Fernando Haddad
Política

Haddad agradece a Joaquim Barbosa pelo voto e, em mensagem dramática, usa palavras de Bolsonaro para convencer indecisos; veja vídeo


27/10/2018 - 12h45

Da Redação

Com duas frases no Facebook, o petista Fernando Haddad agradeceu o apoio do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa: “Obrigado, pela declaração e apoio, Joaquim Barbosa. O meu compromisso é defender um Brasil de todos e todas”.

Barbosa, mais cedo, anunciou seu voto no twitter: “Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”.

O ex-ministro ganhou notoriedade nacional no julgamento do mensalão do PT, daí a importância de, agora, declarar voto no candidato do partido às vésperas do segundo turno.

As pesquisas mais recentes revelaram uma redução da diferença entre o candidato neofascista Jair Bolsonaro e seu adversário.

Haddad já suplantou Bolsonaro em duas capitais onde antes perdia: São Paulo e Belo Horizonte.

Um recente tour pelo Nordeste reuniu grandes multidões em João Pessoa, Recife e Salvador.

A estratégia do PT repousa em aumentar a diferença sobre Bolsonaro no Nordeste, além de reduzir a derrota nos grandes colégios eleitorais do Rio, Minas e São Paulo.

A possível virada de Eduardo Paes sobre o juiz Wilson Witzel, apoiado pela família Bolsonaro, pode ajudar o petista no Rio.

Hoje de manhã, Haddad percorreu ruas do bairro de Heliópolis, em São Paulo. Em posição de destaque na comitiva estava a deputada federal e ex-prefeita Luiza Erundina, uma figura muito popular nos bolsões de pobreza da metrópole.

A campanha do PT conta com uma conjunção de fatores difícil de obter, mas no campo do possível.

Segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, 6% dos eleitores de Bolsonaro disseram que poderiam mudar de lado até domingo.

Além disso, 14% dos entrevistados se disseram indecisos ou dispostos a votar em branco ou anular o voto.

Por isso, a campanha de Haddad produziu vídeo focando no eleitor que deixa para tomar sua decisão de última hora (ver abaixo).

O vídeo usa as próprias palavras de Bolsonaro contra o neofascista.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



11 comentários

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TELESFORO MATOS

27 de outubro de 2018 às 17h55

Não gostei da parte do barbudo…
As raízes tem que ser defendidas e, se não for possível, não citadas.
Lula é um preso político e se a régua que usaram para medi-lo fosse usada em todos os grandes políticos, eles receberiam penas de 1 milhão de anos, cada um.
Alguém que não saiba disso?
A parte do barbudo foi feia…Desnecessária.

Responder

MAAR

27 de outubro de 2018 às 16h48

O tempo urge, e todo apoio agora é importante. Vamos usar os meios ao nosso alcance, emails, redes sociais, e o velho e bom boca-a-boca. Na angústia de minhas limitadas possibilidades, neste momento de adversidades diversas, escrevi ensaio e versinhos que seguem, com a intenção de colaborar com o esforço pela democracia.

Responder

MAAR

27 de outubro de 2018 às 16h46

RAP HADDAD MANUELA

No asfalto, na roça, na favela,
Queremos Haddad e Manuela.

De cara feia ou face bela,
Somos Haddad e Manuela.
Da gente gorda à bem magrela,
Somos Haddad e Manuela.
Da tez tão negra, à mais branquela,
Somos Haddad e Manuela.

Pra evitar pior mazela,
Vote Haddad e Manuela.
Quem ama educa, entende e zela,
Apóie Haddad e Manuela.

Responder

MAAR

27 de outubro de 2018 às 16h44

RAP HADDAD MANUELA

— Parte II

No asfalto, na roça, na favela,
Queremos Haddad e Manuela.

Quem não se omite, nem amarela,
Apóia Haddad e Manuela.
Quem não se ilude, qual cinderela,
Escolhe Haddad e Manuela.
Não vota em branco, e nem cancela,
Vota Haddad e Manuela.

O Bolsonaro não me engabela,
Eu vou de Haddad e Manuela.
Bolsonarismo é só sequela,
Vamos de Haddad e Manuela.

Responder

MAAR

27 de outubro de 2018 às 16h42

BRASIL ENFRENTA ESCRAVIZAÇÃO MODERNÓIDE

Parte I

ASPECTOS ÉTICOS, JURÍDICOS E POLÍTICOS

No Brasil, em 2018, o que se vê não é uma disputa eleitoral democrática, mas sim uma tentativa de ‘mudança de regime’. Ou seja, é a preparação de um golpe de estado ‘moderno’, movido à base de fake news, diversionismo ilusionista, discursos de ódio e manipulação de sentimentos negativos.

Evidências atestam o uso de sistemas automatizados de pesquisa e análise de perfis e números de celulares de usuários de redes sociais, bem como a utilização de robôs para distribuição em massa de mensagens direcionadas, constituídas em geral de informações falsas ou distorcidas.

Fica evidente que tais procedimentos ilegais, adotados em ampla escala pela candidatura de extrema direita, geram uma criminosa manipulação da opinião pública, com vistas a induzir os eleitores a erro, de modo a obter favorecimento eleitoral ilícito para o candidato direitista.

Entretanto, tendo em vista a inércia conivente do poder judiciário diante dos abusos praticados pela candidatura de extrema direita no uso de fake news e de discursos de ódio, é indispensável que a ameaça fascistóide seja derrotada nas urnas, para defender a precária democracia brasileira.

Todavia, a ampliação do debate sobre o uso de fake news e a difusão do ódio é um importante fator de conscientização, para demonstrar os motivos pelos quais é imprescindível eleger Fernando Haddad, bem como para ajudar eleitores a perceberem que têm sido enganados pela farsa das fake news — que os impede de entender que a candidatura de Bolsonaro constitui uma grave ameaça contra toda a nação brasileira.

Neste sentido, a fim de promover o avanço mais rápido da conscientização dos eleitores acerca da necessidade de derrotar, nas urnas, a ameaça fascistóide, é recomendável expandir o conhecimento das pessoas sobre da pesada influência das fake news e da manipulação de sentimentos na distorção da vontade popular. Bem como vale questionar que ‘ética’ é essa alardeada pelos falsos moralistas flagrados a obter vantagens eleitorais ilícitas através da prática desonesta da difusão de calúnias e desinformação.

Ademais, em face da atitude equivocada daqueles que parecem considerar relevantes apenas as questões relativas ao denunciado financiamento ilegal da distribuição de fake news, é necessário difundir a compreensão de que disseminar noticias falsas constitui crime, ainda mais grave quando envolve calúnias divulgadas para causar danos eleitorais.

A distribuição massiva de fake news nada tem a ver com a livre circulação de idéias e informações, pois caracteriza delito de deliberada indução a erro e, portanto, não pode jamais ser acobertado sob o manto da liberdade de expressão. A resultante distorção da vontade popular caracteriza violação da liberdade de voto e, portanto, constitui fraude eleitoral.

Além disso, cabe destacar que o projeto político de Bolsonaro visa impor uma ditadura para suprimir a liberdade civil, revogar o estado democrático de direito, ampliar a devastação da natureza, dilapidar o patrimônio nacional, retirar direitos trabalhistas e previdenciários, restringir e precarizar serviços públicos, reduzir gastos sociais e aumentar impostos.

Assim, a candidatura de extrema direita ameaça piorar muito uma situação já péssima, pois coloca a perspectiva de agravamento da desestabilização política, econômica e social, com resultante crescimento da violência, da recessão, do desemprego e da crise fiscal, institucional e cultural.

Para embasar a firme demonstração da necessidade vital de eleger Haddad, é prioritário observar as nítidas evidências de que todas as pretensões de Bolsonaro têm como resultados propagação do ódio, aumento da violência policial, intimidação de adversários, repressão a todo ativismo, além da quebra de hierarquia e degradação das instituições.

Os discursos de ódio proferidos pelo candidato de extrema direita e seus a apoiadores, repletos de ofensas e discriminação contra mulheres, negros, gays e pobres em geral, já causam uma escalada vertiginosa dos índices de violência social e política, com inúmeros incidentes de diversos tipos, e pelo menos dois casos de homicídio.

Pronunciamentos de Bolsonaro, nos quais ele afirma ser favorável à tortura, faz apologia do estupro, apóia as milícias e os grupos de extermínio, são um abjeto conjunto de agressões contra a dignidade humana.

E as tenebrosas pretensões do candidato de extrema direita no que tange à imposição de sinistra norma antijurídica que corresponde a uma licença para policiais matarem, sem serem sequer questionados sobre as mortes, criam a sombria perspectiva de aumento da brutalidade policial e dos já inaceitáveis índices de assassinatos praticados pela polícia.

Para piorar, salta à vista a perspectiva de terrível aumento dos índices de violência, se houver a previsível, inadmissível e inqualificável ocorrência simultânea da propagação dos discursos de ódio e do apoio governamental a milícias, a grupos de extermínio e à brutalidade policial.

A intimidação de adversários políticos, uma tática utilizada em larga escala pelos extremistas de direita, tem crescido num ritmo exponencial.

Um dos casos mais gritantes e sintomáticos é a enxurrada de ameaças dirigidas por seguidores de Bolsonaro contra jornalistas da Folha de São de Paulo que trabalharam nas reportagens referentes a evidências do uso massivo de fake news e de financiamento ilegal do disparo de mensagens.

Cumpre destacar que o próprio candidato de extrema direita ameaçou de forma incisiva retaliar o jornal paulista por meio de drástica redução das verbas de publicidade do governo federal para a publicação, pelo simples fato de terem sido publicadas reportagens com denúncias fundamentadas.

Outros gravíssimos alertas provêm das ameaças feitas por Bolsonaro e assessores contra o poder judiciário e seus representantes, e também das alardeadas pretensões de perseguir, prender e exilar opositores, assim como de criminalizar e reprimir toda e qualquer forma de ativismo político.

Acresce que o incentivo dado por Bolsonaro a atitudes de insubordinação e de desrespeito às estruturas hierárquicas evidencia que a possível ascensão da extrema direita representa uma ameaça tanto para o poder judiciário e demais instituições civis, quanto para as Forças Armadas e a segurança do país, visto que disciplina e hierarquia são princípios fundamentais para o vigor, a união e a eficiência das organizações militares.

Fica evidente então que a candidatura de extrema direita não representa todos os militares brasileiros, mas sim grupos de indivíduos dispostos a por na berlinda a estabilidade política e a paz social para servir a deletérios interesses particulares e ao imperialismo predatório genocida.

Por outro lado, os potenciais danos políticos e sociais relacionados com um indesejável governo Bolsonaro se mostram ainda mais assustadores quando considerados os efeitos nefastos de algumas das políticas econômicas excludentes desejadas pela extrema direita, e suas relações com a política internacional — assuntos que são tema da segunda parte do presente ensaio.

REFERÊNCIAS

1. Missão da OEA vê uso sem precedentes de fake news no Brasil. https://www.dw.com/pt-br/miss%C3%A3o-da-oea-v%C3%AA-uso-sem-precedentes-de-fake-news-no-brasil/a-46048684
2. Quem financia e quanto custa a campanha de Bolsonaro no WhatsApp? https://www.cartacapital.com.br/politica/empresarios-bancaram-campanha-anti-pt-pelo-whatsapp-diz-jornal
3. A influência dos robôs nas eleições. https://jornalggn.com.br/noticia/a-influencia-dos-robos-nas-eleicoes-por-antonio-augusto-de-queiroz

4. TSE nega liminar para retirar notícias falsas contra Haddad. https://jornalggn.com.br/noticia/tse-nega-liminar-para-retirar-noticias-falsas-contra-haddad

5. Bolsonaro diz que quem vai mandar no Brasil serão os capitães. https://jornalggn.com.br/noticia/bolsonaro-diz-que-quem-vai-mandar-no-brasil-serao-os-capitaes

6. El País denuncia linchamento virtual de jornalistas. http://www.conversaafiada.com.br/brasil/el-pais-denuncia-linchamento-virtual-de-jornalistas

7. Folha vê indícios de ação orquestrada de bolsonaristas contra repórter que assinou denúncia. https://www.viomundo.com.br/denuncias/folha-ve-indicios-de-acao-orquestrada-de-bolsonaristas-contra-reporter-que-assinou-denuncia.html
8. Como a criminalização do ativismo enfraquece a democracia. https://www.cartacapital.com.br/diversidade/como-a-criminalizacao-do-ativismo-enfraquece-a-democracia
9. Em discurso Bolsonaro apoiou grupo de extermínio. http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2018/10/13/interna_politica,765394/em-discurso-bolsonaro-apoiou-grupo-de-exterminio-que-cobrava-r-50-pa.shtml
10. Os falsos moralistas. /www.dw.com/pt-br/os-falsos-moralistas/a-46023936

11. Mapeamento da violência eleitoral no Brasil revela ações de apoiadores de Bolsonaro. https://br.sputniknews.com/eleicoes-2018-brasil/2018102012481964-violencia-eleitoral-bolsonaro/

12. Em vídeo filho de Bolsonaro fala em não se dobrar ao STF. https://br.noticias.yahoo.com/em-novo-video-filho-de-bolsonaro-fala-em-nao-se-dobrar-ao-stf-024810813.html

Responder

MAAR

27 de outubro de 2018 às 16h40

BRASIL ENFRENTA ESCRAVIZAÇÃO MODERNÓIDE

Parte II

ASPECTOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E GEOPOLÍTICOS

Algumas das principais consequências nefastas da política econômica pretendida pela candidatura de extrema direita estão relacionadas com a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários.

O discurso de Bolsonaro e de seus auxiliares alega que tais direitos constituem uma carga anacrônica, excessiva e desnecessária, que a redução desta carga insuportável para os empresários e empreendedores seria um requisito para aumentar a geração de empregos e promover o crescimento da economia, bem como que o modelo ideal seria uma informalidade quase absoluta e, portanto, selvagem, no mercado de trabalho.

As suposições toscas e infundadas acima referidas indicam com clareza o equivocado caráter elitista, excludente e recessivo da visão de economia adotada pela candidatura fascistóide de extrema direita que concorre à presidência do Brasil neste segundo turno de 2018.

Bolsonaro sugere a criação de uma carteira de trabalho verde e amarela, com a qual os trabalhadores poderiam ser contratados com dispensa de alguns ou mesmo de todos os direitos da legislação trabalhista. É fácil notar que o crescimento do desemprego e da informalidade, a cruel precarização das relações de trabalho, resultante da possibilidade de contratação de trabalhadores sem carga horária definida, nem 13º, nem férias, etc., trariam como resultado inescapável significativa redução da renda do trabalho.

A redução da renda do trabalho, conjugada com a retirada de direitos previdenciários e o definhamento/extinção de projetos sociais, provoca a perda de poder de compra das famílias, e com isso gera a diminuição da demanda agregada, do ritmo de atividade e dos níveis de arrecadação, bem como o aumento do desemprego e da recessão.

Agrava o quadro, e muito, o fato de que, com a perniciosa redução da renda do trabalho impulsionada pela opção econômica da candidatura de extrema direita, os trabalhadores deixam de ter condições para arcar com planos de saúde privados, bem como de pagar escolas particulares.
E este aumento da demanda por serviços públicos tende a colidir com a redução dos gastos e investimentos estatais em educação, saúde, etc.

A reforma tributária alardeada por Bolsonaro caminha na contramão do entendimento de que a progressividade da tributação é fator importante para a redução das desigualdades, o avanço da justiça social, a estabilidade e o crescimento da economia. Além de apontar para o crescente aumento do déficit público, resultante tanto da decorrente perda de arrecadação, da ordem de dezenas de bilhões, quanto do aumento dos gastos com a segurança pública e com o empoderamento do militarismo beligerante.

No discurso distorcido da candidatura de extrema direita, o agravamento da crise fiscal seria compensado com a privatização de estatais e a venda de patrimônio público, o que coloca a perspectiva de conflitos de interesse, visto que os dirigentes da equipe econômica do candidato fascistóide possuem antigas e estreitas ligações com o grande capital financeiro, nacional e internacional, ávido para lucrar com aquisições a preço vil e com negócios lesivos aos interesses da população brasileira.

Por outro lado, a forte participação de representantes do agronegócio, das indústrias de mineração e petroleiras estrangeiras e do grande capital financeiro, no apoio político, e talvez também no financiamento da campanha eleitoral de Bolsonaro, assim como a aproximação deste com expoentes do movimento direitista globalizado, aponta para os riscos de intensificação da subserviência temerária aos interesses estrangeiros, em particular de países reacionários, como Taiwan, Estados Unidos e Israel.

Desta maneira, resultam potencializados os fatores de ampliação da devastação do meio ambiente no Brasil, por força do primitivismo das idéias do ex-militar candidato a presidente e das relações da extrema direita com o capitalismo selvagem e com o imperialismo predatório.

As mencionadas relações políticas assimétricas, de teor oligopolista e neocolonial, caracterizadas por fortes laços de dependência e subserviência, geram a expectativa de que, caso a tentativa de mudança de regime descrita na primeira parte do presente ensaio tivesse sucesso, a extrema direita tomasse o poder e viesse a governar o país, haveria assombrosa tendência à expansão dos desequilíbrios ambientais, ao sucateamento da indústria nacional e ao aniquilamento da produção científica brasileira.

Desse modo, é inexorável a contundente conclusão de que o projeto político da candidatura de extrema direita representa uma terrível ameaça à estabilidade política e econômica, ao equilíbrio ecológico e à paz social.

Estas questões reforçam as evidências da necessidade imprescindível de eleger Haddad, que tem um programa de governo voltado para a aceleração do crescimento econômico por meio da ampliação da renda do trabalho e dos programas sociais de amparo e assistência à população carente, através das parcerias estratégicas com países do BRICS, bem como com outros países em desenvolvimento e periféricos, além da reativação de diversas obras públicas de infraestrutura – que se encontram interrompidas, ou que não chegaram a sair do papel –, e do reinício dos investimentos em energias renováveis, ciência, tecnologia e inovação.

Nesta medida, resta evidente que a política econômica de Haddad tem como principal prioridade a geração de emprego e renda, possui coerência e consistência firmes, visto que visa alavancar o desenvolvimento sustentável, tendo como carro chefe a exploração das reservas de petróleo do pré-sal, associada com a defesa dos interesses da nação e as exigências de conteúdo nacional, para alavancar a geração de emprego e renda, o crescimento da indústria, a pesquisa científica e a inovação tecnológica.

À luz das evidências referidas nas duas partes do presente ensaio, resulta patente a vital necessidade de impedir que o resultado das eleições presidenciais seja determinado por um esquema de fraude eleitoral, caracterizado pela evidente e insofismável manipulação da opinião pública, bem como pela decorrente distorção da vontade popular, que constitui flagrante violação da liberdade de voto.

Ao tempo em que resulta evidenciado também o fato de que eleger Haddad presidente é indispensável, para impedir a implantação de uma ditadura fascistóide e sanguinária, defender a democracia e o estado democrático de direito, garantir a paz social e resguardar a dignidade humana, restaurar e ampliar os direitos sociais, bem como para proteger a diversidade cultural, o meio ambiente, a fim de promover, com inteligência, equilíbrio e justiça, o desenvolvimento sustentável, inclusivo e civilizatório.

REFERÊNCIAS

1. Bolsonaro e a pá de cal nos direitos dos trabalhadores. https://www.cartacapital.com.br/blogs/brasil-debate/bolsonaro-e-a-pa-de-cal-nos-direitos-dos-trabalhadores-brasileiros
2. As pessoas não sabem que votam contra si ao votarem em Bolsonaro https://www.cartacapital.com.br/economia/as-pessoas-nao-sabem-que-votam-contra-si-ao-votarem-em-bolsonaro

3. Arranjo econômico de Bolsonaro só beneficia quem já ganha dinheiro. https://www.cartacapital.com.br/revista/1025/arranjo-economico-de-bolsonaro-so-beneficia-quem-ja-ganha-dinheiro

4. Reforma tributária de Bolsonaro provocaria rombo de R 27 bilhões. https://br.financas.yahoo.com/noticias/reforma-tribut%C3%A1ria-bolsonaro-provocaria-rombo-102000973.html

5. Militarismo com neoliberalismo tragédia para a economia. https://www.cartacapital.com.br/economia/militarismo-com-neoliberalismo-tragedia-para-a-economia

6. Bolsonaro e o apoio de Steve Bannon o sabotador de democracias. https://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2018/bolsonaro-e-o-apoio-de-steve-bannon-o-sabotador-de-democracias-1

7. Mesmo ignorado por Trump plano de Bolsonaro pró EUA ameaça o Brasil. https://www.cartacapital.com.br/revista/1026/mesmo-ignorado-por-trump-plano-de-bolsonaro-pro-EUA-ameaca-o-brasil
8. Economistas lançam manifesto pela Democracia. https://jornalggn.com.br/noticia/economistas-lancam-manifesto-pela-democracia-0
9. Bolsonaro Governo de banqueiros para banqueiros. https://www.conversaafiada.com.br/economia/bolsonaro-governo-de-banqueiros-para-banqueiros
10. Planos de Bolsonaro para o meio ambiente deixam entidades em alerta. https://www.huffpostbrasil.com/2018/10/14/planos-de-bolsonaro-para-meio-ambiente-deixam-entidades-em-alerta_a_23560889/?ncid=yhpf

Responder

Zé Maria

27 de outubro de 2018 às 15h33

.
Bolsonaro é o Maior 171 eleitoral
desde Fernando Collor em 1989.

Responder

Zé Maria

27 de outubro de 2018 às 15h24

Bolsonaro não era líder nem presidente de partido.
Ele não fazia parte do processo do Mensalão.
Só se julga quem é parte no processo.
Portanto, eu jamais poderia tê-lo absolvido ou exonerado. Ou julgado.
É falso, portanto, o que ele vem dizendo por aí.
Joaquim Barbosa

https://twitter.com/joaquimboficial/status/1056229251538657280
https://twitter.com/erikakokay/status/1056232067862798341

Responder

claudio

27 de outubro de 2018 às 13h18

artistas e jornalistas principalmente, além de personalidades publicas e destaque, deveriam ter mais coragem de manifestar seu voto em A ou B, pois o momento do País é inédito na história, e não podemos mais nos omitir.

Responder

Nahum Pereira

27 de outubro de 2018 às 13h14

Votar no Haddad, evitando a barbárie neste momento gravíssimo que estamos vivendo, é o mínimo que Joaquim Barbosa poderia fazer. Ele tem uma dívida impagável para com os réus do chamado Mensalão petista. Essa dívida é igualmente contra todo o Brasil. Hoje, comprovadamente, a Ação Penal 470 foi uma grande e terrível farsa, insensível e perversa. Ainda não consigo me lembrar de tudo que aconteceu, sem um sentimento pesado de indignação.

Responder

    mariocinelli

    27 de outubro de 2018 às 15h18

    BRAVO!!!


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