VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Franklin Martins: O governo tem a obrigação de liderar a regulação da mídia


06/03/2012 - 14h34

Em debate realizado em Curitiba, ex-ministro disse que governo pode ser mais rápido ou mais lento no debate sobre a regulação da mídia, mas o importante é que o debate já está aberto e não pode mais ser interditado. “O governo tem a obrigação de liderar esse processo. E eu confio que irá fazê-lo.” “O que está em jogo é como será feito este debate, através de um acerto entre quatro paredes, ou se a sociedade vai participar”, destacou Franklin Martins.

por Fernando César Oliveira Especial para Carta Maior

Curitiba – O ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins, afirmou na noite desta segunda-feira (5) que o debate sobre o marco regulatório das comunicações está definitivamente aberto e que o governo Dilma tem a obrigação de liderá-lo.

“Esse debate [sobre a regulação da mídia] está colocado, o governo pode ser mais rápido ou mais lento, mas o debate já está aberto. Não pode mais ser interditado”, declarou Franklin Martins. “O governo tem a obrigação de liderar esse processo. E eu confio que irá fazê-lo.”

Ministro de Lula entre os anos de 2007 e 2010, o jornalista participou de um debate organizado pelo diretório do PT do Paraná, em um hotel no centro de Curitiba.

Martins afirmou vislumbrar três desfechos possíveis para os debates em torno do tema: 1) Um possível acerto entre as empresas de radiodifusão e as de telecomunicações; 2) A supremacia das empresas de telecomunicações, pelo seu maior tamanho no mercado; ou 3) Um debate aberto, com participação efetiva da sociedade.

“A mídia deseja o rachuncho, quer ver o debate restrito aos dois setores envolvidos, radiodifusão e telefonia, junto com alguns poucos técnicos do governo”, avalia o ex-ministro de Lula. “O que está em jogo é como será feito este debate, através de um acerto entre quatro paredes, ou se a sociedade vai participar.”

Questionado a respeito do teor de seu anteprojeto de marco regulatório -elaborado no final do governo Lula e repassado ao atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo -, Franklin Martins limitou-se a dizer que é natural que o atual governo ainda esteja examinando uma matéria da gestão anterior.

“O processo é tão delicado que não vou fazer nenhum tipo de constrangimento [ao governo Dilma]”, afirmou, em resposta a uma questão específica sobre se a sua proposta tratava ou não de restrições à propriedade cruzada dos meios, e se previa algum possível efeito retroativo.

“Sou pessoalmente contra a propriedade cruzada, contra o monopólio em todos os setores. Agora, contratos devem ser respeitados. O que se deve fazer é não permitir que sejam cometidos no futuro os mesmos erros cometidos no passado. Em pouco tempo, eles [os erros do passado] serão corrigidos.”

Argentina x Brasil

A Ley de Medios da Argentina, aprovada em outubro de 2009, poderia servir de parâmetro para uma futura lei brasileira? Não, ao menos na avaliação de Franklin Martins.

“Não quero copiar a Argentina. Adoro a Argentina, estive exilado lá. A Argentina é um potro fogoso. Tomam decisões e galopam. Estão sempre tirando as quatro patas do chão. Já o Brasil é um elefante, tiramos apenas uma pata do chão. Levamos mais tempo para montar maioria.”

O elefante brasileiro, porém, segundo Franklin Martins, evitaria possíveis retrocessos. “Elefante não dá meia volta. Quero uma coisa que venha pra ficar. Somos lentos. Ah, e o governo que não manda logo esse projeto? Calma, é um elefante, ele [o projeto] vai sair. Mas também vamos cutucar o elefante, que ele vai sair.”

Franklin Martins defendeu a “construção de maiorias”, ao invés da radicalização do discurso. “Temos que convencer pessoas, entrar nas dúvidas ao invés de demarcar posição, porque, do contrário, nós vamos para gueto”, disse. “Construindo maiorias a gente muda o país. Não aceitamos nada que fira a Constituição. Mas queremos regulamentar tudo [que está nela]. Estamos beirando um quarto de século e o que está ali [na Constituição de 1988] ainda não saiu do papel.”

Entre os pontos centrais de um marco regulatório citados pelo ex-ministro de Lula estão a garantia do direito de resposta; a desconcentração do mercado; a promoção da cultura nacional e regional; a implantação de cotas nacionais em todas as plataformas; a valorização da produção independente; a separação entre distribuição e produção; e a universalização da banda larga.

“Não queremos ficar com a atual oferta medíocre de conteúdo, é preciso colocar muito mais gente produzindo conteúdos.”

Quando se fala em regular a comunicação, há os que veem uma tentativa de ataque à liberdade da imprensa. “Isso é conversa pra boi dormir, um artifício pra tentar interditar a discussão”, rebate Franklin Martins. “Queremos ampliar a oferta. Quem tem 90% do mercado, não terá mais. Eles estão defendendo o velho mundinho. Nada a ver com liberdade de imprensa.”

Gigolôs do espectro e vale-tudo

Na ausência de um marco regulatório, o Brasil vive o faroeste caboclo na área da comunicação, voltou a classificar o ex-integrante do governo Lula. “É um vale-tudo, um cipoal de gambiarras, cada um faz o que quer, com seus laranjas, e não existe órgão pra regular.”

Sobre a venda de horários da televisão, Franklin Martins não poupou críticas. “Lógico que não pode. Várias redes têm 20% a 30% de seus horários vendidos. Não dá pra ser gigolô de espectro, não se pode sublocar o espectro.”

Para Martins, deveria haver uma agência pra controlar o cumprimento das regras concessões. “O jogo do bicho é melhor, porque vale o que está escrito. Aqui, vale o jogo do poder”, ironizou.

Franklin Martins atacou a campanha publicitária da Sky contra as cotas de programação nacional (“Alegam que as cotas aumentam custos, mas, se depender deles, só passam enlatados americanos. Todos os países sérios têm cotas, menos os EUA, que têm uma produção tão grande que não precisam”); defendeu a radiodifusão comunitária (“Ela é tratada como patinho feio, só tem obrigações, não tem direitos. Pedidos levam até oito anos para ser respondidos. Deve ser considerada comunicação pública, mantida pela comunidade. É preciso tirá-la do limbo em que está”); e criticou a comercialização de emissoras (“Concessões não podem ser transferidas por baixo do pano. O que eu estou vendendo? não estou vendendo o nome, os equipamentos, mas o espectro, por onde o sinal é transmitido”).

Radiodifusão x telecomunicações

Com a crescente convergência de mídias, a radiodifusão, setor que mais protesta contra a regulação, seria engolida pelo de telecomunicações, prevê Franklin Martins, que apresentou números do mercado em 2009. “E o monopólio seria ainda pior que o que temos hoje.”

Naquele ano, o setor de radiodifusão no Brasil faturou cerca de R$ 13 bilhões. Já as companhias telefônicas, R$ 180 bilhões –treze vezes mais.

“Sob o ponto de vista do governo Lula, e acredito que também no de Dilma, é preciso ter um olhar para o setor de radiodifusão. É preciso ter uma sensibilidade social para que a radiodifusão tenha um grau de proteção. Mas isso não quer dizer que só ela precisa de proteção.”

O ex-ministro observou que no mundo inteiro existe regulação dos meios eletrônicos. “Tem que regular, porque ninguém vai investir se não sabe as regras do jogo. Em todo lugar do mundo está se fazendo isso.”

‘Jornalismo independente dos fatos’

Franklin Martins avalia ainda que a imprensa brasileira vive uma séria crise de credibilidade. “O jornalismo no Brasil é o mais independente hoje em dia. Independente dos fatos. Publica o que ele quer.”

Para ele, a liberdade só garante que a imprensa é livre, não garante que ela seja boa. “O bom jornalismo é dependente dos fatos, desagrade quem desagradar. É a cobrança da sociedade que garante a qualidade”, acredita o ex-membro da gestão Lula.

“Não pode ser independente do governo e dependente da oposição, do poder econômico, do Daniel Dantas. A primeira lealdade tem que ser com os fatos.”

Por outro lado, ele também observa que a pressão do público, que através da internet pode denunciar de imediato eventuais informações falsas veiculadas pela mídia, estaria mudando o jornalismo para melhor. “Antes, na era do aquário, eles estavam no olimpo, publicavam o que queriam pra uma massa passiva. Hoje, a polêmica corre solta o tempo todo.”

Leia também:

Folha vs Falha: Decisão da Justiça pode criar jurisprudência perigosa

Mino Carta: “A regulação é indispensável”



63 comentários

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Kenarik Boujikian: Estado é conivente com humilhação de preso pela imprensa « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de junho de 2012 às 06h24

[…] Franklin Martins: O governo tem a obrigação de liderar a regulação da mídia […]

Responder

Lucrécio

07 de março de 2012 às 14h23

No texto parece haver certa confusão entre os conceitos de telecomunicações e telefonia. As telecomunicações incluem a radiodifusão sonora e a radiodifusão de sons e imagens, tanto que as emissoras de rádio e TV são fiscalizadas pela Anatel e o eram pelo antigo Dentel.

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Elias

07 de março de 2012 às 13h46

“Entre a Dilma e eu não existe divergência. Mas, se um dia houver, o errado sou eu”. Luís Inácio Lula da Silva

Mineiros tem fama de comer mingau quente pelas beiradas. Dilma é mineira, uai. Sejamos mais pacientes com Dilma e menos ansiosos com tudo o que temos de fazer.

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Fernando

07 de março de 2012 às 11h49

Tem que ser muito ingênuo.

O PT está no poder desde 2003 e não peitou nenhum poderoso.

Os bancos estão cada vez mais ricos, os latifundiários estão cada vez com mais terras.

E agora vão peitar a Globo? Ah, tá.

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beattrice

07 de março de 2012 às 11h47

Fato é que o sr. Franklin também não implantou a LEY de MEDIOS porque não quis, ou alguém pensa que na Argentina foi fácil? Não foi!
Mas CFk não estava ocupada beijando a mão de tavinhos nem fazendo omelete com anas,
estava e está governando e construindo um país.
Algo muito diferente do que se vê em Brasília.

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_spin

07 de março de 2012 às 11h16

O senador e o bicheiro, de tanto reclamarmos, a Lúcia Hipólito abriu o bico, o áudio está no final desta postagem
http://www.josecarloslima.blogspot.com/2012/03/co

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ZePovinho

07 de março de 2012 às 10h59

O "jenial jestor" Roger Agnelli………………………….

<img src="http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2012/03/agnellitrem.jpg&quot; height="350" width="300"/>Agnelli e seu trenzinho: R$ 26 BILHÕES em impostos devidos.44 BILHÕES PROVISIONADOS PARA PAGAR IMPOSTOS SONEGADOS Lucro assim, é mole

“Talento” de Agnelli era não pagar imposto

Vale sofre derrota em mais dois processos bilionários
Por Maíra Magro e Fernando Torres
BRASÍLIA e SÃO PAULO – A Vale sofreu uma nova derrota na disputa bilionária com a Receita Federal envolvendo a tributação do lucro de empresas controladas no exterior, além da divulgada ontem à noite pela companhia.
O caso, que se arrasta há anos, envolve dívidas de R$26 bilhões da Vale com o Fisco, relativas aos impostos sobre os lucros de suas subsidiárias no exterior.
Mas porque isso?
Porque a Vale vende boa parte do minério a essas subsidiárias a preço menor e elas o recvendem para o mundo. Driblou-se, assim, durante muito tempo, não apenas boa parte do valor dos royalties da mineração como, também, o Imposto de Renda.
É o que na linguagem do colarinho branco chama-se planejamento tributário e elisão fiscal, quando se encontra formas de burlar dispositivos legais por mecanismos astuciosos.
Além dos royalties, uma causa superior a R$ 4 bilhões que já foi perdida em 2011 pela mineradora, a Vale tinha conseguido liminares proibindo que a Receita cobrasse judicialmente pelo menos R$ 10 bilhões em impostos não-recolhidos, mantendo o caso na esfera administrativa. Agora, é na Justiça.
Ano passado, último da era Roger Agnelli, a empresa já havia elevado de 4 para 9 bilhões de reais a provisão para possíveis perdas na Justiça. Era pouco, muito pouco perto do que está “pendurado” e a nova direção teve de elevar estas reservas para incríveis R$ 44 bilhões.
Depois do desastre dos navios importados , aí está mais um exemplo de como o “jenial jestor” Agnelli turbinava os lucros da empresa.
O rombo deixado pela vale não era só no solo, mas no Fisco brasileiro.

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raposo

07 de março de 2012 às 10h27

que tal começar banindo palavras ´como mídia e regulação?

Responder

Fabio

07 de março de 2012 às 09h17

Abril terá de pagar R$ 500 mil por ofensa a ex-presidente Fernando Collor
http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engin

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    beattrice

    07 de março de 2012 às 11h40

    Pois está aí um excelente contra-exemplo de como o PT NUNCA processou a revista ZOIA, mais conhecida como VEJA, a pergunta que não quer calar é: POR QUÊ???

Gerson Carneiro

07 de março de 2012 às 05h14

Ontem vi mais uma cena bizarra protagonizada pelo PT-SP que me faz desacreditar que esse Governo Dilma de fato vá ousar seguir os passos da valente Presidenta Christina Kirchner.

Se acomodem aí sentados, ou deitados, para não cairem que eu vou contar.

Liiiindo! Ontem, 06/03/2012, os dois senadores do PT-SP, mais o senador Paulo Paim (PT-RS), fazendo coro com José Agripino, Kátia Abreu, Alvaro Dias, Aécio Neves, Aloysio Nunes, Cássio Cunha Lima… para afagar o Demóstenes Torres.

Isso mesmo. Não é piada.

A Marta Suplicy que mês passado se indignou com a aproximação do Kassab, duas semanas depois se atira nos braços do Demóstenes. Ridículo.

É por isso que Lei de Medyos não sai; CPI da Privataria não sai; Reforma agrária não sai; Reforma políica não sai; punição aos autores da tragédia de Pinheirinho não sai…

Olha só o que acaba de me dizer no twitter o deputado Durval ângelo do PT-MG:

"Coerência é fundamental para refundarmos sempre uma postura de esquerda. Será q ela acha q a luta de classes acabou?" – @depdurvalangelo

"Coerência é fundamental para refundarmos sempre uma postura de esquerda. Será q ela acha q a luta de classes acabou?" – @depdurvalangelo

"Sempre digo q temos uma árdua tarefa: despaulistizar o PT. Digo isto há 32 anos e 25 dias. Temos q nacionalizar o partido" – @depdurvalangelo

Está aqui, no site do Senado:
http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2012

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    beattrice

    07 de março de 2012 às 11h41

    Para conhecer direitinho dona Marta, basta visitar as páginas da CARAS e observar sua rica atividade social no Jockey Club de São Paulo.

Tio Chico

07 de março de 2012 às 00h32

Big Bordel Brasil continua?

Responder

ZePovinho

07 de março de 2012 às 00h18

Vejam isso.Coincidências não existem.Com todo o respeito à Presidenta Dilma e ao Itamaraty,convêm cuidado ao negociar com esses caras:

Quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 às 18:58
Presidenta Dilma recebe, no Palácio do Planalto, presidente do Council on Foreing Relations

<img src="http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2012/02/2STU0017-Editar.jpg&quot; height="500" width="550"/> Presidenta Dilma Rousseff recebe, no Palácio do Planalto, o presidente do Council on Foreign Relations, Richard N. Haass. Foto: Robeto Stuckert FIlho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje (29), no Palácio do Planalto, o presidente do Council on Foreing Relations, Richard N. Haass. No encontro, foram discutidos temas da política internacional, como a instabilidade na Síria e as relações com o Irã, e a participação da comunidade internacional na resolução de conflitos. Segundo Haas, outro assunto debatido foi a cooperação entre Brasil e Estados Unidos, país que receberá a visita da presidenta Dilma em abril. O Council on Foreing Relations é uma organização norte-americana independente, dedicada à pesquisa e aos estudos das relações internacionais.

EUA recuam de pressão nuclear sobre Brasil

05 Mar 2012

Washington desiste de cobrar explicitamente adoção de regime mais rigoroso de inspeção do programa pelo país
Mudança dos EUA já é notada pelo Itamaraty; visita de negociador americano em 2011 causou boa impressão
IGOR GIELOW (FOLHA DE SÂO PAULO)

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CLP

06 de março de 2012 às 23h59

Meus caros MARCELO CRIVELLA foi escolhido ministro da PESCA(acho que de fieis…).Para agradar evangélicos.E vocês acham que alguma coisa mais ousada sai desse governo???? ESQUEÇAM!!!!

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    beattrice

    07 de março de 2012 às 11h43

    E isso é só precedente, dias piores virão, ainda veremos a dupla Mal/Mal,
    Malta na Educação e Malafaia na Saúde.
    Ah verdade!!!!!!!!!! na saúde os evangélicos JÁ estão com o padilha, esqueci.

Marcos

06 de março de 2012 às 23h37

O PIG mente descaradamente. A Folha de São Paulo publicou matéria dizendo que MG está entre os estados que pagam o piso salarial nacional do Professor, inclusive, com valor bastante superior ao piso.
No entanto, foi provado com cópia de um contracheque de uma Professora mineira que a notícia é falsa. Veja no link:
http://mdfnoticias.blogspot.com/2012/03/folha-de-

Responder

FrancoAtirador

06 de março de 2012 às 22h35

.
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O probrema é que o governo não se sente na obrigação de liderar a regulação da mídia.

Pelo menos não demonstrou se sentir obrigado a tomar iniciativa alguma, até agora.

Mas, como a esperança é a última que hiberna, pode ser que ainda tome uma atitude.
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Responder

Armando do Prado

06 de março de 2012 às 22h19

E com fundamentalistas energúmenos dominando, não regularemos coisa nenhuma.

Responder

Eduardo Guimarães

06 de março de 2012 às 22h12

Bem, depois de uma conversa que tive ao pé da orelha com o Franklin no encontro de blogueiros em Brasília, ano passado, posso afirmar que ele acredita tanto nessa disposição do governo para aprovar o marco regulatório quanto eu acredito, ou seja, nem um tiquinho de nada.

Responder

Gustavo Pamplona

06 de março de 2012 às 22h02

Em breve… um novo blog se juntará aos demais nesta blogosfera esquerdista.

"O Incitador" -> http://oincitador.wordpress.com/

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 lendo o "Vi o Mundo"! ;-)
Desde Mar/2012 incitando a esquerda no "O Incitiador"! ;-)

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Jairo_Beraldo

06 de março de 2012 às 21h45

Não acredito que o BRAVO Franklin Martins, na terra natal da sinistra da casa civil, Gleisi Helena Hoffmann, e tomada para viver pelo seu frouxo Paulo Hibernado, sinistro das comunicações, os desafiou a ter POSTURA na conduta mais que necessária, de implantar a LEY de MEDIOS. Há HOMENS e homens!

Responder

Maria Paula

06 de março de 2012 às 21h43

O ministro Paulo Bernardes andou afirmando que em março sairá a lei. Estamos na espera mas não muito.

Responder

    beattrice

    07 de março de 2012 às 11h45

    De que ano??? Ou melhor de que século?

Dom Pedrito

06 de março de 2012 às 21h29

Resumindo a sopinha de letras: o governo Dilma, assim como o de Lula, ainda caminha a reboque do tio sam. Sendo assim, esqueçam regulação da midia, comissão da verdade a sério, e qualquer outro projeto que signifique independência e soberania do pais.

Responder

Julio Silveira

06 de março de 2012 às 21h10

Com essa turma que adora a grobo, vai sonhando Marcelino.

Responder

luc

06 de março de 2012 às 20h47

A cidade está prestes a entrar no caos pelas péssimas atitudes do Kassab com os caminhoneiros e vocês não vão falar nada não??

Responder

    Miguel

    09 de março de 2012 às 11h38

    excelente atitude com os caminhoneiros.

ricardo silveira

06 de março de 2012 às 20h21

Sobre esse "debate" de surdos: “O que está em jogo é como será feito este debate, através de um acerto entre quatro paredes, ou se a sociedade vai participar” O quê? Ah! tá bom, vai indo que eu não vou.

Responder

Wilder

06 de março de 2012 às 19h31

Teve até ministro das comunicações do governo Lula que tinha laranja em Minas.

Responder

FrancoAtirador

06 de março de 2012 às 19h10

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É, Franklin.

A esperança é a última que hiberna.
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Responder

    Morvan

    07 de março de 2012 às 19h10

    Boa noite.

    Boa, FrancoAtirador.

    Só que no caso dele, parece que o período de hibernação é bem maior que no caso dos ursos polares. É eterno, parece.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    FrancoAtirador

    07 de março de 2012 às 22h23

    .
    .
    Caro Morvan.

    O camarada Franklin Martins
    expressou mais uma vontade
    do que uma realidade de fato.

    Um abraço libertário.
    .
    .

Bernardino

06 de março de 2012 às 18h54

Corretissimo MORVAN,nao adianta perder tempo sonhando com regulaçao da midia.Com essa Cambada de parlamentares donos de emissoras de radio e TVs como o escorpiao muda a si proprio!POR QUÊ o Martins nao peitou a MIDIA Corrupta no tempo dele?Fez um projeto e passou pra frente.Me engana que gosto!!Todos grandes paises tem regulamentaçao d MIDIA ate nosssos vizinhos
Eles continuarao batendo no governo ate o golpe final como ja aconteceu no passado.
Isso aqui é CULtura Portuguesa:Nasceu pra LAGARTIXA,nunca será JACARÉ!!!!!!!

Responder

    Morvan

    06 de março de 2012 às 20h26

    Boa noite.

    Bernardino, obrigado pela menção; devo ressaltar que eu acredito demais no Franklin, dada a sua biografia. Agora, incorre no mesmo problema: quem manda e quem quer fazer. Lula tremeu; tinha tudo para ter peitado a Göebbels. Capitulou até mesmo no caso do patife Gilmar Mendes (o do grampo sem áudio). Não o fez. Não podemos culpar ao Franklin, nem ao [Paulo] Bernardo, mesmo que a biografia do Franklin Martins seja bem mais encorajadora do que a do Bernardo. No presidencialismo, o / a Presidente não tem o beneplácito da dúvida; é ele / ela quem manda.
    O resto é jogar de acordo com a audiência, como faz Dilma.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    07 de março de 2012 às 11h39

    Morvan,
    com a sua venia, não acredito em biografia, nem de ministro, nem de presidente,
    no Brasil vive-se de uma "biografia" como se fosse um carimbo de visto no passaporte do faz-de-conta.
    Acredito em FATOS, em protagonistas da historia e do povo, como Néstor e CFK.

    Morvan

    07 de março de 2012 às 11h51

    Bom dia.

    Beattrice, o que você disser, eu assino. Quanto à Cristina, só alegria. Viva a Argentina.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Morvan

    07 de março de 2012 às 09h35

    Bom dia.

    Bernardino, obrigado pela menção; devo ressaltar que eu acredito demais no Franklin, dada a sua biografia. Agora, incorre no mesmo problema: quem manda e quem quer fazer. Lula tremeu; tinha tudo para ter peitado a Göebbels. Capitulou até mesmo no caso do patife Gilmar Mendes (o do grampo sem áudio). Não o fez. Não podemos culpar ao Franklin, nem ao [Paulo] Bernardo, mesmo que a biografia do Franklin Martins seja bem mais encorajadora do que a do Bernardo. No presidencialismo, o / a Presidente não tem o beneplácito da dúvida; é ele / ela quem manda.
    O resto é jogar de acordo com a audiência, como faz Dilma.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

ZePovinho

06 de março de 2012 às 17h53

Na Argentina, eles já estão em outra fase.Vão cortar as cabeças da hidra monetária,como a que foi instalada após o golpe de 1964 no Brasil.Por sinal,o BACEN foi criado em 31 de dezembro de 1964(O FED foi criado no final de dezembro de 1913,numa daquelas sessões com pouquíssimos congressistas.Por que será,hein???Por que criar logo um banco central,como fizeram os golpistas líbios em 2011,logo após fechar o Congresso Nacional ou depôr um governo?).
Podem se preparar para ver o Jornal Nacional,da Globo,financiado pelo BRADESCO(que vive igual um carrapato no Orçamento Geral da União), urrando como um leão na savana contra Cristina e prevendo o fim do mundo se o Brasil reformar esse mega-cartório(renda certa e sem riscos) que é o Banco Central do Brasil controlado pelo mercado financeiro:

<img src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/86/foto_mat_33886.jpg"&gt;
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Argentina quer redirecionar BC para fomentar desenvolvimento

Projeto para reformar Banco Central da Argentina, anunciado pela presidenta Cristina Fernández de Kirchner diante do Congresso, pretende terminar com o modelo neoliberal no sistema bancário instalado pela ditadura de 1976 e aperfeiçoado pelo menemismo durante os anos noventa. Projeto propõe um Banco Central que intervenha no desenvolvimento econômico com equidade, estabilidade financeira e crédito produtivo. A presidenta argentina defendeu que os BCs devem acrescentar à sua tradicional responsabilidade em política monetária um papel de “forte intervenção na economia”.

Francisco Luque – De Buenos Aires

Buenos Aires – O projeto para reformar a Carta Orgânica do Banco Central da República Argentina (BCRA), anunciado pela presidenta Cristina Fernández de Kirchner diante do Congresso, na quinta-feira passada, é um dos anúncios mais relevantes em matéria econômica tendentes a terminar com o modelo neoliberal no sistema bancário instalado pela ditadura de 1976 e aperfeiçoado pelo menemismo durante os anos noventa. Um projeto que tem como objetivo enterrar as idéias da lei de convertibilidade impostas em 1992, propondo um Banco Central que intervenha no desenvolvimento econômico com equidade, estabilidade financeira e crédito produtivo.

Em seu discurso no Congresso Nacional, a Presidenta frisou que os bancos centrais deviam acrescentar à sua tradicional responsabilidade em política monetária um papel de “forte intervenção na economia”.

“Em 1992 se suprimiram todas suas funções de orientação do crédito, imobilizando o Estado neste papel, e esse poder foi parar nas entidades financeiras, nos bancos e, por isso, aconteceu o que aconteceu na Argentina e no mundo inteiro. O resultado disso se chamou Consenso de Washington”…………………
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostra

O PIB e a volta do Estado-Nação

O PIB de 2011 mostra um recuo assustador do setor industrial na economia: de 2010 para 2011, a fatia da indústria no PIB recuou de 16,2% para 14,6%. As vendas do setor varejista cresceram mais de 7% no ano passado, mas produção industrial apenas 0,3%: a diferença foi atendida pelas importações, impulsionadas pelo Real forte, consequência do ingresso maciço de capital especulativo, atraído pelos juros siderais do país.

O conjunto explica por que o investimento brasileiro despencou do equivalente a mais de 21% do PIB em 2010 para menos de 5% dele em 2011. Não há panacéia para reverter a espiral descendente da atividade industrial e, por tabela, do investimento.

A solução, em primeiro lugar, contempla uma ousadia política: entender que o Estado-Nação, ou seja, a soberania sobre a moeda, portanto, o controle sobre o fluxo de capitais estrangeiros, tornou-se um imperativo histórico diante da desordem financeira e cambial gerada pelo colapso do neoliberalismo.

À contragosto do mainstream neoliberal e financista, a agenda do Estado-Nação está de volta. Ainda que a mídia conservadora omita, é a pauta óbvia por trás da guerra cambial denunciada pela Presidenta Dilma Rousseff, que apontou o dilúvio monetário como uma nova forma de protecionismo dos Estados ricos; é o que está por trás da reforma no BC argentino (Leia reportagem nesta pág); é também o que explica, em boa parte, a opção eleitoral da sociedade russa por um Estado forte (com as devidas e justas ressalvas à precariedade da democracia russa, nascida para legitimar o saque contra o patrimônio público soviético)………………………..

Responder

    Morvan

    07 de março de 2012 às 10h59

    Bom dia.

    Salve, ZePovinho.

    Gostei da analogia "cortar a cabeça da hidra". A cada dia que passa, cresce minha admiração por toda a Argentina e principalmente por esta mulher de aço chamada Cristina Kirchner. Que pessoa altiva. Grande líder.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    ZePovinho

    07 de março de 2012 às 13h38

    Com a licença da bonitona Lu Witovisky,Morvan,desejemos que a Cristina Fernandez De Kirchner saia já do luto…………

    [youtube aS3-JOaK-D http://www.youtube.com/watch?v=aS3-JOaK-D youtube]

    Morvan

    07 de março de 2012 às 13h56

    Boa tarde.

    Sóoo. De luto ou não, ela não deixa de ser bebê. Linda. E valente. Ama seu povo. É tudo.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    07 de março de 2012 às 11h36

    Na Argentina tem governo e tem presidente, aqui tem gerente de banco tomando conta do Planalto, dona Dilma Solange & seus prepostos. A turma da gerencia.

pperez

06 de março de 2012 às 17h39

A comparação entre o potro fogoso argentino e o pesadão elefante brasileiro na questão da regulamentação da midia, não reflete a caracteristica do Paulo bernardo que está mais para urso polar brasileiro que so vive hibernando!

Responder

renato

06 de março de 2012 às 17h15

Porque este elemento de primeira linha é EX- Ministro.
Porque não delega a ele acertar as coisas. Demorô.

Responder

    Vlad

    06 de março de 2012 às 19h24

    Pq o maninho aprontou?

    Jairo_Beraldo

    06 de março de 2012 às 21h50

    Porque a Dilma foi na onda de Tonin Malocci e Zezin Caridozo…não espaço para homens entre estes tipos.

ratusnatus

06 de março de 2012 às 16h52

Esse debate é que nem o FX2, não se encerra nunca.
Depois ainda teremos o debate 2.0. Depois o 2.73… e por aí vai até o inferno esfriar.

Responder

Depaula

06 de março de 2012 às 16h16

Deve e precisa liderar, pois não? No mínimo

Responder

Morvan

06 de março de 2012 às 15h58

Boa tarde.

Maior respeito por Franklin Martins (maior respeito, também, por Paulo Bernardo, enquanto pessoa humana. Como ministro, sinceramente – não, não estou excluindo a Presidente, é ela quem manda.).
Mas, como já disse aqui e algures, quem quer, faz.
Lula teve oito anos para mudar o jogo; deixou-o para Dilma e o resto da história pode ser contado como "Dilma, Ana Maria Braga e Louro José Fazem Omelete sem Quebrar os Ovos".

Enquanto isso, os deformadores de opinião fazem a festa. Boris CCC Cazoy, Reynaldo Azevedo, Miriam Leitão, Mônica Waldvogel e Patrícia Poeta, para citar alguns "jênios" do jornaporquismo. Tem também os "fleumáticos" Neto e Datena, para não incorrer na injustiça de não citá-los.
O horário da primeira hora do dia, na tevê aberta, é bastante democrático. Tem curandeirismo, pastor que exorciza capetas, retifica homossexuais, enfim, só não tem programação educativa (nem educacional) porque, convenhamos, seria também luxo! Quem pode ter uma tevê por assinatura só tem que suportar os comerciais, que não são poucos. O fato de ser uma "tevê do assinante" não parece ter qualquer relevância, no caso.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    Jairo_Beraldo

    06 de março de 2012 às 21h48

    Colega Morvan,
    sinto que está prestes a perder a compostura como eu já perdi há muito.
    Abs

    Morvan

    07 de março de 2012 às 10h54

    Bom dia.

    Não é isso, caríssimo Jairo_Beraldo. É fazermos valer a nossa força como formadores de opinião. Precisamos pressionar; talvez [bem] mais do que o outro lado.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Jairo_Beraldo

    07 de março de 2012 às 20h09

    E como é esse clube que voce e a beattrice falaram?

    Morvan

    07 de março de 2012 às 20h59

    Boa noite.

    Não há um nome formal, ainda, Jairo_Beraldo. "Clube dos que não se conformam e acham que é isto que está aí"; não um nome; é mais um meme.
    Beattrice poderia bolar um nome bem legal.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    07 de março de 2012 às 11h37

    É um clube? Onde me associo?

    Morvan

    07 de março de 2012 às 13h59

    Boa tarde.

    Não aceitamos filiação repetida, Beattrice, para não bitributar os sócios. Você já é do clube. Ah, ah, ah.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Maisa

06 de março de 2012 às 15h34

Por que ele nominou o Daniel Dantas? É algo proposital? Com que finalidade? Recado pra quem?
A mim me parece que há muito mais coisas no ar do que apenas aviões de carreira…(isso não é, definitivamente, só um ato falho… estranho…muito estranho)

Responder

Polengo

06 de março de 2012 às 15h18

Só acredito vendo.

Responder

    Morvan

    06 de março de 2012 às 15h45

    Boa tarde.

    Polengo, concordo. E se eu vir, ainda checarei se não é truque. Porque este povo do PT morre de medo dos escroques da Göebbbels, da Band[ida] e das outras, cheias de Boris CCC Cazoy.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Lenin

    06 de março de 2012 às 22h10

    Tá,Morvan;qual sua sugestão?Fazer na tora?!Vc realmente acredita q a blogosfera tém força o bastante p/ enfrentar a hidra num téte à téte?!Conseguimos atingir o PIG em certas circunstâncias -ótimo!Só q as circunstâncias n são criadas por digitadores comuns -é preciso mais p/ mover o "elefante".E vc sabe.

    Morvan

    07 de março de 2012 às 11h09

    Bom dia.

    Sozinhos, não, caro Lenin. Seria um massacre. Mas com o poder institucionalizado, desde que, com vontade política, sim.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Julio Silveira

    07 de março de 2012 às 08h57

    Morvan, bom dia.
    Meu temor, é que não seja medo mas sim uma percepção equivocada de que sejam necessários ou até esperarem ser promovidos nesse veiculo, como que esperando uma conversão nos dogmas desse grupo, o que não acredito, já que penso estarão sempre aliados a doutrina da colonização e prestando serviço aos seus originais orientadores e financiadores.

    Morvan

    07 de março de 2012 às 11h12

    Bom dia.

    É possível, Julio Silveira – pode ser uma visão estratégica equivocada. Mas o fato é que a pressão tem que existir. Se arrefecermos, pior ainda. Eu vejo estratégias erradas por parte do Governo, que é quem teria, institucionalmente, de puxar o debate, e não se esconder.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.


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