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Fátima Oliveira: Um governo jogando na retranca


20/12/2011 - 22h49

Reforma Administrativa

Um governo jogando na retranca e a gota d´água, no oceano

por Fátima Oliveira, no Jornal OTEMPO

Médica – [email protected] @oliveirafatima_

Mais um ano se passou… A impressão que tenho ultimamente é que o tempo passa rápido. Demais. A gente nem vê direito. De repente, lá se foi 2011. E lá se foi um ano de governo Dilma do qual, em termos palpáveis, sou incapaz de dizer qual o grande marco, embora não seja um governo micho, sem élan – conta com 56% de avaliação positiva e a presidente, com 71% e 68% de confiabilidade.

Desassossego há, até demais. A valsa de despedida de ministros – no momento são sete fora, um dentro e outro no pensamento – virou uma rotina sem fim, sem graça, e torra a paciência como cantiga de grilo. Há sempre um ministro na mira da expurgação, que consome o governo na apuração das trepeças denunciadas, um gasto de energia descomunal, que poderia ser empregada em outras coisas… Penso que a tática de “emprenhar o governo pelo ouvido” tem sido a linha de raciocínio vitoriosa da oposição e da mídia que a apoia.

Desvia o governo de efetivamente governar, no sentido de “fazer coisas”, ao pautá-lo a jogar na retranca e, assim, nas cordas, diminui o ritmo e até paralisa obras do PAC. Cada novo ministro, além do medo, vai lidar com o desconhecido, montar suas equipes de confiança e, até tomar pé da situação, o tempo perdido é irrecuperável… O dinheiro disponível não é empenhado, nem gasto… Há dinheiro sobrando no paiol esperando cupim.

Levei muito tempo analisando para escrever sobre o assunto. É surreal. A um ponto que eu, relativamente antenada com a vida política do país, se perguntada sobre o grande feito do primeiro ano do governo Dilma, não saberia dizer. Há um feijão com arroz de bom tempero. Por outro lado, não consigo distinguir com nitidez os rumos na manutenção da consigna de um governo popular e democrático. E fico triste.

Não tenho dúvidas do propósito: o governo Dilma tem a trilha popular e democrática como definição de caminho, mas não consegue explicitar em ações e materializar em gestos que reforcem os laços com os movimentos sociais. Não sei dizer exatamente qual é a agenda governista em nenhuma área… Nem naquela à qual dediquei parte substancial da minha vida: a saúde, notadamente saúde da mulher.

O pior é o ouvido de mercador do governo. Há exemplos crassos em várias áreas, mas relembrarei aqui um aparentemente sem importância, sobretudo pela dificuldade de entendimento, da sociedade e do governo, mas é a gota d’água no oceano que pode fazê-lo transbordar. Refiro-me à descomunal derrota política que pesquisadores e ativistas da atenção integral da saúde da mulher, inclusos os aportes dos direitos reprodutivos, tiveram no atual governo, que preferiu demonstrar fidelidade à Santa Sé, como se o Vaticano tivesse pedido um voto sequer para Dilma Rousseff. E não adianta espernear e vociferar que o governo segue impávido, dando as costas a quem suou e sangrou nas eleições. Só não atino o porquê.

Eis aí por que o sociólogo Boaventura de Sousa Santos está com a razão quando discorre sobre a indisponibilidade das esquerdas para a reflexão: “Quando estão no poder, as esquerdas não têm tempo para refletir sobre as transformações que ocorrem nas sociedades e, quando o fazem, é sempre por reação a qualquer acontecimento que perturbe o exercício do poder. A resposta é sempre defensiva. Quando não estão no poder, dividem-se internamente para definir quem vai ser o líder nas próximas eleições, e as reflexões e análises ficam vinculadas a esse objetivo”.

Ai, que canseira foi 2011!

Leia também:

Telia Negrão: Governo Dilma ainda sem rumo na saúde das mulheres





73 comentários

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Presidente Dilma Roussef assina MP 577 - SPW - Português

28 de julho de 2015 às 18h28

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Sex Politics » Blog Archive » Pelo mundo

04 de janeiro de 2012 às 16h17

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Beatriz Galli: A MP 557 é um absurdo; em vez de proteger gestantes, viola direitos humanos | SedeDeQuê?

04 de janeiro de 2012 às 12h25

[…] Fátima Oliveira: Um governo jogando na retranca […]

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Fátima N

22 de dezembro de 2011 às 15h55

Para as moçoilas mais abastadas jamais faltará médico fazedor de anjinhos. Tudo por baixo dos panos. Como sempre foi feito. Afinal de contas, são negócios (à margem da lei, como tantos outros…) que não são tributados. Quantos médicos você conhece que já foram condenados por aborto? Gravidez indesejada só é problema para quem não pode dispor de R$10.000,00 por um "serviço" seguro e higiênico. Eles mostraram mais uma vez a força que sempre tiveram em outros e também neste governo.

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Fátima Oliveira

22 de dezembro de 2011 às 11h53

Mari, tuitei teu comentário:
@oliveirafatima_: NENHUM DIREITO HUMANO É MATÉRIA PLEBISCITÁRIA Mari migre.me/7fDOr

oliveirafatima_ Fátima Oliveira __O aborto é do campo dos direitos reprodutivos e os direitos reprodutivos são direitos humanos. MARI

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Mari

22 de dezembro de 2011 às 08h08

Vamos combinar, porque ignorância tem limites. NENHUM DIREITO HUMANO É MATÉRIA PLEBISCITÁRIA. E o aborto é do campo dos direitos reprodutivos e os direitos reprodutivos são direitos humanos.

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Hélio Cutrim

22 de dezembro de 2011 às 08h02

A ministra Iriny ouviu o galo cantar e não sabe onde. Como ministra da mulher ela deveria apoiar uma pauta laica e democrática e não referendar, embora seja a lei brasileira atual, a criminalização do aborto. É um retrocesso que ela seja assim.
E a presidenta Dilma que reze pra quem quiser, é um direito dela, mas como presidenta do Brasil ela não é dona do país, então que guarde suas convicções religiosas para si e que trate de dirigir o país de forma laica, que é assim que manda a lei. É uma vergonha que uma pesso com o passado dela coloque o Brasil
debaixo das asas do Vaticano, logo o Vaticano que praticando ingerência estrangeira aqui tudo fez para que ela não se elegesse. Ou estou emntindo?

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Hélio Cutrim

22 de dezembro de 2011 às 07h32

Temas que dizem respeito aos direitos humanos não são matéria plebiscitária, a exemplo do aborto. E por que não são? Pela forte carga religiosa e ideológica, pelo antidemocratismo de impor um pensamento sobre os demais numa sociedade plural.
Os Estados laicos, multiculturais e que se definem pela pluralidade religiosa, caso do Brasil, não deve permitir que uma religião e uma visão de mundo imponha a sua vontade sobre as demais, logo não devem submeter temas complexos e que estão sob o mantos religiosos porque a parte não religiosa já sai prejudicada em seus direitos. De modo que o plebiscito não tem valor moral.
O fato de o aborto ser crime no Brasil e mesmo assim ser uma prática comum tem um significado e o maior significado é o fato de que o abortamento é uma prática médica segura que é negada a quem dela precisa exclusivamente por motivos religiosos. Quem não tem religião não deve ser obrigado a viver segundo dogmas religiosos.

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    Marta

    28 de dezembro de 2011 às 13h58

    Agora eu gostei. É isso aí mesmo. E vamos deixar de hipocrisia. Se passar o pente fino não sobra família em que algum membro não tenha realizado aborto. E as estatísticas mostram o número de mulheres que morrem por se submeterem a abortos clandestinos. Então, essa falácia de que o aborto deve ser proibido para evitar a morte, já era. Arrumem outro. Reafirmo aqui uma frase que agora me escapa o autor e que é mais ou menos assim: O governo não deve dizer o que é pecado assim como as igrejas não devem dizer o que é proibido.

Fátima Oliveira

21 de dezembro de 2011 às 22h49

[email protected] comentaristas, muito grata pela leitura e pelo tempo empregado para comentar. Aprendo muito quando consigo tocá[email protected] e chegam a comentar. Como livre-pensadora tenho o maior respeito por todas as opiniões emitidas, mesmo quando não concordo com elas. Eu falo o que penso, sempre. Também sou muito aberta a aprender e não tenho medo do novo e nem do inusitado.
O artigo expressa a minha opinião no momento sobre o governo. Gostaria de ter chegado a conclusões diferentes, mas o andar da carruagem não permite, infelizmente. E sofro. Eu criei a personagem Dona Lô, uma mulher que é Lula “até debaixo d’água” e é uma “mulher com Dilma” e que busca e tece argumentos, dando nó em pingo d’água, para justificá-la e defendê-la sempre. Imaginem as minhas dificuldades, literárias inclusive, para admitir que o governo não é um céu de brigadeiro. Infelizmente. Mas eu não tenho o direito de mentir para mim.

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Morvan

21 de dezembro de 2011 às 22h07

Boa noite.

O pior, ao ler o texto da Fátima, por sinal, muito bem tramado, excelente, é constatar que o Governo joga na retranca, a despeito do enorme capital político herdado do "Cara". Quer dizer, o novo Governo já armou o time no esquema 0, 0, 10 (da frente para trás, zero ataque, zero meio-campo e dez zagueiros toscos), sem consulta às bases, sem considerar o capital político ora falado, etc., etc., etc.
O Sinistério (sic!), o pior possível. Não citarei todos, primeiro porque é impraticável; segundo porque respeito o estômago do leitor.
O CMundim falou como se sente o eleitor e citou o nosso amissíssimo Gerson, como critério de alguém que perdeu noites de sono para não deixar a treva tomar conta do Brasil.
Além do querido Gerson, há milhões, Brasil afora; o Gerson é exemplo pelo seu aguerrimento, com justiça.
Há poucos dias eu estava matutando sobre pessoas que foram fundamentais nas eleições de 2010. Não pude não lembrar a dançarina Sheila Canevacci Ribeiro, que, com um depoimento sem qualquer resquício de interesse pessoal, desmontou a farsa da extrema-direita brasileira e mundial, já que o sr. Ratizinger (o papinha nazista (desculpe o pleonasmo)), denunciando a esposa do Serra como tendo sido "persuadida" a abortar, no Chile. Isto mudou, definitivamente, o jogo, bem como o discurso da Santa-Sé[rista].
Que eu saiba, Dilma nunca a convidou para qualquer cargo; não que eu ache que uma pessoa como Sheila exigisse ou desejasse tal rapapé, mas, para ser franco, Dilma está hoje como Presidente, graças, em grande parte, ao depoimento desprendido de Sheila, bem como do trabalho infindável de muitos de nós, a exemplo, de novo, do camarada Gerson.
Eu, sem pestanejar, colocaria a dançarina famosa e cívica no lugar da Ana ECAD de Hollanda; no mínimo, convidaria Sheila para o cargo,pois esta preenche todos os requisitos.
2014 – para mim – é Lula ou machadinha e tacape.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

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    Mário SF Alves

    22 de dezembro de 2011 às 09h16

    Eita, Movan, ainda bem que você não é o governo. No mais, vá lá… que se escrache o "Ratzinger, a Santa Sé(rista) e tudo o mais". Legal.

    Morvan

    22 de dezembro de 2011 às 11h04

    Bom dia.

    Eu jamais seria Governo, amigo Mário SF Alves. Eu sigo uma máxima (minha) de há muito aforada:
    "Governo não tem amigos, nem pai, nem mãe".

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Jotaroberto

21 de dezembro de 2011 às 18h17

Não existe um governo perfeito, mas pra quem viu um presidente trabalhar 8 anos debaixo de porrada, sem tregua, e transformar aquilo que era, no Pais que temos agora, fica dificil não fazer a comparação e não usa-lo como referencia. Estamos colhendo, mas nada de novo se planta.

Responder

Mário SF Alves

21 de dezembro de 2011 às 17h30

Volto à questão da correlação de forças. Primeiro é preciso ter claro qual é o referencial de ação adotado por este governo e quais as consequências políticas de se levar adiante os planos, programas e projetos dele decorrentes. E Belo Monte não fica fora disso. E não é porque Portugal avançou; não dá pra transplantar modelos; no Brasil o aborto também não fica fora disso.
Então a questão continua sendo essa: como criticar corretamente (circunstancializadamente) o governo sem uma avaliação correta do equilíbrio de forças ao qual está afeto? Quais são os reais limites do governo em um país historicamente tão excludente como o Brasil? E os enfrentamentos, progressos alcançados e/ou embates travados, não contam?
Se a gente der mole eles nos tiram até Belo Monte!
E aqui fica o apelo: circunstanciemos a crítica!!! A hora é agora.

Responder

CMundim

21 de dezembro de 2011 às 15h11

Me desculpem caros navegantes e petistas, esta coisa de governar com civilidade é balela barata. Político é eleito para gerenciar o bem público, criar politicas que venham a melhorar a qualidade de vida dos cidadões e o desenvolvimento sócio-econômico do estado.

Este negócio de sacerdotisa do servico público e outros pseudos títulos dados aos nossos politicos é apenas puxa-saquismo de alguns que querem ficar de bem com o(a) chefe. Esta bajulanca é uma coisa que o Brasil precisa eliminar com rapidez, é puro atraso.

Políticos são eleitos não para terem os seus egos amaciados, eles estão lá é para fazerem acontecer, implementar politicas positivas de estado. Resultados é o que conta e esta história de civilidade com oposicão por causa do poder do parlamento e tanta outras desculpas de inanicão do governo é no fundo um auto-atestado de incompetência. Uma palavra que não queremos usar porquê o outro lado é as trevas e no fim estamos todos no barco petista.

O parlamento brasileiro não vive sem os favores do executivo, e nem o STF conseguiria aguentar uma pressãozinha do executivo. Em poucas democracias do mundo o executivo tem tanto poder como o brasileiro e esta é a pura verdade.

Me desculpe a Dilma mas gostaria de saber como ela se sentiria na pele de um idiota que passa noites acordadas como o Gerson, com a esposa falando vem para cama bem, e o idiota respondendo as 4 da manhã, só mais uma linha meu amor, é para o bem do Brasil, e logo após ser eleita em vez de vir agradecer e prestigiar quem no fundo criou terreno para a reviravolta e a derrota das trevas, vai é comer com o Satanás. Será que todos os brasileiros estão condenados a terem este complexo de vira lata?

Ai que saudades do Lula. Volta Lula volta…mas enquanto você não volta vou ficando na minha amada Tailândia.

Civilidade tem que ser recíproca

Responder

    Morvan

    21 de dezembro de 2011 às 21h40

    Boa noite.

    Como é bom ouvir depoimentos sensatos.
    Concordo, CMundim. O assunto é bem complexo e vai além do nosso "complexo" [de vira-qualquer-coisa]. Talvez, por não ser petista (a maioria há de pensar que o sou!), me sinta bem à vontade para destoar das diretrizes tomadas pelas lideranças (imagino o quanto há de petistas que também discordam).
    Esta relação promíscua entre executivo e judiciário já vem de há muito. É bem intencional a não-delimitação destes poderes!

    Coo você afirmou: "Em poucas democracias do mundo o executivo tem tanto poder como o brasileiro e esta é a pura verdade…".
    Este conluio de poderes confunde. Deixa o "apolítico" (Foi isso mesmo que eu escrevi. O Brasil é cheinho destes despolitizados que se acham "apolíticos" completamente fora de órbita e o impele a atacar o reizinho (no caso, a rainhazinha); como eu mesmo afirmei há algum tempo, aqui no VOM, o Presidente, no presidencialismo brasileiro, é um rei sem coroa.
    A saída, CMundim, não é barata e a espera da colheita é longa. Educação, para os íntimos. Mas nenhum partido no Brasil tem a mínima convicção de educar politicamente a população.

    Podemos estar perdendo o bonde da história por causa da miopia dos nossos dirigentes…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Morvan

21 de dezembro de 2011 às 12h37

Bom dia.

Acho inútil, dadas as vezes em que já falei, contabilizar os retrocessos do Governo Dilma, mesmo em se comparando ao primeiro Governo Lula, onde era hora de "estudar o ambiente" e perante a fúria ensandecida do PIG, ciente de que o Governo Lula teria que naufragar, pois se tivera sucesso, seria, como o foi, uma demonstração cabal de que o problema do Brasil não passava por asneiras do tipo "teoria da dependência", e sim uma questão de vontade política. Lula, como diz aquele famoso mantra do software livre, "por não saber que era impossível, foi lá e fez", a despeito da marcação cerrada do PIG, com "tecnologia golpista (sic!)" importada direto da matriz (EUA, mensalão!).
Dilma mostrou até agora ser uma grande conhecedora de assuntos de energia e planejamento (nem precisava, já conhecíamos sua competência como técnica) e, ao mesmo tempo, uma enorme vontade de compor com o inimigo, o que pode ser uma estratégia (suicida, grifo meu!) ou simplesmente demonstra que, ideologicamente, Dilma nunca esteve do lado de cá (não, aquela bela foto de Dilma peitando os facínoras não serve como argumento, ora), e, oportunisticamente, está nos mandando catar coquinhos ou mandando outras coisas que não são de bom alvitre citar aqui.
De qualquer monta, o tempo é senhor da razão e a verdade é filha do tempo. Nós, da esquerda, que somos capazes de perder momentos de usufruto de qualquer coisa para lutar pelos nossos ideais, temos de continuar tentando. Lutando. Se paramos, eles vencem.
Se a Presidente demonstrar explicitamente que é o poder pelo poder, atropelamo-la. Já deletamos o SSerra. Se Dilma se tornar tão "palatável" para o PIG quanto o queridinho (deles, Bien Sûr!), não tem porque apoiá-la, incondicionalmente.
Vamos aguardar, mas aguardar lutando.
Vencermos o SSerra, o PIG, o ratzinger, o bispinho de Guarulhos foi um baita avanço. Contentamo-nos com isso, jamais!
Parabéns, Fátima Oliveira. Seu texto é um alento.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

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Ricardo JC

21 de dezembro de 2011 às 12h24

Acho que todos tem o direito de expressar suas opiniões sobre o governo e também explicitar suas expectativas. Entretanto condenar um governo que ainda não completou sequer o primeiro ano (com clara mudança de modus operandi, em relação à Lula) me parece um pouco de açodamento. Evidente que podemos apontar falhas, mas não podemos esquecer os acertos. Muitas vezes somente observamos coisas boas quando elas dizem respeito ao nosso entorno (natural do ser humano) e temos tendência, muitas vezes, a desvalorizar aquilo que diz respeito aos outros. Tenho como muitos aqui, queixas a fazer. Mas não me eximo de tentar ver as coisas boas (claro que, também, com uma certa tendência a ver o meu entorno) como a queda dos juros (agora me parece mais uma política de governo…real), o Brasil sem Miséria, o Ciência sem Fronteiras, etc. Quando me bate aquela decepção penso logo…qual seria a outra alternativa? Imediatamente recobro minha consciência e vejo que meu papel é, ainda, lutar para fazer deste governo um governo que continue a atender as expectativas que temos. Nada de dar uma de desiludido…

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sergio m pinto

21 de dezembro de 2011 às 12h16

Certas matérias e comentários me enchem o saco.
Passamos vários anos sob governos ruins, que dilapidaram o patrimônio público, criaram planos econômicos ruins, perderam oportunidades importantes para o desenvolvimento do país e todo mundo reclamando pelos cantos.
Aí, muda-se o governo para uma proposta adequada e o que o pessoal quer? Que se resolvam todos os problemas em dois ou três mandatos? Como se nada tivesse sendo feito….
E todo mundo esperando o irmão maior (governo) resolver todos os problemas sozinho, sem participação popular direta!!!

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O_Brasileiro

21 de dezembro de 2011 às 12h10

Os petistas jamais admitirão, mas o que os reelegeu foram a economia e a inépcia da oposição corrupta.
Porque, se dependesse da gestão petista em áreas críticas como educação, saúde e segurança, não teriam sido reeleitos. Provavelmente os petistas nem se dão conta de que a força que tiveram veio da melhor, ainda que tímida, redistribuição de renda feita no governo Lula, baseada na melhoria do salário mínimo e nos programas sociais, como o Bolsa-Família.
Os petistas não se mostraram melhores gestores do que os tucanos. Mas, na falta de coisa melhor…

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    julio

    21 de dezembro de 2011 às 13h07

    Também não é assim. O Lula mudou o rumo da politica externa, que antes era só engraxar as botas do tio sam. Graças a isso o Brasil sobreviveu a crise. A educação vai mal na área de competência dos Estados, que é a educação básica porque na esfera federal muitas novas universidades foram criadas. Os governos estaduais e municipios administrados pela oposição estão jogando a educação básica no lixo para culpar o governo federal. Veja no caso de SP o descaso das autoridades com a educação. Infelizmente o povo menos avisado não sabe distinguir isso.

Vlad

21 de dezembro de 2011 às 12h02

O governo Dilma está sendo a continuação sem carisma do medíocre lulismo pano-quente e panfletário.
Perdeu popularidade em determinadas "camadas" por não ser uma eloquente populista, mas ganhou em outras por inspirar seriedade (produto escasso na política) e transpirar competência e dinamismo para o trabalho.
Que grande oportunidade estamos perdendo de mudar a cara do Brasil: uma presidente em que a população confia, a arrecadação de tributos operando a pleno e a educação básica (nó górdio do atraso nacional) continua jogada às traças.

Mas deixa pra lá…cada um continue puxando para um lado…e que venha a Copa e as Olimpíadas…panis et circenses.

Responder

Bernardino

21 de dezembro de 2011 às 10h55

O governo sempre se pauta pela conta de quantos votos vai perder e sabe que vai perder muito com a aprovação do aborto. Não se iludam, a bussola desse governo é a manutenção no poder e nada além disso, tudo que for visto como ameaça a continuidade no poder será descartado.
LEANDRO,faço minhas tuas palavras,EU ja falei aqui a DDILMA é parceira do PIG e no fundo creio ter se arrependido da luta Armada,dai sua SINDROME DE ESTOCOLMO(Covardia)
PARABENs a FATIMA DE OLIVEIRA,minha colega,pelo belo texto e analise,vindo de uma pessoa independente.So me resta dizer: A esquerda como o Macarrao,quando entra na PANELA,Amolece!!!

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Substantivo Plural » Blog Archive » Um governo jogando na retranca e a gota d´água, no oceano

21 de dezembro de 2011 às 10h49

[…] Por Fátima Oliveira, no Jornal OTEMPO VIA VI O MUNDO […]

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nadja rocha

21 de dezembro de 2011 às 10h24

Perdi meu tempo, e ainda disse que estudou muito para avaliar, fala sério.Eu cansei de ver tanta coisa que foi feita nesse governo.Grande Dilma!

Responder

    Paulo Leonardo

    21 de dezembro de 2011 às 12h40

    Nadja, nada melhor do que ter viseiras, como as suas. Seja séria. Grande Dilma, mesmo e por tal razão precisa fazer um grande governo. Nada mais. E a sua opinião de puxa…. não ajuda,

jaime

21 de dezembro de 2011 às 10h12

Preferiram suprimir da democracia o conflito, ao contrário novamente, da Argentina, onde o conflito é parte inamovível do jogo político. O Brasil nunca teve um momento político como este agora, onde todas as cores ficaram esmaecidas, tudo ficou parecido, não há quem se disponha a retomar o caminho. Desde antes de Getulio e principalmente durante a ditadura, havia pelo que lutar – um objetivo claro – ao contrário de agora, onde o único objetivo é retroceder menos, entregar menos, privatizar menos. Lamentável para quem passou uma vida com esperanças, viu essas esperanças quase se materializarem e depois uns irresponsáveis se perderam na conta e acharam que o objetivo era simplesmente o poder.

Responder

jaime

21 de dezembro de 2011 às 10h11

Alguém ainda se lembra do Orçamento Participativo, emblemático da revolução que o PT, ainda fora do governo, prometia fazer na política? Alguém ainda lembra que a Erundina administrou São Paulo e teve sua postura ética e administrativa elogiada até pelo PSDB? O PT foi durante muito tempo argumento concreto para que uma reforma política privilegiasse o voto em partidos – fortalecesse os partidos, as idéias, o rumo político. Agora que todos viraram uma geléia, vem essas sugestões de voto em lista fechada. Houve uma época em que as alianças se faziam no pressuposto de que o partido "menor" adotaria o rumo do partido apoiado, mas depois de tantas cooptações, principalmente no governo Lula, que incorporou as oposições ao seu governo, a oposição sumiu, apenas com o detalhe de que o rumo do governo, do PT e da esquerda também sumiu nesse emaranhado, nesse jogo de interesses.

Responder

Sagarana

21 de dezembro de 2011 às 10h01

Ô coitada!!!

Responder

Daniel

21 de dezembro de 2011 às 09h59

Governo é que nem cavalo velho: você bate com a mão esquerda, ele vai pra esquerda, você bate com a mão direita ele vai pra direita. No Brasil só a direita bate, a esquerda tem pena de bater. Resultado previsível.

Responder

    Marta

    28 de dezembro de 2011 às 14h15

    É Daniel, alguém já disse que governar é como tocar violino: pega-se com a esquerda e toca-se com a direita.

Regina Braga

21 de dezembro de 2011 às 09h56

Foi bom vc ter escrito…Acho que criamos muitas expectativas e queremos que elas correspondam…Mas Dilma,pode fazer coisas que o Lula não pode…A pp CPI é um momento histórico,fazer um limpeza no país no combate a corrupção,na lavagem de dinheiro,nas empresas que foram do povo e depois foram doadas,na pp atuação dos ministros,deputados,e na pp justiça.Dilma,começa a acreditar que pode…e acreditando, vai se aproximar dos movimentos sociais ,pois vai perceber, que garantia quem dá é o povo.Acredito, em muitas mudanças e na capacidade da esquerda de enfrentar o medo e fazer as mudanças que esperamos…até porque, não vai poder continuar refém de uma elite e de uma mídia perversa.

Responder

IJD

21 de dezembro de 2011 às 09h30

Com time bom, apoio da torcida (aguerrida, por sinal) e sem coragem de partir para o ataque (regulamentação da mídia), vai ser acuado, mesmo!

Responder

Julio Silveira

21 de dezembro de 2011 às 09h26

Acredito que poucos governantes acreditam de fato na democracia, oportunizam a chegada ao poder se utilizando deste expediente, mas de fato não governam para que os elege, para aqueles que estão insatisfeitos como o que rejeitaram. A maioria dos politicos gosta é de fazer o jogo da acomadação e da conveniencia com quem tem poder verbal para lhes infligir danos eleitorais. O povo só tem voz nas urnas que se dispersa com o fim das eleições, infelizmente, isso é muito considerado pelos adminitradores do Brasil que ao primeiro sinal de uma critica midiatica preferem a mediocridade da regularidade e da continuidade a mudança que pode ser criticada. Os governantes brasileiros optaram por serem o Santos, mas a sociedade quer o Barcelona.

Responder

Cascão

21 de dezembro de 2011 às 08h53

É tão fácil resolver o problema do aborto. Um plebiscito, e pronto! O governo não ficaria comprometido, qualquer que fosse o resultado. Mas esse marasmo do governo Dilma está ficando realmente insuportável. É certo que ela tem dois eventos internacionais (olimpiada e copa) que vai consumir boa parte da energia do seu governo. E a oposição vai tentar melar o êxito disso por todas as formas. Se o governo não quer peitar a lei de medios que ao menos coloque em prática o projeto de banda larga abandonado pelo meio do caminho. Algo tem que ser feito, senão…

Responder

    ines

    21 de dezembro de 2011 às 10h25

    Além do PNBolinha tem que investir na qualidade da tv e radio publicas enquanto a sociedade morta viva não se mexe pela lei de democratização das comunicações, porque a sociedade EM PESO tem que se mexer, do contrario nada sai do congresso (em relaçao a lei de midia) agora investir em tv e radio publica o governo pode mas será que ele quer???

    Lucas Villa

    21 de dezembro de 2011 às 16h12

    Quem defende aborto, homossexualismo, drogas etc tem PAVOR de plebiscito.

    Povo pra eles só serve na hora de votar. Observem bem esse vídeo:

    [youtube ArlfbWPeo24 http://www.youtube.com/watch?v=ArlfbWPeo24 youtube]

    Ou seja, a opinião do povo só deve ser levada em conta se ela for igual à deles.

    Se for diferente, refletem "ignorância" e "burrice".

    Morvan

    21 de dezembro de 2011 às 17h48

    Boa tarde.

    Lucas Villa, eu concordo que a saída deveria e poderia ser o plebiscito. Só discordo de você que "Quem defende aborto, homossexualismo, drogas etc tem PAVOR de plebiscito.".
    Particularmente, eu defendo o aborto, como direito da proprietária do corpo; não defendo drogas, mesmo não tando a visão maniqueísta da direita; e
    não defendo o homossexualismo; defendo, sim o direito das pessoas enquanto homossexuais, posto que pessoas humanas com orientação sexual e / ou identidade de gênero diferentes. Este é um ponto em que, matreiramente, a direita acusa a esquerda de "defender o homossexualismo".
    Agora, convenha que o plebiscito, sem uma discussão bem esclarecedora, considerando todo o poder dos fundamentalistas e do PIG. Não é plebiscito. É um massacre.
    Então, por favor, não generalize, pois você pode estar incorrendo em erro de generalização.
    Eu defendo o plebiscito. Mas defendo que este seja acompanhado de bastante discussão, para equilíbrio e lisura da discussão.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Lucas Villa

    21 de dezembro de 2011 às 19h06

    Você viu o que o jean willis disse no vídeo?

    Eu acho que o povo deve decidir.

    Nunca vi nenhum dos defensores do aborto, das drogas ou do homossexualismo pugnar por um plebiscito.

    NUNCA.

    Lucas Villa

    22 de dezembro de 2011 às 00h32

    "Agora, convenha que o plebiscito, sem uma discussão bem esclarecedora, considerando todo o poder dos fundamentalistas e do PIG. Não é plebiscito."

    Você subestima e oprime o caráter do povo brasileiro com idéias como essa.

    Acha mesmo que a globo, por exemplo (que é a favor do homossexualismo, do aborto e da liberação das drogas), "faz a cabeça do povão" e por isso esses temas seriam rechaçados numa consulta popular?

    É justamente o contrário, pois essa emissora e a mídia em geral faz apologia de todos esses temas para que sejam aceitos com "naturalidade".

    luiz pinheiro

    21 de dezembro de 2011 às 18h16

    Acho absurdo cobrar da Dilma que ela enterre de vez a legalização do aborto através de plebiscito. O aborto é um grave problema de saúde pública, o governo precisa continuar lutando por uma solução. Que história é essa de que o governo não ficaria comprometido com o resultado? É plebiscito ou não é plebiscito? Que marasmo é esse de que voce está falando? Quando a gente faz plebiscito, só pode ser para respeitar o resultado. É preciso continuar a luta de esclarecimento, de conscientização, mostrar o drama das milhões de mulheres que todos os anos são forçadas ao aborto clandestino, nas piores condições de saúde e higiene, muitas sangrando até morrer. Só com a conscientização, daqui a algum tempo, será possível reverter essa terrível situação atual na qual mais de dois terços da população são contra o aborto.

    cascão

    22 de dezembro de 2011 às 00h16

    Se vc não sabe o plebiscito é como uma eleição. As partes interessadas na causa terão seus tempos de TV para venderem seus peixes (leia-se conscientizar o eleitor). Agora, alegar que o povo não sabe decidir é forçar o cavalinho de batalha, né não? Numa democracia o poder é do povo, representado pela maioria. Gostemos ou não.

    Mari

    22 de dezembro de 2011 às 08h11

    Cascão direitos reprodutivos são direitos humanos e direitos humanos devem ser cumpridos e não submetidos a plebiscitos. Santa ignorência meu filho! Se ilumine, se ilustre

    Lucas Villa

    22 de dezembro de 2011 às 14h33

    Matar uma criança indefesa na barriga agora é "direito humano"?

    beattrice

    29 de dezembro de 2011 às 23h36

    Na barriga não há criança, há um embrião.
    É tão difícil estudar?

Archibaldo S. Braga

21 de dezembro de 2011 às 08h38

Doutora, concordância em TUDO com a senhora!!!! Bom natal e um ano novo um pouco melhor!!! Braga

Responder

Lu_Witovisk

21 de dezembro de 2011 às 08h35

2010 foi uma luta mesmo, era trincheira 24h/dia no trabalho, com a familia, amigos, na rua. Sem a democratização dos meios, com a presidenta escutando o PIG será isso aí, governo sempre em segunda marcha… sem previsão de passar a terceira

Mas o que mais me entristece é o afastamento dos movimentos sociais.

Vamos ver 2012. Quem sabe o governo aprende a atacar.

Responder

Dani Ciasca

21 de dezembro de 2011 às 08h13

Desculpa Fatima, mas acho sua opiniao enviezada pela, legitima, decepcao na area da saude da mulher. Se voce olhar, por exemplo, para o Brasil Sem Miseria, o programa para deficientes ou as mudancas implementadas por Celso Amorim na area de defesa verá que não é bem assim.
Mas, de fato, em algumas areas, como a cultura, por exemplo, houve um retrocesso.

Responder

    bruno

    21 de dezembro de 2011 às 10h31

    É em 'algumas' areas teve retrocesso: cultura, saude, educação (piso dos professores só o chão da sala mesmo), pnblorota, na diplomacia o Patriot foi uma vergonha por ocasião da visita do Bobama, faltaram revistar a Dilma só, e agora é a economia que dá mostras de querer dar marcha a ré, com uma selic dando de mamar pros banqueiros/rentistas dessa tambem, a economia tem que bichar mesmo…mas tem quem veja avanço em algum lugar, deve estar bem escondido que a gente não vê.

leandro

21 de dezembro de 2011 às 07h24

O governo sempre se pauta pela conta de quantos votos vai perder e sabe que vai perder muito com a aprovação do aborto. Não se iludam, a bussola desse governo é a manutenção no poder e nada além disso, tudo que for visto como ameaça a continuidade no poder será descartado.

Responder

    pedro

    21 de dezembro de 2011 às 10h33

    Um comentarista acertou na solução para a polemica do aborto: plebiscito depois de muita discussão no pais e ponto final.

    Fabio_Passos

    21 de dezembro de 2011 às 11h23

    Pois é, mas isto é aposta burra.
    Segue cegamente orientação de marqueteiro que mede o hoje mas é incapaz de avaliar evoluções sociais promovidas pelas forças progressistas.

    Veja o exemplo de Portugal. Um país ainda mais carola que o Brasil que conseguiu avançar na questão do aborto.
    O governo vai pagar caro por ceder aos interesses do atraso e abandonar propostas progressistas.

    Democratização da mídia e Banda larga, então?
    governo covarde.

    dukrai

    21 de dezembro de 2011 às 11h59

    não precisa, a oposição se estrepa sozinha.

    Mário SF Alves

    22 de dezembro de 2011 às 11h03

    Sózinha? Será?!!

    Antonio

    21 de dezembro de 2011 às 12h48

    Isso é o que você queria que fosse. Mas você está frio, não achou o caminho desse Governo. E olha que ele vai para o décimo ano.

    O Governo jogou na retranca porque a direita brasileira é uma quadrilha, que fora do poder garante muito menos dinheiro de falcatruas, Por isso ela, encabeçada pelo PIG, tenta destruir o Governo para retomar esses dias de bonança às nossas custas. Mas vai ser difícil. E você não entendeu nada.

Fabio_Passos

21 de dezembro de 2011 às 07h23

O governo continua acovardado diante dos interesses das oligarquias decrépitas que construíram o Apartheid Social.
Adula a banca, o agronegócio, a mídia-corrupta… enquanto ignora compromissos históricos da esquerda.

Responder

Mário SF Alves

21 de dezembro de 2011 às 06h56

Fico pensando… e de fato não estou aqui pra defender a posição aparentemente conservadora da Irini, mas, será que estamos em condição de avaliar a correlação de forças afeta a questão?
A propósito, quem ou qual instância de governo teria a obrigação de ter sempre presente o bom e imprescindível entendimento da dita correlação? E a sociedade civil não poderia contribuir nesse sentido?

Responder

lira

21 de dezembro de 2011 às 06h07

Bem dito, sangramos para derrotar Serra. Muitos votaram pelo não retrocesso. Aqui no Nordeste fomos contra a visão Sudestina. Não temos, e nunca tivemos muita expectativa em relação à Dilma. O que mostra neste primeiro ano de governo. Corrijo, neste nono ano de governo. A maquina já estava azeitada. Era só deslanchar. Já há uma frustação no ar. Obras importantíssimas estão rastejando. O governo está sendo pautado pela mídia.

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Gerson Carneiro

21 de dezembro de 2011 às 04h51

O grande feito do primeiro ano do governo Dilma foi aquele aperto de mão com o Otavinho Frias, menos de trinta dias após a posse.

"E não adianta espernear e vociferar que o governo segue impávido, dando as costas a quem suou e sangrou nas eleições."

Antes, tivesse eu escutado a minha esposa que por diversas vezes durante a campanha, tarde da noite, madrugada até, dizia "Benzinho, largue esse notebook e venha para a cama".

Responder

    EUNAOSABIA

    21 de dezembro de 2011 às 10h33

    Tem horas que você se supera rapaz.

Leonardo Câmara

21 de dezembro de 2011 às 04h13

O primeiro ano do governo Lula foi muito pior, passou todo ano de 2003 se digladiando com os movimentos sociais, só para criar um maldito fundo de pensão com a aposentadoria dos servidores públicos.

Lendo no livro do Amaury o que os privatas fizeram com a Previ, dá para imaginar o que José Dirceru, Berzoini, João Pualo Cunha, Gushiken e Palocci estavam tramando…

Responder

Pimon

21 de dezembro de 2011 às 03h43

A análise do governo, feita por quem não entende lhufas de economia, mídia ou Congresso, é apenas infeliz.

Responder

    Lu_Witovisk

    21 de dezembro de 2011 às 08h25

    Ai ai… Qualquer cidadão brasileiro é apto a analisar o governo. Quem entende de economia, mídia ou congresso não saberá analisar saúde como um médico da rede pública, educação como um professor, etc, como se deve. A visão de "dentro" é vital.

    Ir além das planilhas, só o povo pode ir, é ele quem executa e utiliza os serviços, é ele quem sente na carne tudo o que acontece com este país.

    Governo perfeito seria em comunicação direta com a sociedade, onde quem entende de "economia, mídia ou Congresso" não seria surdo, mudo e cego ao que o povo deseja e precisa.

    Paulo Leonardo

    21 de dezembro de 2011 às 09h19

    Kkkkkkk que falta de argumentos. Cai na real, cara e deixe de baboseiras. Enfrenta! Todo e qualquer cidadão brasileiro tem o direito sagrado de avaliar o governo. Ou só de dar o voto? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Mas quem te garante que a autora "não entende lhufas de economia, mídia ou Congresso"? Deixa de contar estorias de Trancoso.

    Leider_Lincoln

    21 de dezembro de 2011 às 09h45

    Concordo contigo: uma coisa é sermos eleitores, outra é nos satisfazermos com medidas que são o contrário daquelas pelas quais elegemos este governo. Sou eleitor da Dilma e não capacho dela. Há uma diferença enorme entre as duas coisas!

    Gerson Carneiro

    21 de dezembro de 2011 às 10h16

    A análise do texto da Fátima Oliveira, feita por quem não entende lhufas de tudo isso aí (economia, mídia ou Congresso), Saúde e mais um pouco, é apenas uma tentativa de ser engraçado.

carmen silvia

21 de dezembro de 2011 às 02h44

Fui colega de universidade de um rapaz que se elegeu pela quarta vez a deputado federal pelo PT.Nos dois primeiros mandatos ele tinha uma postura mais próxima dos movimentos sociais,já nos dois últimos é visível o seu distânciamento, se tornando o "vereador federal".Não tenho uma postura radicalmente contra o empenho em aprovar recursos que beneficiem o município,mas um mandato se resumir a isso é muito pouco,é apenas mais do mesmo.Percebo uma certa arrogância quando vamos conversar sobre questões que exigem um pouco mais de reflexão.Realmente o terreno para idéias está um pouco árrido e percebe-se uma perda na qualidade de mandatos com esse perfíl.Isso reflete no executivo que ao que parece está se tornando excessivamente técnico e pouco político no que esse termo tem de mais edificante.

Responder

Mariana Rodrigues

21 de dezembro de 2011 às 01h03

Saudades de Nilcea Freire, que não jogava na retranca e fazia tudo pro governo avançar. Lembram? Iriny é uma ministra que não pensa nas brasileiras que precisam abortar e se comporta como se o aborto não fosse um procedimento médico estabelecido que o SUS nega as brasileiras. Padilha diz o mesmo. E a universalidade do SUS vai pra onde? Iriny repete o que diz Dilma: os compromissos com a Santa Sé. É desgraça demais.

Responder

Lucas

21 de dezembro de 2011 às 01h00

De fato com Serra seria muito pior.
Por isso se faz necessário cobrarmos o governo cada vez mais, para mostrar que o potencial existe, ao invés de apenas supormos quão mal seria o governo do outro. Quanto mais cobramos do governo, mais forte e popular ele o será!

Responder

Gina

21 de dezembro de 2011 às 00h51

Polengo, felizmente não é disso que se trata. Lutamos, suamos e sangramos para não ser o Serra. Acontece que devemos deixar o SE de lado e analisar o real. E o real não é um céu de brigadeiro. Ou você prefere não enxergar/

Responder

Polengo

21 de dezembro de 2011 às 00h15

Imagina se desgraçadamente tivesse sido o serra.
(…)
Calafrios na espinha dorsal.

Responder

    Mari

    21 de dezembro de 2011 às 00h58

    Estamos falando do governo Dilma. Não queira nos fazer de bestas.
    Mestre, você tem uma justificativa para explicar a submissão do governo Dilma ao Vaticano? É uma coisa descarada demais. A ministra Iriny ainda tem a coragem de dizer que "o debate para mudança na lei brasileira para incluir a legalização do aborto deve ser articulado com o Congresso Nacional, e não com o governo federal. O governo irá respeitar a legislação atual, que considera o aborto crime e o autoriza somente quando há risco de morte para a gestante ou a gravidez ocorreu em decorrência de estupro". Um atraso de vida sem igual.


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