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Diário da Resistência


Emir Sader: Os governos do PT desmentiram o Consenso de Washington e o pensamento único
Foto: Ricardo Stuckert
Política

Emir Sader: Os governos do PT desmentiram o Consenso de Washington e o pensamento único


25/11/2021 - 20h21

Os governos do PT desmentiram o Consenso de Washington e o pensamento único

Por Emir Sader, em Carta Maior

Há muitas polêmicas políticas que se decidem não no plano das palavras, mas na realidade concreta. Os governos do PT resolveram, na prática, polêmicas que se prolongavam ao longo do tempo.

Desde que o capitalismo assumiu o neoliberalismo como seu modelo, se impuseram, ao mesmo tempo, o que se convencionou chamar de Consenso de Washington e de pensamento único.

Tratava-se de codificar um conjunto de medidas que passaram a configurar uma política que pretendia ser obrigatória, praticamente a única. Ao ponto em que diferentes correntes, de direita e, até ali, do campo da esquerda, convergiam nessa politica.

Se trataria de passar as finanças públicas a limpo, restabelecendo seu equilíbrio, diminuir a dimensão do Estado, promover a centralidade do mercado, às expensas dos mecanismos de regulação econômica.

Propunha-se a diminuir os gastos do Estado, tanto os que se referem a custos de pessoal, como dos investimentos em políticas sociais.

Um conjunto de medidas que concretizava essa política passou a ser assumida também por correntes nacionalistas e da social democracia: ajustes fiscais, privatização de empresas públicas, abertura dos mercados nacionais ao mercado internacional, desregulação da economia, entre outras.

Se difundia a ideologia de que todo governo ”sério” tinha que priorizar essas medidas, para que os países fossem governáveis, para se evitar o descontrole inflacionário, para que os governos tivessem estabilidade.

Por isso se passou a falar de um pensamento único, para tentar evitar que aparecessem questionamentos e propostas alternativas. Como se fosse possível que um único tipo de pensamento pudesse refletir os interesses de sociedades tão profundamente divididas e marcadas pelas desigualdades sociais.

Por um certo tempo, o Consenso de Washington e o pensamento único se impuseram por intermédio da globalização neoliberal. Governos de direita e uma parte de esquerda adotavam a mesma politica.

Até que surgiram governos antineoliberais na America Latina: na Venezuela, no Brasil, na Argentina, no Uruguai, na Bolívia, no Equador. Que passaram a violar aquilo que se dizia que era obrigatório, que era a única via, que alternativas levariam ao desastre e ao caos.

No Brasil, os governos do PT desmentiram, na prática, tanto o Consenso de Washington, como o pensamento único.

Esses governos não priorizaram os ajustes fiscais, mas não houve desequilíbrio das contas públicas. Não privatizaram empresas públicas, mas a dívida publica não aumentou. Não desregulamentaram a economia, mas não houve caos econômico.

Foi retomado o crescimento econômico, mas não houve inflação. Os investimentos sociais foram privilegiados, mas não houve desequilíbrio das contas públicas.

Foram gerados mais de 22 milhões de empregos, sem efeitos negativos do ponto de vista financeiro. E com todos os efeitos positivos, pela ampliação do mercado interno de consumo popular, com a retomada do crescimento da economia.

O Consenso de Washington e o pensamento único estão intrinsecamente ligados ao neoliberalismo, e são verdade apenas para os que assumem o neoliberalismo.

Os governos do PT romperam com o neoliberalismo. Assumiram a prioridade das políticas sociais e não do ajuste fiscal. A prioridade dos processos de integração regional e dos intercâmbios Sul-Sul e não os Tratados de Livre Comércio com os Estados Unidos. O papel ativo do Estado e não a centralidade do mercado.

O sucesso dos governos do PT, eleitos e reeleitos por quatro vezes, é o fracasso do neoliberalismo e, com ele, do Consenso de Washington e do pensamento único.





9 comentários

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Zé Maria

26 de novembro de 2021 às 20h34

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23ª VITÓRIA DE LULA CONTRA A LAVA-JATO

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)
decidiu liberar o Bloqueio de Bens de LULA
que havia sido determinado pela 13ª Vara
Federal de Curitiba, Paraná.

“Essa nova decisão do STF é uma consequência
do reconhecimento da nulidade dos processos
envolvendo o ex-presidente Lula em virtude da
INCOMPETÊNCIA e da SUSPEIÇÃO [*] do ex-juiz
Sergio Moro.
A [13ª] Vara de Curitiba já deveria ter autorizado
o levantamento [dos bens de Lula bloqueados],
há muito tempo, mas preferiu, mais uma vez,
descumprir decisão da Suprema Corte para
prejudicar Lula”,
comentou a Defesa do ex-Presidente Lula.

[*] “PARCIALIDADE E SUSPEIÇÃO DE MORO”,
é uma frase Proibida na Mídia Venal Lavajateira.
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“MAIS UMA VITÓRIA

STF manda 13a Vara Federal de Curitiba desbloquear bens de Lula.

Mais uma vitória da Justiça contra a farsa jato, Moro e Dallagnol!”

Erika Kokay
Deputada Federal (PT=DF)
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“STF impôs nova derrota aos q corromperam o sistema judicial p fazer política.
Bloqueio dos bens de Lula, mesmo com processo anulado, era uma afronta
ao Direito e ao STF.
O mal q a lavajato fez ao país é imenso, mas o tempo da verdade está chegando.”

Gleisi Hoffmann
Deputada Federal (PT=PR)
Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores
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Responder

Zé Maria

25 de novembro de 2021 às 21h40

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ABI: Rumos da Comunicação debate o Livro
“Jornal Nacional – Um Projeto de Poder”

Link: (https://youtu.be/raQ9FeAaYc4)

O livro “Jornal Nacional – Um Projeto de Poder”,
de Ângela Carrato , Eliara Santana e Juarez Guimarães,
mostra como o jornal de maior audiência da televisão
brasileira foi personagem ativo de alguns dos principais
acontecimentos políticos brasileiros dos últimos anos
– da Lava Jato, ao impeachment de Dilma Rousseff,
da prisão e do silenciamento de Lula até a ascensão
de Bolsonaro.

Para conversar com eles, o Programa Rumos traz as Jornalistas
Cristina Serra, conselheira da ABI, e Andrea Penna, Diretora de Jornalismo da Entidade.

Ângela Carrato é jornalista e Professora da UFMG;
Eliara Santana é jornalista e pesquisadora e
Juarez Guimarães é Professor de Ciência Politica
da UFMG.
.

Responder

    Zé Maria

    25 de novembro de 2021 às 23h08

    Em relação a Lula e ao PT, o Cartel das Empresas de Comunicação
    primeiro silencia os Aspectos Positivos, depois fabrica Fake News,
    isto é, produz Factóides Difamatórios em todos os seus Veículos.

    O último exemplo foi a Não-Notícia da Viagem do Lula à Europa,
    e depois a entrevista montada pelo Jornal Monarquista El País
    – que na Espanha sempre apoiou a Repressão aos Republicanos
    da Catalunha, inclusive as Prisões dos seus Líderes Manifestantes –
    cujas perguntas sobre a América Latina foram evidentemente
    formuladas antecipadamente pelas repórteres para pegar Lula
    pelas palavras e posteriormente serem distorcidas aqui no Brasil.

    https://www.viomundo.com.br/desnudandoamidia/eliara-santana-folha-chama-lula-de-democrata-flexivel-e-o-compara-a-bolsonaro.html
    https://www.viomundo.com.br/desnudandoamidia/eliara-santana-lula-ou-bob-esponja-que-criterios-guiam-a-imprensa-brasileira-na-producao-da-noticia.html
    .
    .
    Nesse sentido, se “a Indústria Cultural [Comercial] promete tudo,
    mas não entrega nada.
    Assim também o jornalismo: fala de tudo, mas não muda nada”
    [ou muda para pior].

    Escola de Frankfurt: “Crítica à Sociedade de Comunicação de Massa”

    Por José Renato Salatiel

    Em um texto clássico escrito em 1947, “Dialética do Iluminismo”, Adorno e Horkheimer definiram indústria cultural como um sistema político e econômico que tem por finalidade produzir bens de cultura – filmes, livros, música popular, programas de TV – como mercadorias e como estratégia de controle social.

    A ideia é a seguinte: os meios de comunicação de massa, como TV, rádio, jornais e portais da Internet, são propriedades de algumas empresas, que possuem interesse em obter lucros e manter o sistema econômico vigente que as permitem continuarem lucrando.
    Portanto, vendem-se filmes e seriados norte-americanos, músicas (funk, pagode, sertaneja etc) e novelas não como bens artísticos ou culturais, mas como produtos de consumo que, neste aspecto, em nada se diferenciariam de sapatos ou sabão em pó.
    Com isso, ao invés de contribuírem para formar cidadãos críticos, manteriam as pessoas “alienadas” da realidade.

    Como afirmam no texto:
    “Filmes e rádio não têm mais necessidade de serem empacotados como arte. A verdade, cujo nome real é negócio, serve-lhes de ideologia. Esta deverá legitimar os refugos que de propósito produzem. Filme e rádio se autodefinem como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores-gerais tiram qualquer dúvida sobre a necessidade social de seus produtos.”

    Para Adorno, os receptores das mensagens dos meios de comunicação seriam vítimas dessa indústria.
    Eles teriam o gosto padronizado e seriam induzidos a consumir produtos de baixa qualidade.
    Por essa razão, indústria cultural substitui o termo cultura de massa, pois não se trata de uma cultura popular representada em novelas da Rede Globo, por exemplo, mas de uma ideologia imposta às pessoas.

    Dominação política
    E como a indústria cultural torna-se mecanismo de dominação política?
    Adorno e Horkheimer vislumbraram os meios de comunicação de massa como uma perversão dos ideais iluministas do século 18.
    Para o Iluminismo, o progresso da razão e da tecnologia iria libertar o homem das crenças mitológicas e superstições, resultando numa sociedade mais livre e democrática.

    Mas os pensadores da Escola de Frankfurt, que eram judeus, se viram alvos da campanha nazista com a chegada de Hitler ao poder nos anos 30, na Alemanha.
    Com apoio de uma máquina de propaganda que pela primeira vez usou em larga escala os meios de comunicação como instrumentos ideológicos, o nazismo era uma prova de como a racionalidade técnica, que no Iluminismo serviria para libertar o homem, estava escravizando o indivíduo na sociedade moderna.

    Nas mãos de um poder econômico e político, a tecnologia e a ciência seriam empregadas para impedir que as pessoas tomassem consciência de suas condições de desigualdade.
    Um trabalhador que em seu horário de lazer deveria ler bons livros, ir ao teatro ou a concertos musicais, tornando-se uma pessoa mais culta, questionadora e engajada politicamente, chega em casa e senta-se à frente da TV para esquecer seus problemas, absorvendo a mesmos valores que predominam em sua rotina de trabalho.
    É desta forma que a indústria cultural exerceria controle sobre a massa.
    Como resultado, ao invés de cidadãos conscientes, teríamos apenas consumidores passivos.

    (https://www.geledes.org.br/escola-de-frankfurt-critica-sociedade-de-comunicacao-de-massa)
    .
    .

    Zé Maria

    25 de novembro de 2021 às 23h34

    Em relação a Lula e ao PT, o Cartel das Empresas de Comunicação
    primeiro silencia os Aspectos Positivos, depois fabrica Fake News,
    isto é, produz Factóides Difamatórios em todos os seus Veículos.

    O último exemplo foi a Não-Notícia da Viagem do Lula à Europa,
    e depois a entrevista montada pelo Jornal Monarquista El País
    – que na Espanha sempre apoiou a Repressão aos Republicanos
    da Catalunha, inclusive as Prisões dos seus Líderes Manifestantes –
    cujas perguntas sobre a América Latina foram evidentemente
    formuladas antecipadamente pelas repórteres para pegar Lula
    pelas palavras e posteriormente serem distorcidas aqui no Brasil.

    https://www.viomundo.com.br/desnudandoamidia/eliara-santana-folha-chama-lula-de-democrata-flexivel-e-o-compara-a-bolsonaro.html
    https://www.viomundo.com.br/desnudandoamidia/eliara-santana-lula-ou-bob-esponja-que-criterios-guiam-a-imprensa-brasileira-na-producao-da-noticia.html
    .
    .
    Nesse sentido: se “a Indústria Cultural [Comercial] promete tudo,
    mas não entrega nada.
    Assim também o jornalismo: fala de tudo, mas não muda nada”
    [ou muda para pior].

    Escola de Frankfurt: “Crítica à Sociedade de Comunicação de Massa”

    Por José Renato Salatiel, no Página 3, via Geledés

    Em um texto clássico escrito em 1947, “Dialética do Iluminismo”, Adorno e Horkheimer definiram indústria cultural como um sistema político e econômico que tem por finalidade produzir bens de cultura – filmes, livros, música popular, programas de TV – como mercadorias e como estratégia de controle social.

    A ideia é a seguinte: os meios de comunicação de massa, como TV, rádio, jornais e portais da Internet, são propriedades de algumas empresas, que possuem interesse em obter lucros e manter o sistema econômico vigente que as permitem continuarem lucrando.
    Portanto, vendem-se filmes e seriados norte-americanos, músicas (funk, pagode, sertaneja etc) e novelas não como bens artísticos ou culturais, mas como produtos de consumo que, neste aspecto, em nada se diferenciariam de sapatos ou sabão em pó.
    Com isso, ao invés de contribuírem para formar cidadãos críticos, manteriam as pessoas “alienadas” da realidade.

    Como afirmam no texto:
    “Filmes e rádio não têm mais necessidade de serem empacotados como arte.
    A verdade, cujo nome real é negócio, serve-lhes de ideologia.
    Esta deverá legitimar os refugos que de propósito produzem.
    Filme e rádio se autodefinem como indústrias, e as cifras publicadas
    dos rendimentos de seus diretores-gerais tiram qualquer dúvida
    sobre a necessidade social de seus produtos.”

    Para Adorno, os receptores das mensagens dos meios de comunicação
    seriam vítimas dessa indústria.

    Eles teriam o gosto padronizado e seriam induzidos a consumir
    produtos de baixa qualidade.
    Por essa razão, “indústria cultural” substitui o termo “cultura de massa”, pois não se trata de uma cultura popular representada em novelas da Rede Globo, por exemplo, mas de uma ideologia imposta às pessoas.

    Dominação política
    E como a indústria cultural torna-se mecanismo de dominação política?
    Adorno e Horkheimer vislumbraram os meios de comunicação
    de massa como uma perversão dos ideais iluministas do século 18.

    Para o Iluminismo, o progresso da razão e da tecnologia iria libertar
    o homem das crenças mitológicas e superstições, resultando numa
    sociedade mais livre e democrática.

    Mas os pensadores da Escola de Frankfurt, que eram [em sua maioria] judeus,
    viram-se alvos da campanha nazista com a chegada de Hitler ao poder nos
    anos 30, na Alemanha.
    Com apoio de uma máquina de propaganda que pela primeira vez usou em larga
    escala os meios de comunicação como instrumentos ideológicos, o nazismo era
    uma prova de como a racionalidade técnica, que no Iluminismo serviria para libertar
    o homem, estava escravizando o indivíduo na sociedade moderna.

    Nas mãos de um poder econômico e político, a tecnologia e a ciência seriam
    empregadas para impedir que as pessoas tomassem consciência de suas condições
    de desigualdade.
    Um trabalhador que em seu horário de lazer deveria ler bons livros, ir ao teatro ou
    a concertos musicais, tornando-se uma pessoa mais culta, questionadora e engajada
    politicamente, chega em casa e senta-se à frente da TV para esquecer seus
    problemas, absorvendo a mesmos valores que predominam em sua rotina de
    trabalho.
    É desta forma que a indústria cultural exerceria controle sobre a massa.
    Como resultado, ao invés de cidadãos conscientes, teríamos apenas consumidores
    passivos.

    Íntegra:
    (https://www.geledes.org.br/escola-de-frankfurt-critica-sociedade-de-comunicacao-de-massa)
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    Zé Maria

    26 de novembro de 2021 às 21h51

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    “Linguagem e Alienação da Consciência”

    RESUMO
    “Este artigo discute o processo de obviedade
    que envolve as práticas não-cotidianas da
    atividade humana e seu objetivo central
    é a explicitação dos mecanismos que se
    escondem por trás da linguagem,
    permeiam o pensar e o agir do sujeito
    e o levam a assumir, diante de situações
    e problemas não-cotidianos – pertencentes
    às esferas complexas da atividade do homem
    – uma atitude de ‘já conhecido’, ‘já sabido’,
    de ‘óbvio’, que impede a efetiva compreensão
    dessas situações e problemas e, conseqüentemente,
    a concretização das metas colocadas para a prática
    nessas esferas do fazer humano.

    Por Suely Amaral Mello (*), na ALFA Revista de Lingüística
    da FFC/UNESP (v.41; p. 109-131; 1997)**

    *(http://lattes.cnpq.br/7002435130701201)
    (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4795469Z0)
    **(https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/issue/view/296/43)

    Íntegra: (https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/4016/3685)
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Zé Maria

25 de novembro de 2021 às 21h22

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Tereza Cruvinel: Brasil só voltará ao ‘normal’ se a Imprensa [Venal] também voltar

Vencedora do Prêmio Comunique-se como melhor colunista de opinião do Brasil, Tereza Cruvinel diz que a Imprensa [Comercial, Empresarial, Venal] terá que cessar
o jornalismo de guerra contra Lula e o PT.

O “normal”, de acordo com Tereza, é “voltar ao jornalismo, ao compromisso com
os mandamentos [éticos]. Voltar a ser uma mídia mais ética e menos partidária”
– algo que, segundo ela, não acontece desde 2003, ano em que Lula assumiu
a presidência.

“E aí entra a contribuição da mídia independente”, afirmou.
“Este prêmio se insere nisso. As pessoas estão dizendo, disseram com seus votos:
‘eu quero outro tipo de jornalismo’.
Então a imprensa precisa retornar ao leito da normalidade na prática do jornalismo
para que o Brasil também volte ao normal”.

Entre os aspectos da “normalidade” a qual a mídia [venal] deve retornar está
a convivência pacífica com o ex-presidente Lula e o PT.
“Quando o Lula fala ‘vamos consertar o Brasil’, ‘consertar’ é muita coisa.
‘Consertar’ o Brasil vai desde restaurar as instituições democráticas,
que estão, muitas delas, corroídas por dentro pelo bolsonarismo,
até a própria imprensa conviver normalmente com o Lula, entender o Lula
como parte do jogo político, como uma liderança que tem seu lugar na história
do Brasil. Tentaram tratá-lo como criminoso e não deu certo”.[*]

http://www.abi.org.br/brasil-so-voltara-ao-normal-se-a-imprensa-tambem-voltar/

[*] Em 2018, deu certo. E estão tentando de novo, para 2022, o velho golpe do
“salvador da pátria”, com o “Suspeito Moro”. Como, aliás, fazem desde 1989,
quando treinaram o Collor para discursos debates dentro das Redações.
Sem contar a saraivada de ‘”enquetes eleitorais Fake”, por eles patrocinada.
Chegaram agora ao ponto de criar um “falso instituto de pesquisas” para
levantar a bola do Candidato Taquara Rachada, Dobradiça Enferrujada,
Marréco de Maringá, hoje Ganso, graças à fonoaudióloga da Rádio CBN,
do Grupo Globo.

A partir de 2013, o Instrumento do “Projeto de Poder” usado pela
Direita Neoliberal Demotucana e a Extrema-Direita Neofascista
foi a Operação Lava-Jato associada à Imprensa Venal, com Apoio Logístico dos Estados Unidos da América – até o Clichê Midiático
da Autodenominação foi metodicamente elaborado – com Intento
de derrubar o Governo do PT e impedir que qualquer Líder Petista,
principalmente o ex-Presidente Lula, reassumisse o Poder Central.

Esse processo de Golpe contra a Democracia Brasileira, que começou
com um Governo do Partido Democrata Norte-Americano, ainda está
em andamento com outro Governo do mesmo Partido nos EUA.

A Imprensa do Mercado visivelmente descartou Jair Bolsonaro, para
assumir a Candidatura Antipetista (Fascista) do Parcial Sergio Moro,
deixando aberta a possibilidade de uma Grande Coligação de Direita, Neoliberal e Fascista, com o PSDB e a UB (DEM fundido com o PSL)
aliados com Oficiais Militares supostamente não Bolsonaristas – fato
que começa a se concretizar com a Adesão do General Santos Cruz.
O Mercado Financeiro está na fase de Construção de Candidaturas.
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“Sergio Moro Candidato é a Cereja do Bolo”

Jurista Lênio Luiz Streck comenta a filiação do ex-juiz Sergio Moro
ao Podemos [Partido da Alvaro Dias e da Renata Abreu] e a recepção
hostil que o também ex-ministro de Bolsonaro recebeu no Aeroporto
de Brasília.

No Programa Prerrogativas, na TVT:
(https://youtu.be/zHoDo0oxkqI?t=1157)
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