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Em apoio à luta “contra o fascismo e o golpe”, Psol entra na campanha de Haddad; veja o vídeo
Política

Em apoio à luta “contra o fascismo e o golpe”, Psol entra na campanha de Haddad; veja o vídeo


09/10/2018 - 19h15

#EleNão: para derrotar Bolsonaro e defender direitos, no 2º turno o PSOL defende o voto em Haddad e Manuela

do Psol no Facebook

As eleições no primeiro turno terminaram mantendo o mesmo cenário de instabilidade e polarização provocados pelo golpe de 2016 e que aprofundou uma crise econômica e social que já se desenvolvia.

Também aprofundou uma crise de representação política de tal monta que gerou as condições para o surgimento de uma candidatura de extrema-direita e que chegou ao segundo turno com apoio de parte considerável das classes dominantes.

A eleição golpeou diferentes caciques políticos, fazendo com que a extrema-direita capitalizasse a raiva social contra o “sistema”.

O 2º turno é a continuidade da luta contra o fascismo e o golpe.

A tarefa central nesse momento é, portanto, derrotar Bolsonaro.

Sua derrota abre a possibilidade de bloquear a agenda iniciada por Temer, garantir a soberania nacional e reunir condições para seguir defendendo as conquistas democráticas frente ao autoritarismo.

Para isso o PSOL apoiará a partir de agora a candidatura de Haddad e Manuela, mesmo mantendo diferenças políticas e preservando nossa independência.

Convocamos toda a nossa militância a tomar as ruas para continuar dizendo em alto e bom som: ele não!

O PSOL e a aliança que conformamos no primeiro turno em torno de Boulos e Sônia, com os movimentos sociais e o PCB, intelectuais e artistas continuará a defender a dignidade do povo brasileiro contra a desigualdade e os privilégios.

Essa candidatura marca o início de um novo ciclo na esquerda brasileira e o PSOL tem orgulho de ter acolhido e estimulado essa construção.

Por isso, continuaremos a defender as causas que nenhuma outra candidatura teve a coragem de sustentar.

Estaremos na campanha para derrotar Bolsonaro e eleger Haddad e Manuela defendendo a soberania nacional e os direitos da maioria de nossa gente.

Estaremos nas ruas e nas urnas exigindo a revogação de todas as medidas do governo Temer, contra a reforma da previdência, a reforma trabalhista, o fim do genocídio contra a população negra, o fim da violência contra a comunidade LGBT, a desmilitarização da polícia, a legalização das drogas, a demarcação das terras indígenas e quilombolas, o desmatamento zero e na defesa dos direitos das mulheres e todas as suas pautas – a igualdade salarial, a lista suja do machismo e a legalização do aborto.

E para tanto, não abriremos mão da luta por nossa soberania energética com a defesa do Pré-sal, da Petrobrás e da Eletrobrás, na perspectiva de uma transição da matriz energética e do modal de transportes.

O PSOL compreende que a luta para derrotar Bolsonaro no 2º turno é para defender e ampliar direitos e não para negociá-los.

Seguiremos enfrentando privilégios e lutando para que o povo ocupe o centro das decisões.

Só assim será possível garantir um ciclo de esperança, justiça, igualdade e soberania no Brasil.

Orientamos nossa militância a constituir comitês amplos pelo #EleNão.

O exemplo das mulheres, que tomaram as ruas no último dia 29 de setembro, nos inspira e fortalece para que novas manifestações massivas ocorram para derrotar a extrema-direita.

Estaremos na campanha para levar Haddad e Manuela a vitória e para que a vontade do povo seja respeitada.

Onde houver segundo turno para os governos estaduais, orientamos nossa militância a apoiar nomes que se oponham publicamente ao projeto de Bolsonaro.

Em cada estado as instâncias locais definirão as formas de contribuir ativamente na mobilização popular para derrotar o atraso, priorizando a construção de espaços plurais e que incorporem todos e todas que defendem a democracia, mantendo nossos princípios e a coerência que marcam o PSOL.

Continuaremos nas ruas, juntos, sem medo de mudar o Brasil. Ele não!

Executiva Nacional do PSOL

São Paulo, 8 de outubro de 2018

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2 comentários

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Julio Silveira

09 de outubro de 2018 às 22h01

Agora não tem jeito, o que está em jogo é a serenidade no país. A busca pelo retorno da democracia. Apesar do PT ter representado a busca do protagonismo, a qualquer preço, ele teve origem progressista e cresceu buscando e prosperou no ambiente democratico, se agiu mal foi pela tal governabilidade, que buscou apoiado na estrutura politica encontrada, construida pela direita oligarquica nos periodos de democracia e golpes, que se alternaram para firmarem-se em poder. Encontraram instituiçoes em meio a corrupção e safadeza. No fim ficou refem, e se tornou vitima do seu excesso de confiança e da confiança em imprestaveis contumazes, onde também acabou por se prostituir. Agora os progressistas, e democratas de forma mais geral, estão numa encruzilhada com o facismo, onde não resta melhor alternativa senão tapar o nariz e apoiar o PT.

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João Lourenço

09 de outubro de 2018 às 19h20

Nossa!!!!!!! Vai agregar milhões de votos !!!!!!!! É pra dar risada né?

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