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Wiecko: “Na democracia, não se deve temer os movimentos sociais”
A procuradora Ela Wiecko integra a lista tríplice de candidatos à Procuradoria Geral da República. Foto: José Américo Felippi
Política

Wiecko: “Na democracia, não se deve temer os movimentos sociais”


12/05/2013 - 20h15

A procuradora Ela Wiecko integra a lista tríplice de postulantes ao cargo de procurador-geral da República. Foto: João Américo Filippi

por Conceição Lemes

Termina em agosto o segundo mandato de Roberto Gurgel à frente da Procuradoria Geral da República (PGR). Durante os quatro anos de gestão, ele sofreu muitas críticas por sua atuação.

A presidenta Dilma Rousseff já tem em mãos a lista tríplice para escolher o futuro procurador-geral. Em consulta realizada em 17 de abril pela Associação Nacional da Procuradoria da República (ANPR), 888 procuradores foram às urnas. Resultado: Rodrigo Janot, 511 votos; Ela Wiecko, 457; Deborah Duprat, 445; e Sandra Cureau, 271 votos.

A lista tríplice já está formada: Janot, Ela e Deborah. A presidenta escolherá um dos três.

Dilma tem a chance histórica de indicar a primeira mulher para o cargo de procurador-geral da República, o mais alto no Ministério Público e muitíssimo significativo no sistema de Justiça como um todo. Não bastasse isso a instituição está à frente em muitas lutas emancipatórias.

“Já fiz parte de várias listas tríplices e vi de perto a dificuldade de me fazer ouvir”, observa a doutora Ela Wiecko Volkmer de Castilho  em entrevista ao Viomundo. “Além da preocupação profissional, nós, mulheres, temos tradicionalmente a preocupação com casa, família, filhos. É fundamental que, cada vez mais, os homens compartilhem conosco essas tarefas todas, e passem a reconhecer nossa igualdade profissional. Digo os homens, mas é comum as próprias mulheres discriminarem as companheiras, preferindo a liderança masculina.”

“ O grande desafio é superar os estereótipos sobre o que é ser mulher e manter a presença igualitária das mulheres em espaços de poder de forma permanente e não esporádica”, atenta Ela.  “Por exemplo, hoje temos três conselheiras no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). No próximo semestre, com o fim do mandato delas, não teremos nenhuma, com o que ficarão invisibilizadas todas as mulheres do Ministério Público brasileiro.”

A procuradora Ela Wiecko é muito respeitada por seus pares e tem um perfil interessantíssimo. Professora e estudiosa de Criminologia, é muito próxima dos movimentos sociais, com grande atuação na área de direitos humanos.

Conversamos sobre esse tema, é claro, mas  também sobre PEC 37, maioridade penal, a relação promotores e mídia, direito de defesa e o andamento dos processos na Procuradoria Geral da República. Segue a nossa entrevista na íntegra.

Viomundo —  Atualmente, dependendo da filiação partidária do acusado, alguns processos andam rápido na PGR e outros se arrastam. Como agir para que isso não aconteça?

Ela Wiecko — Por experiência própria, sei que alguns casos demandam mais diligências que outros devido à complexidade ou porque vêm com provas insuficientes. De qualquer forma, é preciso zelar pelo respeito à ordem cronológica e à prioridade legal para as manifestações do Ministério Público.

Processos distribuídos em primeiro lugar devem ser examinados antes, a não ser que os mais novos discutam interesses de pessoas presas, idosas, crianças e adolescentes ou haja risco de prescrição. A transparência sobre os procedimentos distribuídos ao gabinete do PGR é um mecanismo importante para assegurar que não ocorram atrasos na tramitação.

Viomundo – A gestão do atual procurador-geral é muito criticada pela forma como se relacionou com o Legislativo. É possível reduzir esse quadro de tensão?

Ela Wiecko — É possível, sim, reduzir tensão entre Ministério Público, poderes da República e sociedade por meio de diálogo constante.

Viomundo – De que forma?

Ela Wiecko – Com diálogo sempre franco, para que os problemas sejam debatidos em direção à provável solução. Isso é indispensável na ordem democrática. Em qualquer sociedade, conflitos são normais e não devemos evitá-los, mas enfrentá-los para que as soluções sejam reais e não aparentes.

Questões como a PEC 37 e o acompanhamento de projetos de lei de interesse do MP foram deixadas para as associações ou para a assessoria parlamentar. É necessário um envolvimento, direto ou indireto, do procurador-geral, por meio de membros especialmente designados para representá-lo.

Viomundo – Frequentemente se questiona a conveniência política das denúncias feitas pelo atual procurador-geral.  Como encaminhar as denúncias contra autoridades públicas?

Ela Wiecko — Notícias de infração penal devem gerar necessariamente instauração de procedimento de investigação ou propositura de ação penal. É o que a Constituição e a lei dispõem. Não importa se os indiciados ou suspeitos são autoridades. O foro por prerrogativa de função já foi estabelecido na Constituição para proteger cargos públicos.

Autoridades ou não, todas as pessoas devem ser tratadas com as mesmas regras. Mas, como disse anteriormente, deve ser observada, em regra, a ordem cronológica do recebimento das representações ou dos processos, bem como assegurada maior transparência sobre os expedientes e processos em tramitação no gabinete do procurador-geral da República.

Viomundo — Qual a sua posição em relação à PEC 37? O MP deve ter poder de investigação também? Ou só de acusação?

Ela Wiecko — Não faz sentido acusar sem ter poder de investigar ou de supervisionar a investigação conduzida por autoridade diversa. Quem acusa em juízo é que sabe o que precisa e como precisa ser provado para obter a condenação. De forma geral, a Polícia faz a investigação para o Ministério Público promover a acusação em juízo.

Isso não impede que o Ministério Público promova a investigação quando a que foi feita é insuficiente ou sequer foi feita. Não é a regra, mas é importante que possa ser feita pelo Ministério Público para evitar a impunidade. Vedar essa possibilidade vai contra o interesse público.

Viomundo – Temos visto uma relação muito próxima de promotores e mídia. O que acha dessa espetacularização do MP?

Ela Wiecko — O Ministério Público precisa se comunicar com a sociedade e essa comunicação acontece também por meio da imprensa. A transparência e a publicidade dos atos processuais exigem que o Ministério Público explique à sociedade o que faz.  A Polícia procede da mesma forma.

Mas isso não deve ser feito de modo espetacularizado, porque viola o princípio da presunção de inocência. Não podemos esquecer que a imprensa tem papel importante na espetacularização, quando ocorre. Por isso, a imprensa também precisa refletir sobre o modo como divulga atos e fatos da investigação.  A Polícia e o Ministério Público não conseguem promover, sozinhos, o espetáculo midiático.

Viomundo — Uma simples suspeição divulgada na mídia por um promotor às vezes destrói a reputação de uma pessoa, que no final do processo acaba absolvida. Como exercer o poder de denunciar sem ferir direitos e garantias individuais?

Ela Wiecko — Denunciar não é só um poder, mas também um dever do promotor  ou do procurador da República. Se na investigação criminal, há informações suficientes de que determinada pessoa praticou conduta típica, ilícita e culpável, a denúncia deve ser oferecida. Ela é um ato público, a menos que o juiz decrete o sigilo do processo.

O ato de denunciar deve estar fundamentado e conter elementos que permitam o exercício da defesa. É sempre bom que as instituições, inclusive o Ministério Público, reflitam sobre os limites de suas atribuições. O trabalho do Ministério Público interfere na vida das pessoas, por isso deve ser realizado com responsabilidade.

Viomundo — Qual a posição da senhora em relação ao direito de defesa?

Ela Wiecko — A Constituição estabelece contraditório e ampla defesa. Essa garantia não pode ser relativizada em hipótese alguma. Sem contraditório e defesa não há verdade suficiente para a condenação. O direito de defesa no processo penal é indisponível.

Viomundo — Qual seria o papel do Conselho Nacional do Ministério Público numa possível gestão sua? Como deveria atuar para impedir a inércia ou a conveniência política no ato de denunciar?

Ela Wiecko – Defendo que o Conselho Nacional do Ministério Público exerça o papel que prevê a Constituição: controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros. Omissão ou abuso de poder constituem infrações disciplinares, que devem ser investigadas pelas corregedorias dos Ministérios Públicos e, se não o forem, atuará a Corregedoria Nacional.

Viomundo — Que “cara” imprimiria ao CNMP?

Ela Wiecko — O CNMP deve ser um órgão de controle e não de execução. Deve buscar a unidade institucional dos diversos Ministérios Públicos dos Estados e da União, respeitando as especificidades locais e de atribuição. Deve ser o espaço de diálogo dos Ministérios Públicos entre si e com a sociedade.

Viomundo — O Brasil possui uma das mais altas taxas de encarceramento provisório do mundo. Como professora e estudiosa da Criminologia, o que precisa ser feito para alterar esse quadro?

Ela Wiecko — O encarceramento provisório é exceção à regra de liberdade e só deve acontecer quando estiverem presentes os pressupostos e requisitos para prisão preventiva. Penso que a prisão provisória deve estar limitada aos casos em que, em liberdade, a pessoa investigada ou acusada possa colocar em risco o processo.

Medidas cautelares diversas da prisão podem e devem ser utilizadas em primeiro lugar.

Embora aceita pela jurisprudência, a possibilidade de imposição da prisão provisória para prevenir a prática de novos crimes, com base na suposta periculosidade do agente, é incompatível com o princípio da presunção de inocência.

Viomundo – Qual a sua posição em relação à maioridade penal?

Ela Wiecko — O critério estabelecido pela Constituição é o mais adequado, considerando a média dos jovens. Sempre haverá exceções, mas a política penal deve atentar para as estatísticas e para os estudos da psicologia do desenvolvimento. Observo que menores de 18 anos são processados e cumprem pena. Fala-se em apreensão em lugar de prisão, de medida socioeducativa no lugar de pena, em infração análoga à crime. Na prática, porém, a atuação do sistema de justiça não difere daquela realizada para os maiores de 18 anos.

Viomundo – Se estivesse à frente da Procuradoria Geral da República, como atuaria para efetivar os direitos à terra, educação, moradia e trabalho, previstos na Constituição da República, mas não concretizados 25 anos depois para uma parcela importante da população?

Ela Wiecko — Toda vez que demandas correspondentes a esses importantes direitos sociais chegarem ao gabinete e exigirem o meu parecer receberão atenção devida. Por sua vez, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, que se ocupa em especial  desses temas, fazendo a coordenação nacional, terá todo o meu apoio para articular, que é um espaço articular soluções com o Governo e a sociedade.

Viomundo — Os movimentos sociais têm desempenhado papel relevante na busca de cidadania plena e efetiva para segmentos antes excluídos da sociedade. Como o Ministério Público Federal pode atuar para contribuir com esses novos atores políticos e suas bandeiras?

Ela Wiecko — O Ministério Público pode e deve dialogar com os movimentos nos espaços de sua atuação. Pode e deve promover audiências públicas e trabalhar, quando possível e legal, junto com os movimentos. Em uma democracia, não se deve ter medo dos movimentos sociais. Já temos como exemplo dessa parceria, o trabalho em conjunto com a Plataforma Dhesca Brasil. Muito pode ser feito com o Fórum Justiça, um espaço que discute a justiça como serviço público.

Viomundo — Quais os desafios da mulher à frente de cargos importantes como o que senhora pleiteia?

Ela Wiecko — O Brasil nunca teve uma mulher ocupando efetivamente o cargo de  Procurador Geral da República, o mais alto no Ministério Público e de grande importância no sistema de Justiça como um todo.  Já fiz parte de várias listas tríplices e vi de perto a dificuldade de me fazer ouvir.

Nós, mulheres, temos, além da preocupação profissional, tradicionalmente, a preocupação com casa, família, filhos. É importante que, cada vez mais, os homens compartilhem conosco essas tarefas todas, e passem a reconhecer nossa igualdade profissional.

Digo os homens, mas é comum, também, as próprias mulheres discriminarem as companheiras, preferindo a liderança masculina. O grande desafio é superar os estereótipos sobre o que é ser mulher e manter a presença igualitária das mulheres em espaços de poder de forma permanente e não esporádica.

Por exemplo, hoje temos três conselheiras no CNMP. No próximo semestre, com o fim do mandato delas, não teremos nenhuma, com o que ficarão invisibilizadas todas as mulheres do Ministério Público brasileiro.

Por tudo isso, para nós, no Ministério Público, é extremamente importante que o cargo seja ocupado por uma mulher, até porque que nossa instituição está à frente em muitas lutas emancipatórias.

*****

Esta entrevista só foi possível graças ao financiamento dos leitores do Viomundo para a produção de conteúdo próprio. Colabore clicando aqui.

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44 comentários

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cezar

23 de julho de 2013 às 14h22

pois acho a [email protected] Debora uma pessoa muinto capacitada para a funçao de Procuradora geral da república.

Responder

Ação Gurgel levou PGR à crise | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

12 de junho de 2013 às 01h48

[…] dois outros integrantes da lista tríplice são Ela Wiecko – que teve 457 votos – e Rodrigo Janot, com 511 votos, que rompeu com Gurgel acusando o […]

Responder

Gurgel dispensa procuradora que é candidata a sucedê-lo - Viomundo - O que você não vê na mídia

11 de junho de 2013 às 23h41

[…] Ela Wiecko: “Na democracia não se deve temer os movimentos sociais” […]

Responder

Celso Vicenzi: "O legislador não pode escrever as leis babando de ódio" - Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de junho de 2013 às 12h21

[…] Ela Wiecko: “Na democracia, não se deve temer os movimentos sociais” […]

Responder

Alberto

14 de maio de 2013 às 10h04

Agora, peço licença para praticar uma licença poética para a Dra Ela, porque ela é uma funcionária pública que merece:
“Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, num grito, me ensinando tanto do mundo…
E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
Já correram tanto na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo
Sua vida cheia de histórias e essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas, ao vento…
Sua voz macia me acalma e me diz muito mais do que eu digo
Me calando fundo na alma
Meu querido, meu velho, meu amigo
Seu passado vive presente nas experiências
Contidas nesse coração, consciente da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima, seu conselho certo me ensina,
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo
Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto…
Olhando seus cabelos, tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo”

Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo, de Roberto Carlos
http://youtu.be/8VMfE8S7kfU

Responder

    Cleide Gatti

    26 de maio de 2013 às 10h08

    Alberto, foi linda e merecida sua licença poética. Parabéns!

Paulo Henrique Tavares

14 de maio de 2013 às 09h33

Azenha,

Que bola dentro esta entrevista.
Acho o seguinte: parar com esse “republicanismo” e colocar nossos mesmo e acabou. A direita faz assim, por que vamos fazer diferente?

Responder

FrancoAtirador

14 de maio de 2013 às 06h21

.
.
TUDO O QUE O GURGEL NÃO FEZ, NÃO FAZ E NÃO FARÁ

“A transparência e a publicidade dos atos processuais exigem que o Ministério Público explique à sociedade o que faz”

“De qualquer forma, é preciso zelar pelo respeito à ordem cronológica e à prioridade legal para as manifestações do Ministério Público”

“Como disse anteriormente, deve ser observada, em regra, a ordem cronológica do recebimento das representações ou dos processos, bem como assegurada maior transparência sobre os expedientes e processos em tramitação no gabinete do procurador-geral da República”

ISTO É: – CHEGA DE COLOCAR OS DEMÓSTENES NA GAVETA!
.
.

Responder

    maria olimpia

    12 de junho de 2013 às 13h25

    De pleno acordo, FrancoAtirador! Que seja ELA!

Messias Franca de Macedo

13 de maio de 2013 às 19h43

OS RISCOS À NOSSA SUBDEMOCRACIA DE BANANAS! ENTENDA POR QUE O POVO DEVE REAGIR!…

###########################

AO NEGAR EMBARGO, BARBOSA ESQUECE O QUE JÁ DISSE

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, rejeitou recurso apresentado por Delúbio Soares, argumentando que os embargos infringentes não estão previstos em lei e, por isso, não são cabíveis no STF; durante o julgamento, ele disse exatamente o contrário, quando se tratava do publicitário Duda Mendonça; ainda cabe recurso ao plenário do tribunal

GURGEL APOIA GILMAR EM INTERDIÇÃO DO CONGRESSO

Procurador-geral da República dá sua contribuição para os atritos entre Legislativo e Judiciário; em resposta a consulta feita pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, Roberto Gurgel se diz favorável à suspensão da tramitação do projeto de lei que inibe a criação de partidos; líderes do Congresso criticam “controle prévio” do STF, mas Gurgel não enxerga assim; “O projeto de lei, por si, produz opressivas consequências práticas sobre a previsibilidade das consequências da criação de um novo partido político a essa altura”, escreveu; é lenha na fogueira de crise.

############################

… Os sem-votos estão demasiadamente assanhados! Também pudera: tendo o PIG como guarda-costas e indutor!…
… Continuemos pintados para a guerra, interminável!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Vlad

    13 de maio de 2013 às 20h45

    Isso mesmo, cumpanhero.
    E se chover durante esta guerra, o Agnelo arruma uma daquelas 17.000 capas de chuva PT-Prada de 315 real. Ótimas pra guerra.
    E o cumpanhero Afif, cheio de voto, que nem o Maluf e o Sarney fornecerão os pau de fogo pra vc segurar.

    Messias Franca de Macedo

    13 de maio de 2013 às 23h54

    … Quem segura os paus é você, pau mandado da DIREITONA inescrupulosa e terrorista!

    República Desses Bananas Ordinários
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

    Messias Franca de Macedo

    13 de maio de 2013 às 22h04

    QUANDO RENAN E ALVES PEITARÃO A CRISE? NUNCA?

    Presidentes do Senado e da Câmara não sabem ao certo o que fazer diante do prosseguimento da ofensiva aberta pelo juiz Gilmar Mendes, do STF, contra o Congresso; adesão hoje do procurador Roberto Gurgel à tese de que projeto de lei sobre criação de partidos políticos não deve mesmo ser votado no parlamento instaura crise em definitivo; Renan Calheiros e Henrique Alves continuarão acovardados até quando? Fingir que não há crise ajuda a debelar a crise ou só aumenta o problema? E agora, senhores presidentes?

    13 DE MAIO DE 2013 ÀS 20:43

    FONTE: mídia

    ###############################

    … Não seria outro comportamento de dois panacas, ágeis, apenas, no profissionalismo da política!…

    … Esse é ‘brazil’ mudado por um menino pobre chamado Joaquim!… Coitado do Frei Beto!…

    República Desses Bananas Ordinários, sanguessugas da nação, do [escroto] time do José SAIney
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

nelton

13 de maio de 2013 às 16h33

A lista tríplice da PGR é uma armadilha. Conforme a Lei, e a lista não tem nada de regulamentar, Dilma pode buscar qualquer um dos quadros da MPF.
Poder é pra ser exercido, todos os erros possíveis já foram cometidos. Dilma vai ter de governar e, isso somente será possível, encarnando-se um pouco de teoria política, segundo Maquiável.
A política é reflexo da realidade, nada mais!

Responder

Vlad

13 de maio de 2013 às 13h07

Não se deve ter medo dos movimentos sociais e nem se deve COMPRÁ-LOS, como fez o PT.

Responder

lulipe

13 de maio de 2013 às 12h02

“(…)Observo que menores de 18 anos são processados e cumprem pena. Fala-se em apreensão em lugar de prisão, de medida socioeducativa no lugar de pena, em infração análoga à crime. Na prática, porém, a atuação do sistema de justiça não difere daquela realizada para os maiores de 18 anos(…)”.

O que a Procuradora acharia no caso de um filho seu ser executado porque se recusou a entregar um celular, e o assassino ficasse apreendido por 1,2 anos em um abrigo e depois fosse solto com a ficha limpinha???Será que ela acharia que houve justiça??? É muito fácil teorizar em salas refrigeradas sem conhecer a realidade da violência fora de controle de nossas cidades.

Responder

    Falando pra pobre

    13 de maio de 2013 às 16h26

    Lulipe,
    acorde, você sabe o que faz um Procurador?

everaldo fernandez

13 de maio de 2013 às 10h46

Vai haver entrevista com os franceses (Cureau, Janot, Duprat)???

Responder

Willian

13 de maio de 2013 às 10h32

Uai, mas ela não ficou em segundo na votação? Agora querem que a Dilma escolha o segundo colocado da lista tríplice? Quando o reitor da USP Rodas foi escolhido de uma lista tríplice pelo governador, disseram que não era legítimo pois ele não fora o mais votado.

Pergunto se vocês mudaram de ideia quanto a escolha de uma lista tríplice? Eu não mudei. Se a lei diz que é para escolher dentre três, qualquer um dos três pode ser escolhido.

Responder

    Magda Viana Areias

    13 de maio de 2013 às 18h18

    Caracas, como tens cara de cacareco! Vai te catar carinha!Dilma precisa escolher a melhor candidatura

    Magda Viana Areias

    13 de maio de 2013 às 18h20

    Rodas foi escolhido pelo Opus Dei? Tinha de ser são EGUAIS! Cada um com seu cada qual, ora! É por tal motivo que Dilma escolherá a Dra. ELA!!!!

Julio Silveira

13 de maio de 2013 às 10h05

Essa frase por si só para mim denota uma grande contradição, e traz implicita, para mim, uma faceta da possivel ignorância da cidadania.
Se os movimentos sociais assustam aqueles que afirmam vivermos uma democracia, logo os movimentos sociais, fator determinante para a existencia do que pode ser considerado democracia, mostram de forma cabal que não vivemos uma democracia, mas uma sofisticada fraude com nuances democraticas formadas para beneficiar alguns poucos. Vivemos uma especie de cartório popular onde o povo da procuração total para alguns espertos trabalharem seu patrimonio nacional.

Responder

Roberto Locatelli

13 de maio de 2013 às 09h31

Só não concordei com a opinião de que o MP deve ter poder de investigação. Simplesmente porque quem acusa já parte da convicção de culpa, senão não acusaria. Então, quem acusa não pode investigar o acusado, pois seria uma “investigação” unicamente visando provar culpa, e não visando a estabelecer a verdade dos fatos.

Responder

    lulipe

    13 de maio de 2013 às 13h21

    Mais de 200 países permitem a investigação pelo MP, apenas Uganda, Quênia e Indonésia, países que tem tanta tradição no Direito quanto o Brasil tem nas competições de Esqui, não permitem.A quem interessa o afastamento do MP de investigações????

    Roberto Locatelli

    14 de maio de 2013 às 11h26

    Qual o link para consultarmos?

Magda Viana Areias

13 de maio de 2013 às 08h02

Das tr~es candidaturas indicadas a Dra Ela de longe é a que aparenta as melhores condições. Eu espero que a presidenta Dilma tenha senso de preservação da independência entre os poderes e a indique.

Responder

    maria olimpia

    12 de junho de 2013 às 13h30

    Concordo com você, Magda Viana Areias, ELA deverá ser escolhida!

Valmont

13 de maio de 2013 às 01h39

Analisando o material publicado nos sites dos candidatos, realmente, a Drª Ela Wiecko parece muito mais preparada para exercer a função de Procuradora Geral da República. Percebe-se maturidade, vasta experiência e uma atitude ética irretorquível.
Sem dúvida, Ela merece a indicação.

Responder

Carina

13 de maio de 2013 às 00h35

MP define lista tríplice ao cargo de procurador-geral da República
Rodrigo Janot , Ela Wiecko e Deborah Duprat foram os escolhidos

BRASÍLIA – O subprocurador-geral Rodrigo Janot foi eleito nesta quarta-feira pelos colegas para substituir Roberto Gurgel no comando da Procuradoria Geral da República a partir do segundo semestre deste ano. Com 511 votos, Janot foi o candidato mais votado na eleição interna para a formação da lista tríplice de candidatos a sucessão de Gurgel que será encaminhada à presidente Dilma Rousseff. A indicação do procurador-geral é de livre escolha da presidente. Mas se seguir a tradição iniciada com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma deverá optar por Janot, o primeiro colocado na votação promovida pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Na lista estão ainda as subprocuradoras Ela Wiecko, que obteve 457 votos, e Deborah Duprat, que recebeu 445 votos. Com 271 votos, a subprocuradora Sandra Cureau ficou fora da disputa.

Responder

Carina

13 de maio de 2013 às 00h27

Eu só espero que Dilma tenha juízo e senso. Se tiver uma gotinha de juízo escolherá Ela Wiecko, para o bem do país. Mas como juízo é coisa muito em falta lá pras bandas do Planalto…

Responder

Alexandro Rodrigues

13 de maio de 2013 às 00h02

Como todo o funcionalismo publico federal, no Ministerio Publico o corporativismo vagabundo predomina.

Nao vamos esquecer: Dilma reconduziu Gurgel ao MP! Infelizmente, o filme ira se repetir. Dilma e lenta, nao consegue pensar e concatenar ideias. Apesar do tal curso de Economia na Unicamp, seu racicionio e tao rapido quanto o de Serra…

Ela Wiecko seria a redencao para um Ministerio Publico que se transformou no braco policial do Golpe! O PT esta cavando sua propria cova!

Que saudade do Lula…

Responder

    nelton

    13 de maio de 2013 às 16h50

    LULA fez das suas. Afinal, Nos últimos 12 anos os PGR tem sido da lavra de LULA.
    Temos de torce que DILMA não caia na esparrela do republicanismo vajuto apregoado pelo PIG e oposição.
    A presidente tem de ir além da lista tríplice, sob pena de podermos ter uma surpresa desagradável, assim como tivemos com o Joaquinzão que foi facilmente cooptado pela Big House (PHA).

    Alexandro Rodrigues

    13 de maio de 2013 às 19h12

    Concordo Nelson… Lembro do fundamentalista catolico Claudio Fonteles, Gurgel, Barbosa, Peluso, Toffoli…

    Mas Lula tem algo que Dilma nao tem: forca e capacidade politica para se contrapor estes erros! Dilma nao tem o direito de cometer as mesmas falhas… Se o advento do mensalao fosse hoje, ela estaria f… frita!

Panambi

12 de maio de 2013 às 23h18

O que ela fez quando Gurgel denunciava o PT em 10 seg. e o PSDB em, em, em, em,em, em, em…onde estava Ela/ela?

Responder

    Carina

    13 de maio de 2013 às 00h36

    Roberto Gurgel é alvo de críticas de candidatos a procurador
    Subprocuradores-gerais que concorrem à indicação de Dilma reclamaram também da ‘hostilidade’ do Congresso com o MPF

    RIO — O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi alvo de críticas nesta terça-feira, no Rio, em um debate realizado entre os candidatos ao cargo. No evento, os quatro subprocuradores-gerais que concorrem à indicação da presidente Dilma Rousseff reclamaram do isolamento de Gurgel e defenderam um maior diálogo do Ministério Público Federal (MPF) com o Congresso Nacional. Segundo eles, a instituição passa por um momento de hostilidade por parte dos parlamentares, principalmente após a sentença do mensalão. O grupo destacou ainda a falta de protagonismo da instituição no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Durante três horas, Deborah Duprat, Ela Wiecko, Rodrigo Janot e Sandra Cureau responderam a perguntas feitas por procuradores, associados e servidores. Realizado pela Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), o encontro foi o quinto e último para eleição da Lista Tríplice. Os três nomes mais votados por 1.200 membros do MPF, a partir desta quarta-feira, serão encaminhados à Dilma. A presidente pode ou não optar pelos indicados. Gurgel permanecerá no cargo até agosto deste ano.

    — Essa falta de protagonismo é especificamente do procurador-geral da República. Ele que atua e, na maior parte dos casos, assina. Isso tem a ver com o perfil e o isolamento dele (Roberto Gurgel). O procurador construiu um isolamento dentro da instituição — afirmou Ela Wieck.

    Para Deborah Duprat, os procuradores vivem hoje um período de “hostilidade” no Congresso.

    — Perdemos a importância no campo político. Vivemos em um ambiente hostil (com o Congresso). Devemos ter um papel ativo, de interlocução — afirmou ela à plateia.

    — Esse isolamento (de Roberto Gurgel) prejudica a atuação política e processual. Somos uma instituição que temos de falar para fora permanentemente — disse Deborah Duprat aos jornalistas.

    Sandra Cureau também criticou o comportamento de Roberto Gurgel:

    — O procurador-geral não conversa com os parlamentares. Os deputados não querem conversar apenas com assessores. Ele não dialoga com a sociedade.

    Procurado pelo GLOBO, Roberto Gurgel não quis comentar as declarações dos subprocuradores-gerais.

    A Procuradoria-Geral da República passa por um momento delicado. Se não bastasse as críticas a Roberto Gurgel, o MPF se vê ameaçado pelo apoio cada vez maior de parlamentares à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que retira da instituição o poder de investigar. Gurgel também teria desagradado colegas de corporação ao sugerir o arquivamento das investigações sobre o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci.

    No Congresso, a insatisfação por parte dos parlamentares ocorreu quando veio a público a informação de que Gurgel teria engavetado uma investigação contra o ex-senador Demóstenes Torres. Os problemas aumentaram no início deste ano quando, às vésperas da eleição para presidência do Senado, o procurador denunciou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Gurgel teria errado no tempo da denúncia.

Fabio Passos

12 de maio de 2013 às 22h46

Espero que o governo escolha melhor do que a ultima vez…

O conluio do prevaricador com a revista veja e a as fortes supeitas de que o figura trabalhava para carlinhos cachoeira jogaram a imagem do mp na lama.

Responder

Fátima Oliveira

12 de maio de 2013 às 20h52

A Dra. Ela Wiecko é acima de tudo uma figura cativante. Simples, acessível, franca, de ideias humanitárias irretocáveis e de uma rara sensibilidade para com as situações de opressão. E realmente tem um enorme respeito pelos movimentos sociais.
Quando fui secretária executiva da Rede Feminista de Saúde tive a oportunidade de dialogar muito com ela sobre Morte Materna. Era 2005 e ela era Subprocuradora-Geral da República e Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão (2004-2006).
Tais conversas resultaram no Seminário Nacional Controle Social na Morte Maternae Interlocução com o Ministério Público”, realizado em Brasília dia 17 de novembro de 2005, uma parceria da Rede Feminista de Saúde com o Ministério Público Federal. A Drª. Ela Wiecko Volkmer de Castilho foi expositora do tema “O papel do Ministério Público no combate à Morte Materna.” Foi memorável. Sua fala foi publicada, na íntegra num Jornal da Rede sobre Morte Materna.
Eis um trecho:
“Uma das funções do MP é zelar pelos serviços de relevância pública. E o serviço de saúde é um serviço de relevância pública. E o que significa zelar? É cuidar. Daí também a idéia de fiscalizar para verificar se o serviço é bem prestado. Em nossa função de verificar se o poder, principalmente o poder executivo, vem aplicando bem a lei e elaborando políticas públicas, há dois caminhos principais: o caminho extrajudicial ou quase judicial e o caminho judicial.
Mas é preciso dizer que o Ministério Público se apresenta muito mal organizado nos estados… Mas, isso não pode continuar assim. É preciso construir, na verdade, uma articulação, primeiramente, dentro do Ministério Público… Com relação ao Ministério Público federal, as coisas também não são tão fáceis.”

– Ela Wiecko Volkmer de Castilho, no Seminário Nacional Controle Social na Morte Maternae Interlocução com o Ministério Público”, Brasília dia 17 de novembro de 2005,

Responder

    maria olimpia

    13 de maio de 2013 às 13h23

    Perfeito, Fátima Oliveira, torço por Ela !

    Alberto

    14 de maio de 2013 às 09h58

    Faço muito minhas as palavras de Fátima Oliveira sobre a Dra. Ela Wiecko. Se o governo preteri-la dá provas de insanidade.

Zanchetta

12 de maio de 2013 às 20h30

“Em uma democracia, não se deve ter medo dos movimentos sociais”… Não foi o que falaram, na época, da “Marcha da família com Deus pela Liberdade” em 1964?!?!?

Responder

    Roberto Locatelli

    13 de maio de 2013 às 12h26

    Zanchetta, movimento é movimento, não importa se de esquerda ou de direita.

    As “marchas da família” de 1964 ou a campanha do “Cansei” de alguns anos atrás são movimentos sociais também.

    O que houve em 1964 foi que os militares derrubaram um governo ELEITO e implantaram uma ditadura. Isso é que é inaceitável. Se tinham tanto apoio assim, que disputassem eleições. Mas a direita atualmente está muito ruim de urna. Então, querem o golpe.


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