VIOMUNDO

Diário da Resistência


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“Acabei de mandar o Minhoca para a Vanguarda Popular Celestial”


10/05/2013 - 23h58

por Luiz Carlos Azenha

O agora deputado estadual Adriano Diogo era estudante de Geologia da Universidade de São Paulo quando foi preso pela Operação Bandeirante em 23 de março de 1973.

Estávamos na ditadura militar, no governo do general Garrastazu Médici. Na rua Tutóia, em São Paulo, sede da OBAN/Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), reinava o major do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Dias antes da prisão de Diogo, o estudante de Geologia da USP Alexandre Vannuchi Leme, de 22 anos de idade, tinha sido levado ao centro de torturas.

Do livro Direito à Memória e à Verdade, escrito pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos:

“O universitário Alexandre Vannucchi Leme, conhecido como Minhoca, foi enterrado sem caixão em uma cova rasa do cemitério de Perus, forrada com cal para acelerar o processo de decomposição e encobrir as marcas de tortura que motivaram sua morte. As versões contraditórias de suicídio com lâmina de barbear, apresentada pelos agentes do DOI-CODI aos outros presos políticos, e a de atropelamento durante fuga, divulgada publicamente, foram desmascaradas. Um grupo de nove presos políticos testemunhou na própria Justiça Militar as torturas a que foi submetido o estudante, nos dias 16 e 17/03/73, por uma turma de pelo menos 13 agentes daquele órgão”.

Segundo Adriano Diogo, quem supervisionava tudo era Ustra. Revoltado contra os protestos de estudantes da USP, que ajudaram a organizar uma missa de sétimo dia para o colega Vannucchi Leme, rezada pelo cardeal de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns — um dos principais adversários da ditadura, então — Ustra mandou prender outros 40 estudantes da universidade, dentre os quais o hoje deputado estadual do PT paulista, que era colega de classe de Alexandre.

Diogo diz que encontrou Ustra muito nervoso: “Tirou o capuz e falou: Acabei de mandar o Minhoca para a Vanguarda Popular Celestial. Você vai ser o próximo”. Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) era o nome de um dos grupos da resistência (Vannucchi era ligado à ALN, Ação Libertadora Nacional).

“Ele é um assassino confesso, ele é um dos maiores verdugos da História do Brasil”, diz o deputado que preside a Comissão da Verdade Rubens Paiva na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Ivan Seixas, ex-preso político, também torturado pessoalmente por Ustra, confirma que encontrou Adriano Diogo em condições deploráveis na OBAN.

O próprio Diogo diz que deu entrada às duas da tarde na chamada cela forte e foi torturado na cadeira de dragão até as quatro da manhã do dia seguinte.

Amarrado, recebeu choques elétricos em todo o corpo.

Ao depor ontem na Comissão Nacional da Verdade, em Brasília, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra disse que combateu o terrorismo, que evitou a instalação do comunismo no Brasil e citou quatro grupos dos quais teria participado a hoje presidente Dilma Rousseff. Ustra foi confrontado pelo vereador paulistano Gilberto Natalini, do PV, outra de suas vítimas.

Ustra se negou a encarar o vereador de frente:

— Eu não faço acareação com terrorista.

O presidente da Comissão da Verdade [da Câmara Municipal] de São Paulo, que estava na plateia, prontamente se levantou, apontou o dedo para Ustra e gritou:

— Eu não sou terrorista. Terrorista é você!

No vídeo acima, Adriano Diogo dá detalhes da tortura a que foi submetido e fala sobre o papel de Ustra. O vídeo termina de forma abrupta quando o deputado listava as mortes que aconteceram enquanto estava preso e que podem ser diretamente atribuídas a Ustra: teriam sido pelo menos cinco apenas naquele período, incluindo a de Alexandre Vannuchi Leme.

Na entrevista, Adriano Diogo lamenta apenas que a convocação de Ustra não tenha sido precedida de um levantamento completo de todas as ações criminosas que podem ser atribuídas a ele.

A OBAN, que formalmente antecedeu o DOI-CODI, foi financiada e apoiada por empresários brasileiros e aglutinou órgãos de repressão de diversas esferas, que aplicaram técnicas de tortura difundidas pelos Estados Unidos para defender a ditadura militar que derrubou o governo constitucional de João Goulart em 1964.

Leia também:

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90 comentários

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Amelinha Teles, Ustra e a cadeira do dragão - Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de maio de 2013 às 23h39

[…] Adriano Diogo: Ustra disse “acabei de mandar o Minhoca para a Vanguarda Popular Celestial&#822… […]

Responder

Ivan Seixas sobre Ustra: "Todo psicopata tem uma desculpa" - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de maio de 2013 às 01h38

[…] Adriano Diogo, sobre Ustra: “Ele tirou o capuz e disse: Acabei de mandar o Minhoca para a Vang… […]

Responder

    corina muniz vazquez

    14 de maio de 2013 às 04h06

    Tao covarde que se escondia a cara com um capuz???!!!!Entendi bem?

Tatiana Merlino: As feridas sempre abertas de uma infância roubada - Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de maio de 2013 às 00h19

[…] Adriano Diogo, sobre Ustra: “Ele tirou o capuz e disse: Acabei de mandar o Minhoca para a Vang… […]

Responder

Ela Wiecko: "Em uma democracia, não se deve ter medo dos movimentos sociais" - Viomundo - O que você não vê na mídia

12 de maio de 2013 às 20h43

[…] “Acabei de mandar o Minhoca para a Vanguarda Popular Celestial” […]

Responder

Paulo Pimentel

12 de maio de 2013 às 12h18

Quando o marechal Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os seus herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um (01) apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas. Já pensou em comparar com políticos dos dias de hoje? Que tal comparar esse patrimônio com o de Sarney, Collor, Renan, Maluf etc. etc. etc. etc. etc…?

Responder

    Ronaldo Silva

    12 de maio de 2013 às 12h40

    É este seu argumento para defender bandidos de farda?

    Paulo Pimentel

    12 de maio de 2013 às 15h32

    É apenas a descrição de um fato verídico, histórico, cumpanhêro, do tempo em que, no Brasil, governantes tinham vergonha nas caras.

    Inconformado

    12 de maio de 2013 às 17h37

    E esses herdeiros não recebem nada do estado?

    Seus argumentos são tão rasos quanto as covas para depósito dos restos dos “terroristas”, enquanto os verdadeiros terroristas (e seus herdeiros) estão à solta.

    abolicionista

    12 de maio de 2013 às 16h32

    Verdade seja dita, Jack o Estripador também não acumulou fortuna.

    Zaidem

    12 de maio de 2013 às 17h39

    Paulo Pimentel, realmente os milicos estão pobres hoje. Foram usados como pit-bulls dos empresários brasileiros e americanos.
    O pai do Eike Batista, Elieser Batista,foi um dos que mais se beneficiaram com a ação de milicos como o Ulstra, o Ednardo (que o Geisel destitui após a morte do Vlado).
    O pai do Eike passou a ele o mapa do solo brasileiro, por isso hoje ele é rico!
    Outro que ficou rico é o Sighiaki Ueki, qdo. ministro das minas e energia; enviou inúmeros vagões de minério e petróleo para o Japão!

    Narr

    12 de maio de 2013 às 19h12

    Então deixa ver se eu entendi: Maluf, Sarney, Collor, todos foram da Arena e do PDS, gloriosos partidos que defenderam a redentora de 64. Os militares não acabaram com Maluf, Sarney e Collor, foram defendidos por eles. Maluf foi governador de São Paulo nomeado no tempo dos milicos. Sarney era liderança civil de apoio aos milicos. Collor era o “filhote da ditadura”. Então, pelo que posso entender…

    corina muniz vazquez

    14 de maio de 2013 às 04h04

    Controlaram tambem depositos na Suiça, ou silenciaram???

    Wilson

    19 de maio de 2013 às 04h53

    Que importa isso ? A pergunta e quem matou o gorila Castelo Branco ?

    Valdeci Elias

    30 de maio de 2013 às 14h49

    Quanto menos bens declarados no expolio, menor é o imposto sobre a herança.

Lucas Dias

12 de maio de 2013 às 10h47

Ustra foi um bandido, isso é incontestável!
É de se lamentar, porém, que a Comissão da Verdade tenha se travestido em uma “Comissão da Revanche”, porque só conta o lado da história dos crimes praticados pelo Estado, quando é amplamente sabido que houve excessos de ambos os lados. Piores foram os crimes praticados pelo Estado, sem dúvida, sobretudo porque realizados sob o pálio do estado de exceção, mas se o objetivo da Comissão é fortalecer a “verdade dos fatos”, que se proceda à verdade para ambos os lados.

Responder

    abolicionista

    12 de maio de 2013 às 11h21

    O argumento da direita é repetido à exaustão: estávamos em guerra contra o comunismo. Ainda que isso fosse verdade, não vale como justificativa para a tortura. Tortura é um crime de guerra e imprescritível, como o Brasil inclusive concorda a cada vez que assina documentos na ONU.
    No Araguaia, os militares torturaram camponeses que nunca tinham nem ouvido falar em comunismo, como justificar sua tortura?

    Lucas Dias

    12 de maio de 2013 às 12h10

    Penso como você, vejo a tortura como crime contra a humanidade em sua generalidade, acho igualmente deplorável!
    Mais uma vez reitero, se o objetivo da comissão é apreciar a “verdade dos fatos”, que revelem quem fora os bandidos torturadores, bem como os guerrilheiros urbanos e rurais que praticaram seus desmandos!

    Com relação à punição dos delinquentes da época da ditadura (sejam os milicos torturadores ou os comunas sequestradores), acredito que a Lei da Anistia foi aprovada (ainda que numa conjuntura política discutível), não sendo mais possível esse tipo de colocação, sobretudo porque se trata de matéria penal (não importa a natureza do crime – ex: tortura, estupro, latrocinio, etc).

    Acho que a discussão de “anular os efeitos da lei da anistia” é retrógrada e só remete a um revanchismo que não encontra meios legais de prosperar… Só vai para a frente em países que não têm instituições jurídicas rígidas, o que não penso ser o nosso caso.

    abolicionista

    12 de maio de 2013 às 12h44

    Ou seja, para você o Brasil mente quando assina documentos na ONU que dizem ser impossível “anistiar” o crime de tortura.

    Ótimo, então deixemos de ser hipócritas e digamos ao mundo que, no Brasil, ao contrário do que ocorre em todos os outros países democráticos do mundo, a tortura pode sim ser perdoada.

    assalariado.

    12 de maio de 2013 às 13h14

    Lucas Dias, estabelecer e fortalecer a “verdade dos fatos”, é fazer prevalecer o Estado de Direito e as letras da constituição, à época do golpe, o que achas?

    Por favor, deixemo -nos de ser hipócritas!

    Abraços.

J Souza

12 de maio de 2013 às 10h30

Sabe qual é o valor de uma lei de Anistia promulgada durante a ditadura militar para anistiar também os próprios militares? ZERO!
Um lei dessas só pode ainda ser vigente num país de gente sem-vergonha!
Coloca todo mundo, “comunistas”, torturadores e assassinos, num tribunal que tenha vergonha na cara e julga todo mundo!
É por essas e outras, como “aguardar julgamento em liberdade” e “cumpriu um sexto da pena” que o Brasil não é respeitado por outros países do mundo…

Responder

    J Souza

    12 de maio de 2013 às 10h32

    Seria doloroso para ambos os lados, mas restabeleceria a ordem neste país…

    assalariado.

    12 de maio de 2013 às 12h50

    Caro J Souza, você não percebe que a lei de anistia foi feita / imposta, num momento de exceção? Foi a burguesia, através de seu cavalo de troia (o Estado ditador civil / militar) em conluio com as fardas entreguistas, que impuseram a dor e derramaram muito sangue entre nossos irmãos. Mas o que incomoda mesmo é, os verdadeiros culpados do golpe nem serem citados neste debate. Sim, estou falando dos agentes ocultos da história que, nada mais é que a burguesia capitalista empresarial. Esta tirou o rabo deles da reta, e colocaram os dos militares, percebe?

    Abraços.

    corina muniz vazquez

    14 de maio de 2013 às 04h19

    Caro Abolicionista:

    Com certeza voce nao teve nenhum familhar enterrado na terra nua, coberto de cal para acelerar a decomposiçao.Nao existe possibilidade de perdoar o que nao se sabe nem como aconteceu…
    Tenha amor ao territorio brasileiro e carinho com essas vitimas. O sangue deles permitiu que hoje voce caminhe livre nesse pais que naquele periodo era um carcere de 8.500.000km2.

Vidigal Azambuja - Sampa

12 de maio de 2013 às 08h04

O que me espanta é a Presidenta Dilma ainda ter o Mercadante como Ministro da Educação sendo que ele elogiou o “Sr. Frias”, um dos maiores finaciadores da morte de tantos brasileiros. Presidenta Dilma Cuidado com estes Tucanos disfarçados de Petistas (Mercadante, Suplicy, Zé Cardoso Ruela) etc e etc.)Sã todos uns traíras, Cuidado.

Responder

Francisco

12 de maio de 2013 às 04h43

Os partidos politicos brasileiros até o momento, nenhuma palavra.

O que o PSDB e o DEMO acham de Ustra? E o PSB? E o PV?

Silêncio…

Responder

Gerson Carneiro

11 de maio de 2013 às 22h56

Será que teremos neste domingo na Folha de São Paulo carta do Aloízio Mercadante dando apoio moral a “seu Ustra”?

Responder

ivo ferreira dos passos

11 de maio de 2013 às 22h38

Vamos por partes, disee jak o estripador. O coronel Ustra também está indo por partes. DOI CODI, OBAN Riocentro….etc… O General Menendez, pai do comandante Menendez que se rendeu covardemente para as forças inglesas nas Malvinas, é do tipo Ustra. Só com uma diferença, Menendez, o pai, está na cadeia. Este general, matava os estudantes entre 14 e 19 anos disparando-lhes sua pistola 9mm. Sempre que interrogava uma de suas vitimas, fazia a clássica pergunta. Usted sabe donde están los otros? Como estes repondian que não sabiam de nada. Sr menendez se levantava da cadeira e agarrava sua pistola na qual estava sentado com sua bunda infame e dava um tiro na cabeça do estudante e dava a próxima ordem. EL PRÓXIMO.

Responder

Joel Miranda

11 de maio de 2013 às 22h00

Amigos
O mundo não quer esquecer o holocausto, nós do Brasil não podemos esquecer o golpe de 64, pra que ambos não se repitam!

Responder

    corina muniz vazquez

    14 de maio de 2013 às 03h31

    EXATO!!!
    Necessita coragem civica e amor de patria para dar nome aos assassinos, e reviver, ainda que seja doloroso, o terror suportado pelas vitimas e suas familhas. Isto garantiria uma memoria perene para que nao se repita tamanho horror no territorio brasileiro.

Mário SF Alves

11 de maio de 2013 às 16h55

“Tirou o capuz e falou: Acabei de mandar o Minhoca para a Vanguarda Popular Celestial. Você vai ser o próximo”. Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) era o nome de um dos grupos da resistência (Vannucchi era ligado à ALN, Ação Libertadora Nacional).
__________________________________________

Meus Deus! E tudo isso contra um garoto, apenas. Tudo isso, toda essa truculência, a crueldade em sua forma mais absoluta, tudo isso contra um rapaz de vinte e poucos anos, apenas.
______________________________________________
É… pelo visto, a ditadura, ao sequestrar e se confundir com o próprio Estado, precisava mesmo demonstrar que tinha o monopólio da violência. Afinal, aquela garotada, aqueles “terroristas-comunistas”, aqueles peles-vermelhas que ousavam confrontar aquele Estado, todos eles assaltantes de inocentes bancos e armados até os dentes, tinham mesmo de ser violenta, impiedosa e publicamente detidos, custasse o que custasse. C.Q.C.!, era isso, né Ustra? Um Estado tão legítimo, um Estado democrático de direito, tinha mesmo de demonstrar todo o seu poder, né, ô, Brilhante Ustra? E que fique definitivamente, claro. Terrorista é quem, de cocóras, escancara a guarda pros interesses – estrangeiros ou não – contrários aos interesses do povo, e, ainda assim, se acha no direito e no dever de EXTERMINAR aqueles que pensam e agem de modo diverso.
______________________________________________________
É… de fato, o regime casa-grande-brazil-eterna-senzala jamais prescindiu de cérebros. Cérebros?!! Cérebros pra quê, se lhes bastava e ainda lhes basta apenas a força bruta. Geologia?!! E desde quando a casa-grande precisou de brasileiros para aplicar (e menos ainda, divulgar conhecimentos advindos de) tal ciência? Até porque, sejamos razoáveis, aos interesses estrangeiros que sustentam a pior elite do mundo quanto menos o Brasil souber de si, de suas riquezas e de seu potencial, melhor.

Responder

    corina muniz vazquez

    14 de maio de 2013 às 04h27

    Mario SF Alves!

    Parabens! Analise lucida e perfeita! Duro ler, mas è tristemente exata.

Eduardo

11 de maio de 2013 às 15h39

Ustra é um verme que se formou de restos defecados e que não evoluiu. Foi apodrecendo, torturou,assassinou e agora está em seu ápice: É uma ” Bosta”.

Responder

Nelson

11 de maio de 2013 às 14h55

Duas observações a respeito da afirmação do Azenha de que “A OBAN, que formalmente antecedeu o DOI-CODI, foi financiada e apoiada por empresários brasileiros e aglutinou órgãos de repressão de diversas esferas, que aplicaram técnicas de tortura difundidas pelos Estados Unidos”.

1 – É, urgentemente, necessária a mudança da linguagem de que nos utilizamos até hoje. Não foi apenas uma ditadura militar. Foi, está mais do que comprovado, uma ditadura civil-militar.

2 – POde ser considerado democrático um regime (dos EUA), que mantém escolas para o ensino de técnicas de torturas? E democrático usar a tortura com o intuito de dominar outro povos?

Responder

Malvina Cruela

11 de maio de 2013 às 14h27

Pessoal: é muito difícil abandonar o tom moralista, de indignação de ocasião?????..(os indignados com um tema rapidamente esquecem esse motivo e passam a se enfurecer com outro que entra na pauta logo em seguida)…
não se pode ter um tantinho de nada de analise mais objetiva??? e
a intimidade com o blogueiro???? parece que todos moram numa republica de estudantes malucos…um saco.

Responder

Valcir Barsanulfo

11 de maio de 2013 às 14h13

O Ustra além de torturador, carniceiro é um facínora que tripudiava em cima de cadáveres e se vangloriava.
Agora até os ex social democratas que se transformaram em neo liberais estão a defender esse impatriota e traidor dos bons princípios.
Zé chirico Serra,Bob Freire e o cínico sociólogo fhc, aderiram aos seus próprios algozes, tal qual o tirano ex-juiz Eros kGrau.

Responder

FrancoAtirador

11 de maio de 2013 às 13h30

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E ELES CONTINUAM POR AÍ, LIVRES, LEVES E SOLTOS,

PROMOVENDO A APOLOGIA DO GOLPE E DA DITADURA MILITAR

INCLUSIVE NAS FACULDADES DE DIREITO BRASILEIRAS
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Repúdio à parceria UFF e Clube Militar

Por meio da Nota abaixo, o Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça vem expressar sua preocupação e reprovação em relação à divulgação de uma parceria desta Universidade Federal Fluminense com o Clube Militar, para a realização de evento intitulado “Luta Armada no Brasil e o Dever do Estado”, a ser realizado no próximo dia 14 de março, às 14h 30min, na sede do Clube Militar, no centro do Rio de Janeiro.

Trata-se de evento com falas restritas a posições defensoras do golpe civil-militar e da violência sistemática de Estado contra a resistência política – neste momento próximo a data do golpe de 1964, que segmentos conservadores insistem em comemorar anualmente.

O debate sobre a ditadura é necessário e a universidade tem um papel importante neste processo, devendo promover espaçosplurais e comprometidos com a verdade sobre este passado que tanto repercute e se reproduz no presente na sociedade brasileira. Uma visão crítica ao golpe civil-militar e promotora de direitos humanos deveria ser contemplada.

Lamentamos, também, que a UFF ao invés de empreender ações no sentido de esclarecer fatos sobre o passado – com a criação uma comissão da verdade interna, tal como outras universidades têm empreendido – venha a manifestar apoio a uma postura pró-golpe. Os direitos humanos não podem uma vez mais ser desconsiderados neste debate, como foram durante anos pelos sucessivos governos pós-ditadura, que ocultaram e se desresponsabilizaram dos crimes de lesa humanidade.

Enfatizamos também que não nos calaremos diante de movimentos antidemocráticos e enaltecedores do que foi da ditadura civil-militar no Brasil, especialmente quando organizados e apoiados pela universidade pública brasileira.

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Rio de Janeiro 13 de Março de 2013

Prezado Sr. Reitor da Universidade Federal Fluminense, Roberto de Souza Salles,
Prezados integrantes do Conselho Universitário da Universidade Federal Fluminense,

O Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça[1], coletivo que reúne militantes e organizações empenhadas no resgate da memória e da verdade do que ocorreu durante a ditadura civil-militar brasileira e que luta pela divulgação dos responsáveis pela tortura, assassinato e desaparecimento dos corpos de centenas de pessoas que desafiaram o autoritarismo do período, vem por meio desta expressar sua preocupação com a divulgação de uma parceria desta Universidade Federal Fluminense com o Clube Militar, para a realização de evento intitulado “Luta Armada no Brasil e o Dever do Estado”, a ser realizado no próximo dia 14 de março, às 14h 30min, na sede do Clube Militar, no centro do Rio de Janeiro.

A divulgação do evento e da parceira tem sido feita através do portal do Clube Militar[2] e da própria Universidade[3].

A partir do conhecimento de tal evento, o Coletivo RJ expressa à Reitoria e ao Conselho Universitário:

I) O repúdio à notícia de uma “parceria” com o Clube Militar para organização de eventos sobre a ditadura-civil militar vivida no Brasil entre 1964 e 1988. Esta entidade privada tem publicamente questionado a legitimidade da Comissão Nacional da Verdade e tem promovido eventos para a comemoração do golpe civil-militar de 1964 em claro retrocesso ao processo democrático que vivenciamos;

II) O repúdio à restrição do debate sobre o tema “Luta Armada no Brasil e o Dever do Estado”, com falas restritas a posições defensoras do golpe civil-militar e da violência sistemática de Estado contra a resistência política. Este questionamento baseia-se no entendimento de que é bem-vinda a promoção de debates plurais e respeitadores da liberdade de expressão e da promoção democrática do debate politico. No entanto, entendemos que, para tanto, a visão crítica ao golpe civil-militar e promotora de direitos humanos deveria ser contemplada. Incentivamos e participamos de qualquer debate sobre o que foi a ditadura civil-militar no Brasil que seja plural e comprometido com a verdade sobre este passado que tanto repercute e se reproduz no presente na sociedade brasileira; e

III) O questionamento sobre a escolha do mês de março para a realização de tal evento e a relação que este possa ter com a comemoração do golpe de 1964 que anualmente o referido Clube Militar realiza.

Por fim, gostaríamos de ressaltar a preocupação com que recebemos esta notícia de que a UFF está realizando um debate em parceira direta com o Clube Militar, na sede do clube militar e de forma unilateral.

O debate sobre a ditadura é necessário e a universidade tem um papel importante neste processo. Lamentamos, entretanto, que a UFF ao invés de empreender ações no sentido de esclarecer fatos sobre o passado – com a criação uma comissão da verdade interna, tal como outras universidades têm empreendido – venha a manifestar apoio a uma postura pró-golpe.

Os direitos humanos não podem uma vez mais serem desconsiderados neste debate, como foram durante anos pelos sucessivos governos pós-ditadura, que ocultaram e se desresponsabilizaram dos crimes de lesa humanidade.

Enfatizamos também que não nos calaremos diante de movimentos antidemocráticos e enaltecedores do que foi da ditadura civil-militar no Brasil, especialmente quando organizados e apoiados pela universidade pública brasileira.

Coletivo RJ Verdade Memória e Justiça
ANA MARIA MULLER

[1] Informações sobre o Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça: (http://coletivorj.blogspot.com.br)
[2] (http://clubemilitar.com.br/a-luta-armada-no-brasil-e-o-dever-do-estado)
[3] (http://www.noticias.uff.br/noticias/2013/03/faculdade-direito-painel-luta-armada.php)

http://coletivorj.blogspot.com.br/2013/03/repudio-parceria-uff-e-clube-militar.html
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Responder

tania maria machado

11 de maio de 2013 às 13h26

ACHO IMPORTANTÍSSIMO O PAPEL DA COMISSÃO DA VERDADE. É O RESGATE DE UM PASSADO NEGRO NO B RASIL, QUE NÃO DEVE VOLTAR.MAS, QUE AS GERAÇÕES PRESENTES E FUTURAS TEM QUE SABER COMO FOI . A DITADURA TENTA PASSAR POR HEROÍ. EU, DESCONHECIA A TORTURA EM BEBêS. ELES TORTURAVAM OS BEBES PARA OS PAIS CONFESSAREM E DELATAREM OS MILITANTES. DESMORONEI. ELES TEM O ARGUMENTO DE TER SALVO O BRASIL DE COMUNISTAS. COMUNISTASQUE COMIAM CRIANCINHAS. ABSURDO. A VERDADE TEM QUE VIR À TONA. SE PRECISASSE, DARIA A MINHA VIDA PARA QUE ISSO SE TORNASSE VERDADE .

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    11 de maio de 2013 às 14h15

    Querida Tania, aqui a gente usa minúsculas para facilitar a leitura dos internautas.

Elias

11 de maio de 2013 às 12h34

Ustra!

Pústula!

Decrépito abutre!

“Terrorista é você!”

ASSASSINO! COVARDE!

Responder

Bernardino

11 de maio de 2013 às 12h26

È a Cultura Portuguesa meeus caros,COrrrupta,Covarde e antipatriota
Na Argentina a ditadura durou apenas 5 aninhos e morreram 30 mil o que significa que houve resistencia da Brava,pois os Hermanos sao guerreiros e patriotas,aqui durou longos vinte anos e acabou porque a econonomia foi pro Vinagre.Nosssos politicos sao Frouxos
E Na Argentina ah,la é outra coisa:Nestor e Cristina foram presos,pois eram peronistas e advogados,eles nao contavam que KICHNER seria presidente e quando o foi VIONGOU todos,anulou a lei da ANISTIA do patife MENEM e partiu pra cima dos verdugos.Vou contar um fato veridico e divulgado

Kicher presidente vai a academia Militar de PALOMA a Aman deles pra formatura de Cadetes,chegando la viu o RETRATO de VIDELA,ditador,na parede,chamou o seu ajudante de ordem e disse:eu ja falei que nao quero eesse CARA em nenhum lugar.Traga uma escada,subiu pegou o retrato e espatifou nos pes do Comandante do Exercito Argentino em seguida fez o discurso e foi embora.Quando um politico ou preseidente Covarde brasileiro faria isto?Nunquinha sao todos frouxo e mariquinhas contemporizando com as safadezas passadas,Isso é Brasil,país de Merda e Covarde.Por isso os ARgentinos sao Orgulhos do seu páís e seu povo e agora ate um PAPA entre tantos NOBEI!!!!

Responder

Jose Mario HRP

11 de maio de 2013 às 12h18

O interessante foi ver que quando Adriano Diogo , num desafogo, chamou Ustra de terrorista(deveria ter dito mais, torturador covarde) foi hostilizado por um ex general que ladrava ao lado de Ustra, como matilha de bufões envelhecidos , marcados nos rostos deformados, quem sabe por todos os crimes inconcebíveis que praticaram de maneira covarde.
Ustra exigiu que não ele mas o exército fosse responsabilizado pelos crimes, mas esqueceu que estava sobre sua escolha tortutrar ou não pessoas inocentes e sem condições de defesa.
Uma coisa é certa, de justiça lá de cima não escapa.

Responder

Fabio Passos

11 de maio de 2013 às 12h15

A ditadura e seus apologistas sao repugnantes.
ustra e um carniceiro que se orgulha de torturar e assassinar seres humanos indefesos.

E este tipo de facinora que o stf protege!
Nesta corte, suprema e a covardia de seus ministros…

Responder

assalariado.

11 de maio de 2013 às 12h12

PARA O Sr. ROMANELLI;

Começas contar o golpe de Estado pela metade, quando diz; ‘Pra mim os dois lados erraram.’

Ora, ora, você se faz de esquecido ou é um ‘inocente útil’, a serviço da ideologia capitalista? Não se esqueça que os donos do capital em conluio uma ala das FFAA corrompida pelo capital internacional, via CIA /EUA, acabou por assassinar, entregou de bandeja, nosso povo e o Brasil para os carniceiros do G7.

Por que que você não aborda que o governo golpeado em 1964, foi um governo eleito /legitimo saído das urnas do jogo ‘democrático’? Responda, se for capaz? Não é aí que começa a estória (sem H), do golpe?

Saiba você, o primeiro a ser assassinado foi o Estado Republicano e o tal ‘Estado de Direito’, a qual a burguesia tanto se vangloria ao mesmo tempo assassinou, assassina e assassinará, na história politica de nosso povo. Chega de estupidez do que é democracia na ótica ideológica e do pensamento único burguês enquanto ‘Estado Democrático de Direito’.

A justiça social não se decreta por uma canetada, muito menos elimina da sociedade dividida em luta de classes, tão ocultada pela midiolatria hipócrita e seus seguidores midiotizados. A democracia, a justiça, a ideologia, a miséria, a pobreza não se escolhe é imposta pelas mãos da classe dominante e seu Estado capitalista, burguês, via seu braço midiático, segundo as regras dos donos dos meios de produção.

Não dar ouvidos para a história é coisa de judas, lavar as mãos com o sangue alheio. Nunca vi nação /povo escrever sua história sem passado, sem presente, muito menos seu futuro. Só assim, corrigiremos as injustiças a qual você chama de ‘vingança e perda de tempo’. Aquilo que você chama de ‘selvagem’, tenho como sinônimo a ideologia burguesa e seus valores de sociedade. Quando joga no mesmo saco a direita x esquerda, com certeza, essa ‘esquerda’ não bate com as propostas de sociedade /Estado socialista, preconizado pela dialética ideológica marxista de sociedade.

Justamente porque a ideologia socialista pressupõe chamar o povo nação para comer no mesmo banquete que os governantes da vez. Isto é, governar o Estado chamando os assalariados de fato e de direito, para governar o Estado que se diz Socialista. Este nunca foi o caso, o Estado de Cuba, foi o que mais se aproximou das escritas socialistas. Claro, democracia esta travada / limitada, por causa do embargo imposto pela burguesia G7.

Quanto a entrevista do companheiro Marighela (vídeo), você incorre no mesmo erro (cadê o Estado Republicano? Me responda?), ou seja, começa sua analise pelos efeitos, não pelas causas que levaram tantos e tantas companheiras /companheiros, a serem guerrilheiros.

Abraços sinceros.

Responder

    Romanelli

    12 de maio de 2013 às 07h33

    sinto muito, mas não fui eu..

    Foi o povo que não deu maioria esmagadora ao VICE eleito (ele só se elegeu com diferença de 200 mil votos, ou 36% da preferência)

    Não fui eu que com 48% dos votos, ou uma diferença de 2 milhões sobre o 2o colocado, pressionado pelo Congresso, e querendo INTIMIDAR a oposição, ameacei renunciar (e a oposição topou), foi JANIO

    Não fui eu que criei às pressas o parlamentarismo pra TAMPAR uma crise feita e empatar as massas sobre o que seriam as tais “regras democráticas, foi TANCREDO, o avô do Aócio

    e o povo, foi o povo que disse NÃO ao parlamentarismo, que estava descontente, e pediu a volta do presidencialismo já pra 63

    ou seja, não era eu que NÃO tinha apoio popular da MAIORIA do povo pra fazer o que eu achava que tinha que ser feito, foi JANGO, compreende ?

    abraços

    Romanelli

    12 de maio de 2013 às 09h06

    desculpe, legítimo pode ser, agora, eleito pela maioria e com autoridade e TRANSPARÊNCIA pra fazer o que queria eram outros quinhentos

    JANGO teve 36% do eleitora, ele era MINORIA ..comeu mortadela e arrotou presunto, só isso

    e quanto ao socialismo e capitalismo, suas origens e evolução, do que foram, prometeram e realizaram, de seus limites ..noutra oportunidade discutiremos ..mas particularmente já te antecipo que AMBOS tem coisa positivas, e negativas

    Do capitalismo fico com a meritocracia e abomino o cada um pra si

    do socialismo abomino o assistencialismo eterno e exalto a solidariedade aos necessitados

    de ambos combato o corporativismo e a INSUSTENTABILIDADE de seus modelos no tempo

    Romanelli

    12 de maio de 2013 às 09h07

    assalariado, por 2 vezes te respondi ..mas o sistema engoliu minhas respostas ..ou ao menos não aprecem aqui na tela ..se der falaremos em outra oportunidade

    abraços

    assalariado.

    12 de maio de 2013 às 12h14

    Sr. Romanelli, vou responder num só comentário as respostas das 9 :03hs = 9 :06hs e 9 :07hs.

    O senhor fugiu de sua própria analise sobre a ditadura, quando diz “Pra mim os dois lados erraram.”

    Em seguida perguntei:

    Por que você não aborda que o governo golpeado em 1964, foi um governo eleito /legitimo saído das urnas do jogo ‘democrático’? Responda, se for capaz? Não é aí que começa a estória (sem H), do golpe?

    Em todos casos as eleições foram perfeitamente legitimas, segundo as regras ditadas pela ‘democracia’ burguesa e sua jazer e (já) putrefata carta constitucional, à época.

    Sim, estou dizendo que os donos do capital se escondem junto com seus soldados dentro do seu cavalo de troia (leia -se Estado) e suas instituições burguesas que, via PIG, seus lacaios (CORRUPTORES, não disse corruptos), seus braços armados, mais os seus escribas que, de tempos em tempos, quando destituídos do poder, pelas suas próprias regras eleitorais, não se conformam e de forma oportunista que o momento exige, partem para golpes e mais golpes. É, pelo jeito o senhor nunca leu a história da luta de classes de seu próprio país. Lamento!

    Saudações Socialistas.

    Romanelli

    12 de maio de 2013 às 14h07

    oh assalariado ..eu respondi ..disse que o governo eleito o foi em MINORIA, com só 36%, em casualismo ..que NÃO tinha apoio que pensava que tinha

    nem tudo que é legal é moral, ou justo

    abraços

Felipe

11 de maio de 2013 às 11h57

Gente, vejam enquete na primeira página do Uol a respeito da ditadura. Estou espantado, tá dando 58% dizendo que a ditadura evitou que o “comunismo fosse implantado pelos esquerdistas”…

To começando a acreditar que está se querendo criar um ambiente propício a um golpe…

Responder

    FrancoAtirador

    11 de maio de 2013 às 20h49

    .
    .
    Caro Felipe.

    O ambiente passou a se tornar propício, a partir das eleições presidenciais de 2010, com as campanhas de Jose Serra e Marina Silva que trouxeram à tona o obscurantismo (http://bit.ly/138PKE6) e o reacionarismo (http://bit.ly/qb5nil), e tudo o mais que se possa imaginar de indignificante e moralmente degradante na espécia humana, que, diante do avanço democrático civilizatório em curso no Brasil, encontravam-se esgotados nos subterrâneos da sociedade brasileira.

    Foi ali que, sob a regência, como sempre, do Departamento de Estado Norte-Americano [(http://bit.ly/138xH0J) e (http://bit.ly/X3rjUU)]
    e das Corporações Econômicas Apátridas [(http://bit.ly/fJJpCv) e (http://bit.ly/yHu2jc)],
    e com o apoio financeiro de empresas locais [(http://bit.ly/12lwyFB) e (http://bit.ly/YBAkde)],
    o Instituto Millenium [o novo IBAD/IPES (http://bit.ly/12GWZCP) e (http://bit.ly/9AUdAQ)]
    e seus subprodutos, como por exemplo o IEPE/CdG [(http://bit.ly/17eKbe7) e (http://bit.ly/XVSN0B)],
    através dos capatazes da Mídia Bandida,
    distorcendo a biografia de Dilma Vana Rousseff,
    vislumbrou o resgate de uma grande articulação com os mais diversos setores da Direita e da Extrema-Direita [nos moldes da antiga ADEP (http://bit.ly/10hztvK)],
    nos quais se incluíram desde líderes católicos e evangélicos até uma gama de sindicatos de latifundiários rurais comandados pela CNA, associações de profissionais liberais de toda a espécie,
    e, ainda, de organizações políticas que não possuíam a menor significância e representação na sociedade brasileira, como os integralistas [(http://bit.ly/aytt3Z) e (http://bit.ly/dAgYdo)],
    os monarquistas [(http://glo.bo/t8zK9u) e (http://on.fb.me/YBjqLN)],
    os ademaristas [(http://bit.ly/blQvmm) e (http://bit.ly/mjBKmN)],
    os militares saudosos do Golpe de Estado de 1964 [(http://bit.ly/15Zp9Af) e (http://bit.ly/121jPpM)].

    Todos esses grupos direitistas de pregação moral fundamentalista, por interesses políticos e econômico-financeiros e, em conjunto, ideológicos, aproveitando-se da ignorância e da boa-fé de grande parte da população brasileira, especialmente a mais jovem que está distanciada daquele tempo, proporcionaram e continuam proporcionando, cada vez mais, a capilarização de uma idéia propositadamente distorcida da História do Brasil, cuja autoria literária ficou notadamente ao encargo de ‘neoestoriadores’ (http://bit.ly/ZQGBzn), que é depois projetada pela Mídia Bandida em todos os canais de comunicação, na tentativa de mistificação da Verdade e adulteração dos fatos, principalmente sobre o período de agosto de 1961 a março de 1964, intervalo histórico que imediatamente antecedeu a derrubada do Presidente da República João Goulart, eleito diretamente pelo voto popular [(http://bit.ly/11tLJzH) e (http://bit.ly/12lAN3L)], com o nítido objetivo de justificar os atos cruéis e sanguinários, como a tortura e a execução sumária de cidadãos e cidadãs [email protected] absolutamente inocentes, praticados por agentes civis e militares, na fase seguinte, enquanto imperou a Ditadura Militar no País até março de 1985.

    Existe, sim, um movimento insurgente esquematizado em grande escala pelo Brasil afora e coordenado logisticamente de cima, com infiltração, inclusive, nas instituições públicas, em todas as instâncias ligadas aos três poderes constituídos, que pode atingir, de um momento para outro, proporções incontroláveis, a tal ponto que o Mentirão irá parecer brincadeira de criança.

    Aliás, está sendo apenas um teste a sugestão de eleição do Magnânimo Juiz da ‘Time Magazine’, o Ministro-Presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, midiaticamente elevado acima dos Três Poderes da República, para ocupar o cargo de Sumo Justiceiro Protetor da Propriedade Particular, na ditadura civil a ser instalada sob o Estado Policial mantenedor da ‘Ordem’ e dos “Valores Morais da Sociedade”.
    .
    .

Julio Silveira

11 de maio de 2013 às 10h42

É importante esse questionamento sobre as pessoas que fizeram nossa triste, mas rica historia, mas acredito que mais importante é preparar anticorpos para que essa historia não se repita. E quando falo sobre repetições, não me refiro apenas sobre a recente que tem habitado a mente da nossa cidadania. Todos os espectros ideologicos que habitam no mundo, sem excessão, pelo poder, costumam esquecer a necessidade do avanço das prerrogativas democraticas e costumam cair na tentação do uso da força, que pode ser identificada de diversas maneiras, ainda que encobertas por falacias de situação e de oposição.
Ainda hoje no Brasil somos violentados constantemente com politicas de nitidos beneficios a uma camada da população que sempre se beneficiou das viradas de mesa, quando o avanço das prerrogativas populares entram unm terreno perigoso para a manutenção de prestigios e poder. Significativamente todos se dizem democratas. Ainda hoje percebemos o quanto temos sido “puros” no entendimento do termo democracia, ainda mais plena. Ainda hoje veriricamos a todo instante sermos instados a ter em mente os periodos de excessão que já vivemos, e que temos que expurgar demonios “Ustras”, como se apenas com seu expurgo fossemos capazes de varrer para baixo da terra todas as possibilidades futuras do retorno de arbitrios. Fato é que nada fazemos para garantir avanços democraticos permanentes, culturais. Fato é que continuamos com niveis de cidadania ainda hoje, num país que se quer naçao. E a maior prova disso são as politicas publicas existentes, vindas de governos ditos democraticos, alguns se dizem esquerdistas, mas que são sempre cautelosos na hora implantar politicas verdadeiramente democraticas e módicos na utilização dos recursos publicos para a maioria, e quando ocorre são compensatórios inversamente proporcionais com a minoria. Ainda se engana quem quer. Pais rico povo pobre. Enquanto não encararmos com seriedade esse tema o Ustra não passará de mais um judas a ser malhado, o boneco que representa o desafeto imaginário e amanhã poderá ser um de nós, ou vir de nós algum outro Ustra.

Responder

Romanelli

11 de maio de 2013 às 09h44

Pra mim os dois lados erraram.

Acreditavam no que pensavam, não admitiam contrários, queriam resolver na marra e no tiro.

Todos diziam e/ou, de fato, cumpriam ordens, obedeciam.

Não eram autênticos, estavam sendo dirigidos, MANIPULADOS.

Ambos tentavam se defender, sobreviver. Ameaçam e eram ameaçados SIM.

Defendiam, não questionavam.

SIM, AMBOS, ambos mataram, mataram indefesos, mataram em combate, “culpados” e inocentes.

SIM, ambos interrogavam, e NÃO pediam por favor e/ou licencinha pra obter a informação”vital” pra sua vitória e/ou sobrevivência.

Claro, todos imperfeitos, humanos, estes que eu pensava que a ANISTIA e o tempo aplacariam suas iras.

Mas não, infelizmente foram e SÃO selvagens, todos, de ambos os lados.

Pior que ainda conseguem, mesmo calados, AMBOS os lados, só na base da fama e boataria, criarem-se ainda de novos candidatos NEURÓTICOS que se propõem a vingarem e/ou continuarem suas tramas.

Pra mim, se se punir um lado, tem-se que punir o outro também, questão de justiça.

Guerra é guerra, e todos se colocavam em lados beligerantes ..uns ganham, outros perdem, foi a vida que escolheram.

Em não se sendo agora possível, melhor a fazer é NÃO lhes dar ouvidos na tentativa de VINGANÇA que alguns (de ambos os lados, AMBOS) ainda querem se cometer.

CHEGA, é hora de olhar pro futuro que já esta atrasado ..futuro que nunca chega porque pessoas como eleS insistem em nos prender no tempo, em nos ancorar ao passado e em ideologias falidas, em temas que já foram, pela maioria da SOCIEDADE, superados.

nota – verdade mesmo é que nesta esculhambação chamada BRASIL o povo é o que menos manda. DESCULPE, mas o país nunca foi informado e/ou se manifestou favorável a reformas de esquerda, muito menos a favor de uma ditadura de direita ..verdade é que estes combatentes queriam SIM nos impor a vontade deles (de AMBOS os lados, AMBOS).

VEJAM hoje por exemplo como estas forças SELVAGENS não se emendam, embora eu seja contra, a imensa maioria diz que é a favor da pena de morte. Aqui, penso, após debate democrática e esclarecimento, se se mantiver o desejo do POVO, cumpra-se a ORDEM emanada das ruas e das casas.

..mas não, o que dizem os protofascistas encastelados nos palácios ? ..que eles não concordam e pronto ..a merda com eles então !! ..democracia, pra que ?

ps – e desculpe, o movimento de 64, de ambos os lados, NÃO tinham nada de NAZISTAS ..aqui, no máximo o que admito é a sua “!liberdade” criativa

claro, claro que no fundo tanto a direita como a esquerda se merecem ..ambos manipulam e se alimentam uma da outra ..claro que quando ascendem, NUNCA convidam o povo pras suas comilanças ..então ? então que tal um movimento pra enjaular todos eles no mesmo quarto e só os soltarmos quando eles se acalmarem e/ou refletirem que a vida é breve pra se perder com tanta ira e radicalismo, hein ?

é um erro grave vermos fatos passados com base em valores presentes

A HISTORIA e seus partícipes não podem, nem devem, ser julgados por olhos distantes daqueles

ouça a entrevista de Mariguela que, de CUBA, dizia que iria provocar o horror aqui ..resumindo, por suas ameaças e pelo MEDO de seus potenciais alvos (que incluiria SIM a sociedade urbana) , foi partido ao meio ..queriam o que ?

http://www.youtube.com/watch?v=J3CFHY_hwQk

Responder

    abolicionista

    11 de maio de 2013 às 10h56

    Vou responder ao único argumento que se pode depreender da imensa quantidade de baboseiras desconexas que você escreveu: “Guerra é guerra, e todos se colocavam em lados beligerantes”

    Tortura já era à época e continua a ser “crime de guerra”. O Brasil não pode assinar documentos na Onu que afirmam ser a tortura um crime “imprescritível” e continuar a ser conivente com os criminosos em casa.

    Ou seja, ainda que estivéssemos em guerra civil (e infelizmente não estávamos), isso não é desculpa para a tortura. Caso a guerrilha tenha torturado alguém, sou plenamente a favor de que a prática seja denunciada e punida. Mas quem praticou tortura sistemática foi o estado militar, como está sendo provado de forma cabal.

    Além disso, o estado não torturou e matou apenas guerrilheiros. No documentário sobre o Araguaia veiculado aqui no site, prova-se que muitas das vítimas são camponeses que nada tinham a ver com a guerrilha.

    Finalmente, a luta armada só surgiu como opção quando do fechamento político e da colocação do partido comunista na ilegalidade. Sem opção de ação democrática, parte da liderança do partido optou pela luta armada, o episódio ficou conhecido como “o racha”. De todo modo, algum tempo depois, o exército assassinou todos os líderes do partido comunista, os que estavam na luta armada e que não estavam, sem distinção.

    Algumas aulas de história não lhe fariam mal, meu caro.

    Romanelli

    11 de maio de 2013 às 11h50

    pra quem ainda se trata como abolicionista” e defende a COTA RACISTA ..francamente, conheço seu tipo, se farinha pouca, meu pirão primeiro ..e se assim, falar em lição de história pra alguém meu caro EUGENISTA, chega a ser delírio

    E sobre guerra civil, concordo, o que ocorria lá era uma disputa oligárquica travestida de interesse popular, aliás,tipo hoje com estas alianças abjetas e fisiológicas que estas diversas tripas partidárias nos trazem.

    e se vc viu a entrevista do Mariguela que coloquei, e se estivesse do outro lado tb, APOSTO que vc não iria esperar ele atirar primeiro ou se mostrar dialogável pra pedir por paz..

    francamente colega, deixe de ser POETA ..estude um pouco sobre a PRATICA das guerras antes de ficar citando acordos assinados em tempos de paz

    oras vá

    nota – e não se esqueça, a bagunça começou pq Janio, o PINGUÇO, queria muito pra si, renunciou e a turma topou, aí criou um vácuo, que deste aquele tempo, liderança medíocres (tipos as do PL com LULA), tentaram se passar como representantes das massas ..não dá ..verdade é que a ESQUERDA nunca deixou claro o seu programa pro país (nem hoje, vide a Dilma), e o povo NUNCA assentiu suas pretensões, queira vc ou não

    http://www.youtube.com/watch?v=EZp_-9JmCk0

    Jose Mario HRP

    11 de maio de 2013 às 11h58

    É sempre um saco lidar com desinformados.
    Os caras aprendem sobre história lendo Vejas e Estadões, então saem a falar suas asneiras .
    E o pior, sem sendo de ridículo!
    Há que estudar direitistas!

    abolicionista

    11 de maio de 2013 às 15h35

    Pouco me importam as minhas ou as suas tendências racistas ou fascistas, meu caro, eu debato argumentos, não pessoas. Poderia fazer uma descrição do seu tipo, mas prefiro aproveitar o espaço para expor minhas ideias.
    Como você não respondeu minha objeção, apenas repito:

    A tortura é crime de guerra, e imprescritível, como nosso país corrobora quando assina documentos internacionais. Logo, os torturadores, como Ustra, precisam ser punidos.

    Eu já conhecia a gravação que você postou, ela é uma convocação à revolução, acho extremamente saudável que um país tenha heróis desse tipo (os EUA têm Malcom X, Martin Luther King), “A call to Arms”, como dizem os ingleses. Se tivesse pesquisado mais a respeito, veria que os ideais de Mariguela não eram nem mesmo marxistas (segundo consta, ele nem mesmo leu Marx), eram simplesmente nacionalistas: reforma na educação, reforma agrária, planos de moradia popular, basta ler seus escritos.

    Você quer saber quais os planos da esquerda para o Brasil? Leia a constituição.

    Peço encarecidamente que tente se ater aos argumentos e que respeite o debate democrático, caro Romanelli.

    Ricardo JC

    11 de maio de 2013 às 11h44

    Nunca li tanta asneira em um comentário só. Lamentável!!!

    JOTACE

    11 de maio de 2013 às 12h28

    Caro Romanelli,

    Simplesmente descabida e disfarçada tua defesa da ditadura que sobreveio com o golpe militar de Primeiro de abril de 64. Para justificá-la, acusas sem fundamento os defensores da democracia que, sem nenhuma outra opção, se rebelaram contra vende-pátrias assassinos e torturadores.

    LEN

    11 de maio de 2013 às 13h19

    Eu acho de um cinismo repugnante essa história dos “dois lados”. Uma aceitação sem resistência da versão oficial, justamente o que a direita vive reclamando de quem apoia o governo atual . Um dos “lados” era o estado, usando todo a mão pesada, toda a infraestrutura do poder, o dinheiro dos contribuintes. O que se espera do estado? o outro lado cometeu erros de partir para a luta clandestina? que fossem acusados em processo militares CIVIS justos e punidos se for o caso, mas o que fizeram foi perseguição, invasão de privacidade, tortura, desaparecimento e morte de cidadãos, fechamento do congresso, exílio de opositores e fechamento da imprensa de verdade. Minimizar uma disparidade escandalosa como essa e querer dar uma interpretação de balanço entre forças é tentar reescrever a história de forma vil pela grande distância temporal do ocorrido. Todos os órgãos internacionais reconhecem como válidas insurgências armadas contra golpistas que tomam o poder à força e quebra a normalidade democrática de um país. O que você esperava? que só houvesse manifestações da flor contra o fuzil? o regime durou 25 anos e nem a luta armada conseguiu restabelecer a democracia, pelo contrário precisamos nos humilhar para poder voltar a eleger nossos governantes de forma a aceitar, como atitude de desespero, a chantagem de colocar em lei o perdão dos crimes mais sangrentos, hediondos e infames da nossa história. Esse papel que o senhor e outros fazem é repugnante, a medida que temos uma oportunidade de passar uma mensagem para as novas gerações que esse caminho jamais pode ser aceito novamente, se for má fé, é compreensível. Não sei o que pensam os colegas, mas não sinto raiva quando vejo alguém de algum forma tentar justificar a atitude dos militares em função dos velhos mantras: “ah eles também cometiam crimes” ou “eles queriam ditadura também”, o que eu sinto é vergonha. Vergonha alheia de existirem brasileiros capazes de empunhar argumentação falaciosa sobre acontecimentos tão graves como esses, afinal os familiares das pessoas que foram torturadas e mortas pela mão do estado, estão aí lendo todas as barbaridades que vocês escrevem, e imagino o quanto isso deve doer. O pior é quando a gente percebe que os mesmos que minimizam crimes da ditadura chamam países em que nada disso acontece, como a Venezuela, de ditadura.

    Nelson

    11 de maio de 2013 às 14h42

    Estás totalmente equivocado, meu caro Romanelli, ao resumir a busca pelo esclarecimento do que aconteceu nos 21 anos da ditadura civil-militar a uma “tentativa de VINGANÇA que alguns (de ambos os lados, AMBOS) ainda querem se cometer”. Ao afirmar isso, você não está fazendo mais do que repetindo o que a mídia hegemônica e seus comentaristas dizem, tentanto manter ocultos os acontecimentos e, assim, defender a ditadura, defendendo-se a si mesmos, haja vista o apoio que deram ao regime.

    Quiséssemos vingança, ou retaliação, como afirma tal mídia, e estaríamos a invocar o direito de o torturado torturar seu torturador, o direito de o familiar o assassinado assassinar o assassino de seu ente querido.

    Não, meu caro Romanelli, decididamente, não é isso o que queremos. Queremos que tudo seja esclarecido, clareado, para que possamos nos tornar sabedores da nossa história em sua integralidade; mesmo dos fatos e períodos pouco recomendáveis dela. Afinal, como dizia Goerges Santayana, “quem não conhece sua história está condenado a repeti-la”.

    Então, uma vez apurados todos os fatos, que sejam levados à Justiça, que dará a palavra final quanto à punição aos culpados. E, se a justiça dos homens não fizer realmente justiça, te digo, ainda restará a Justiça Divina; dessa sim, ninguém escapa.

    Para terminar, creio que vale aquele velho ditado: “quem não deve não teme”. Então, por que não querem que tudo seja averiguado, investigado?

    Romanelli

    12 de maio de 2013 às 08h59

    “..Então, uma vez apurados todos os fatos, que sejam levados à Justiça, que dará a palavra final quanto à punição aos culpados. E, se a justiça dos homens ..”

    então, por isso defendo a ANISTIA pra ambos, a justiça que já foi feita mas que o poder encastelado de hoje não aceita

    ..pois como você bem sabe, um dos princípios da Justiça é o da isonomia indistinta, então, se pra um, pro outro lado também ..ou mesmo o do ato concluo, pois se não assim, já já estaremos colocando no banco dos reús os Bandeirantes também (e não os Guaranis contra ao MASSACRE dos Botocudos, claro) ..francamente

    Eu encaro o golpe de 64 como um processo, não um momento ..e dentro deste processo complexo (que inclusive tem implicações externas) acho que sobra CULPA pra todos ..pra mim TODOS incitaram, provocaram, radicalizaram, agrediram, só isso

    Pedro Teixeira

    11 de maio de 2013 às 16h54

    Igualar os dois lados e vir com uma conversa mole de olhar para o futuro, é lamentável. É o mesmo que querer comparar um combatente nazista com um combatente judeu em plena segunda guerra. Triste!

    Romanelli

    12 de maio de 2013 às 07h16

    tá certo, tanto faz vc se abaixar pra URSS, desde que não seja pros EUA, né ? ..tanto faz se pra MARX, desde que não pra Adam Smith

    ..e sobre alemães (ATENÇÃO – não estou falando de nazistas, hein, falo de alemães ou japoneses), por acaso você já ouviu a versão e visão deles ? ou da dos espanhóis, GENERAIS russos, da Eslovaquia, Polônia, que mesmo invadida, muitos dos seus soldados seguiram a HITLER ?

    verdade é que a história é contada (ou recontada) normalmente pelos vitorioso, e invariavelmente esta recheada de estórias

    abolicionista

    11 de maio de 2013 às 17h19

    Outra falácia propalada pelo Sr. Romanelli é apelar para uma ideia abstrata de democracia, na qual o povo pode até escolher, mas apenas a direita da a pauta. Quer dizer, vota-se para decidir sobre a pena de morte, mas não pelo imposto sobre grandes fortunas. Vota-se para decidir sobre o aborto, mas não sobre as privatizações. Tampouco vota-se para decidir a respeito da reforma agrária, da taxa de juros, do lucro Brasil, do preço do transporte público, da reforma do ensino e da universalização da educação pública, da função social da propriedade, etc., sobre isso o povo não pode falar, né?

    Romanelli

    12 de maio de 2013 às 07h06

    Abolicionista, em consideração a sua atenção

    então ..e tem trouxa que acredita em seus líderes quando dizem que aqui é uma democracia (só se pra eles) ..democracia COISA nenhuma, cai na real, suas considerações reforçam meus argumentos ..a molecada que brigava em 64 nem sabia ou era informada do que se passava e/ou se passaria se suas alternativas fossem bem sucedidas

    Colega, de há muito entendo que “democracia representativa”, ainda mais com nossas regras DESPROPORCIONAIS de partilha, inconsequente, esta que é sujeita a todo tipo de intervenção do poder econômico (vide coligações e COMPRAS de consciência de todo tipo, feitas na forma de emprego, patrocínio ou em dinheiro vivo) esta e nada, dá quase no mesmo ..verdade é que somos levados no bico e no cabresto o tempo todo, pela imensa minoria

    Pessoalmente defendo a pratica duma democracia responsável e mais PARTICIPATIVA, a começar pelo voto livre, não obrigatório ..sem intermediários e/ou prepostos do tipo Bolssonaro, Maluf, Popó ou Tiriricas.

    e reitero, o GOLPE de 64 se iniciou com JÂNIO se fazendo de LOBO, com demais Instituições fragilizadas e corrompidas, e com Jango FAZENDO cara de paisagem e achando que tinha, como vice de poucos votos, apoio da sociedade pra tocar reformas que o povo mesmo sequer foi informado que faria …novamente, é o mesmo que o PL, caso LULA saísse, se achasse no direito de fazer o que bem entendesse com o Valdemar da Costa Neto ..não dá.

    Dos temas que apresentou, penso que tenho argumentos suficientes pra ser contra a pena de morte, o aborto justificado só pelo SEXO irresponsável e libidinoso, o imposto sobre grandes fortunas, a privatização de MONOPÓLIO

    ..sou a favor de uma reforma fundiária pra todos, então, contra a feita só pra índio e/ou “quilombo

    No mais, acho vago se falar em reformas sem se especificar no que – tipo universidade e ensino (este truque eu já conheço) ..e acho que NÃO é tema de plebiscito taxa de juros e preço de transportes ..mas quem se importa xom o que penso se na hora H um Romário, ou um pau mandado do EDIR Macedo vai falar em voto secreto por mim, né verdade ?

    ..a propósito, o dia que vc fizer uma intervenção, talvez se vc dispensar termos como baboseira e “vai estudar história”, talvez vc receba como tréplica mais adequada e um melhor tratamento.

    nota aos demais – EU NÃO SOU contra a comissão da verdade enquanto ela busca pela verdade dos FATOS e acontecimentos ..mas defendo que se respeite a ANISTIA (e pouco me importa o que fizeram Chile, Uruguai e Argentina) ..ocorre que a versão de AMBOS os lados, de muitos dos agentes, NÃO nos foi contada por inteiro NÃO ..o que vejo é que em busca desta “pseudo distensão” vejo que alguns estão se aproveitando e querendo fazer justiça com as próprias mãos (tipo humilhando depoentes, aporrinhando-os em suas casas, intrigando e incitando a nova onda de violência etc) ..ademais, penso que as FAMÍLIAS de ambos os lados também sofreram e ainda carregaram de seus fardos, e a elas devemos respostas e consideração mais serenas e objetivas.

    abolicionista

    12 de maio de 2013 às 11h38

    Caro Romanelli, a despeito de nossas posições serem amplamente divergentes (e até mesmo opostas, eu diria), considero que você está sistematicamente evitando responder ao seguinte questionamento:

    1. Tortura é um crime de guerra (logo, o argumento da “guerra contra o comunismo” de nada vale nesse caso).

    2. O Brasil assina, desde a época de Collor, documentos na ONU que dizem ser a tortura um crime “imprescritível” e “otras cositas mas”.

    3. Os militares torturam tanto guerrilheiros quanto pessoas que nada tinham a ver com a luta armada (no caso dos camponeses do Araguaia, que nem sabiam o que era o tal do comunismo).

    Sobre o processo histórico conversamos em outra ocasião, pois se trata de um debate mais longo. Desde meu primeiro comentário, questionei a questão da tortura ser um crime imprescritível, hediondo e desumano. Gostaria de saber como você enxerga a questão.

    Romanelli

    12 de maio de 2013 às 14h15

    caro abolicionista ..sou dos que defende a vida (afinal,m fui pela deportação do Batistti recentemente)

    ..sou pela consequência e responsabilidade ..vc sabe que se hoje instituirmos a pena de morte (só como exemplo) vc não poderá retroagir a quem já foi julgado ..outro princípio do direito é que o crime não é hereditário, enfim

    Falar de qq acordo que veio depois da ANISTIA, pra mim não vale

    Do que disse mantenho, embora seja CONTRA, mas se vale pra um, teria que valer pro outro tb,e a anistia relevou pra AMBOS ..ambos se achavam combatentes ..e pela história, confesso, não sei quem atirou primeiro.

    ps – da minha parte, a titulo de reflexão, prum mundo de Guantanamo, não sei se a choradeira por uma guerra limpa consiga comover muitas correntes ..verdade é que a guerra sempre foi e continuará sendo SUJA, valendo só a versão do ganhador de plantão

    abrá

    AlvaroTadeu

    11 de maio de 2013 às 22h01

    Sei lá se o Romanelli é apenas um ser ignorante, que desconhece nossa história recente, ou é mais um desses trolls profissionais que infestam os blogs sujos. De qualquer maneira a expressão “os dois lados erraram”, revela uma parvoíce difícil de engolir. O lado de lá (Ditadura) não “errou”. Eles fizeram tudo certo. E o certo para eles era acabar com a liberdade, arrochar salários e para isso, prender, arrebentar e matar quem discordasse. A Ditadura brasileira não saiu matando a esmo. Escolhia aqueles seres pensantes que poderiam desbaratá-la apenas no campo das ideias e os perseguia. Ameaçava, desempregava, cassava, prendia, torturava, e no limite, matava. Cada assassinato era justificado como “resistência”, “atropelamento”, “suicídio”, etc., pois não haveria investigação. Cada portaria, cada lei, cada decreto (até decretos secretos houve!) eram preparados por juristas preparados para encobrir atrocidades, roubos, apropriações, eleições fraudadas e todo tipo de corrupção que a Direita jura combater. Dessa forma, nossa Ditadura não foi uma fancaria ridícula como a de Idi Amin Dada. O lado de cá combatia com palavras e ideias. Alguns, desesperados, pegaram em armas pois não lhes restava outra opção. Censurar os guerrilheiros que participaram da luta armada, é como censurar os atletas uruguaios que comeram carne humana, quando seu avião espatifou-se nos Andes. Foi o desespero que os levou àquele ato. Com o traseiro no sofá, controle remoto na mão e a boca empapuçada de pipoca, é fácil criticar. Ponha-se, Romanelli, no lugar daqueles que foram torturados, destruídos física e psicologicamente e veja se havia outra opção. NÃO HAVIA, nunca houve.

    Romanelli

    12 de maio de 2013 às 08h53

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_no_Brasil_em_1960

    não sou contra a Comissão da Verdade, NUNCA escrevi ou defendi isso ..sou contra a humilhação, o revanchismo ..sou a favor da ANISTIA ..e condeno os métodos empregados por AMBOS os lados

    agora, que foi difícil pra sociedade da época suportar um governo eleito por uma “minoria” oportunista, inserida dentro dum mundo geopoliticamente dividido, foi

    Ronaldo Silva

    12 de maio de 2013 às 12h38

    Cara, não perca seu tempo com um cara preconceituoso, resquício dessa lei de anistia, ele grita por ela para naõ precisar ver um de seus ou quem sabe, ate´mesmo ele enjaulado, caso essa lei caia.

Jose Mario HRP

11 de maio de 2013 às 09h30 Responder

Marco Azevêdo

11 de maio de 2013 às 08h58

Não é só Ustra que tem que ser desmoralizado. As Oligarquias que hoje estão aí são “terroristas de estado”, pois eram o braço direto da ditadura e hoje, em sua plenitude, são donas do PGI.

Responder

Jose Mario HRP

11 de maio de 2013 às 08h26

O escracho a que o Ustra foi submetido é sensacional!
Não precisa prender essas velharias mas colocar-lhes a canga de traíras, torturadores e covardes que o são!
Sem prova José Dirceu foi humilhado numa churascaria , certa vez, por haver participado do mensalão, sem que houvesse julgamento até então, mas Ustra passa despercebido pelas ruas e outros lugares públicos sendo o ser abjeto que é, portanto vamos espalhar fotos dele e de outros pulhas brasil a fora, para que o povo possa avacalha-los e deixá-los do tamanho que tem, amebas espirituais que o são!

Responder

Malvina Cruela

11 de maio de 2013 às 07h58

“Quando um tolo pratica um ato de que se envergonha, declara sempre que fez o seu dever.” george bernard shaw

Responder

wilson

11 de maio de 2013 às 07h38

Triste, macabra e funérea essa figura que de gente não tem nada. Diz na cara que fez mesmo e não se arrepende; eles e seus pares do mesmo viés têm o amparo do judiciário. Ainda assim, devemos lutar pra colocá-los no seu lugar e sem tortura. O Brasil há de cair no eixo democrático. Parabéns, Azenha por continuar.

Responder

Jose Mario HRP

11 de maio de 2013 às 04h32

Vamos fazer ele passar vergonha!

Responder

Jose Mario HRP

11 de maio de 2013 às 02h39

Ese pústula vai para o Umbral direto!

Responder

    Luis Fernando

    11 de maio de 2013 às 21h04

    O umbral não aceita pessoas como ele. Este será retirado para outros orbes para não ser massacrado pelo ódio de seres piores que ele.

abolicionista

11 de maio de 2013 às 00h29

É por essas e por outras que a Dilma, que mantém Mercadante como seu braço direito, perdeu meu voto.
A democracia ainda não chegou…

Responder

    Sergio Caldieri

    11 de maio de 2013 às 01h28

    O filho do general Oswaldo Muniz Oliva, ex-comandante da Escola Superior de Guerra e muy amigo do coronel Erasmo Dias, o cão de guarda da burguesia paulista que combateu os revolucionários no Vale da Ribeira-SP, com seus jagunços da OBAN.

    abolicionista

    11 de maio de 2013 às 10h57

    Obrigado pela informação, caro Sergio. Sabia que Mercadante era filho de milico, mas não sabia dessa proximidade.

Priscila maria presotto

11 de maio de 2013 às 00h26

Ustra ,o carrasco

Responder

    Elza

    11 de maio de 2013 às 00h59

    #Ustra, o carrasco

Eneágono Glutão

11 de maio de 2013 às 00h20

Parabéns, Azenha! Essa entrevista e a do Ernesto Carvalho foram especiais. Que bom que você não desistiu do blog.
A serenidade do Adriano e a precisão de seu relato são marcantes. Isso bem que podia passar num especial da Record, hein?!

Responder

LEN

11 de maio de 2013 às 00h15

Todo Apoio à PEC da deputada Luiza Erundina. Tem que cumprir a determinação da CIDH. Torturador não pode ser anistiado. O criminoso ainda debocha dos brasileiros. eu não tenho pena desse tipo de velhinho, por mim passa o resto da vida na cadeia. Não dá para ter pena de alguém que comete tantos crimes, só que esses tem proteção do STF.

Responder

    JOTACE

    11 de maio de 2013 às 02h56

    O caso é que estamos no Brasil, LEN, cuja Justiça não tem punido bandidos de colarinho ou fardados. Há dois dias uma Juíza na Guatemala sentenciou o ‘velhinho’ ex-Presidente José Rios Montt a 80 anos de prisão por seus crimes contra os Direitos Humanos. Aqui, o ‘Dr. Tibiriçá’, o Senhor da Morte, considerado responsável por pelo menos 50 assassinatos quando comandou o DOI-CODI, deve estar debochando com o título de Torturador que recebeu da Justiça, ao invés de uma pena de muitos anos nas grades.


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