por Dr. Rosinha e Marcelo Zero, especial para o Viomundo
A cobertura que a mídia brasileira tem feito da recente reestatização da YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales), maior empresa de hidrocarbonetos da Argentina, está mais a serviço da Repsol e da Espanha do que a serviço do leitor brasileiro, que merece informação acurada, e que não brigue com os fatos.
Para confirmar essa avaliação, basta ler alguns editoriais, reportagens ou acompanhar o noticiário de rádio e TV no Brasil. De uma maneira geral, os meios de comunicação classificam a decisão do governo argentino de “injustificada”, “irracional”, “populista”, “ideológica”, “demagógica” e outros adjetivos menos elevados.
Alguns “analistas” afirmam que a Argentina tem uma “capacidade ilimitada de errar”, e que a medida levará o país vizinho ao isolamento político e econômico. Outros dizem também que a decisão de Cristina Kirchner prejudicará toda a região, afugentará novos investimentos e poderá atingir os interesses da Petrobras na Argentina.
Não raras vezes a cobertura é acompanhada pelo preconceito existente no Brasil, em relação à Argentina e aos argentinos, retratados como seres irracionais, sujeitos a arroubos passionais e irresponsáveis.
Ao contrário, porém, do que dão a entender as notícias veiculadas no Brasil, a população da Argentina recebeu bem o ato de reestatização e apoia a decisão. No domingo (22/4), o jornal “La Nación”, que não é de esquerda, divulgou uma pesquisa que mostra que 62% dos argentinos apoiam a decisão de Cristina. Entre os entrevistados, 26% afirmam estar “muito de acordo” e 36%, “de acordo” com a decisão. Segundo a pesquisa divulgada, 23% disseram estar “em desacordo” e somente 8% rejeitaram a medida.
Ora, a população argentina não é irracional. É, na média, mais bem informada do que nossos “analistas”. Há, de fato, razões sólidas para esse posicionamento.
A YPF foi privatizada em 1999 pelo governo neoliberal de Menem, que levou o país à pior depressão econômica da sua história, desempregando e empobrecendo milhões de argentinos. Agora, segundo o próprio “La Nación”, inclusive Menem concorda com a ação de Cristina Kirchner de reestatizar a companhia.
Assim como no Brasil do governo FHC, as privatizações na Argentina foram, em sua maioria, muito mal feitas. Além dos questionamentos relativos à lisura dos leilões e dos preços baixos que a venda do patrimônio público atingiu, os resultados da maior parte das privatizações foram custos muito altos para o consumidor e serviços de baixa qualidade. Outra consequência destas privatizações: a perda de controle sobre alguns setores estratégicos da economia e a falta de investimentos necessários para ampliar e melhorar serviços importantes.
Este péssimo resultado geral fez com que os governos de Néstor e Cristina Kirchner se vissem obrigados a intervir em alguns setores que haviam sido privatizados como, por exemplo, Águas Argentinas, os Correios e a Aerolíneas Argentinas. Em todos esses setores, o quadro era de sucateamento, ausência de investimentos e serviços de baixa qualidade.
Portanto, a reestatização de 51% das ações da YPF se insere em um quadro maior de tentativa de recuperação do controle da gestão estratégica de setores econômicos relevantes e de melhoria dos serviços prestados aos consumidores argentinos.
Na análise sobre a decisão argentina de intervir no setor de hidrocarbonetos do país, deve-se levar em consideração, em primeiro lugar, a grande dependência que o país tem, no que tange à produção de gás e petróleo. Cerca de 83% da matriz energética da Argentina está concentrada em hidrocarbonetos: 32% em petróleo e 51% em gás natural. No curto e médio prazo, essa dependência não deverá se alterar, pois a Argentina não tem grande potencial hidrelétrico a ser explorado e tampouco programas robustos de exploração da biomassa, como o Brasil possui.
Sob os auspícios da Repsol, entre 2008 e 2011, os argentinos viram a produção de petróleo cair 9% e a de gás natural, 10%. Concomitantemente, as reservas provadas de petróleo do país encolheram 4% e as de gás natural se reduziram em 19%, no período de 2007 a 2010.
Considere-se, adicionalmente, que essas reduções na produção interna vêm ocorrendo num quadro de significativo crescimento do PIB e da demanda por energia. No período 2002-2010, o crescimento médio real do PIB argentino foi de 8% e o incremento da demanda energética situou-se em 5% ao ano.
Sem dúvida alguma, essa crescente demanda se contrapõe ao estrangulamento energético que pode comprometer o desenvolvimento sustentado da Argentina e enterrar os planos de reconstrução da sua indústria doméstica, que havia sido muito fragilizada por décadas de liberalismo irresponsável.
O aumento da demanda e o estrangulamento da produção levaram à necessidade da importação de energia (hidrocarboneto e gás), o que acarretou um déficit expressivo (3,4 bilhões de dólares) na balança de comércio exterior de energia da Argentina, em 2011.
Tudo isso foi consequência, em boa parte, da inação da Repsol na Argentina. De fato, a Repsol não vinha investindo o suficiente para fazer frente às necessidades do desenvolvimento da Argentina. Ela preferiu remeter os lucros obtidos naquele país à sua matriz em crise. Imaginem se, no Brasil, houvesse a “Petrobrax” sonhada pelos neoliberais tupiniquins, e se tal empresa estivesse remetendo seus lucros para o exterior ao invés de investi-los na prospecção de novas jazidas, como as do pré-sal. Seria a mesma situação.
O objetivo do governo argentino ao reestatizar a YPF é, assim, recuperar sua “soberania energética” e superar os atuais gargalos de seu suprimento de energia, como o Brasil fez, com muito êxito. O recém-descoberto potencial de produção da bacia de Vaca Muerta, uma enorme jazida de shale gas, a terceira maior do mundo, uma espécie de pré-sal argentino, augura um grande futuro para a YPF estatizada, ao contrário do que dizem os “analistas” da mídia brasileira, desinformada e desinformadora.
Mas nem todos no Brasil compartilham da visão desinformada da velha mídia. Um dos antigos defensores da redução do Estado e das privatizações, Luiz Carlos Bresser Pereira reviu suas posições anteriores e passou a ser um crítico daquilo que defendia.
Bresser Pereira, no artigo “A Argentina tem razão” (Folha de São Paulo, 23/04/12), afirma que “não faz sentido deixar sob controle de empresa estrangeira um setor estratégico para o desenvolvimento do país como é o petróleo, especialmente quando essa empresa, em vez de reinvestir seus lucros e aumentar a produção, os remetia para a matriz espanhola”.
De fato, deixar um setor estratégico sob controle de uma empresa estrangeira que não investe no país só faz sentido para boa parte da mídia brasileira.
O atual governo argentino tomou uma decisão perfeitamente racional e razoável, ao contrário do que insinuam analistas da velha mídia. Esta sim, manipuladora e desinformada, pratica uma espécie de populismo midiático conservador.
Ao invés de informar, as empresas de mídia tentam deformar os fatos e conformar a sociedade de acordo com os seus próprios interesses. Para além de desinformar os cidadãos comuns, o populismo midiático busca defender interesses de investidores privados que não têm compromisso com o desenvolvimento de nossa região.
Dr. Rosinha, médico com especialização em Pediatria, Saúde Pública e Medicina do Trabalho, é deputado federal (PT-PR). No twitter: @DrRosinha
Marcelo Zero, sociólogo, é assessor da bancada do PT no Senado Federal.
Leia também:
Santayana: Dar aos espanhóis o tratamento dado por eles aos brasileiros






54 comentários
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Afonso
26 de abril de 2012 às 16h38Nossa imprensa em geral está pior que mendigo. Imagina se ela não vai defender os interesses das REPSOIS da vida. Ou Vs. acham que ela vai arriscar a ficar sem as esmolas das VIVOs e etc.?
Mídia brasileira a serviço da Repsol | Viva Marabá Carajás Brasil
25 de abril de 2012 às 13h03[…] Mídia brasileira a serviço da Repsol var cid= 8495; Tweet (function() { var s = document.createElement('SCRIPT'), s1 = document.getElementsByTagName('SCRIPT')[0]; s.type = 'text/javascript'; s.async = true; s.src = 'http://widgets.digg.com/buttons.js'; s1.parentNode.insertBefore(s, s1); })(); 0 comments Por Dr. Rosinha e Marcelo Zero, no blog Viomundo: […]
EUNAOSABIA
25 de abril de 2012 às 12h22A quantidade de insanidades que essa gente é capaz de produzir não têm limites mesmo.
A Argentina já foi um dos países mais ricos e prósperos do mundo, tinha índices econômicos e de IDH superiores a França, Inglaterra, Noruega e outros… e como a Argentina se transformou no que é hoje? foi graças ao Peronismo, mesmo partido e modo de fazer política deste governo atual, populistas de meia pataca e incompetentes, essa é a verdade.
Esses que responderam que apóiam essa atitude totalmente irresponsável e populista foram os mesmos que apoiaram nas ruas de forma quase inacreditável a invasão das Malvinas, lembrando que os esquerdistas tabajaras e que apóiam o regime dos Castros, de forma paradoxal também apoiaram Galtiere durante a invasão.
Mal sabiam eles que não estavam declarando guerra a Inglaterra e sim aos EUA e OTAN… pobres diabos mesmo… lembram do bombardeiro Vulcan (leva armas nucleares) que cometeu um "erro" de rota e foi parar no Rio de Janeiro e que acabou sendo interceptado por dois caças da FAB? aquilo era uma mensagem… como é que um avião sai mais de 1000 Km da rota? a mensagem era: "Podemos atingir Buenos Aires se quisermos” .
Eu nem vou me alongar… não vale a pena.
Será que quem escreveu isso apóia as restrições que Cristina impõe ao Brasil? Mais de 1000 tratores, caminhões e ônibus que não entram no país por conta do “governo exemplar” da Cristina Quixiner?
Em tempo: O Barril de petróleo custa U$ 120 no mercado internacional, o governo Argentino pagava U$ 60 a YPF, mas é claro que disso ninguém fala.
RONALD
25 de abril de 2012 às 10h42Acho muito blá…blá…blá….cortina de fumaça como foi capa da veja
O PT é governo a mais de 8 anos e não faz nada prá melhorar essa porcaria de merdia que temos aí. Porque o DR. rosinha não faz pressão no sumido do bernardo enroladol que está sentado em cima do projeto de regulação da mérdia que foi deixado no governo LULA ? O prazo prá entregar o projeto ao congresso dado pelo bernardo não era até o final do ano passado(2011)?
Com relação a regulação da mérdia o PT vem enrolando já faz muito tempo. 8 anos de LULA e já quase 2 anos da DILMA.
Adilso C Fonseca
25 de abril de 2012 às 10h39só faltava dizer que o Messi foi mal e a culpa da desclassificação do Barça, terem sido por causa da reestatização da YPF
Henrique Neves
25 de abril de 2012 às 10h19Não respeitar contratos é uma coisa muito séria. Isso, em menor proporção, equivale a um golpe militar. Golpe esse, que muitos aqui criticam. Contratos existem e devem ser cumpridos, ou ao menos, renegociados com comum acordo.
Guanabara
25 de abril de 2012 às 10h18Eu mudaria o título: mídia brasileira a serviço dos grandes capitalistas mundiais (como sempre foi… independente de credo, raça e nacionalidade. Tem $$? Tô puxando o saco e tentando faturar um depois em cima disso).
Ana Cruzzeli
25 de abril de 2012 às 10h11Disse tudo Dr Rosinha, disse tudo.
Interesses inconfessáveis por parte da midia nativa é que provoca essa série de erros nos analistas-de-programa.
Como tudo que eles dizem são provados depois que era manipulação, veremos que os lucros não remetidos para a Espanha ficando aqui na região continuará a revolução latino-americana.
CONGRESSISTAS como esse Dr. Rosinha é que o povo brasileiro merece. Tem muita conhecimento esse parlamentar. Sabe o que está em jogo e não fica em cima do muro quando defende os interesses da região.
Somos todos Argentina, somos todos Cristina e sim somos todos Dilma que sabia o que estava em jogo em 2010.
Jotace
25 de abril de 2012 às 14h56Prezada Ana,
Não creio que o Dr. Rosinha e seu assessor Dr. Marcelo tenham dito o que, na realidade, os brasileiros independentes desejavam. Não é aprovando tudo que se deve colaborar com o governo, mas fazer-lhe críticas sempre que se mostarem fracos, hesitantes em atender os anseios da nacionalidade.
Cordial abraço, Jotace
paaulo
25 de abril de 2012 às 09h56Manda esse texto pró Bonner Simpson ler no JN, e para a Renata do Bom dia Brasil.Globo e vc tudo a NÃO VER
Marat
25 de abril de 2012 às 09h33Imaginemos que a fonte pagadora do PIG (CIA) seque, tal qual uma cachoeira moribunda… como será que eles agiriam?
Fabio SP
25 de abril de 2012 às 08h10O único país que tem uma empresa sua estatizada por outro país e fica feliz é o Brasil…
Rodrigo
25 de abril de 2012 às 09h12Na mosca: a pátria do Dr. Rosinha é a esquerda. Então pode tomar a Petrobrás, gasodutos e até as cuecas, desde que seja da esquerda. E claro, com aquelas pitadas de loteamento de cargos de confiança.
É a evolução da privatização: privatizando para um grupo político, além das nações.
Tiago Tobias
25 de abril de 2012 às 05h18O pig defende suas posições. Sempre de 4.
Marat
25 de abril de 2012 às 09h32Perfeita colocação…
bentoxvi-osanto
25 de abril de 2012 às 04h07Azenha.
Tem um ditado que diz : " Para uma mentira ter credibilidade…até o proprio mentiroso tem que acreditar nela "
Elias
25 de abril de 2012 às 02h33"Yo tengo tantos hermanos…Que no los puedo contar…Y una hermana muy hermosa…Que se llama libertad"
de Atahualpa Yupanqui, pseudônimo do compositor portenho Héctor Chavero
Viva a Argentina! Vida longa a Cristina de Kirchner!
Jotace
25 de abril de 2012 às 15h17Belissimos os versos, Elias! Como você, saúdo com eles o povo-irmão da gloriosa Argentina e sua Presidente, Cristina, a Redentora…Muito desejo, como brasileiro, ver a nossa Dilma ocupando um pódio semelhante!Abraços, Jotace
Marat
24 de abril de 2012 às 23h56Não seria mais fácil o PIG todo mudar-se para Maiami (escrevo assim mesmo – é de propósito!), e ali arrumar algum servicinho junto aos estadunidenses endinheirados, e nos deixar em paz, por aqui? Afinal de contas, somos 159 milhões de habitantes sérios e honrados, e eles são, no máximo, 1 milhão de presepeiros, vendidos e lesa-pátrias…
MARCELO
25 de abril de 2012 às 12h01Vai assistir o Glee,Marat.Já está perdendo o começo do episódio.kkkkkkkkkkkkkkk
Marat
25 de abril de 2012 às 14h32Juro que nunca assisti, nem ouvi falar desse programa, mas vou procurar saber. Abraços
Marat
24 de abril de 2012 às 23h54Cristina, sozinha, é milhões de vezes mais inteligente e sutil que todo o PIG brasileiro junto!!!!!!!!!!!!!!!
Adilson
25 de abril de 2012 às 11h31Excelente, Marat!!!
Jonas Resende
24 de abril de 2012 às 23h22Valeu, Cristina, estamos com você!!!!
pperez
24 de abril de 2012 às 21h30Não tem motivo algum para a Argentina continuar se ferrando para financiar a matança de elefantes pela aristocracia Espanhola!
Quem refresca rabo de pato é lagoa e o exocet da Cristina atingiu em cheio o alvo!
bene nadal
24 de abril de 2012 às 20h51Essa midiazinha de esgoto brasileira, não é mais "apenas sem vergonha", é sim; nogenta, e podre, fede como "m", ou seja aquilo que é de verdade. Que me perdoem as raras excessões.
A Sra Cristina Kichnner é uma eroína, e se lhe entregassem a espanha nas mãos, os espanhois seriam muito mais felizes.
Mariac
25 de abril de 2012 às 11h46NOJENTA É COM JOTA E JEROÍNA É COM H.
Conceição Lemes
25 de abril de 2012 às 12h25Mariac, letras minúsculas nos comentários, por favor. abs
coutinho
25 de abril de 2012 às 14h58Com jota ou sem jota; com h ou sem h, a nossa mídia se comporta como dizem os articulistas. Está a serviço do entreguismo há muitos anos.
Senão
24 de abril de 2012 às 20h38Um senão ao texto: os lucros das estatais brasileiras estão indo para o mesmo buraco. É que são canalizados para o pagamento da questionável, ilegítima e inconstitucional dívida pública brasileira. Isso não é dito… Ou seja, os lucros da Petrobrás estão sendo petroxizados. A omissão quanto à auditoria da dívida (art. 59 do ADCT), inclusive objeto da ADPF (AdormecenDo nas Pernas de um Funcionário, ou melhor, Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 59, no STF há alguns anos, desvela a baixíssima constitucionalidade brasileira.
Jotace
24 de abril de 2012 às 23h30OUTRO SENÃO…
O Deputado Dr. Rosinha e o Sr. Marcelo Zero, desenvolveram um texto bem elaborado e longo no qual, além de alguns dados, foram expendidas considerações gerais, um tanto estratosféricas, sobre o comportamento da grande mídia brasileira. Ainda que o artigo tenha sido adequado ao momento argentino e até destacado de alguma forma a ação corajosa, patriótica, da Presidente Cristina, quase que deixa de mencionar o problema brasileiro. Omite o trabalho qualquer referência sobre as atitudes que o Governo Dilma deveria tomar no sentido de que a nação brasileira não só recupere as grandes empresas de importância estratégica (caso da Vale do Rio Doce, das telefônicas espanholas, por exemplo), mas seja ressarcida pela pilhagem descarada que começou no (des)governo do FHC e que continua desde então. Jotace
Adir Tavares
24 de abril de 2012 às 20h32Como Dilma, sou Cristina.
Graça a D'us existem essas mulheres!
Jotace
25 de abril de 2012 às 00h13Calma, Adir! É bom esperar mais um pouco, mas bem antes que cheguem as próximas eleições, o tempo das promessas. Bater palmas simplesmente não resolve, há que reestatizar e lograr o ressarcimento das pilhagens que vêm ocorrendo impunemente por parte das transnacionais. O governo Dilma precisa agir ! Abraços Jotace
ratusnatus
24 de abril de 2012 às 20h06Eles estão é a serviço deles mesmo. É uma questão de princípio ideológico.
Não interessa se a argentina tem razão. Eles simplesmente não concordam ideológicamente com a solução.
Gersier
24 de abril de 2012 às 20h05Novidade seria o contrário.Esses salafrários entreguistas estão acostumados a abanar o rabo para os interesses dos Estados Unidos e paises da Europa,pouco se importando que empresas desses paises prestem um péssimo serviço e ainda extrapolem na exploração dos bens que pertencem de fato e de direito à população.É o famoso complexo de vira latas,que penso eu,tem mais auto estima que esses imbecis.
Renato M
24 de abril de 2012 às 19h43Tem que estatizar sim. Com o imperialismo não existem medidas conciliatórias. A Espanha tem um rei que não passa de energúmeno que foi indicado pelo famigerado general Franco. Felizmente estou vivendo para ver a derrocada do império Americano e o ocaso da Europa. As privatizações dos anos 90 levadas a cabo pelo entreguista Fernando Henrique Cardoso é um chaga que teremos que carregar por muito tempo. Salve Cristina, salve Chaves, salve Correia e salve Evo que têm coragem de bater de frente com os impérios.
Gustavo Pamplona
24 de abril de 2012 às 19h41Já que estão falando em manipulação da mídia acho que nós deveríamos bater palmas (clap, clap, clap) para o Ari Peixoto. Aquele ali foi escalado pela Globo (JN) para cobrir a CPI do Cachoeira.
Anda merecendo o troféu Rodrigo Boccardi (*) de jornalismo manipulativo, eu nunca vi alguém ser tão parcial e omitir o que realmente interessa… ontem… nem falaram que a Dilma abriu as contas com a construtora Delta e entupiu (de acordo com o PHA) a CPI da Globo.
Alguns de vocês aqui provavelmente conhecem este blog… mas quem não conhece… visitem: "Curso Básico de Jornalismo Manipulativo" -> http://cbjm.wordpress.com/
(*) Foi o que provou que uma moedinha de 1 real poderia causar uma aquaplanagem numa pista, estou falando do segundo "caos áereo", o acidente da TAM. Depois disto… ganhou uma passagem de ida para os EUA e agora virou correspondente lá.
—-
Desde Jun/2007 clap, clap, clapando jornalistas manipuladores no "Vi o Mundo"! ;-)
Leider_Lincoln
24 de abril de 2012 às 19h39Vergonhoso! Simplesmente vergonhoso… Aqui na escola em que trabalho resolveram assinar a FSP! Pelo menos dá para usar as matérias e explicar como se faz manipulação e distorção da verdade…
Mariac
25 de abril de 2012 às 11h48COM DINHEIRO PÚBLICO, NÉ? EXIJA PLURINOTICIAS ENTÃO, E NÃO FAÇA LAVAGEM NOS CÉREBROS JOVENS DE SEUS ALUNOS
pperez
24 de abril de 2012 às 19h39Se o Farol de Alexandria teve o desplante de ir no quintal do comandante Chávez para apoiar seu adversario! imagine o que os demais membros do bando podem fazer por aqui!
Marcos
24 de abril de 2012 às 19h31Não faz tanto tempo, devastaram cruelmente as Américas, com suas armas, cavalos, padres, espadas, cruzes, doenças. Por onde passaram não restou vida. Até hoje nenhum descendente das vítimas foi indenizado. Argentina não deve pagar 1 centavo aos colonizadores.
Mariac
25 de abril de 2012 às 11h49A Argentina deve sim é chamar todos os veículos de comunicação, parceiros, no mundo e falar, falar, falar, falar,
Masan
24 de abril de 2012 às 19h25Até quando teremos de suportar essa gentalha dos "meios de desinformação"???
Luiz Fortaleza
24 de abril de 2012 às 19h11GENTE AGORA É O AECIO NEVES ENVOLVIDO COM O CACHOEIRA. A PEDIDO DO DEMOSTENES ELE DEU UM EMPREGO PRA PRIMA DO CACHOEIRA… E A IMPRENSA DA FOLHA SP NÃO FALA NADA. OH IMPRENSA NOJENTA.
Fabio_Passos
24 de abril de 2012 às 19h04<img src=http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/89/foto_mat_34783.jpg>
Sérgio Ruiz
25 de abril de 2012 às 17h39kkkkkkkkkkk, boa Fábio, mas não é só o pig, os fundamentalistas neo-liberais também. Viva a ARGENTINA.
Fabio_Passos
26 de abril de 2012 às 07h08Este Marignoni é muito divertido.
Fabio_Passos
24 de abril de 2012 às 18h51Dr Rosinha acerta em cheio.
A mídia-lixo-corporativa – rede globo / quadrilha veja / fsp / estadão – continua seu trabalho ininterrupto tentando idiotizar a população brasileira.
A velha mídia defende descaradamente os interesses do capital. Pouco importa se o capital teve atuação predatória e lesiva aos interesses da nação Argentina.
Estas oligarquias midiáticas são completamente corruptas. A verdade não interessa… só interessa receber uma remuneração gorda dos anunciantes.
Só que agora os tempos são outros. As pessoas se informam na rede e encontram com facilidade as mentiras e as informações omitidas por globo, veja, estadão, fsp e outros lixos.
E não tenho dúvida de que um processo de re-estatização no Brasil, recuperando cias estratégicas entregues pelo governo neoliberal corrupto do finado fhc, seria comemorada por uma imensa maioria dos brasileiros.
Jotace
25 de abril de 2012 às 00h06Caro Passos,
No meu modesto entender, creio que os autores ficaram devendo. É um texto longo e bem elaborado o que fizeram, mas que tece considerações um tanto flor de laranja, sobre o comportamento da mídia particularmente no caso do nosso país que tem feição tão grave ou ainda maior que o do país irmão. Creio que, mesmo en passant, os responsáveis pelo texto poderiam abordar a necessidade da recuperação de grandes empresas de importância estratégica com o ressarcimento decorrente da pilhagem descarada que praticam, como é bem o caso da Vale do Rio Doce e das telefônicas espanholas, só para citar algumas. Abraços, Jotace
Fabio_Passos
25 de abril de 2012 às 07h25Não tenho dúvida.
São raros os políticos que defendem abertamente a re-estatização das cias estratégicas roubadas do Brasil durante o saque neoliberal.
Jotace
25 de abril de 2012 às 15h07É isso mesmo, caro Fábio. O povo deve estar mais que atento quanto ao malabarismo das palavras dos políticos. Não pode ser consagrada a miséria praticada contra o povo brasileiro pela outorga das grandes riquezas nacionais aos piratas, sejam alienígenas ou não. Abs, Jotace
Rafael
24 de abril de 2012 às 18h41Bem explicada a razão para reestatização da YPF.
Bonifa
24 de abril de 2012 às 18h32Não adianta lutarem contra a maré. Os liberais fracassados não podem mais conduzir a opinião pública. Cristina hoje é uma heroina até mesmo para o próprio povo espanhol.
renato
24 de abril de 2012 às 21h23Não sei se a espanha merece um herói.