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Cartas de Minas
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Casal Bretas recebe auxílio moradia em dobro apesar de morar em apartamento milionário no Rio

01 de fevereiro de 2018 às 11h18

Da Redação

O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, mora com a esposa Simone num apartamento milionário no bairro do Flamengo, com vista para o Pão de Açúcar, informa a colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O apartamento já saiu até em revista de decoração. Bretas, dono do imóvel, poderia alugá-lo por até R$ 4 mil por dia, calculou a colunista.

Bretas e a esposa recebem, juntos, R$ 8. 754, 66 em auxílio moradia. O Conselho Nacional de Justiça recomendou que não houvesse acúmulo do benefício. O juiz recorreu à Justiça e garantiu o pagamento.

A Associação dos Juizes do Rio de Janeiro emitiu nota dizendo que a notícia da Folha de S. Paulo que deu início à polêmica era parte de uma campanha de corruptos contra a magistratura.

Revelou-se posteriormente que o presidente da Associação também recebe o auxílio moradia em dobro.

No caso dos juizes, foi criado com o argumento de que eles se mudam frequentemente e nem sempre há apartamentos funcionais à disposição nas cidades para as quais são transferidos.

Mas um juiz que seja dono do próprio imóvel e seja originário da cidade onde trabalha também pode receber o benefício.

O auxílio moradia foi criado durante a ditadura militar. O argumento é de que juizes haviam se mudado do Rio de Janeiro para a nova capital, Brasília, e viviam de aluguel. Mas o benefício se disseminou.

A União gasta R$ 437 milhões por ano com o benefício a juizes e procuradores, mas quando se considera que o pagamento também é feito também a servidores estaduais e municipais o valor pode chegar a R$ 4 bilhões.

É muito próximo de quanto o Brasil investe no Bolsa Família, cujo benefício básico é de R$ 85 mensais.

Depois de receber críticas ácidas de internautas no twitter, o juiz Marcelo Bretas anunciou que estava se afastando da rede social.

Ele e seu colega Sérgio Moro, que comanda a Lava Jato em Curitiba, se tornaram figuras midiáticas de alta octanagem, concedendo entrevistas, passeando em tapetes vermelhos e recebendo premiações em aparições públicas.

Segundo o site Consultor Jurídico, a esposa de Bretas, Simone, participou de uma greve branca durante o governo Dilma quando a presidenta ameaçou benefícios da magistratura.

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7 Comentários escrever comentário »

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Hudson

04/02/2018 - 20h49

Esses juízes-Snoopy (que moram acima do teto), com tantos imóveis, deveriam pedir ao seu coleguinha, o “presidente lulia”, para editar um decreto dando a eles bolsas-IPTU. Devem estar precisando muito.

Já o Presidente Lula, ao que consta, havia feito sua parte:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-dia-em-que-lula-acabou-com-o-auxilio-moradia-dos-juizes-por-helena-chagas/

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Sebastião Farias

03/02/2018 - 22h34

Meus parabéns Brizola, pelas informações sobre essa mancha de vergonha que expõe a gênese da injustiça explícita que impede a evolução moral, cívica e ética da nação brasileira, protagonizada, pasmem, pelo poder judiciário do Brasil.
Para começar, o simples fato de um cidadão ter privilégios públicos, num país onde outros cidadãos, que são iguais perante a lei e, à luz de seus votos todo o poder emana, segundo a CF mas, por causa desses privilégios de alguns, outros, apesar de brasileiros, não possuem um emprego decente e não têm o que comer.
Infelizmente, direitos das pessoas; justiça imparcial; nacionalidade, fraternidade e patriotismo; hipocrisia; ética no serviço público, moral, etc, são valores de cidadania, cujos bons exemplos, deveriam partir do poder judiciário brasileiro, mas na prática, não é isso que se ver, em nosso país.
Furar-teto salarial, além de ser ilegal é imoral e sem ética. Da mesma forma, receber auxílio moradia como bônus num mês, em caso de mudança de cidade e, para ajudar o aluguel por ex.: por 06 (seis) para quem não é proprietário, de modo que no final desse tempo, o privilegiado já tenha conseguido um imóvel próprio.
No caso de casal, onde os 02 (dois) teriam cada um, esse direito, a lei prá ser justa, deveria alertar que só um teria direito ao privilégio temporário.
Se assim não for, o mal intencionado foi o legislador, além de desrespeitar os demais cidadãos comuns, que são os detentores do Poder, os outorgadores desse Poder, os mantenedores desse Poder e, Fiscais dos fiscais públicos.
Ora, como se fala tanto em reformas de todos os tipos, vamos começar então, com a participação direta do povo, com a eliminação definitiva de todos os privilégios praticados nos 03 Poderes e, em seguida, por ordem, a Reforma Política e Partidária do Brasil, etc,.
Assim, à luz de tudo isso e, pelo amor e consideração que essas pessoas têm do povo e do Brasil e, por questão moral e ética, dêem o exemplo e se neguem daqui em diante, a receberem esses privilégios vergonhos, além de virem a público pedir desculpas aos contribuintes.
Para quem conhece a conjuntura pública e, se quiser, faça uma listagem de todos os privilégios por Poder constituído e, taí, uh uma boa oportunidade de praticarem a cidadania e, de informarem e de conscientizarem as pessoas ao entendimento e protagonismo cívico, sobre esse tema: Privilégios Nunca Mais.
Por outro lado, fica aberta a oportunidade, para que todos os cidadãos conscientes e que amem o seu país, o Brasil, se manifestem, a favor ou contra mas, se manifestem, dando sua opinião e assim, de forma consciente, responsabilidade e respeito aos outros, é que, construiremos uma democracia justa, responsável e uma nação fraterna e soberana.
Viva o Brasil e a justiça imparcial cidadã.A hora de mudarmos essas desconformidades imorais e injustas é Agora.

Responder

    Sebastião Farias

    03/02/2018 - 22h38

    Retificando o nome do autor, no início, onde se lê Brizola leia-se Luiz Carlos Azenha, desculpem e obrigado.

Pedro

01/02/2018 - 15h15

“na lagoa Rodrigo de Freitas, com vista para o Pão de Açúcar”? Acho que é geograficamente impossível essa vista. Seria legal checar essa informação.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    01/02/2018 - 18h25

    Fica no Flamengo. Desculpe nossa falha. Já corrigido. abs

Ariovaldo

01/02/2018 - 14h35

Casa de ferreiro, espeto de pai…

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Julio Silveira

01/02/2018 - 12h30

Já nem podem ser chamados de caras de pau, são caras de laje mesmo.

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