VIOMUNDO

Diário da Resistência


Carta Maior: Governo precisa dar à crise o seu nome
Política

Carta Maior: Governo precisa dar à crise o seu nome


04/01/2013 - 11h40

por Saul Leblon, em Carta Maior

A mídia tanto insiste em confundir que às vezes até setores progressistas parecem acreditar.

Mas é preciso ficar claro: o nome da crise é capitalismo e não esquerda; não PT – ou governo Dilma, como quer o jogral embarcado nas virtudes dos livres mercados, os mesmos que jogaram o planeta no pântano atual.

A esquerda tem sua penitência a pagar nesse banco de areia movediça. Mas uma coisa é diferente da outra.

O conservadorismo não tem agenda propositiva a oferecer, exceto regressão à matriz do desmazelo atual.

A esquerda ainda lambe feridas, espana a rendição neoliberal que acometeu – ainda acomete – segmentos e lideranças importantes de suas fileiras, aqui e alhures.

Mal ou bem, no entanto, ensaia um debate sobre a alternativa à desordem capitalista.

Deve acelerar o passo porque a história apertou o seu: a restauração conservadora avança no vácuo progressista.

A preparação do V Congresso do PT, que acontecerá em 2014, é a oportunidade para que isso ocorra no Brasil de forma organizada. Com convidados de dentro e de fora do partido. De dentro e de fora do país. E cobertura maciça da mídia alternativa, a contrastar o bombardeio de veículos sempre alinhados às boas causas democráticas.

O conservadorismo aposta no imobilismo progressista.

Seu futuro nutre-se da expectativa de erros, omissões e hesitações que a esquerda e o governo possam cometer na travessia do passo seguinte da história.

É esse o combustível da histeria udenista encampada pelas togas.

Não é outro o motor do terrorismo econômico midiático.

A pauta deste ano ano pré-eleitoral é a tese de que vai dar tudo errado na macroeconomia do governo Dilma.

O tambor ecoa sem parar.

O Brasil é um fracasso. Bom é o México, com presidentes saídos diretamente de uma engarrafadora de Coca-Cola, a prometer mais e mais reformas amigáveis.

A mídia isenta ergue palanques feitos de semi-informação.

Na desastrada década do PT, o Brasil elevou sua participação no PIB da América Latina de 26,8% , em 2001, para 46,6% em 2010. Recorde em 20 anos.

A participação mexicana no PIB regional regrediu o equivalente a 13 pontos no período.Ficou em 21,5% no ano passado.

Governos coca-cola aniquilaram direitos trabalhistas dos mexicanos, enquanto no Brasil de Lula o valor real do salário mínimo saltou 70% na década.

Bom é o México.O malabarismo às vezes desconcerta.

Nesta 5ª feira, na Folha, Clóvis Rossi lamenta: justamente quando Chávez está à beira da morte, seu legado econômico e social faz da Venezuela o país menos desigual de sua história. Assim:

 ” Para azar da Venezuela, o agravamento do estado de saúde do presidente coincide com o melhor momento da economia em todo o reinado de Chávez: a redução da pobreza, marca indiscutível do período, se acentuou no ano passado. São pobres, agora, 21,2%, queda de cinco pontos sobre os 26,5% de 2011; a inflação, um dos fracassos do chavismo, caiu de 27,6% em 2011 para 19,9%; o rendimento real dos assalariados, já descontada a obscena inflação, subiu 3,1% no ano passado; 4 milhões de empregos foram criados nos anos Chávez, reduzindo o desemprego a 6% em 2012″.

É constrangedor.

No Brasil, o governo do PT — sua ‘ingerência estatal, a gastança populista’– recebe o mesmo carimbo de estorvo.

Ele, não a desordem neoliberal; o PT, não o legado de um capitalismo indigente. Não o miserê estrutural que precisou do Bolsa Família para levar comida a 50 milhões de pessoas.

Quando o governo acerta, o veredito midiático é peremptório: é só um hiato entre dois fracassos.

Segue-se a lógica adversativa do meteorologista charlatão: o tempo está firme, mas só porque ainda não choveu. E vice-versa.

O Brasil precisa decidir se quer ser o México ou a Venezuela, diz o bordão do jornalismo de economia, que está para as redações assim como a coleira para o cachorro.

Tradicionalmente ele pauta os latidos da turma que tange o debate nacional no dispasão da eficiência plutocrática.

A mesma endogamia levou o país três vezes ao FMI nos anos 90; quebrou a espinha da indústria com uma abertura selvagem; rifou o contrapeso estatal vendendo empresas públicas estratégicas; criou um Estado mínimo a machadada, poupando a raspa do tacho disfuncional. Colosso devidamente elogiado e festejado pelos que hoje festejam o México e abjuram a macroeconomia de Dilma.

O governo tem muito a ganhar se as forças progressistas afrontarem os uivos dessa matilha.

Acerta a presidência do PT, por exemplo, quando Rui Falcão identifica no monopólio midiático um torniquete a obstruir o debate emancipador do desenvolvimento.

Erram os progressistas e o governo ao não nominarem as variáveis políticas em jogo na disputa pela agenda macroeconômica.

A cizania ideológica tem sido respondida por Brasília de forma frequentemente tecnocrática, gaguejante, quase envergonhada.

Atrasos enervantes nos cronogramas dos grandes projetos de infraestrutura constituem o principal lubrificante da sirene ortodoxa.

Por que o governo não encampa e aprofunda a radiografia sobre as causas da ‘ineficiência estatal’?

Nos anos 90, o Estado brasileiro foi redesenhado e calcificado institucionalmente. Um anti-Leviatã feito não funcionar.

Dissolveu-se a iniciativa pública do desenvolvimento num cipoal de interditos, terceirizações, decepações e renúncias.

Tudo feito para contemplar o preconceito conservador desconsiderando-se as urgências sociais e as responsabilidades com a infraestrutura.

A mídia conservadora quer manter as coisas assim, como um argumento pronto contra o comando estatal da economia.

A presidenta Dilma incorporou a chave da eficiência às prioridades do seu governo. Com razão: é obrigação progressista zelar pela cuidadosa aplicação dos fundos públicos.

Errou e erra, todavia, ao não afrontar o subtexto do Estado mínimo que de fato perpassa a gororoba ideológica construída em torno da lingérie mais reluzente do conservadorismo: o fetiche da ‘gestão’.

Ao não distinguir uma coisa de outra, corre o risco de endossar a tese que pretende equacionar a desordem atual com poções adicionais do veneno que a originou.

O colapso neoliberal trouxe para o colo do governo uma crise da qual a Nação é vítima e não sócia; as forças progressistas são adversárias, não parceiras.

Confunde a opinião pública endossar falsas convergências redentoras, a exemplo da gestão, quando o que emperra, de fato, é a luta de sabre para ordenar a fatura da crise e instaurar a nova dinâmica de crescimento.

Obama patina não porque inexistam alternativas. Mas porque o dinheiro grosso acantonado no Congresso barra a taxação substantiva das grandes fortunas. E compensa a míngua fiscal com arrocho no gasto público -exceto o complexo industrial-militar.

A Europa esfarela porque os bancos se entupiram de lucros no ciclo de alta do crédito irresponsável.

Quebraram. Agora são alimentados pela sonda pública, exaurindo a ação contracíclica do Estado e a engrenagem lubrificada pelo crédito e o financiamento.

Dar nome aos bois não é principismo ideológico dos ‘esquerdistas’ do PT.

Está em jogo dilatar ou não a margem de manobra do Estado brasileiro para contrastar a estagnação mundial do capitalismo.

O peso material das idéias não deve ser confundido com proselitismo.

Quando minimiza a importância da mídia progressista, asfixia blogs e sites negando-lhes o direito legítimo à publicidade estatal de utilidade pública –descarregada maciçamente no dispositivo conservador– o governo dá mostras de não entender essa diferença.

Para um governo progressista é quase um suicídio.

Não por acaso, os que apostam no fracasso macroeconômico como palanque contra Dilma, em 2014, querem fazer da ‘gestão’ o escudo redentor do Brasil contra a crise.

Desenvolvimento é transformação; é coordenar recursos,expectativas e energias em direção a objetivos prioritários.

A crise da ordem neoliberal desmentiu a conversa mole da proficiência dos mercados desregulados na alocação dos recursos, ao menor custo e com a máxima eficiência.

Saldo: o mundo caminha para o sexto ano da crise mais grave do capitalismo desde 1929. O investimento privado patina no Brasil.

A superação do impasse só virá se e quando o Estado detiver maior poder de comando para enquadrar e destravar o papel indutor do crédito e do investimento capitalista.

Os bancos detêm essa prerrogativa na economia de mercado. Mas sonegam fogo na hora do aperto e desviam seus canhões contra quem tenta induzi-los.

Não se vence um embate dessa natureza com o acesso à opinião pública obstruído pelo monopólio midiático.

Essa reflexão, suas consequências práticas, continua ausente da agenda da Presidência da República a cada manhã.

É um contra-senso.

Se o próprio governo hesita em ocupar o horizonte de longo prazo, que a mídia alardeia como temerário, por que o investimento privado se arriscaria?

Leia também:

Amir Khair: Quem fala em impacto negativo do mínimo tem visão míope

Marcelo Justo: Usinas midiáticas do setor financeiro contra Dilma

Richard Duncan: O esquema Ponzi de U$ 50 trilhões vai desabar?

As críticas de Eduardo Campos e Aécio Neves ao rumo da economia

Eduardo Marques sobre a nossa economia: Chegou a hora de acertar as contas





34 comentários

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Marcos Coimbra: Ainda bem que a credibilidade da mídia é pequena « Viomundo – O que você não vê na mídia

06 de janeiro de 2013 às 10h57

[…] Carta Maior: Governo precisa dar à crise o seu nome […]

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abolicionista

05 de janeiro de 2013 às 16h38

Mais informações sobre as políticas econômicas mega-ultra-nazi-fascistas do governo Lula (eita direitismo heterodoxo, hein!):

A POLÍTICA ECONÔMICA DURANTE O GOVERNO LULA (2003-2010):
CENÁRIOS, RESULTADOS E PERSPECTIVAS

Conclusão:

“A análise da política econômica do Governo Lula, conforme afirmamos no
início deste texto, não pode ser feita desconectada de uma contradição central: por um
lado, logo após eleito Lula afirmava que o povo queria um outro modelo econômico e
social capaz de gerar crescimento e emprego e distribuir melhor a renda e, por outro,
assumia o compromisso de manter a estabilidade macroeconômica do país, que foi
atingida através de uma política exorbitante das taxas de juros.
Do ponto de vista do emprego, observa-se uma grande mudança no período do
Governo Lula em relação ao governo anterior. Neste caso, houve uma inversão no
mercado de trabalho, com os postos formais de trabalho atingindo, no ano de 2009, 52%
da População Economicamente Ativa (PEA), percentual que se situava em 44% no ano
de 2001. Com isso, estima-se que ao longo dos oito anos do Governo Lula foram
criados mais de 12 milhões de empregos formais, destacando-se o grande desempenho
do mercado formal de trabalho entre os anos de 2005 e 2008, quando foram criados, em
média, 1,5 milhões desse tipo de emprego por ano.
Esse movimento do mercado de trabalho gerou efeitos correlatos sobre o
comportamento dos salários, particularmente do salário mínimo, que tiveram ganhos
reais durante todo período. Por ainda ser um preço monetário balizador da taxa real de
salários na economia, esse crescimento real do salário mínimo desencadeou efeitos
positivos sobre a participação dos salários na renda nacional, com uma evolução de
0,400, em 2002, para 0,425, em 2007.
Esse avanço na participação dos salários sobre a renda nacional teve também um
efeito auxiliar no sentido de reduzir a desigualdade de renda do país. Com isso, verificase que entre 2002 e 2009 houve uma efetiva redução da desigualdade de renda, com o
Índice de Gini caindo de 0,59 para 0,54. Essa queda da desigualdade da renda deve-se,
fundamentalmente, a maior desconcentração da renda do trabalho e aos efeitos das
transferências públicas de renda (aposentadorias, pensões, bolsa Família e programa de
benefício de prestação continuada). Apesar disso, não devemos esquecer que o Brasil
ainda situa entre os países com a maior desigualdade de renda no mundo.
Já do ponto do crescimento econômico o desempenho do Governo Lula poderia
ter sido melhor, considerando-se o cenário mundial amplamente favorável, conforme
mencionado anteriormente. De qualquer forma, nota-se que ao longo dos oito anos do
último governo a economia brasileira apresentou um crescimento médio anual de
3,46%. Se compararmos esse percentual médio com aquele apresentado pelos oito anos
do Governo FHC (2,4%), o resultado é bastante favorável ao Governo Lula. Todavia,
esses percentuais situam o Brasil entre os países com as menores taxas médias de
crescimento do PIB dentre todos os países da América Latina no primeiro decênio do
Século XXI.
Mas esse desempenho poderia ter sido ainda pior, caso as medidas de política
econômica adotadas após a crise de 2008 não tivessem gerados alguns efeitos positivos.
Dentre essas políticas, destacam-se a intervenção governamental, via bancos públicos,
na esfera creditícia, no sentido de financiar o setor produtivo privado nacional, bem como o consumo das famílias, como forma de sustentar a demanda agregada; e a ação
da política monetária, tanto em termos da redução das taxas de juros como na
liberalização dos depósitos compulsórios que antes eram recolhidos ao BC, evitando-se
movimentos especulativos sobre a situação de liquidez do sistema financeiro do país.
Mas as medidas anticíclicas mais efetivas ocorreram na esfera fiscal, quando o governo
decidiu manter seus gastos, especialmente no Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) e nas transferências de renda, inclusive aumentando os atendimentos do
programa bolsa família; bem como reduzir tributos indiretos em vários setores.
Essas ações de política econômica fizeram com que o Brasil fosse um dos
“países emergentes” menos afetado pela crise financeira global. Mas isso não significa
que não existem problemas e correções necessárias. Neste sentido, alguns desafios
permanecem na ordem do dia para o próximo governo. Dentre eles, destacam-se:
a)Setor Externo: por um lado, torna-se necessário reduzir a volatilidade da taxa
de câmbio como formar de estimular as exportações e reverter a tendência forte de
queda da balança comercial observada após o início da crise de 2008-2009 e, por outro,
é fundamental reverter também a tendência atual da composição da pauta de
exportações que ainda tem participação expressiva de produtos primários e com baixo
valor agregado;
b)Política de Investimento Produtivo: é necessário estimular os investimentos
(públicos e privados) no sentido de elevar a taxa de investimento da economia brasileira
que se situa num patamar muito baixo (ao redor de 17% do PIB) comparativamente a
outros países (na Coréia do Sul essa taxa supera 40%);
c)Redução consistente da taxa de juros: é urgente e necessário diminuir as
diferenças entre as taxas de juros praticadas internamente e as taxas do mercado
internacional, evitando-se com isso o crescimento explosivo da dívida líquida do setor
público e suas conseqüências deletérias sobre as finanças públicas;
d)Manter e ampliar um plano de investimento em infraestrutura básica (energia,
transportes públicos, habitação e saneamento), como forma de fazer frente ao
crescimento econômico e ao desenvolvimento social;
e)Melhorar a eficiência do gasto público, como forma de reduzir as
desigualdades sociais e regionais.”

Fonte: A POLÍTICA ECONÔMICA DURANTE O GOVERNO LULA (2003-2010):
CENÁRIOS, RESULTADOS E PERSPECTIVAS
Lauro Mattei (Professor dos cursos de Graduação e de Pós-Graduação em economia da UFSC.)
Luis Felipe Magalhães: (Economista formado pela UFSC e pesquisador do IELA-UFSC)

Responder

abolicionista

05 de janeiro de 2013 às 16h31

Mais informações sobre as políticas nazi-fascistas do governo Lula:

Gastos do governo Lula com políticas sociais foi 172% maior que do gov. de FHC
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgou uma pesquisa sobre os gastos sociais do governo federal nos últimos 16 anos. O estudo destaca que o maior salto de investimentos ocorreu no governo Lula (2003-2010).

O gasto do governo federal com políticas sociais aumentou 172% entre 1995 e 2010. Há 16 anos, gastava-se R$ 234 bilhões com políticas de previdência social, assistência social, saúde, educação e alimentação, entre outras. Em 2010, esse montante chegou a R$ 638,5 bilhões, 15,24% do PIB (Produto Interno Bruto — soma das riquezas produzidas no País). Os dados foram divulgados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta terça-feira (4) e fazem parte do estudo de Gasto Social Federal do instituto.

De acordo com o levantamento, de 1995 a 2010, os gastos da União na área social cresceram de R$ 234 bilhões para R$ 638,5 bilhões, um aumento de 172%. O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão, disse que os gastos sociais foram responsáveis pela queda da pobreza no Brasil, principalmente por causa dos programas de transferência de renda, ampliados de forma mais expressiva a partir de 2003. “Teríamos outro país, hoje, se não fosse por essas políticas, que aumentaram a renda familiar e foram fundamentais para melhorar o Brasil”, avaliou.

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a parcela da área social passou de 11,24%, em 1995, para 15,54%, em 2010. Esse crescimento de 4,3 pontos percentuais foi distribuído, principalmente, para a previdência social (2,4 pp) e para políticas de assistência social (1 pp). Abrahão destacou que as áreas de assistência social e educação foram as que mais ampliaram os gastos no período analisado. De 1995 a 2002, as verbas para educação foram expandidas em cerca de R$ 19 bilhões. De 2004 a 2010, saltaram de R$ 20,7 bilhões para R$ 45,5 bilhões. “Foram quase dez anos com o mesmo orçamento. Não é à toa que não avançamos muito no setor”, opinou o diretor do Ipea.

No total, a educação recebeu, em 2010, o correspondente a 5% do PIB, mas nem todo o investimento ficou por conta da União. Os gastos federais representaram pouco mais de 1 ponto percentual. Os 4 p.p. restantes corresponderam a verbas de estados e municípios. O Ipea lançará, até o fim do mês, um estudo complementar com gastos das outras esferas da administração pública.

Carro-chefe da gestão do Presidente Lula, os programas de transferência de renda (Bolsa-Família, Brasil sem Miséria, entre outros) foram os principais responsáveis pelo aumento dos gastos públicos na área de assistência social.

Gastos sociais
Áreas em que o governo federal desembolsou mais recursos nos últimos 16 anos*

Em bilhões Em % do PIB
Previdência Social R$ 103,7 (1995) – R$ 303,5 (2010) 4,98% (1995) – 7,38% (2010)
Benefícios a servidores públicos R$ 51,5 (1995) – 93,1 (2010) 2,46% (1995) – 2,26% (2010)
Saúde R$ 37,3 (1995) – R$ 68,8 (2010) 1,79% (1995) – 1,68% (2010)
Educação R$ 19,7 (1995) – R$ 45,5 (2010) 0,95% (1995) – 1,11% (2010)
Assistência Social R$ 1,7 (1995) – R$ 44,2 (2010) 0,08% (1995) – 1,07% (2010)
* valores atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/09/gastos-do-governo-lula-com-politicas.html

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abolicionista

05 de janeiro de 2013 às 16h29

As medidas “de direita” do governo Lula:

Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) mostra que os gastos sociais federais passaram de R$ 234 bilhões em 1995 para R$ 638,5 bilhões em 2010, representando um crescimento real de 172% em 16 anos.

O salto maior ocorreu no governo Lula (2003-2010), quando todo o investimento nas áreas consideradas pelo estudo saltou de 12,9% do PIB para 15,5%. No período anterior (FHC – 1995 a 2002), foi de 11,2% para 12,9%.

Na assistência social, o último ano do petista (2010) registrou investimento de R$ 44,2 bilhões, ou 1,07% do PIB. Já no último ano do governo anterior (FHC, de 1995 a 2002), o resultado nesse setor foi de R$ 9,8 bi, ou 0,4% do PIB.

Intitulado “Gasto Social Federal: prioridade macroeconômica no período 1995-2010”, o estudo aponta que os gastos com educação ficaram praticamente estáveis no período FHC, passando de R$ 19,7 bi em 1995 para R$ 19,9 bi em 2002. Com Lula, o investimento nessa área chegou a R$ 45,5 bi em 2010. Em termos de PIB, foi de 0,71% para 1,11%.

Já na Saúde, os recursos destinados passaram de R$ 37,3 bilhões para R$ 68,8bilhões no período.

O Ipea considera gastos sociais federais todo o dinheiro que o governo aplica em previdência social, benefícios a servidores públicos, saúde, assistência social, alimentação e nutrição, habitação e urbanismo, saneamento básico, trabalho e renda, educação, desenvolvimento agrário e cultura.

O investimento não foi absorvido de forma homogênea pelas diversas áreas sociais: “mais da metade dos recursos novos agregados à política social federal – 2,4% do PIB – foi destinado para a área de previdência social; outro 1% do PIB foi aplicado no crescimento dos recursos da área de assistência social, fundamentalmente nas transferências diretas de renda. As demais áreas de atuação social tiveram que dividir os outros 0,96% do PIB entre si”, finalizou o Ipea, em nota.

fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2012/09/ipea-gastos-com-assistencia-social-teve-forte-crescimento-de-1995-a-2010

Responder

Urbano

05 de janeiro de 2013 às 13h56

A gente gostar de um Governo como o da Presidenta Dilma Rousseff ou como o do Eterno Presidente Lula é como o amor que temos por nossos filhos, mas que vez por outra há a necessidade de sermos mais incisivos com os mesmos, até para que não venham a perder o norte do bem e do justo. Nesse caso, a crítica que fazemos dói tanto neles quanto na gente. Mas estaremos sempre juntos, sem a menor sombra de dúvidas. Além do mais, do outro lado é o deserto totalmente estéril com o seu frio e calor mortais.

Responder

Walter

05 de janeiro de 2013 às 08h28

“Por que o governo não encampa e aprofunda a radiografia sobre as causas da ‘ineficiência estatal’?
Nos anos 90, o Estado brasileiro foi redesenhado e calcificado institucionalmente. Um anti-Leviatã feito não funcionar.Dissolveu-se a iniciativa pública do desenvolvimento num cipoal de interditos, terceirizações, decepações e renúncias.Tudo feito para contemplar o preconceito conservador desconsiderando-se as urgências sociais e as responsabilidades com a infraestrutura.”

-Muito boa essa colocação.Costumo dizer que um dos maiores malefícios do governo FHC foi a bomba de efeito retardado, colocada no colo dos sindicalistas do serviço público brasileiro.
Não me bato na questão do serviço público por ser servidor público, apenas.Ao entrar no serviço público, já pós FHC, o fiz imbuído da busca de ter uma ocupação formal, posto que a era FHC desempregou meio Brasil,inclusive eu,e antes de tudo, no intuito de servir ao meu país. Não conhecia nada sobre a burocracia estatal. Ao entrar , a primeira coisa que me chocou foi a disparidade interna, a tal bomba de efeito retardado de que falo.
FHC, ao promover a reforma do serviço público em 98 sabia que o servidor público e seus sindicatos eram uma mola mestra do PT e das esquerdas brasileiras.Sabia que um estado igual o Brasil teria necessidade de novos e de mais servidores, para prestar bem os serviços demandados pelas urgências sociais e infra estruturais denotadas no texto. FHC poderia, se fosse um patriota, ter feito uma reforma administrativa com olhos para o futuro. Retirado privilégios, rompido com anacronismos inaceitáveis. Ao contrário, ele de fato calcificou esses privilégios no seio do serviço público brasileiro.Criou incorporaçóes salariais para os servidores antigos, incorporações estas que não beneficiam os servidores novos. Terceirizou. Com isso criou a cizãnia dentro de um bunker da esquerda.
É interessante de se observar sindicatos atrelados a CUT e ao PT defendendo aumentos lineares de saláriios que agigantam o fosso salarial dentro da própria classe e por consequência, a desunião da base trabalhadora.Hoje em dia, basta consultar as folhas salariais públicas do Poder Judiciário, por exemplo:existem servidores que exercem a mesma função com uma diferença de remuneração que chega a mais de 10 mil reais. Sob o manto das maléficas VPNI, os tais direitos históricos adquiridos, existem barnabés de nível médio ganhando 20 mil reais por mês e o que é mais chocante, boa parte destes maganos do serviço público pré FHC, são os que dominam os sindicatos e se colocam contra qualquer iniciativa de equalização salarial da classe, um deles , inclusive, deputado federal pelo PT do DF.
O povo brasileiro, que é quem sustenta essa máquina sente os efeitos de um serviço mal prestado e ainda acha que todos funcionários públicos são descompromissados e extremamente bem remunerados. Na verdade, na repartição em que eu trabalho, o que vejo é que são desmobilizados, os pós FHC não se irmanam com as causas defendidas pelos pré FHC, posto que são reinvindicações que aumentam a disparidade interna e , ainda que maioria, não estão interessados na luta sindical,posto que , apriorísticamente, associaram que a luta sindical é coisa de marajá PETISTA do serviço público.
Não se presta serviço público decente para a população com servidor público desmotivado e mal remunerado. É compreensível a relutância do governo de conceder a reposição inflacionária do servidor público. Não tem como dar 56% de aumento linear para o PJU, por exemplo, mesmo após 7 anos de congelamento salarial. Isso significaria passar um servidor de início de carreira, concursado, capacitado, pós graduado, de 4 mil para 6300 , e um Pré FHC, que entrou em concurso de primeiro grau e hoje exerce cargo de curso superior ( pelas movimentações extraordinárias que FHC deu e aboliu) que incorporou quintos , décimos ( que FHC deu e aboliu ) e passaria de 16 mil para 24 mil, exercendo a mesma função.Nos privilégios da alta casta, dos Magistrados,por exemplo, FHC praticamente não mexeu.
Esse problema se reproduz em todos os níveis da administração. Serviços iguais e remunerações diametralmente diferentes. FHC é um gênio do mal.Tinha , de fato, que se abolir os regulamentos que iam de encontro com a transparência e com a justiça. O cara fazia concurso para telefonista, fazia uma faculdade privada destas que espoucaram no governo FHC, de fundo de quintal , e simplesmente por causa disso era alçado a um cargo de nível superior para o qual não foi concursado. Isso acabou, mas esses caras estão lá no serviço público, prestando um mal serviço e com patente de funcionário graduado, encastelado no sindicalismo da CUT para defender suas egoísticas conquistas individuais e votando no PSDB como a maioria dos meus colegas de trabalho, especialmente os sindicalistas. Desmanchar o nó górdio administrativo, no tocante a remuneração ( subsídio, com o fim das vantagens pessoais), regime de trabalho ( fim da estabilidade com análise bienal de desempenho por COMISSÃO EXTERNA AO ÓRGÃO) , fim dos cargos comissionados de ampla nomeação ( sem concurso), fim da terceirização,é uma tarefa difícil e inglória. O PT , na oposição, brigou por estes privilégios dos barnabés da época. Hoje não move uma palha para acabar com essa distorção e perde apoio junto a uma classe que sempre foi de esquerda , e que hoje é o retrato da direita mais retrógrada do país( haja vista a última greve geral), simplesmente por se OMITIR a meter o dedo na ferida e acabar com os privilégios e distorções. FHC é um gênio do mal.Daí ,para privatização dos serviços essenciais formalmente, é um passo.

Responder

Messias Franca de Macedo

04 de janeiro de 2013 às 22h58

Os paralelos entre Vargas e Lula – 1
Enviado por luisnassif, sex, 04/01/2013 – 08:00
Autor: Luis Nassif
Coluna Econômica

Esses tempos de Comissão da Verdade – tentando levantar os véus do período militar -, mais a extrema turbulência que cercou o julgamento do chamado “mensalão” suscitaram comparações entre os períodos Vargas-Jango e Lula-Dilma.

Vale a pena uma identificação mais clara de semelhanças e diferenças.

***

Ambos os períodos foram de intensa inclusão social, no período Vargas a inclusão das novas classes trabalhadoras, em polos industriais localizados e, em parte, na zona rural nordestina, em torno de sindicatos e organizações de camponeses; no período Lula, de forma disseminada pelo país.

Esse era o jogo: Vargas e Lula consolidando projetos nacional-populares; a oposição ancorada em dois discursos: a anticorrupção e um inacreditável anticomunismo, mesmo após o fim do comunismo.

***

Havia uma lógica econômica e outra política por trás das ações de Vargas e Lula. A econômica, de modernização do capitalismo brasileiro, através do fortalecimento do mercado de consumo interno e da parceria com grandes grupos nacionais. Do lado político, a consolidação eleitoral massacrante, com as novas classes aderindo em massa ao líder que lhes abriu espaço.

(…)

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-paralelos-entre-vargas-e-lula-1

Responder

anac

04 de janeiro de 2013 às 21h18

Lula fez um bom governo, talvez o melhor da história da República, graças a uma política exterior pela primeira vez independente e ao empenho a favor dos pobres e dos miseráveis, fartamente demonstrado..

Marx havia sentenciado qual seria o destino do capitalismo ao seguir a linha que em meados do século XIX insinuava com perfeita clareza: a concentração do capital em poucas mãos produziria um mundo onde apenas um número muito pequeno de pessoas teria o maior número de riquezas, ao passo que o sistema não poderia seguir o ritmo de seu próprio crescimento desproporcionado. A quantidade de riquezas produzidas e o contínuo aumento da população não permitiriam o desenvolvimento igualitário de todos os indivíduos, ao que se somava o fato de que o ritmo de crises cíclicas acabaria aumentando com o tempo até chegar ao ponto da inevitável queda do sistema.

Responder

    anac

    04 de janeiro de 2013 às 21h20

    Marx, o visionário, cada vez mais atual.

    Helmut Stalin

    05 de janeiro de 2013 às 08h17

    Lula, no seu primeiro governo, plantou as sementes da crise; no segundo, a planta cresceu; e, agora, Dilma colheu (todos nós colheremos) os frutos podres oriundos das ideias de um sindicalista que se achando achou que tinha competência para entender e administrar a economia. Veja a Petrobrás, onde o modo de Lula de administrar, leia-se Gabrielli, foi escorraçado. Falta pouco para a classe média, recém-inventada, regredir ao padrão anterior. Não há sustentabilidade econômica quando se toma as decisões erradas. Estamos f…

anac

04 de janeiro de 2013 às 20h57

Dar o nomw aos bois para que o PiG não manipule e domine.
Senão D. Dilma voltarás a secretaria do estado do RG do Sul pelo PDT. E olhe lá…
O PIG é problema do povo brasileiro que deve enfrenta-lo como fez com os milicos nas diretas já, sob pena de ter o FMI de volta mandado e demandando na senzala.

Responder

emerson57

04 de janeiro de 2013 às 19h51

o que está em jogo é o dinheiro. e exclusividade.
com o pt no poder as elites tiveram dificultados os ataques ao dinheiro da viúva.
a maioria dos “bate pau” da “casa grande” foram derrotados nas eleições.
pior,
com a melhora do poder aquisitivo do “povão”, eles perderam a exclusividade. já existe “mocréia” desistindo de ir passear em paris para não ter o desprazer de “trombar” com o porteiro do próprio prédio!
o pt apanha todos os dias. apanha do pig, do stf, apanha no senado e na câmara.
está na hora de quem tem a caneta mostrar um pouco de inteligência!
infelizmente dependemos unicamente do lula para reconstruir o pt que está sendo mutilado, privado de dirceu de genoino de delúbio.

Responder

Messias Franca de Macedo

04 de janeiro de 2013 às 19h28

Dilma e o destino

Editorial
04.01.2013 09:10
em http://www.cartacapital.com.br/politica/dilma-e-o-destino/#todos-comentarios

#################################################

OS BOTÕES DO MATUTO SÃO ALUNOS DOS BOTÕES DO MESTRE MINO CARTA!

Os meus botões de uma camisa de tecido ordinário I – Na falta de um José Alencar, Paulo Skaf defende o modelo econômico da presidente Dilma Rousseff tão bem ou até melhor do que muitos ‘petistas da governança’;

Os meus botões de uma camisa de tecido ordinário II – perguntam e eu não sei responder: por que os demissionários José Eduardo Cardoso, Paulo Bernardo e Geddel Vieira Lima são torturados mantidos nos cargos?!…;

Os meus botões de uma camisa de tecido ordinário III – sobre o óbvio: “o que é ruim para os banqueiros – e os empresários financistas (sic) – é maravilhoso para o Brasil e o seu povo!”;

Os meus botões de uma camisa de tecido ordinário IV – com a agenda lotada de prolemas a resolver, adversidades para superar, O PIG “a empentelhar”,… Ainda tem ‘o fogo amigo’ a desancar a presidente pelo fato de ela, sabiamente, não assumir a luta pela instituição da Lei do Meios!… Este embate cabe ao PT, estúpido!;

Os meus botões de uma camisa de tecido ordinário V – se eu fosse um ‘office-boy’, entregaria, em mãos, este editorial do Mino Carta! Destinatária: presidente Dilma Vana Rousseff, A Magnífica!

(… O Brasil vai “bombar” em 2013! Podem apostar!…)

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Messias Franca de Macedo

    05 de janeiro de 2013 às 00h29

    Os meus botões de uma camisa de tecido ordinário VI – se eu fosse um ‘office-boy’, também entregaria, em mãos, este editorial do eminente pensador Saul Leblon! Destinatária: presidente Dilma Vana Rousseff, A Magnífica!

    (… O Brasil vai “bombar” em 2013! Podem apostar!…)

    BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

abolicionista

04 de janeiro de 2013 às 19h02

Temos de continuar denunciando o papel nefasto da mídia corporativa, a despeito da covardia ou desinteresse do governo. É preciso combater os poderosos que trabalham diariamente contra a liberdade de expressão e a pluralidade de opiniões que servem de baliza a qualquer democracia. Abaixo à ditadura midiática.

Responder

claret

04 de janeiro de 2013 às 17h17

Saul Leblon, e nestes anos tão exaltados por você , quando o Brasil dobrou sua participação no PIB sul americano, os fundamentos econômicos praticados eram de esquerda? Você pirou cara, retórica é uma coisa, a realidade foi bem outra. Acorda rapaz!

Responder

    Ramalho

    04 de janeiro de 2013 às 17h53

    Não, Claret, eram de direita. De 2001 a 2010, praticou-se no Brasil ortodoxia de direita a ponto de Bush ter mencionado elogiosamente o Brasil. Merkel tomou inspiração aqui nos trópicos e replicou nossas práticas na Alemanha, fazendo proselitismo delas em toda a Europa. Claret, sua descoberta só não é maior do que a da pólvora. Parabéns.

    Você faz-me lembrar da turma de oposição que apropriou-se como se fossem dela dos feitos dos governos do PT mentindo que tudo se deveria a um tal de Plano Real (de Itamar Franco), ou que o program anti-AIDS era dela (quando não era). Agora vem você e diz que o diz. Há cara de pau para tudo, não é mesmo?

    Parodiando você, cara, retórica é uma coisa, sua maluquice é outra.

    abolicionista

    04 de janeiro de 2013 às 18h05

    Discordo, vária medidas tomadas pelo governo tinham caráter anti-cíclico e intervencionista (basta olhar os gráficos do IPEA e do IBGE), isso pode não ser revolucionário, mas é bem diferente do que prega a ideologia da gestão neoliberal.

    renato

    04 de janeiro de 2013 às 18h30

    Debate de gente grande?

    anac

    04 de janeiro de 2013 às 21h05

    Tanto os fundamentos econômicos adotados é de direita que os USA e a Europa adotaram em epoca de crise e o FMI aprovou. Os gregos adoraram as medidas impostas.
    Bolsa familia é fundamento economico de direita. Intervenção dos Bancos estatais para baixar juros é fundamento eocnomico de direita. O rola bosta é cara de pau ou ignorante. Fico com as duas hipoteses.

    abolicionista

    05 de janeiro de 2013 às 16h01

    Caro “anac”, sinceramente, não foi possível entender seu comentário. Será que você poderia formular suas ideias com um pouco mais de clareza? A única parte que entendi afirma que o bolsa-família é um programa de direita, só posso responder que ela é completamente estapafúrdia. Você me desculpe, mas a redução da pobreza sempre fez parte do ideário de qualquer partido de esquerda. Marx tem uma longa reflexão sobre o pauperismo, enfim… Além disso, os programas de redução da pobreza não são apenas “assistencialistas”, como o tucanato tentou pintar, mas servem como estimuladores do mercado interno, como ficou provado pelo crescimento brutal que o setor apresentou a partir da plena implementação dos mesmos. Se isso é ser de direita, que o PT endireite mais ainda!rs Espero que a Dilma vá ainda mais longe, que implemente um verdadeiro “new deal” brasileiro, claro que a conjuntura não é a mesma, mas é inegável o potencial do mercado brasileiro.

    abolicionista

    05 de janeiro de 2013 às 16h23

    Francamente, gente, que tal abrir a janela e dizer: “bom dia, realidade?” Se as políticas de redução da pobreza são de direita, então Keynes era de direita. Vai ver eu também sou de direita e não sabia! Nossa, não sei por que estou perdendo tempo respondendo a esse tipo de provocação, pelamor… Se querem falar sério, o governo Lula adotou políticas econômicas de direita, mas não as que vocês mencionaram, basicamente, a mudança no sistema da previdência (fundos de pensão) e a manutenção da taxa de juros em níveis extratosféricos, a vulgarmente chamada “bolsa-banqueiro”, isso sim foi medida de direita. Critiquem com bom-senso, pombas…

    joão Luiz Brandao Costa

    04 de janeiro de 2013 às 18h19

    Eram sim. Foi fundalmentalmente a possibilidade de ascenção das classes mais baixas a patamares maias altos, através de políticas de distribuição de renda, que possibilitou o maior poder de compra e expansão do mercado interno, favorecendo principalmente a expansão de nossa indústria e serviços. Isso junto com uma política monetária realista e incentivos à produção, com desoneração de impostos.

    simas

    04 de janeiro de 2013 às 23h51

    Isso. Foi o q foi possível se fazer, diante da falta de coragem dos Gov’s Lula e, em especial, Dilma. Acontece q, com a crise, extensiva, elaborada desde a Matriz, financeiro-econômica, esse “pouquinho” praticado por aqui, deu manchetes, eloquentes da mídia, mafiosa. Ademais, a ascensão de classe social, o alargamento do mercado interno, com a maior distribuição de renda, foi possível ganho eleitoral, significativo, q engessou qq reação usual da elite, dominante. Penso… Estamos diante de uma encruzilhada: como não se tem maioria confiável, no Congresso; resta-nos enfrentar a mídia, maldita, porta-voz da Matriz, transnacional. Do contrário, a Dona Dilma não vai sair dessa armadilha… do capital.

sandro

04 de janeiro de 2013 às 16h18

Lutar contra a mídia venal tem que ser uma bandeira, faço isso diáriamente dentro do possível., à ponto de estar sendo censrurado
em um “blog amigo” sistematicamente, por questionar a presença de
uma propaganda da nefasta revista “veja” no mesmo. Creio que não
seja apenas eu pois os frequentadores são deveras críticos e atentos.

Responder

    renato

    04 de janeiro de 2013 às 18h25

    Sandro de Deus, Blog amigo com revista da Veja, e como
    fogo amigo.
    Você grita, “Não Atira”, ele não ouve.
    Você atira para matar.
    Não atire para avisar pois ele vai atirar para matar
    quando você mostrar sua posição!
    Saia de lá.
    E conte o nome, seja patriota. Antes que ele atire em nós!

    sandro

    05 de janeiro de 2013 às 01h56

    Não pretendo dizer o nome pois sei que muitos ão de achar que se trata
    de “conversa fiada” de minha parte.

Julio Silveira

04 de janeiro de 2013 às 15h20

As vezes me parte o coração ver um cidadão como o Saul Leblon tentar levar luz a treva. Tentar mostrar aos capitulados e inertes “esquerdistas” governamentais como se deve combater inverdades politicas. Ainda mais quando se tem tantos fatores a seu favor para desmascarar as repetições farsantes, que históricamente se produzem com o objetivo de mistificar exemplos externos nos depreciando, quando os produtores do golpe vêm prosperar situações que colocam em risco sua dominancia mental sobre a cidadania. Francamente, o pobre Saul, tenho certeza, não encontrará eco aonde busca, assim como não encontrou o Franklim, assim como não encontrará nenhum agente realmente consciente e dedicado a tarefa de tornar a cidadania mais esclarecida. Este governo que em muitas situações se difere dos anteriores, geridos por adversários politicos, tem se caracterizado em emprestar injusta credibilidade aos adversários da nossa cultura soberana, pelo covarde silencio obzequioso, levando a crêr haver correspondência na intenção de manter o cidadão com a sensação que vivemos num país de soluções impossiveis, que a solução está lá fora, com todas as consequências que tal crença acarreta.

Responder

    Ramalho

    04 de janeiro de 2013 às 17h59

    Meu amigo, lute com ele, com Leblon. Se formos apenas repetidores do que ele diz, já estaremos ajudando muito. Vale, também, cobrar dos congressistas mais combatividade, pois a mudança do país passa necessariamente pela mudança de mentalidade dos membros do Legislativo. Não se pode desistir, é persistir e persistir. Abraço.

Messias Franca de Macedo

04 de janeiro de 2013 às 15h06

O mensalão de Abraham Lincoln
Por Miguel do Rosário
em http://www.ocafezinho.com/2013/01/03/o-mensalao-de-abraham-lincoln/

NOTA: o texto lapidar traz, também, conceitos sobre o que hoje, no Brasil, identificamos como “jornalistas amigos(as) dos patrões barões da ‘grande’ mídia nativa”!

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

assalariado.

04 de janeiro de 2013 às 14h29

Primeiro quero parabenizar o Sr. Saul Leblon por seus ótimos artigos. Isso mesmo, sem medo de se declarar de esquerda e assumir o projeto de sociedade que o momento exige, em beneficio dos debaixo e do Brasil.

A esquerda além de lamber sua própria ferida histórica, quer dizer, negar sua própria existencia, enquanto ideia antineoliberal, ainda por cima, tem que governar segundo os critérios economicos do projeto burgues de sociedade. Para sair desta armadilha, logo, terá que apontar o dedo para os partidos de ideologia neoliberal e isto terá que ser falado com todas as letras e, ao mesmo tempo chamar o povo para dialogar.

Minha culta ignorância sobre economia politica diz: o Estado brasileiro através do seu governo da vez, chegou ao limite como indutor economico da sociedade. O que mais atravanca é o seguinte: seu poder de fogo é, e será, enquanto o governo da vez, estiver lambendo as botas dos donos do capital, no sentido de ser obrigado a fazer superavit primário para pagar as dividas para com os verdadeiros donos do Estado. Esta divida come por volta de 40% do PIB (Produto Interno Bruto) ou, o equivalente a R$ 200 Bi/ ano. Isto mesmo, estou falando do compromisso, sobre a divida interna e a externa (auditar nem pensar, ne?), que o governo petista e “aliados”, tem lá em 2002 (Carta aos brasileiros, lembram -se?)

Ou seja, o compromisso politico economico primeiro deste governo social é, com os donos dos titulos públicos, e que, terão que reservar em torno de 40% dos impostos arrecadados a cada ano corrente, para paga -los. Por outro lado, a banca boicota, qualquer ameaça maior de alavancagem desenvolvimentista no Brasil e do nosso povo enquanto nação. Lógico, devidamente telegiados pelos seus aliados ideologicos, mais conhecidos como PIG. Em muitos e muitos casos, são também, próprietários das grandes industrias mineradoras, agronegócio, quimicas, metalurgias, contrução civil e tals. Quer dizer, o capital atua em três frentes, seja no setor latifundiario, industrial, financeiro ou, os tres ao mesmo tempo. São craques em aplicar na ciranda financeira, em vez de aplicar na produção.

Só que, tenho uma má noticia para passar. O estágio atual do modo de produção capitalista mundial, já não permite a volta do capital financeiro, para as linhas de produção, devido que, as taxas de lucros, do modo de produção capitalista, já não absorvem as necessidades de investimentos e de lucros, para movimentar esta maquina economica e ideologica, a qual o poder do deus dinheiro nos alienou e nos limitou. A lógica de vida do capital se traduz num verdadeiro triturar de seres humanos.

Socialismo ou Barbarie.

Responder

J.Carlos

04 de janeiro de 2013 às 13h14

Excelente texto. A propósito, o “choque de gestão” que foi o apanágio dos fracassados 8 anos da administração à distância de Aécio Neves (mora no Rio, mal conhece MG)será desfraldado pelos tucanos em 2014. Mas como explicarão o enorme patrimônio amealhado pelo ex-governador sem nunca ter trabalhado? Vejam a fortuna do “menino do Rio” no link:
http://www.novojornal.com/politica/noticia/ocultacao-de-patrimonio-laranja-complica-aecio-e-andrea-neves-02-01-2013.html

Responder

saulo

04 de janeiro de 2013 às 13h03

É ela, sempre ela. A mídia mercenária, provinciana, corrupta, fajuta e partidarizada, que faz de tudo pra sabotar qualquer iniciativa de progresso.

Responder

Ricardo Oliveira

04 de janeiro de 2013 às 12h56

Exata e precisa análise de Carta Maior.
A grande imprensa obstrui o debate, manipula os fatos, desenha realidades paralelas, e produz vazias análises.
Eleva os shopping boys, ou mauricinhos recém saídos de uma engarrafadora de bebidas de andróides, que nada fazem de elevado.
Tenta confundir a opinião pública,no tocante ao sucesso dos governos populares e democráticos da América Latina, para abrir espaço para seus bufões. Luciano Huck está na fase de montagem da fábrica de celebridades políticas. Silvio Santos já experimentou, mesmo que por pouco tempo, a dança da política. Atores representam bem os papéis, e na política de aparência eles sáo bem vindos. Experiência Reagan.

Responder

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