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As críticas de Eduardo Campos e Aécio Neves ao rumo da economia


17/12/2012 - 18h59

03/12/2012 às 14h41

Falta rumo estratégico ao país, diz Eduardo Campos

Por Cristiane Agostine e Cristian Klein | Valor

SÃO PAULO – Atualizada às 15h02

Potencial candidato à Presidência em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, criticou o ritmo de crescimento da economia brasileira e disse que “às vezes, falta rumo estratégico” ao país. Campos participa nesta segunda-feira do seminário “Novos ventos na política brasileira”, promovido pelo Valor, na capital paulista.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, durante o seminário promovido pelo Valor
“Vamos terminar o segundo ano com o crescimento muito aquém do que desejávamos. O que é preciso fazer? É o momento de abrirmos o diálogo nacional, sereno, objetivo, colaborativo para ganharmos o ano de 2013, que dá para ganhar. Todos nós teremos papel importante”, declarou.

Para o governador de Pernambuco, “esta é a hora” de debater os rumos do país na economia. “Temos até o primeiro semestre de 2013 para ganharmos essa disputa. Tem que ter a estratégia da construção dessa travessia. Se errarmos na travessia, vamos ter um ano de 2013 que não estará à altura do que o Brasil espera e merece. Começaremos a tocar no mercado de trabalho e as coisas vão começar a ter um outro contorno”, declarou.

“O nosso papel e dos novos ventos é cuidar da nova pauta e cuidar do Brasil sair organizado desse momento, para colocar o país em outro patamar, não só na vida interna mas no jogo que jogará daqui para frente no cenário internacional.

Para o governador de Pernambuco, o crescimento da economia brasileira não poderá ter como foco apenas o consumo. “Não é que o consumo perdeu importância como motor do crescimento. Vai continuar tendo importância para ganharmos 2013, mas ele, por si só, não é suficiente.

Temos que ganhar esse momento, na perspectiva do rumo estratégico. Esse [rumo] estratégico às vezes parece ao país que está faltando”, declarou nesta segunda-feira. “Precisamos alavancar o investimento, mas não é só isso. Precisamos melhorar a educação, investir em ciência e tecnologia, melhorar a infraestrutura. Tem uma pauta que não está tão clara quanto nos últimos ciclos”, disse.

Campos disse que no processo eleitoral de 2010 o país perdeu a oportunidade de debater propostas para o crescimento econômico. “Mas agora é hora de fazer [o debate]”, afirmou. O governador disse que nestas eleições a sociedade optou pela renovação na política, ao escolher nomes como o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e afirmou que essas mudanças fazem parte do “ciclo natural da vida e da política. “A população ousou a inovar”, disse.

A uma plateia de empresários, o governador defendeu a adoção nas administrações públicas de práticas comuns ao setor empresarial, como a remuneração variável e a adoção de metas.

Desonerações fiscais

O governador de Pernambuco também criticou as desonerações fiscais realizadas pelo governo federal para combater os impactos da crise economica internacional e defendeu um corte na carga tributária que atinja igualmente todos os setores e regiões do país.

“O [corte] no IPI foi um instrumento utilizado por todo mundo, que deu resultado na crise de 2009. Antes os governos perdiam no imposto, mas ganhavam na arrecadação. Mas agora esta situação não está se repetindo. Há um estresse fiscal sobre Estados e municípios. [A redução] Não pode ser para um setor ou outro. Você pode imaginar um corte de 10% para o setor de serviços, para os pequenos e médios empresários, para a agricultura familiar, que atinja a realidade de todas as regiões do país e não apenas dos setores que têm acesso à Brasília”, disse Campos.

(Cristiane Agostine e Cristian Klein/Valor)

*****

17/12/2012 – 03h30
O pior ano do século

por Aécio Neves, na Folha

Desde que o século 21 começou, a economia brasileira vive o seu pior ano: dados do PIB apontam, no terceiro trimestre, um crescimento de apenas 0,7% em relação ao anterior e indicam que fecharemos 2012 no patamar de 1%.

A inflação em alta superou o centro da meta e as projeções indicam que tende a crescer ainda mais. Os investimentos continuam em queda livre. Os dois primeiros anos do atual governo foram períodos perdidos para a economia, para o país e para a sociedade brasileira –os resultados de 2012 conseguem ser ainda pio- res que os de 2011, quando o PIB registrou medíocre crescimento de 2,7%.

Foi um período de desperdício da capacidade de crescimento do Brasil e de explícita inoperância dos sucessivos “pacotes” anunciados com estardalhaço. Desnuda, ainda, a manipulação das autoridades econômicas de tentar vender à sociedade um ambiente de otimismo, que, agora, se confirma fantasioso. O governo federal começou o ano prometendo crescimento de 4% para o PIB.

O mundo real mostra que o Brasil crescerá bem menos que os emergentes — Rússia (2,9%), China (7,4%) e Índia (5,3%) –, ficando, ainda, abaixo da média da América do Sul (2,7%) e a um terço da média da América Latina e do Caribe (3,1%), só à frente do Paraguai.

O contraditório é que, mesmo assim, a máquina governamental bate novos recordes de arrecadação. Essa exuberância fiscal pouco tem contribuído para reverter a agenda negativa ou mesmo reabilitar os entes federados, à beira da insolvência em face da grave concentração de recursos e de poder em Brasília.

Está claro que não dá mais para responsabilizar as crises externas por tudo o que acontece no país. É uma terceirização que visa absolver os que vêm adotando uma sucessão de medidas equivocadas.

É hora de retomar as reformas iniciadas sob o governo Fernando Henrique Cardoso e paralisadas pelo petismo na última década.

Não se compreende por que o governo não coloca a serviço do país a ampla maioria que possui no Congresso Nacional e os índices de aprovação indicados pelas pesquisas, que poderiam criar as bases políticas necessárias para viabilizar as grandes mudanças que o Brasil precisa.

Já disse antes que popularidade é como colesterol: tem a boa e a ruim. A boa é aquela que é usada como instrumento para a superação de desafios que sufocam o país. A ruim é aquela que inebria, que faz seus detentores, na expectativa de mantê-la indefinidamente, acomodarem-se, evitando qualquer tipo de contencioso, e que acaba custando caro aos brasileiros.

Uma transforma, a outra paralisa. Uma serve à pátria. A outra, ao poder.

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28 comentários

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A sindicância surreal contra os estudantes de Franca « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de janeiro de 2013 às 22h41

[…] As críticas de Eduardo Campos e Aécio Neves ao rumo da economia […]

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Luciano Martins Costa: Quando os números ajudam a enganar « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de janeiro de 2013 às 13h49

[…] As críticas de Eduardo Campos e Aécio Neves ao rumo da economia […]

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Richard Duncan: A bolha chinesa e o desespero dos banqueiros « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de janeiro de 2013 às 00h05

[…] As críticas de Eduardo Campos e Aécio Neves ao rumo da economia […]

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benjamim marchande

06 de janeiro de 2013 às 01h06

Azenha,
Não creio que o crescimento do PIB seja tão importante. Hoje mesmo com este PIB medíocre o brasileiro está vivendo melhor, comprando sua casa, alimentando-se melhor, etc.
Ben

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Eduardo Campos no rumo de 2014. | Taperoá decente – O Cariri da gente

18 de dezembro de 2012 às 23h46

[…] As críticas de Eduardo Campos e Aécio Neves ao rumo da economia […]

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De Paula

18 de dezembro de 2012 às 11h51

A mídia está doida pros dois se casarem. Penso que não vai dar: Pela entrevista de ambos, o primeiro se disse Napoleão e deu sua entrevista ao sair do sanatório da Tamarineira e o segundo quiz referir-se ao crescimento vegetativo das areias de Ipanema no próximo ano. Hic… Hic

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Eneas

18 de dezembro de 2012 às 11h01

Comparar o crescimento baixo como número isolado da conjuntura mundial – com o resto do mundo (parceiros comerciais) crescendo negativamente (não todos, claro) – é no mínimo uma comparação ingênua.

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Mardones Ferreira

18 de dezembro de 2012 às 09h11

Aécio Never! precisa ser presidente para terminar o trabalho que Fernandinho não fez: aderir à Alca, doar a Petrobrax, o BB e CEF aos amiguinhos como o Daniel Mendes Dantas.

O Eduardo Campos sabe que Collor só tem um. Essa balela dele a gente já viu no Collor. E o resultado foi desastroso.

A covardia do PT não permite que o Aético e o Eduardinho sejam considerados substitutos adequados às transformações que o Brasil exige.

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RicardãoCarioca

18 de dezembro de 2012 às 08h29

O Aético Never conhece a inflação pelos menus de boteco da zona sul do Rio, de onde não para de beber, cheirar e galinhar.

Eu mesmo já o vi em situação deplorável na noitada.

São sei o que é mais insuportável em candidatos tucanos: Suas ausências de projeto, discurso e honestidade ou o PiG trombeteando toda essa pusilanimidade.

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Eugenio L.da Costa

18 de dezembro de 2012 às 07h30

EDUARDO CAMPOS 4% e Aécio 5% nas pesquisas para eleição de 2014, DILMA 78% de aprovação. ESSES CARAS NÃO SÃO CONFIÁVEIS, ELES QUEREM TRAIR AS NÓS TRABALHADORES…!!!

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Pedro

17 de dezembro de 2012 às 23h54

Alguém tem dúvida de que está na hora do mau caráter começar a sair da toca?

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[email protected]_2

17 de dezembro de 2012 às 23h42

Estes dois deveriam sentir vergonha por existir e representar este papel abjeto na politica nacional.
O primeiro, cria de LULA por motivos obvios: parece oportunista de baixa extração, desonrando o avô.

O segundo, cambaleante, quer retomar a DESGRAÇA FHC. Peloamordedeus!!!

E a canalha togada bate palminhas alegremente junto com a midiabandida contra o País.

Abjetos, nojentos, canalhas!
P O D R E S!!!!

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Cláudio Régis

17 de dezembro de 2012 às 23h21

A reforma que o Aécio Never disse é entregar o resto que ficou, a Petrobrás, CEF, BB, certamente ao preço de banana e com absoluta certeza aos USA. Êta candidatinho pobre de ideias e medíocre nas ações políticas.

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Herminio

17 de dezembro de 2012 às 23h15

quem é esse Aécio para criticar as medidas do governo federal, quando os governadores e demais políticas do psdb/demos/pps fazem de tudo pra melar o que está limpo.

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José Antônio P Pereira

17 de dezembro de 2012 às 22h58

O Eduardo Campos, parece que está se esquecendo que o crescimento do Estado de Pernambuco, não se deu pelos seus méritos administrativos e sim, pelo forte investimento feito pelo Governo LULA e DILMA no Estado. Por outro, lado o Aécio é um bebum ridículo, sem discurso, que só sabe repetir a velha cantilena do PIG. Viva o governo DILMA/LULA.

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Nielsen Holland

17 de dezembro de 2012 às 22h46

DE um cara chamado aético never, não se pode mesmo esperar outra coisa senão essa conversa mole de topeira que ainda não percebeu que a bancarrota pela qual o mundo passa é consequência da política embusteira implantada mundo afora pelos neolibelecos. Quanto a Eduardo Campos…esse será mais um traíra?? Não tem a menor chance de um voo solo. Se pensa que vai decolar ao lado do fanfarrão de Minas…não irá muito além da cabeceira da pista e o aviãozinho deles despencará…Parece que o D. Campos está, em verdade, torcendo para que nossa economia caminhe mal de maneira a propiciar a ele uma brecha rumo à presidência.Mas…será fragorosamente derrotado se insistir em tal petulância. Vovô Arraes, por certo não aprovaria esse comportamento…

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jaime

17 de dezembro de 2012 às 22h41

Muito interessantes os textos. Dá pra aproveitar todos os pontos e todas as vírgulas, sem exceção.

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FrancoAtirador

17 de dezembro de 2012 às 22h33

.
.
Cachorros mijando em poste…

Ninguém se meche…
.
.

Responder

Marco

17 de dezembro de 2012 às 22h28

Aebrio Neves nunca fala coisa que preste, parece que está sempre porre! Já o outro é um oportunista que quer aparecer mas não tem lá muito conteúdo!!!

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eduardo souto jorge

17 de dezembro de 2012 às 21h36

Que tristeza para o Brasil. Um idiota e um completo idiota pretendendo ser as novas forcas para a sucessao de 2014. Do Aecio Bafometro Neves, tudo certo,e perfeitamente normal sairem da sua boca essas besteiras, mas o Eduardo Mosca Azul Campos, poderia cair na real e parar de tomar LSD.Eu acho que ele acredita piamente que e filho do Chico Buarque.

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paulo roberto

17 de dezembro de 2012 às 21h21

O never falou essas coisas, antes ou depois de soprar o bafometro?

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Antônio Caros

17 de dezembro de 2012 às 21h10

Pelo visto o Aécio Neves irá sair candidato a presidência defendendo as ideais Neoliberais do FHC. Parece que ele não sabe que o mundo está um caos devidos a essa ideias neoliberais!!!1 Está totalmente fora dos eixos!!!

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Márcio Gaspar

17 de dezembro de 2012 às 20h45

Falta substância nos artigos desses senhores. Aliás, falta susbtância a esses senhores.

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luiz claudio

17 de dezembro de 2012 às 20h43

É preferível ouvir essas asneiras do que ser surdo,quem são estes bocas cheias para criticarem alguém,no governo do ASNO SOCIÓLOGO,tivemos redução de 6% no PIB,NA CRISE DA MALÁSIA,OU SEJA CRESCIMENTO NEGATIVO,NOSSA ECONOMIA ENCOLHEU,foram oito anos de estagnação no governo do fhc,na atual crise que envolve as maiores economias do planeta,EUA,UE,ainda estamos crescendo,1%,tudo bem,mas não tivemos redução do pib,pois o que é uma crise na malásia,frente uma crise nestes dois gigantes mundiais,quanto ao outro crítico,não direi nada,nem conheço,isto para vocês verem o tanto que ele é importante para o brasil,kkkkkk,Dilma em 2014,e quem sabe se DEUS QUISER,ELE EM 2018…..,VAMOS PT,ESTAMOS CONTIGO PARA O QUE DER E VIER,ASSINO EMBAIXO.

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Donna

17 de dezembro de 2012 às 20h36

Aébrio Never está provocando Dilma não é de hoje.
Ele tá doido pra ela rebater e ele se sentir importante.
Ele quer bater boca com ela na mídia comprada e corrupta.

Mas, Dilma ignora o meliante 3% de tal forma que ele e seus capachos se desesperam e atacam mais e mais.
Dilma esperta não dá a mínima pras baboseiras do Bafômetro.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Reinaldo José Mercador Dantas

17 de dezembro de 2012 às 20h20

Boa Noite,
Esses senhores fariam um grande bem a Nação se permanecessem de bico calado. Tenho dito.

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Claudio

17 de dezembro de 2012 às 20h09

Manda esse mané do Aécio, ver as ultimas pesquisas de Ibope a presidencia.
Lá esta o seu devido lugar. A insignificância!

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