VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Cabral privatiza saúde (mas leitor diz que não é bem assim)


14/09/2011 - 01h48

Vergonha: Alerj aprova privatização da saúde estadual. Servidores denunciarão deputados traidores que votaram no PL 767

13/09/2011

do site do Sindsprev/RJ, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdêncial Social no Rio de Janeiro

sugerido pelo Márcio Silva, via e-mail

Por 50 votos favoráveis e 12 votos contrários, o plenário da Alerj aprovou, na tarde desta terça-feira 23, o Projeto de Lei (PL) nº 767/2001, que entrega a gestão dos hospitais estaduais às chamadas ‘organizações sociais’, forma disfarçada de privatização.

Representantes de movimentos sindicais e sociais que lutam contra a privatização da saúde pública vão, a partir desta semana, denunciar todos os 50 deputados que votaram a favor do PL 767/2011. A denúncia será constante e feita especialmente nas bases eleitorais de cada um dos parlamentares que apoiaram a privatização da saúde estadual. Cartazes com nomes, fotos e partidos desses deputados também serão produzidos.

A votação desta terça-feira foi um dos episódios mais vergonhosos da história da Alerj, cuja presidência chamou a tropa de choque da PM para impedir que centenas de servidores, moradores de comunidades carentes e usuários de hospitais públicos ocupassem as galerias daquela casa legislativa para protestar contra a privatização. Em clima tenso, os manifestantes permaneceram do lado de fora, nas escadarias, denunciando à população o golpe tramado pela maioria dos deputados em conluio com o governo Cabral Filho (PMDB), autor do Projeto de Lei.

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Ministro Padilha, até quando vai dar dinheiro do SUS para São Paulo entregar aos planos privados de saúde?

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121 comentários

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Leonardo

18 de setembro de 2011 às 09h17

Veja só (do site Sidney Rezende): André Ceciliano (PT),Nilton Salomão (PT),Robson Leite (PT) eZaqueu Teixeira (PT) votaram a favor das OSS na saúde.Não seguiram às recomendações do Dr.Ricardo Menezes. Votaram a favor das OSs, logo, pela privatização, e contra a classe trabalhadora.
Site do PT: Dr.Ricardo Meneses, médico e militante do PT:[…]Mas os lutadores sociais precisam estar rigorosamente atentos: atualmente, o desmonte do Sistema Único de Saúde é o principal objetivo de uma aliança entre conservadorismos de diversos matizes. A amplitude desse espectro conservador se espraia do conjunto da burguesia à subsumida indústria de equipamentos, produtos médicos e medicamentos, das empresas de planos e seguros de saúde privados a certos setores da categoria médica, dos meios de comunicação de massas à parcela das elites acadêmicas vinculadas ao mercado e entusiastas de soluções mercadistas para gerir a coisa pública, tais como: fundações de apoio em hospitais universitários estatais, organizações sociais (OS), organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP) e terceirizações as mais diversas.[…]

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Fátima Carozzi

16 de setembro de 2011 às 20h37

Parte 2
O que estamos constatando é um dos piores serviços público da saúde dos últimos tempos e, com um agravante, os médicos da cidade resolveram boicotar o atendimento, tanto dos postos e hospitais credenciados para assistência aos servidores públicos, quanto para os hospitais credenciados do SUS. Não há médico nos plantões, as consultas são desmarcadas de última hora com as mais absurdas desculpas sem que o hospital reponha estes profissionais para que a população não seja prejudicada.
Sabe-se que os hospitais filantrópicos receberam dinheiro do governo federal, mas o atendimento piorou em 90%.

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Fatima Carozzi

16 de setembro de 2011 às 20h32

Parte 1
Esta história de terceizar, que não nada mais nada menos que privatizar os serviços públicos como; coleta de lixo, fiscalização das vias públicas e saúde, se tornou a coisa mais normal neste país. O argumento é: eficiência e melhora no atendimento. Tá, a gente acredita e comprova que melhoraram os serviços. Gostamos de história da carochinha. O que está sendo aprovado agora no RJ , já foi posto em prática aqui, na minha cidade, e , espero que seja o fim desta prática, pois constataram que houve desvio de dinheiro da saúde destas ditas; "organizações sociais", que foram contratadas para "melhorar" o atendimento nos Postos de Saúde e Prontos Socorros da cidade.

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    Leonardo

    18 de setembro de 2011 às 09h20

    Fatima, a saúde do Rio já virou caso de polícia, infelizmente, mas é muito bacana o seu relato, porque coloca por terra a papagaiada das privatizações para OSS ou outras espécies do gênero privatista, salvo exceções, são quase todas uma lepra para o serviço público, uma grande desculpa para fraudar trabalhadores e o orçamento.

Panino Manino

16 de setembro de 2011 às 09h12

Primeiro teve o hospital Pedro II um dos maiores da zona oeste que ele prometeu reformar e colocar novamente em funcionamento e quando foram ver, entregaram para particulares. Transformou o maior hospital público da região que deveria atende milhões de pessoas em privado.

Agora, isso…

Eu realmente penso, como é que esses miseráveis não morrem?
Justiceiros… é mito.

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luiz claudio pontes

16 de setembro de 2011 às 00h59

Cabral e Paes fazem uma administração de dar inveja até aos tucanos mais radicais do PSDB, pois estão privatizando tudo aqui no RJ. O choque neoliberal promovido por ambos, detonou com a qualidade dos serviços públicos da capital e do estado. É visível a pioria dos serviços prestados à população. Para que vocês possam ter uma idéia do que falo, na última terça-feira uma ambulância de empresa terceirizada (TOESA) atropelou e matou uma pedestre dentro do hospital estadual Rocha Faria. Segundo peritos criminais, o acidente ocorreu por falta de manutenção do veículo, que já não passava por revisão mecânica há mais de 04 meses.
Ps: Não por acaso, o prefeito do Rio trouxe para sua administração a ex-ministra de FHC, Srª Claudia Costin, especialista em administração pública e o também ex-ministro tucano Paulo Jobim. Ela é a atual secretária de educação do município do Rio e ele secretário de administração mas, dizem as más línguas, que ambos são também responsáveis pelo choque neoliberal promovido pelo prefeito e governador em suas administrações.

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Deborah

16 de setembro de 2011 às 00h42

Em SP OS não prestou…no RJ será o mesmo. Não prestou para quem? Para a população, porque para a meia dúzia que negocia e recebe a transferência do dinheiro público, presta. Agora temos que ver quem financia as capanhas dos políticos, aí a gente entende para quem eles governam. Democracia, não existe…o voto é apenas formalidade…

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Moacir Moreira

15 de setembro de 2011 às 23h46

O companheiro Cabral é gente boa aliado do PT.

Interessante notar que o Rio de Janeiro está conseguindo superar São Paulo em termos de atraso mental e fascismo no poder.

Não é pouco para quem já foi Capital do Brasil e centro de difusão da alta cultura nacional.

Responder

Nina

15 de setembro de 2011 às 22h29

Deveriam acabar com concursos públicos e privatizar tudo. A experiência nos países desenvolvidos mostra que quanto menos estado melhor para a economia. A telefonia era inacessível e hoje todos podem tê-la. A saúde é inacessível e se continuar assim as pessoas continuam morrendo nas filas. Educação pública é ruim e se não for privatizada o Brasil será sempre um pais de ignorantes. Políticos não são bons para administrar nada. Eles só roubam. Quanto menos empresas nas mãos dos políticos melhor.

Responder

    Leonardo

    16 de setembro de 2011 às 00h32

    Países desenvolvidos? Estão em pré-bancarrota, numa grave crise social. Todos tem telefone, mas já não tem casa, emprego ou garantias de um futuro razoavelmente seguro.

    Deborah

    16 de setembro de 2011 às 00h38

    Desculpe-me mas vc não conhece os países desenvolvidos, nem por estudo nem visitando nenhum neles para falar esse absurdo sobre privatização, economia e serviço público. Ou se foi em algum, só conheceu mesmo pontos turísticos, sem nenhum senso crítico. Tampouco conhece sobre o seu país, inclusive telefonia. Precisa estudar e se informar. Uma coisa é corrupção, outra coisa é o bem público, garantir um Estado capaz de fornecê-los e combate a corrupção devem caminhar juntos. Inclusive, a corrupção se instaura por essa confusão entre o público e o privado, somado ao nosso histórico patrimonialista. Todos os países desenvolvidos tiveram e continuam tendo Estado fortes, mais Estado. A crise atual nada mais é do que a crise do Estado Mínimo, da desregulamentação e do mercado.

    Julietta Blanchard

    16 de setembro de 2011 às 03h55

    Ai meu Deus!
    Onde você estava nos últimos anos? Dormindo?
    Esse discurso está atrasado em pelo menos duas décadas.

Paulo Navarro

15 de setembro de 2011 às 21h45

As OSs se espalham feito praga pelo Brasil. Hoje foi a vez de João Pessoa (PB), quando mais uma vez a PM impediu o acesso do povo à Câmara de Vereadores. E o pior é q tem suspeita de manobra e golpe na votação. Vejam reportagem no link: http://www.saudecomdilma.com.br/index.php/2011/09

Responder

Rafael

15 de setembro de 2011 às 19h20

É muito importante conhecer o documentário SOS SAÚDE do Michael Moore. Principalmente para acabar com o mito que um sistema privado, ou um sistema de OS administra melhor do que o Estado.O documentário mostra claramente o quanto cruel que é o sistema de saúde nos EUA.Lá o sistema de saúde é totalmente privado e centena de milhares de pessoas morrem anualmente por falta de atendimento. Estamos caminhando para um sistema privado e cruel como o americano. Saúde é uma questão mundial, não é problema localizado no Brasil. Falta é financiamento, DINHEIRO.

Responder

    Fabio Martins

    16 de setembro de 2011 às 00h20

    Rafael. Como um Colombo hodierno, nessa questão de eficiência administrativa,etc.Privado x Público, colocas de novo o ovo na vertical. Te louvo. Nota máxima. Sumo louvor!

Paulista

15 de setembro de 2011 às 13h14

Entrega-se o dinheiro à OS, para ela administrar, sem controle. Depois, ela financia campanhas eleitorais de quem a botou lá. ONG, OS, OSCIP, é tudo uma forma de o Estado não cumprir seu dever. Pode até parecer que funciona no início, mas vão lá em SP saber como fica depois de algum tempo na prática. Irregularidades por todos os lados, e o Estado termina perdendo dinheiro. O Estado. Os políticos gostam…

Responder

Operante Livre

15 de setembro de 2011 às 12h07

Caro colega Jairo, sobre o que disse "PRIVATIZAÇÃO JÁ!!! Em nome da moral e pela perseguição que sofri de uma "jestora" do HC da UFG em nome de uma desclassificada como ela…" antes, entendo perfeitamente bem o que você sente.

Ao invés de privatizar pense como seria bom humanizar as relações e proteger os ambientes de trabalho. Na iniciativa privada, mesmo com a promessa de fiscalização, a perseguição não muda. Esta sua "torturadora" agiria da mesma maneira num HC privatizado.

Pergunte a quem trabalha em algumas OSS. Não se deixe levar apenas pelo seu sofrimento. Precisamos ter uma ação pensando no coletivo. Eu conheço muitas pessoas que trabalham em OSS que administram Unidades de Básicas de Saúde, inclusive minha esposa, que sofrem horrores nas mãos de pessoas que maltratam os empregados. E eu não vejo na privatização um modelo que facilite nossas intervenções.

Veja que numa das matérias sobre essas OSS, acho que feita pela Conceição Lemes, havia um trecho da lei e justificativas para se instituir em SP esse modelo. A principal justificativa é a facilidade de demitir e contratar e "manter produtividade".

Se sua perseguidora fosse sua chefe uma OSS acha que ela seria diferente? Acha que faria o quê? Minha esposa ficou quase três meses afastada do trabalho devido uma chefe que dá "tiro" para todo lado em que haja uma voz que discorde, ou uma cara que não lhe caia bem. Eu denunciei na ouvidoria da Saúde do Município de São Paulo e até hoje a ouvidoria não me respondeu nada que demonstrasse o respeito que eu esperava. A tal OSS (uma privada) fez um levantamento junto aos empregados e muitos se sentiram intimidados para dizer ou escrever os comportamentos impróprios da chefe. Sabe o que a empresa privada fez com os relatos? Nunca deu um retorno, até hoje aos empregados que continuam sobas ordens da mesma chefe que passa o dia procurando pelo em ovo para [email protected]$ alguém.

Cai na real, Jairo. Decida-se. Veja se você quer um espaço de humanização público ou privado.
Ou então se você quer um espaço privado para humanizar o que não credita ser possível no público.

Se é por você ou por todos. Gosto de dizer que precisamos aprender a transformar nossas desgraças pessoais (sua perseguição e a de minha esposa são exemplos) numa graça social, para o bem comum. Eu não sou bonzinho. É que penso n mundo que estou mantendo para meus filhos e netos. Se quiser exemplos de perseguição nas privadas é só me contatar e te dou aos montes, coisas que assustariam o chineses. São relatos de quem sabe que o despotismo não tem filiação partidária, não tem religião, não tem raça, não tem sexo…tem apenas o desrespeito pelo ser humano.

Responder

    NELSON NISENBAUM

    15 de setembro de 2011 às 13h32

    Muito bem colocado.

Leonardo

15 de setembro de 2011 às 09h46

OSs, salvo raras exceções, são sinônimos de fraudes trabalhistas, fiscais e previdenciárias. Por vezes, até mesmo os fornecedores(empresas privadas) são lesadas pela inadimplência dessas instituições.
Os tribunais estão lotados de processos dessas organizações, logo, esse modelo é ruim, é ume herança da fatídica reforma do Estado dos anos 90, do governo FHC. O neoliberalismo privatizante.
Se o PT não responder o quanto antes a isso que se está a fazer, estará se comprometendo profundamente – perspectiva ideológica.
O modelo onguista é o sepultamento final do SUS, que já anda cambaleante há muitos anos, não em razão dos servidores e profissionais da saúde, mas, sobretudo, por opções políticas privatistas. É quase que impossível ao Ministério Público e aos tribunais de contas fiscalizarem adequadamente essas instituições que garroteiam os recursos públicos e não devolvem adequados serviços públicos à população.

Responder

Monica

15 de setembro de 2011 às 02h53

Mesmo conhecendo as pessoas que estão na administração desses serviços e acreditando que são pessoas de muito boas intenções (e ações), imagino que nem tudo, ou boa parte da administração não seja transparente e devem haver desvios com certeza…o triste é pensar: onde que não há? No setor público é diferente? Mesmo no privado, excetuando-se os hospitais de melhor qualidade, aos quais pequena parcela da população tem acesso, temos poucos exemplos de má administração de serviços de saúde? Infelizmente, acredito que a discussão seja um pouco mais complicada do que “ser ou não ser OSS” ou o que quer que seja, e que ela ainda se restrinja ao básico: a ética profissional com relação ao cuidado com o que é público, desde quem gerencia o recurso financeiro, até quem presta o serviço na ponta, principalmente quando falamos de saúde. Terminei!

Responder

    Carlos

    15 de setembro de 2011 às 08h40

    Não consegui ver nada em tantas linhas do que escreveu senão dizer : Sou a favor das Oss porque os sistema é ruim e os funcionários não prestam. Talvez os da sua categoria. Pode até ser.
    Poderia ter resumido em duas ou três frases tudo que escreveu já que não existe nada propositivo.
    E no final , a senhora Médica arremata com o " É mais complexo. Precisamos discutir". Certo, certo.
    Mas fique tranquila, o que você quer será feito. Espero que você seja do tipo que não reclama dos que elege.

Monica

15 de setembro de 2011 às 02h53

Não pretendo fazer apologia às OSS, apenas dar um testemunho de quem já viveu experiências em diferentes serviços, sob administrações de diferentes tipos. Pessoas não ligadas a área de saúde às vezes me interpelam sobre essa questão, com as críticas que geralmente são feitas como aqui. Não tenho uma opinião solidamente formada para um ou outro tipo de gestão. Idealmente, a saúde, direito garantido constitucionalmente, deveria ser obrigação do Estado. O que é patente na área da saúde, seja do setor público, privado ou “intermediário” ainda é uma grande deficiência de gerenciamento que seja verdadeiramente profissional quando comparada a outros setores da economia, muito pela característica intangível de vários aspectos dos serviços que prestamos, dificultando uma análise mais objetiva e que resulte de ações mais pragmáticas e muito ainda pela escassez de profissionais realmente capacitados para essa função. (cont.)

Responder

Monica

15 de setembro de 2011 às 02h50

Ou quando o Rx do hospital quebra, você reclama pro diretor e ele te orienta a “falar pros pacientes “melhorzinhos” que peguem o ônibus até o outro hospital mais próximo para realizar o rx e depois retornem para avaliação (como se sobrasse $ para esses pacientes ficarem gastando com ônibus) e os “piorzinhos” vc encaminha com a ambulância…se der põe uns dois, três juntos para aproveitar a viagem”. E os “esquemas”? …você é contratado por x horas, trabalha x/3, e no seu plantão divide o horário e acaba trabalhando x/6, com anuência ou vista grossa da chefia, pois afinal, o salário é baixo, etc., e uma coisa justifica a outra e por aí vai…Ouvir de funcionário, por ocasião da “ameaça” de passar o serviço para OSS: “Deus me livre, querem acabar com a nossa folga!”. E casos de solicitações de recursos de altíssima complexidade, tipo medicação quimioterápica ($$$$), para unidades básicas de saúde, só para desviar dinheiro?…Enfim, não são poucos os exemplos de má gestão do dinheiro público em serviço público. (cont..)

Responder

Monica

15 de setembro de 2011 às 02h49

– trabalhei na rede pública (concursada) em 4 ocasiões, em diferentes serviços. Exceção feita ao serviço universitário, a experiência que tive foi de uma quase completa falta de profissionalismo das várias categorias profissionais. Pouca preocupação com a qualidade do serviço oferecido, com a assiduidade, etc. , sucateamento da estrutura e dos materiais, quando não falta por completo em setores críticos. Exemplos:…coisa do tipo faltar respirador na Emergência, você ter que escolher paciente para investir e o que não fosse agraciado, ter que dizer pra família, um “sinto muito” ou algo do tipo. Descobrir que você ficará sozinha atendendo um PS com mais de 400/500 pacientes/dia, pois seu colega resolveu simplesmente ir viajar, por que é emenda de feriado e ele sabe que, como concursado, nada vai acontecer com ele. (cont.)

Responder

Monica

15 de setembro de 2011 às 02h46

– existe preocupação constante com a manutenção adequada da estrutura, como por exemplo, pintura, reformas, mobiliário…e está mais do que comprovado que um ambiente bem conservado, bem cuidado, ainda que simples, auxilia na recuperação dos pacientes. Infelizmente, esta não é a preocupação de vários hospitais da rede pública, muitos deles sucateados (ainda que em muitos casos possa ser intencional deixá-los assim).
(cont)

Responder

Monica

15 de setembro de 2011 às 02h45

– somos sim cobrados muito mais com relação a desempenho, sob diversos aspectos: assiduidade, produtividade, satisfação do cliente, qualidade do serviço prestado, observação da segurança do paciente, etc. O que acredito ser bastante salutar. Ainda assim, temos liberdade de atuar, medicamente falando, do que em muitos serviços privados (aqui entenda-se os serviços próprios de prestadoras de saúde). Faltam recursos, como alguns exames subsidiários, mas com algum esforço, teimosia, e tempo gasto com algumas ligações e/ou torrando a paciência do diretor, não houve vez que, mesmo com alguma demora, não tenhamos conseguido algum recurso necessário para oferecer uma medicina de boa qualidade para os pacientes – deveria, obviamente, haver fluxos bem estabelecidos, mas ainda assim é melhor do que muito serviço público.
(cont.)

Responder

Monica

15 de setembro de 2011 às 02h44

– os salários pagos pelas OSSs em geral são superiores aos pagos pelo estado/município. Obviamente isto não significa muita coisa, pois os salários da classe médica em geral, são vergonhosos. O que ocorre em alguns serviços, é que a contratação é feita como PJ, como forma de burlar o pagamento dos vários tributos, resultando em uma deturpação do vínculo profissional.
– não temos os “benefícios” de funcionários públicos, no nosso serviço, somos contratados como “CLT”, assim como a maioria da população o é. Porém dispomos de outros benefícios: o principal é estímulo a educação continuada, com dispensa e pagamento de cursos/congressos, possibilidade de estágios, apoios diversos para realizar pós graduação (que na minha opinião deveria ser regra em todos os serviços, e que, por exemplo, não existe na maioria dos serviços públicos de saúde, exceção aos hospitais escola/universitários).
(cont)

Responder

Monica

15 de setembro de 2011 às 02h42

Sou médica e já tive a experiência de trabalhar como funcionária pública em hospitais estaduais (inclusive dois deles, universitários) e municipais de SP e já trabalhei em 4 hospitais administrados por 3 OSSs diferentes, e continuo trabalhando em 1 deles (além de ter tido experiência administrativa e assistencial na rede privada).
– baseada no dia a dia com os pacientes, o que noto é que a percepção da população em relação aos serviços prestados por esses hospitais geridos por OSS é, em geral, de uma oferta de serviços de melhor qualidade, quando comparado a experiência em hospitais públicos de porte/complexidade semelhante (apesar de ainda estar distante do ideal). Melhor inclusive do que a oferecida em muitos dos hospitais privados próprios ou credenciados às prestadoras de saúde…não é raro termos pacientes egressos desses hospitais que reinternam conosco e quando sugerimos transferência para o convênio se negam terminantemente.
(cont…)

Responder

Conceição

14 de setembro de 2011 às 22h48

Ato contra a corrupção da mídia.

Rio de Janeiro
Sexta-feira, dia 16 de setembro, às 17 horas.
Cinelândia.
———
São Paulo
Masp, sábado, 17 de setembro, às 14 horas –
já conseguimos um carro de som e o MSM fará algumas faixas, quem puder faça a sua e leve.

Responder

FrancoAtirador

14 de setembro de 2011 às 21h31

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FINANCIAMENTO DA SAÚDE: DILMA REBATE O JOGRAL DOS ENDINHEIRADOS

" Temos de abrir a discussão, tem de falar. O que não (dá) é a tese no Brasil de que é possível ter Saúde de qualidade sem mais dinheiro per capita. Não é. Isso é uma obrigação minha explicar, porque eu não posso fazer uma demagogia com a população Os problemas na Saúde não se resolvem apenas com aprimoramento da gestão, embora seja necessário. Resolve não. Resolve não…"
(Presidenta Dilma Roussef).
.
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7° PIB, Brasil é 72° no ranking da OMS de gasto per capita em saúde

Investimento público em saúde é de US$ 317 por brasileiro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Líderes do ranking de 193 países, Noruega e Mônaco gastam 20 vezes mais. Na América do Sul, Brasil perde para Argentina, Uruguai e Chile. No G-20, é o 15°. Segundo ex-ministro Temporão, dado é 'dramático'. Para Dilma Rousseff, baixa despesa per capita justifica mais verba à saúde. Secretário paulistano apoia novo imposto.

Por André Barrocal e Maria Inês Nassif na Carta Maior

BRASÍLIA – O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008.

A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras. Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor: Argentina, Uruguai e Chile.

No chamado G-20, grupo que reúne os países (desenvolvidos e em desenvolvimento) mais ricos do mundo, o desempenho do Brasil, no gasto por habitante, também não é dos melhores. Está na 15ª posição – ganha de África do Sul, China, México, Índia e Indonésia.

O baixo gasto estatal por habitante tem sido um dos argumentos usados pelo governo federal para defender a criação de fonte de recursos extras para a saúde – um novo imposto ou a elevação de um já existente.

Além de o Brasil ter uma na saúde uma performance internacional aquém do poderia de sua economia – é o sétimo maior produto interno bruto (PIB) mundial -, o governo também considera o gasto per capita diminuto, na comparação com a medicina privada.

As despesas a partir de convênios particulares movimentam mais do que o dobro das finanças do Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS é gratuito e atende os 190 milhões de brasileiros. Os planos privados beneficiam um quarto da população brasileira.

Nesta quarta-feira (14/09), a presidenta Dilma Rousseff defendeu a ampliação dos recursos para a saúde, usando o argumento do gasto por habitante, durante entrevista depois de um evento.

“O setor público gasta duas vezes e meia a menos do que o setor privado na área de saúde. Isso significa uma coisa que nós todos temos de ter consciência: se você quiser um sistema universal de saúde, gratuito e de qualidade, nós vamos ter de colocar dinheiro na saúde e colocar gestão na área de saúde, as duas coisas”, afirmou.

“O dado é dramático”, disse à Carta Maior o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão. “As famílias de classe média gastam cerca duas vezes aquilo que o SUS gasta para prover serviços de muita maior abrangência. Há uma disseminação de planos privados de cobertura insuficiente”, completou.

“Fico feliz que a presidente Dilma tenha aludido ao fato de que a saúde suplementar tem um orçamento que é 2,4 vezes superior ao do SUS. Esse é um parâmetro que deve ser considerado”, afirmou à Carta Maior Januário Montone, secretário de Saúde da prefeitura de São Paulo que apoia a criação de um novo imposto para a saúde.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Responder

Rafael

14 de setembro de 2011 às 20h17

Para mim pelo menos é evidente que o Brasil precisa é de mais presença do Estado. Precisamos de mais médicos, mais policiais, mais professores com salários dignos. França gasta per capita 7 vezes mais que o Brasil. Saúde precisa de DINHEIRO, segurança também, educação mais ainda. Não tem sentido pagar um valor absurdo, uns 12 mil reais para um deputado e um professor receber 700 reias, quem é mais importante para a sociedade? . Pior é depois os inteligentes proporem privatização, entregar à inicativa privada a admisnitração da saúde.
O Brasil já se deu muito mal com essa conversa fiada do neoliberalismo que nada mais é que apropriação do Estado pela elite sedenta por lucors fáceis. Não há alternativa ou Estado é presente ou a iniciativa privada vai alastrar miséria e concentração de renda.

Responder

O_Brasileiro

14 de setembro de 2011 às 19h52

Como um Estado que arrecada tanto pode oferecer tão pouco para seus cidadãos?
Para onde vai o dinheiro?

Responder

FrancoAtirador

14 de setembro de 2011 às 19h44

.
.
Assim como a Educação,

A SAÚDE DEVE SER INTEGRALMENTE FEDERALIZADA.
.
.

Responder

    Ronaldo Luiz

    14 de setembro de 2011 às 19h50

    Como assim? E para que serve o SUS? A Educação superior, sim é Federal, já os níveis inicais são e devem ser estaduais e municipais. Tudo em Brasília? Não vai dar certo.

    FrancoAtirador

    14 de setembro de 2011 às 20h01

    .
    .
    Investimento direto.

    EDUCAÇÃO E SAÚDE SEM "INTERMEDIÁRIOS"
    .
    .

Antonio

14 de setembro de 2011 às 19h02

Vá aos hospitais que a direita passou a essas OSs. Vejam a porcaria que é o serviço. Sabem porquê o serviço é porco? Os funcionários ganham pouco e a grana ganha pelas OSs tem que ser dividida por pelo menos três larápios.

Responder

O_Brasileiro

14 de setembro de 2011 às 18h36

Assembléias legislativas não são casa do povo!
Congresso nacional não é casa do povo!
O judiciário não faz justiça!
O executivo arrecada muito e executa pouco!
Esse país tem nome…

Responder

edmil

14 de setembro de 2011 às 18h34

FOOOOOOOOOOORA CABRAL S/A/F/A/DO

Responder

edmil

14 de setembro de 2011 às 18h33

A SAUDE QUE JA ERA PRECARIA ELE CONSEGUIU DESTRUI-LA A EDUCÇAÕ A PIOR ,A SEGURANÇA IDEM….

Responder

edv

14 de setembro de 2011 às 18h28

Sem sequer discutir sobre o público e o privado, pergunto antes:
Como fica (e ficará) o atendimento ao público que não tem condições nem plano de saúde e quetais?
As OSS vão atendê-los sem prejuízo? … Ou com melhorias?
Acho que boa parte do país ainda não percebeu que o maior e melhor recurso de um país são as pessoas!
E que pelo menos alimentação, saúde e educação TEM QUE chegar à TODOS…
Pagando ou não pagando.
Ou pagando quem pode e não pagando quem precisa.
Se amanhã todos forem ricos, que se privatize tudo!
Mas enquanto não chegarmos lá…

Responder

Marcio H Silva

14 de setembro de 2011 às 16h42

Entre os deputados que votaram contra a Lei das OS's estão os representantes do Psol, os deputados Marcelo Freixo e Janira Rocha, Luiz Paulo do PSDB, Clarissa Garotinho e Miguel Jeovani, ambos do PR, Lucinha do PSDB, Paulo Ramos e Wagner Montes, os dois do PDT, Enfermeira Rejane do PCdoB, do PP, Flávio Bolsonaro, e os petistas Inês Pandeló e Gilberto Palmares.

Responder

Operante Livre

14 de setembro de 2011 às 15h24

Estamos carecas de saber. Alguns não calvos estão de cabelos brancos com o que ocorre com esta privataria.
Se um Estado não tem capacidade de gerir com eficiência coisas básicas, menos terá de fiscalizar.
Essas OSS continuarão a ser cabides para os déspotas, espaços de disputa política e de desvio de verbas.
Transferem para a privada para fugir de suas responsabilidades. De que adianta ter uma lei contra a contratação de parentes (nepotismo)? Agora, feito bandidos que não podem roubar bancos vão roubar caixas eletrônicos. A bandidagem só muda de endereço.

Essas OSS não fazem concursos públicos. É tudo indicação no dedo, é privatização. É o maior desserviço à humanização das relações trabalhistas.

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leandro

14 de setembro de 2011 às 15h17

http://www.tvvaletudo.com.br..comparem as imagens do Japão quando do tsunami e hoje, e comparem as imagens da região serrana em janeiro de 2011 e julho de 2011. Nem a lama tiraram.

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leandro

14 de setembro de 2011 às 15h14

Só quero que não fique como na região serrana do RJ. O Japão sofreu muito mais e já ta reconsatruido em grande parte e aqui já vamos para 7 meses sem mudar nada.

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leandro

14 de setembro de 2011 às 15h11

Tanto faz se vai ser publica ou privada a gestão da saúde. Só quero que ela funcione, porque do jeito atual a saúde no RJ não existe.

Responder

Fernando Garcia

14 de setembro de 2011 às 14h59

Não conheço modelo de OS implementado em São Paulo e nem este em vias de se implementar no Rio de Janeiro. Mas a minha impressão é que o modelo atual, incluindo também as escolas, no qual o servidor é funcionário do Estado e não das instituições onde atua diretamente, não é o mais adequado. A idéia que a gestão destas instituições deva ser feita pela "sociedade" e não diretamente pelo Estado me parece razoável. Acredito que escolas, principalmente de ensino fundamental, e postos de saúde, funcionariam muito melhor se gerenciados por conselhos locais, formados por membros das comunidades onde estão inseridos. Com a devida regulação, se evitaria a formação de consórcios de grandes corporações e assim o troca do modelo não resultaria em uma "privatização". Basicamente, minha idéia é que se alguém a pegar a grana da secretaria de educação/saúde do Rio e dar na mão dos cidadãos da Zona Norte, incluindo aí os moradores das favelas, e deixar que estes contratem médicos, enfermeiros, professores, diretores, etc… estes fariam um trabalho bem melhor que o que está sendo feito agora.

Responder

Adilson

14 de setembro de 2011 às 14h27

No Rio de Janeiro, o PT está para o PMDB , assim como o PMDB está para o PT no plano nacional.

Com o agravante de que no plano nacional o PMDB não hegemoniza a aliança, mas no Rio de Janeiro ele impõe golela abaixo sua agenda neoliberal, totalitária e ..(impublicável) ao PT.

Bala de troco, que coisa triste…

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ricardo silveira

14 de setembro de 2011 às 14h15

Qual é a desse governador? Ele obtém todo o apoio possível para fazer uma boa administração e trai o povo carioca e governo federal. Obtém Olimpíada, Copa do Mundo, revitalização da indústria de petróleo e naval, segurança pública, etc. Será represália a alguma ação federal, mas ao quê? E, mais, o povo que se lixe?

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Saúde privatizada ou como estão destruindo o SUS | OCOMPRIMIDO.COM

14 de setembro de 2011 às 14h03

[…] Rio  de Janeiro: Por 50 votos favoráveis e 12 votos contrários, o plenário da Alerj aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 767/2001, que entrega a gestão dos hospitais estaduais às chamadas ‘organizações sociais’, forma disfarçada de privatização. (leia +) […]

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Silvio I

14 de setembro de 2011 às 13h49

Azenha:
Parece-me que o governo federal, deveria intervir nos estados, para que seja respeitado o SUS que e federal, e que não se entregue Hospitais a privados. Isso porque debaixo de esse angu tem caroço.

Responder

    Ronaldo Luiz

    14 de setembro de 2011 às 19h58

    Lucidez, parabens.

Rômulo

14 de setembro de 2011 às 13h42

A privatização dos recursos de saúde e de educação corre solta em quase todos os Estados do Brasil. Há raras exceções. E isso não vem de hoje, embora venha se acentuando ano a ano.
Mesmo a nível municipal temos a paralisação total de investimentos nesses setores, o que significa abrir campo para a iniciativa privada. E por outro lado, os recursos existentes nessas áreas são abandonados à deterioração, são sucateados.
Protestos como esse que houve na frente da ALERJ nunca têm destaque na mídia. Nos municípios do interior escolas públicas e recursos de saúde fecham e a população teme se manifestar.
Será que a ditadura acabou mesmo? Será que está tudo dominado por neoliberais?
Falta educação para formação de consciência crítica, informação veraz e de qualidade. A mídia só manipula e mente.O Governo tem péssimos canais públicos de comunicação. O povo está a pé, só e abandonado, já que os partidos políticos de esquerda parece que perderam o rumo. Apoiar o Cabral foi um crime lesa-Estado do RJ.
Os estudantes chilenos deram o exemplo, foram para as ruas e hoje 80% da população chilena está no Movimento contra a Privatização da Educação e da Saúde também. Um movimento que ganha respeitabilidade e força a cada dia que passa.

Responder

    Leonardo

    15 de setembro de 2011 às 09h49

    Concordo, Rômulo.Parlamentos que obstruem a entrada de manifestantes, colocando a polícia e capangas de segurança privada para impedir a entrada do povo nas casas parlamentares. Quase sempre, o expediente é o mesmo: a história termina em bombas de gás(efeito moral),uso de spray de pimenta e outros expedientes autoritários.
    Tudo isso, para impedir a confrontação, a discussão de opiniões em sede do poder público.
    E a resposta final é a criminalização. De que jeito vamos construir uma sociedade democrática se a resposta para a contestação política é o processo penal,a resposta repressiva ?

Augusto

14 de setembro de 2011 às 13h06

O problema é que o povo está totalmente anestesiado. O povo não participa desses movimentos, que se resumem aos profissionais que trabalham na área da saúde. A relação entre os políticos e as operadoras de saúde privada envolve muitos milhões de reais… E quando há dinheiro na jogada não tem jeito. Como está cada mais difícil desviar dinheiro da administração pública direta, a alternativa inventada são as OS, que receberão a grana e não serão fiscalizadas… Enquanto o povo continuar sedado, tudo isso vai continuar. E a mídia tem um papel decisivo nisso.

Responder

    14 de setembro de 2011 às 17h33

    O povo SEMPRE esteve anestesiado. SEMPRE. E vai continuar.

Celso

14 de setembro de 2011 às 12h35

Os governadores aliados estão fazendo tudo aquilo que o PT condenava? E ainda assim com a ajuda de representates do PT?
Não é à toa que Dilma anda flertando com Alckmin, FHC, Aécio e assim por diante.
Como dizem os tucanos….tudo começou com FHC. Pelo andar da carruagem estou começando a pensar que eles estão certos.
Azenha: "qual leitor que diz que não é bem assim"?

Responder

Jota Ricardo

14 de setembro de 2011 às 11h53

Entendo que a ''realpolitik'' exija que partidos como o PT e o PDT abram mão aqui e ali em assuntos periféricos para evitar o mal maior ( volta dos tucanos), Porém, numa questão de fundo como a dos serviços públicos fundamentais, não se pode transigir. Assim falou o deputado Paulo Ramos (PDT), o mais coerente e ativo na defesa do povo fluminense, que se engrandeceu ainda mais no triste dia de ontem, quando foi mum dos poucos do partido, junto com Vágner Montes( este, creio, mais de olho numa eventual candidatura ao governo). Incrível que algum carioca, que salta os bueiros das CEG e LIGHT (privatizadas no governo tucano de Marcelo Alencar ), ainda acredite na gestão privada da Saúde…

Responder

Apolônio

14 de setembro de 2011 às 11h52

Em São Paulo fizeram as mesmas coisas, eles não são aliados de Lula e Dilma.

Responder

Alice

14 de setembro de 2011 às 11h04

Quero registrar que a deputada Inês Pandeló e o deputado Gilberto Palmares, ambos do PT, votaram contra o projeto de privatização da Saúde. Assim como eles, a maior parte da militância do PT no estado está indignada com a submissão do partido ao governador Sergio Cabral.

Responder

Leonardo

14 de setembro de 2011 às 10h59

Pusilânime votação. Vergonha nacional: uma assembléia espancando o seu próprio povo!
Impeachment nessa assembléia – se é que isso é possível!
Dirijam reclamações aos deputados federais e à Comissão de Direitos Humanos da Câmara, isso não pode ficar impune. Já enviei e-mails, mas isso é pouco.
Ainda bem que temos o "Vi o mundo" para não nos fechar a janela ao que acontece no mundo, em especial, no Rio de Janeiro, onde há uma gradual implantação de um estado de exceção há décadas, seja pelo poder público ou por parte do poder subterrâneo.
Enquanto os péssimos 49 deputados estiverem lá, haverá muita repressão contra a população pobre do Rio. E o governador, há muito já deveria ter deixado o posto.Mas se revoltar apenas contra o governador é pouco: ou se alteram todas as estruturas podres ou será novamente trocar e se repetir as coisas. Poder Legislativo fechado ao povo, Poder Judiciário processando manifestantes e absolvendo falsos-pastores-ex-governadores-ladrões e Poder Executivo mandando ver na militarização dos morros.

Responder

zico

14 de setembro de 2011 às 10h01

serginho playboy cabral a serviço da oligarquia carioca, doa banqueiros, das imobiliarias, da globo, financiador da grande midia do brasil, das construtora, amigos do rock in rio, amigos da hípica, amigo do Lula….enfim…..o povo é que se F…..

Responder

sironn

14 de setembro de 2011 às 09h44

Nem sempre reforma, outra forma de gestão do SUS significa PRIVATIZAÇÃO. Isso é reducionismo barato de um pensamento cartesiano deveras limitado. E como a esquerda se formou com base no funcionalismo público acaba caindo no erro de defender o servidor estatutário como se fosse o operário/sujeito histórico da revulução. E não o é. As OS's podem sim significar um modelo de gestão mais arejado, que contrate por CLT, pague mais a especialidades que se recusam a fazer prova para servidor, consiga fazer compras com mais celeridade. É óbvio que é preciso fiscalizar por contratos de gestão, acompanhamento de perto dos órgão de fiscalização e, principalmente, da população. Sobretudo, para impedir a dupla porta, garantir um cadastro único e, fundamentalmente, um bom atendimento. Sinto falta de uma discussão mais madura sobre essa questão que supere o corporativsmo mambembe da grande maioria dos servidores e seus sindicatos.

Responder

    Marcio H Silva

    14 de setembro de 2011 às 14h35

    Sua frase: "É óbvio que é preciso fiscalizar por contratos de gestão, acompanhamento de perto…"
    Porque não se fiscaliza no modelo atual? porque a saúde tem que ser entregue a terceiros? Porque num novo modelo de gestão os medicos e profissionais da saúde terão melhores remunerações? Porque tem que mudar a gestão para o povo ter um bom atendimento? E a grana para manter esta gestão, virá de onde? ou será a mesma grana? se for, porque o modelo atual não funciona? porque não se discutiu isto com a população antes de impingir unilateralmente a lei?
    Todas estas questões deveriam estar em consulta pública no estado do RJ. Do mode que foi feita e porque, dá para desconfiar, afinal a relação do atual governo com o meio privado é promiscua como diversas vezes relatada em blogs, e algumas vezes, não deu para esconder, na imprensa.

    sironn

    15 de setembro de 2011 às 11h56

    Eu acredito que na gestão "tradicional" do SUS tem dois problemas: servidor estatutário (salário, plano de cargos, garantias de não demissão e LRF) e a Lei de Licitações. Para resolver estas limitações, é preciso contratar médico por CLT, oferecer melhores salários e permitir demissões sem tanta burocracia. Além disso, não pode um aparelho de Rx quebrar e fazer licitação pela lei 8.666 para consertar, assim como compra de remédios, tendo que submeter à secretaria, comissão de licitação etc.

    Rafael

    15 de setembro de 2011 às 19h07

    Você está confundindo os fatos. Você acha que poder demitir vai melhorar o serviço?
    É inievitável o sistema de licitação e ele não é problema, questão é que é usado como desculpa para falta de planejamento. Com as OS melhores salários é uma coisa que com certeza nunca vai acontecer, pelo contrário os salários cairão e muito com as OS's.

    Marcos C. Campos

    14 de setembro de 2011 às 15h24

    Tem muito mito nesta historia toda. A priori a idéia de OS não é ruim, mas se não houve fiscalização , assim como em um sistema de gestão puramente estatal pode haver muito desvio de recursos ou má administração.

    Operante Livre

    14 de setembro de 2011 às 15h26

    É uma discussão mais ampla poderia nos mostrar, a mim e a você, o que não vemos nas palavras escritas.

    Leonardo

    15 de setembro de 2011 às 12h05

    sironn, o problema é que a contratação de funcionários por CLT onera ainda mais o orçamento (empregado CLT tem direito a horas extras, INSS, FGTS, etc – o servidor, por outro lado, recebe menos, mas tem a garantia de emprego que lhe permite resistir mais aos interesses). Essas OSs sabem que podem judicializar o conflito trabalhista e pouco se importam em pagar os funcionários. No final, os empregados são rapidamente demitidos e não tem quitadas as verbas a que tem direito. Vá visitar algumas varas da Justiça do trabalho e você vai a tragédia que são os processos dessas OSs, os empregados são lesados, as OSs não pagam as contas e o final é a vara do trabalho sendo ocupada por massas de processos trabalhistas. É um assombro que isso não seja noticiado. Vale a pena o Azenha investigar jornalisticamente essas barbaridades.

    Operante Livre

    15 de setembro de 2011 às 14h53

    Tem empresa s puramente estatal que contrata por CLT. Essa não é uma questão de tanta relevância.
    Colega, o que é um modelo de gestão "mais arejado"? Os presos de guantânamo vivem numa ilha arejada.

    Sua colocação de que é óbvio que é preciso fiscalizar…" é falseadora, induz a um atalho de raciocínio e percepção que é todo o centro da questão. Se estamos querendo melhorar a coisa do governo é porque outro modelo arejado e fiscalizado não se mostrou eficiente. Só os dados divulgados na grande mídia podem arejar as improbidades.

    Quero manifestar meu respeito à sua posição e reiterar minha disposição de argumentar para tirar os atalhos que podem omitir, sem má-fé por muitos, fundamentos importantes do objeto de discussão. Posso até vir a ter uma posição, um dia, favorável, à privatização, mas não será sem fundamento ou dogmática.

    sironn

    15 de setembro de 2011 às 17h30

    Me diz uma empresa estatal que contrate por CLT?!

    Sem contar que hospital ou posto de saúde não são empresas estatais, são autarquias.

    E Ilha de Guantánamo?! Do que você está falando?! Entendi, é com deboche que se constroem soluções…

    Ze Duarte

    15 de setembro de 2011 às 19h02

    Contratar por CLT não sei, mas o regime celetista é o que ocorre com muitos empregados públicos (Petrobras por exemplo), que não são estatutários

    Rafael

    15 de setembro de 2011 às 19h03

    A Petrobras é estatal e sempre contratou pela CLT.

    Marcio H Silva

    15 de setembro de 2011 às 16h12

    Caro sironn, de uma lida, se puder, na matéria do link anexo.
    o link te remeterá a materia do Helio Fernandes da Tribuna da Imprensa.
    Veja o que ele fala da saúde no Brasil e principalmente no RJ.
    http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=23400

    Leonardo

    15 de setembro de 2011 às 17h26

    Se a população é impedida de entrar na casa legislativa, certamente é e será sempre impedida de acompanhar a gestão hospitalar. Certamente há e haverá capangas na porta, leões de chácara impedindo o acesso de funcionários ou pessoas que queiram acompanhar as atividades administrativas.

bissoli junior

14 de setembro de 2011 às 09h42

mas que desgraça! de novo? agora é no Rio? não aprenderam com SP? como podemos votar se não sabemos quem financia essa corja de vigaristas, sempre atendendo interesses escusos? reforma política profunda já!

Responder

sironn

14 de setembro de 2011 às 09h39

Então quer dizer que qualquer reforma do modo de administração do SUS é privatização? Sejam OS's, Oscips, Fundações… é tudo privatização? Então, quer dizer que a forma como o SUS é gerido é perfeita? Não há problema no SUS? Eu acredito que a gestão do SUS tem problemas e limitações, falta de controle e quem sofre é o usuário da ponta, o pobre sem plano se saúde. Não podemos ser contra qualquer reforma do SUS à priori. O que temos de defender é o caráter gratuito e a qualidade dos serviços. Defender a gestão, os estatutários é puro corporativismo. O que tem de médico que não gosta de trabalhar porque o salário é baixo e continua no quadro para não perder aposentadoria não está gibi…

Responder

    14 de setembro de 2011 às 18h06

    "Funcionário público" poderoso , que trabalha se quiser, quando quiser e do modo como quiser só existe com a conivência dos gestores. Nunca vejo criticarem os que deveriam por os "vagabundos na linha". Mesmo com vários dipositivos legais para que isso aconteça.

    Então, onde mesmo está o problema?
    Toda uma classe é condenada por obra de políticos. No entanto , estes sempre acabam sendo poupados porque afinal existe algo ainda pior : os funcionários públicos.

    Ora, isso é querer resolver o quê?

    Há muito mais responsabilidades que envolvem o ser funcionário público do que qualquer outro trabalhador.
    Os que sabem delas e por honestidade – apenas porque são honestos – cumprem seu papel fielmente de acordo com seus deveres. E os políticos , que por natureza são avessos a deveres e responsabilidades, fomentam a descrença no funcionalimo com a devida aceitação da população que nunca "sabe de nada".

    Vi isso acontecer por anos e anos. Nada há que mude esse quadro. Casos raros de administradores sérios fizeram o contrário. Valorizaram o funcionário, capacitaram e COBRARAM rigorosamente a lei que pesa sobre eles. Mas políticos assim são raros. Quase não existem mais.

    No final eles venceram porque afinal, são eleitos pelo povo não é ?. O funcionário público não. Mas no julgamento nivelam o funcionalismo ao nível abjeto da classe política. Funcionário público que se preze não faz parte dessa laia. Não se mistura. Não se mete em política porque lhes é proibido por lei. Mas quem quer fazer cumprir a leis não é?

    Os políticos estão acima dela. E arrastam multidões sem que elas percebam. Povo feliz.Povo feliz.

    14 de setembro de 2011 às 18h41

    Se não conhece os deveres dos funcionarios de sua cidade procure. É seu direito.

    Mas aqui adianto basicamente o que vale para todos os servidores (federais, estaduais e municipais). Desconheço estatuto que contrarie isso.
    Antes de criticarem um funcionário público, questionem o motivo que faz os que são "eleitos pelo povo" não cumprirem isso aqui :

    DEVERES A doutrina aponta os seguintes deveres do servidor público: a) dever de lealdade (para com o ente estatal e o usuário do serviço público); b) dever de obediência (acatar as ordens superiores e a lei); c) dever de conduta ética (honestidade, moralidade, decoro, zelo, eficiência e eficácia).

    RESPONSABILIDADE O servidor pode ser responsabilizado, pela prática de ato ilícito, nas esferas administrativa, civil ou penal. A administração pode aplicar a sanção de forma cumulativa (o mesmo ato pode ser punido por um sanção civil, penal e administrativa).

    LEI N° 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990
    Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:

    I – crime contra a administração pública;

    II – abandono de cargo;

    III – inassiduidade habitual;

    IV – improbidade administrativa;

    V – incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;

    VI – insubordinação grave em serviço;

    VII – ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;

    VIII – aplicação irregular de dinheiros públicos;

    IX – revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;

    X – lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;

    XI – corrupção;

    XII – acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;

    SÓ EXISTE MAU FUNCIONALISMO QUANDO O POLÍTICO É PIOR DO QUE ELE.

    sironn

    15 de setembro de 2011 às 11h50

    Parece até que tem gente aqui que nunca ficou na fila do emergência, morrendo de dor porque o médico se atrasou oui então nem foi. Vai demitir esse caboclo para ver o que acontece!

    Parece até que tem gente aqui que nunca viu estudante de medicina cubrindo plantão de médico concursado, porque o cara não larga a boquinha por conta do INSS.

    E OS pode pagar mais, sim. Tem mais maleabilidade administrativa. Como eu disse, é preciso ter sistemas de controle e fiscalização para não deixar ter corrupção, licitação de OS's para assumir locais e bastante transparência.

    O resto é corporativismo. Não sou Cabral. É só procurar o que já escrevi aqui sobre o governador. Mas é preciso ter seriedade e maturidade para discutir problemas independente de coloração partidária, principalmente para a Saúde.

    Rafael

    15 de setembro de 2011 às 19h13

    Você acha que é simples assim. Pronto vamos contratar as OS's e elas contratarão os médicos pela CLT que daí é fácil demitir daí o cara vai trablhar. Cara isso é ingênuo. Essa implicância que você tem que com os servidores é sem sentido. A questão da produtividade do funcionário é o menor dos problemas. A questão central é FINANCIAMENTO. DINHEIRO. Se fizermos esse sistema de OS's daí sim veremos a saúde no fundo do poço. Pesquises como funciona o sistema de saúde nos eua e outros países de primeiro mundo. Aliás veja o documentário SOS SAÚDE do Michael Moore. É muito pretinente para essa discussão.

    15 de setembro de 2011 às 21h00

    Vai demitir esse caboclo para ver o que acontece!

    Como assim ? E você concorda que os que você elege deixem então médicos agirem como o descrito porque , segundo você, algo poderia acontecer caso demitido?

    Meu amigo, pare de escrever. Simplesmente pare, Depois disso aí que escreveu nada mais faz sentido. Está jogando seu tempo fora.

    Você se encaixa em duas hipóteses :

    1) é um "cidadao" acomodado e incapaz de contribuir o mínimo para que as coisas melhorem nesse país. Talvez encontre que ficar postando opiniões equivocadas na internet seja exercer cidadania.
    Segundo o que escreve "já ficou num hospital morrendo de dor" , não foi atendido pelo médico funcionário público de forma ilegal, segundo expôs , e nada fez. Apesar de esclarecido, sabia como procurar fazer seus direitos valerem ou a lei ser aplicada mas nada fez/

    2) Você é ou fez parte de alguma gestão, presenciou um funcionário público , médico, deixando uma pessoa morrer de dor sem atendimento num hospital público e nada fez porque ficou com receio de algo lhe acontecer caso instaurasse um processo para demiti-lo.

    Curiosamente , todos que são , ou parecem, favoráreis às OSs por aqui tem uns argumentos nada sólidos e no mínimo suspeitos. Ou então não compreendem a questão e tomam posição baseados em desconhecimento.Esse é o nosso povo. Povo feliz.

    15 de setembro de 2011 às 21h04

    Existe a terceira e óbvia hipótese : Você é funcionário de uma OS e conseguiu seu emprego sem concurso porque é um bom rapaz, honesto e trabalhador. E era , ou a família, amiguinho do fulano que contrata.

    15 de setembro de 2011 às 21h10

    Aliás, eu disse aí : Pare de escrever. ERRADO. Quem tem que parar sou eu.
    Definitivamente nem sei o motivo de ainda perder tempo em fóruns, blogs, etc.
    Boa sorte a todos. Não tenho paciência pra internet.

    15 de setembro de 2011 às 21h20

    Por isso nào tenho partido. Detesto políticos e se defendo algum muito raramente o faço com desconforto. Eles é que fazem as pessoas se conformarem com tudo de errado, nefasto, lesivo ao povo. E muitos nem percebem como não passam de gente sendo manipulada. No final , o político sempre vence. O povo brasileiro jamais sairá do seu estado de letargia. Serão sempre inocentes , tolos e úteis.Jamais terão capacidade de se verem como realmente são.

    Antonio

    14 de setembro de 2011 às 18h56

    Prezado Sironn,

    Dizer que o funcionário público não trabalha ou que o serviço público é cheio de vícios e corrupção é o que a direita faz para desmoralizar o serviço público e desmantelar o Estado. Fui funcionário público, hiper especializado e trabalhava muito. Quando eu e meus colegas fomos mandados embora na privatização das telecomunicações, fomos tratados pelo mercado com indolentes.
    Agora, entregar o serviço público para amigos como faz o Governo do PSDB em São Paulo tem antes todo um preparo para detonar aquele serviço e desmoralizar os funcionários. É o modo de operação da direita. Cabral, do PMDB, é da direita e neoliberal. O que ele puder tirar do Estado para dar aos amigos ele vai fazer, pois ele e seus amigos ganham. É o ganha-ganha da direita nas costas do Estado e do Povo. Eles usam o dinheiro público para deixar o serviço tinindo e depois privatizam para os amigos. Só os muito trouxas não percebem isso.

    Rafael

    14 de setembro de 2011 às 20h08

    Com certeza privatizar vai piorar. Essas OS's não vão pagar melhor pelo contrário a intenção é pagar pouco para os funcionários e ter lucros. Essas OS vão fazer o milagre de administrar sem obter lucro e por um valor menor?

    snd

    14 de setembro de 2011 às 23h36

    somos funcionários da saúde do estado de são paulo com muito orgulho. não somos nós que nomeamos as chefias que permitem todas essas irregularidades, sejam nas privatizadas ou públicas (ainda): é o governador. nós só pagamos por esses erros, mas nós lutamos e continuamos a lutar, para que a pop. tenha o melhor atendimento público. ato da saúde dia 15/09/2011, saída da av. dr. eneas de carvalho, hospital das clínicas, a partir das 10h.pela saúde e educação públicas e de qualidade para toda a população http://www.sindsaudesp.org.br/ .

    Daniel Emílio

    15 de setembro de 2011 às 23h05

    Meu amigo, ser contra OS's, OSCIPs ou Fundações Privadas de Direito Privado não quer dizer ser a favor da LRF, ou flexibilização da 8666 para os entes públicos.

    E nestes casos acima citados, é privatização sim. O ente é privado, a gestão é privada… Não é só uma questão se é celetista ou RJU, que já é outra discussão bastante extensa (e neste caso, há vários entes públicos, como empresas ou fundações estatais, que até acabam optando pelo CLT, dependendo muito do seu caráter de prestação de serviços, e não de uma comparação de que tipo de funcionário "produz" mais).

    Realmente devemos buscar melhorar o público, mas de maneira cautelosa e sem ir ao extremo oposto, privatizando o serviço. Considerar o lucro dentro da saúde é algo extremamente nocivo para um sistema de universal e julgo eu anti-ético, pois estamos falando de um direito de cidadania. Sem falarmos do modelo de atenção à saúde que visamos… A promoção e a prevenção da saúde dificilmente serão contempladas nestes processos de contratualização.

    Meu amigo, só sintetizando tudo que vc disse e plagiando Boaventura: Melhorar o público sim, mas menos estado nunca. Reformar e melhorar o estado não é igual a privatizar. Sei que vc mesmo pode buscar processos para qualifcar o SUS sem privatizá-lo.

Marco Ferreira

14 de setembro de 2011 às 09h38

E os deputados do PT que ajudaram a aprovar esse absurdo, nem uma mínima referência…Dos 6 deputados petistas, 4 votaram a favor.

Responder

    14 de setembro de 2011 às 12h24

    Já faz bom tempo que não me iludo com o PT. Infelizmente a cada ano que passa percebo que não foi sem razão ou implicância vazia.

Bruno

14 de setembro de 2011 às 09h23

CATORZE linhas. Isto é o que se dedica ao Governador Cabral quando ele faz a mesmíssima coisa que o Serra – e este ganha umas 1400 linhas.

Mas o Cabral é "companheiro", né…

Responder

    Leider_Lincoln

    14 de setembro de 2011 às 14h38

    Se fez a MESMÍSSIMA COISA, por que repetir o que já se disse em 1400 linhas? Nesta situação, as 14 não bastariam? Já que sobre o tema se escreveu 1400 linhas e o que houve foi a mesmíssima coisa? Aliás, aonde termina o déficit intelectual e onde começa a desonestidade argumentativa? Vá saber, né?

NELSON NISENBAUM

14 de setembro de 2011 às 09h10

Vergonha para o Rio de Janeiro. Vergonha para o Brasil. Ao invés de se debruçar sobre o problema e qualificar a gestão, terceiriza-se para o setor privado, que terá LUCRO sobre bem PÚBLICO. Que tipo de corrupção pode ser maior do que esta? Cariocas, mostrem o que corre nas suas veias, boicotem este absurdo que já varreu o estado de SP com tremendos prejuízos para a população e servidores.

Responder

    Operante Livre

    14 de setembro de 2011 às 15h14

    Pior, com apoio do PT e sua base.
    Depois não reclamem que a direita voltou ao poder.
    Negociam demais, concedem muito e depois perdem as calças, digo, ficam de calças curtas.

FRANCISCO SANTOS

14 de setembro de 2011 às 08h24

AQUI EM PERANAMBUCO OS SERVIÇOS DE SAÚDE PÚBLICA ESTAO INDO PRO MESMO CAMINHO DO RJ. AINDA CHAMA NOSSO GOVERNADOR DE SUCESSOR DE DILMA. É PIADA.

Responder

Fabio_Passos

14 de setembro de 2011 às 07h36

Que absurdo.
Reservando atendimento de saúde para ricos.

O governo federal precisa intervir e impedir que os pilantras destruam o SUS dando privilégios aos endinheirados.

Responder

    14 de setembro de 2011 às 12h25

    Desconfio que o "governo federal" não fará nada a respeito. Posso até estar enganado, mas…

leandro

14 de setembro de 2011 às 07h18

serão, o Cabral tá destruindo o rj, a região devastada em janeiro tá do mesmo jeito e vem a época de chuvas. mas e aliado do lula.

Responder

Orellano Paz

14 de setembro de 2011 às 02h25

Cadê a vanguarda intelectual do RJ?
Cadê a malandragem do povo carioca?
Putz, que situação!

Responder

    Marcio H Silva

    14 de setembro de 2011 às 02h50

    A Vanguarda intelectual deve estar tomando whiky na Lapa.
    Malandragem carioca é só folclore meu amigo.
    Aqui o couro come, voce viu como o pessoal enfrentou os PMs.
    O que tá faltando é um líder carismático para agregar o povo e enfrentar esta situação.
    Poderíamos ter alguém do PT, mas infelizmente o PT-RJ se vendeu.

    Evandro

    14 de setembro de 2011 às 09h31

    O único malandro foi Cabral que engabelou todo RJ.

Gustavo Pamplona

14 de setembro de 2011 às 02h24

Vou dar uma idéia para vocês…

Eu estava lendo um artigo na Wikipedia, não vou falar qual é… isto não vem ao caso e nem é sobre política também… bom… numa das referências estava o link da Revista Veja (http://pt.wikipedia.org/wiki/Veja) e eu proponho a vocês o seguinte:

O que é que vocês acham de VANDALIZAR os artigos que falam de membros do PORCO? Falo de mostrar a VERDADE e editar os artigos lá mesmo!!! E só de SACANAGEM colocar uns links da Carta Capital, dos blogs do PHA, Vi o Mundo, Nassif, Escrevinhador, etc..

Nota: Alguns lá estão abertos para edição e qualquer um pode editar.

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 VANDALIZANDO artigos da Wikipedia que falam do PORCO no "Vi o Mundo"! ;-)
Fundador do PORCO – Partido de Oligarcas Representantes de Capitalistas Opressores (PIG)

Responder

    Marcio H Silva

    14 de setembro de 2011 às 02h46

    Pô Gustavo, isto é anti ético, Tá queerendo ser igual aos caras. Tu é um cara inteligente e propõe uma coisa desta? Vai se rebaixar ao nível dos caras?

Marcio H Silva

14 de setembro de 2011 às 02h18

É isto aí, mais uma do Cabral. Quero ver se o MPF vai fazer alguma coisa para reverter esta tragédia, porque o MP-RJ, TJ-RJ junto com a maior parte da ALERJ estão nas mãos do Governador. Mais uma vez, repito, está no vídeo, o povo do RJ está revoltado com o PT do RJ que junto com o PMDB são maioria na ALERJ e juntos fizeram esta lei passar. Os deputados do PT se venderam no RJ a troco de vantagens do governador. Como Dilma vai explicar para a população do RJ após ter falado no Fantástico que Saúde era um dos assuntos primordiais em seu Governo e um dos Governadores coligados com o Governo Federal faz uma lambança desta? Por isto que a Marina teve maioria de votos no RJ nas últimas eleições. Esta é uma das explicações e o povo do RJ não é bobo. Cesar Maia já era, Paes vai ter o troco em 2012 e Cabral não vai fazer seu candidato em 2014. Voces verão. Antes de comentar aqui, são 2:20 Hs da madrugada, fui ver se saiu alguma noticia no Globo.com, e nada, fui no UOL e nada, fui no Ig.com e este sim divulgou o fato.

Responder

    Jairo_Beraldo

    14 de setembro de 2011 às 10h06

    O MP-GO está às turras com o reizinho M. Perigo para impedir que seja aprovada aqui em Goiás a transferencia dos hospitais públicos às OS…e já descobriram até a vencedora antes de haver licitação, que é uma picareta fraudadora com sede no Rio…
    Mas aproveitando a deixa, em outra esfera, sou ABSOLUTAMENTE à favor da privatização dos Hospitais Universitários Federais….nesta estou com Dilma e não abro. Sao uns oportunistas os atuais gestores, colocando só suas panelinhas nestas instituições, tirando a oportunidade de quem não tem para onde correr e recorrer. E não tem só que privatizar não, mas tem também fazer auditorias para investigar e demitir por justa causa estes "jestores" déspotas.

    Scan

    14 de setembro de 2011 às 11h16

    Ah, legal.
    Como os atuais gestores são desonestos, oportunistas e déspotas, a solução é privatizar.
    Ta certo. Lógica irrepreensível.

    Jairo_Beraldo

    14 de setembro de 2011 às 12h15

    Já que os concursados prevaricaram, sim…PRIVATIZAÇÃO JÁ!

    14 de setembro de 2011 às 12h19

    Pois é. Por essa lógica melhor entregar tudo de uma vez.
    E não me engano, será o futuro. Não existirá mobilização capaz de barrar essa lógica.
    Curioso como eles lutam ferozmente por esse tipo de "igualdade".
    Brevemente – não me parece assim tão distante- as diferenças entre os partidos e políticos serão tão tênues que bastará digitar números aleatórios sem prejuízo algum. Isso para aqueles que ainda se dignarem a sair de suas casas.

    Operante Livre

    14 de setembro de 2011 às 15h31

    Só complementando e esclarecendo publicamente.

    a solução encontrada tem sido privatizar o despotismo, privatizar o oportunismo e privatizar a desonestidade. Assim, realmente diminuímos a má gestão do Estado; ficamos sem Estado.

    Não sou contra a iniciativa privada e sim contra a entrega do Estado.

    Com esta gestão privatista estou me sentindo anacrônico.

    M. S. Romares

    14 de setembro de 2011 às 13h21

    Uma no cravo e outra na ferradura…

    Gil Ricardo

    14 de setembro de 2011 às 14h29

    Prezado Jairo,

    Você realmente acha que com a privatização as "panelinhas" irão acabar?

    Entendo que se na gestão pública, que está vinculada a princípios e regras jurídicas que impedem formalmente que coisas assim aconteçam, ainda assim há corrupção, imagina quando for pra iniciativa privada que não tem compromisso algum ao não ser com o próprio lucro?

    Jairo_Beraldo

    15 de setembro de 2011 às 01h31

    PRIVATIZAÇÃO JÁ!!! Em nome da moral e pela perseguição que sofri de uma "jestora" do HC da UFG em nome de uma desclassificada como ela, que na primeira aula de SOCIOLOGIA na Estacio de Sa disse- "eu 'roubo sim, medicamentos e o que puder"…depois…."quero graduar para mandar em quem mandou em mim"…caraca!!!! Que culpa tem quem nasceu melhor????

    Operante Livre

    14 de setembro de 2011 às 15h11

    Pense novamente sobre isto.

    A política (influência) se dá em todos os campos de relação. Vamos encontras déspotas no público e no privado, vamos encontrar as panelinhas nos dois. A solução, penso eu, é manter um campo em que tenhamos mais chances de interferir e mudar. Não vejo como solução a transferência ou privatização do despotismo. Nossa influência sobre o privado é restrita demais se comparado ao âmbito público.

    Se temos um governo que é um mal administrador dos interesses públicos temos chance de mudá-lo, mas que chance temos de mudar o que está na iniciativa privada. Um exemplo. Alguns Estados têm legislação própria sobre assédio moral (despotismo) mas esta legislação não se aplica ao empregado privado. Pode ser que tenhamos uma.

    Resumindo. Você não pode alugar ou vender sua casa só porque não gosta da governanta. Melhor manter tua casa e trocar a governanta. Na iniciativa privada você perde a casa e a governança.

    Não entregue os dedos. Anéis você compra outros.

Marcos Roma Santa

14 de setembro de 2011 às 02h01

Cabral não passa de um reles fascista, que se reelegeu governador de meu estado graças ao conservadorismo e à alienação política da classe média do Rio de Janeiro. Este crápula só faz saquear os cofres públicos em benefício próprio e de seus apaniguados. Impeachment já!

Responder

    Marcio H Silva

    14 de setembro de 2011 às 02h21

    Classe media não é tão grande assim não. Graças aos PIGs do RJ, rede globo principalmente, que o blindaram e escondem todas as suas falcatruas e o povo acreditou. Agora tá recebendo o troco. Sou classe média e não votei no Cabral e conheço muitos que não votaram.

    Marcos Roma Santa

    14 de setembro de 2011 às 03h42

    Caro Márcio, quem dera que você e seu círculo de amigos constituíssem a regra em nosso estado. A classe média da capital é, sim, bastante numerosa, a ponto de eleger e reeleger esta corja que manda e desmanda no estado e no município do Rio de Janeiro. Lembro-me de haver lido o mapa eleitoral do ano passado e constatado que, embora o crápula vencesse em algumas regiões do interior, com uma porcentagem de votos nem tão expressiva, foram os votos da cidade do Rio de Janeiro que lhe garantiram a reeleição. A Zona Sul do Rio, por exemplo, com esta história de upps e segurança pública, deu carta-branca a este infeliz para fazer o que quiser. Concordo com você que o pig do Rio blinda não só o fascista do Cabral como, também, o fascista do Paes, que, aliás, derrotou, nesta terça-feira, todo o funcionalismo público municipal, comprando a Câmara Municipal, que votou, majoritariamente, a favor do seu plano calhorda de capitalização do PREVIRIO. O próximo passo do gajo é garfar os direitos do funcionários ativos e aposentados do município. Pois bem: a nossa arrogante classe média não está nem aí para isso. Afinal, seus veículos privilegiados de informação e deformação mental fazem parte do pig. O que eu lamento profundamente é que as esquerdas do Rio de Janeiro, até agora, não se mostraram à altura da imensa e necessária tarefa de enfrentar e derrotar estes bandidos. Deputados do PT, por exemplo, votaram a favor do fascista. É triste, você não acha?

    Jairo_Beraldo

    14 de setembro de 2011 às 09h54

    E vale lembrar que são afinadíssimos com Lula e Dilma…descobre-se aí outra face sombria do governo Lula…

    guilherme vizane

    14 de setembro de 2011 às 11h12

    Larga da "Rede Globo". Ela não é tão poderosa assim que possa patrocinar esse tipo de coisa e por tanto tempo. Nossos problemas tem origens mais complexas…ah, se tudo fosse simples assim, onde um simples orgão fosse o culpado de nossos males.

    tereza

    14 de setembro de 2011 às 14h53

    Não vem com esse papo de conservadorismo e alienação da classe média. Teve uma grande ajuda do Lula.

Adilson

14 de setembro de 2011 às 01h58

Primeiro a educação, agora a saúde..

Já digo isso há muito tempo mas vou repetir: SOS Rio de Janeiro. A pior direita se instalou por aqui!

Responder

    Ronaldo Luiz

    14 de setembro de 2011 às 20h03

    Que saudades do Brizola. Lutava sozinho contra o governo federal e contra os deputados e senadores do RJ, que alem de não ajudar, sabotavam todas suas revindicações.


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