Audiência com Haddad frustra militantes: Habitação é do Maluf

Tempo de leitura: 3 min

Na audiência, lideranças dos movimentos sociais por moradias e reforma urbana reafirmaram a Haddad que rejeitam o PP na Secretaria da Habitação

por Conceição Lemes

Nos últimos 20 dias, de formas diferentes, os movimentos sociais pela moradia digna na cidade de São Paulo e nomes históricos da política habitacional e urbana, petistas e não petistas, disseram à equipe do prefeito eleito Fernando Haddad (PT-SP): o PP de Maluf na Secretaria da Habitação, não!

Por intermédio do vereador Antonio Donato (PT-SP), os movimentos sociais solicitaram uma audiência com Haddad para expor seus pontos de vista e reivindicações. Donato comanda a equipe de transição e será o futuro secretário de governo.

Em entrevista ao Viomundo, ele afirmou: “O Haddad disse que vai ouvi-los antes de tomar qualquer decisão”.

Pois a tão esperada audiência aconteceu na tarde dessa quarta-feira 5. As lideranças saíram frustradas, decepcionadas.

Confirmou-se o que temiam: Haddad assumiu compromisso com o PP (que os movimentos sociais chamam de PP do Maluf) de entregar ao partido a Secretaria da Habitação da cidade de São Paulo, caso fosse eleito. Desconhecido até ontem pelos movimentos sociais, o acordo foi firmado no início da campanha eleitoral com Aguinaldo Ribeiro, ministro das Cidades e deputado federal licenciado pelo PP da Paraíba.

“Por que o Haddad, no início da campanha, não disse que o acerto era esse?”, questiona uma das lideranças presentes à reunião. “Fomos traídos.”

“Haddad  nos contou que pediu a Aguinaldo Ribeiro  a indicação de três nomes para a Habitação”, relata Luiz Gonzaga da Silva Gegê, vice-coordenador nacional da  Central de Movimentos Populares do Brasil (CMP) e um dos dirigentes do movimento por moradias na cidade de São Paulo. “Segundo o Haddad, para ser escolhido o nome terá de preencher uma série de requisitos, entre os quais, não ser candidato a cargo eletivo em 2014, ter ficha limpa e ter perfil mais técnico do que político.”

Dos três nomes indicados pelo ministro das Cidades, dois não passaram na avaliação de Haddad. Um terceiro nome está sendo apreciado.

“Caso esse também não preencha os pré-requisitos estabelecidos, Haddad disse que fará uma escolha pessoal, que entrará na sua cota”, prossegue Gegê. “Disse-nos ainda que, aí,  escolherá alguém do PT, um nome técnico, de grande peso.”

Nesta tarde, as lideranças dos movimentos sociais pela moradia digna e reforma urbana divulgaram esta nota sobre a reunião de ontem.

Lideranças de entidades reafirmam a Haddad que não aceitam Maluf e PP na Habitação

 Na tarde desta quarta-feira (05/12), em reunião com o prefeito eleito Fernando Haddad, na sede do governo de transição, dirigentes de várias Entidades e Movimentos que lutam por moradia na cidade, reafirmaram a Haddad que não aceitam que a área de habitação seja entregue ao PP de Paulo Maluf.

As lideranças relataram ao prefeito eleito que diante do histórico de antagonismo entre eles e o Maluf e o PP na capital paulista não há espaço para diálogo.

E afirmaram que o PP e Maluf não terão condições políticas de implementar o programa habitacional apresentado por Haddad durante a campanha eleitoral, por isso reivindicaram que a pasta fique no comando do PT.

 Mesmo diante do duro e corajoso posicionamento das lideranças, para decepção e frustração dos Movimentos, Haddad confirmou que vai cumprir um compromisso já assumido com PP de Maluf no início de sua campanha e vai entregar a este partido a responsabilidade de comandar a área de Habitação.

As lideranças saíram insatisfeitas do encontro e reafirmando a contrariedade e a disposição de continuarem sua trajetória de luta contra a especulação imobiliária e em defesa da reforma urbana e da moradia digna.

 As lideranças entendem que a sustentação de um governo que se diz democrático e popular passa também pelos movimentos populares, para além dos vereadores e partidos políticos.

São Paulo, 06 de dezembro de 2012.

 União dos Movimentos de Moradia

Central de Movimentos Populares

Frente de Luta por Moradia

Movimento Nacional da População em Situação de Rua

Antonio Donato participou da reunião. Nós o contatamos para falar dos resultados e sobre a nota das entidades. Ele preferiu não se manifestar.

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Comentários

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Haddad toma posse como prefeito de São Paulo « Viomundo – O que você não vê na mídia

[…] Audiência com Haddad frustra militantes: Habitação é do Maluf […]

Rodolfo Machado

Não moro em São Paulo, não sou militante nem simpatizante do PSTU, mas acho que a noticia é relevante:

Do “Diário Liberdade”

PSTU ingressa com ação contra aumento dos salários dos vereadores de São Paulo

Brasil – PSTU – Vereadores aumentaram seus próprios salários para mais de R$ 15 mil a partir de 2013.

O PSTU entrou nesse dia 21 de dezembro com uma ação popular na Justiça contra o aumento abusivo que os vereadores de São Paulo aprovaram para os próprios salários. A ação contra a Câmara Municipal é assinada pela presidente do partido na cidade, Ana Luiza, ex-candidata à prefeitura, e pede a suspensão imediata desse aumento.

Aumento absurdo

O abusivo aumento dos vereadores foi aprovado em 23 de novembro de 2011 e reajusta os salários dos parlamentares dos atuais R$ 9.288 para R$ 15.031 já em janeiro de 2013. O reajuste representa um aumento de 61,8%. A ação protocolada pelo PSTU destaca que “nenhum trabalhador, de nenhuma categoria profissional do país, teve ou terá esse percentual de aumento em seus vencimentos”, classificando a medida como um “ato lesivo ao patrimônio público” e à “moralidade administrativa”.

Na mesma votação em que aumentaram seus salários, os vereadores também se autoconcederam o 13º salário, além de reajustes automáticos conforme o reajuste do funcionalismo público. Essas medidas estão sendo questionadas pela Justiça, mas o aumento continua garantido.

Ana Luiza, através da ação, lembra ainda que, além dos salários, cada vereador recebe mensalmente mais de R$ 100 mil para custear a contratação de 18 assistentes, além de mais R$ 17 mil para despesas de gabinetes. O aumento nos salários aprovado pelos vereadores custará mais de R$ 3,8 milhões por ano aos cofres públicos. “Enquanto os vereadores aumentam seus próprios salários para valores absurdos, a cidade sofre com serviços públicos precarizados, ruas esburacadas e servidores mal pagos”, afirma Ana Luiza.

Abaixo os privilégios e mordomias

O PSTU é contra os altos salários e privilégios garantidos aos parlamentares. Nas eleições, os candidatos do partido se comprometeram a, caso eleitos, continuarem vivendo com o mesmo salário que recebiam antes. Tal compromisso será levado adiante pelos dois vereadores eleitos pelo PSTU, o operário da construção civil Cleber Rabelo em Belém (PA) e a professora Amanda Gurgel em Natal (RN).

antonio barbosa filho

Daqui a um ano a Câmara abre uma CPI da Habitação, o PIG faz as manchetes e o PT paga mais uma vez o preço da falta de coerência e de princípios. Já vimos este filme, em todos os âmbitos.

Mario

Justo para o PP do Maluf-$, isso não vai dar certo.

Wagner

Tudo com dantes no Quartel d´Abrantes…

Jair Almansur

A verdade é que o PP ajudou a ganhar a eleição. Logo…

J.Carlos

Uma pequena correção: não é “frusta”, é FRUSTRA!

    Conceição Lemes

    Obrigada,J. Carlos. Já corrigimos. abs

    renato

    Mas, não foi frustante!
    Diga que não foi!
    Coitado do Povo das moradias em São Paulo!
    E da-lhe queimar favelas até a Copa!
    Se eu não puder falar, então me delete!

Lucas

Pelo menos, se isso serve de consolo não sei, dessa vez Haddad não apareceu do lado de Maluf.

Vlad

Não deveria entregar é para ninguém. Deveria ficar com alguém decente do próprio PT (decente, eu disse…portanto pense em algum nome com muita calma).
Nem para os amigos malufistas das empreiteiras e nem para as máfias das filas da habitação popular.
Nem todos que se auto-denominam movimentos sociais o são. Na verdade, poucos desses o são.

xacal

Caros amigos,

Há uma ansiedade normal em governos prestes a serem empossados. Ora, as forças que apoiaram o vencedor, o prefeito Fernando Haddad ainda estão em movimento, causando um atrito comum a disputa por espaço político neste novo governo.

Durante a caminhada, que vai desde lá o início, nas articulações que gestaram o nome e o apresentaram, e a campanha em si, estas forças aumentaram e diminuíram seu peso relativo na coalizão, e mais, tiveram que ceder espaço a outras forças que foram acopladas durante o processo.

Finda a campanha, a montagem do governo, e a tarefa de governar em si, vão exigir destas forças uma capacidade de entender seu papel, seu tamanho e os estragos que a desagregação na disputa interna por mais espaço pode trazer ao todo, que afinal, é a razão da existência destas forças no governo.

Outra compreensão importante é perceber que estas forças, não raro, existem para além dos limites do governo e de sua institucionalidade, assim, embora o candidato seja do PT, a campanha não se resumiu a este partido, embora fosse hegemônico. O prefeito não é do PT.

O prefeito é de SP, e mesmo que detestemos isto, das forças que perderam também, embora a agenda e as direções políticas (programáticas) sejam nossas.

O movimento da habitação tem o seu direito de ficar frustrado, mas não de se dizer surpreso!

Ninguém pode! Afinal, Lula, o mentor a catalisador da candidatura trouxe maluf para a coalizão, e mais, contra todo o desgaste que os ressentimentos de Erundina e sua retirada da chapa causaram, não sem o assédio da mídia çerrista e pior, catapultado pela explosão de sentimentos de nossa própria militância, ou de um setor dela, que não por acaso, chora aqui de novo.

Afastemos as gracinhas dos demotucanopatas que povoam este espaço, dizendo-nos incoerentes por nos aliarmos a quem eles buscaram se aliar até a última hora, como ficou provado.

Não temos o direito de desgastar o governo do Haddad por alianças feitas à luz do dia, e cujas bases todos que não são midiotas sabem quais são. Apoiio pressupõe espaço no governo. Salvo as pastas “tradicionais” ou as consideradas detentoras da capacidade de vocalizar o projeto do governo e seu núcleo principal, as outras estão na mesa para negociação.

Desconhecer esta lógica e criminalizá-la é dar força ao argumento cretino dos que condenaram o PT por fazer política no Congresso!

O movimento da habitação não tem é o direito de virar as costas para sua tarefa histórica de lutar pelos interesses de seus filiados, ainda que dentro de um governo “petista”.

É esta abordagem que dará ao prefeito as condições de isolar as forças malufistas, e não o contrário.

Maluf não é dono do governo do Fernando Haddad, mas tampouco o movimento da habitação. Isto é democracia.

    Mario Alexandre

    Justificando o injustificável, o que a Caros Amigos milhões de vezes repudiou. Então, se Serra ganhasse, não ia demonizá-lo ainda mais pela aliança com o Maluf ? Que hipocrisia do c…

    Mario Alexandre

    Ops.. acho que cometi um lapso…
    Pensei que fosse editorial da Caros Amigos…
    Mas o hipócrita foi o xacal…

mineiro

vai me desculpar , mas tem que esperar o haddad entrar primeiro para ver que rumo vai tomar. vamos ver se vai sair alguma coisa. independente que for o dito cujo. se fazer as moradias beleza, independente que partido for. se depois de uns cinco meses , nao começar a fazer nada , ai sim , deixa o pau comer. mas temos que esperar pelo menos um pouco.

Apavorado por Vírus e Bactérias

Calma lá gente. Comandar a secretaria é seguir os projetos do PT, com fiscalização. Tanto Haddad, quanto os movimentos sociais têm que ficar de olho nos caras do PP, que cheiram mal realmente, mas desses limões tem que sair uma limonada que beneficie a população. Não vai dar para o secretário do PP sair roubando nas licitações como fazia Maluf. Vai estar todo mundo de olho. Que o Haddad não se engane e depois fique com cara de traído.

ricardo silveira

“As lideranças saíram insatisfeitas do encontro e reafirmando a contrariedade e a disposição de continuarem sua trajetória de luta contra a especulação imobiliária e em defesa da reforma urbana e da moradia digna.” Bem, creio que essa disposição deve existir sempre, independente de quem seja o secretário.

Filipe Rodrigues

O sistema político-eleitoral brasileiro é uma desgraça, reforma política já!!! Para os governantes não fazerem concessões…

Seria menos pior, o PP ocupar a secretaria de Desenvolvimento Econômico, Maluf pode ter defeitos, mas é mais desenvolvimentista e menos neoliberal que os tucanos (até mesmo que alguns petistas).

Temerário o PP ocupar uma pasta social, mas já que tem que ter maioria legislativa para governar.

LEANDRO

To muito empolgado com o novo “ESQUENTA” da Globo essa semana. Vai ter até a Dona Dilma pra prestigiar.

lulipe

Será que pensavam que o apoio do Maluf devia-se apenas as belas madeixas do Haddad???Tolinhos….

Mario Silva Lima

Para quem se elegeu prometendo que ia governar com os movimentos sociais não é um bom começo. Uma pena, mas um alerta: mesmo num governo tido como nosso precisamos estar organizados e preprados para a luta.

Jair de Souza

Bem, alguém já fez menção a isto em outro comentário, mas existem elementos de “esquerda” que estão putíssimos com Haddad, que o consideram um verdadeiro traidor por ter feito uma coligação com o PP (de Maluf) para derrotar a tucanalhada de José Serra.

Sim, sim, para eles, o certo teria sido deixar que a tucanalhada ficasse com a prefeitura e dispusesse de todas as secretarias para distribuir conforme eles bem entendessem, quem sabe o PP (de Maluf) ficasse com até mais de uma secretaria. Tudo bem, em sua lógica, melhor que eles fiquem com tudo do que ter uma secretaria com o PP (de Maluf) subordinada a um governo do PT!

Não importa para os “esquerdistas” que numa coligação é preciso fazer concessões para receber apoio. Ou, será que não teria sido preciso fazer coligações para derrotar a tucanalhada? Ou quem sabe, bastasse uma aliança com o PDT e seus 0,30%, com o PSOLe PSTU e seus 1%, com o PCB e seus 0,0001%?

No dia em que o campo popular tiver forças para vencer sozinho as eleições e também bancar sua vitória, qualquer coligação com setores não populares será uma traição aos interesses do povo. Mas, enquanto esta hipótese estiver muito, muito, longe de ser realidade, ficar gritando que houve traição porque Haddad cedeu uma secretaria ao PP (de Maluf) é uma baboseira, digna de quem só quer ver o circo pegar fogo para que a oligarquia de verdade volte a assumir os mandos que sempre estiveram com ela.

Eu entendo que o movimento popular deva estar atento para impedir que a secretaria cedida ao PP (de Maluf) possa desvirtuar a política geral traçada por Haddad. Alianças e coligações são associações que se fazem entre grupos e setores que continuam tendo diferenças e se mantêm em luta para ver quem consegue tirar o máximo benefício a custa de quem. E quando o campo popular pode participar em situação de hegemonia, as possibilidades de avanço são muito maiores.

Até o momento, não há nada de condenável no comportamento de Fernando Haddad, por mais que gritem os “esquerdistas”.

    J Fernando

    Bom entendimento da situação, Jair.
    O problema é o préjulgamento do secretário, por ser do PP. Ainda não mostrou serviço e já está condenado porque o PP é do Maluf?
    Ah, sim, muito bem lembrado: se o PT perdesse as eleições essa chiadeira não existiria, pois o PSDB daria DIVERSAS secretarias para o PP. E ninguém falaria nada mesmo.
    Não dá para entender como podem dizer traição, se sequer começou a governar. Vamos ver o que esta secretaria fará primeiro, para depois descer o pau (independente se o secretário é do PP ou do PT).

Roberto Locatelli

E eu que tinha esperança que os incêndios criminosos em favelas fossem investigados pela administração Haddad. Não serão investigados e, além disso, continuarão a ocorrer nos próximos anos.

E o mais triste é que essa aliança com Maluf só serviu para tirar votos de Haddad.

    xacal

    Roberto,

    Nem todo fervor militante, nem toda frustração pelos rumos da realpolitik escusam uma acusação deste tipo.

    Leviandade daquelas que só fornece mais e mais munição a quem deseja nos derrubar.

    André Fuccia

    Meu caro Locatelli;

    Faço minhas suas palavras!!
    Realpolitik = conchavos!

    André

EDUARDO

O PT NÃO É MAIS AQUELE,INFELIZMENTE!!!

    xacal

    Ainda bem que não!

    Já os demotucanopatas são os mesmos!

    Os mesmos privatistas, os mesmos sócios da mídia golpista, os mesmos hipócritas que desejam um moralismo que reconheça nos seus pecados a virtude de se corromper por nobre causa, os mesmos que detestam a maioria pobre, parda e preta, os mesmos que acreditam que racismo não existe, enfim, os mesmos que para defender interesses escusos são contra até o rebaixamento das tarifas públicas de luz.

rundfunk hörer

Tá bom, então. Combinado!
O certo é o Haddad botar o PT (meu partido, desde a 1ª hora) em TODAS as secretarias e dar uma banana para os partidos que o apoiaram.
São todos corruptos mesmo, inclusive o PT, não é?
Só o PSTU, o PSOL, o PCO, o PCB, etc. é que são puros.
Nunca apóiam ninguém, não coligam, e fazem corpo mole na eleição, mas são muito bons para governar, pois são imaculados e competentíssimos.
Afinal, nunca se separam dos tais movimentos sociais.
De que planeta esses caras vieram?

    Roberto Locatelli

    Bem observado, esses pequenos partidos nunca se separam dos movimentos sociais. Por isso é que ganharam o sindicato dos metroviários de SP (um dos mais importantes do estado) e o DCE da USP, uma das mais importantes organizações estudantis de SP.

    E aposto que isso é só o começo, pois o PSTU, PCO e outros já perceberam que há um AMPLO espaço a ocupar nas organizações da sociedade civil. Não existe vácuo na Natureza, e o mesmo vale para a luta política. Se o PT não se interessa mais pelo movimento popular e sindical, outros partidos tomam o seu lugar. Menos o PSOL pois é partido de gabinete igual ao PT.

    Então, ficamos combinados assim: PSTU, PCO e outros ficam encarregados de organizar a sociedade civil na luta pelos seus direitos, e o PT fica encarregado de governar junto com Maluf.

    xacal

    E o recente caso de amor do piçol com o DEMOS em Macapá?

    Se o companheiro imagina que base social de apoio no movimento sindical e sociedade civil bastam para governar é bom dar uma lida nos livros de História.

    Há um enorme contingente de pessoas, historicamente que não se aproximam destes setores, e a taxa média de mobilização, desde os países mais “conscientes” até os outros, como menos poder de sindicalização é algo entre 10 e 20%.

    Outro problema histórico é o confronto permanente das pautas setoriais(corporativas) em permanente conflito com os interesses gerais, naquilo que os especialistas chamam de limites do economicismo, ou da incapacidade de trabalhadores organizados entenderem além de suas próprias demandas.

    Claro que o ideal é ter estes movimentos ao lado, mas não “aparelhados”, como é nossa infeliz tradição, nem submetidos, como foi o caso de Vargas.

    A tarefa de governar implica conviver com interesses que nos causam asco. Já a política sindical é bem mais restrita, embora nem sempre seja mais fácil.

    xacal

    Roberto,

    O PT se interessa pelo movimento social organizado, claro. O que o PT deixou de imaginar é que a simples identidade ou aproximação com estes setores pudesse resolver os seus problemas para acumular capital social ou base social de apoio.

    Não dá, até quantitativamente falando, pois movimentos organizados, não raro, ocupam 10 a 20% das sociedades, e não raro, são incapazes de enxergar para além de suas demandas setoriais, ou como diz Marx, não superam a fase economicista da luta por salários.

    O PT também, de forma correta, conseguiu se desfazer da imagem de que os governos “petistas” seriam os depositários dos movimentos organizados, funcionando como correia de transmissão, ora aparelhando os movimentos, ora sendo aparelhados por estes.

    A boa parte da sociedade(desorganizada, eu sei)rejeita a ideia ou o conceito de que a pauta corporativa pode se suplantar aos interesses de toda coletividade, até porque, não raro os movimentos sindicais trazem transtornos a este contingente.

    Em tempo: Como explicar aos movimentos sociais a aliança do piçol com DEMOS em Macapá?

Lucas

E ainda havia gente que tinha a coragem de dizer que o PP estaria simplesmente apoiando o PT sem exigir nenhuma contrapartida! Apelavam para a retórica: não seria aliança com Maluf, mas sim apoio do PP ao PT… rsrsrsrs!!!

Está aí a paga. Afinal, não existe nada de graça neste mundo, principalmente quando um dos envolvidos na transação é Maluf.

Sabia disso quem questionava a ALIANÇA com Maluf.

LEANDRO

O pt tá sendo coerente com sua histótia, basta olhar os aliados….sarney, collor (ops, esse não, agora é herói), temer, calheiros…maluf se enquadra no perfil do partido.

Gerson Carneiro

Primeiramente há de se reconhecer que o mal maior foi evitado. Metade do caminho foi percorrido. Com o José Serra nem essa reunião seria possível.

Segundo, é preciso ter em mente que a luta não para com a simples eleição do Haddad.

O caminho é esse. Fiscalizar e cobrar incisivamente para que o Haddad não se sinta à vontade a ponto de ignorar os movimentos sociais.

    Rodrigo Leme

    É, pelo menos com o PT existe uma APARÊNCIA de que a opinião dessas pessoas conta, como o próprio texto mostra:

    <>

    Há quem prefira a ilusão do diálogo que a realidade do autoritarismo. É o gostar de ser enganado.

    Depois a gente fala que é tudo farinha do mesmo saco e é chamado de despolitizado.

    xacal

    Digão, meu filho.

    Eu, pelo menos, não acho que sentenças do senso comum como esta sua: “é tudo farinha do mesmo saco”, sejam despolitizantes.

    Despolitizante é usar esta percepção do processo comum a todos os partidos sobre alianças, coalizão, e é verdade, partilha do poder, como um fato que denigre a vida política em si, e pior, a própria vida em sociedade.

    Fazemos isto todos os dias: No trabalho, em casa, etc. Concessões é o que fazemos todos os dias. Umas moralmente aceitáveis, outras nem tanto!

    Despolitizante é considerar que todos são farinha do mesmo saco para atingir os mesmo objetivos.

    Isto não! Isto é despolitizante e mais, é burrice mesmo!

    Cada qual negocia e avança(ou recua nas concessões) com um objetivo claro!

    O PT, até agora, pelos dados comparativos com os governos tucanos fez TUDO diferente, e muito, mas muito MELHOR onde quer que você olhe, embora tenha usado os mesmos expedientes, deixou claro quais eram os seus: Diminuir a desigualdade, promover o desenvolvimento subordinado ao bem estar social, enquanto os tucanos…bem, os tucanos…

    O resultado da farinha do PT são os incentivos anti-cíclicos que colocam um bom tutu nas mãos do empresariado até a redistribuição de renda, emprego, aumento da massa salarial sobre o PIB(53% e subindo), escolarização, vagas nas universidades(diretas, nas públicas, ou indiretas, nas bolsas) e o melhor: o combate ao pior flagelo do mundo, a fome, a desnutrição.

    Daí a fragilidade da “agenda moralista” de vocês, porque ela não resolve o que a população já sabe: se é tudo parecido na política(práxis), quem se difere no resultado?

    O não se engane, o povão percebe que estes resultados melhores não são apenas “sorte econômica”, mas escolhas políticas de seus líderes para fazerem as coisas darem certo, ou melhor, darem certo para todo mundo, e não só o pessoal da casa grande.

    É simples assim, e até você entende!

    Rodrigo Leme

    Então, você tolera o errado, dependendo dos resultados?

    Cuidado que uma hora o errado avança, aí não tem volta…

    Curiosamente, um dos pilares do malufismo é a tolerância ao erro por conta do acerto. Justo.

    xacal

    Digão, até para ser cínico é preciso ter talento, e convenhamos, você não o tem.

    Todos nós toleramos o errado, dependendo dos valores em jogo:

    Você fica no farol(é assim que chamam em SP?) às 3 das madrugada para cumprir a lei, ou cuidadosamente(às vezes não)avança para impedir algum ato de violência?

    Você já preferiu pagar alguma multa ou cometer alguma infração por que estava com pressa?

    Você noticiaria um crime que só você viu, ou se ofereceria para ser testemunha de um assassinato para cumprir seu papel de cidadão em auxílio a Justiça?

    Bom, certamente eu poderia desfiar um monte de situações, e que você, de acordo com seu código de ética responderia sim ou não!

    Os sistemas políticos são parecidos, mas sempre há a necessidade imperiosa de limitar isto que você chama de tudo a qualquer preço para chegar a um fim com o interesse público representado na lei, na norma e no senso coletivo!

    E quem vigia isto é a sociedade, sempre.

    Então, não distorça o que eu disse para caber na sua lógica pequena. Os processos políticos são assim, mas cabe a sociedade saber distinguir, de um lado os diferentes objetivos para os quais são empregados os meios, e na outra ponta, punir, ou censurar quando há abusos no uso destes.

    Mas censurar a TODOS e não seletivamente, e sempre, sempre fazer a distinção dos resultados.

    Afinal, esta é, em linhas rudes e simplistas, a essência da ação política, desprezada por você.

    Mário SF Alves

    Sobre sua assertiva (ou equivocativa?). O maior erro dos que pensam como você, Rodrigo, é (intencionalmente ou não) tentar comparar entidades incomparáveis. Agora é essa comparação esdrúxula, negativa, forçada ingênua ou cretina de argumentar por qualquer “meu calo me dói” que o PT e os demais partidos são todos farinha de um saco só; Outra hora é aquela velha estória de forçar a barra ao comparar o Brasil com os EUA, com a Argentina, com Venezuela e por aí vai. Até quando vai perdurar o vício ou o condicionamento de tentar navegar nesta tabula rasa? Temos nossas peculiaridades ou não? E a quem interessa esse tipo de argumento falacioso?

    Rodrigo Leme

    Eu passo no farol vermelho às 3 da manhã, bem devagarinho. Dificilmente esta e o conjunto das deciões éticas que tomo na vida afetarão tantos milhões de pessoas quanto colocar a Secretaria de Habitação na mão de um bandido.

    Claro que ninguém é santo, claro que uns são mais austeros que outros, mas a minha régua moral é determinada pelo melhor que posso fazer e ser, e não pelo mínimo denominador da sociedade à minha volta.

    Em suma, o “fazem igual / pior, então dá pra chegar no mesmo nível” não é desculpa que cole. Principalmente para uma organização / partido que se elevou e se construiu vendendo a idéia de que não compartilhava das práticas nas quais surfa hoje.

    xacal

    Digão, meu filho, já ouviste falar em método dialético? Pois é, eu também, mas só de “orelhada”, então vamos tentar juntos, a partir do que você me respondeu:

    “(…)Eu passo no farol vermelho às 3 da manhã, bem devagarinho. Dificilmente esta e o conjunto das deciões(sic) éticas que tomo na vida afetarão tantos milhões de pessoas quanto colocar a Secretaria de Habitação na mão de um bandido.
    (…)

    Eu não afirmei que as suas decisões éticas serão determinantes na vida coletiva a partir do exemplo que lhe dei(do farol).

    Óbvio que avançar sinal é diferente de nomear auxiliares.

    Mas utilizei este exemplo particular para que você pudesse chegar ao todo, ou seja, da necessidade HUMANA de valorar os fatos, e tomar decisões sobre suas condutas de acordo com a manipulação destes valores subordinados a suas necessidades, objetivos, obedecendo a uma hierarquia de quais princípios são negociáveis e quais não são.

    Eu descrevi a você o processo de escolha e os ingredientes nela envolvidos, por que há pessoas que param no farol, mesmo correndo o risco, só para cumprir a lei.

    Se nada acontecer(assalto), poderemos dizer que elas são melhores que você, que só cumpre a lei quando lhe convém ou quando não se julga em risco.

    Mas se acontecer, aí sua escolha parece mais acertada. Agora tudo muda se você estiver com crianças no carro ou se acontecer um incidente de trânsito. Cada caso é um caso.

    É certo que são instâncias de decisão distintas, punidas e reguladas por interesses e esferas distintas.

    Talvez por isto que não se dispute eleição para tirar a carta(é assim que você chamam a CNH), mas para governar a cidade sim!

    “(…)
    Claro que ninguém é santo, claro que uns são mais austeros que outros, mas a minha régua moral é determinada pelo melhor que posso fazer e ser, e não pelo mínimo denominador da sociedade à minha volta.
    (…)”

    Aqui você pareceu entender o que eu disse, mas sua atávica vocação a rejeitar conceitos que fujam ao esquema que você está treinado/acostumado o afasta de um conclusão.
    Não há este dilema: Nós temos que fazer e ser o melhor conjugado com o mínimo ou máximo denominador da sociedade à nossa volta. Esta dinâmica tece a trama do tecido social, e ampliando e repercutindo gestos e atitudes, desde o farol da madrugada até a nomeação do secretário de habitação de SP.

    “(…)
    Em suma, o “fazem igual / pior, então dá pra chegar no mesmo nível” não é desculpa que cole. Principalmente para uma organização / partido que se elevou e se construiu vendendo a idéia de que não compartilhava das práticas nas quais surfa hoje.
    (…)

    Digão, não adianta escoicear a realidade, por mais que você a deteste. Eu já descrevi aqui o processo de mudança do PT, exigido, inclusive, pela própria sociedade, que só votou nele para ter a sua dimensão nacional quando nós deixamos de ser a UDN de macacão.

    Eu já te expliquei que não se trata de dizer que todos são iguais na práxis política. Claro, o sistema é um só, brasileiro, para todos os partidos sem distinção, com leis, distorções, possibilidades e pior, com o mesmo assédio do capital sobre o eixo de decisões políticas, voto e governo!

    O que cumpre analisar é o objetivo, ou melhor, a intenção que do que se propunha a fazer e os resultados.

    É a metáfora ruim: não importa tapar os vazamentos do encanamento, mas antes saber o destino da água armazenada: encher piscinas ou matar a sede?

    Em suma: Não é discutindo os deslizes do PT, ou de outro qualquer, que mudaremos a necessidade de alterar o sistema político brasileiro, mas ao contrário, mudando do ponto mais amplo, renovando valores e princípios, de forma que funcione com o mínimo de sacanagens, mas sem hipocrisias, e daí então, enquadrar partidos, militantes, agentes públicos, empresas, etc.

Francisco

Reclamar que vai pendurar um monte de malufista na secretaria X ou Y é bestagem…

Já se quiser imprensar o governo (municipal, estadual, federal) para convocar plebiscito sobre reforma politica, cargos em comissão, etc…

Tô junto!!!

sandro

Quanto exagero, os movimentos sociais tem que pressionar,aparecer e
vigiar.De resto só tá faltando alguem ai pedir o impeachment do Haddad
ou culpar o Lula por essa enorme crise que certamente acabará com o PT
de novo, novamente ,outra vez ..sempre.

Roberto Locatelli

Se o PT ainda tivesse suas raízes no movimento popular, isso JAMAIS ocorreria. Pra começar, não haveria essa aliança com o PP de Maluf.

    Jaime Balbino

    Concordo, pra começo de conversa não existiria a aliança com Maluff. Não sei se foi desnecessária porque o PP iria para José Serra. Se não trouxe muitos votos para Haddad (o que é questionável) uniria de vez a direita com o PSDB, o que é fato inquestionável.
    Mas não acho que o Movimento por Moradia devia mandar na Secretaria de Habitação. Num governo de coalizão, onde há vários partidos em torno de um nome, não dá para dizer que o PT fica também com a Habitação. O PP foi eleito junto e deve participar do governo.
    É a vida.

    Cibele

    Com todo o respeito, Locatelli, se o PT continuasse muito ligado aos movimentos sociais, ainda não teria chegado a ser governo. É fato. Teve que escolher. O Brasil eu não sei onde estaria a essa altura, talvez não estivesse mais.

Adilson

Ora, tanto faz..No Rio a Habitação está nas mãos do PT..e vejam em que pé estão as coisas!!!

    Mardones Ferreira

    Muito bem observado.

    Há ainda muitas pessoas que vivem do simbolismo. E estas são maniqueístas, fáceis de manipular.

    Se uma sigla partidária significasse a encarnação do bem, seria fácil escolher políticos.

    Parece que o PT no comando federal mudou muita coisa da política econômica do PSDB de FHC.

    A sigla partidária é o que menos importa. São as realizações que mudam a vida das pessoas.

Narr

O prefeito é o Haddad. Ele é quem dá as coordenadas e que aprova ou desaprova o que o secretariado faz. E se o secretário tiver bom desempenho isso encherá a bola do PP? Não sei. Mas uma das virtudes da democracia é que ela força até mesmo a direita a não ir longe demais por causa do risco de perder eleição. Então, que os movimentos populares fiquem vigilantes e cobrem. Mas achar que isso é o fim do mundo, que agora é Haddad=Kassab é puro esquerdismo, doença infantil, como se sabe. Mandem chamar o pediatra, Dr. Uliánov.

    Roberto Locatelli

    Encher a bola?? Narr, você não entendeu o artigo. O PP sempre criminalizou os movimentos por moradia. O PP está se lixando para a falta de moradia em São Paulo. Não faz sentido colocar um partido desses na secretaria de habitação.

    Narr

    Desculpe, você não entendeu meu ponto de vista. Meu pressuposto foi o de que o secretário do PP não terá autonomia para fazer o que quiser. A hipótese é a de que o secretário do PP seguiria o comando do prefeito do PT. Ora, se o Haddad governar de acordo com os interesses populares, o tal secretário do PP teria que seguir a linha oficial. Lá na frente, o PP estaria então com bola cheia porque poderia apontar o secretário como exemplo de que o “o PP não contraria interesses populares”. Moralmente, é muito desagradável ver que o PP inimigo do povo senta na secretaria. Mas a questão não é da ordem da moral abstrata, ela exige resposta concreta dentro de circunstâncias concretas. Política é baseada em confiança. É por isso que não se pode romper acordo pré-eleitoral. Não porque cumprir acordo é moralmente correto mas porque é exigência da razão prática.

Horacio

pela tal governabilidade se faz coligações inacreditavelmente antipopulares…Maluf, raposa quase morta, em troca de seu 1,5 minuto na TV, só prejudicou a campanha de Haddad, tirou mais votos do que trouxe…foi munição aos tucanos…e será que precisava mesmo dele?…agora aguenta o rojão!…é o PT que embora ganhando a cada eleição, vai perdendo suas origens populares, e se tornando um partidão no poder pelo poder! um PMDB à mais!…decepção! …o Maluf não!…ainda mais numa secretaria tão importante!

    Roberto Locatelli

    Horacio, não precisava e, sim, Maluf tirou muitos votos de Haddad. E, ainda por cima, agora teremos malufistas na secretaria de habitação.

    José Ruiz

    O PT se afastou dos movimentos sociais e vive de marketing político.. 1,5 minuto na TV com muito dinheiro faz uma enorme diferença nas mãos de um bom marketeiro.. é isso.. agora vem a fatura.. não é assim no governo federal?

    xacal

    José Ruiz, me permita:

    Seu diagnóstico é em parte preciso, porque revela que o PT se desidratou organicamente e passou a privilegiar a luta política em instâncias de mídia, reduzindo os processos políticos a uma questão quase quantitativa.

    Só que esta assertiva embora verdadeira não desvenda todo o problema.

    Este processo de industrialização não foi uma escolha petista e sim uma mudança orquestrada pelo estamento normativo(justiça eleitoral) e setores organizados das elites, tudo isto vocalizado pela mídia corporativa para diminuir a participação popular(lato e strictu sensu), tornando os valores antes considerados democráticos como empecilhos a esta prática, ou nocivos.

    Este processo nem é exclusividade nossa, mas uma mimetização mal feita do que acontece com a vida política dos EUA, claro, dentro de nossas especificidades.

    Assim foram criadas as mais diversas formas de restrições que culminaram com o confinamento quase que completo das eleições em tempo de TV e agências de propaganda. Ou pior: antes, toda forma de comunicação política se dá através da mídia pelo orçamento e contas de propaganda.

    É neste contexto que o PT está inserido, e se é verdade que não fez muito para mudá-lo, também não pode desprezar que é com estas regras que tem que jogar, atá para poder transformá-las.

    Mario Silva Lima

    A todos que diagnosticaram, com razão, os problemas de organização do PT, que tal filiarem-se e fortalecerem a corrente mais progressista e com condições de desbancar a corrente majoritária cheia de infiltrados tucanos? É preciso sair do discurso e partir para a ação.

Roberto Locatelli

Com isso, constatamos que a administração Haddad terá que sofrer forte pressão dos movimentos populares para ser satisfatória.

Urbano

Aí é só se inserir o “q” e o ponto de exclamação…

    Mário SF Alves

    PPq! Êpa! peraí, não deu. Não era isso, PQP!!! Agora sim. Mas, concretamente, ainda assim, você acha que daria mesmo pra ser diferente? O Locatelli acha que isso é prova inconteste do mal que fez o seccionamento do PT com suas bases históricas populares. E ainda persiste a pergunta, será que daria pra ser diferente? Coloquemo-nos (ainda que a contragosto) no lugar da eterna direita que sempre definiu os rumos deste imenso, belo e imoralmente rico País. O que faríamos em tal abjeta condição? Deixaríamos o PT livre para tomar o rumo que quisesse tomar ou o forçaríamos [com os mais diversos meios (inclusive pela corrupção e dinheiro fácil)] a afastar-se de seu eixo ideológico/práxis central?

    Urbano

    Alô Mário! Na intercalação de um objeto em relação a outros dois, eu daria a preferência de colocá-lo entre estes… mas deixemos para lá. Agora, o Locatelli tem plena razão. Só que o grande problema da esquerda, como diz a direita em seu único acerto na vida, é que ela não se une de jeito nenhum. Bom Final de semana para vocês.

Julio Silveira

Essa é a cronica de uma cruel morte a tempos anunciada.
O PT ja vinha demonstrando que honrava contratos com qualquer um.
Será que a entrega será com porteira fechada? Será que haverá fiscalização, ou ela será uma fiscalização de araque ou mesmo nem terá? Mas certamente haverá bastante solidariedade em grupo.

Diogo Anderson

Só uma correção no texto. O nome do ministro é Aguinaldo Ribeiro.

    Conceição Lemes

    Obrigada, Diogo. Vou corrigir já. abs

Willian

Que chato! E surpreendente. Jurava que o Maluf tinha apoiado o Haddad por causa do melhor programa de governo. Também me enganei.

    xacal

    E parece que se engana desde que o Maluf apoiava os demotucanopatas em tempos pretéritos.

    O çerra também estaria enganado, assim como você, quando pediu este apoio baseado em crenças programáticas?

    Bom, já não era sem tempo: bem vindo a realidade, a nova realidade, onde os demotucanopatas não são mais capazes de fazer tudo o que querem em SP.

    maria olimpia

    xacal,
    Concordo com todos os seus comentários.
    Enquanto houver coligações, haverá essa incompreensão. O melhor seria se todos votassem na mesma legenda para Prefeito/vereador, governador/deputado estadual, e, finalmente, Presidente/senador/deputado federal, dando assim, condições de melhor governança, dando a importância ao Partido escolhido, fazendo com que a oposição exerça realmente o seu papel. Necessitamos de uma oposição mais competente! Voto no PT “de cabo a rabo”, mas tem gente que ainda vota em diferentes partidos e depois questiona as “alianças” ou coligações! Uma coisa eu digo, prefiro coligação com o PP a qualquer um desses – psdb/dem/pps e psol(este último não se coliga a nenhum partido, porém, faz mais estragos que qualquer outro, pois sempre está votando e se articulando com os mesmos psdb/dem/pps e atacando o PT

    xacal

    Maria, um pequeno reparo no seu comentário: Em Macapá, o “puro sangue” piçol se misturou com o sangue dos DEMOS.

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