VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

No RJ, manifestação foi na frente de empresa de segurança


26/03/2012 - 18h59

Hoje, dia 26, no Rio de Janeiro (RJ) a juventude realizou ações para demonstrar sua indignação pela morosidade da instalação da Comissão Nacional da Verdade.

Com denúncias contra o torturador David dos Santos Araújo – o Capitão “Lisboa” – e uma panfletagem em frente ao Clube Militar, os jovens integrantes do Levante Popular da Juventude realizaram a ação carioca do movimento. O Levante realiza hoje ações em todo o país em defesa da Comissão Nacional da Verdade e contra os crimes de tortura e contra humanidade cometidos durante a ditadura civil-militar no Brasil.

No Rio, os jovens denunciaram a Dacala Segurança, empresa pertencente ao torturador Araújo. Os cartazes que declaravam “Levante contra tortura” foram fixados na porta da empresa, que fica na rua Santa Alexandrina, no bairro do Rio Comprido da capital carioca. Ao mesmo tempo, outros integrantes do Levante penduraram uma faixa nos Arcos da Lapa, onde se lia “Levante-se contra tortura: em defesa da Comissão da Verdade”.

Segundo os integrantes do Levante Popular da Juventude no Rio, “a luta popular do Levante pela Comissão Nacional da Verdade não perde de vista que a polícia atual foi formada na mesma escola desses torturadores. Nossa luta é pela verdade e pela justiça, seja no passado ou no presente”.

QUEM É DAVID ARAÚJO

David dos Santos Araújo é assassino e torturador, de acordo com Ação Civil Pública do Ministério Público Federal (MPF). A ação registra o seu envolvimento na tortura e morte de Joaquim Alencar de Seixas. Em agosto de 2010, o MPF ingressou com ação civil pública pedindo o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias do delegado da Polícia Civil paulista pela participação direta de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimento forçados e homicídios em serviço e nas dependências de órgãos da União.

David dos Santos Araújo, o Capitão “Lisboa” é proprietário da empresa de segurança privada Dacala, com sede em São Paulo e sucursal no Rio. O “Capitão Lisboa” é portador de 111 armas em situação ilegal, de acordo com investigação da Polícia Federal. A empresa de segurança Osvil, de propriedade de Araújo, perdeu por irregularidades o alvará de funcionamento como empresa de segurança que autorizava o registro de armas. Com isso, as armas deveriam ser entregues à Polícia Federal. No entanto, essas armas se encontram extraviadas. Depois de perder o alvará, Araújo abriu uma nova empresa de segurança, chamada Dacala Segurança, que tem como clientes o grupo Anhanguera Educacional, Banco Itaú, Ford, Jac Motors, Banco Safra, Volkswagen

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10 comentários

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WILIAM ROMANECCHI

17 de maio de 2012 às 13h26

Onde estão estes valorosos jovens para fazerem manifestação contra um empresário que é ligado intrisicamente a um país ditatorial com graves denúncias de violação de direitos humanos? Por que estes mancebos revoltados não se manifestam contra José Dirceu que foi treinado pelo G-2 (Serviço de Inteligência Cubano), para implantar um regime congênere ao da Ilha, foi afastado por corrupção e continua com negócios e lobbies milionários, não há nenhuma indiganção juvenil contra ele?

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eunice

27 de março de 2012 às 13h28

Vaso ruim não quebra mesmo.

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Laura

27 de março de 2012 às 07h13

OPA!!!!!!!!!!!!!!!!
Esta foto de David dos Santos Araújo, o Capitão Lisboa:
Eu acho que ele pode ser o chefete que mandava na equipe que me torturou no Doi-Codi.
Não dá para acusar com segurança, porque ele esta muito mais velho aqui.
Mas a feição lembra a do cara- moreno, meio atarracado, nariz pequeno.
Há também a hipótese dele ser o que fazia o papel de escrivão e que foi nos buscar na casa de onde fui sequestrada pelo Doi-Codi. Ficou do meu lado na C14 que nos levou para lá.
EU CONHEÇO ESSA CARA!

Bjo grande,
Laurita

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Marcio H Silva

27 de março de 2012 às 00h51

Tem que botar um enorme cartaz na frente da Globo, Folha, RBS e Estadão escrito: ESTA EMPRESA COLABOROU COM A DITADURA.

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Anjo

26 de março de 2012 às 22h13

Eu acho que devemos, enquanto a justiça não faz nada, no mínimo divulgar quem são e o que fizeram, porque na minha opinião pessoal deveriam ter punição exemplar, para que nunca mais algo semelhante aconteça .

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Alice Ramalho 2º ano

26 de março de 2012 às 21h15

É uma vergonha para o país a existência de um torturador cruel e assassino como esse e o que é pior, ele não ser punido ou ser apoiado por partidos e empresas. O movimento feito pelos jovens, para mim, é uma demonstração de que nós, jovens, sabemos sim o que é de nosso direito e dever, o que é bom ou não para o futuro da nação e o que poderá vir de cidadãos como esse "capitão lisboa": tortura, chacinas e atraso tanto na segurança quanto na visão que o mundo possui do Brasil, que não é boa. As autoridades devem, portanto, tomar medidas para que essa situação se resolva e o país possa seguir em frente.

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    Marcio H Silva

    27 de março de 2012 às 00h53

    Com certeza, Alice, voces é que vão mudar esta estória……

Lucy

26 de março de 2012 às 19h52

"…as armas deveriam ser entregues à Polícia Federal. No entanto, essas armas se encontram extraviadas…."

'Extraviaram'…E por quê David não está preso então, até que as armas 'apareçam'?

"…Osvil, de propriedade de Araújo, perdeu por irregularidades o alvará de funcionamento …Araújo abriu uma nova empresa de segurança, chamada Dacala Segurança…"

Estão esperando o quê para fecharem a nova firma e proibirem terminantemente que o assassino opere, ainda que por meio de laranjas, algo de maior potecial que estalinho de festa junina. Pelo menos até que o cidadão, candidato a ex-cidadão, receba a merecida prisão perpétua por crimes contra a humanidade.

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    Marcio H Silva

    27 de março de 2012 às 00h53

    Cadê o ZÉ? tão eficiente na greve dos Bombeiros?

pall kunkanen

26 de março de 2012 às 19h15

Quem adquire um bem ou mantem relacionamento com alguma destas empresas está por tabela ajudando um torturador. E a PF deve explicações ao dar a segunda autorização sem ter resolvido a primeira. Das duas uma ou é incompetência ou o pilantra ainda manda alguma coisa.

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