VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

André Singer: Dilma pode ter enterrado sonho de recuperar a soberania nacional


18/05/2013 - 12h47

Singer: "Além de aumentar a privatização dos portos, a MP acelerou a galopante privatização do Legislativo brasileiro. Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Estranho nacionalismo

por André Singer, na Folha/Uol, sugestão do professor Caio Toledo

A MP dos Portos, aprovada depois de impressionante guerra político-empresarial no Congresso, deverá marcar o governo Dilma, talvez comprometendo de maneira indelével o caráter nacional-desenvolvimentista que a presidente procurou imprimir aos anos iniciais de seu mandato.

Em primeiro lugar, porque a orientação do projeto é privatista, embora o Executivo não goste que se fale em privatização. É verdade que os portos já estavam parcialmente em mãos privadas desde a reforma de 1993.

No entanto, em lugar de restabelecer o primado do Estado numa área vital, a 595 abriu o espaço dos negócios portuários para outras empresas (as quais também já operavam no setor, porém em caráter, digamos, provisório).

Daí a disputa que se estabeleceu na Câmara dos Deputados nesta semana. Os que já estavam não queriam sair. Os “de fora” queriam substituir os antigos donos do pedaço.

Como se trata de interesses que envolvem bilhões de reais, vastos recursos foram usados para mobilizar parlamentares de um lado e de outro. Empresários como Daniel Dantas e Eike Batista e conglomerados como Odebrecht e Oetker (que detém a companhia de navegação Hamburg Süd) foram alguns dos nomes famosos que circularam nas notícias da semana. Ou seja, além de aumentar a privatização dos portos, a MP acelerou a galopante privatização do Legislativo brasileiro.

Em segundo lugar, a pretexto de aumentar a concorrência, o novo marco regulatório parece ter dado a alguns gigantes econômicos benefícios de tal ordem que, no médio prazo, os portos estatais irão quebrar. É o que afirmaram o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e, por incrível que pareça, a nota técnica da liderança do PT. Isso explica por que o partido votou em bloco a favor da medida, mas com defesas tímidas do conteúdo, apelando para uma vaga ideia de modernização, tão a gosto dos liberais.

Ao aceitar o argumento neoliberal de que só o mercado é capaz de controlar o mercado, deixou-se de lado a alternativa de reconstruir a capacidade pública para ordenar um setor-chave da economia brasileira. Em outras palavras, aprofundando o viés liberalizante da política iniciada na década de 1990, Dilma pode ter enterrado o sonho de recuperar a soberania nacional em terreno estratégico.

Ainda que possa estar satisfeita com a vitória de última hora, não creio que o instinto desenvolvimentista da presidente a deixe dormir em paz com a perspectiva acima, que o grande capital evidentemente comemora.

Resta ver se, pelo menos, tantas concessões irão trazer os frutos esperados em matéria de crescimento do PIB.

A conferir.

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76 comentários

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Mauro Silva

22 de maio de 2013 às 00h01

Os únicos que em nenhum momento foram considerados: o trabalhadores portuários.
E chamam isso de ‘governo trabalhista’?
Quem controla a muamba nos terminais privados?

Responder

Mário SF Alves

19 de maio de 2013 às 19h23

Gostei do comentário feito pelo Darcy Brasil. De fato, a hipótese do “novo príncipe” merece ser aventada e investigada. Só que tal ideia tá lá longe, nos Quaderni del Carcere, de 1929/35. Assim, é inevitável e imprescindível que se faça a devida contextualização/circunstanciamento.
E, já de início há que se deixar claro que estamos tratando aqui de um País cujas credenciais são:

1) Certidão de nascimento/dna: Colônia Portuguesa;
2) Identidade política pós-Colonização: ???;
3) Importância: estratégica (reserva de valor/exploração estrangeira e freio de contenção de movimentos emancipatórios latino-americanos);
4) Sistema econômico vigente: capitalismo subdesenvolvimentista transnacional;
5) Estado/Forma de governo: pior elite do mundo.
_____________________________________________
Daí que, sem um sistema de referência atualizado, ou, sem sequer esse esboço de identidade anteriormente tentado, e, ainda que se concorde com o parecer do André Singer, fica meio difícil criticar o neoliberalismo relativo da presidenta Dilma.
_______________________________________________________
E… o que dizer disso:
“Vamos provar para o Brasil que somos capazes, que somos competentes, que temos espirito publico, que sabemos administrar o dinheiro público e parcimônia.”? M. Perillo

E disso:

“Nunca antes neste País foi tão difícil ser oposição ao maior canalha deste país.”? Idem, M. Perillo
___________________________________________________________________
Sobre tais dúvidas eu diria ser impossível qualquer outra coisa que não seja puro maquiavelismo; o velho maquiavelismo seiscentista. Nada além do “velho” Príncipe. Ou, noutros termos: nada além de desespero eleitoral e jejum prolongadíssimo de manipulação de verbas públicas. E… ou… talvez, quem sabe, um certo receio da “nova” Polícia Federal.

Responder

Igor

19 de maio de 2013 às 16h56

Generalização e personalização (o grande capital comemora), conjectura (os portos estatais vão quebrar)… Aprendemos bem com a mídia a defender idéias sem ter de apresentar argumentos sólidos.

Responder

nadja rocha

19 de maio de 2013 às 16h29

André, o senhor precisa olhar o dicionário e verificar o que é privatização e concessão.

Responder

    LEANDRO

    19 de maio de 2013 às 18h24

    Patético

Neotupi

19 de maio de 2013 às 15h24

Getúlio Vargas também explorou o potencial da iniciativa privada para o desenvolvimento nacional, tanto quanto Dilma e Lula. Fez a Petrobras, mas também autorizou as Refinarias Ipiranga, de Manguinhos e União, todas privadas.
A política de Vargas incentivou e muito grupos empresariais privados no Brasil. O pai de Antônio Ermírio de Moraes foi senador pelo antigo PTB.
Assim como Dilma, Getúlio criou o Departamento Nacional dos Portos para planejar nacionalmente o setor, e investiu em portos, inclusive no de Santos, beneficiando a empresa concessionária que era privada (Cia. Docas de Santos), por um lado. Por outro recebeu críticas do PIG da época e dos carteis que já existiam, porque investiu na abertura de novos portos em outros estados, como Dilma recebe hoje.

Responder

    Alexandro Rodrigues

    19 de maio de 2013 às 18h51

    Entao ta, Dilma agora e a GV de saias, kkk!

    Qualquer tipo de fanatismo e perigoso e burro!

    Neotupi

    20 de maio de 2013 às 01h18

    No meu comentário não tem fanatismo nenhum. Apenas estou expondo que quem elogia Vargas e critica Dilma, pelo que ambos fizeram, está ignorando boa parte da história, o que resulta em análises políticas superficiais.
    Aliás Vargas também teve base governista de coalização (PTB trabalhista à esquerda e PSD das oligarquias á direita, tipo PMDB e outros de hoje). Um de seus homens mais fortes foi Osvaldo Aranha, que tem muitos méritos, mas era pró-EUA até a medula. Foi ministro da fazenda e foi contra o aumento de 100% no salário mínimo dado por Jango (ministro do trabalho), no início de 1954. Jango caiu do ministério e Aranha ficou até o suicídio de Getúlio.
    Como se vê a política que traz conquistas é a arte do possível. Com todas as contradições nos governos Vargas (foram 19 anos no total), o legado foi positivo, reconhecido até hoje. Com Dilma, assim como com Lula, ocorrerá o mesmo perante a história. As conquistas para as classe C,D e E e para o desenvolvimento da nação são muito maiores do que as polêmicas que ora são manchetes no PIG, ora são alvo da intelectualidade de esquerda (que às vezes acerta nas críticas, mas às vezes erra por falta de visão do todo).

    Rodrigo

    20 de maio de 2013 às 09h00

    André Singer, porta-voz do governo Lula por anos, agora é PIG…

    o que o fundamentalismo não faz

mineiro

19 de maio de 2013 às 14h24

parabensssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss fhc de saias , ta entregando o brasil para os poderosos. eu quero ver na proxima eleiçao maldita de saias , o que voce vai fazer . voce tem que bajular essa turma mesma , porque o resto voce ja perdeu. se a economia fracassar essa pres.fhc de saias traidora ta perdida. o povo ainda esta com ela mas ate quando. e corre o risco mesmo da corja tucanda abocanhar o poder na proxima eleiçao , tudo por culpa dessa pres. e do pt covarde. infelizmente essa pres.é a fhc de saias e meu voto essa miseravel nao tem mais. se meu comentario nao for publicado dessa vez , eu nunca mais comento nesse blog. espero que nao tem censura ou tem.

Responder

Elias

19 de maio de 2013 às 13h32

(entre risos) Maracanã privatizado…portos privatizados…sei não…minha cachaça tá com um gosto diferente…

PS: Minha cachaça aqui é minha mesmo, sem nenhuma insinuação.

Responder

Fabio Passos

19 de maio de 2013 às 12h27

Nesta disputa o Brasil perderia qualquer que fosse o resultado.

Foi uma luta entre interesses privatas.

O Estado deveria recuperar a gestao dos portos e iniciar um grande programa de investimentos para aumentar capacidade e produtividade dos portos no Brasil.

Ao que parece o governo abdicou de ampliar a governanca do Estado em areas estrategicas.
Isto so significa mais ineficiencia e roubalheira privata.

Torco por uma alternativa de esquerda nacionalista em 2014.
O melhor nome e Roberto Requiao.

Se nao houver esta alternativa… iniciamos a disputa ja derrotados.

Nao esta na hora de aparecer uma organizacao de esquerda revolucionaria?

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

19 de maio de 2013 às 11h35

SÓ VEJO ESSA SAÍDA!

UNIÃO DE TODOS PELA EDUCAÇÃO! PRIORIDADE NACIONAL!

AOS PODEROSOS EXTERNOS E SEUS CÚMPLICES INTERNOS BASTA UM PAÍS COM UM MERCADO DE APENAS 20% DE CONSUMIDORES! É O LIMITE QUE PERMITE A MANIPULAÇÃO!

ACIMA DESSE PATAMAR, PARA ELES, PASSAMOS A SER UM PAÍS COMPETIDOR!

UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.

Vamos dar andamento ao legado que o Darcy Ribeiro nos deixou!

A verdade mostra que a nossa educação é, faz décadas, pífia! O Brasil necessita de uma escola pública, em tempo integral, de qualidade que permita fornecer o básico às nossas crianças, para que elas se encaixem nesse mundo que se descortina.

O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

A construção civil deve ser acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo. Durante o período de mobilização, concomitantemente, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda. Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir, entre outros: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública; da inclusão do bolsa família; de uma CPMF exclusiva para a educação, como complementação e cerca de 40% das reservas para a mobilização inicial.

Não temos tempo para ficar aguardando a época do pré-sal.

Observações e consequências previsíveis:

1. O tráfico perderá sua grande fonte de recrutamento, pois todas as crianças estarão, obrigatoriamente, em tempo integral, das 07 às 19 horas, na escola. Passam a ser desnecessários tantos investimentos em presídios e no efetivo policial. É uma fonte de recursos que migrará para a educação.

3. A saúde pública será, também, uma grande beneficiária, pois teremos crianças bem alimentadas, sinônimo de saúde para elas e seus pais. Toda escola deverá ter um posto de saúde.

4. O setor financeiro deve entender que isso levará o país, em médio prazo, a outro nível de bem estar. Não podemos continuar incrementando a dívida publica em detrimento da educação.

5. A federalização da educação é uma necessidade. A educação deve ter o mesmo nível em todo país. A edição de livros em escala, por exemplo, proporcionará a diminuição de custos.

6. Fiscalização rigorosa, prevista em lei, controlada pela sociedade; com a participação de: pais, professores e sindicatos, com poderes e recursos para denunciar erros, desvios de verba e de rumo etc.

7. Recursos adicionais: os pais pagarão 5% do salário / entradas pela mensalidade de cada filho matriculado. Isso é muito menos do que arcam, hoje, nas escolas particulares que, na sua maioria, não adotam o tempo integral.

8. O pequeno agricultor terá prioridade no fornecimento dos produtos alimentícios dessas escolas.
Surgirá, então, um mercado pujante, nesse vasto Brasil, aumentando nosso mercado interno. Tornando-se, também, numa importante política para manter o homem no campo. A formação de pequenas cooperativas agrícolas deve ser incentivada para permitir a aquisição de maquinário destinado ao cultivo da terra, armazenagem da colheita e entrega dos produtos nas escolas.

9. A EMBRAPA deverá receber recursos adicionais para dar todo apoio a essa gente do campo, aproveitando para ensinar como praticar uma agricultura sustentável e como cuidar das matas ciliares. As escolas estabelecidas no campo devem ter no currículo aulas teóricas e práticas de como recuperar as áreas degradadas. O governo, por intermédio da Embrapa, fornecerá mudas e orientação de como proceder. As escolas localizadas dentro do perímetro urbano adotariam a sistemática de, periodicamente, participar, em conjunto com suas irmãs do campo, de mutirões para recuperar áreas degradadas. Isso proporcionaria uma maior integração da cidade com o campo. As crianças da cidade não ficariam tão alienadas, quanto à vida do interior.

10. O Brasil deixará de ser, apenas, um país exportador de “produtos primários”. No campo da agricultura, teremos uma maior diversidade e qualidade.

11. Nossa indústria crescerá, em função do mercado interno e da exportação de produtos com melhor qualidade.

12. O futuro da energia: Pequenas usinas de energia solar, eólicas e hidroelétricas devem proliferar para atender às novas exigências dessas escolas e dos pequenos agricultores. A sobra dessa energia será integrada à rede nacional, evitando apagões.

13. A energia nuclear, ainda, é cara e perigosa. Devemos pesquisá-la.

14. Outras fontes de energia, como a eólica, a solar e a biomassa poderão aumentar a nossa independência.

15. A devastação da Amazônia: Precisamos desenvolver tecnologia para multiplicar as cabeças de boi por metro quadrado. Um povo educado e culto saberá combinar o desenvolvimento com a preservação ambiental.

16. Os psicopatas, sempre olham o presente; não se importam com o futuro! Estudos bem elaborados confirmam que no meio da sociedade há cerca de 3% a 5% dessa praga. Num país com uma população de 190 milhões, temos, assim, pelo menos, 5.7 milhões praticando todo tipo de ato daninho à sociedade; inclusive contra a educação. Quanto mais permissivo o ambiente, mais esses traficantes, corruptos e lavadores de dinheiro atuam. Com um povo educado essa gente não desaparece, porém o grau de atividade será bem menor. Eles estarão, com certeza, na linha de frente, em oposição a um plano como este!

17. Para alcançarmos tudo isso, vamos necessitar, possivelmente, de uma nova forma de fazer política: mandato único em todos os níveis, partidos sem caciques, país unitário (seria o ideal), lei única, câmara única e, consequentemente, deputados estaduais e vereadores só para a fiscalização. Os incomodados dirão: Que blasfêmia! Quem não dá a devida atenção à educação, deseja o status quo.

18. A nossa federação tem sido o berço esplêndido dos caciques, dos modernos coronéis, alojamento de mafiosos, fonte das guerras fiscais e muitas outras mazelas. Dentro desse quadro federativo a educação, praticamente, não terá guarida.

19. Com um projeto como esse, as nossas Forças Armadas repensariam seus projetos de importação, voltando sua atenção para o desenvolvimento tecnológico próprio. Não temos ameaças de vizinhos. Importar tecnologia militar de ponta é dar continuidade à nossa dependência. Um alto índice de educação será a base da nossa segurança. Daqui, sairão nossos pesquisadores, jovens que dedicarão seu tempo ao estudo, sem tempo para os desvios e vícios dessa sociedade doentia. Jovens que terão orgulho do pedaço de torrão onde nasceram e daqueles que pensaram neles. Só, assim, seremos um país forte e solidário. Isso é utopia? Para quem não pensa em tal futuro, sim.

20. Essa escola deve acolher as crianças a partir dos 04 anos de idade com o objetivo de termos um bom nivelamento. Poucos são os pais, dentro dessa vida estressante, que têm condições de educar seus filhos durante os 04 aos 07 anos. Há uma tendência de deixarem essas crianças na frente da televisão, mesmo quando sob o cuidado de algum adulto. Dentro da classe média isso acontece, também. Pense que alternativa sobra para as camadas menos favorecidas! Há estudos que comprovam ser essa faixa etária a mais importante como base para o aprendizado futuro. As atuais escolas de pequeno porte serão reformadas e usadas como creches.

21. Lendo um artigo sobre a escola na China, chamou-me à atenção o fato de 02 crianças; filhas de brasileiros, que lá estão estudando; externarem o desejo de retornar à escola brasileira, alegando que a professora, no Brasil, passava uma folha para o dever de casa e que na escola chinesa ela recebia quatro folhas, com a obrigação de entregar o trabalho de casa totalmente feito. Para as crianças chinesas, aquele procedimento era normal. Elas não cresceram sentadas ou deitadas no sofá, só vendo desenhos animados e novelas. Já morei num condomínio, com 108 apartamentos, onde havia uma quadra de futsal que, praticamente, não era usada. Nos fins de semana, quando encontrava um menino solitário no playground e perguntava onde estavam os coleguinhas que não desciam para brincar um pouco; a resposta não era que estavam estudando e sim que a meninada gostava mesmo era do videogame, estavam jogando, por isso não desciam. É por isso que o entrevistador obteve aquela resposta na China.

22. Há um programa internacional de avaliação de estudantes (PISA), no qual, em teste recente, entre 65 participantes, o Brasil obteve o desagradável 54° lugar. A China, representada por Xangai, foi a primeira colocada. Existe um projeto para expandir o sistema adotado em Xangai, com cerca de 15 milhões de habitantes, para todo país. É, apenas, um exemplo, mas precisamos saber o que acontece no mundo para facilitar imitar o lado bom e evitarmos o negativo.

VAMOS TENTAR FORMAR UMA GERAÇÃO EDUCADA E SOLIDÁRIA!

Responder

paulo roberto

19 de maio de 2013 às 11h25

Eu não entendo… Os porto do Brasil eram todos estatais ou já estavam sendo operados pelo mercado?

Responder

Bernardino

19 de maio de 2013 às 10h47

DARCY BRASIL E Alexandre Rodrigues voces comentaram com MAESTRIA e definiram muito bem o que é esse governicho do PT e esquerdas patrocinados pelo sr LULA E DDILMA e digo mais responderam à altura aos Puxa-sacos do PT e pelegos que opinam nesse valoroso BLOG.Assino em baixo tudo que disseram cujo conteudo lavou-me a alma!!!!

A PRopósito quero dizer ao sr PEDRO TEIXEIRA que leia mais historia com H
quando diz que osr LULA é o maior brasileiro dos 500 anos.So se for na Colchichina!!O Maior Brasileiro ESTADISTA dos ultimo 500 anos continua sen do DR GETULIO:LEIS Trabalhistas.Voto da mulher.PETROBRAS,ELetrobras,Siderurgicas e BNDE.Nao fosse o DR GETULIO o sr LULA nao existrira ate porque foi o Gaucho que viabilizou os SINDICATOS
JUNta todo PT E ESQUERDAS e nao darão o BRAÇO Direito de GETULIO com seu patriotismo e Nacionalidade.AH! eles dirão mas foi um Ditador e daí ? como fazer revoluçao com congresso corrupto econservador.tinha que ser no pau como fez GETULIO ate porque vemos hoje que a Democracia representativa está FALIDA.O Parlamentar recebe dinheiro das corporaçoes pra se eleger e vota nos interesses dos mesmos!!E o povo se lixe!!

Responder

    carlos cruz

    19 de maio de 2013 às 21h27

    Concordo com TUDO que vc escreve. Nos falta hoje patriotismo, projeto de desenvolvimento, metas. Getulio É o maior presidente, o maior político que tivemos. O seguno é Leonel Brizola. O resto, bem é o resto, com suas firulas, acertos por baixo dos panos. Que falta faz Brizola!!!!

Jose Mario HRP

19 de maio de 2013 às 10h33

No fim serão ostrabalhadores portuários avulsos que perderão mais uma vez!
Perderam em 1993, e agora estão fud****!
E aguardem que o Daniel DDR Dantas vai se movimentar, e abrir nova guerra contra o PT!
Que porcaria de coordenação politica essa da Dilma!
Vamos trazer de volta o Lula porque essa mala no Planalto não sabe fazer politica!

Responder

Paulo Pimentel

19 de maio de 2013 às 08h01

Como é sabido que a presidenta Dilma Russeff não nem solta pum sem a permissão de Lula, é de se concluir que a lógica relacional dos fatos pode ser abandonada sem o menor pudor pelo filósofo A.Singer na hora de blindar Lula. Desde quando Dilma tem – ou teve – alguma autonomia real?

Responder

Francisco

19 de maio de 2013 às 02h40

O que eu quero saber é quem vai estar no poder daqui há trinta anos para tomar de volta esses portos.

Provavelmente os mesmos que não tomaram de volta a concessão dada à Globo.

PS se nem a concessão da Globo o povo consegue obter de volta, ai, ai…

Responder

Rafael

19 de maio de 2013 às 00h09

Os principais portos no mundo são controlados pelo Estado. Até nos EUA o Estado tem controle. Eu não procurei me informar muito bem sobre o assunto por ser muito simples a questão e pela imprensa distorcer o assunto. Porto, do meu ponto de vista, tem que ser administrado pelo Estado. Como garantir acesso ao porto ao interessado em utilizar a estrutura??? Se for controlado pelo setor privado pode esquecer. Vai ser tudo em função dos interesses de quem presta o serviço que vai ser muito mais caro e sem falar que haverá boicotes, um empresa se associa com a operadora do porto e limita concorrentes, mas esse é somente um aspecto. Pelo menos se garantir o emprego de quem trabalha no setor já está bom. O preocupante é que a globo pouco noticiou sobre o assunto, não fez escândalo, então é porque está gostando e isso significa que o país vai perder, vai se dar mal. O setor privado não vai fazer nada além de garantir muito retorno, não haverá preocupação com investimento, exemplo claríssimo é as telefônicas que não investem em redes e tecnologia. A mesma coisa será com os portos, vai mudar muito pouco, quase nada, mas pelo menos a globo não pertubará o governo. Já que o governmo não governa, não tem visão de longo prazo, mesmo após 10 anos no poder. Assim vamos indo de jabuticaba em jabuticaba, agora são os portos, antes foram os aeroportos. Brasil quem sabe será o primeiro país a ter infraestrutura desenvolvida com Estado ausente. Dilma tem que fazer o milagre de criar uma nova elite de empresários progressistas, coisa que o Brasil nunca teve, longe disso, empresário no Brasil quer tudo pronto, não quer investir. Enquanto isso Eike Batista criado a muito recurso público, do BNDES, ri à toa. O problema do Brasil não é presença do Estado, mas ausência de empresários comprometidos, só temos empresários parasitas, querem que o Estado construa, passe para a iniciativa privada enquanto der lucro, depois devolve para o Estado quando não der mais lucro. O que explica a Dilma dizer que o Estado não tem dinheiro e ao mesmo tempo entregar os aeroportos para iniciativa privada e ainda por cima dar o dinheiro para o investimento. Isso não existe. Dilma e PT estão errados. Se tivéssemos imprensa séria, que não fosse monopólio Dilma não teria chance de reeleição. ~Dilam está nop caminho errado. Lamentável. Mesmo assim votarei nela. Não tem melhor. Dilma é o menos ruim, mas é ruim.

Responder

    DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

    19 de maio de 2013 às 08h39

    Bem, companheiro Rafael, tomei a liberdade de lhe dar ao conhecimento a melhor peça de defesa que li sobre o caráter estratégico dos portos e da necessidade de seu controle por parte do Estado. Trata-se de matéria que também foi publicada aqui, no “Viomundo”, mas que a li no “Carta Maior”, por isso a razão do endereço http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21891.

    Mário SF Alves

    19 de maio de 2013 às 20h35

    “O preocupante é que a globo pouco noticiou sobre o assunto, não fez escândalo, então é porque está gostando e isso significa que o país vai perder, vai se dar mal.”
    ___________________________
    Taí, companheiro; está aí o melhor “kit diagnóstico” de políticas públicas no Brasil. Estamos aprendendo.

Nelson

18 de maio de 2013 às 22h58

Pelo que vejo em vários comentários, só falta chamarem o André Singer de troll ou de tucano/demo enrustido.

Para refrescar a memória, Singer foi porta-voz e secretário de imprensa do governo Lula durante quase cinco anos. Portanto, a princípio, devemos esperar que ele não saia à rua a deitar críticas infundadas a Dilma. Como cientista político e professor de uma universidade, também devemos esperar que ele não cometa o deslize de criticar um texto sem antes ter o cuidado de lê-lo.

Assim, para mim a crítica dele procede. Até porque, meus camaradas, não é a primeira privatização que a dupla Lula/Dilma está cometendo.

Responder

    Luiz Lima

    19 de maio de 2013 às 09h28

    Infelizmente, a troupe de apoiadores do gov Dilma já perdeu por completo o senso crítico. Virou claque – e, como se sabe, a claque só está ali para aplaudir.

    Neotupi

    19 de maio de 2013 às 18h09

    Continuo achando o Andre Singer um bom pensador de esquerda, nada tendo a ver com troll tucano. Agora não é por isso que sou obrigado a concordar com tudo que ele escreve. Que aversão ao debate, a ponto de não discutir os argumentos e discutir só “sabe com quem está falando?”.
    Não houve privatização nenhuma com a MP dos portos. Não houve venda de patrimônio, nem retirada do Estado no planejamento econômico para deixar o mercado regular a expansão dos portos. Pelo contrário houve aumento do poder político do Estado na definição da expansão dos portos.

Pedro Teixeira

18 de maio de 2013 às 22h37

A solução então é votar no PSDB? Que desgraça! Engraçado é ver petista dar declaração em jornal que passa o dia inteiro tentando ferrar com o governo trabalhista. É o mesmo que imaginar Obama dando declaração a Fox. É algo que não bate.

Responder

    lulipe

    19 de maio de 2013 às 02h05

    Oh, dó!!!

abolicionista

18 de maio de 2013 às 22h34

Infelizmente, torna-se cada vez mais claro que Dilma precisa perder as próximas eleições.

Responder

    simas

    19 de maio de 2013 às 01h34

    Sabe, meu caro, desde a grde safadeza da CPI do cachoeira, estou estremecido. E, juntando o caso dos “18 minutinhos”, não tenho mto o q falar… Agora, botando tdo no saco, realmente a Dilma está fazendo administração pra platéia. E eu acho, isso, imoral. Vamos perder; porém com dignidade.
    Realmente, eu não vou votar na Dona Dilma. Não estou, aqui, pra dar mole, pra quem não corresponde aos anseios, q nem são meus. São do País. Já sou idoso e não tenho outra expectativa, q assistir uma alienação, final, de tdo q sonhava…
    O doloroso, tbm, é q ando assistindo o avanço do Governo, na grana q acumulei, durante anos e anos de trabalho, ferrado, ao nível de dedicação integral. Pô! Eu me preparei, estudando; dei duro, trabalhando, honestamente. Não é justo q a grana q depositei durante todo o tempo, seja repartida, com os outros, q não me facilitaram, nada… Eu estive, sempre, solitário, “quebrando as pedras do caminho” e, agora, modificam as regras, pra levar a metade da grana acumulada em aplicações…
    É o tal negócio: se eu soubesse q, ao final do jogo, iriam mudar as regras da acumulação de capital; eu não teria entrado no jogo; teria gasto a grana com pipocas… Simplesmente, q não dou guarida pra falta de honestidade. Então, da mesma forma, não vou dar guarida pra eleger Dona Dilma, não. Ela q vá procurar votos, no meio de sua gente, de seus iguais.
    E tem mais: se continuar nessa batida, vou me dedicar, mto mais ferrado do q trabalhei, a minha vida, inteira, desconstruindo o q ela, Dilma, tenta construir, de legado…
    Sinto, mto

    DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

    19 de maio de 2013 às 10h44

    Ninguém está por aqui a fazer propaganda eleitoral, recomendando esse ou aquele candidato. Sequer estamos fulanizando – pelo menos eu não estou- os responsáveis pelas medidas adotadas por esse governo. Dilma representa um núcleo político do PT e dele faz parte nomes como os de Lula. Como iremos votar em 2014 não está em causa. Desde nosso primeiro apoio à candidatura de Lula, em 1989, sempre o concedemos sob a condição de que, caso fosse eleito, apoiaríamos incondicionalmente o programa de governo negociado antes da eleição, no âmbito da Frente Brasil Popular , e criticaríamos todas as medidas adotadas em seu hipotético governo que, uma vez que não tivessem sido negociadas e incorporadas àquele programa antes das eleições, destoassem de nossas posições políticas. Muito pouco provavelmente deixaremos de votar em Dilma em 2014 (e até mesmo em um outro candidato do ciclo histórico Lula/Dilma, em 2018), posto que não vemos nenhuma possibilidade de que uma alternativa mais avançada surja daqui até essa data. Para nós a alternativa ao governo Lula/Dilma só poderá sair do campo político que apoia esse governo mas que o crítica por estar sendo hegemonizado pela direita. A construção dessa força que, dialeticamente, nega esse governo , buscando superá-lo ( e jamais regredir, com teses estapafúrdias de que seria preferível perder “honradamente” para o PSDB do que continuar apoiando um governo como o de Dilma, votando em uma candidatura sem substância política e histórica , como a do Psol ) se faz precisamente a partir da luta de ideias que travamos em sítios e blogues como esse. Mas o que é mais importante que se perceba, não estamos- pelo menos eu não estou- procurando um fulano que nos represente e nos salve dos governos vacilantes do PT. A única força que pode superar historicamente os ciclo de governos petistas de tipo Lula/Dilma não se encontra atualmente em nenhum partido em particular. Algumas de suas lideranças orgânicas já existem e estão a conversar. Porém, podem ser encontradas em muitos partidos de esquerda, inclusive, dentro do PT e , não poucas, em partido nenhum ( algumas sequer se reconhecem como lideranças, posto que as são hoje apenas potencialmente, por conta do fato de que esse discurso e debate que travamos aqui ainda não as alcançou, não podendo, portanto, contribuir para despertá-las politicamente). Pelo debate que se trava aqui, esboça-se francamente o programa dessa alternativa que se constrói. Nele a soberania é parte fundamental de que não se deve jamais compartilhar sequer com “potências amigas”. A única diluição de nossa soberania aceitável é aquela que a faria substituir pela soberania de uma nova Pátria Bolivariana Livre, em que todos os latino-americanos se reconhecessem como irmãos, como parte integrante de um único grande povo (tal como se reconhecem os maranhenses nos gaúchos e os paulistas nos paraibanos) e se dispusessem a aceitar essa nova pátria que nos unificaria e nos converteria na nação mais poderosa do planeta, com a missão histórica de lutar pela construção de um outro mundo possível, pela globalização do socialismo. Para resumir, a única alternativa possível de substituir a era Lula/Dilma é aquela que se constrói no processo de triunfo na luta contra o neoliberalismo iniciado com a própria vitória de Lula. Portanto, essa alternativa não admite que exista nenhuma dignidade em uma derrota para o PSDB. Por outro lado, ela , como já disse, tal como teorizou Gramsci, reconhece que a única forma possível de superar o ciclo Lula/Dilma de forma progressista é ultrapassando a era das lideranças carismáticas ( tal como teorizou Weber que foi lido por Grmasci) e inaugurar a era do “príncipe moderno”, ou seja, do povo (das lideranças orgânicas surgidas e formadas no seio do povo) unido, mobilizado, organizado e conscientizado de uma missão histórica: a construção da Pátria Livre Bolivariana.

    Alexandro Rodrigues

    19 de maio de 2013 às 06h47

    A derrota da Dilma faria bem ao Brasil e ao PT… Mas ao mesmo tempo a volta do PSDB com Aécio seria uma catástrofe para o país!

    Infelizmente não temos opção! Em quem votar? No Menino de Engenho do Paulo Henrique Amorim? Na Marina Silva, mais nova coleguinha do Feliciano?

    Dilma é o início do fim do ciclo de poder do PT. Fraca, covarde, dissimulada. Mas continua sendo a menos pior. Não por ela, mas pelo PT, que mesmo com sua guinada eleitoralista, continua sendo o partido mais próximo aos anseios dos trabalhadores brasileiros.

    Em 2010 não votei nela. Votei primeiro a favor do Lula e de tudo que ele fez e também contra o José Serra! Em 2014, provavelmente, votarei não na Dilma, mas novamente contra a possibilidade do PSDB voltar!

    Se nossa direita não fosse tão vagabunda e entreguista, confesso, que daria gosto ver Dona Dilma sendo escorraçada do Planalto! Mas isso não vai acontecer. Pior que Dilma, é a direita piguenta!

    Só nos resta torcer para que em 2018 um novo partido ou movimento político à esquerda do PT surja para nos dar a opção!

    Dilma é o erro inevitável!

    paulo roberto

    19 de maio de 2013 às 11h18

    Eu também não vejo outra saída. Se está ruim, pode piorar ainda mais. E por falar em Daniel Dantas, dizem que o Prevaricador Geral da República perdeu o prazo e a Satiagraha vai ser enterrada definitivamente.
    http://acertodecontas.blog.br/politica/ministrio-pblico-perde-prazo-da-satiagraha-e-daniel-dantas-se-livra-da-cadeia/

    Silvio

    19 de maio de 2013 às 11h37

    Bobagem. Os dois vão votar na Dilma no próximo ano.

Thomas Nok

18 de maio de 2013 às 21h36

Os frutos que vão render são bananas para o brasileiros.
O PT (Partido dos Traidores – dos aposentados) está tão igual ao PSDB que até parecem irmãos gêmeos. Tanto que os dois ‘humildes’ ex-presidentes têm até institutos com seus nomes.
Só não vê quem não quer, quem é ‘cumpanhêro’ ou que é ignorante no assunto política.
Meu maior arrependimento foi ter votado no traidor mór deste país.

Responder

    Pedro Teixeira

    18 de maio de 2013 às 22h57

    Hmm, alguém escrevendo “cumpanhêro” para falar mal de Lula.. Se Lula foi traidor, o que foi FHC? Me diga, companheiro!

    simas

    19 de maio de 2013 às 01h46

    Esse, é a escória, do lixo q se acumula no pais, desde sempre.
    Essa coisa, cuja inteligência funciona à cargo da peste; não pense q a fraqueza, a fragilidade moral do momento, vai consumir a coragem dos q nunca se vergaram às dificuldades da luta.
    Q saiba: a firmeza de mtos, persistirá; mesmo após derrotas, dolorosas e momentâneas. A guerra não acabou.
    Fica sabendo

    Paulo Pimentel

    19 de maio de 2013 às 08h13

    Cumpanhêru, nada foi ou é tão ruim que o PT não tenha piorado.

Bonifa

18 de maio de 2013 às 20h21

Talvez o ponto mais discutido da questão no Parlamento foi a centralização do setor em mãos do Governo Federal, assegurada pela nova Lei dos Portos. O mercado está inserido dentro de algo maior, ou seja, o planejamento portuário em escala nacional. Quando faltar um porto em lugar onde se deve estimular a economia, ou onde se nota tendência econômica incipiente, e o mercado não estiver interessado em ali investir sem retorno em prazo curto ou médio, o Estado poderá investir sem estar interferindo em nada. Mas os neoliberais queriam a descentralização, ou seja, queriam que portos privados ou estaduais não tivessem que se submeter ao monitoramento e à fiscalização tocada pela autoridade portuária federal. Isso, e mais o atendimento de todas as reivindicações trabalhistas e mais o destroçamento dos cartórios e feudos portuários, justifica de sobra a inserção da Lei dentro de uma perspectiva progressista e socialmente justa.

Responder

    Rafael

    19 de maio de 2013 às 00h14

    Bonifa espero que seja ssim como vc escreve. A questão da fiscalização pode esquecer. Não existe isso. As agências são um grande fracasso. é muito fácil corromper. O Estado vai fazer o quê?? Vai fiscalizar o quê? A empresa não está investindo o que deveria. Os cara vão dizer e daí??? Vão rir. Assim como as telefônicas. São fiscalizadas e dois dias depois volta tudo como era antes.

    simas

    19 de maio de 2013 às 01h57

    No caso das Telefônicas… Eu pagava pelo uso de uma linha, 30 pratas/mes. Agora, pago 300, 400… 59, sei, lá. O q vejo é q eu estaria investindo. Não o português, o espanhol. Qto a fiscalização… eu ouço apenas ruídos. Nada mais.
    No caso, em questão, o Bonifa afirma q no campo em q ninguém tiver interesse; o Governo vai e manda o BNDES botar grana… Depois, emite outra MP, na forma, doando o esforço da população.
    Ou seja: comportamento, político, de administrador q gerencia sucesso nas urnas…
    Basta!!!

    Bonifa

    19 de maio de 2013 às 21h37

    No caso presente já há assegurado investimento quase imediato de 50 bilhões de reais, que dizem respeito a instalações portuárias dentro de um planejamento em escala nacional. A centralização nacional permite o planejamento de soluções estratégicas de enorme vulto, dentro de uma visão de produções regionais e meios de transporte e escoamento racionais integrados. O porto não será mais nada do que foi até agora. O caos de terminais diversos (grãos, frutas, manufaturados) se misturando sem racionalidade, uns impedindo o desenvolvolvimento de outros, acabará, já que agora haverá instrumento institucional para tanto, depois de tanta burocracia enorme e indefinida, sem abrangência adequada. Não há razão para que se acredite que a agência não funcione, inda mais que suas decisões são de porte impossível de não ter transparência. Se ficarmos falando que “o Brasil é assim mesmo”, “isso nunca vai mudar”, etc., não estaremos nunca dispostos nem aptos a estudarmos em profundidade as situações e as soluções que se apresentam, e ficaremos sem poder criticá-las adequadamente, positivamente. Poderemos ficar no passado enquanto o país avança. A nosso juízo, a nova Lei dos Portos não é perfeita nem poderia ser, mas pode ser considerada ótima e terá aplicação imediata, sendo que seus efeitos se farão sentir em prazos bem curtos.

Rose PE

18 de maio de 2013 às 20h11

O PT se perdeu ideologiamente, está indo no mesmo caminho do PSDB, não consigo saber que é pior, privatiza tudo , vai! No futuro veremos as consequências desse desmando.

Responder

Saçuober

18 de maio de 2013 às 20h01

O Lula não vai dar nenhuma resposta ao idiota, o povo a dará.
Este idiota quer aparecer, é incompetente, está acabado, foi colocado pelos rola bostas para dizer imbecilidades.

Responder

nigro

18 de maio de 2013 às 19h47

Texto ridículo.
É privatista por que precisa e deve ser. Onde há governo- seja de que partido for- há fracasso e ineficiência.
Os empresários não são santos. E nem têm que ser.
A própria aprovação da medida é a ironia do fracasso governamental.
A única coisa que realmente precisamos do governo é que crie condições adequadas à competição. Nem isso consegue fazer. Brasil, país de fracassados. Fracassados e mais fracassados.

Responder

    Nelson

    18 de maio de 2013 às 22h47

    Meu caro nigro. Para cobrir a distância de apenas 45 km desde a minha cidade até uma cidade vizinha, um comboio ferroviário leva mais de 4 horas. Motivo: a empresa que assumiu a ferrovia com a privatização levada a cabo pelo FHC se recusa a investir no melhoramento da linha; isto impactaria negativamente em seus lucros. É realmente o Estado o campeão da ineficiência?

    Pedro Teixeira

    18 de maio de 2013 às 22h49

    Ó vida, ó ceus, ó azar… Relmente você parece entender bastante de fracassos. Onde vivo, nunca vi uma fase de tanta esperança e trabalho no futuro como nesses últimos tempos. Força, meu filho que deve de ter algo de bom para você no Brasil.

    Sérgio Troncoso

    19 de maio de 2013 às 00h00

    Você quer competir com quem brother?
    Então ganhas um copo de leite e uma maria mole por ser um competidor fracassado!

Marcelo de Matos

18 de maio de 2013 às 19h31

Seria melhor que eu falasse dos problemas das praias, que conheço bem melhor que os dos portos. Pelo pouco que acompanho o porto de Santos, o maior da América Latina, estatal, possui seções privatizadas, como a destinada à Cosipa, ligada à Usiminas. Há outras seções privatizadas: os armazéns eram dominados pelos barões do café, quando a rubiácea era nosso principal produto de exportação. Hoje passaram às mãos do pessoal do açúcar/álcool. Quando se quer implantar qualquer mudança na estrutura do porto há a grita de diversos setores: o lobby das indústrias da Grande São Paulo, dos sucroalcooleiros, dos trabalhadores sindicalizados da estiva, de políticos com base eleitoral portuária, de lobistas de toda espécie. Quando algum jornalista da Folha, por exemplo, critica, precisamos averiguar se a crítica foi espontânea ou a pedido. Teria a Folha algum interesse portuário? Ou estaria fazendo lobby para algum grupo econômico? Não dá para duvidar de nada.

Responder

Marcelo Sant'Anna

18 de maio de 2013 às 18h10

Além do mais se o PSOL e o PSTU são contra eu já sou a favor.

Responder

    João Vargas

    18 de maio de 2013 às 19h42

    É, mas a Kátia Abreu também é a favor.

    Nelson

    18 de maio de 2013 às 23h11

    Grandes empresários estão “lambendo os beiços” com os altos lucros que vão abiscoitar, meu caro Sant’Anna. Altos lucros que serão pagos, uma vez mais, por nós; como já estamos pagando com as privatizações já feitas desde a era FHC. Então, eu sou contra.

Alexandre Aguiar

18 de maio de 2013 às 18h09

Não vejo razão de tanto alarde para uma coisa simples. A “doença infantil” volta a atacar, é o que parece.
Portos e aeroportos são áreas de concessionárias há muito tempo e o que o governo fez foi estabilizar o processo a seu favor.
Não, Singer, Dilma ainda tem muita lenha socialista pra queimar. O Estado continuará a dar as cartas. Leia de novo a MP.

Responder

    nigro

    18 de maio de 2013 às 19h50

    Estado? kkkkkk. Que “Estado”?

    DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

    18 de maio de 2013 às 20h31

    Sem dúvida, não a Dilma (posto que é muita infantilidade analítica , fulanizar o caráter das políticas adotadas por esse governo), mas a tendência que hegemoniza o PT desde sempre e que vem, ela mesma, sendo hegemonizada pelo seu núcleo mais conservador, tem procedido metaforicamente precisamente dessa maneira, ou seja, “queimando a madeira socialista”, se esquecendo de que deveria estar plantando mudas deste socialismo ( aliás, breque: só uma perguntinha: de que socialismo estamos falando?). Não posso concordar com nenhum vaticínio a propósito de perda de soberania, como se disse por aqui em outros comentários ou pelo próprio André Singer. O que o país certamente vai perder são recursos , riquezas , que serão tranquilamente embolsadas por interesses privados sem fazer força. Os que afirmam que não existe nenhuma novidade já que esse regime de exploração das atividades portuárias já estava sendo posto em prática,estão a legitimar atos dos governos neoliberais de FHC, mais uma vez tomados como fatos consumados ( o mesmo argumento do fato consumado foi utilizado pelo ex-presidente da ANP, Haroldo Lima, relativamente a espúria Lei do Petróleo, aprovada em 1997 pelo governo FHC, para, com isso, defender os leilões das áreas de exploração). Porém, se há perda de soberania,então, segundo a própria Carta da ONU, jamais existirá legitimidade e a soberania poderá ser recobrada, não obstante a necessidade de muita luta. Mas que existem sérios prejuízos nacionais derivados desta capitulação ao capital privado, disto não resta a menor dúvida.O certo é que está cada vez mais difícil seguir apoiando esse governo. Se continuamos fazendo, é apenas por falta de coisa melhor e possível ( algo proveniente do campo esquerdista-festivo, não seria nem melhor e nem possível). Mas que está passando da hora de começar a acumular forças para oferecer uma outra alternativa ,isso certamente está.

    Nelson

    18 de maio de 2013 às 22h39

    A frase correta, que você deveria ter usado, meu caro Aguiar, é a seguinte:

    O Estado continuará a dar os recursos (a juro de pai para filho e isenções fiscais) para que aqueles que já estão “empapuçados” de tanto lucro, os grandes empresários, possam lucrar ainda mais.

    Foi para coisa bem diferente disso que fizemos tanto esforço para elegermos Lula/Dilma.

    simas

    19 de maio de 2013 às 02h29

    E, nas horas vagas, toma, com sua máquina de criar leis, a grana de quem acumulou, durante anos e anos… Eu fui trabalhar onde ninguém queria. Eu e mtos mais. Tomamos esse caminho, pq o patrão oferecia garantias na aposentadoria e de saúde, grátis.
    Pois, bem; com o andar do tempo, verificou-se q o patrão iria explodir, mais adiante, com tantas benesses. Então, todos se sentaram à messa e combinaram um fundo de pensão e outro, de saúde, desonerando o patrão do sacrifício mortal.
    Então, o fundo de pensão e o plano de saúde eram negócios dos trabalhadores, com interesse do patrão num funcionamento, perfeito.
    Agora, passados anos, suficientes… o patrão, em meia com o governo, tomou de vez a direção e controle dos dois negócios; se fazendo, amparado por lei editada pelo governo, beneficiário, igual aos assistidos, dos negócios, iniciais.
    Negócio de bilhões… entrando no caixa do patrão e seus acionistas; onde se situa o Governo da Dona Dilma ( Vai ver, o governo vai investir na implantação de algum porto, novo, onde necessário; agora, com a nova lei. Ou, quem sabe, na construção de uma nova ferrovia, privatizável, lá em Pernambuco ). Ah! Dona Dilma
    E a minha grana? Eu não quero investir à longo prazo. Eu vou morrer, logo, ali. Como ficará minha assistida, pensionista, nessa história? Eu quero, agora, meus bilhões… Não tenho nada com isso, se a bolsa de valores estava à mil. Afinal, quem investiu e deixou de consumir, fui eu. Não a Dona Dilma.

Jayme Vasconcellos Soares

18 de maio de 2013 às 17h36

Venho repetindo, com letras maiúsculas que a DILMA TRAIU SEUS ELEITORES, pelo menos aqueles que acreditavam num Brasil melhor, mais igualitário, com uma melhor distribuição de renda, com um horizonte que vislumbrasse um futuro seguro e promissor para a sociedade brasileira; ledo engano, a Dilma fragilizou nossas fronteiras ao privatizar os nossos portos, aceitando os lóbis e afagos dos grandes e poderosos empresários de grandes empresas nacionais e multinacionais travestidas ou não de nacionais; assim Dilma tirou a mascara de nacionalista, e acolheu totalmente a doutrina privatista de FHC.
Agora a verdadeira esquerda, que nutria um sentimento socialista, infelizmente, esta sem norte!!! aliás, vale ressaltar que ela aprendeu rápido como se curvar, vergonhosamente, ao poder do imperialismo.

Responder

Bernardino

18 de maio de 2013 às 17h27

Com este artigo cai por terra o NAcionalismo do governo e o sr LULA E DDILMA de igualam aos tucanos e neoliberais.A diferença e a politica social que nao é permanente e qualquer presidente pode acabar com elas assim que quiser,isto é nao é institucional como foi Getulio com as leis ttrabalhistas.Nesse sentido o discurso de dureza contra o FMI de ambos foi totalmente falso como se vê agora.O PT está se queimando no governo assim como PMDB E PSDB se queimaram durante os respectivos governos!!!
È decepcionante para os eleitores do PT E ESquerdas verem seus escolhidos abrindo as pernas para o grande CAPITAL e voltando às costas para os compromissos de uma nacionalidade que foi o motor da campanha eleitoral.

A Propósito o Sociologo CHICO DE OLIveira,fundador do PT,fez PROFECIA quando declarou que o sr LULA era um “OPORTUNISTA E CINICO.O mesmo se pode dizer de sua sucessora:D DILMA.

Responder

    Pedro Teixeira

    18 de maio de 2013 às 22h54

    Quero mais 8 anos de Lula após Dilma. Podem falar mal, mas ele foi o melhor nesses últimos 50 anos! Fez mais em 8 do que a direita fez em 500. Por isso ele é Lula, O Magno!

Nelson

18 de maio de 2013 às 16h47

André Singer afirma que “aprofundando o viés liberalizante da política iniciada na década de 1990, Dilma pode ter enterrado o sonho de recuperar a soberania nacional em terreno estratégico”.

Atente para o termo, importantíssimo, cara pálida: soberania nacional.

Quanto mais privatizações, ou concessões que sejam, forem feitas, mais o povo brasileiro se verá afastado da possibilidade de construir seu futuro, um futuro a sua feição.

Quanto mais privatizações/concessões se fizerem, mais a riqueza do país vai ser apropriada por pouca mãos e veremos recursos crucialmente necessários para garantir uma boa qualidade de vida a cada brasileiro sendo remetidos às pamparras para o exterior a título de lucros e dividendos.

A remessa de lucros prevista para 2013 chega a nada menos que US$ 95 bilhões; uma quantia descomunal.

Deixo aqui uma sugestão ao Azenha: publique para nós algum artigo ou estudo trazendo os dados relativos ao aumento exponencial observado pelas remessas ao exterior após a década de 1990, em virtude das medidas liberalizantes e as privatizações adotadas pelos governos Collor e FHC e continuadas, infelizmente, pelos “nossos” governos.

Responder

Nelson

18 de maio de 2013 às 16h32

Bem, cara pálida. É preciso dizer mais alguma coisa?
André Singer, a que eu saiba, é insuspeito de ser um troll ou um tucano/demo enrustido.
É ele quem afirma que “a orientação do projeto é privatista, embora o Executivo não goste que se fale em privatização” e que Dilma aceitou “o argumento neoliberal de que só o mercado é capaz de controlar o mercado”.
Enfim, Singer constata que o neoliberalismo não foi descartado pelos “nossos” governos, o que nos permite concluir que o FMI não foi mandado embora do país, como aventado há algum tempo.

Responder

    Luiz

    18 de maio de 2013 às 18h37

    Acho que Singer está equivocado. Não dá para comparar a privataria tucana descrita no livro de mesmo nome, de Amaury Ribeiro Jr, com o que o governo Dilma está fazendo.

Ana Cruzzeli

18 de maio de 2013 às 15h49

Compartilho do sonho do André Singer, mas com tantas prioridade urgentes não dá para fazer tudo em tão pouco tempo.

O que melhor poderia ser feito nos aeroportos e portos dentro da divida social urgente foi essa que aí está e quando as concessinárias não cumprirem o contrato de firmada caberá o estado a intervenção.

Temos uma ENORME DIVIDA em áreas como:
-Educação
– Saúde
– Segurança
-Mobilidade urbana
-Energia, água e esgoto
-Alimento

Essas sim devem ser resolvidas no curto prazo. Porto e aeroportos serão de concessionárias, mas volto a dizer se não cumprirem o contrato perdem a concessão aí o estado administra.
Não dá para abraçar o mundo com as pernas e quando Dilma fala dessas concessões ela dá um nó no GOLPE, afinal o dinheiro estrangeiro vai continuar entrando. Uma economia saudável girar o dinheiro, desconcentrar o dinheiro é importante, mas entrada de dinheiro novo enquanto a concentração ainda não pode ser resolvida por decreto é necessária.

O nivel de desemprego que é o que importa, afinal todo mal está aí,caminha controlado de uma maneira quase milagrosa para alguns, para outros a visão é clara, Dilma está batendo no cravo e na ferradura do contrário o cavalo manca.

Responder

    Jair Orichio Junior

    18 de maio de 2013 às 19h23

    Caraca…. Sencaional o seu texto…
    Venho discutindo isso dia e noite… inclusive com minha esposa, pois ela acha que protejo a Dilmais… Como fazer chover no Nordeste e não deixar inundar São Paulo ao mesmo tempo? Ou um ou outro… pelo menos por enquanto…Acho que tá no caminho certo.
    Tem que dar corda para os calhordas se enforcarem…

Marcelo de Matos

18 de maio de 2013 às 14h59

Sou do tempo em que o nacionalismo era a tônica predominante dos movimentos sociais. Os políticos dividiam-se em nacionalistas e entreguistas. Hoje se tornou démodé. Vez por outra é invocado para ataques políticos à falta de arma mais adequada. Nacionalistas havia, como Gondim da Fonseca, autor de Que sabe você sobre petróleo? (a Bíblia do nacionalismo), que não eram estatistas. Gondim só defendia a estatização das fontes de energia porque, segundo dizia, quem domina a energia de um povo domina esse povo. Quando se fala em industrialização, produtividade, crescimento do PIB, o país que nos vem à mente é a China, onde a economia privada fincou raízes: “Não importa se o gato é branco ou preto: o que importa é que ele apanhe o rato”. O PIG diz que o Brasil cresce menos que os demais BRICs. Que fazer? Podemos superar a China? Talvez superemos a Rússia quando produzirmos tanto petróleo quanto ela; talvez a Índia, se deixarmos que o trabalho escravo prospere tanto quanto em Bangladesh e satisfaça aos anseios das multinacionais.

Responder

IZA

18 de maio de 2013 às 14h34

Discordo do sr. André Singer!
Ele leu uma MP diferente da que eu li.
A MP 595 coloca nas mãos do Executivo um poder inacreditável. Um poder que há anos o Estado não tem em mãos. O poder para mudar o anterior e construir o futuro, conduzindo de uma forma mais inteligente um novo marco para os portos.
Gostaria de saber do sr André Singer, o que significa “primado do Estado numa área vital”?
Todos querem que o Estado tenha poder para reconstruir a capacidade pública! Mas o Estado brasileiro hoje, com tantos problemas, tem condições de investir sozinho 60/70 bilhões de reais para a modernização, implantação de novos portos, capacitação de funcionários, mão de obra etc? Investimentos que eram pra ontem?
Não vamos esquecer também, que a MP nada privatiza, são concessões do Estado, e com datas de validade, sr. Singer.

Responder

    pão & circo

    18 de maio de 2013 às 17h39

    É minha cara IZA, eu também costumava confiar demais nas palavras de certas pessoas. Mas aí tem um certo momento na vida em que a gente aprende que a profundidade linguística importa muito mais na construção do imaginário popular do que a certo tipo de discurso.

willian

18 de maio de 2013 às 14h24

É, vocês ganharam… rs

Responder

Filipe

18 de maio de 2013 às 13h49

Argumentos contra a privatização na Folha, só rindo mesmo.

A MP não muda nada em relação a lei de 93, os portos continuaram sendo públicos, a diferença é que mais empresas entraram com terminais portuários(antes era apenas o Daniel Dantas).

A lei só não foi pior graças ao PT e os sindicatos, mas a Dilma pode vetar.

Responder

Alexandro Rodrigues

18 de maio de 2013 às 13h36

Essa JK de saias… kkkk

Responder

maria olimpia

18 de maio de 2013 às 13h16

Para minha tristeza, concordo com o André Singer! O Senador Roberto Requião explicou bem o que a aprovação desta MP acarretaria! Antes, sistema de outorgas, com benefícios à União e sob as suas diretrizes, agora…

Responder

Vlad

18 de maio de 2013 às 12h56

O desgoverno petista é tão vigarista quanto o pré-sal, a transposição do rio São Francisco, a qualidade da Educação e a relação “republicana” com o congre$$o.

Responder

    Marcelo Sant'Anna

    18 de maio de 2013 às 18h09

    Valeu Iza, vou procurar esta MP e ler sobre ela, assim realmente chego as minhas próprias conclusões.
    Contudo só ter esta chamada na Falha de Sumpaulo, já concordo com Dilma.

    Luiz

    18 de maio de 2013 às 18h40

    Você ataca o governo Dilma, mas se esquece de dizer que a extensão do mandato de FHC foi pontuada por episódios inexplicados em relação ao Congresso. Teve deputado que chegou a afirmar que ganhou dinheiro para votar e o procurador geral da república da época fingiu que não viu.

    É de propósito que você vê apenas um lado da questão?

    Vlad

    18 de maio de 2013 às 20h08

    Não é porque os tunganos foram AINDA mais entreguistas e incompetentes que eu tenho que que conformar com essa porcaria que está aí, Luiz.
    Perdemos o bonde de novo. Educação virada numa m… e a política mercenária continua.
    Reduzir desigualdade todo mundo reduziu nessa década; até países em guerra civil.
    Esse conformismo com algo menos pior eu nunca vou entender.

    Ricardo JC

    19 de maio de 2013 às 11h01

    Pois, em minha opinião deveria. Infelizmente, a guerra hoje é só política. Culpa de uma mídia nefasta que somente quer ver seus interesses (e dos amigos) atendidos. Não há alternativas. É um ou outro!! De que lado você está?


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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.