VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

André Singer: A esquerda ganhou a primeira partida


07/09/2013 - 09h02

Chegada dos médicos cubanos em Recife

Esquerda 1 vs. Direita 0

por André Singer, na Folha de S. Paulo

No fla-flu aberto com as demonstrações de junho, a esquerda ganhou a primeira partida. Não me refiro à redução no preço das passagens, pois esta foi concedida no susto, sob o impacto de protestos que mobilizaram o espectro ideológico inteiro. A vitória “gauche” se deu no campo da medicina.

Provavelmente orientado por pesquisas, o governo percebeu que a saúde unificava os jovens das passeatas à insatisfação popular expressa na queda de apoio aos governantes. Resolveu, então, desengavetar o Mais Médicos, apresentando-o como resposta à voz das ruas. Embora não se dirigisse às grandes cidades, onde os movimentos foram mais fortes, o programa tinha a sensibilidade social necessária para o momento.

Movida por um sentimento de força conjuntural, talvez pela presença massiva de bandeiras brasileiras e cartazes contra a corrupção nas avenidas, a direita encampou o corporativismo de uniforme branco, estimulando as associações de classe a uma oposição frontal ao projeto do Executivo. Engrossadas ainda pela irritação da classe média a tudo que venha do PT, as primeiras reações ao plano de trazer estrangeiros foram tão veementes que pareciam condenar a iniciativa a não sair do papel.

O erro da direita foi não ter percebido que a força da proposta estava na sua fraqueza. Com efeito, o Mais Médicos não vai reverter as graves deficiências vigentes nas extensas periferias metropolitanas. Para tanto, é provável que só uma reforma tributária, profunda o suficiente para gerar recursos de monta, fosse capaz de realizar o preceito constitucional de um verdadeiro sistema único e público de saúde.

Mas, justamente por se dirigir a comunidades afastadas — onde, aliás, está hoje a base eleitoral do lulismo — nas quais não há atendimento algum e os profissionais brasileiros não querem ir, a proposta tem legitimidade inquestionável. Em poucas semanas, as corporações ficaram isoladas, sendo obrigadas a recuar para um obsequioso silêncio. Enquanto isso, a aprovação governamental voltava a subir.

Para coroar, houve o condimento simbólico. Embora duramente criticada pelos setores democráticos da esquerda, Cuba ainda mora no coração de boa parte dos que sonham com uma sociedade igualitária. O despojamento e a disposição dos médicos cubanos que aqui desembarcaram, alvos de preconceitos absurdos, deu um quê de superioridade moral ao time vermelho.

Contudo, atenção: as batalhas decisivas se darão no terreno da política econômica, no qual, cumpre ressaltar, nada indica que o resultado, qualquer que seja, venha a ser obtido de modo tão ameno. O campeonato prenuncia-se longo.

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64 comentários

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Pós-junho: esquerda ganhou a primeira partida

10 de setembro de 2013 às 15h46

[…] Por André Singer, no Viomundo […]

Responder

FrancoAtirador

09 de setembro de 2013 às 15h05

.
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SOBRE COMO O BRASIL PAGOU 2 VEZES A DÍVIDA EXTERNA…

…UMA DELAS PARA FHC & CIA LTDA…

RENATO POMPEU – A impressão é que o senhor esteve o tempo inteiro investigando o mesmo polvo, cada hora pegando um tentáculo, e um dia vai chegar na cabeça.

PQ – Raciocínio perfeito. Sempre cheguei na cabeça, só não deu pra pegar. Tem a dívida externa, que é a coisa mais nojenta que já vi. Aquilo tinha que ser batido e rebatido, sabe? E quem participou está hoje aí. Foi presidente.

FERNANDO LAVIERI – Conta.

PALMÉRIO DÓRIA – Você está falando do Fernando Henrique Cardoso?

PQ – Fernando Henrique Cardoso.

PALMÉRIO DÓRIA – Você está falando do Paribas, de como o presidente manipulou e ganhou com isso?

PQ – Exatamente. Nossa dívida externa é artificial e eu provei isso na investigação. Houve repulsa minha porque quando era estudante empunhei muita bandeira “Fora FMI”, “Nós não devemos isso”.

MYLTON SEVERIANO – “A dívida já está paga”.

PQ – “A dívida já está paga”. E foi muito jato d’água, muita cacetada, muito gás lacrimogêneo, “bando de doido, tem que tomar porrada, pau nesses garotos”. Você cresce achando que era um idiota, não é? Chega um momento que pensa “a dívida foi criada no regime militar, mas a gente precisa pagar”.

FERNANDO LAVIERI – Como você provou isso?

PALMÉRIO DÓRIA – O jogo começou a ser jogado no Ministério da Fazenda?

PQ – Sim. Querem essa história?

TODOS – Sim!

PQ – Vocês não vão dormir direito. Isso é para maiores de 50 anos. Estamos em 2002, me atravessa as mãos o expediente para um banco francês, “esse banco eu conheço, é sério”. E a suspeita que investigo é fraude com títulos públicos brasileiros, negociados no mercado internacional, títulos da dívida externa. Negociados na década de 1980: o que chama atenção?

MYLTON SEVERIANO – Fim da ditadura.

PQ – E transição para o regime civil. José Sarney pega o país em frangalhos, devendo até a alma, sem dinheiro para financiar as contas públicas, muito menos honrar compromissos, a famigerada dívida com o FMI. Havia até o “decrete-se a moratória”. Era o papo nosso, da esquerda, dos estudantes, “não vamos pagar, já levaram tudo”. E o Sarney, o que faz? Bota a mão na manivela e nossos títulos da dívida externa valiam, no mercado internacional, no máximo 20% do valor de face, era negociado na bolsa de Nova York. No paralelo valiam 1%. O que significa? Não passa pela bolsa. Comprei, quero me livrar, então 1% do valor de face, título de um país “à beira de uma convulsão social, ninguém sabe o que vai acontecer com aquele país, um conjunto de raças da pior espécie”: essa, a visão primeiro-mundista, o que representávamos para os banqueiros. Escória. E aqui estávamos, discutindo a reconstrução do país. Vamos dialogar, botar os partidos para funcionar, eleições, e o Sarney tendo que dar uma solução. Fecha a manivela e toca a jogar título no mercado de Nova York. Cada título que valia 10%, 15%, mandava dinheiro aqui para dentro. Seis anos depois, o mercado financeiro internacional detectou que no Brasil haveria desordem, até guerra civil, e eles não iam receber o que tinham colocado aqui com a compra dos papéis podres, queriam receber mesmo os 15%. E fazem uma regrinha de três e colocam para o Banco Central: “Você vai instituir uma norma, os títulos da dívida externa brasileira adquiridos no mercado financeiro internacional, no nacional poderão ser convertidos junto ao Banco Central pelo valor de face desde que esse dinheiro seja investido em empresas brasileiras.” Bacana, não? Se funcionasse como ficou estabelecido, nosso país seria uma potência, não? Ainda que uma norma perfeita, acho um critério não normal, não é? Não é moralmente ético eu comprar um título por 15% e ter um lucro de 100%, em tão pouco tempo. Mas enquanto regra de mercado financeiro tenho de admitir que sou devedor. Se vendi a 15%, na bolsa, assumi o risco de, no futuro, o lucro ser maior para o credor. Tenho que pagar. Foi assim que foi feito? Não. Será que o grupo Votorantim recebeu algum dinheiro convertido? Alguma outra empresa nacional do porte recebeu? Não. O que o sistema montou? Uma grande operação em determinado período para sangrar as reservas do país, e ainda tinha as cartas de intenção, que diziam “se você não me pagar posso explorar o subsolo de 50 mil quilômetros da Amazônia”.

WAGNER NABUCO – Era a fiança?

PQ – Sim. Então me deparo com um banco, o Paribas, hoje BNP-Paribas que se uniu ao National de Paris. Com três diretores, em São Paulo, e dois outros, mais um contador que foi assassinado e um laranja que se chamava Alberto. O banco adquire esses títulos, no valor de 20 milhões de dólares, não é? E converte no Banco Central e aplica em empresas brasileiras, empresas-laranja. Comprou no paralelo a 1%, eram 200 mil dólares, e converteu a 20 milhões de dólares aqui no Brasil e colocou nessa empresa-laranja…

MYLTON SEVERIANO – Empresa de quê?

PQ – De participações. Chamava-se Alberto Participações, com capital social de 10 mil reais. Já tem coisa errada. Como uma empresa com capital de 10 mil reais pode receber um investimento estrangeiro da ordem de 20 milhões? Cadê o patrimônio da empresa? Como é que o Banco Central aprova? Mando pegar o processo. Ela investiu, vamos ver aonde o dinheiro vai. Converteu os 20 milhões e ao longo de doze meses o dinheiro é sacado mensalmente na boca do caixa em uma conta e convertido no dólar paralelo e enviado para a matriz em Paris. Eu digo “Banco Central, me dá o processo do Paribas”. Aí não consigo, quem consegue é o procurador que trabalhava comigo, Luiz Francisco. Consegue e remete pra mim em São Paulo. Vejo que no Banco Central houve uma briga interna pela conversão. Os técnicos se indignaram, e indeferiram. Ai houve uma gestão forte para que houvesse a conversão. De quem? Do ministro da fazenda. Que era quem?

MYLTON SEVERIANO – Fernando.

MARCOS ZIBORDI – Henrique.

MYLTON SEVERIANO – Cardoso.

PQ – Tento localizar os banqueiros. Todos fugiram. Os franceses todos. O contador, assassinado. O laranja Alberto morreu de morte natural, assim falam no Líbano, onde ele morreu. E me sobra a sócia dele, uma senhora chamada Célia. Morava na Avenida São Luís. Ah, é? Um foi embora, outro fugiu, outro morreu, outro foi assassinado: querem brincar com a Polícia Federal? Com a dívida externa do Brasil? Descubro essa sem-vergonhice, essa patranha, essa picaretagem de fundo de quintal que acontecia enquanto nós estudantes lutávamos, dizíamos que a dívida externa não existia, e, de fato, parte dela era artificial. A coisa é grave, vamos fazer uma continha, nós contribuintes, que cremos que existe uma ordem no país. Títulos que adquiri por 200 mil, converti no Brasil os 20 milhões de dólares, quanto tive de lucro? 19 milhões e 800 mil. Vamos fazer essa continha para vocês dormir direito hoje. Esses 19 milhões mandei para minha matriz, o papel está na minha mão ainda, porque dizia o seguinte a norma do Banco Central: ao converter esse título, invista em empresa brasileira, e ao final de doze anos “Brasil, mostre a sua cara e me pague aqui, você me deve, pois sou credor dessa nota promissória chamada título da dívida externa brasileira”. Está na lei. Bota aí. Soma 20 milhões com 19 milhões e 800 mil: 39 milhões e 800 mil. Nós devemos isso aí? E mais, o que pedi? Que o juiz bloqueasse o título do Paribas, não pagasse, indiciei os diretores. Por quê? Porque estava se aproximando o final dos doze anos, o título estava vencendo e tínhamos que pagar. Pedi que o Banco Central enviasse cópia de todos os processos de conversão da dívida externa brasileira pra mim. Estou esperando até hoje. Sabe o que o Banco Central falou? “O departamento não existe, nunca existiu, era feito por uma seção aleatoriamente lá no Banco Central.” Então nós não devemos esse montante de milhões que cobram.

RENATO POMPEU – Só não entendi o que o Fernando Henrique Cardoso ganhou com isso.

PQ – Calma, calma. Sobrou uma para contar a história. A Célia da Avenida São Luís. A mulher de verdade. Era companheira do Alberto, ex-embaixador do Brasil no Líbano. Quando estourou a guerra ele fugiu e viveu na França, estudando na Sorbonne. Quem ele conhece lá?

MYLTON SEVERIANO – Fernandinho.

PQ – Colegas de faculdade. A Célia, marquei depoimento numa quinta, véspera de feriado, às seis da tarde na superintendência da Polícia Federal. Uma morena bonita, quase 60 anos, me disse que tinha sido miss, modelo, era sócia nessa empresa, tinha tipo 1%. Furiosa, “que absurdo, véspera de feriado, perder meus negócios, engarrafamento”. Já estava gritando no corredor. Dei um molho de uns trinta minutos até ela se acalmar. Pensei “essa mulher está furiosa e tem culpa no cartório”. Falei “obrigado por ter vindo”, e ela “obrigado nada, o senhor é indelicado, desumano, sou dona de uma indústria de sorvetes, e me chama numa hora importante porque tenho que distribuir sorvete, é feriado, o senhor não tem coração”. No meio da esculhambação, digo “tenho que cumprir meu dever, sou funcionário público”, e ela “aposto que é o caso daquele Paribas, não sei por que ficam me chamando, e tem mais, fui companheira do Alberto, e ele foi muito mais brasileiro que muita gente. Era digno, honesto, ficam manchando a alma dele. Eu ajudei ele até o fim da vida, inclusive sustentei parte da família dele”. Percebi que não sabia a verdade, ela disse “ele morreu pobre, ficou esperando a conversão dessa dívida que nunca houve”. Detalhe: na quebra de sigilo bancário encontrei um cheque do Alberto que ele recebeu, 64 milhões, na boca do caixa do banco Safra. E ele transfere as cotas para uma empresa criada pelo Paribas em nome dos diretores.

MYLTON SEVERIANO – No Brasil?

PQ – Já é um Paribas do Brasil. Transfere para a subsidiária, e os diretores começam a sacar. O primeiro que recebe é ele, valor equivalente a 5%. E ela disse “ele não recebeu a comissão dele que era de 5%”. Bateu! Tranquei o gabinete, falei “vou mostrar um documento, mas se disser que mostrei, prendo a senhora”, era a cópia do cheque, com assinatura e data. A mulher começou a chorar. “Desgraçado. Que o inferno o acolha!” Ela disse “tenho muito documento na minha casa”. Se fizesse pedido de busca e apreensão chamaria atenção da Justiça, teria um indeferimento. Essa investigação estava sendo arrastada. Fiz uma busca e apreensão ao inverso, “a senhora permite que selecione o que quero?”, ela disse “perfeito”. Naquela véspera de feriado, peguei dois agentes, contrariando colegas que queriam ir embora…

MYLTON SEVERIANO – Qual o ano?

PQ – 2002. Saímos de lá de madrugada, era um apartamento antigo, magnífico. Ela chorando, “desgraçado, até comida na boca eu dei”. Ela me dá uma agenda, “aqui parecia o Banco Central, eu atendia o doutor Alberto, da área internacional”. Encontrei documentos, agendas que vinculavam ele ao Armínio Fraga, ao Fernando Henrique, inclusive uma carta manuscrita, não vou falar de quem, depois confirmada, ela falou “levei esse presente, pessoalmente, até a casa do Fernando”. Mandei documentos para perícia. Na época era eleição do Fernando Henrique.

RENATO POMPEU – Não, do Lula.

PQ – Isso. Lula venceu contra Serra. Fernando Henrique era presidente.

RENATO POMPEU – Ele recebeu dinheiro então?

PQ – Vamos pegar a linha do tempo. Ele sai de ministro da Fazenda e vira presidente. O gerente da área internacional que dá o parecer no processo, quem era? Armínio Fraga. Que presidiu o Banco Central. Essa investigação não sei que fim deu. Pedi ao Banco Central o bloqueio de todos os títulos da dívida externa brasileira que foram convertidos. E pedi cópia de todos os processos de conversão junto ao Banco Central para investigação.

RENATO POMPEU – Saiu na mídia?

PQ – Em parte, mas foi abafado. Quem conseguiu publicar foi, se não me engano, a Época.

PALMÉRIO DÓRIA – Citando Fernando Henrique?

PQ – Não, não citou. A reportagem era “Fraude à francesa”. Essa investigação surge da denúncia de um advogado, Marcos Davi de Figueiredo. Ele sofre uma pressão implacável dentro do banco. A Célia passa a ser ameaçada, logo que presta depoimento entregando tudo. Inclusive os escritórios que deram suporte a essa operação, um do Pinheiro Neto, e ela diz que sofria ameaça do próprio Pinheiro Neto. O procurador foi o doutor Kleber Uemura.

MARCOS ZIBORDI – É a última notícia?

PQ – Sim. Parece que ele tinha conseguido a quebra de sigilo bancário. Depois o dinheiro saiu no mercado paralelo e entraram grandes empresas com esquemas de saída de dinheiro. Tinha a Cotia Trading, que tinha uma coisa com a Volkswagen. Entra gente muito poderosa no esquema. Pedi a quebra de sigilo de todas as pessoas que participaram da fraude. E o Kleber conseguiu, aí não acompanhei mais. O Tribunal Federal deu a decisão de que era para não ter quebra de sigilo, era a juíza, salvo engano, Sylvia Steiner. Dá decisão favorável ao banco. Meses depois é nomeada juíza do Tribunal Penal Internacional pelo…

RENATO POMPEU – …excelentíssimo presidente da República.

MYLTON SEVERIANO – Que história, hein?

(http://paginadoenock.com.br/leia-a-integra-da-entrevista-do-delegado-protogenes-queiroz-a-caros-amigos)
(http://pt.scribd.com/doc/13166583/Entrevista-de-delegado-Protogenes-Queiroz-na-revista-Caros-Amigos)

Responder

renato

09 de setembro de 2013 às 14h05

Só faltou dizer em que campo perderam a batalha. Dica: não foi na mídia impressa e nas tvs…

Responder

Marat

08 de setembro de 2013 às 18h59

Um certo império, o do IV Reich, está fazendo muitas guerras, matando milhares de inocentes, trazendo dor e destruição ao mundo e alguns estão preocupados com o regime cubano? Ora, tenham paciência e um pouquinho de decência!

Responder

JC

08 de setembro de 2013 às 14h49

È uma corja mentirosa que tenta atrasar o país, enganar E ROUBAR o povo. CHEGA DE PSDB, DEM,PPS, GLOBO,VEJA, ESTADAO, FOLHA DE SAO PAULO, ENFIM O PIG TODO.

Responder

renato

08 de setembro de 2013 às 11h36

Mantenha-se a direita quem for para a direita.
Se for para outro lado ocorrerá dura colisão.
Se quiser fazer parte da esquerda, pode vir
ainda há tempo, no outro ano poderá ser tarde.

Responder

Bonifa

08 de setembro de 2013 às 02h28

Concordamos quando o André fala que o erra da direita foi não perceber que a força estava na fraqueza da proposta. Confessamos que sempre fomos contra a importação de médicos, nos parecia um absurdo. Mas agora vemos tudo de uma maneira diferente. Realmente, agora está tudo, muito mais claro. Há dois sistemas necessários ao Brasil, o Brasil que seria mais que nunca uma Belindia: Um sistema da Bélgica, e outro da Índia.

Responder

Marat

07 de setembro de 2013 às 21h39

Acho engraçado e tosco o argumento da direita, de que os cubanos não podem deixar seu país… Quantos e quantos milhões de brasileiros não podem viajar para o exterior por falta de condições financeiras, dado que o capitalismo é para poucos?

Responder

    lukas

    08 de setembro de 2013 às 13h42

    Os cubanos sao impedidos pelo ESTADO. É este o nível de argumentaçao da esquerda, Marat?

    Marat

    08 de setembro de 2013 às 18h07

    Lukas, de onde você tirou tal informação?

    Marat

    08 de setembro de 2013 às 18h09

    Aproveite, Lukas, e me responda a seguinte questão: O que fazer com os mais de um milhão de miseráveis que vivem em Nova Iorque, que situa-se num país capitalista, o mais capitalista de todos?

Marat

07 de setembro de 2013 às 20h53

Completando… quando falei da Rede Bandeirantes, não podemos nos esquecer que os bandeirantes eram ladrões, estupradores de índios e bandidos, e viraram símbolo de minha SP…

Responder

Marat

07 de setembro de 2013 às 20h52

Se conseguíssemos (o que é muito difícil) “desideologizar” o debate, creio que conseguiríamos atingir melhores objetivos. É difícil para mim, que sou de esquerda e tenho extrema simpatia por Cuba e pelos cubanos (menos os gusanos). Mas, se mesmo assim, eu conseguisse me desvencilhar da ideologia, mesmo assim, o saldo é positivo. Sendo racional: Médicos cubanos são conhecidos no mundo inteiro pela sua capacidade. Cuba é referência mundial nesta área… Por outro lado, temos nossa direita que tenta, amplamente apoiada pela imprensa burguesa e paga pelos EEUU, desmerecer os cubanos e atingir a Dilma, apenas por medo de uma eventual bandeira eleitoral, uma vez que os pobres e menos assistidos serão tratados com dignidade pelos médicos da ilha.
Hoje a tarde eu vi, num programa esportivo, da direitíssima rede Bandeirantes, uma asquerosa matéria com um atleta cubano que resolveu sair de Cuba e vir ao Brasil. Ele falou mal de Fidel e da ilha… É apenas esse tipo de gente que as TVs e jornais burgueses gostam, e ai temos de lembrar a fala de Joaquim Barbosa, num momento de lucidez, de que nossa imprensa pende para a direita e dá pouca voz para os discordantes dessa ideologia.
Temos, então, de um lado as esquerdas e os médicos cubanos, e do outro, a elite burguesa (principalmente do eixo RJ-SP), a imprensa paga pelos EEUU e a massa de manobra, os inocentes úteis… Que dizer? Eu fico com as esquerdas e com o Brasil, um Brasil para TODOS!

Responder

Sagarana

07 de setembro de 2013 às 19h51

Só não entendo porque os pobrezinhos dos médicos cubanos não podem trazer as respectivas famílias. Ô crueldade…

Responder

    Cleber

    08 de setembro de 2013 às 08h27

    O amigo precisa ler uma entrevista de um desses médicos onde ele afirma que não se faz necessário trazer a família, até porque já são adultos, formados e com vida independente a mais de 20 anos e ainda adiciona que é profissional trabalhando em outros países a mais de 15 anos. Dizer que são pobres, desamparados, etc. é propagar desinformação.

    lukas

    08 de setembro de 2013 às 13h48

    Mas se quiser trazer a familia, pode, Cleber?

    Respode aí…

    Luís Carlos

    08 de setembro de 2013 às 17h08

    Lukas é um remanescente da uerra fria. Preocupação com a desassistência do povo brasileiro nada?

    Abel

    08 de setembro de 2013 às 18h12

    Os engenheiros da Odebrecht quando vão para Angola ou Arábia Saudita também não costumam levar…

anac

07 de setembro de 2013 às 19h24

O lema da direita é: CONTRA O BRASIL, SEMPRE!!
Joaquim silvério dos reis é o mártir da direita. Exemplo a ser seguido.

Responder

Pedro

07 de setembro de 2013 às 18h37

Se as razões eleitoreiras têm como objetivo mais Mais Médicos, por que condená-las, Sr. Singer? Se o Sr. está em busca das purezas políticas, espere que um dia talvez possamos ter um governo rousseauniano mundial.

Responder

o chato

07 de setembro de 2013 às 15h48

É a vida de milhões de pessoas, é a minha vida, é a vida comum do próprio articulista. Não é fla-flu, não é jogo, não é partida, não se trata de uma questão de associações. Além do que o hemisférios cerebrais agindo em separado é patologia exclusiva da sociedade industrial de massas…

Responder

    Claudio Freire

    07 de setembro de 2013 às 18h37

    Chato mesmo…

    Grilo falante

    08 de setembro de 2013 às 11h32

    Chato sim, leviano nunca. Ou você queria que eu me limitasse a apoiar, como de fato apoio, a vinda dos cubanos? Fazer política, ainda mais os pilares intelectuais dela, exige muito mais responsabilidade do que estamos acostumados a ver, viver ou vivenciar…

    Agora se você preferir o estado de coisas a que chegamos, fique à vontade; a elite agradece de sobremaneira.

Mauricio -

07 de setembro de 2013 às 14h46

O companheiro Luiz Gushiken – ex- ministro, um dos fundadores do PT enfrenta um câncer há mais de uma década e encontra- se no 3º andar do Hospital Sírio–Libanês, recebeu na ultima quinta feira (05/09) a visita do Zé Dirceu.
Sinto que falta uma palavra. Se possível, um manifesto. Ao menos uma declaração de solidariedade a José Dirceu, mais até do que a Luiz Gushiken, José Genoíno e a Delúbio Soares.
Da parte de quem? Do Lula e da Dilma. Afinal, sabendo ou não sabendo das lambanças do mensalão, trata-se do ex-chefe da Casa Civil, seu braço direito, comandante da primeira campanha e capitão do time. Sem precisar avançar críticas ao Supremo Tribunal Federal, até pelas indicações que fez, o ex-presidente está devendo um gesto de apoio a José Dirceu. A alternativa do silêncio demonstrará o lado obscuro das relações humanas, tão comum entre nós desde que o mundo é mundo.
O que Importa menos, no caso, é se José Dirceu é culpado e mereceu a condenação. Não pode ser lançado pelo dono do barco como carga ao mar em meio à tempestade. Tem direito à solidariedade do Primeiro-companheiro.

Responder

    ricardo silveira

    08 de setembro de 2013 às 00h34

    Parabéns! Até porque, solidariedade a Dirceu e a Genoíno é uma manifestação que nenhum brasileiro que quer justiça social pode negar.

Brasileiro, o outro

07 de setembro de 2013 às 14h44

Fora de pauta.
Assine o “Abraço Assinado” ao Genoíno:
http://www.butanta.com.br/estamosaqui/

Responder

FrancoAtirador

07 de setembro de 2013 às 14h33

.
.
Se a Direita Reacionária

não vislumbrar chance,

apelará à carnificina.

A degradação ética/moral

da Máfia Branca Midiática

foi só uma amostra grátis.
.
.

Responder

robson

07 de setembro de 2013 às 13h54

Cara Ana Raposo,

Quer dizer que os direitos trabalhistas de médicos engomadinhos e sem o menor comprometimento com os mais pobres desse país se sobressaem às vidas das pessoas?
Só chegamos a esse nível de solução porque a elite dessa galera se forma com o dinheiro daqueles dos quais desprezam (USP, UNICAMP e Universidades Federais) além do descaso do Estado que dispensa comentários mais pormenorizados.

Você deve ter um plano de saúde e não necessita do SUS só pode ser isso!!
Trabalho com essa galera e posso lhe garantir que são, em sua grande maioria, soberbos.

Responder

Ramalho

07 de setembro de 2013 às 13h45

Alguns médicos dizem-se preocupados com desvantagens trabalhistas que prejudicariam médicos cubanos e os das demais nacionalidades aderentes ao Mais Médicos. Tergiversam, querem é substituir a questão, que é melhorar os serviços de saúde oferecidos à população brasileira, por lateralidades. Felizmente para a cidadania, deram-se mal.

Quanto à revalidação dos diplomas, os médicos formados no Brasil, todos eles, deveriam, como são obrigados os advogados, submeter-se a prova de verificação de suficiência técnica: se um médico formado nos EUA ou em Cuba tem de se submeter à verificação, com mais razão os médicos formados no Brasil. Ou alguém acha que médicos formados nas boates de cidadezinhas do interior do Brasil (chamadas de faculdades de medicina por extensão de conceito) são melhores do que os formados no Japão, Espanha, Portugal e Cuba? Revalida para todo mundo, já!

Responder

    J Souza

    07 de setembro de 2013 às 16h07

    O Conselho Federal de Medicina e os Conselhos Regionais de Medicina querem a obrigatoriedade de uma prova de suficiência técnica para o exercício da profissão. Quem lhe disse que os médicos não querem isso está lhe enganando…
    Só quem não quer esse tipo de prova são os donos de faculdades particulares e os maus estudantes de medicina!

    Abel

    08 de setembro de 2013 às 18h14

    Isso é o que se chama jogar pra torcida (de médicos). Se fizerem (e passarem) no REVALIDA, os médicos estrangeiros poderão clinicar em qualquer lugar do Brasil – inclusive na Vieira Souto e na Avenida Paulista. Será mesmo que os médicos brasileiros, tão preocupados com os “escravos” cubanos estão assim tão empolgados com essa possibilidade (concreta) de concorrência?

    Ulisses

    08 de setembro de 2013 às 16h26

    Ser otário é uma questão de opção. Continue

roberto almeida

07 de setembro de 2013 às 13h45

A tentativa de precarização dos direitos trabalhistas está ocorrendo no Congresso Nacional com o PL que permite a terceirização de todos os serviços. E ninguém escuta uma palavra daqueles que defendem os direitos trabalhistas dos médicos contra este projeto. Como foi essa mesma direita que retirou da saúde os recursos da CPMF para atender os interesses da FIESP. À época mais de 40 bilhões de reais. Agora se levantam contra os MAIS MÉDICOS como se as populações do interior e das periferias não merecem saúde sob o argumento fajuto dos direitos trabalhistas dos médicos.

Responder

    Abel

    07 de setembro de 2013 às 19h53

    Bingo! Essa precarização afeta a grande massa trabalhadora, para a qual os Pilatos de branco lavam as mãos…

Ramalho

07 de setembro de 2013 às 13h21

Discordo de Singer em dois pontos. Em primeiro lugar, não é, de forma alguma, somente com reforma tributária “profunda o suficiente para gerar recursos de monta” que se realizará o preceito constitucional do provimento pelo Estado de saúde para todos. Se o problema fosse apenas dinheiro, os EUA teriam sistema de saúde melhor do que o cubano, e tal não acontece (a expectativa de vida e a mortalidade infantil na Ilha são melhores do que as americanas, e o Estado cubano é notoriamente mais pobre do que o americano). Conseguir-se-ia melhores resultados para a população se a doutrina médica privilegiasse mais a prevenção, ao invés de privilegiar a medicina curativa tecnológica. Ademais, há que se pensar nos planos de saúde que absorvem quantidade colossal de recursos que poderia se destinar ao SUS, antes de se pensar em aumento de impostos.

Em segundo lugar, discordo do viés clubístico que Singer empresta ao assunto saúde, como se depreende de seu texto. Tal visão considera que a questão não é a saúde popular em si mas o “jogo” direita x esquerda, viés cínico que põe acima do Bem Saúde (eticamente falando) a luta pelo poder político – a saúde da população seria mero detalhe tático na briga pelo poder político nesta visão. Para o Povo, porém, boa saúde é bem ético fundamental, ou seja, o Mais Médicos NÃO É mero detalhe tático na briga pelo poder. Visão eleitoreira (por cínica) neste caso é traição ao Povo.

Responder

    Luiz Moreira

    07 de setembro de 2013 às 20h28

    Ramalho!
    Pelo jeito, não entendeste a questão colocada pelo comentarista. O programa MAIS MÉDICOS tinha sido colocado pela DILMA antes dos enfrentamentos . A questão foi abafada pelos mesmos. Como os assuntos em pauta por estes enfrentamentos, na maioria dos casos, como educação, e a saúde nas cidades
    grandes não se resolvem tão facilmente (e em grande parte, por má gestão dos municípios), foi aconselhada a reduzir o problema saúde através do MAIS MÉDICOS. Diminui a migração das pequenas comunidades sem nenhum atendimento, desafogando um pouco os grandes centros, e dando tratamento imediato para população sem nenhum atendimento. Logo, ela viu o “FURO DA BALA” na política da direita, tentando a desestabilização através também da saúde, e reafirmou uma política parcial, mas acertada , para a área. Demagogia foi da DIREITA, “preocupada” com o salários dos cubanos. Mas o ódio racial e político aflorou logo e desmistificou a coisa toda. Se FERRARAM!!!

PAULO FLORES

07 de setembro de 2013 às 13h16

DIRETO DE SHEOL, VIA HADES`NEWS:
Mea culpa da Globo começa a influenciar outras entidades a reconsiderar seus dogmas. Hoje foi o Capeta: diretamente do inferno o diabo fez um pronunciamento surpreendente, analisando e reconsiderando posicionamentos.

EDITORIAL

Durante toda a eternidade passada, adotamos de maneira peremptória o caminho do mal. Apoiamos a extinção do homem de neandertal, a destruição de Babilônia, fornecemos o fósforo para Nero, perseguimos Jesus e Maomé; implantamos a inquisição, defendemos a morte de Gandhi; Com ingleses e franceses, levamos a civilização ao mundo, com os americanos, a liberdade; Estivemos ao lado de Hitler e defendemos a Revolução digo golpe de 1964, a morte Lenon, o apartheid e a prisão de Mandela, ajudamos a fundar a TFP, estivemos em Fortaleza com os médicos, inventamos o pum no elevador, distribuímos armas em vez de alimentos na Somália, inspiramos Merval, engendramos adultérios, ajudamos a Ku Klux Klan e combatemos o bolsa família, destruímos a biblioteca de Alexandria. Fizemos a noite de São Bartolomeu, fizemos a tabela periódica, estivemos em Sabra e Chatila, fizemos pogroms, enfim, sempre combatemos o mau combate, e infinitos outros feitos tivemos, que por demais enfadonho, não relacionaremos.
É verdade que não estivemos sós nesta empreitada: Conosco caminharam Caim, Torquemada, Médici, Caifás, Westmoreland, Calabar, Brutus, Stálin, Pol Pot, Os Civita, Pinochet, os Frias, Bush, a Rota, Messalina, os Marinhos, a imperatriz Wu, os Mesquitas, Mengele, Reinaldo, O general Custer e milhares de outros, muitos dos quais ainda na ativa.
Praticamos aquilo que nos parecia mais conveniente diante do espírito da época. Mas o tempo e as vicissitudes de uma nova realidade, com pressões por DARFs e novas alternativas de mídia conjugados com a inexistência de tapetes suficientes, o rabo a descoberto, despertaram nossa sensibilidade. Com a necessária reflexão que nos foi imposta por novos formadores de opinião, eis que se formaram em nossas mentes um imperativo categórico que nos levou a uma reflexão revisionista.
Assim, após permanecermos desde sempre apoiando o mal, tendo dele tirado proveito, e com a certeza de sermos portadores natos da credibilidade, reconhecemos: foi um erro!!

Assinado:
Satanás Cramulhão

(Também assinam:)
Cão, Capeta, Chifrudo, Coisa ruim, Demo, Ferra Brás, Bel peor, Pé de bode, Sete peles, Tranca Rua, Roberto Marinho, Abramalech, Tinhoso, Asmodeu, Azazel, Belzebu, Cadreel, Mastema, Mefistófeles, Satã, Sier, Lúcifer, Astaroth, Belial, , De trás da porta, Dos Quintos, Encardido, Espírito de Porco, Excomungado, Guaxumão, Indesejado, Lá de baixo, Zé Pilintra, Pé Cascudo, Senhor das Trevas, Senhor dos Infernos, Rabo de Seta, e Ranheta

Responder

Igor

07 de setembro de 2013 às 12h28

Perguntar não ofende, até porque não sei e gostaria de saber: onde André Singer está trabalhando, além de dar aulas na USP? Lembram que ele foi porta-voz do primeiro governo Lula?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Singer

Responder

Igor

07 de setembro de 2013 às 12h19

O texto é maniqueísta ou maquiavélico? Fica a critério do leitor. Mas que é simplista, é demais. Inclusive porque a primeira batalha ainda não terminou.
Que o povo tem direito a médicos, a atenção em suas doenças, não tenho dúvidas. Mas também não tenho dúvidas que quem tem de dar acesso á saúde de qualidade é o governo. Que a maquiagem do Mais Médicos alcance o nível de seriedade das necessidades do nosso povo, incluindo o respeito às leis trabalhistas brasileiras. Um partido que se cham PT – Partido dos Trabalhadores, ou respeita direitos trabalhistas ou precisa mudar de nome!

Responder

    Ulisses

    07 de setembro de 2013 às 14h28

    O texto é maniqueísta e maquiavélico.
    MANIQUEÍSTA: adj. Relativo ao maniqueísmo.
    s.m. e s.f. Pessoa que segue o maniqueísmo; maniqueu.

    MANIQUEÍSMO – Filosofia dualística que divide o mundo entre bem, ou Deus, e mal, ou o Diabo. A matéria é intrinsicamente má e o espírito intrinsicamente bom.
    Maniqueísmo, filosofia religiosa sincrética e dualística ensinada pelo profeta persa Mani (ou Manes) combinando elementos do zoroastrismo, cristianismo e gnosticismo, condenado pelo governo do império romano, filósofos neoplatonistas e cristãos ortodoxos.
    Com a popularização do termo, maniqueista passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princípios opostos do bem e do mal.

    MAQUIAVÉLICO – adj. Que se refere a ou característico do maquiavelismo: que possui maquiavelismo.
    De acordo com a doutrina de Maquiavel, considerada como a negação de toda moral: política maquiavélica.
    Figurado. Pérfido, sem escrúpulos: habilidade maquiavélica.
    Figurado. Que possui astúcia: projeto maquiavélico.
    (Etm. Maquiavél + ico)

Morais

07 de setembro de 2013 às 12h09

Realmente a oposição se colocou radicalmente contra o programa mais médicos porque viram que o sucesso do programa vai realmente dar uma grande força na campanha da Dilma na próxima eleição.
O povo não anda muito satisfeito com os médicos do país, pois sendo a saúde algo tão importante, aqui no Brasil é na verdade um grande comércio e muito caro para o povo, por isso nós não estamos muito satisfeitos com a classe médica brasileira e isto ficou explícito quando o povo apoiou o programa mais médicos e isolaram os médicos que protestavam.

Responder

J Souza

07 de setembro de 2013 às 12h07

Uaaauuuu… Que “vitória” do “comunismo”!
A Dilma defende a terceirização da saúde brasileira para os irmãos Castro e a privatização do petróleo brasileiro, e isso é “vitória” da esquerda… Sei!

O trecho “Mas, justamente por se dirigir a comunidades afastadas –onde, aliás, está hoje a base eleitoral do lulismo– nas quais não há atendimento algum e os profissionais brasileiros não querem ir, a proposta tem legitimidade inquestionável.” já mostra a dimensão eleitoral do programa: convencer os que já são eleitores do PT a continuarem votando no partido!

Se essas estratégias, aparentemente formuladas por estagiários inexperientes, conseguem vencer eleições, então é porque o país realmente não tem partidos de oposição…

Responder

    Morais

    07 de setembro de 2013 às 12h13

    Realmente no Brasil não temos partido de oposição, pois considerar o Psdb, um partido que está a cada dia perdendo eleitores, como oposição, deixa claro que a Dilma vai ganhar a eleição sem encontrar problemas com a oposição.

    Abel

    07 de setembro de 2013 às 19h58

    Se essa oposição cair de quatro, não levanta mais, meu caro.

    wagner paulista de souza

    10 de setembro de 2013 às 13h17

    Oposicinha. Favor referir-se assim ao conluio Mafo Midiático que tenta infestar o nosso país.

Eunice Feitosa

07 de setembro de 2013 às 11h29

De vez em quando os neurônios abandonam o cérebro de algumas pessoas. Foi o que aconteceu com André Singer que de uma forma bem rasteirinha coloca o conflito como de Esquerda e de Direita. É um insulto a quem pensa livremente em nosso país. O mais médicos, elaborado pelo João Santana, embora Padilha arrote que foi ideia dele, é isso mesmo, apenas marketing que leva o povo a se sentir privilegiado. Evidente que um médico onde nunca houve nenhum beneficia. São benefícios pontuais, porém necessários. Mas o alcnce prático, é raso, mas é profundo enquanto marketing eleitoral.
Por ter sido obra e graça de João Santana (um sabedoria de marketing grandiosa) o Mais Médico padece de outros lastros. Mas não precisa, é só pra ganhar eleição.

Responder

    Jair de Souza

    07 de setembro de 2013 às 12h31

    Ou seja, o povo é burro. Você é inteligente.

    edir

    07 de setembro de 2013 às 14h21

    Eunice vamos falar um pouquinhto das centenas e centenas de médicos por esse Brasil afora que fingem trabalhar no SUS, patem o ponto e väo para as clinicas conveniadas e ou particulares, deixando os pacientes usuários do SUS a deriva ? näo seria isso tambem o motivo do Mais Médico ter caida na graca do povo ?

cassio

07 de setembro de 2013 às 11h26

… “irritação da classe média a tudo que venha do PT” … Classe média, classe média.. sinceramente eu fico na dúvida o que significa classe média no Brasil. Mas enfim, o que me preocupada mais é a pseudo-classe média, ou classe hipócrita que se acha média, que ataca o governo atual, mas que se tornou “classe média” justamente no período do governo do PT. Então chegamos na classe status, na classe de mentira, da classe que se acha ser não sendo, mas que se acha bem vista pelo simples fato de apoiar o que a classe média apóia sem tomar conta é claro que aqui em São Paulo, por exemplo, a real classe média aumentou em 20% (com relação a eleição de Marta Suplicy) os votos para eleger o Haddad, que aliás é do PT, mas a pseudo-classe média não sabe. Coisa louca até para explicar..

Responder

MarcosAS

07 de setembro de 2013 às 11h15

Impressionante a “larga visão” da Ana Raposo.

Responder

    Ana Raposo

    07 de setembro de 2013 às 12h12

    E a tua curta visão merece dó!

lidia virni

07 de setembro de 2013 às 10h36

Ana, se em menos de ii anos você achava que os desmandos de seis séculos seriam corrigidos como em um passe de mágica, então sugiro duas coisas: candidate-se e ganhe para fazer a política de seus sonhos (com que alianças,se a maioria dos partidos são sacos de gatos e o resto é a direita fascista mesmo?)ou então vote nessa direita, aí nã haverá esse mero “estado de bem estar social” e aqueles que só pensam pequeno e são felizes sozinhos talvez ganhem alguns cobrinhos a mais.

Responder

    Gomes

    07 de setembro de 2013 às 12h35

    O problema é que o PT se aliou a quem mandou no Brasil durante 600 anos.

    Não tem um programa de mudanças, aliás o programa é ficar enrolando e ver
    no que dá, quando não defende propostas de direita.

    Que vitória é esta?

    Abel

    07 de setembro de 2013 às 19h52

    E a oposição não tem nada melhor para propor. Portanto, não reclamem :)

    dinarte22

    07 de setembro de 2013 às 23h50

    PT se aliou a quem manda ha 600 anos? E porque a grande imprensa, essa lidima representante dos donos do poder, batem tanto nela? Uau, seria burrice da direitaça? De burro eles nao tem nada. Refletir antes de publicar idiotices, é bom e ajuda.

    Gomes

    09 de setembro de 2013 às 09h56

    Caro Dinarte:

    Você olha apenas a atuação da imprensa para fazer uma análise da conjuntura.

    Você se omite em analisar as ações e omissões do governo, quem ele defende, o abandono das propostas mais avançadas.

    É uma visão bem limitada. Eu deveria ser tão indelicado como você, e dizer que se trata de uma idiotice?

von Narr

07 de setembro de 2013 às 10h22

Na Venezuela, a imprensa direitista local aponta dois casos de supostos erros médicos cubanos. Então, aguardemos. Em breve, um único caso duvidoso será apresentado pelo PIG como a prova da “incompetência dos médicos cubanos”.

Responder

Ana Raposo

07 de setembro de 2013 às 09h33

Não foi um embate entre esquerda e direita. A análise peca aí. Como ESQUERDA que destrói direitos trabalhistas? Por mais que se esguelem não passa de jogo de cena. O governo Dilma não é de esquerda, no máximo um governo que possui pinceladas fortes de querer em alguns pontos um estado de bem-estar social. O resto é miscelânia

Responder

    Abel

    07 de setembro de 2013 às 10h26

    O choro é livre. Mas, a verdade é que a isca foi lançada e a oposição, que além de sôfrega é cega, engoliu com anzol e tudo. Agora está entalada com sua própria burrice. Desse jeito, vocês só ganham em 2014 na base do golpe…

    Ana Raposo

    07 de setembro de 2013 às 12h11

    Abel, deixe de tolice. Ou você acha que TODA a esquerda é seguidista do que faz Dilma ou manda o PT? Burrice tem limites meu caro, ou você acha que todo mundo do PT, ou apenas os médicos do PT, que são muitos, é o partido que mais tem médicos filiados e militantes, engoliu o Mais Médicos no tocante às questões trabalhistas? Você tem lido defesa ou contra o mais médicos de médicos do PT? Estão calados, envergonhados, sequer entraram no debate a não ser em listas fechadíssimas, muitas delas eu participo. Está todo mundo chocado com a pouca vergonha do desrespeito aos direitos trabalhistas e a precarização oficial do trabalho médico. Você não imagina o fogo de sapa que está ocorrendo.

    Dê uma lidinha numa opinião de um pesquisador, que conta com o apoio expressivo de médicos sérios, competentes e de esquerda do nosso país.
    Se antene! Seja sério, leia. E pense. Com certeza aprenderá muito. E será bom para o Brasil que você aprenda com quem sabe e conhece do assunto.

    Mais Médicos pode sofrer esgotamento, diz professor
    http://cebes.org.br/imprimir.asp?idConteudo=4999&idSubCategoria=30

    Luís Carlos

    07 de setembro de 2013 às 14h08

    Ana
    Vários médicos, filiados ao PT e não filiados defendem ou apóiam o Mais Médicos. Alguns inclusive estão sendo perseguidos e ameaçados por entidades médicas, como em Pernambuco. O médico Rodrigo Cariri ( que conheço de muitos anos) está sendo ameaçado de processo pelo sindicato médico local por ser ele m dos responsáveis por avaliar os médicos formados fora do Brasil durante o tempo que estarão trabalhando em Pernambuco.
    Minha solidariedade a Cariri e todos médicos/as que assumiram posição na defesa do Mais Médicos e estão sofrendo represálias e perseguições de entidades médicas que não toleram a diferença e que médicos possam ter posições diferentes das que defendem as entidades médicas.

    Luiz Moreira

    07 de setembro de 2013 às 21h53

    Abel!
    A Ana esqueceu que existem posições bem diversas entre médicos brasileiros e cubanos. As lutas não são feitas, para avanço social, com mercenários. O Guevara não ficou rico com a revolução cubana. E tenho dúvidas sobre as afirmações dela que o PT tenha a maior concentração de médicos do Brasil. Se isto é verdadeiro, eu realmente, apesar de ser radical de esquerda, congratulo-me com a classe, pois achei sempre que eles, como classe, se afinam bem mais com a TUCANAGEM.Agora, se vamos agora querer resolver completamente este problema social, assim como os outros (falta de moradias, ensino, salários, renda,etc), vamos ter de realizar a REVOLUÇÃO. E se isto realmente é o que tu pensa, seja clara, e não te coloques muito preocupada sobre a questão de quem ganha razoavelmente, mas proponhas eliminar a miséria. Este problema de salários, numa questão destas, o Mugica, no Uruguai, resolveu seu caso particular, entregando 90% do dele para ações ligadas aos mais pobres.
    Só que isto não obriga outros a fazer o mesmo. Preocupa-te com os que realmente precisam. E é uma questão de vida ou morte. Não use este argumento fajuto da DIREITOSA.

    anac

    07 de setembro de 2013 às 19h49

    Pode até não ser a esquerda tradicional, entretanto tem lampejos da esquerda, vide os 40 milhões que saíram da condição de extrema pobreza. É pouco? pode até ser na visão de alguns…
    Os que puderem fazer melhor que se apresentem.
    Certa de que Marina não é opção para irmos em frente.
    Marina, Eduardo Campos e Aécio são da direita, com vies de extrema direita.
    A meu ver, Lula fez o que foi possível fazer dentro da conjuntura politica mundial, em que a direita celebrou o fim da Historia, ou seja, o enterro da esquerda com a morte da antiga URSS. No Brasil, tudo foi feito sem rupturas institucionais violentas ao estilo das revoluções cubana, francesa e soviética. A verdade é que temos que avançar para não sermos obrigados a retroceder.
    Nota-se claramente o governo Dilma sendo obrigado a caminhar para a direita em alguns aspectos. Sob intenso ataque dos terroristas midiáticos desde o inicio do seu governo, Dilma é impedida de avançar em vários aspectos importantes como a redução da taxa de juros que faz sangrar o Brasil. Recursos que seriam destinados a educação e saúde.


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