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Cartas de Minas
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Acreditem, a Colômbia é aqui

16 de março de 2018 às 19h24

Barack: Candidato a candidato, prometeu apoiar os reformistas; quando virou candidato, prometeu vender armas à elite do quintal

A COLÔMBIA

por Luiz Carlos Azenha

Uma amiga me interpela para lembrar que, na segunda-feira, eu havia dito a ela que o Brasil ia se tornar uma Colômbia.

Agora, “esse assassinato”…

Minha amiga diz isso porque saiu na Globo.

Mas, como a própria Marielle Franco escreveu em artigo para o Jornal do Brasil, são muitos os assassinatos.

O Opera Mundi publicou uma relação de 24 assassinatos de ativistas brasileiros nos últimos quatro anos.

Da lista não consta, por exemplo, o assassinato do professor Paulo Henrique Souza, em Igarapé Açu, no Pará. Eu estive lá e foi claramente um assassinato político.

O professor denunciava desmandos locais.

E a chacina de 10 pessoas em Pau D’Arco, no Pará, que o Jornal Nacional vendeu inicialmente como “confronto”?

Também estive lá e não está na lista.

Até as “armas” dos camponeses foram apresentadas à imprensa, espingardas enferrujadas e tudo.

Os PMs matadores estão respondendo em liberdade!

Por sinal, é preciso lembrar que a Colômbia sempre liderou as estatísticas da morte de sindicalistas e ativistas pelos direitos humanos, no que agora já deve ter sido superada pelo Brasil.

Mas, por que Colômbia?

Porque a elite brasileira definitivamente desistiu de um projeto nacional. Foi quando deu o golpe para derrubar Dilma.

O PT perdeu a serventia.

Num quadro de crise internacional, já não cabe o ganha-ganha.

Portanto, alguém tem de perder.

E certamente os irmãos Marinho et caterva não vão aceitar que sejam eles…

A única saída, portanto, é arranjar um inimigo interno: o próprio povo brasileiro.

E militarizar a administração mais do que já é militarizada.

Não bastam as PMs, por lei subordinadas ao Exército.

É preciso o próprio Exército.

Primeiro, no laboratório do Rio de Janeiro.

Depois, quem sabe…

A criminalidade é um problema gravíssimo. A corrupção nos municípios, tão grave quanto.

E, na medida em que o Estado brasileiro é colocado ainda mais a serviço dos de cima, não há conciliação de classes, nem PT, nem Psol que resolvam.

No poder, vão enxugar gelo.

O narcotráfico deve ser, hoje, um dos maiores empregadores do Brasil.

Do outro lado teremos o Exército provavelmente turbinado por verbas e armamento, exatamente nesta ordem, importados dos Estados Unidos, como aconteceu na Colômbia… e no México.

Não foi por acaso, portanto, que misteriosamente a plataforma de Barack Obama para a América Latina mudou.

Eu estava lá, morando em Washington, e vi as duas plataformas.

Primeiro, Obama saudava os presidentes reformistas da América Latina e prometia apoiá-los.

Depois que se tornou candidato do Partido Democrata à Casa Branca, passou a priorizar a segurança pública — e, implicitamente, a venda de câmeras de segurança, fuzis, blindados para controle de multidões, gás pimenta, etc. etc. etc.

A serviço do complexo industrial militar denunciado por aquele comunista de nome Eisenhower.

Este é o plano da elite brasileira para manter tudo como está, ao menos nos bairros que interessam a ela, do Leblon ao Higienópolis.

Cada vez mais Suécia para ela e Colômbia para os outros.

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Nelson

18/03/2018 - 00h07

“Por sinal, é preciso lembrar que a Colômbia sempre liderou as estatísticas da morte de sindicalistas e ativistas pelos direitos humanos, no que agora já deve ter sido superada pelo Brasil.”

Azenha. A Colômbia – felizmente ou infelizmente, o que dizer? – continua sendo muito mais perigosa para os militantes sociais do que o Brasil. O professor José Javier Capera Figueroa, professor na Universidad del Tolima, escreve, no artigo “En defensa de los líderes sociales en Colombia”, o seguinte:

“Tal como lo ha señalado el Instituto de Estudio para el Desarrollo y la Paz (Indepaz), el año 2017 cerró con 170 líderes sociales y defensores de paz asesinados en el país y el 2018 no parece mejorar esta problemática.”

O artigo foi publicado em http://www.rebelion.org/noticia.php?id=238553&titular=en-defensa-de-los-l%EDderes-sociales-en-colombia-.

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Nelson

17/03/2018 - 23h49

A Colômbia e o México são dois países em que, há várias décadas, a direita está no poder e vem implementando políticas ditadas pelo Sistema de Poder que domina os EUA. Por coincidência [?], os dois países são dominados pelo narcotráfico e por grupos paramilitares e se transformaram em meros estados vassalos dos EUA.

Este é o projeto que está a ser implementado tanto no Brasil quanto na Argentina. A Venezuela também deveria estar neste grupo, mas está difícil de domá-la. Se tiverem sucesso em dobrar a República Bolivariana, irão depois em busca da Bolívia e de Cuba.

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FrancoAtirador

17/03/2018 - 13h04

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O braZil está Mais para Porto Rico:
Um Território Sem Personalidade Jurídica
Vinculado aos Estados Unidos da América.
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