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Opinião do blog

Globo: Todo poder ao jornalismo para preservar o poder


19/09/2012 - 18h20

por Luiz Carlos Azenha

A Globo já não faz mais presidentes, como fez em 1989.

A Globo perdeu em 2006 e 2010, quando jogou suas fichas em Geraldo Alckmin e José Serra.

Mas a emissora continua dominando o mercado publicitário, a audiência e a agenda política.

As mudanças anunciadas pela Globo, com a ascensão da cúpula do jornalismo à direção-geral significam que a Globo está preocupada, acima de tudo, em preservar seu espaço num mercado em que o público da TV aberta diminui e o das TVs por assinatura aumenta. A Globo ganha dinheiro nas duas pontas.

Hoje a emissora tem uma estrutura caríssima, que só consegue sustentar graças a seu domínio do mercado, que diminui gradativamente.

Uma das possibilidades para reduzir custos é o investimento no assim chamado infotainment, no estilo do programa de Fátima Bernardes. Os custos de um programa como o da ex-apresentadora do Jornal Nacional são relativamente baixos, se comparados aos da produção de uma novela, por exemplo.

É por isso que os “produtos jornalísticos” são atraentes: conversa custa pouco e os custos fixos estão lá mesmo, na forma de estúdios, câmeras, pessoal. Pedro Bial já tinha feito a mesma transição de Fátima, do jornalismo para o show biz.

O modelo antigo do Globo Repórter (que, pasmem, já foi feito por documentaristas!) é passado. Agora, o Profissão Repórter faz mais rápido e com custos mais baixos.

Apesar de perder audiência na TV aberta, a Globo preserva boa parte de seus telespectadores mais endinheirados no cabo, para o qual os programas jornalísticos — coberturas ao vivo, reportagens mais elaboradas, talk shows — são, como já disse, uma opção relativamente barata.

Outra vantagem de promover a cúpula do jornalismo à direção da emissora é permitir um controle editorial mais rígido, necessário à defesa dos interesses do grupo nas diversas instâncias do poder.

Lembro-me que, durante a campanha eleitoral de 2006, repentinamente o comentarista Alexandre Garcia começou a aparecer nas manhãs de Ana Maria Braga, para falar sobre a campanha. Não era nada descarado, abertamente contra este ou aquele candidato, mas sublinhava o que a Globo considerava importante no noticiário.

O que, no passado, poderia ser visto como “contaminação” do entretenimento pelas opiniões editoriais da emissora deixa de ser explicitamente necessário: a migração de jornalistas “confiáveis” para o infotainment dá conta de garantir que a voz da Globo seja ouvida para além dos telejornais.

Finalmente, não deve ter escapado aos irmãos Marinho o sucesso de Enrique Peña Nieto, eleito no México com forte apoio da Televisa. Ele representa o neoliberalismo com nova roupagem e suposta “preocupação social”, na linha do “conservadorismo com compaixão” do ex-presidente George W. Bush.

Tratamos do assunto em dois posts, aqui e aqui.

Não há nenhum motivo para acreditar que a experiência bem sucedida com Collor em 1989 não possa ser reproduzida no futuro, especialmente agora que as mídias sociais se tornaram um poderoso veículo de disseminação de conteúdo produzido pelos que já dominam o mercado. Hoje a Globo fala e os próprios internautas, de graça, trabalham para reproduzir as opiniões da emissora.

Leia também:

Dalmo Dallari: A Constituição ignorada

Rui Martins: Governo Dilma financia a direita

Requião: Não me arrependo de ter extinto a publicidade oficial

Maria Rita Kehl: Retórica de Alckmin é a da ditadura

Safatle: O conservadorismo filho bastardo do lulismo

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32 comentários

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Ricardo Oliveira

20 de setembro de 2012 às 13h11

Isso não é novo. Já vem de um bom tempo que o interesse político está presente em todos os programas da grade da globo. Independente do jornalismo, a orientação política da emissora é facilmente percebida em filmes, novelas, programas infantis, programas de auditório, programas de entrevista e até no futebol. O objetivo é sempre o mesmo: formatar a consciência do telespectador naquilo que a globo julga ser importante para o país. O que a globo julga ser importante para o país é definido pelos seus principais parceiros, no caso os setores ultraconservadores dos EUA. A globo é uma extensão dos interesses americanos no Brasil e trabalha de forma incansável de maneira que tais interesses sejam devidamente propagados,solidificados, consolidados e preservados, para todo o sempre ,nos corações e mentes de uma parcela da população brasileira que mistura a susceptibilidade com inocência na recepção de tais conteúdos. Isso significa que uma parcela da audiência da emissora tem um perfil nazi-fascista, consciente ou não, harmonizado com os valores e conceitos políticos que a emissora propaga diariamente, enquanto outra parcela absorve tais conceitos pelos canais da ingenuidade e desinformação histórica. Isso forma uma parcela da população brasileira, que oscila entre 20 e 25%,totalmente alinhada com valores ultraconservadores do campo da direita. Essa parcela pode oscilar, para mais ou para menos, em períodos de eleições, dependendo do sucesso das campanhas conservadoras conduzidas , não apenas pela globo , mas pela maioria dos veículos da grande mídia. Esse quadro começou a ser modificado no ínício dos anos 2000, com o crescimento da internete e com a eleição de um presidente de origem popular. Apesar da intensa campanha conduzida pela grande mídia para desestabilizar, e até derrubar os governos Lula, o que se viu foram vitórias sucessivas do campo popular em 2002, 2006 e 2010. O interesse pelos menos favorecidos, ainda que não seja pleno e revolucionário como ocorre na Venezuela, se fez e está presente nestes governos, o que contraria a tese da grande mídia de que o povo alinha-se com os ideários que esta mesma mídia veicula diariamente. Isso pode ser comprovado nas eleições, quando o poder de formação da opinião pública não mais se restringiu aos grandes meios de comunicação, surgindo na internete uma capilaridade múltipla informativa que diluiu o poder da grande mídia em influenciar as decisões do eleitorado. Uma nova manipulação como a de Collor em 1989 se desfaz em menos de 24 horas,com um efeito disseminador sobre a farsa que pode representar , para os farsantes, um tiro no próprio pé. Nessa nova realidade a grande imprensa acordou e passou a ocupar espaço na internete, não necessariamente para informar mas para disseminar seus valores e conceitos se apropriando dos jargões e estilos predominantes na rede de computadores. Assim chegamos ao pleito em curso, onde a eleição na cidade de São Paulo e o julgamento daquilo que se convencionou chamar de mensalão, misturam-se em análises diárias na grade da emissora, de formas direta e indireta, com o intuito de sedimentar na consciência do eleitor a opção pelos resultados desejados em ambos processos, de maneira que os interesses da emissora sejam favorecidos. Assim sendo, e assim se apresenta para os críticos e atentos, para a globo Lula e o Partido dos Trabalhadores devem ser penalizados de morte, de maneira que o candidato da grande mídia em São Paulo,José Serra, possa ser bem sucedido em sua corrida para chegar a prefeitura de São Paulo e, em 2014, deixar a prefeitura para concorrer na eleição presidencial, como uma alternativa desesperada do ultraconservadorismo brasileiro em alterar a vontade popular, a agenda vitoriosa em prática no governo federal,a aprovação inquestionável do povo brasileiro pelos governos de Lula e Dilma. A grande mídia vem perdendo a batalha das idéias e não mais consegue influenciar e alterar de forma significativa, como no passado , a percepção da maioria do povo brasileiro. De referência hoje ela é referida na imprensa emergente, que evidencia suas práticas e seu semi-jornalismo e, ainda é citada , diariamente, no envolvimento de crimes contra o patrimônio e interesse públicos,alinhado-se em quadrilha criminosa como no caso cachoeira. Mesmo dispondo de palanque privilegiado, por conta de uma legislação ultrapassada sobre meios de comunicação, para disparar suas pedras, não consegue manter nenhuma de suas vidraças intactas.

Responder

Hans Bintje

20 de setembro de 2012 às 11h36

Faltou uma conta no raciocínio do Azenha: se baixam os custos da Globo, baixam para todo mundo.

Os demais canais de TV tendem a imitar a Globo e logo vão sentir o barateamento das produções.

Fica menos arriscado colocar o Azenha no ar, a Conceição Lemes para falar de Saúde e entrevistar o “maluco” Nicolelis.

No final da noite vai ter mulher pelada: este leitor vai conversar com Zé Celso (Teatro Oficina) e mostrar trechos de peças que ele estiver encenando.

Já imaginou colocar a Lady Macbeth (Shakespeare) para falar em rede nacional?

Isso não aconteceu nem sequer na Escócia. Vamos fazer isso no Brasil ;-D

Responder

Bonifa

20 de setembro de 2012 às 11h30

Impossível negar uma escalada avassaladora na alienação da classe média nos últimos dez anos. A qualquer compromisso social ou evento de gente de classe média, nos deparamos com a quase unanimidade de pessoas que têm em comum uma posição política cujos parâmetros são: 1) Ódio ou desprezo ao Lula. 2) A completa falta de consciência de que o país deve a atual boa situação econômica e o respeito internacional aos governos petistas. A certeza de que o progresso do país e seus próprios progressos individuais não têm nada a ver e muito menos a dever aos governantes do PT, e de que o Brasil estaria onde está com ou sem Lula e seria possivelmente bem melhor se estivesse sem ele. 3) O desconhecimento ou completo desinteresse sobre qualquer fato que desabone a direita, inclusive uma posição de distanciamento cínico quanto às últimas ocorrências de corrupção verificadas na direita. 4) Um alinhamento absoluto com as posições dos Estados Unidos e da Europa em relação aos problemas internacionais 5) A certeza de que Chavez e Putin são dois ditadores babacas e primitivos e que não há rastro de democracia em seus países.
Tentando entender como estas posições foram se firmando na classe média, que antes dos últimos dez anos tinha consideráveis e importantes dúvidas e estava aberta a diversos pontos de argumentação das esquerdas, constatamos que seria tarefa estafante a exigir metodologia e tempo para profunda pesquisa político/sociológica. Esperamos que alguém possa a ela se dedicar o quanto antes. Mas alguma coisa podemos adiantar: O sumiço do contraditório político em toda a programação da Rede Globo, não apenas no setor jornalístico. Revendo os antigos programas da Globo, percebemos muitas e muitas vezes a presença do contraditório às supostas posições ideológicas da organização. Um programa como a TV Pirata, por exemplo, jamais seria exibido hoje, tamanho o grau de caretismo envolvente da classe média. Neste caso, já foi a sociedade que mudou e baliza negativamente a emissora, em completo paradoxo com a licenciosidade vulgar e gratuita dos BBB, por exemplo. Mas os BBB estão de acordo com a atual ideologia alienada e dominante. O que não pode haver, o que é totalmeNte proibido, é o fator inteligência. No programa do Chico Anísio, o camarada entra no bar e se dirige em alta voz ao Azambuja: Azambuja, estou completamente decepcionado! E o Azambuja responde: Com o Fernando Henrique? Eu também estou! O camarada rí e diz: Não, estou falando de você! Isto, estas pequenas coisas que apareciam nos programas da Globo, se juntavam e iam construindo uma poderosa massa crítica, é o que chamamos de presença do contraditório. Mas elas foram varridas completamente da emissora, evidenciando a implantação de uma ditadura informativa sistemáticamente castradora. Adotada pela Globo, talvez esta ditadura seja extensível aos órgãos da imprensa escrita, também. A exacerbação deste fenômeno se deu nos últimos dez anos. E tem quase tudo a ver com a alienação absoluta da classe média brasileira.

Responder

    Irene

    20 de setembro de 2012 às 12h52

    E o herói dessa nova classe média: Bolsonaro. Joaquim Barbosa disse que ele foi o único do PTB que não votou a favor do governo, deduzindo daí que os demais receberam propina do PT. “Momentus tremens” desse Processo: a conduta imaculada de Bolsonaro ajudando o STF a jogar José Genoíno no calabouço.

NYC

20 de setembro de 2012 às 07h32

Na minha opiniao a Globo ainda esta com uma mentalidade do seculo passado. A Globo sempre foi antidemocratica mas pelo menos tinha alguns programas de qualidade e na area da musica era muito boa. Mas nos ultimos anos assistir a Globo eh ficar desinformado, manipulado alienado e deseducado. Ali nao existe democracia nao existe debate poltico nao existe fair balance das informacoes eh tudo unilateral, ninguem se defende de nada ali. Ela morre de medo de algo escapar do controle rigido e de sua propria censura interna. Nao existe programas ao vivo ou de debates politicos com varios setores da sociedade. Imagine se alguem decide dizer que a Globo eh feia? Eles morrem. Em outras palavra aquilo eh um poco de desinformacao. E as novelas ja foram de qualidade hoje em dia sao pessimas repetitivas as 3 pricipais novelas usam o mesmo esquema do sadomasoquismo do primeio ao ultimo capitulo. Virou regra as pessoas fazerem maldade, serem humilhadas toda noite. Ate os dialgos sao os mesmos? A baixaria e o vulgarismo eh o must to momento para eles. Quem disse que isso eh entertainment? O fantastico, O Programa da Fatima Bernardes e pedro Bial sao tudo a mesma coisa. Poderia botar todos num saco e jogar no lixo. A globo eh tao atrasada que o unicos artista que aparecem la sao apenas os pertencentes a casa. Artistas de outras emissoras, de teatro e de cinema nao existem. Nem Roberto Carlos pode ir a outra emissora. Que nojo que mentalidade de terceiro mundo. Talvez para a maioria dos Brasileiros isso tudo seja normal, mas nao eh. Estou pensando seriamente em cancelar a Globo Internacioanl aqui. Uma das razoes que a tenho era par ficar imformado sobre o Brasil e o mundo, mas esta acontecendo o contrario estou ficando desinformado de tudo. Ate daqui dos USA as noticias que sao enviadas sao incompletas e muitas vezes erradas. Isso esta sendo a gota d’agua. Um exemplo sao as informacoes sobre a eleicao americana. A Globo esta claramente republican e contra o Obama. Hello Globo para de dizer que as pesquisas aqui mostram empate tecnico. O obama esta na frente ha muito tempo.E ainda por cima seus reporteres que moram aqui ha anos falam pessimo ingles.

Responder

Márcio Gaspar

19 de setembro de 2012 às 23h33

Um exemplo desse domínio de mercado é o site da Folha/uol, dificilmente voce tem seu comentário publicado quando você discorda da linha editorial do site. É só ver a lista de comentários e ver o que prevalece é um maior número de comentários que seguem a linha/defesa editorial do site. Os comentários que defedem a linha editorial do site parecem escritos por skinheads dispostos a livrar/eliminar o Brasil de nordestinos, pobres sem tetos e sem terra, PT etc. Estão alimentando a cultura do ódio. O jornal da Globo, para quem não gosto do PT, deve servir a estas pessoas como um deleite com gosto de ódio. Ouvindo a rádio bandeirantes hoje pela manha, o locutor jose paulo de andrade, comentando sobre a greve dos bancários, no seu ódio habitual a sindicalista e obviamente ao Lula, chamou os bancários de vagabundos, é ainda referenciando ao Lula. Não dá para ouvir, assistir ou ler, o que sai na imprensa golpista, mudei o canal e fui ouvir música.

Responder

    Cibele

    20 de setembro de 2012 às 02h32

    Isso, Márcio!
    Tiragem zero e audiência traço. Temos que levar a sério. Se cada um de nós conseguir conscientizar uma ou duas pessoas, já fará diferença. Não podemos subestimar nossa capacidade de atuação. Ela existe e é grande!

    José Ruiz

    20 de setembro de 2012 às 08h45

    a manipulação dos comentários no site da folha é muito mais profunda do que você imagina.. eles filtram comentaristas.. por exemplo, os meus comentários NUNCA são automaticamente publicados, simplesmente somem e um dia, quando ninguém mais estiver lendo aquela matéria, eles talvez publiquem.. é uma técnica básica: eles seguram o comentário e publicam por ordem de “liberação”, de maneira que seu comentário, se for publicado algum dia (a maioria é descartada) vai lá prá casa do chapeu da fila.. isso faz com que as pessoas pensem que aquelas opiniões no site da folha refletem a opinião geral do povo brasileiro.. ah, eles tem também o tal de ombudsman, que é só prá “inglês ver”, porque não apita nada.. e agora inovaram: publicam matérias com opinião dos leitores, que é uma sofisticada da técnica de manipulação da opinião pública.. folha é um caso de polícia..

FrancoAtirador

19 de setembro de 2012 às 23h22

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HÁ MAIS COISAS ENTRE A INFORMAÇÃO E O PODER GLOBAL
DO QUE POSSA IMAGINAR NOSSA VÃ BLOGOLOGIA



JOVENS EMBAIXADORES NO EUA


Agência dos Estados Unidos para o
Desenvolvimento Internacional (USAID)
Embaixada dos Estados Unidos
SES, Quadra 801, Lote 03
70403-900 Brasília – DF
Brasil

A Missão da USAID no Brasil apoia os esforços brasileiros em direção ao desenvolvimento sustentável (SIC).
O apoio a valores democráticos e uma política econômica voltada para o mercado aberto e o setor privado têm sido a base de sustentação de uma crescente parceria entre os EUA e o Brasil.

http://brazil.usaid.gov/pt

http://portuguese.brazil.usembassy.gov/

Responder

    FrancoAtirador

    20 de setembro de 2012 às 00h13

    .
    .
    JIMMY CARTER DIZ QUE ELEIÇÕES DA VENEZUELA “SÃO AS MELHORES DO MUNDO”

    Do sítio da Embaixada da Venezuela em Washington-USA

    “Das 92 eleições que temos monitorado, eu diria que o processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo”, disse o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter recentemente em um discurso para marcar o aniversário de 30 anos de sua organização, o Carter Center.

    Carter falou em 11 de setembro, na sede da organização com sede em Atlanta, em uma transmissão ao vivo, on-line, na série chamada “Conversas no Carter Center.”

    Entre os aspectos do sistema eleitoral venezuelano Carter destacou que é “um sistema de votação digital (touch-screen) em que os votos são registrados eletronicamente e através de cédulas de papel, permitindo uma fácil verificação dos resultados eleitorais”, de acordo com um artigo no GlobalAtlanta.com.

    O ex-presidente norte-americano disse que esses recursos utilizados na Venezuela para garantir a transparência fazem das eleições do país as “melhores do mundo”, e assegurou que nas últimas eleições presidenciais em 2006 – que foram observadas pelo Carter Center – Hugo Chávez ganhou o voto popular “justa e inequivocamente. ”

    Carter também ofereceu suas impressões sobre as eleições nos EUA, onde um “influxo excessivo de dinheiro” causou “corrupção financeira.”
    “Em outros países há o financiamento público em todo o processo de eleições. Se você se qualificar para concorrer a um cargo, você recebe financiamento público e o dinheiro privado não afeta o resultado da eleição “, disse ele.

    Assessoria de Imprensa da Embaixada da Venezuela para os EUA
    20 de setembro de 2012

    Original em inglês:
    ” Jimmy Carter Says Venezuela’s Elections are “the Best in the World” ”

    http://venezuela-us.org/2012/09/19/jimmy-carter-says-venezuela%E2%80%99s-elections-are-%E2%80%9Cthe-best-in-the-world%E2%80%9D/

fabio nogueira

19 de setembro de 2012 às 23h17

Vou ser simples e sincero: Por muitos anos o mundo presenciou vários impérios,sejam eles monarquicos e repúblicano,e no final todos um dia caíram. Brevemente nós veremos a queda de um outro império : Os Estados Unidos.

A Rede Globo continua sendo líder de audência isso ninguem negara,porém com o passar dos anos os desgaste vão aparecer até dia…quem sabe cair também.

O público que procura a verdade está imigrando para as mídias sociais,um sinal de alerta. Quem conhece a Globo e seus “bichinhos treinados”,sabe que não pode confiar nela(Globo),pois suas mentes correm sérios perigos doutrinados.

Então,sua queda pode levar mais um tempo,mas,o fim é certo.

“A verdade acaba por prevalecer, mesmo quando um avassalador monopólio de comunicação mantém toda uma Nação nas trevas.”

Leonel Brizola

Responder

    MARCELO

    20 de setembro de 2012 às 12h43

    Brizola????Aquele que defendeu a prorrogação
    do mandato do Figueiredo???kkkkkk

J Souza

19 de setembro de 2012 às 23h07

O governo pode enfraquecer as “organizações” Globo e a editora Abril cortando pelo menos pela metade a verba publicitária destinada a elas.
Se o que a mídia golpista pede é corte de gastos, então o governo deve começar cortando os gastos mais desnecessários, que são os feitos na mídia golpista.
Obviamente os mafiosos, digo, os golpistas midiáticos ficarão furiosos e atacarão o governo sem dó nem piedade. Ainda mais do que estão fazendo! Ai será a hora de colocar a pá de cal sobre os inimigos da democracia, diminuindo em mais 50% a verba publicitária “por justa causa”.
Ai, aumentará o infotenimento, e o inferno se abaterá no “capo di tutti i capi”, a Globo, pois esse recurso é queda de audiência na certa!
Agora, se o Dirceu for absolvido, nem toda a verba do mundo aplacará a vingança do PT contra o “capo”… na minha opinião! O destino da Globo está nas mãos do STF… na minha opinião!

Responder

luca brevi

19 de setembro de 2012 às 23h01

Posso estar errado, mas conferir aos telejornais ou programas de TV como atalizadores poderoso, não, não creio nisso.Oque falta é uma nova dinamica no ensino para ajudar o jovem a comprender melhor o mundo em que ele vive. O jovem não gosta de ficar preso em casa. O jovem quer estar perto de outros jovens, se mostrar apresentar oque eles podem fazer, ser alguem mais alem doque ele pensa que é. É ai que entra os responsaveis para implementar uma nova “onda” para que o jovem coloque o seu caracter e se afirme como jovem e cidadão do amanhã com consciencia. A escola, os professores e alunos não podem ficar mais reduzidos ao prédio ou sala de aula.O espaço tem que ser ampliado; e ai entra a cultura, as arte de modo geral.

Responder

Alexandro Rodrigues

19 de setembro de 2012 às 22h54

Engraçado. Salvo engano, foi no Nassif que li uma análise escrita por ele sobre a possível decadência de Ali Kamel… Triste ilusão!

Azenha, nós já temos o nosso Enrique Peña Nieto. E ele foi pré-fabricado pelo Lula! Chama-se Eduardo Campos! Guardem este nome e se preparem para vê-lo ao lado de Jarbas Vasconcelos, FHC (se estiver vivo…), Sarney (se estiver vivo…), Michel Temer, Jader Barbalho, Kassab, entre outros inimputáveis desta republiqueta de m****!

Lula o pré-fabricou. A mídia fará o acabamento. E o PT vai sofrer o pão que o Ali Kamel amassou!

Bem feito, quem mandam os petistas serem covardes. Como diria Chávez: não muda uma realidade sem confronto!

Responder

    SEBASTIAO MARQUES

    20 de setembro de 2012 às 09h32

    Há algum tempo venho fazendo essa mesma leitura. Antes, meus interlocutores diziam que era um equívoco meu. Hoje, estou mais convencido do que nunca desse cenário. Um fator que contribui muito para que essa probabilidade se realize é o cansaço da polarização PT X PSDB. Outro, esse identifico aqui na minha cidade. O DEM migrou todo para o PSB. Mais do que conservadorismo, o DEM/PSB de Pirapora, MG, é um retorno ao coronelismo estilo Coronel Ramiro, de Jorge Amado. O pessoal aqui é dono de todos os veículos de comunicação (radio, jornal e tv). E, incrível, todas as obras aqui realizadas o foram através transferência voluntária de recursos federais (convênios), obtidos através de “aliados” do PP!!?? Nas eleições, apoiaram Serra! É um quadro esquisofrênico!

    francisco niteroi

    20 de setembro de 2012 às 17h04

    alexandre e sebastiao

    eu fico de queixo caído como as pessoas ainda não acordaram para o que é o PSB. Eu o chamo de “novo PMDB”, ou PMDB da era Lula.
    Este partido está aglutinando toda a direitalha, entra qq um. Coerencia ideologica nenhuma e , através da chantagem com o governo federal, eles conseguem tudo.
    Fico chocado tb como certas figuras, de posição de esquerda, ainda estão neste partido.
    Mas o que me choca é que o PT sofre cobranças o tempo todo e o PSB nada. Certa feita cobrei aqui no Viomundo o fato de que toda a bancada do PSB do Estado de sao paulo votou pela privatização dos leitos do SUS e a Erundina nada teria dito. Apanhei a torto e a direito.
    Aqui na minha regiao a “coronelada” toda já passou dos “partidosconservadores” para o “progressista “PSB’. E tudo bem.

    Aliás, a erundina preside a Frente para a democratização das comunicações mas o Edu Campos já disse que a regulação não é necessaria. Com isso pavimenta o caminho na mídia. Mas e a coerencia? Já pensou o presidente do PT sendo contra a regulação? Omundo cairia.

Regina Braga

19 de setembro de 2012 às 22h25

Governo Dilma continua com a Sindrome de Prometeu.Tira dinheiro das Empresas Públicas e investe no pig…enquanto o pig devora seu fígado.Ali Kamel foi promovido e o Jornal da Rede Brasil Atual,cadê?

Responder

FrancoAtirador

19 de setembro de 2012 às 21h58

.
.
CASO TÍPICO É O DAS COELHINHAS DO JÔ…

Responder

Panambi

19 de setembro de 2012 às 21h26

Sem a verba federal(e estatal) os três irmãozinhos teriam que fazer malabares nos sinais cariocas…

Responder

    Bertold

    20 de setembro de 2012 às 10h30

    Considero que nem tanto assim. Os governos de Minas e São Paulo estão dando muita grana para eles via assinaturas de jornais, revistas e livros, além de contratar suas editoras para todo tipo de material impreso.

Francisco

19 de setembro de 2012 às 20h50

Só quem ainda não entendeu que está no poder é o PT e só ele ainda não entendeu a natureza mesma desse poder.

A direita já se livrou de Marcos Valério e de seu know-how. Se o PT sair de onde esta, como é que vai fazer para voltar? Lula? Lula é mortal! É um homem, os homens passam!

Mercadante? Marta? Quem. Quem sem o aparelho do Estado e asua visibilidade vai tirar um crapula qualquer da direita do poder?

Da direta, o que menos conhece Maquiavel, é capaz de dita-lo de cor, não por ter lido, mas por ser capaz de reescreve-lo…

Responder

Marat

19 de setembro de 2012 às 20h40

Pode ser, também, Azenha, um sinal de desespero ante a queda de sua hegemonia. Creio que os que tenham uma vida mais difícil já não caem tanto nas ciladas da Globo.
Por outro lado, há uma preocupação: Os jovens liberais, estes sim, são uma força ascendente: são articulados, são completamente idioma inglês, e totalmente pro-Estados Unidos, especialmente nos produtos “mais baratos” e de “melhor qualidade”. Eles propalam a defesa do mercado durante todo o dia, e seu discurso pode angariar alguns incautos.
Mas, o que me deixa feliz, é que eu já ouço da boca de muita gente humilde frases assim: “Como é que a Veja acusa tanto e nunca mostra as provas?”; “Essa Veja é tendenciosa”; “A Veja é uma porcaria, não entendo como meu marido ainda a compra”…

Responder

Urbano

19 de setembro de 2012 às 20h31

Que sejam vitoriosos ao menos para pagar aqueles dois bilhões e cem milhões de reais específicos que devem ao fisco brasileiro.

Responder

Wagner

19 de setembro de 2012 às 20h00

Aguardemos o Luciono Huck…hehe

Responder

francisco niterói

19 de setembro de 2012 às 19h57

Azenha
Nao tenho a experiencia que vc tem, mas tenho algumas questoes:
1- a globo tem tb muita audiencia ancorada nas suas novelas que, nao temos como negar, tem alto padrao de qualidade. Ela nao pode abrir este flanco pros concorrentes. Assim, esse custo ela sempre vai ter que bancar. Se a presidentE ( com E pois to puto com ela) acordar, o problema pode aumentar( sonho meu- rsrsrs)
2 – o “jornalismo de entretenimento” baixa custo pra globo, mas tb pros concorrentes. Se fica dificil concorrer com a Globo em novelas, em programas de entrevistas a coisa fica mais facil. O Bob Fernandes nao consegue concorrer com novela, mas com a “politica disfarcada de papo cabeca ” do Bial acho que ele pode atrair pessoas.
3- As redes sociais ajudam o mainstream, é claro, mas tende a ser horizontal e anarquica e pode criar contraditorios. O caso do Cala Boca Galvao é uma pequena ponta disto tudo. Alias, a Globo pode “dominar” as redes socias pois hoje temos pouca producao fora dela, mas, e ai voltamos pros produtos jornalisticos mais baratos, no caso destes se disseminarem, as redes, que nao sao fieis a nada, podem criar curto-circuitos.
Acho que vc esta coberto de razao, mas acho que talvez nao seja esse passeio todo pra globo. Ou eu seja um grande sonhador. Ou desesperado por todo esse poder da globo que começo a delirar.

Responder

    Alberto Nasiasene

    19 de setembro de 2012 às 22h01

    O problema deste raciocínio, com todo respeito, não é constatar que as novelonas são o carro chefe da emissora (porque o foram e o são até agora), é pensar que aquilo ali tenha um alto padrão estético. Bem ou mal que seja, aos poucos, com o próprio avanço da educação no país, em sala de aula de português, por exemplo, a própria difusão e democratização da teoria literária entre massas e massas de indivíduos, por intermédio da melhoria da qualidade do ensino público, vai difundindo um senso crítico mais apurado quanto à estética dos tais novelões (com finais felizes de última hora, em que tudo se ajeita, no último capítulo, de acordo com o merchandaging e de acordo com as pesquisas de opinião sobre as expectativas da audiência; pior do que os folhetins melodramáticos do século XIX e ainda tem quem defenda o tal alto padrão destas novelonas…).
    Entre certas camadas jovens de classe média, que já têm acesso à TV paga, gostemos ou não gostemos disto, há a preferência pelas novelas americanas (ou seriados, como queiram), porque, esteticamente, são melhor elaboradas e é muito mais barato, porque não precisa manter nenhum Projac para comprá-las). É um bordão questionável o de que não se pode concorrer com os novelões da Globo (isto pressupõe que o gosto de todo tipo de público segmentado, inclusive os jovens que estão nascendo agora, no século XXI, numa sociedade cada vez mais complexa e pluralista, irá repetir ou dar continuidade ao padrão de gosto estético das últimas décadas do século XX). Claro que é do interesse de todo este pessoal ligado, direta e indiretamente, ao negócio novelesco global, difundir tal bordão em proveito próprio, afinal, como é que eles vão viver?… Mas é bom não esquecer que o século que se abre tem um leque cultural muito mais amplo e rico, com novas tecnologias, do que as novelonas e os hábitos culturais de lazer dos jovens nos grandes centros já nem consegue mais ficar muito tempo numa sala de visitas vendo uma televisão (além disso, há o fenômeno da confluência da TV com a internet, de tal modo que o YouTube está desestabilizando, para quem vivia dele, um público cativo de novelonas; é só averiguar a média de audiência delas nas últimas duas décadas – novos modelos de negócios são necessários para novos contextos e novas tecnologias e não adianta tentar parar a roda da história, porque o século XXI já está deixando bem marcado seus limites face ao século anterior e cada vez mais nos distanciaremos do século XX; portanto, os paradigmas que estão surgindo agora não são os mesmos dos tempos globais do império dos Marinho).
    Mais cedo ou mais tarde, de forma transicional ou de forma abrupta, veremos ou o desmoronar ou o definhamento constante daquilo que muitos ainda não perceberam que já está acontecendo (afinal, como foi divulgado recentemente, a audiência do JN está sendo menor do que a audiência do horário político gratuito). O império Globo está de movendo porque as bases sobre as quais se apoia estão desmoronando (o que vemos em cima, na superestrutura organizacional e na grade da programação, é só, metaforicamente, o entre-choque de placas tectônicas desencadeadas não só pelo governo Lula e continuadas pelo governo Dilma, mas pelo próprio século XXI que está avançando mais rápido qo que muitos imaginam – isto vai além da vontade do PT, do Lula e da Dilma; não que eles não tenham um papel nisto tudo).

    francisco niterói

    20 de setembro de 2012 às 08h45

    Eu nao falei a nivel literario ou pseudo-intelectual.
    Na industria do entretenimento, vc pode comparar com seriados americanos, e as novelas possuem qalidade tecnica e enredos que atraem publico.
    Se sao educativas, sao outros quinhentos.
    Mas que possuem qualidade no que se propoe, o mundo todo reconhece.
    Nao me venha com posicoes ideologicas neste caso. Reconhecer meritos no inimigo ajuda a derrota-lo.

    francisco niterói

    20 de setembro de 2012 às 08h53

    Complementando comentario anterior:
    O conflito tvs pagas e abertas, novas formas e tecnologias, bem como novas linguagens nao é exclusivo do Brasil e Globo. Esta ocorrendo no mundo todo. Leitores abandonam jornais. Todo dia surge uma nova linguagem e uns morrem e outros se adaptam.
    Isso nao invalida que a Globo tem uma linguagem em um produto especifico que é interessante, alias o publico gosta. Nao vou ser pedante e dizer gosta porque ele é burro.
    Detesto a Globo mas reconheco meritos artisticos em muitas de suas producoes.

Jacilene

19 de setembro de 2012 às 19h57

Os tentáculos da Grobo são muitos e profundos, não há dúvidas…Mas, isso obviamente não se resume apenas a esta organizaçã.Mas claramente, é a TV que apresenta, ao longo de todo esse tempo, um forte poder de influência no grande público. É impressionante como a TV ainda influencia as redes sociais e o que será “discutido” nelas…é urgente a necessidade de regulação no setor das comunicações,para repensar a propriedade cruzada, e o processo de concessão de novas redes de TV e rádio.

Responder

Rafael

19 de setembro de 2012 às 18h39

Pegunta que me faço é como o PT, que é sempre espancado pela globo, não fez nada até hoje? Eu penso que seja um caso simples, basta mobilização do presidente, hoje da Dilma, e colocar o partido com toda força, use como exemplo as leis americanas que defendem a pluralidade, que são contra monopólios.
Não sou simpático aos americanos, mas ele têm valores que estamos longe de ter e que são extremamente necessários ao desenvolvimeto da democracia. Lá eles têm lies que proibem propriedade cruzada, o judiciário deles prima pela imparcialidade. Enfim valores que não temos, nossa elite é autoritária, indiferente, corrupta e golpista, sem falar em submissa.

Responder

    Julio Silveira

    19 de setembro de 2012 às 21h43

    Falou e disse.


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