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Venício Lima: Como o Jornal Nacional mente sobre o PNDH III


23/03/2010 - 12h09

DIREITOS HUMANOS
“Excrescências” do direito à comunicação

Por Venício A. de Lima em 23/3/2010

no Observatório da Imprensa

Desde sua publicação no final de dezembro de 2009, o III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) tem sido objeto de violenta campanha conservadora apoiada e, em parte, promovida pela grande mídia. O tema já foi tratado inúmeras vezes neste Observatório (ver, por exemplo, “A mídia contra a Constituição” e “A unanimidade reacionária”).

Contra o III PNDH vale tudo: quem discorda de uma de suas propostas ataca o conjunto do plano, coloca tudo no mesmo saco, como se não houvesse distinção entre descriminalização do aborto e mediação de conflitos agrários. E, para o ataque à única diretriz referente ao direito à comunicação, são utilizadas até mesmo citações de propostas de “controle social da mídia” que simplesmente não constam do III PNDH (2009) e estão, ao contrário, no II PNDH (2002) [veja abaixo o texto integral da Diretriz 22].

Excrescências

Os opositores deram, agora, um passo à frente no vale-tudo de suas acusações: passaram a divulgar “afirmações” do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) sobre modificações no III PNDH que, na verdade, nunca foram feitas.

E mais: a presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) – a mesma que comparou o papel da entidade ao da deusa mitológica Atenas-Minerva, de ética questionável (ver “Atenas, a ANJ e a liberdade”) – chamou o III PNDH de “excrescência” [cf. “Ações contra tentativa de cercear a imprensa”, O Globo, 19/3/2010, pág. 10).

Excrescência é uma palavra feia que, na verdade, soa pior do que seu significado – segundo o Aurélio, “demasia, excesso, superfluidade”. Aproveito a palavra utilizada pela presidente da ANJ para descrever algumas excrescências que estão sendo praticadas pela grande mídia no vale tudo contra o III PNDH.

Manipulação grotesca

Após a reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) em que foi apresentado o III PNDH, acompanhada por jornalistas, inclusive da Rede Globo, na terça-feira (16/3), o ministro da SEDH conversou com alguns repórteres. Reafirmou que havia disposição do governo de rever três pontos do III PNDH: defesa ao direito ao aborto, condenação do uso de símbolos religiosos em prédios públicos e criação de novos mecanismos de mediação de conflitos agrários.

Perguntado por um repórter do Estado de S.Paulo se “no capítulo da imprensa há algum reparo ou não?”, o ministro respondeu literalmente:

“No capítulo da imprensa não estamos fechados para fazer reparos. Agora, há pouco ainda relia, pela milésima vez, `definir critérios editoriais de ranking´, e não conseguimos nos convencer de que haja aí a menor intenção de censura a imprensa. Esse governo, por todos os seus ministros, pelo presidente, dezenas de vezes, reafirma que é absolutamente contra qualquer tipo de censura à imprensa. O presidente Lula declara: `Eu sou fruto da liberdade de imprensa´. Então, nesse sentido, foi interpretado como se fosse intenção de censura aquilo que é um chamamento à mídia para parcerias, para engajamento, das próprias entidades empresariais, dos sindicatos de jornalistas do Brasil inteiro, dos profissionais, para entendermos juntos as nossas co-responsabilidades. Então o que está dito lá é definir critérios editoriais de ranking, pra premiar, pra valorizar as boas matérias, como já há em inúmeras experiências, o prêmio Vladmir Herzog de jornalismo e Direitos Humanos; o prêmio da ANDI, e também no ranking, localizar, na programação, programas que eventualmente tenham conotação racista, de discriminação à mulher, que sejam homofóbicos. O Brasil já tem instrumentos, para esse ranking sendo feito, o MP, defensores, as autoridades constituídas tomarem as iniciativas adequadas. Então, nesse sentido o ranking pode ser feito em parceria com as próprias empresas, elas podem ser convidadas a isso, seja com os Direitos Humanos, seja com o MJ, onde está sediada a classificação indicativa, seja no próprio Ministério das Comunicações. Então o que nós estamos fazendo no momento é fazer o diálogo sereno, o debate, explicando que não há nenhuma(…). E se houver uma argumentação de que determinado aspecto, determinada ação, das 521, 500 de grande acordo e polêmica em torno de 20, que merece reparo porque pode suscitar uma interpretação equivocada, também incluiremos esse reparo. [Transcrição da Assessoria de Comunicação Social da SEDH)

Na mesma noite, o Jornal Nacional da Rede Globo, deu a chamada: “O governo admite alterar pontos mais polêmicos do Programa Nacional de Direitos Humanos”. No telejornal, o apresentador leu a seguinte nota coberta:

“O secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, declarou nesta terça-feira que serão alterados quatro pontos do programa que provocou polêmica com setores da sociedade.

Segundo Vannuchi, vai ser retirada do Programa de Direitos Humanos a parte que previa negociação de invasores de terra com uma comissão do governo antes de se recorrer à Justiça.

O plano não vai mais tratar da descriminalização do aborto, nem da proibição de símbolos religiosos em prédios públicos.

O secretário disse ainda que vai alterar a proposta de impor um limite à autonomia das empresas de comunicação. A versão final deve sair em abril [ver aqui].

Os três pontos que poderiam ser alterados se transformaram em quatro, incluída a referência a uma “proposta de impor um limite à autonomia das empresas de comunicação” que, além de não ser especificada, também não foi mencionada na fala do ministro da SEDH.

Curiosamente, no dia seguinte, 17 de março, a matéria sobre o assunto publicada no jornal O Globo sob o título “Estamos dispostos a fazer correções”, cita os três pontos relacionados pelo ministro e não faz qualquer referência ao “quarto” ponto mencionado no JN [cf. O Globo, 17/3/2010, pág. 10].

Partidarização assumida

Após encontro na Fecomercio, que reuniu representantes da ANJ, da Abert e da Aner, e discutiu a possibilidade de ingresso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o III PNDH, no dia 18 de março [cf. “Ações contra tentativa de cercear a imprensa”, O Globo, 19/3/2010, pág. 10), a presidente da ANJ – que é também diretora-superintendente do Grupo Folha – afirmou:

“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.”

A presidente da ANJ assume publicamente que os jornais estão desempenhando o papel de partidos de oposição ao governo, vale dizer, estão agindo partidariamente, e ainda justifica: a razão é que “a oposição está profundamente fragilizada”.

Estratégia conservadora

Em artigo recente, o professor Laurindo Lalo Leal, da ECA-USP, escreveu com propriedade sobre a campanha conservadora contra o III PNDH, em particular, e contra as propostas relativas ao direito à comunicação. Para ele, a campanha faz parte de uma estratégia conservadora que é nossa velha conhecida.

“Elege-se um tema de impacto que tenha amplo apoio na sociedade e se atribui ao adversário a intenção de destruí-lo. No caso, a democracia e a liberdade de expressão. Dizem que o governo elaborou um Plano Nacional de Direitos Humanos propondo o controle social da mídia. Repetem isso à exaustão e passam ao ataque.”

Para aqueles que não se esquecem do passado é impossível não lembrar de situações históricas em que as bandeiras eram outras, mas a estratégia, a mesma. É exatamente isso o que está sendo feito hoje com o suporte e a participação da grande mídia e a liderança de suas entidades representativas: ANJ, Abert e ANER. Até onde se pretende chegar, não se sabe.

A escalada dos ataques, todavia, sobe a cada dia. E no vale-tudo para que se atinjam os objetivos, vale qualquer excrescência.

***

Decreto Nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009

Aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3 e dá outras providências [íntegra aqui].

Diretriz 22: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para consolidação de uma cultura em Direitos Humanos.

Objetivo Estratégico I:

Promover o respeito aos Direitos Humanos nos meios de comunicação e o cumprimento de seu papel na promoção da cultura em Direitos Humanos.

Ações Programáticas:

a) Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas.

Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça; Ministério da Cultura

b) Promover diálogo com o Ministério Público para proposição de ações objetivando a suspensão de programação e publicidade atentatórias aos Direitos Humanos.

Responsáveis: Ministério da Justiça; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República

c) Suspender patrocínio e publicidade oficial em meios que veiculam programações atentatórias aos Direitos Humanos.

Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça

d) Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações.

Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República; Ministério da Cultura; Ministério da Justiça

e) Desenvolver programas de formação nos meios de comunicação públicos como instrumento de informação e transparência das políticas públicas, de inclusão digital e de acessibilidade.

Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Cultura; Ministério da Justiça

f) Avançar na regularização das rádios comunitárias e promover incentivos para que se afirmem como instrumentos permanentes de diálogo com as comunidades locais.

Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Cultura; Ministério da Justiça

g) Promover a eliminação das barreiras que impedem o acesso de pessoas com deficiência sensorial à programação em todos os meios de comunicação e informação, em conformidade com o Decreto no 5.296/2004, bem como acesso a novos sistemas e tecnologias, incluindo Internet.

Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça

Objetivo Estratégico II:

Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação.

Ações Programáticas:

a) Promover parcerias com entidades associativas de mídia, profissionais de comunicação, entidades sindicais e populares para a produção e divulgação de materiais sobre Direitos Humanos.

Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Cultura; Ministério das Comunicações

b) Incentivar pesquisas regulares que possam identificar formas, circunstâncias e características de violações dos Direitos Humanos na mídia.

Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República

c) Incentivar a produção de filmes, vídeos, áudios e similares, voltada para a educação em Direitos Humanos e que reconstrua a história recente do autoritarismo no Brasil, bem como as iniciativas populares de organização e de resistência.

Responsáveis: Ministério das Comunicações; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Cultura; Ministério da Justiça.

LEIA AQUI O TRECHO DA ENTREVISTA EM QUE O MINISTRO VANNUCHI FALA À GLOBO

CLIQUE AQUI PARA OUVIR O ÁUDIO DA ENTREVISTA



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49 comentários

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Rede Globo Usa Novela Para Atacar Regulamentação Da Mídia No Brasil - Notícias do Brasil

28 de outubro de 2016 às 12h00

[…] A Globo deixa evidente sua intenção de confundir o telespectador sobre o debate de regulação dos meios de comunicação, sendo este mais um ataque entre muitos que a empresa já cometeu em todas as ocasiões que a proposta de regulamentação ganhou visibilidade. […]

Responder

Rede Globo usa novela para atacar regulamentação da mídia no Brasil | Politica Aplicada

27 de outubro de 2016 às 17h31

[…] A Globo deixa evidente sua intenção de confundir o telespectador sobre o debate de regulação dos meios de comunicação, sendo este mais um ataque entre muitos que a empresa já cometeu em todas as ocasiões que a proposta de regulamentação ganhou visibilidade. […]

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Rede Globo usa novela para atacar regulamentação da mídia no Brasil

27 de outubro de 2016 às 13h23

[…] A Globo deixa evidente sua intenção de confundir o telespectador sobre o debate de regulação dos meios de comunicação, sendo este mais um ataque entre muitos que a empresa já cometeu em todas as ocasiões que a proposta de regulamentação ganhou visibilidade. […]

Responder

Globo usa ‘A Lei do Amor’ para desinformar sobre regulação da mídia – Blog Henrique Barbosa

21 de outubro de 2016 às 13h30

[…] A Globo deixa evidente sua intenção de confundir o telespectador sobre o debate de regulação dos meios de comunicação, sendo este mais um ataque entre muitos que a empresa já cometeu em todas as ocasiões que a proposta de regulamentação ganhou visibilidade. […]

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@coinho

25 de março de 2010 às 04h51

Azenha e seus colegas, podem até não gostar do que eu vou dizer, mas, tá na hora de impor limites a imprensa, sim. E se for pra chamar de censura, que chamem. Não se pode mais aceitar que parte da imprensa (PiG) continue mentindo/ enganando/ manipulando sem dá em nada, o que é isso?
Tem que haver um controle rigoroso dentro das redações, para que essa gente aprenda a trabalhar com a verdade e não com a mentira, que percam o mau costume de apenas "informar" aquilo que lhe é favorável. Se tempos a tal liberdade de imprensa e não tão sabendo usa-la que aposente-a.

Desculpa, Azenha!

Responder

    Nascimento

    25 de março de 2010 às 12h28

    Concordo com você! Eles atacam a honra das pessoas, fazem matérias que não podem provar (caso escola base), espalham o caos (caso da febre amarela). Qualquer cidadão que cometese um desses delitos estaria preso ou sendo processado. Eles tem que responder sim.

    anonimo

    25 de março de 2010 às 13h13

    nao se trata de aposentar, mas de responsabilizar criminalmente a leviandade… Isso não é ferir a liberdade de imprensa, mas sim criminalizar a calúnia malediscente…
    Assim como deveria ser feito com movimentos sociais que não agem na legalidade…

    remidio pereira

    07 de abril de 2010 às 23h11

    o bote do ficha limpa não pode pegar,devido a influência putrefata da grande mídia . eles acusam pessoas inocentes,arrumam um "juizeco meia folha" condena em primeira instância,quando se provar a inocência do pré acusado, a eleição já acabou e principalmente a rede globo ,elegerá varios collors da vida. abaixo a rede globo viva o controle da midia .

Marat

25 de março de 2010 às 01h41

A Rede Globo e os demais "meios decomunicação" recebem mesada da CIA para lutarem contra o Brasil. Aqueles desagregadores adoram molhar a mão de nossos corruptos jornali$$$ta$$$

Responder

Rafael, BHte

24 de março de 2010 às 17h28

3) Vídeo aqui:
Produtores rurais temem criação de Parque Nacional da Mantiqueira
http://maisband.band.com.br/v_53462_produtores_ru

Responder

Rafael, BHte

24 de março de 2010 às 17h28

2) Aparece um advogado q diz 'q o governo desrespeita a constituição ao criar o parque' embora a constituição dê poderes aos governos dos 3 níveis de fazerem desapropriações. Os dois, o repórter e o repórter culpam o atual governo federal por problemas ocorridos quando foi feito o Parque Nacional de Itatiaia (entre MG e RJ) em 1937 !!!! 'Todos está revoltados', diz o periodista!
E o fecho é precioso mais um entrevistado aparentando ser dono de terras diz q paga impostos faz tudo direitinho etc mas mesmo assim 'eles terão as suas terras confiscadas' e 'eu me sinto roubado'. Para variar (ou não!) 'dessa vez' tb não ouviram o outro lado e o mote não era o cidadão sendo oprimido pelo Estado impiedoso desapropriador, ja´q o metrô do Serra ou outra obra estadual não foi lembrada (digo isso pq a Band sempre míope nunca faz matérias pensando na rede nacional mas só para paulistas mas nem assim achou por bem citar algum caso estadual ou de algum município!)

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Rafael, BHte

24 de março de 2010 às 17h27

1) Como quase ninguém deve ver o tal Jornal da Band informo q ontem foi exibida uma vergonhosa matéria a respeito da eventual, desapropriação de áreas para construção de um parque federal na serra da mantiqueira. Não sei o nível educacional e cultural de quem assiste esse troço mas a matéria (feita aliás pelo mesmo sandro não sei o quê q fez algumas matérias contra o PNDH, parece q ele está se 'especializando' no ramo, a continuar assim a Globo logo irá levá-lo…) buscava convencer q a eventual desapropriação, coisa corriqueira q todo governo faz o tempo todo, é um ato desse governo federal contra o direito à propriedade.
Em tom alarmista, o repórter mostra o altar da casa e papéis velhos do século 19 q toda família minimamente estruturada costuma ter e diz q a dona, uma senhora 'está ameaçada de perder tudo' já a entrevistada diz outra coisa: 'dizem q gente não precisa sair…' Depois ele ataca de 'todas as fazendas teriam q ser abandonadas' e pergunta a outra: 'se a senhora tiver q sair daqui como o governo quer…'

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José Cabudo

24 de março de 2010 às 17h01

Segundo a presidente da ANJ: "A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado." Esse negócio de direitos ilimitados a um grupo fechado me parece muito mais próximo de uma ditadura do que isso que a imprensa está alegando. Sistemas em que alguém pode deter algum direito ilimitado chamam-se Absolutismo.

Responder

Gerson Carneiro

24 de março de 2010 às 07h48

Funciona assim: o atual Governo Federal propoe o debate, convida todos, muitos não comparecem, outro tanto chega a participar mas finge que não, em seguida, depois de pronto, os "do contra" reaparecem para cacarejar qual galinha após a postura do ovo. E a papagaiada se encarrega de prolifera as "excrescências". Foi assim também com a CONFECOM. Depois montaram um seminário de butique lá na Paulista a R$ 500,00 por cabeça.

Responder

Well Costa

24 de março de 2010 às 02h30

Na minha casa Globo? só de vidro, Folha? só no banheiro, inVeja? so quem tem é o vizinho…kkkkkkkkkkkkkkk ô comedia essa turma, desculpa Azenha mais se a gente for se stressar com essa turma do PIG haja coração descontrair é bom pra refletir…boa noite amigo

Responder

alirio

24 de março de 2010 às 05h12

Desculpe, não deu para ler todos os comentários. Alguém já atentou que faltou o 'quem', em relação à AJN?
(Estou com problema na vista, pode ser falha minha)
Voltei e vi que se trata de uma mulher.
Se fosse para fazer gozação, diria que precisava dar nome aos bois, no caso, às vacas…
(sem preconceito, a graça somente se refere ao provérbio).

Responder

beatrice_

24 de março de 2010 às 04h15

Azenha
O Brizola Neto, no TIJOLAÇO informou que o jair bolsonaro apresentou um requerimento dando “irrestrito apoio e solidariedade” aos presos políticos cubanos. Brizola Neto encaminhou pelo PDT o voto "não", até porque o apoio à greve de fome era um contrasenso "proposto por um apologista da tortura, do assassinato político, um homem que nem respeito aos mortos guarda, como é Bolsonaro." Pois não é que Bolsonaro voltou à tribuna e desandou com a velha cantilena mentirosa misturando Brizola e dinheiro de Cuba.
Tanta irritação é porque Brizola Neto destacou no pronunciamento o cartaz que o senhor jair pregou na porta do seu gabinete onde se lê: "DESAPARECIDOS DO ARAGUAIA: quem procura osso é cachorro" [em linguagem gráfica] conforme demonstra o link.
http://www.tijolaco.com/?p=10491&cpage=1#comm
Azenha
Em que planeta vive o senhor michael temmer que não enxerga essa quebra de decoro?

Responder

diegomtorres

24 de março de 2010 às 03h02

O Tratamento da Greve

Como a “grande” mídia tupiniquim (PIG) é interessante.

Vá ao Google e digite: Greve professores São Paulo. A primeira página mostrará 12 links: O primeiro da APEOESP tratando da greve atual, os dois próximos com datas referentes a 2008, então um com “noticias sobre a greve”, outros três com referência à greve atual (um do estadão), outro com notícias da greve de 2008, depois um do estadão que não leva a nada, mais dois referentes à greve de 2008 e então um do PSTU referente à greve atual.

Agora digite: Greve França. O mostra mais de 12 links, todos relacionados à greve atual no país de Sarkozy. Links de Folha, Globo, Estadão, IG, R7.

Essa preocupação da imprensa nacional com a greve francesa é de comover!

Obs.: A procura foi feita por volta das 20:15h do dia 23/03/2010.

http://diegomtorres.wordpress.com/2010/03/23/o-tr

Responder

Fernando

24 de março de 2010 às 00h24

Nojento, como de praxe.

Responder

ricardo silveira

23 de março de 2010 às 23h12

Não desculpo o fato desses dois serem paus mandados. Sei que estão defendendo o salário da família, mas isso não tira deles a condição de venais. Poderiam sustentar os filhos com dignidade. Eles são jornalistas, suponho, eles sabem que estão falando mentira, mas, e daí, o desprezo já revelado pelo marido da Fátima Bernardes aos telespectadores mostra que estão se lixando para fazer jornalismo sério. Não estão lá para isso, estão para ganhar dinheiro.

Responder

trombeta

23 de março de 2010 às 22h53

Segundo a globo, a morte do cartunista Glauco foi culpa dele mesmo que não tinha nada que dar chá de maluco para um playboy desocupado e filhinho de papai, a revista Veja ratificou a versão e quer acabar com uma "religião" milenar e atávica porque ela é coisa de "maconheiro".
A eleição do Irã foi "roubada" mas a do Iraque valeu, principalmente, por que o vencedor do pleito é compadre do invasor.
Assim, a gente vai levando a vida, Bonner e sua esposinha amestrada, e Kamel, o malandro de condomínio fechado, sempre nos orientando nas trevas para que não nos percamos pelos caminhos da maldade.

Responder

pedro

23 de março de 2010 às 22h53

Azenha, o Vox Populi diz que Dilma pode vencer já no primeiro turno.
veja
http://anaispoliticos.blogspot.com/2010/03/serra-

Responder

Alcino

23 de março de 2010 às 22h00

Não compreendo como Ives Gandra, um monarquista, prestigia os setores militares mais conservadores, aqueles que, instados pelos barões do café e pelo PIG, depuseram sua majestade Dom Pedro II. Enfim, são todas coisas do arco da velha…

Responder

Well Costa

23 de março de 2010 às 21h59

É otimo quando se "mata a cobra e mostra o pau", contra fatos não há argumentos meu amigo, o Decreto Nº 7.037 PNHD 3 não fala sobre raça, cor, classe social, credo, apenas esplana de forma direta e sem rodeios, direitos e deveres de cada orgao ou empresa de comunicação, só existe Lei onde há transgressão, se já me sinto amordaçado, preso, incomodado com Leis que nem transgredi, é sinal que esta em mim o desejo de o faze-lo…kkkkkkkkkkkkkkkkkk, que coisa heim, tudo lobo em pele de cordeiro, doidos para invadir o rebanho e comer o filé sozinhos, pra cima de mim com essa de defender a sensura é conversa pra boi dormir mais o Well não dorme não. Nós brasileiros sabemos bem do que a vossa corja é capaz de fazer…obrigado Venício A. de Lima por nao nos deixar duvidas pela execelente materia, e Azenha parabens e obrigado pela oportunidade que nos dar nesse estimado site, abraço Well Costa

Responder

Luciano Prado

23 de março de 2010 às 21h41

A velha imprensa quer poder absoluto, inclusive para matar, e não ser responsabilizada.

Esse papo de censura não emplaca, notadamente para os que conhecem o III PNDH a fundo.

A velha imprensa aposta da desinformação do cidadão e com isso tenta aterrorizá-lo como fez Ives Gandra no programa do “cansado” apresentador Jô Soares.

Responder

Luiz Jornaleiro

23 de março de 2010 às 21h27

Devagar e sempre, a antes poderosa rede globo de manipulação vem perdendo credibilidade, algo que não se reconquista com facilidade. Seu triste fim já está próximo.

Responder

Sá Machá

23 de março de 2010 às 21h14

Esse PNDH incomoda muita gente… como disse o Lula…

Agora, quem surpreendeu com o afinco que vestiu a camisa foi a Band…

de Terrorista de esquerda até coberturas em um "seminareco" do Clube Militar que repudiava a comissão da verdade e contava com o ilustre Ives Gandra como estrela.

Dá-lhe neocons alvoroçados.

Responder

    Jose Carlos

    23 de março de 2010 às 21h56

    Meu caro Saulo
    Eu também fiquei impressionado com a defesa dos Ruralistas e os ataques descabidos ao MST por parte da Band.
    Uma rápida pesquisa no google me mostrou o por que: o Papai Saad deixou para a filhinha administrar 15 fazendas.
    Da uma procuradinha e voce vai ver.

Glecio_Tavares

23 de março de 2010 às 21h05

Muita gente não entendeu que o plano segue um caminho para o futuro. Outros entenderam porém amam o passado e gostariam de continuar controlando a mente dos brasileiros e suas opiniões. Isso acabou. Por mais que ataquem Lula, este tem apoio na ampla maioria dos brasileiros. Sorriam o PiG da um tiro na propria cabeça. Precisamos continuar dismistificando o plano para a classe média, pois o restante da população ja entendeu quem mente neste país.
Eles assistem a novela e como eu faço a mais de vinte anos, conversam com a tv falando: Que lixo na vida real isso nunca aconteceria. Dilma ja ganhou e por mais que eles queiram criar factóides, apenas perdem a pouca credibilidade que ainda têm. Só falta a classe média.
Viva a guerrilha da informação.

Responder

    Paulo Guedes

    23 de março de 2010 às 22h13

    A Band é fácil de comprar: basta acabar com a possibilidade de atualização dos índices de produtividade agricola. Os Saad como especulam com a terra, arriscam-se a ir para o inferno, mas não investem na produção.

Rildo Ferreira

23 de março de 2010 às 21h05

Acontece o seguinte:
Estou coordenando um treinamento para os mata-mosquitos contratados em Japeri, no Rio de Janeiro. Para iniciar o treinamento, aplicamos uma prova e um questionário e, neste questionário, perguntamos em qual veículo o indivíduo procura se manter informado. Esmagadora maioria disse TV e, na especificação do canal preferido, adivinhem qual foi?

Isso me preocupa porque são pessoas que tem pouca escolaridade, pobres e não-politizados (em sua maioria). De 46 treinandos, apenas 2 estão recém ingressos no nível superior; 8 tem o ensino médio e os demais, apenas o ensino fundamental. Ou seja, Bonner e Fátima ainda estão conseguindo dar como verídicas as informações do JN.

Ainda temos muito o que fazer para minimizar o impacto da manipulação que a mídia tenta fazer com os mais desavisados.

Responder

Go Oliveria

23 de março de 2010 às 17h49

Já está mais do que consolidado que o Jornalismo da Grobo é uma farsa.

Responder

Luiz Fern. Santana

23 de março de 2010 às 20h46

Venício,

Ao falar de controle social a mídia deve estar se referindo ao artigo 102:
Diz o artigo:
"Garantir a possibilidade de fiscalização da programação das emissoras de rádio e televisão, com vistas a assegurar o controle social sobre os meios de comunicação e a penalizar, na forma da lei, as empresas de telecomunicação que veicularem programação ou publicidade atentatória aos direitos humanos."
Este artigo vem do PNDH2, Governo FHC, e sequer foi alterada a digitação na proposição do PNDH3.
Na época do PNDH2 a mídia não falou nada.
Ou seja, para os governos amigos o plano é um avanço. Para o governo Lula um retrocesso.

Responder

Carlos.

23 de março de 2010 às 20h12

De manhã, eles saem para o "trabalho". Durante o expediente, ajudam a assassinar reputações, a deturpar fatos e a propagar mentiras. Findo o expediente, voltam para seu lar, para sua cria. Que valores estarão transmitindo a seus rebentos?

Responder

Azarias

23 de março de 2010 às 20h07

Aqui na Baixada Santista há uma epidemia de Dengue. Em todas as cidades da região está morrendo gente. Para privatizar a saúde jogaram a população ao léu. Como não há oposição aos governos municipais, gostaria muito de que o PIG regional praticasse um pouco de oposição.

Responder

Edson

23 de março de 2010 às 20h06

Na minha casa, Globo nao entra, Folha nao apita, PIG nao opina e Direita nao doutrina.

Responder

    Gersier

    23 de março de 2010 às 21h36

    Gostei e vou espalhar.Muito boa essa.

Williams/Bauru

23 de março de 2010 às 20h04

Já não me espanta mais essa imprensa golpista e alienante. Prefere dar destaque ao Juri dos Nardoni, que já estão condenados (ou alguém duvida?) do que dar destaque para o Fórum Social das Cidades. Preferem dar destaque aos questionamentos do TCU a obras do PAC, do que dar destaque ao que realemnte elas representam para a sociedade.
PAU NELES DILMA!

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marcondes gama

23 de março de 2010 às 18h48

já eu não posso comentar neste assunto ,já que fazem 12 anos que eu não vejo a rede bobo!!!

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Rafael Frederico

23 de março de 2010 às 18h20

Me chama atenção o fato do Jornal Nacional seguir uma abordagem diferente àquela publicada n'O Globo. Apesar de estarem na mesma linha, o primeiro se mostra cada vez mais radical em sua manipulação, enquanto o jornal impresso segue tentando o papel de oposição moderada e consciente. Ora, já vimos a revista Veja trilhar esse mesmo caminho, e tornar-se veículo das idéias mais reacionárias, utilizando-se das táticas mais baixas do nosso pseudojornalismo de direita. Estaria o Jornal Nacional indo também nessa direção?

Ora, se a mídia de fato já se assume como partidarizada, é cabível analisar suas estratégias de campanha.

Esse comentário acabou virando um texto, que analisa o cenário da disputa eleitoral e suas relações com a guerra da mídia. Aos interessados:

http://umpontonoplano.blogspot.com/2010/03/sobre-

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Carlos Menezes

23 de março de 2010 às 17h55

A carrocinha pegou três cachorros de uma vez… Essa era uma musiquinha que ouvia muito na minha infância. A propósito, acho que a carrocinha passou no Viomundo.

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carvalho

23 de março de 2010 às 17h49

Está acontecendo no Rio de Janeiro o fórum social das cidades,da ONU,.Em nenhum telejornal da globo há referência ao fato. Eles simplesmente omitiram. saúde!

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Gersier

23 de março de 2010 às 17h14

É por essas e outras piores que eu chamo a dose de pessimismo* das vinte da famigerada globo de JM,jornal das mentiras e manipulações.
*As outras doses são o tal bom?)dia Brasil,o tal hoje veiculado às treze,o burretim das 17 e o requentado da noite.

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Carlos

23 de março de 2010 às 16h59

Não encontrei o post sobre ataques a Adriano, mas já que o assunto é manipulação da mídia, fica a sugestão: que em alguma próxima visita à Vila Cruzeiro, ele – Adriano – convoque jornalistas e fotógrafos, inclusive de blogs – uma maneira de comprarmos a cobertura.

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mila

23 de março de 2010 às 16h30

Os bonners servem a MENTIRA. Triste estoria os bonners deixarão para posteridade. Os filhos deles ainda terão vergonha do comportamento dos pais.

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    Jota

    23 de março de 2010 às 17h18

    Por que eles tentam a todo custo destruirem a nossa pátria?

    Luís C. P. Prudente

    23 de março de 2010 às 21h56

    Pelo simples fato de eles não serem brasileiros!

    Eles são lesa-pátria!

    Eles são traidores!

    Eles são o clássico Quinta Coluna!

A entrevista de Vannuchi que o JN deturpou | Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de março de 2010 às 13h26

[…] Para ler o texto de Venício Lima a respeito, clique aqui. […]

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maconheiro

23 de março de 2010 às 15h30

O PIG quer as Leis para ele .

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