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Sociedade de Medicina de Família repudia declaração de Alexandre Garcia sobre vacinação: “Seu amigo pediatra está equivocado”
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Sociedade de Medicina de Família repudia declaração de Alexandre Garcia sobre vacinação: “Seu amigo pediatra está equivocado”


15/09/2018 - 19h15

O jornalista Alexandre Garcia, ao ecoar a informação furada do amigo pediatra, disseminou fake news. Reprodução de vídeo

Nota de repúdio à declaração de Alexandre Garcia sobre queda na taxa de vacinação

Da SBMFC, sugerida por  Mário Lobato 

 A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) repudia as declarações do jornalista Alexandre Garcia, que recentemente, ao argumentar sobre as fake news responsáveis pela queda da taxa de crianças vacinadas, diz que “segundo um pediatra conhecido, os postos de saúde do Brasil estão destituídos de pediatras e que os médicos de família, um novo tipo de medicina, se esquecem da puericultura e que não estão preparados”.

A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, entidade que representa os médicos de família e comunidade que atuam no país, atualmente são mais de cinco mil profissionais qualificados, esclarece que:

A Medicina de Família e Comunidade não é uma especialidade nova, tendo sido reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina em 1986 com o nome de Medicina Geral e Comunitária, posteriormente atualizado para Medicina de Família e Comunidade, como é em grande parte dos países das Américas, incluindo os EUA, e Europa.

A base de atuação do médico de família e comunidade é a Atenção Primária à Saúde.  No Brasil, os médicos se tornam especialistas por meio de residência ou a partir de prova de título.

É importante destacar que foi a necessidade de aperfeiçoamento para suprir as carências da população nos níveis primários da atenção à saúde, que fez com que em 1976 fossem criados os primeiros Programas de Residência Médica (PRM) em Medicina de Família e Comunidade.

O especialista em Medicina de Família e Comunidade está apto a acompanhar o indivíduo desde antes do nascimento, na gestação, até os últimos momentos de vida e dispensa cuidados integrais ao paciente, sempre com foco na pessoa e não na doença.

Por isso, tem a plena capacidade de exercer a puericultura, esse acompanhamento longitudinal da criança, que não é apenas papel do pediatra, conforme citação feita no áudio.

Faz parte desse acompanhamento verificar a carteira de vacinas e orientar os pais sobre a importância delas e sobre os riscos das doenças caso a criança não seja vacinada.

Os médicos de família e comunidade (MFCs) são treinados para terem as competências necessárias para solucionar os 90% dos problemas de saúde mais frequentes das pessoas sob seu cuidado, seja em consultórios, ambulatórios, Unidades Básicas de Saúde, Clínicas de Família, Serviços de Emergência, Pronto-Socorro, independentemente da esfera: pública, privada ou suplementar.

Os médicos de família e comunidade buscam a alta resolutividade nos problemas de saúde com o olhar voltado para o indivíduo, família e comunidade.

Acompanham as pessoas ao longo da vida, independentemente do gênero, idade e presença ou ausência doença, integrando ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde.

Esse profissional atua próximo aos pacientes antes mesmo do surgimento de uma doença, realizando diagnósticos precoces e os poupando de intervenções excessivas ou desnecessárias.

No Brasil, destaca-se a atuação do MFC na Saúde da Família, principal estratégia do Ministério da Saúde para reorientar o modelo de atenção à saúde da população a partir da atenção primária.

As equipes são multidisciplinares, formadas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos ou auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde que, junto à comunidade, desenvolvem ações de cuidado direto educativas, de diagnóstico de doença, de tratamento, recuperação e reabilitação.

Atualmente existem 40 mil Equipes de Saúde da Família implantadas e a execução da ESF é compartilhada pelo governo federal, estados, Distrito Federal e municípios.

Existem estudos retrospectivos no país comparando os indicadores de mortalidade após advento da Estratégia de Saúde da Família com os serviços de saúde que anteriormente contavam apenas com a presença somente de pediatras, bem como estudos avaliando os indicadores de cobertura vacinal e mortalidade infantil com a implantação da ESF.

Os resultados são taxativos, a ESF não só ampliou os níveis de cobertura vacinal como reduziu a mortalidade infantil e também é superior aos serviços anteriores.

Portanto, está equivocada a fonte de Alexandre “seu amigo pediatra” e ressaltamos que pra além de garantir financiamento público adequado para o SUS, é preciso deixarmos de lado o corporativismo falacioso e formar cada vez mais médicos de família e comunidade, melhorando ainda mais a ESF.

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3 comentários

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oscar rissieri paniz

17 de setembro de 2018 às 09h45

Decrépito. É impressionante a desfaçatez deste picareta do jornalismo. Uma declaração destas deveria ser penalizada com uma multa altíssima, pois é uma concessão pública e uma declaração sem fundamentos, pois este amiguinho dele certamente não existe, ou se existe pertence ao mundo dos alienados. Mas isto não vai acontecer nunca.

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Eduardo

15 de setembro de 2018 às 23h05

Que sociedade é essa em que vivemos? Como pode um irresponsável doente político, em pleno exercício de sua função jornalística em uma emissora que recebe concessão do povo para informá-lo, pratíca tamanha falácia informativa e nada lhe acontece nem por parte de seus empregadores nem por parte das instituiçōes organizadas da sociedade? Se isso pode ser feito sem punição, quem somos nós? Porque pode um indivíduo diariamente praticar jornalismo politico, safado e mentiroso? Nós somos cidadåos ou sacos de esterco?

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Julio Silveira

15 de setembro de 2018 às 21h24

É o famoso jornalista que publica a famosa pesquisa dos 100% de um homem só. Rsrsrsrs

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