VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Sobre ativistas na Turquia e vândalos no Brasil


12/06/2013 - 19h37





30 comentários

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“Change Brazil”. But how? | Latin American Diary

22 de julho de 2013 às 23h37

[…] spoke of the protests as if they were pure vandalism. An “excellent” example was (is) the cover of the newspaper “Folha de São Paulo”, which contained two articles with the following headlines: On the top, “Against fare, protesters […]

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Wandson

13 de junho de 2013 às 21h52

Cara é de enojar como a “grande imprensa” trata os manifestantes, tratando como se fossem verdadeiros bandidos, o marcelo resende, ficou inebriado como a policia trata os manifestantes na porrada, o cara esque que esta a frente de um programa jornalístico, porém sua posição é a mesma de todas as emissoras, os caras são hipócritas. Eu não quero acreditar que o PT esta apoiando esses facistas, canalhas, que se valem da covardia da policia, para interromper um protesto legitimo. Eu percebo que as forças conservadoras do passado apenas cochilaram e estão voltando com tudo, infelismente transformados de outras formas, temos que observar melhor nossos tempo, pois os planos estão sendo colocados na grande mesa!

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    Luís

    14 de junho de 2013 às 08h23

    E como os governistas têm tratado os manifestantes? Também não é de enojar?

Igor Felippe: A metamorfose de um protesto de jovens em ato de vandalismo - Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de junho de 2013 às 15h01

[…] Sobre ativistas na Turquia e vândalos no Brasil […]

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mariazinha

13 de junho de 2013 às 14h48

Realmente, uma manifestação sem pé nem cabeça que denigre a imagem dos estudantes, que realmente, estejam engajados em coisas que poderiam ajudar nosso AMADO BRASIL. Pensei que nossos estudantes estivessem em outro grau de sabedoria e patriotismo, mesmo quando fizeram baderna no campus, dei-lhes razão; estive errada pois são imaturos, ainda. Nota-se que são mesquinhos e pequenos, preocupados em aparecerem, distantes dos anseios da NAÇÃO brasileira e sua população. Do nada, decidem vandalizar pelas ruas e, como não têm do que reclamar pois tudo no BRASIL ESTA MELHOR DO QUE LÁ FORA, fazem baderna por conta de vinte centavos. Decepcionante!

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Tião Macalé

13 de junho de 2013 às 13h27

Essa manifestação “Passe Livre” é o movimento a favor do 4:20, contra o 3,20.

Não enganam a ninguém…

0,20 x 20 dias no mês = 4,00 !
Huummm…Já dá para enrolar unzinho, né rapaziada ?

Só quem não os conhece que os compre.

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trombeta

13 de junho de 2013 às 12h56

Esperar alguma coisa diferente e honesta da folha tucana já não é demais?

O verdadeiro debate no caso turco é o seguinte: qual a diferença entre a Turquia e o Paraguai em que governos eleitos democraticamente estão encurralados ou foram defenestrados do poder por suposta pressão popular.

Democracia não é o regime político em que o governante é eleito pelo povo para cumprir um mandato e tudo fora disso não é outra coisa senão um golpe de estado?

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Leo V

13 de junho de 2013 às 12h42

Movimento Passe Livre: Por que estamos nas ruas

13 de junho de 2013

O modelo de transporte coletivo baseado em concessões para exploração privada e cobrança de tarifa está esgotado. E continuará em crise enquanto o deslocamento urbano seguir a lógica da mercadoria, oposta à noção de direito fundamental para todas e todos.

Essa lógica, cujo norte é o lucro, leva as empresas, com a conivência do poder público, a aumentar repetidamente as tarifas. O aumento faz com que mais usuários do sistema deixem de usá-lo, e, com menos passageiros, as empresas aplicam novos reajustes.

Isso é uma violência contra a maior parte da população, que como evidencia a matéria publicada ontem pelo portal UOL, chega a deixar de se alimentar para pagar a passagem. Calcula-se que são 37 milhões de brasileiros excluídos do sistema de transporte por não ter como pagar. Esse número, já defasado, não surgiu do nada: de 20 em 20 centavos, o transporte se tornou, de acordo com o IBGE, o terceiro maior gasto da família brasileira, retirando da população o direito de se locomover.

População que se desloca na maioria das vezes para trabalhar e que, no entanto, paga quase sozinha essa conta, sem a contribuição dos setores que verdadeiramente se beneficiam dos deslocamentos. Por isso defendemos a tarifa zero, que nada mais é do que uma forma indireta de bancar os custos do sistema, dividindo a conta entre todos, já que todos são beneficiados por ele.

Esse é o contexto que fez surgir o Movimento Passe Livre em diversas cidades do Brasil. Por isso há anos estamos empenhando lutas por melhorias e por outro paradigma de transporte coletivo. Neste momento, em que nos manifestamos em São Paulo pela revogação do aumento nas passagens, milhares protestam no Rio de Janeiro, além de Goiânia, onde a luta obteve vitória, assim como venceram os manifestantes de Porto Alegre há dois meses.

O impacto violento do aumento no bolso da população faz as manifestações extrapolarem os limites do próprio movimento. E as ações violentas da Polícia Militar, acirrando os ânimos e provocando os manifestantes, levaram os protestos a se transformar em uma revolta popular.

O prefeito Fernando Haddad, direto de Paris, ao lado do governador Geraldo Alckmin, exige que o movimento assuma uma responsabilidade que não nos cabe. Não somos nós os que assinam os contratos e determinamos os custos do transporte repassados aos mais pobres. Não somos nós que afirmamos que o aumento está abaixo da inflação sem considerar que, de 1994 para cá, com uma inflação acumulada em 332%, a tarifa deveria custar R$ 2,16 e o metrô, R$ 2,59.

Além disso, perguntamos: e os salários da maior parte da população, acompanharam a inflação?

A discrepância entre o custo do sistema e o quanto, como e quando se cobra por ele evidenciam que as decisões devem estar no campo político, não técnico. É uma questão de escolha: se nossa sociedade decidir que sim, o transporte é um direito e deve estar disponível a todos, sem distinção ou tarifa, então ela achará meios para tal. Isso parcialmente foi feito com a saúde e a educação. Mas sem transporte público, o cidadão vê seu acesso a essas áreas fundamentais limitado. Alguém acharia certo um aluno pagar uma tarifa qualquer antes de entrar em sala de aula? Ou para ser atendido em um posto de saúde?

Haddad não pode fugir de sua responsabilidade e se esconder atrás do bilhete mensal, proposta que beneficiará poucos usuários e aumentará em mais de 50% o subsídio que poderia ser revertido para reduzir a tarifa.

A demanda popular imediata é a revogação do aumento, e é nesses termos que qualquer diálogo deve ser estabelecido. A população já conquistou a revogação do aumento da tarifa em Natal, Porto Alegre e Goiânia. Falta São Paulo.

Pelos militantes do Movimento Passe Livre:
NINA CAPPELLO, 23, estudante de direito da USP,
ERICA DE OLIVEIRA, 22, estudante de história da USP,
DANIEL GUIMARÃES, 29, jornalista, e
RAFAEL SIQUEIRA, 38, professor de música

http://passapalavra.info/2013/06/79001

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    Tiago

    13 de junho de 2013 às 14h20

    Sobre o texto acima,

    Primeiramente noto que apenas operários do mais subterrâneo proletariado escreveram o documento…nossos notórios revolucionários da USP são sem dúvida famosos por pertencerem às camadas populares e, sem dúvida, são todos usuários diários dos ônibus da cidade.

    Segundo, noto que a palavra “qualidade” não apareceu nenhuma vez no texto. Se o foco é tarifa zero, me pergunto: se o prefeito decretar hoje que a tarifa será gratuita, poderemos considerar uma vitória?

    Os corredores de ônibus serão ampliados, a lotação dos ônibus será resolvida, a questão da qualidade, que a meu ver é o principal, estará resolvida?

    Na minha opinião, não.

    Não tenho carro (aliás nem tenho carta de motorista), e uso ônibus diariamente. O que me incomoda mais é a péssima qualidade e a péssima oferta. E, repito, a palavra “qualidade” não está no texto. Me faz pensar se algum desses indivíduos, respeitosamente, alguma vez na vida já subiu em um ônibus.

    Talvez o critério seja como o dos exemplos citados, saúde e educação. Gratuitos e fornecidos pelo Estado, mas catastróficos em sua qualidade. Talvez se chegarmos a isso nos transportes o movimento se dê por satisfeito…Aliás, “a demanda popular imediata é a revogação do aumento”. Talvez se a tarifa voltar aos R$3,00, os ônibus voltem a ser excelentes…ao menos para quem nunca subiu em um.

    Terceiro, li essa matéria do UOL citada. A matéria cita uma estudante criticando o aumento; estudantes tem meia passagem, ou não?

    Também cita dois trabalhadores que criticam o aumento. Mas fica claro na matéria que os citados trabalhadores recebem vale-transporte…que é um direito assegurado ao trabalhador brasileiro. Não seria mais razoável concentrarmos esforços para que esse direito se amplie a muitas pessoas que ainda não o tem, e que o movimento alega defender?

    Quarto, o texto diz: “O impacto violento do aumento no bolso da população”. Isso é um fato, ou uma tese do movimento? É curioso como o aumento do preço de alguns alimentos (que ocorreu) alguns meses atrás foi tratado como “invenção da mídia” (como sempre) por alguns ditos “progressistas”…mas o aumento da passagem do ônibus é justificativa para tudo.

    Quinto, gostaria de ouvir do movimento como eles sugerem que a tarifa seja zerada (obviamente há custo e seu pagamento virá de algum lugar, certo?). Do que já li até agora do que o movimento propõe, não concordei, mas prefiro saber o que o movimento propõe antes de dizer algo.

    Embora eu conjecture que seja o bom e velho aumento de impostos sobre a “propriedade privada”. Como se todos os que tem um carro no Brasil fossem ricos e milionários, que gostam de “luxo” e “status”.

    Sexto, de fato o IBGE coloca custos com transporte, atualmente como o terceiro gasto da família brasileira (atrás de habitação e alimentação). Mas o mesmo IBGE nos últimos levantamentos, inclui a informação que isso se deve ao aumento da aquisição de veículos particulares…e não há um aumento descontrolado de tarifas de ônibus.

    Novamente, não creio que o custo seja hoje um problema mais crítico que a péssima qualidade do sistema.

    O movimento tem o mérito de trazer a discussão do transporte, mas penso que o seu foco está errado.

Gustavo

13 de junho de 2013 às 11h37

Ahhhhhhhh se o Governo fosse do Kassab.

E do Serra.

Ai estaria faltando rojoes para o pessoal daqui.

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LEANDRO

13 de junho de 2013 às 10h41

Não entendi. Até ontem a opinião aqui era essa mesmo, aqui são vandalos e lá são ativistas. O “pig” concorda com vocês.

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Leo V

13 de junho de 2013 às 09h52

Não é só na Folha.

No JN de ontem a mesma distinção de abordagem ficou muito clara.

Fora o atropelamento de manifestantes, que foi apresentando como um incidente natural, sem qualquer menção de criminalização, como por exemplo mencionar que a polícia não identificou o atropelador.

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willian

13 de junho de 2013 às 07h41

Bem, acho que os paulistanos foram chamados de manifestantes, mas posso estar enganado.

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Edgar Rocha

13 de junho de 2013 às 02h11

Infelizmente, se há um tratamento diferente pra uma manifestação na turquia e na daqui é porque há sim, uma diferença substancial entre as duas. E não me refiro nem a questão ideológica. Em casa que não tem pão, ninguém tem razão, já diziam. O bicho tá pegando no velho mundo porque não há saída e o desespero faz as pessoas saírem às ruas e reclamar. Já doladecá, não dá nem pra saber o que querem os nossos revolucionários. Há muito o que reivindicar aqui. E não duvidem que haja reivindicações sérias ocorrendo em todos os cantos do país. Mas, a grande mídia não dá espaço nem pra falar mal. O Viomundo (se me permitem a puxação de saco) tem feito sua parte. A questão indígena tem sido melhor discutida aqui quem em qualquer outro espaço. A questão da tortura nos tempos da ditadura militar também é um bom exemplo, entre tantos outros. Mas, todas estas lutas estão em processo, como já mencionei em outro post. Há uma seriedade e o cumprimento dos trâmites, juntamente o respeito às etapas de organização e reivindicação que fazem parte do jogo pra se alcançar os objetivos. Não é o caso destas manifestações em São Paulo. Oba-oba puro. Porque estes jovens não chamam as instituições acadêmicas (fundações e centros de pesquisas) pra discutirem ações contra a violência policial no Estado, hein? Por que não usam de sua representatividade e da oportunidade de aquisição de dados, própria do espaço acadêmico, pra criar um movimento pela moralização da PM, incluindo aí, a segurança dentro da própria Universidade? Será que estes jovens estariam aptos a rever sua postura hedonista e glamorosa em relação ao crime organizado em nome de um bem maior? Teriam coragem de enfrentar a máfia policial instalada na máquina do Estado pra denunciar as milhares de mortes de jovens da periferia (e do centro também) causada por excessos de agentes policiais, pela corrupção policial, pela ligação do Estado com o crime organizado? Seriam machos pra isso? Tenho certeza que teriam muita história pra contar a seus netos, assim como têm (ou dizem ter) seus mestres na academia. Teriam estes professores universitários, colhão pra enfrentar a maquina estatal como fizeram no passado na Rua Maria Antônia? Denunciariam a enorme e incontestável repressão estatal a que sofre toda a população paulistana, de forma tão silenciosa quanto nos áureos tempos da ditadura, amparados pela mesma máquina midiática que ainda hoje inibe o contato com a verdade, e de forma ainda mais sofisticada? Morreriam pela libertação do país assim como morreram Herzog, Marigela, Lamarca? Se oporiam corajosamente ao peleguismo destes heróis do passado, hoje deitados em berço esplêndido, donos de cargos e mandatos, silenciados por sua relação com esta máquina suja? Lembrem-se que não estão nem aí pra estes problemas. Não se preocupam com as torturas ocorridas no dia de hoje, embora reivindiquem as cabeças dos torturadores do passado. E aí? Bobocas! Lutariam por toda esta liberdade que nos falta? Acho que não!

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    Luiz Shigunov

    13 de junho de 2013 às 07h45

    Edgar, criticar os manifestantes porque você diz que eles também não protestam contra outras coisas não me parece certo. Cada um vai na manifestação que quiser. Tem vezes que não dá pra ir… Diminuir esta manifestação específica porque outras foram fracas não faz sentido. E como em todo movimento tem gente no meio só pra fazer bagunça mesmo. Ainda mais em cidade grande onde tem gente disposta pra tudo!

    Samir

    13 de junho de 2013 às 08h34

    Uma tática diversionista, muito utilizada, está sendo utilizada pelo cumpanhêru. É óbvio que a manifestação é explícitamente contrária e tem por objeto o aumento das passagens de ônibus, e o fato de haver mais aberrações não deve paralisar os manifestantes.
    Entretanto, manifestação é manifestação e baderna é baderna. O prefeito tem alguma culpa na baderna, pois desmoralizou a polícia e a justiça paulistas ao impedir a reintegração de posse naquele terreno invadido. A cada medida frouxa como aquela, serão exigidas mais duas ou três igualmente frouxas, e por aí o malandro desce a ladeira. Entendeu como funciona, cumpanhêru?

    alexandre leal

    13 de junho de 2013 às 11h07

    MEU VOTO FECHA COM A DO RELATOR !

    Márcio

    13 de junho de 2013 às 11h29

    O discurso de “soltado de partido”

lidia virni

13 de junho de 2013 às 00h26

A concessão é do Estado, mas ninguém menciona sequer o nome do responsável por ela, o senhor Alckmin Opus Dei.

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    Marcio

    13 de junho de 2013 às 09h56

    Desde quando o transporte municipal é concessão do Estado? Gostaria de saber qual a fonte dessa afirmação tão peremptória.

    Uélintom

    13 de junho de 2013 às 14h20

    Caro Marcio, as manifestações são contra o aumento das passagens, não contra Haddad, ainda que o PiG minta descaradamente. O governo do estado é responsável pelo metrô, e parte das linhas são, sim, concessão para a iniciativa privada, como a linha amarela. Sem contar os trens, que também são objeto da reclamação de manifestantes e apoiadores, e também são de responsabilidade do governo estadual.

guilherme biserra

13 de junho de 2013 às 00h16

O transporte é público e o problema das tarífas é grave,porém,existem formulas inteligentes para baratear o transporte público.A desoneração de insúmos da cadeia do transporte,juntamente com o efetivo investimento em transporte sobre trilhos,o verdadeiro transporte de massa,são fatores determinantes,para que possamos daqui há algum tempo ter eficiência,tarífa móica e transporte com conforto e qualidade.
As manifestações dos estudantes,no Rio e em São Paulo,são importante demonstração,fora o vandalismo de uma minoria,de que ainda temos sangue correndo nas veias,mesmo estando as mesmas, entupidas pela realpolitic,que hoje,afasta-nos da mobilização popular,sobre o argumento falacioso da governabilidade.
Nunca iremos fazer as profundas transformações, das quais o pais nessecita como do oxigenio,sem uma verdadeira ruptura.O caminho dos arranjos por cima, e o governo Dilma os reproduz,só nos fará miopes, olhar um movimento reivindicatório,legítimo e corajoso,como um monstro de sete cabeças.

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Jânio Cruz

12 de junho de 2013 às 22h43

Esses ativistas de araque (VANDALOS)que nem andam de ônibus é uma piada, pior,uma tragédia, ou melhor uma farsa.

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Fabio Passos

12 de junho de 2013 às 21h01

Passagem de onibus de graca ou bem baratinha subsidiada por imposto na ricaiada branca e otima proposta!

Destruir bens publicos e inadmissivel.

Se a intencao e defender os interesses dos trabalhadores pobres, ao inves de destruir patrimonio publico… deveriam destruir veiculos do PiG, sedes de corporacoes capitalistas que exploram trabalhadores, bens da alta burguesia que pouco se importa com o povo mal tratado nos onibus.

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    Edfg.

    13 de junho de 2013 às 08h34

    Velho, pensa um pouco: idosos tem passe livre. Estudantes meia tarifa. O restante dos usuários é composto, majoritariamente, por trabalhadores de baixa renda, que tem seu transporte pago, diretamente ou via vale-transporte (em que o empregador paga a maior parte), pelos patrões. Agora pense um pouquinho e veja quem é que vai ter menos despesas com o passe livre. Sim, os capitalistas e patrões feios, chatos e bobos.

    Marcio

    13 de junho de 2013 às 09h55

    Sem contar que não existe almoço grátis. Se o passe for livre, as despesas do sistema vão ser cobertas pelo Tesouro municipal, via subsídio, ou pela operação direta por empresa pública. Ou seja, pelos impostos de toda a sociedade, usuária ou não do sistema, já que Estado não gera riqueza, ao contrário do que alguns sonhadores pensam. O Estado vive da riqueza produzida por outrem. De uma forma ou de outra, os empresários não pagarão. É de chorar ver como uma coisa de uma lógica primária não é percebida por esse pessoal..

marco

12 de junho de 2013 às 20h20

Acho que aqui os ativistas culpam o poder público e não o privado pelo aumento das passagens.A maioria do transporte no Brasil,não é público e sim,privado.É somente coletivo e não público.Quanto a ativistas e vândalos e ativistas,são todos,trotskista pequeno-burgueses,desiludidos e desorientados,como é usual nessa classe social.Os privatistas daqui,calam-se nestes momentos,talvez porque não tem comissões financeiras a receber.Ajudam a culpar o Estado e os trouxas acreditam.

Responder

    Lucas

    12 de junho de 2013 às 21h17

    o Estado (ou municipio) neste caso é quem regula o preço da passagem e a política/gestão do transporte. Eles hoje sustentam os lucros das empresas de transporte. Neste caso, como na grande maioria dos outros, o Estado e o capital privado estão intrelaçados na defesa de interesses econômicos privados.

    Arthur Taguti

    12 de junho de 2013 às 21h36

    Por favor, né? No Brasil, o responsável por fornecer o transporte à população é o Estado. Empresas privadas exploram o serviço de transporte público pelo regime de concessão, ou seja, primeiro participando de um processo de licitação e depois firmando um contrato com o Estado.

    Portanto, o regime é público sim e o fato de empresas privadas participarem não descaracteriza o sistema. Assim, o poder público tem meios sim, de regulamentar e promover alterações no transporte.

    paulo roberto

    12 de junho de 2013 às 22h45

    É isso aí. Resta saber por que o partido que governou Sampa (e ainda governa(?) SP) por tantos anos não fez nada para promover tais alterações, e por que só agora, com um governo petista, é que estas “manifestações” eclodem de forma tão violenta…


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