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Samuel Pinheiro Guimarães: Democratizar mídia é defender soberania
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Samuel Pinheiro Guimarães: Democratizar mídia é defender soberania


16/07/2013 - 19h59

Foto Roberto Parizotti

Samuel Pinheiro Guimarães: “Democratização da mídia é prioritária para a defesa da soberania”

16/07/2013

Embaixador alerta para riscos decorrentes do atual “controle dos meios de comunicação pelas classes hegemônicas mundiais”

por Leonardo Wexell Severo, no site da CUT, sugerido pela Maria Frô

Debate mediado pela ex-ministra Matilde Ribeiro contou com a participação de Samuel Pinheiro Guimarães e o professor Paulo Fagundes Vizentini

“O controle dos meios de comunicação é essencial para o domínio da classe hegemônica mundial. Como esses meios são formuladores ideológicos, servem para a elaboração de conceitos, para levar sua posição e visão de mundo. Daí a razão da democratização da mídia ser uma questão prioritária”, afirmou o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães no debate O Brasil frente aos grandes desafios mundiais, realizado nesta terça-feira na Universidade Federal do ABC.

Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (2009-2010) e secretário geral do Itamaraty (2003-2009) no governo do presidente Lula, o embaixador defendeu a campanha do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) por um novo marco regulatório para o setor.

Segundo ele, uma relevante contribuição à democracia e à própria soberania nacional, diante da intensa disputa política e ideológica numa “economia profundamente penetrada pelo capital internacional”.

Entre as iniciativas para garantir o surgimento e estabelecimento de novas mídias, apontou, está a “distribuição das verbas publicitárias do governo”, desconcentrando os recursos públicos e repartindo de forma justa e plural. “O critério de audiência, que vem sendo utilizado, privilegia o monopólio e o oligopólio”, sublinhou.

O embaixador também condenou o fato de que um mesmo grupo possa deter emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas – a chamada propriedade cruzada. Conforme Samuel, esta concentração acaba concedendo um poder completamente desmedido para alguns poucos divulgarem as suas opiniões como verdade absoluta. “Quando estados como a Argentina, o Equador e a Venezuela aprovam leis para democratizar a comunicação, a mídia responde com uma campanha extraordinária, como se isso fosse censura à imprensa”, lembrou.

MANIPULAÇÃO

Em função dos interesses da classe dominante, alertou o embaixador, a mídia hegemônica pode, sem qualquer conexão com a realidade, “demonstrar que um regime político da maioria é uma ditadura e realizar campanhas sistemáticas que permitam uma intervenção externa, com o argumento que determinado governo oprime os direitos humanos”. “Podem inclusive se aproveitar de manifestações pacíficas para infiltrar agentes provocadores que estimulem o confronto”, alertou.

Uma vez criado o caldo de cultura, soma-se à campanha de difamação e manipulação das consciências a intervenção militar, como aconteceu contra o governo de Muamar Kadafi. “Na Líbia houve a derrubada de um governo que lhes era contrário, não foi ação defensiva dos direitos humanos em hipótese nenhuma”, frisou. Na avaliação de Samuel, “os Estados Unidos têm um projeto muito claro de manter o seu controle militar e informativo”, que utilizam de forma alternada e complementar.

“Contra os governos que contrariam frontalmente os seus interesses, os EUA têm um uma política declarada de ‘mudança de regime’. Para isso, sem grandes embaraços, qualquer movimento pode ser instrumentalizado”, assinalou.

Entre os muitos exemplos de manipulação citados pelo embaixador está o “esforço da política neoliberal para reduzir direitos”, utilizando-se da campanha pelo “aumento da competitividade”. ”O receituário que defendem é o de reduzir programas sociais, controle orçamentário e reduzir os benefícios da legislação trabalhista. Para isso disseminam ideias como a de que as empresas nacionais não são produtivas”, destacou Samuel.

Também condenando a manipulação da informação e o papel desempenhado por setores da mídia, o professor Paulo Fagundes Vizentini, coordenador do Núcleo de Estratégia e Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, considerou inadmissível que “os mesmos que bombardeiam e ocupam militarmente países soberanos venham agora dar lições de direitos humanos”.

“Antes era feio não ter opinião, hoje é ideológico, que mais se parece com fisiológico”, disse Vizentini, defendendo a afirmação do interesse público e da soberania nacional, e combatendo “os que querem que o país fique na segunda divisão, desde que sejam o capitão do time”.

O professor sublinhou o papel estratégico e singular proporcionado pela descoberta do pré-sal, tanto do ponto de vista energético, como geopolítico, e alertou para a necessidade de que o Brasil tenha os elementos de dissuasão para impedir que esse imenso patrimônio venha a ser apropriado militarmente pelos estrangeiros. “Para isso temos de enfrentar os espíritos fracos e colonizados. O colonialismo é o mais difícil de combater, porque está dentro da nossa cabeça”, frisou.

Para o secretário de Relações Internacionais do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Pedro Bocca, “o fortalecimento dos espaços de mídia dos movimentos sociais, como a TeleSur, a Alba TV e a TVT, com sua divulgação em canal aberto, são uma necessidade do momento para o avanço da própria integração”. “Nesse momento, o investimento do governo é essencial para combater a desinformação e garantir a efetiva democratização da comunicação e do país”, concluiu.

Para acompanhar ao vivo, aqui.

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A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



32 comentários

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Lula desmente boatos sobre câncer e filho milionário - Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de julho de 2013 às 00h58

[…] Samuel Pinheiro Guimarães: Democratizar mídia é defender soberania […]

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Mariano

18 de julho de 2013 às 18h15

PRÉDIO DA TV GLOBO É DEPREDADO EM MANIFESTAÇÃO DE RUA, NO RIO DE JANEIRO.

Gostaria de dizer inicialmente que sou contra QUALQUER ATO DE DEPREDAÇÃO, quer seja contra o patrimônio público, quer seja contra o privado. Mas que o PIG, capitaneado pela Globo, deu até bem pouco tempo o maior apoio aos vândalos QUE DEPREDARAM o diabo a quatro por esse país a fora, há!, isso deu. Quem viu no auge das manifestações o JN com o casal 69, o Band News com o Boechart, e o Cidade e Alerta com o Datena, sabe do que eu estou falando. Em outras palavras, os vândalos sempre foram tratados com muita simpatia e afeição pelo PIG. E agora a Globo está provando do seu próprio veneno.

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Wanderley Guilherme: À noite digital, todos os gatos passam por lebres - Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de julho de 2013 às 16h32

[…] Samuel Pinheiro Guimarães: Democratizar mídia é defender soberania […]

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Roberto Locatelli

18 de julho de 2013 às 13h34

São bem precisas as considerações do embaixador. Assim como é estratégica a questão da energia e dos transportes, também as comunicações são estratégicas.

A velha mídia está integralmente a serviço do capital financeiro internacional. A globo e os jornalecões tentam controlar o que os brasileiros podem ou não podem saber. E tentam formar opinião com base na manipulação.

A Lei de Mídia não tem NADA A VER COM CONTEÚDO, e sim com a democratização das informações. Todas as opiniões precisam ter voz, e não apenas a Globo (a emissora de Daniel Dantas) e a Veja (órgão oficial da quadrilha do Cachoeira).

Para dar voz a todos, é preciso desconcentrar verbas. Já que Globo, Veja, etc, são neoliberais, isto é, a favor do encolhimento do Estado, então elas não devem receber um centavo de propaganda oficial, seja do governo federal, seja da Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras, Caixa, etc.

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Jaimão

18 de julho de 2013 às 09h42

A solução da criação de midias alternativas é ótima, mas tem um problema: quem bancaria. Eventuais patrocinadores comerciais iriam enviesar, com o tempo, o destino destas midias como já acontece com os meios tradicionais. Uma midia estatal é dependente do governo de plantão, vide TV cultura/SP que hoje está tucaníssima. Só mesmo uma legislação de cunho popular para disciplinar o papel da midia na sociedade atual. E isso a Dilma não quer. Por que?

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    Roberto Locatelli

    18 de julho de 2013 às 17h47

    Prezado, nem sei se é o caso de criar mídias ditas “alternativas”. Não foi isso que foi feito na Inglaterra, Argentina e outros países que têm Lei de Mídia. Trata-se de proibir o oligopólio e o monopólio. Só isso é suficiente para que mais vozes surjam.

Ednaldo Vieira osta

17 de julho de 2013 às 23h21

Com a Rede Globo não tem mais conversa,já sabemos de que lado está.Tem que fazer e continuar fazendo como nas manifestações,ataque direto, tomadas só aérea com custo muito elevado. Globo, o Brasil bom não te aceita….Fooora!!!

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nona fernandes

17 de julho de 2013 às 19h07

A inegável qualidade técnica da Globo, reconhecida no mundo inteiro, direta ou indiretamente, faz o telespecador povão, confundir as intenções veladas que estão por trás de todas as produções da emissora. Parece que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas na minha visão, tem. Uma simples cena de novela, com as mesmas qualidades de produção, fica muito mais atraente com a sutileza técnica da Globo, do que em qualquer outro canal de TV. Essa inegável qualidade atrai mais telespectadores, que singnifica maior audiência, que significa preço alto das publicidades, que siginica mais verba do governo para divulgar as suas políticas públicas, e aí, dá no que dá. A solução definitiva, seria como foi dito hoje, neste blog, por um comentarista, que grupos organizados ocupasseem as sedes da emissora nos vários Estados, por tem indefinido.

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bento

17 de julho de 2013 às 18h33

A “nossa” mídia nacional é a maior ferramenta de dominação do capitalismo financeiro internacional…não tem nenhum vinculo com a cidadania brasileira.

Efetua o trabalho de lavagem cerebral e a aceitação da população da exploração sofrida pelas grandes corporações internacionais no país.

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psgd

17 de julho de 2013 às 14h13

O PIG, capitaneado pela Globo, pensa que pode manobrar as massas ao ponto de provocar a queda do governo Dilma, eleito democraticamente pelo voto popular e, colocar em seu lugar a pessoa que melhor lhe convier. Esquecendo, entretanto, que nem todos os brasileiro fazem parte das massas tuteladas, e podem reagir de forma violenta ao golpe.

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    Wilson Fernandes Lobo Filho

    18 de julho de 2013 às 18h02

    Até parece a Rede Globo se manifestando meu querido Jotace

Tomudjin

17 de julho de 2013 às 13h27

Tão prejudicial quanto a má formação acadêmica, é a má informação midiática.
De nada adiantará o estado investir pesadamente na formação acadêmica dos nossos futuros profissionais, acreditando que assim eles terão mais consciência política e social, enquanto a má informação, muitas vezes praticada de forma intencional, continuar agindo como um plasma de alienação, que paira inerte, dia e noite, sobre as mentes do nossa população, sobretudo dos nossos jovens.

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Genival Td

17 de julho de 2013 às 12h59

Existe duas soluções para o caso Snowden. A primeira é fechar todas as empresas no Brasil que participaram da espionagem e o governo fazer uma campanha pelo uso de programas alternativos, em três meses 80% mudariam. A segunda é dar um ultimato a chancelaria americana, ou vocês entregam as empresas que espionaram ou damos asilo humanitário ao Snowden. Como? Pedir para os russos entregarem o cara na costa brasileira através de um submarino nuclear e atômico.Não farão nem uma nem outra. Um Chaves faria?

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abolicionista

17 de julho de 2013 às 10h45

Dilma não deve receber nenhum apoio, afinal, o movimento pela democratização da mídia não é encampado pelo governo. Apenas setores isolados do PT são favoráveis a ele (os chamados “radicais”). O movimento pela democratização da mídia é um movimento independente e possui sua própria pauta. Ele parte da percepção que a questão dos meios de comunicação é central para a efetivação de um país mais justo. Não há nenhum motivo, portanto, para que o movimento se alinhe a qualquer tipo de estratégia governista. O movimento é rechaçado pelo governo, a própria presidenta veio a público para afirmar isso, e o seu ministro também o deixou bem claro. Contudo, se os setores radicais do PT e outros partidos de esquerda decidirem apoiar o movimento, deve-se aceitar o apoio irrestritamente. Quer dizer, a condição é manter a pauta da democratização da mídia, esse é o carro chefe, o resto é balela eleitoreira.

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Rodrigo

17 de julho de 2013 às 09h58

Globo quer censurar a internet
Por Sergio Amadeu da Silveira, na revista Fórum:

Na calada da noite, lobistas da emissora inseriram um parágrafo no projeto de lei que permite a retirada de blogs, textos, imagens e vídeos sem ordem judicial, por suposta violação do direito autoral.

Isso gerará uma indústria da censura privada.

Também incentivará muitas denúncias vazias que promoverão o bloqueio do debate político por meio da alegada violação de direitos autorais.

Alguns exemplos e perigos:

1) Em 2004, nos Estados Unidos, a Diebold tentou impedir que as pessoas soubessem das falhas da sua urna eletrônica alegando que os documentos vazados não poderiam circular uma vez que violavam o direito autoral, pois a Diebold detinha a propriedade intelectual dos mesmos;

2) O Greenpeace muitas vezes utilizou trechos de vídeos e documentos de corporações que degradavam o meio ambiente para criticá-los e mostrar suas mentiras. Se a Globo conseguir colocar o seu parágrafo no Marco Civil, bastará que a empresa envie um comunicado para o provedor que hospeda uma denúncia para apagar um conteúdo que a desagrada, alegando violação dos direitos autorais;

3) Imagine, nas terras dos coronéis da política brasileira, um blogueiro que conseguiu um texto bombástico que prova uma falcatrua de um político tento que manter o mesmo na rede diante do pedido de remoção daquele conteúdo que estaria violando o direito autoral do político denunciado.

Podemos correr esses riscos?

Não. Envie um e-mail para o relator do Marco Civil:

( [email protected] )

Solicitando que retire o parágrafo 2 do artigo 15

Para evitar a censura instantânea e privada no Brasil.

Nossa liberdade de expressão e criação não pode ser violada por interesses de corporações como a Rede Globo.

A Globo não está acima da lei.

* Sergio Amadeu da Silveira é doutor em ciência política, professor da Universidade Federal do ABC e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

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PEDRO SANCHES

17 de julho de 2013 às 09h39

Sou totalmente a favor a muito tempo, por estar concientisado deste desequilíbrio que sofre a democracia, a nossa mídia se tornou partido político, enganando, cínica, e o pior antipatriótica.

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Antonio

17 de julho de 2013 às 07h41

Comentário do internauta (professor?)João

Primor de confusão intencional. Manchete da Folha (um jornal a serviço das trevas): “Dilma vai vetar a meia-tarifa de estudante em passagens”. Mas a manchete não deixa claro que o veto é para as passagens interestaduais.

Acabo de chegar na escola e a garotada já está agitada com esta manchete. Os garotos pensam que vão perder a meia passagem no transporte urbano.

Uma grande sacanagem!

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    abolicionista

    17 de julho de 2013 às 10h34

    Por que ela não toma nenhuma medida para se defender? Por que não troca o ministro? A gente fica aqui defendendo a Dilma e ela enfia um punhal nas nossas costas, é justo isso?

nilo walter

16 de julho de 2013 às 22h38

O Equador democratizou a mídia. Parte do governo, privada e comunitárias . Fatia maior para a última .Para início de conversa transmitir a NBR em canal aberto .Ampliar acordos para que imagens da China, Telesul, Cuba etc cheguem ao Brasil em canais abertos . Por que só as mesmices americanas que nos canais pagos só passam na sua imensidão películas de sexta categoria e com tremenda repetição . O juros é o perfume dos banqueiros , a mídia da burguesia e do império americano .

Responder

Iza

16 de julho de 2013 às 22h26

CAFEZINHO: SEM TRABALHAR, BARBOSA RECEBEU R$700 MIL

Exclusivo! Barbosa recebeu R$ 700 mil da UERJ sem trabalhar
Enviado por Miguel do Rosário on 16/07/2013 – 6:13 pm 8 comentários
Primeiro ele pagou, com dinheiro público, as passagens de avião da repórter da Globo que foi à Costa Rica cobrir a sua palestra. Depois pagou, de novo com verba pública, passagens para vir ao Rio assistir o jogo entre Brasil e Inglaterra. Não precisou pagar ingresso porque ficou no camarote do Luciano Huck. Logo em seguida descobriu-se que seu filho arrumou um emprego na Globo, no programa de… Luciano Huck.

Henrique Alves e Renan Calheiros, apanhados usando jatinho da FAB pra ver jogo de futebol, devolveram o dinheiro usado. No caso de Barbosa, a imprensa continua quieta. Ninguém quer decepcionar o “gigante” que, segundo o Datafolha, idolatra o Barbosão.

Ninguém quer arranhar a imagem do “menino que mudou o Brasil”, criada pela grande mídia para endeusar o homem que se vendeu ao sistema, que rasgou a Constituição para acusar e condenar, mesmo sem provas, os réus da Ação Penal 470.

A coisa não pára por aí. O laudo 2424, que investiga a relação entre o fundo Visanet, funcionários do Banco do Brasil e as empresas de Marcos Valério, traz uma denúncia séria: o filho de Barbosa teria trabalhado numa empresa que recebeu milhões da DNA Propaganda. Barbosa manteve o laudo em sigilo absoluto, apesar do mesmo trazer documentos que poderiam provar a inocência de Pizzolato – e prejudicar toda a denúncia do mensalão.

E agora, uma outra novidade: desde 2008, Barbosa usufrui de uma bela sinecura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ): ganha sem trabalhar. O Estado do Rio já gastou mais de R$ 700 mil em salários para um cidadão que ganha muito bem no Supremo Tribunal Federal.

O Cafezinho, como de praxe, mata a cobra e mostra o pau. Estão aí os documentos que comprovam a situação de Barbosa. Ele deu aula na Uerj normalmente de 1998 a 2002. Em 2003, pede licença-prêmio e permanece até 2008 em licença não-remunerada. A partir desta data, porém, a vida sorri para Joaquim. Além do empregão no STF, da paixão súbita da mídia por sua pessoa, o reitor da UERJ lhe oferece uma invejável situação: passar a receber salários e benefícios mesmo sem dar aulas ou fazer pesquisas.

Consta ainda que Barbosa estaria brigando para receber reatroativamente pelos anos que permaneceu de licença não remunerada, de 2003 a 2008. Para quem acabou de receber R$ 580 mil em benefícios atrasados, não seria nada surpreendente se também conseguisse isso.

Ah, que vida boa!

Os meninos do Movimento Passe Livre estão certos: definitivamente, não são apenas 20 centavos!

Os documentos que comprovam a situação de Joaquim Barbosa:

Responder

    Carlos Régis

    17 de julho de 2013 às 12h54

    Tal qual o ìcone petista, Delúbio Soares. Delúbio, aquele para quem transparência demais é burrice, recebeu salários durante oito anos sem estar em sala de aula! É o PT fazendo escola!!!!!!!!!!!!!!!!

    Lagrange

    17 de julho de 2013 às 17h06

    Você está tentando dar o contraponto e ao mesmo tempo justificar a atitude desse “ministro”? Não é o delúbio ou o PT fazendo escola, não, seu hipócrita. Escola por escola, os mestres do STF tem mais tradição nisso.

Eduardo Oliveira

16 de julho de 2013 às 22h15

A mídia intolerante já tem o dinheiro, e público,só lhe falta o poder,pois seu DNA sabemos que é transacional.Democratização da mídia é o camino para a maturidade democrática.

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Rasec

16 de julho de 2013 às 21h35

Cadê os inocentes úteis do MPL? Sumiram? Eles participaram dos atos contra a Globo?
hummm

Responder

    abolicionista

    17 de julho de 2013 às 10h38

    Participaram, eu estava lá e vi o pessoal do MPL, junto com outros movimentos, na frente da Globo.

IVONETE

16 de julho de 2013 às 20h31

controlar a midia é um tiro no pé do PT
isso é um absurdo igual a CURA GAY,o que o PT precisa com URGENCIA é a a formação da MILITANCIA DIGITAL,no PSDB cerca de UM TERÇO das pessoas que tem cargo de confiança faz parte da militancia digital,que são um grupo de pessoas que comentam as reportagens da FOLHA,GLOBO,ESTADÃO,e me toda a MIDIA e ainda mandam cartas e e-mails para as revistas criticando O PT ,e exaltando os feitos do PSDB…..o PT precisa copia este modelo a aprender a usar a midia em seu favor em SP ALCKIMIM manipula todas os numeros da violencia no estado e produz excelentes noticias com o seu sensacional grupo de MARKETING….O PT não tem grupo de marketing…não tem MILITANCIA DIGITAL …e parece que nenhum dos integrantes do governo usa as redes sociais. o PT é super arcaico…..controle de midia é burrice….não funciona …imagine controlar as redes sociais?
loucura…é umt iro no pé…ou aprende a usar a internet a seu favor ou o partido vai sumir em breve.

Responder

    Marcos

    17 de julho de 2013 às 09h26

    Quem controla a mídia são as 6 famílias. o Texto fala emDEMOCRATIZAR a média, esta troca de palavras é o recurso usado pelo pig e os “cabeça de pig”.

    Wilson Fernandes Lobo Filho

    18 de julho de 2013 às 18h19

    Nós estamos formando um grupo para apoiar a presidenta Dilma, O PT é você.Precisamos nos posicionarmos com freguencia.

Fabio Passos

16 de julho de 2013 às 20h11

Samuel Pinheiro Guimarães foi preciso.
A mídia-lixo-corporativa é a máquina de propaganda do capital.

É inexplicável o governo manter um fantoche do PiG como ministro das comunicações.

Dilma precisa cumprir o que prometeu: Ouvir cidadãos antes do poder econômico!

Responder

    abolicionista

    17 de julho de 2013 às 10h49

    Concordo, Fábio, mas precisamos parar de apelar para a presidenta. Dali não sai nada. O negócio é construir um movimento forte e independente, inclusive com apoio de partidos à esquerda do PT ou dos setores “radicais” do próprio PT. Por que não? Ou nós somos anti-partidários? Dilma não irá ouvir ninguém e provavelmente perderá as próximas eleições, o que é lamentável. Mas nem por isso o movimento deve arrefecer, pelo contrário, vamos continuar combatendo o lobby midiático até derrotá-lo. E aí sim teremos condições de fazer o país avançar em direção à justiça social.

    Fabio Passos

    17 de julho de 2013 às 17h34

    O dever do governo é atender o interesse da sociedade.
    Não pedimos um favor ao governante.
    Exigimos que cumpra seu dever.

    JOTACE

    18 de julho de 2013 às 02h44

    Estou com você, Abolicionista, pois Dilma nada fará. Quando muito, tentará a enganação através uma pequena manobra diversionista quando se estiver mais perto das eleições. Quem viver, verá… Dilma, muito simplesmente, deu as costas para o povo e às aspirações mais justas dos que querem um Brasil soberano. Cordial abraço, do Jotace


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