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Rosana Pinheiro-Machado: Terrorismo e inquisição à brasileira
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Rosana Pinheiro-Machado: Terrorismo e inquisição à brasileira


13/02/2014 - 12h56

“Prendam os terroristas!”(Foto Conceição Oliveira)

Opinião

Terrorismo e inquisição à brasileira

A lei antiterrorismo emerge para, em nome “dos cidadãos de bem”, manter as estruturas políticas, econômicas, comunicacionais e religiosas dominantes

por Rosana Pinheiro-Machado* — publicado 13/02/2014 09:28, na CartaCapital

A lei antiterrorismo apresentada no Senado é um dos maiores atentados à democracia brasileira dos últimos tempos.

A aprovação do Projeto de Lei 499 é defendida por senadores do PT como Jorge Viana (AC) e Paulo Paim (RS) com o objetivo de “conter quem provocar o pânico generalizado”.

Qualquer ligação com a necessidade desesperada de mostrar um espetáculo imagético de corpos dóceis durante a Copa do Mundo não é mera coincidência.

Não passará! Estamos a um passo de jogar fora as conquistas democráticas brasileiras, concretizando a paranoia coletiva que legitima a repressão e uma estrutura punitiva, baseada na ação policial violenta, que, neste caso, visa apenas à criminalização dos movimentos sociais de massa, ampliando a zona do terror espalhada pelo Estado brasileiro.

Não restam dúvidas que a corda vai romper no o lado mais fraco. Os terroristas terão cor, classe e ideologia.

Junho de 2013 foi uma das maiores insurgências populares da história do Brasil. É vulgar a manobra orquestrada – da grande mídia, da direita e do governo – de esvaziamento da luta dos movimentos sociais por meio da criminalização.

Não funcionou a criação do personagem do vândalo. Mas a morte estúpida e injustificável do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade é o elemento estopim que se precisava para institucionalizar um sistema injusto que, ao invés de avançar para reformas estruturais que a sociedade brasileira carece, regride no autoritarismo punitivo.

A criminalização não é um fato novo na história do Brasil. Ela atualiza estruturas históricas nacionais e globais.

De um lado, representa a continuidade de um modelo ocidental baseado no exercício do biopoder difuso e multifacetado que atinge seu ápice no neoliberalismo do século XXI.

A modernidade e o capitalismo reforçaram discursos conservadores sobre a “normalidade”, tendo como consequência a marginalização e a criação de grupos “delinquentes” para os quais só resta a lógica punitiva, como já mostrava Michel Foucault.

Isso ganha uma nova roupagem na virada do milênio com o que John e Jean Comaroff chamam de “fetiche pela lei”, que procura exorcizar os fantasmas do Estado, que supostamente detêm a custódia da civilidade contra a desordem.

De outro, temos a nossa modernidade tupiniquim, sentida pelos operadores públicos como eternamente incompleta no simulacro dos países desenvolvidos.

A história do Brasil é repleta de exemplos sobre a criação do personagem “marginal” – o que fica à parte da modernidade. Capoeiras, ambulantes, pobres, manifestantes.

Todos deslocados de nosso sonho que nunca alcançamos: a cidade moderna onde as elites consomem e flanam com tranquilidade. Para com os grupos “marginais”, em uma nação fundada na invasão, no extermínio e no estupro das populações nativas – estas também fora de lugar – aplica-se apenas uma medida: a violência.

Mas o século XXI no mundo como um todo apresenta novas características que apontam para um retrocesso de conquistas democráticas e plurais. Há um aperto conservador que vem ocorrendo em diversos campos.

Eventos que parecem, à primeira vista, completamente distintos, na verdade, compõem o amplo corolário neoliberal da virada do milênio, em tempos nos quais os grandes paradigmas que governam o mundo têm sido questionados: a propriedade de ideias, o estado-nação, os sistemas tradicionais de informação, a política, a religião.

A lei antiterrorismo não emerge do vácuo histórico: mas do medo da perda do controle da tão desejada e necessária ordem que, em nome “dos cidadãos de bem”, apenas visa manter as estruturas políticas, econômicas, comunicacionais e religiosas dominantes.

Trata-se de uma tentativa desesperada de calar a sociedade civil no ano de Copa do Mundo, que em vez de protestos, deveria mostrar um evento pirotécnico e uma população domesticada, que docilmente senta-se nos estádios ou toma uma cerveja em frente a sua tela plasma conquistada em um pagamento de 12 vezes com juros.

Ela deveria chorar de emoção com o gol da seleção enquanto “inglês vê” as maravilhas conquistadas pelo crescimento econômico brasileiro. Malditos vândalos que não entendem que o Brasil está progredindo e que querem atrapalhar a nossa grande festa da modernidade.

Não vai ter espetáculo. Arma-se, ao contrário, um grande circo que aponta para o fracasso das estruturas democráticas brasileiras, em que o governo se vale das mesmas armas sórdidas das quais foi vítima no passado.

O que está por trás da lei antiterrorismo é uma caça às bruxas em nome das “pessoas de bem”. Por isso é bom lembrar o significado das expressões bem e mal. São categorias que se polarizam na história do ocidente e da Igreja Católica, dividindo o céu e o inferno.

Os cidadãos de bem, é claro, seguindo fielmente as regras dominantes, assumem o seu lugar no paraíso. Endossado pela grande mídia que vê seu poderio ameaçado, o bem é uma categoria falsa e vaga para manter a velha e boa ordem que conjuga conservadorismo econômico, religioso e político.

O mundo dos movimentos sociais, entretanto, não se pauta pelos valores como o bem e o mal, mas pela ética e a justiça. A ética reside na possibilidade de exercer cidadania, de ir e vir, de reivindicar, de escolher e de circular.

Não há critérios éticos nem justos para definir terrorismo. Serão critérios discriminatórios generalizantes que, em nome da paz e do bem, apenas visam espalhar aprisionamento, medo, sangue e tortura entre aqueles que não se enquadram nas regras do espetáculo.

Lei antiterrorismo é fruto do medo que gera ainda mais medo. Medo de que as coisas fujam da “normalidade”. Ao longo da história, em nome do “bem”, muitas vidas inocentes já foram executadas para no fim das contas manter a ordem. E se não barrarmos imediatamente esse absurdo, a zona do terror só tende a se ampliar.

* Rosana Pinheiro-Machado é cientista social, antropóloga e professora de Antropologia do Desenvolvimento da Universidade de Oxford.

PS do Viomundo: O pacto das elites brasileiras está caindo pelas tabelas. A “modernização conservadora”, que a coalizão liderada pelo PT herdou dos tucanos, não dá conta de atender às demandas sociais que ela mesma incentivou. É preciso olhar o Itaquerão de dentro de um trem superlotado, no horário de pico — e não isolado, como se tivesse sido construído em Marte — para entender o sentimento popular que almeja transporte, hospital e escola-padrão FIFA. O povo olha aquele megaestádio lindo e conclui que o Estado brasileiro tem dinheiro, capacidade e competência para fazer! Atender a essas demandas populares requer romper o pacto das elites, que destina a maior parte do Orçamento ao pagamento de juros aos banqueiros. Os black blocs são consequência do impasse, não causa. O espantalho da vez. Estão sendo usados pelo conservadorismo de direita e de esquerda para criminalizar as reivindicações populares.

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33 comentários

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francisco.latorre

14 de fevereiro de 2014 às 23h26

A NOVA ERA DA VIOLÊNCIA

por Wanderley Guilherme dos Santos

Professores universitários do Rio de Janeiro, de São Paulo e outras universidades falam do governo dos trabalhadores como se fosse o governo do ditador Médici, embora durante aquele período não abrissem o bico. Vetustos blogueiros, artistas sagrados como marqueteiros crônicos, jovens colunistas em busca da fama que o talento não assegura, políticos periféricos ao circuito essencial da democracia, teóricos sem obra conhecida e de gogó mafioso, estes são os mentores da violência pela violência, anárquica, mas não acéfala. Quem abençoa um suposto legítimo ódio visceral contra as instituições, expresso em lamentável, mas compreensível linguagem da violência, segundo estimam, busca seduzir literariamente os desavisados: a violência é a negação radical da linguagem. Mentores whiteblocks, igualmente infames.

A era da violência produziu a proliferação dos algozes e a democratização das vítimas. Antes, a era das máquinas trouxe a direta confrontação entre o capital e o trabalho, as manifestações de protesto dirigiam-se claramente aos capitalistas em demanda por segurança no serviço, salário, férias, descanso remunerado, regulamentação do trabalho de mulheres e crianças. Reclamos precisos e realizáveis. Politicamente exigiam o fim do voto censitário, o direito de voto das mulheres, o direito de organização, expressão e manifestação. Exigiam, em suma, inclusão econômica, social e política.

Os mentores dos algozes possuíam nome e residência conhecida. Os executores eram igualmente identificáveis: as forças da repressão, fonte da violência acobertada pela legislação que tornava ilegais as associações sindicais, as passeatas, os boicotes e as greves. As vítimas estavam à vista de todos: operários, operárias, desempregados, além de cidadãos, escritores e jornalistas solidários com a causa dos miseráveis.

Não há porque falsificar a história e negar que, ao longo do tempo, sindicatos mais fortes e oligarquizados também exerceram repressão sobre organizações rivais, bem como convocatórias grevistas impostas pela coação de operários sobre seus iguais. A era das máquinas não distribuía a violência igualitariamente, mas algozes e vítimas possuíam identidade social clara.

A atual era da violência, patrocinada por ideólogos, jornalistas, blogueiros, ativistas (nova profissão a necessitar de emprego permanente), professores, artistas, em acréscimo aos descontentes hepáticos, testemunha a agregação de múltiplos grupelhos, partidos sem futuro e fascistas genéticos aos tradicionais estimuladores da violência, os proprietários do capital, São algozes anônimos, encapuzados, escondidos nos codinomes das redes sociais, na covardia das palavras de ordem transmitidas a meia boca, no farisaísmo das negaças melífluas. Os whiteblocs disfarçam o salário e a segurança pessoal nas pregações ao amparo do direito de expressão e de organização. Intimidam com a difamação de que os críticos desejam a criminalização dos movimentos sociais. Para que não haja dúvida: sou a favor da criminalização e à repressão das manifestações criminosas, a saber, as que agridam pessoas, depredem propriedade, especialmente públicas, e convoquem a violência para a desmoralização das instituições democráticas representativas.

As vítimas foram, por assim dizer, democratizadas. Lojas são saqueadas, vidros de bancos estilhaçados, passantes, operários, classes médias, e mesmo empregados e subempregados que a má sorte disponha no caminho da turba são ameaçados e agredidos. A benevolência do respeito à voz das ruas é conivência. Essas ruas não falam, explodem rojões. Não há diálogo possível de qualquer secretaria para os movimentos sociais com tais agrupamentos porque estes não o desejam. E, quando um quer, dois brigam.

A era da violência é obscura. Não me convencem as teorias do trabalho precário porque não cobrem todo o fenômeno, também é pobre a hipótese de uma classe ascendente economicamente com aspirações em espiral (já sustentei esta hipótese), e, sobretudo, não dou um centavo pela teoria de que almejam inclusão social. Eles dizem e repetem à exaustão que não reclamam por inclusão alguma, denunciada por seus professores como rendição à cooptação corrupta.

Os autores intelectuais dos assassinatos já acontecidos e por acontecer são os whiteblocs. Têm que ser combatidos com a mesma virulência com que combatem a democracia. Não podem levar no grito.

Responder

Jayme Vasconcellos Soares

14 de fevereiro de 2014 às 21h45

As manifestações populares denunciam a incompetência e a corrupção do governo Dilma. do PT e de seus aliados; com estas denúncias populares os senadores e deputados dos partidos da base aliada sabem que não serão reeleitos, e em função do medo de isso ocorrer, querem calar o povo brasileiro, com uma lei que enquadre como terrorista qualquer manifestante contra estes políticos . O governo Dilma, essencialmente neoliberal, elitista, antipopular, antidemocrático, pretende perpetuar-se no poder, mantendo essa ditadura, ora vigente no Brasil; mas isto não ocorrerá pois o povo brasileiro almeja viver tempos mais felizes, e com liberdade: atualmente vivemos uma réplica da era medieval, onde os impostos nos são cobrados, como servos deste governo, que mantém uma vida de orgia sustentada por corrupção e malversação das verbas públicas. Uma mudança séria neste País deve envolver uma reforma e uma limpeza rigorosa no judiciário brasileiro, que venha a ser realizada através de medidas sérias de políticos comprometidos com os interesses do povo. A lei de regulamentação da mídia é importante para que o nosso STF não continue sendo um circo, cujos palhaços, a serviço de interesses exógenos, não continuem a enganar o povo brasileiro. Num regime democrático, republicano, aos membros do STF cabe apenas a fiscalização do cumprimento da nossa Constituição.

Responder

    Malibu

    14 de fevereiro de 2014 às 22h40

    Rapaz, tu tás cometendo terrorismo com tua inteligência. Escrever tanto assim é torturá-la imensamente pra não dizer nada que se aproveito.

Tadeu Colares - Recife

14 de fevereiro de 2014 às 13h49

“A lei antiterrorismo apresentada no Senado é um dos maiores atentados à democracia brasileira dos últimos tempos”. Isto me fez lembrar de uma frase famosa dita por Ziraldo que ironizou Jarbas Passarinho então Ministro da Educação na Ditaduraque no caso acrescento termo ‘não”. Então temos:Não “passarás, passarinho, passarão”…veremos…!?
Com este Congresso, tudo é possível.

Responder

Ted Tarantula

14 de fevereiro de 2014 às 09h57

depois de muito refletir acho que finalmente entendi a diferença entre esquerda e direita em politica e porque a esquerda é “superior”, ao menos em nosso caso particular; a direita aqui tem duas vertentes bem definidas: uma, “esclarecida” quer levar o país de volta à idade média e outra, mais radical, quer mesmo é um regresso aos tempos bíblicos; quanto a esquerda só quer voltar até o século XVIII, pré revolução industrial, e por isso são considerados “progressistas”..quer dizer, estamos fudidos de todo modo…

Responder

roberto almeida

14 de fevereiro de 2014 às 03h20

Quanto o Estado brasileiro gastou com o Itaquerão? Escola é responsabilidade da União ou dos Estados federados? Quem foi responsável pela extinção da CPMI? O trem do metrô de S. Paulo é da responsabilidade de quem? A União nada gastou com o Itaquerão, o trem do qual se olha o “megaestádio” é da responsabilidade do PSDB, da mesma forma como é pelas escolas que não são “padrão-Fifa”.
Toda essa demonstração de cultura sociológica e histórica da prof. de Oxford é apenas para culpar o PT pela opinião de 2 parlamentares deste partido quanto a um projeto de lei que nem começou a tramitar. Quando esquece de mencionar o entendimento contrário à lei antiterror do líder do PT. Amnésia seletiva.
Já há quem culpe o PT – governo federal – pela violência da polícia de S. Paulo. Fazer o quê? Esqueceu de apontar – a dra. de Oxford – quem deverá governar o Brasil.

Responder

Narr

14 de fevereiro de 2014 às 00h36

O nariz de cera do argumento tira força retórica em vez de acrescentar. Não é xingando o PT de neoliberal que vai convencer os petistas de alguma coisa.
Se o PT consegue ser igual ou pior do que o PSDB é irrelevante para a defesa da tese principal, com a qual concordo.
Essa história de lei anti-terrorismo só pode ter um fim, que é o fim da esquerda.
Não se combate fascismo com lei de exceção, quando é que vão aprender?
Vamos supor que um dos PMs que tomaram porrada do MST agora em frente ao STF viesse a morrer. Vamos supor também que já houvesse uma lei anti-terrorista. Qualquer promotor de meia-tijela denunciaria o MST como organização terrorista. Ainda bem que a esquerda sempre poderá contar com o equilíbrio e isenção do STF…
Quando um cretino comunista holandês botou fogo no Reichstag, o governo invocou a Constituição, a cláusula que defendia a República de Weimar dos extremistas políticos. O resultado a gente já sabe qual foi.

Responder

    Leo V

    14 de fevereiro de 2014 às 12h15

    Pois é.. quem esquece a história está condenado a repeti-la.

    Mas a esquerda eleitoral tem visão curta como a de um banqueiro, que quer lucro imediato. Eles só pensam em ganhar as próximas eleições, e acabam construindo pra isso a própria corda que vai enforcá-los depois.

Francisco

13 de fevereiro de 2014 às 22h08

Confundir movimentos sociais que combinam com a policia dia, hora, percurso e temática de protesto com gente que vai armada, mascarada e de surpresa para a rua é muita vontade de misturar alhos com bugalhos.

Se o país não fica em risco com quebra pau em porta de estádio, porque ficaria com uma passeata autorizada? protesto é bom, eu gosto, mas não aceito ninguém queimando meu fusca não!

MST é muito diferente de Black Bloc e de “AI-5”. Como nos ensinou Maquiavel, o Principie pode tudo e numa democracia, o povo é o Príncipe. O povo pode autorizar tudo que desejar. Pode até mesmo, por sua vontade direta, revogar todas as leis anteriores, inclusive as cláusulas pétreas.

Ou aceita isso ou não aceita a democracia. Quem tem a procuração do povo até a próxima eleição (quando essa procuração será confirmada ou revogada) é Dilma e o PT. Fim de papo. E quem tem essa procuração do povo até a próxima eleição em São Paulo? Alckmin. E ponto final.

Eles podem baixar a Lei que quiserem, que acharem necessária que sonharem, que desconfiarem que seu patrão (o povo) quer, desde que não contrarie as normas legais vigentes e que na maioria dos casos (mas não em todos os casos) sejam confirmadas pelo poder legislativo. A democracia burguesa legitima pode ser muuuuito mais revolucionária do que gostaria a nossa oligarquia: tanto a de classe, quanto a ideológica.

Tem alguém que conceba que o povo brasileiro coma bosta? Na cabeça de que doido o povo brasileiro vai achar abusivo coibir que alguém solte rojão numa via pública e corra o risco de matar alguém? Nem balão pode ser solto, que dirá rojão em via pública!!

Ou proibir rojões em estádios é um “sinal de ditadura do PT” ou “retrocesso democrático”? O rapaz boliviano assassinado por torcedores num estádio de futebol, há algum tempo, pode nós explicar se coibir desvairados é abusivo.

Outra questão: terrorismo é uma coisa e desordem pública é outra. Quer dizer que o hospital tem que ter padrão FIFA, mas a baderna pode ser de terceiro mundo? Vá na Suíça ver se tem forrobodó desse naipe…

E finalmente o principal: já rumei pedra em viatura da policia de ACM quando era estudante. Se tivesse ido preso, eu segurava as minhas pontas. Porque aos dezoito anos eu já era “sujeito homem”. Protestar numa redoma de vidro (blindado) é uma delicia…

Responder

    Leo V

    13 de fevereiro de 2014 às 23h06

    Por que será que uma manifestação poucos dias antes, pelo mesmo tempo (contra aumento das passagens), com a mesmíssima composição social, que entrou no mesmo local, a Central do Brasil, terminou sem ninguém ferido. E essa que repercutiu tanto terminou com dois mortos?

    Vou dizer a diferença. Na de dias antes a polícia estava presente dentro da Central do Brasil mas não reprimiu as pessoas quando elas foram fazer o ‘catracaço’. Na segunda houve brutal repressão quando foi feito o ‘catracaço’.

    As manifestações não são violentas, a polícia é que é violenta. E a juventude não tem sangue de barata, para bem ou para mal.

    Quer acabar com a violência, acabe com a polícia, ou com a violência dela. Isso são fatos.

Aroldo

13 de fevereiro de 2014 às 21h47

Olha outra forma de terrorismo aí, gente!

Fonte: Conversa Afiada

Mais Médicos: Associação
Brasileira alicia cubanos

“Pessoal da CIA pode tirar folga” Fernando Brito

Saiu no G1:

AMB cria programa para estrangeiros ‘insatisfeitos’ com o Mais Médicos

Entidade já deu emprego à cubana Ramona Rodriguez.
Nota da associação diz que ajuda inclui assessoria para pedir asilo no Brasil.

A Associação Médica Brasileira (AMB), uma das entidades de classe que têm feito oposição ao Mais Médicos, divulgou nota anunciando o lançamento, nesta quinta-feira (13), de um serviço de apoio para profissionais estrangeiros que atuam no programa e que estejam insatisfeitos.

(…)

Em tempo: O Fernando Brito, do Tijolaço, tratou do assunto:

Alô pessoal da CIA, pode tirar folga. A Associação Médica Brasileira alicia os cubanos para vocês

O pessoal que trabalha no Cuban Medical Professional Parole Program, um programa do Governo americano destinado a aliciar profissionais cubanos que trabalham nas missões médicas em outros países – está pensando que é invenção minha? olhe aqui a página oficial – vai poder descansar da vida dura de agente da CIA e tirar uns dias, quem sabe até para brincar o Carnaval.

É que a Associação Médica Brasileira (AMB), entidade que disputa com o Conselho Federal de Medicina para ver quem faz mais oposição ao Mais Médicos, anunciou oficialmente que está disponível para aliciar profissionais estrangeiros que atuam no programa e que queiram abandonar seus postos (de saúde) para pedir asilo (e é claro que eles querem nos EUA, não em Tracunhaém da Serra, é obvio)

“O objetivo da entidade é atender médicos, tanto de Cuba como de outras nacionalidades(pausa para risada…), que necessitem de orientação caso haja insatisfação no Programa Mais Médicos pelas condições a que estão submetidos, assim como desejem solicitar refúgio/asilo político”, diz o comunicado da AMB que informa que vai oferecer, de forma “sigilosa e gratuita”, uma cartilha “com o passo a passo dos procedimentos a serem seguidos, além de assessoria jurídica para o pedido de refúgio”.

Está vendo? Não é justo implicar com eles chamando de Máfia de Branco, como ficaram tristemente famosos nos anos 80.

O nível subiu.

Agora é a “CIA de Branco”.

Responder

    Ted Tarantula

    14 de fevereiro de 2014 às 10h02

    Nenhum antagonismo: CIA e Máfia sempre foram associadas inclusive para eliminar presidentes no EUA.

Jader

13 de fevereiro de 2014 às 21h06

No tempo de Collor, Itamar e FHC existia isso? As pessoas eram proibidas de sair às ruas para se manifestar? Não! Quem diz que a direita/classe média quer implantar uma ditadura nesse país está olhando na direção errada.

Responder

    MARCOS

    13 de fevereiro de 2014 às 22h24

    Naquele tempo, protestar era coisa de Gringo. Só fazia sentido lá fora, na europa, eua. Aqui era motivo de chacota e chicotada.

Alexandre Maruca

13 de fevereiro de 2014 às 20h21

Concordo Azenha, e ainda por cima os estádios estão sendo feitos para abrigar brasileiros com cara de europeus, não o povao do trem e que frequentava as arquibancadas, cada vez mais elitizadas.

Responder

Leo V

13 de fevereiro de 2014 às 20h19

Para além das manchetes sensacionalistas. O uso da razão e a estranha sequência de fatos:

“BLACK BODE EXPIATÓRIO

1 – Fabio se entrega voluntariamente à polícia, acompanhado de um advogado particular.
1.A – Nenhum manifestante (ou PM) se entregou até hoje, em nenhuma manifestação.
1.B – Fabio não estava foragido, nem procurado, ele resolveu se apresentar ‘voluntariamente’.

2 – Seu advogado é o mesmo que fez a defesa de ex-vereador miliciano preso em penitenciaria federal.
2.A – O miliciano preso é irmão de outro miliciano preso, Jerominho, do mesmo partido (PMDB) do governador e do prefeito, alvos dos protestos.
2.B – Quando defendia o miliciano, responsável pela morte de diversas pessoas em chacinas, este advogado não entregou seu cliente em nenhuma delegacia.

3 – Advogado denuncia, através de seu assistente, o deputado Freixo como ligado aos atos criminosos em apuração.
3.A – Após fazer questão de comunicar esta versão ao delegado e registrá-la, voltou atrás. Não antes de toda míidia dar ampla divulgação.
3.B – Freixo concorreu contra Eduardo Paes e se constituiu como único candidato forte de oposição ao atual governo.

4 – Fabio alega que apenas entregou o artefato, que outra pessoa o detonou, mas não sabe quem foi.
4.A – Fabio repentinamente conhece alguem, que conhece alguém que sabe nome, apelido e CPF deste que teria acendido o artefato.
4.B – O tal denunciante não é revelado, e o advogado é que assume a responsabilidade pela denúncia.

5 – O advogado Jonas denuncia à polícia quem teria sido o detonador do artefato. A estratégia da defesa de Fabio é responsabilizar Caio, negro de cabelo curto e duro.
5.A – As imagens apontam um rapaz claro, cabelos lisos e volumosos.
5.B – Polícia vai a caça de Caio na casa de sua família. Jonas, o advogado denunciante vai junto.

6 – Partem num avião um delegado do Rio, o advogado denunciante e a imprensa para prenderem Caio na Bahia, após sua família ser pressionada a entregá-lo.
6.A – Caio é preso pelo delegado e pelo advogado denunciante. Um trunfo para a defesa de Fabio.
6.B – Inexplicavelmente, o advogado de Fabio, denunciante e auxiliar na captura, vira defensor TAMBÉM de Caio.

7 – Jonas, que não entregou Natalino, mas entregou Fabio, acusou e prendeu Caio agora defende Caio contra Fabio e Fabio contra Caio.
7.A – a polícia aceita que um advogado da parte ré participe de uma operação policial.
7.B – Autoridade policial aceita, sem estranhamento, que advogado de um réu que denunciou outro e auxiliou na prisão deste siga como defensor deste.

8 – Jonas, o advogado que faz prisões, e a Globo, que teve permissão pra cobrir com exclusividade a operação (porque, porque?) dizem que Caio afirmou que “políticos aliciam para manifestações”.
8.A – Caio não assinou nenhuma declaração nesse sentido. Um vídeo mostra que ele disse claramente que pessoas são convocadas (não aliciadas) e que é papel da polícia investigar quem convoca (portanto, não acusou ninguém, muito menos políticos).

9- Senadores do PT, PRB e PP (aliança dos governos municipal e estadual, foco dos protestos) apresenta projeto que tipifica manifestação e greve como terrorismo. Outro senador do mesmo partido sobe na tribuna exigindo urgência na aprovação.
9.A – Secretário de Segurança do Rio apresenta projeto para Congresso (!!!) para tipificar tambem crime de desordem e incitação a desordem pública.
9.B – Imprensa, liderada pela Globo, exige maior repressão policial e jurídica ao que chama de atentado à liberdade de imprensa.

10 – Instituições democráticas, partidos de esquerda, militantes e personalidades ligada aos governos apoiam a cruzada acima.
10.A – Em se aprovando os projetos, todas as atividades dos sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais serão considerados terrorismo e desordem pública.
10.B – Santiago foi a 10ª pessoa morta em decorrência das manifestações, a primeira por conta de manifestantes. Das outras 9, nem o nome se sabe direito.

por Samuel Braun, correspondente involuntário.”

Responder

    Mário SF Alves

    14 de fevereiro de 2014 às 23h51

    Em síntese e mais uma vez venceu os EUA que há tempos exigia o enquadramento do MST como movimento terrorista. Conseguiu mais. Enquadrou o Brasil inteiro.

    Ah, Brasil, seu fardo é pesado.

    Ah, Brasil, és país importante demais para ser um país livre;
    És importante demais, és rico demais, és plural e diverso demais para ser um país soberano;
    És importante demais para ser um país desenvolvido;
    Portanto… viva a merda!

Wildner Arcanjo de Morais

13 de fevereiro de 2014 às 20h06

– No final das contas engordaram o gado (black blocks) e quando ele começou a derrubar as cercas mandaram a manada inteira para o abate.

– No final todos foram realmente maça de manobra… e serviram ao quê? A pressa de quê? De mudar, mudar o quê? para quem? por que?;

– Acho que nem eles sabem a resposta para estas perguntas. Acho que nem as forças políticas (aqui digo forças políticas de forma geral pois todo movimento social é, em sua escência político) sabiam que isto poderia acontecer e mandaram os jovens ao abatedouro da opinião pública que hoje é unissona, PASSARAM DO LIMITE.

Responder

Urbano

13 de fevereiro de 2014 às 18h58

Os bostonatozinhos em geral na verdade querem pegar todos os iguais aos dois idiotizados, por serem pobres; não estão visando de jeito e maneira os costas largas mandantes. A não ser que fosse do PT realmente. Na pátria amada deles, as chacinas em batelada viraram moda, portanto deveriam sugerir pra eles essa de jerico… Ou melhor, por que não engrossam fileira para combater os terroristas da Lei que estão fazendo misérias e mais misérias com toda a Nação brasileira? Aí esses heróis de boston nem piar, piam.

Responder

João Vargas

13 de fevereiro de 2014 às 15h53

O Presidente Vargas usou o estado de sítio para manter a”ordem”, os militares inventaram o AI-5, e agora alguns parlamentares do PT, identificados com a direita podre deste país, querem instituir a lei antiterrorismo. Se esta lei passar cairá a máscara do PT de partdo de esquerda, sugiro, inclusive, que troque de nome para Partido dos Torturadores.

Responder

manoel

13 de fevereiro de 2014 às 15h09

É Azenha voce tem razão. O pingo do i, é como viabilizar isto. Eu enxergo que é no processo, no caminho. E estamos neste caminho. Uns acham que está devagar, e esta mesmo, mas tem pouco poder. Outros acham que não deveria nem começar, e tem muiiiiito poder. O PT teve a inteligência de colocar isto no processo, no caminho. Criticar que a velocidade é baixa, que muitas demandas não foram atendidas, é um direito, mas não entender que o inicio esta sendo feito, é ignorância.
Depende de todos os engajados a continuidade deste processo, mesmo gerando BB e outros tais.

Responder

    Leo V

    13 de fevereiro de 2014 às 16h47

    manoel,

    mas a crítica não é sobre velocidade.

    A questão é, quando aparecem forças para fazer acelerar, o governo petista se mostra reacionário e conservador.

    Em vez de usar a força das ruas para avançar, o PT retrocede querendo calar as demandas das ruas por transporte gratuito, moradia, contra os interesses do capital (FIFA) etc.

    O que está ficando escancarado é que acabou qualquer possibilidade progressista a partir do governo. Acabou o papo de que a correlação de forças não permite avançar. O governo faz parte da mesma ordem estabelecida que tenta criminalizar e calar movimentos sociais que não estão sob seu controle.

    Márcio

    13 de fevereiro de 2014 às 17h06

    Perfeito!

    Wildner Arcanjo de Morais

    13 de fevereiro de 2014 às 19h58

    Aprendi com o meu pai que política é a arte do toma-lá-da-cá (perjorativamente falando), sem relegar os seus princípios, pois são eles que te definem como ser humano. Bem… nem tanto ao mar, nem tanto a terra. É a arte de conciliar pontos de vistas, sejam eles discrepantes em partes, ou sejam eles totalmente antagônicos. O que se vê, nos movimentos transportistas, nos movimentos anti-copa, nos movimentos anti-governo e anti-partidos (estes ultimos muito perigosos, por sinal) é que se quer empurrar goela à baixo da Sociedade, TODA, um ponto de vista e a política, desde que o homem é homem, não é dessa forma. Os movimentos sociais, os protestos, os sindicatos… enfim, todos os movimentos que reinvidicam alguma coisa precisam primeiro aprender a fazer política, a pensar politicamente nas suas ações (e nas consequências delas) e precisam saber que existe também o outro lado que, se não concorda plenamente com o seu ponto de vista, discorda em partes com ele, mas precisa também ser atendido em suas demandas. É isso o que se chama de política de conciliação. Qualquer coisa fora disso é ditadura, facismo. Não se enganem, não só existem ditaduras maioritárias, quando se fala politicamente.

FrancoAtirador

13 de fevereiro de 2014 às 14h24

Responder

    Márcio

    13 de fevereiro de 2014 às 17h05

    Nojo!

    ricardo

    13 de fevereiro de 2014 às 21h54

    Nojinho do quê? Você acha que segurança é dispensável e faz mal à saúde?

francisco.latorre

13 de fevereiro de 2014 às 14h24

Por que os BBs eram aceitos? Porque serviram à direita, que não ganha no voto e na paz
13 de fevereiro de 2014 | 07:17 Autor: Fernando Brito

Rogerio Gentile, na edição de hoje da Folha, escreve sobre a “benevolência, para não dizer simpatia” com que os black blocks foram tratados por “artistas, políticos, intelectuais, publicitários e jornalistas foram condescendentes com depredações de prédios públicos, ataques a bancos, tentativas de linchamento de policiais etc., sempre partindo da premissa de que os vândalos estavam mudando o país“.
Mudando o país, em quê?
Tirando o famoso “padrão Fifa” e os “não é só por 20 centavos”, alguém consegue lembrar de alguma coisa que propusessem ou desejassem os movimentos iniciados em junho, cuja face se ornou de máscaras negras?
Mas, mesmo sem apontar a razão profunda desta simpatia, Gentile tem razão quando diz que a condescendência com os quebra-quebras e outras violências partiam da premissa de que aquilo seria “mudar o país”.
A mídia, a direita, o conservadorismo, desde o primeiro dia, sentiram ali o cheiro da desestabilização de um governo que, até então, ostentava índices de aprovação tão maciços que eram como uma parede de concreto para suas pretensões eleitorais em 2014.
Vale dizer, pela via democrática de oposição, na qual acumulam três derrotas e caminhavam para o quarto insucesso.
Vou dispensar-me de citar os Jabores de ocasião.
E, a seguir, em alguns dias, quando as “depredações de prédios públicos, ataques a bancos, tentativas de linchamento de policiais etc” passaram do limite do “socialmente aceitável”, continuaram servindo, porque isso tumultuava o cotidiano, espalhava a imagem do caos, reforçava a imagem do “desgoverno”.
Melhor ainda porque a juventude parecia emprestar-lhes um ar “esquerdista”, libertário, muito mais simpático que os estandartes da TFP dos anos 60.
Mas, igualmente, também desestabilizadores de um governo que, como todos os seus pecados e vacilações, é o grande inimigo a ser batido pelo capitalismo colonialista de que nosso país é vítima.
2014 passou a ser ansiosamente esperado,e isso foi dito e repetido em alto e bom som pelos políticos de oposição, como o ano em que esses “movimentos” – e leia-se confronto em lugar de movimento, porque uma concentração pacífica em uma praça do centro da cidade não tem “graça nenhuma” – fariam a festa da Copa do Mundo virar um pesadelo.
Os senões da Copa – os estádios já eram caros antes – não eram o importante, senão para umas mocinhas bonitas que já tem hospital e escola “padrão Fifa”. O importante era preparar o povo brasileiro para desejar “um governo”, porque as ruas conflagradas e embaçadas da fumaça de bombas de gás, em todas as redes de TV do mundo, tomariam o lugar da alegria, da diversão e, sobretudo, da auto-estima brasileira.
Os que chamam, agora, de “monstros” estavam ali todo o tempo.
Os partidos e a política, que diziam não estar ali, também estavam, tanto nos desvãos ocultos da manutenção de alguns “porra-loucas” quanto, sobretudo, na promoção ansiosa da mídia à espetaculosidade que se procurava a paulada, a chamas, a bombas.
E que ela, pressurosamente, lhe dava.
Até que veio o seu “Riocentro”, ferindo e matando o cinegrafista Santiago Andrade.
Este é o cerne das razões que explicam a ”benevolência, para não dizer simpatia” a que se refere o articulista.
O resto, permitam-me, é perfumaria.

..

http://tijolaco.com.br/blog/?p=13977

Responder

Leo V

13 de fevereiro de 2014 às 14h01

Muito bom o texto. Merece realmente divulgação.

E também muito bom o PS do Viomundo, aliás como sempre.

Bom ver que mesmo no meio desse turbilhão o Viomundo mantém a sensatez e a visão de mundo que o caracteriza.

Responder

    Carlos M

    13 de fevereiro de 2014 às 15h02

    Apoiado!!!

    Zeca Junior

    13 de fevereiro de 2014 às 17h52

    Bom o PS do Viomundo, para quê? O que dizem as entrelinhas de “Atender a essas demandas populares requer romper o pacto das elites, que destina a maior parte do Orçamento ao pagamento de juros aos banqueiros”? O que tem de bom num texto que afirma que “Não vai ter espetáculo. Arma-se, ao contrário, um grande circo que aponta para o fracasso das estruturas democráticas brasileiras, em que o governo se vale das mesmas armas sórdidas das quais foi vítima no passado”? A que estruturas democráticas essa “professora de Oxford” está se referindo? A essas ainda em processo de construção, depois das trevas de 64 e de um século em que a República viveu muito mais períodos de exceção do que de democracia plena? O que o Azenha quer dizer ao associar “o pacto das elites brasileiras” ao PT? Ao dizer que se esgotou a “modernização conservadora” liderada pelo PT? Por que, nessa que foi “uma das maiores insurgências populares da história”, ninguém levantou cartazes em defesa da queda de juros que a Dilma tentava promover, que originou a campanha sanguinária movida pela imprensa – inclusive a que emprega o Azenha – contra ela? Estará Azenha em busca de um novo salvador da pátria? Aguardem as respostas nesse mesmo bat-canal. Francamente…

    Wildner Arcanjo

    14 de fevereiro de 2014 às 00h07

    E ainda mais, a primeira proposta de Plebiscito para convocação de Constituinte exclusiva para a reforma política, apresentada após as manifestações dos “apartidários”, no final do ano passado, foi feita pelo Governo. O que fez a oposição (de Direita, Esquerda e da Mídia)? Quem apoiou a ideia do Executivo? citem-me um partido que levantou esta bandeira? Quem poderia mobilizar a parte descontente da sociedade para encampar esta luta e, no final, conseguir alem de melhorar a representatividade destes grupos na política brasileira. Ao Ives, enchergaram mais uma importante possibilidade de vitória política do Executivo e trataram, mais que rápido, de mandar a idéia para o limbo. No final das contas, as forças que querem fazer política partidária (sejam elas partidos constituídos ou não) estão tão somente querendo ou manter, ou retomar, ou expandir a sua influência política, fazendo politica para suas castas. O povo e o gado, os peões do jogo de xadrez, a massa de manobra necessária para alcançar este objetivo. No final, escolhe-se por uma simples pergunta a ser respondida: quem melhor me representa? é isso…

    francisco.latorre

    15 de fevereiro de 2014 às 01h31

    francamente dois.

    ..

    enfim.

    sininho.. peter pan..

    faz sentido.

    ..


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