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Requião: Os golpes e a pobreza esplêndida do liberalismo brasileiro


12/07/2012 - 18h39





36 comentários

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Requião: Não me arrependo de ter extinto a publicidade oficial quando governador do Paraná « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de setembro de 2012 às 12h14

[…] Fez piada com o liberalismo brasileiro, que representa o atraso do atraso. […]

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mineiro

15 de julho de 2012 às 21h29

e o pior de tudo é que eu acho que nao aprendemos nada com isso tudo. continuamos a menosprezar essa turma e continuamos a achar que eles ainda nao é de nada. o golpe do paraguai e honduras provou tudo isso que requiao disse e essa turma de golpistas continua mais atual do que nunca. nos é que somos muito fracos diante da direita. eu digo fraco no sentido de combater a direita, nao estamos infelizmente a altura desses malditos , a unasul é uma inutil diante de golpes , junto com o povo que tambem nao consegue barrar golpes nenhum. e o que é pior , na america latina a esquerda é mais divida do que alinhada. existe uma esquerda imbecil que ate ajuda a direita. em resumo na hora do vamos ver, ninguem consegue a barrar a direita. e temos que rever isso o mais rapido possivel , porque os golpes nao vao parar no paraguai nao.

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FrancoAtirador

14 de julho de 2012 às 23h39

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“O DIA QUE DUROU 21 ANOS”
(3 Episódios)

Em clima de suspense e ação, o documentário apresenta, em três episódios de 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, serão expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.

Episódio 1
A CONSPIRAÇÃO
As ações do embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, ainda no governo Kennedy, são expostas. O discurso do presidente João Goulart, pregando reformas sociais, é interpretado como uma ameaça e provocação pelos militares. Nos quartéis temia-se uma movimentação de esquerda e a adoção do comunismo, que poderia se espalhar por outros países latinos. Entrevistas e reportagens da CBS são reproduzidas, bem como diálogos entre Gordon e Kennedy.
O documentário expõe a efervescência da sociedade brasileira naquele período. Para evitar que Goulart chegasse forte às eleições de 1965, foi criado o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que teria dado cobertura às ações dos Estudos Unidos para derrubar João Goulart.

Episódio 2
O GOLPE DE ESTADO
Cenas da morte de John Kennedy e a posse de Lyndon Johnson abrem este capítulo, dando sequência à estratégia dos Estados Unidos de impedir ao que o sucessor de Kennedy chamou de “um outro regime comunista no hemisfério ocidental”. “Vamos ficar em cima de Goulart e nos expor se for preciso”, diria Jonhson, numa referência ao ex-presidente João Goulart.
Imagens focam no discurso de Jango, apelido de Goulart, na estação Central do Brasil ( Rio de Janeiro) , em 13 de março de 1964, que foi considerado uma provocação pelos arquitetos do golpe. Os americanos já preparavam o esquema, enviando suas forças militares para o “controle das massas”, como se refere um dos entrevistados. Paralelamente, articulações para levar o marechal Humberto Castelo Branco ao poder estavam sendo engendradas.
As forças americanas não precisaram entrar em campo. João Goulart pegou o avião, foi para Brasília e depois para o sul do país. Por que Jango não reagiu”? É uma questão posta na tela. O general Cavalcanti, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”
Os Estados Unidos estavam mobilizados para, em caso de resistência, fazer a intervenção militar pela costa e assim ajudar os militares. As correspondências de Lincoln Gordon com o primeiro escalão da Casa Branca são mostradas ao público, explorando as ações secretas junto às Forças Armadas, a reação da imprensa e dos grupos católicos no Brasil. Os Estados Unidos reconhecem o novo governo e imagens da vitória e manifestações de rua entram em cena.

Episódio 3
O ESCOLHIDO
O cargo de presidente do Brasil é declarado vago pelo senador Auro Moura de Andrade. O presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, é empossado.
No dia 15 de abril, o chefe das Forças Armadas, marechal Castelo Branco, toma posse.
Castelo tinha relações amistosas com o general Vernon Walters, adido da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Depois de suas conversas com Castelo, ele se ocupava em enviar telegramas para os Estados Unidos, relatando o teor da conversa. Os textos dos telegramas são revelados no episódio.
O governo Castelo Branco recrudesce e dá início aos atos institucionais. O de número 2 extingue os partidos políticos e torna as eleições indiretas. E mais: prorroga o seu mandato. Em 1967, ele é substituído pelo general Costa e Silva, da chamada linha dura do Exército. O AI 5 é decretado no ano seguinte, e o Brasil entra no caos, “O AI5 foi uma revolução dentro da revolução”, declara o general Newton Cruz.
A repressão e a tortura dominavam o país. Militares e estudiosos falam desse período. O brigadeiro Rui Moreira Lima, da Força Aérea Brasileira, declara: “Eu conheci um coronel, filho de um general, que veio de um curso de tortura no Panamá. Ele chegou e disse: agora estou tinindo na tortura, pega aí um cara pra eu torturar”.
Os Estados Unidos continuam em campo e Lincoln Gordon pede para o governo fortalecer ao máximo o regime militar brasileiro. O orçamento da embaixada cresce, como registra o historiador Carlos Fico, da UFRJ, um dos entrevistados de Flávio Tavares.

http://www.youtube.com/watch?v=QICwXnpvFZs

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sergio

14 de julho de 2012 às 01h18

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) regozijou com o golpe no Paraguai, foram as lágrimas lembrando os idos de 64 no Brasil.

Uma vez golpistas, sempre golpistas, toda vigilância é pouco com esta imprensa safada.

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Roberto Locatelli

14 de julho de 2012 às 00h28

Este áudio do então governador Requião é muito bom também. Aqui ele desnuda o PIG com um fino sarcasmo.

http://www.youtube.com/watch?v=wuvwcz65GcA

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Mário SF Alves

13 de julho de 2012 às 22h13

Que beleza. Incluiu até o estado-unidense *Francis Fukuyama. Memorável discurso. Devia ser classificado como “fragmentos da civilização brasileira”. Ah! E a crítica ao neoliberalismo jabuticaba? Verdadeiro reprise da última campanha presidencial. E isso sem dizer que o Brasil-Casa-Grande-Eterna-Senzala esteve totalmente representado ali. Luzes no Congresso! Luzes. Parabéns, senador Roberto Requião. :)

*Francis Fukuyama/O Fim da Histŕoria:
A idéia ressurgiu em um artigo, publicado em fins de 1989 com o título de “O fim da história”[1] e, posteriormente, em 1992, com a obra “O fim da história e o último homem”,[2] ambos do estado-unidense Francis Fukuyama.

Fukuyama desenvolveu uma linha de abordagem da História, desde Platão até Nietzsche, passando por Kant e pelo próprio Hegel, a fim de revigorar a teoria de que o capitalismo e a democracia burguesa constituem o coroamento da história da humanidade. Na sua ótica, após a “destruição” do fascismo e do socialismo, a humanidade, à época, teria atingido o ponto “culminante” de sua “evolução” com o triunfo da “democracia” (não confundir com a democracia original da Hélade, que nada tinha a ver com a actual) liberal “ocidental” sobre todos os demais sistemas e ideologias concorrentes. Em oposição à proposta capitalista liberal, restavam apenas os vestígios de nacionalismos (sem possibilidade de significarem “um” projeto para a “humanidade”, justamente por que refutam o dogma de que deve existir um só caminho pra todos e portanto cada grupo é dono de seu próprio destino) e o fundamentalismo islâmico (antes restrito ao Oriente e a países periféricos, mas que avança em centros importantes tais como Paris). Desse modo, diante da derrocada do socialismo, o autor concluiu que a “democracia” liberal “ocidental” firmou-se como a “solução” final do governo humano, significando, nesse sentido, o “fim da história” da humanidade, gerando um estagnacionismo jamais visto antes na história do mundo muito mais dinâmica antes com seus povos vivendo do seu modo original no seu ambiente original.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Fim_da_hist%C3%B3ria

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    abolicionista

    16 de julho de 2012 às 20h01

    Ele mesmo voltou atrás e disse que sua afirmação foi exagerada…

Jotace

13 de julho de 2012 às 19h03

Belíssimo e oportuno discurso de condenação aos golpistas paraguaios e que, além do mais, denuncia a continuidade do racismo no Brasil, e mais particularmente das nossas oligarquias.Parabéns ao povo do Paraná, por ter sabido escolher um representante digno, corajoso e competente, como Requião. Quando os nossos dirigentes e congresssistas petistas se acovardam e silenciam frente à mídia corrupta que os critica, esse intrépido senador a enfrenta, e dá a eles um exemplo que deveria ser seguido. O comportamento de Requião é, por isso, um marco no Senado brasileiro a distinguí-lo de figuras torpes como a de Álvaro Dias, sabidamente um lambe-botas e vendilhão dos interesses pátrios. Jotace

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giovani montagner

13 de julho de 2012 às 18h45

excelente!
queria ver a cara da senadora e “jornalista” ana amélia lemos, representante desta mídia golpista, especialmente daqui do rio grande do sol, a rbs.

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    mineiro

    15 de julho de 2012 às 21h33

    se ela é representante do pig maldito golpista e é mesmo , entao porque voces votaram nela. é de gente assim que o inferno ta cheio. todo mundo sabia o que ela é , pilantra pau mandado da direita e mesmo assim voces elegeram ela para um mandato de 8 anos. e agora ficam ai reclamando.

Samuel Pinheiro Guimarães: Os objetivos dos EUA na América do Sul

13 de julho de 2012 às 16h13

[…] Roberto Requião: O liberalismo brasileiro é golpista […]

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Aflito

13 de julho de 2012 às 15h31

Requião diz o que pensa e por isso eu o valorizo. Neste discurso ele foi impecável, na minha opinião.

E mesmo que eu não concorde integralmente com o conteúdo dos próximos pronunciamentos, eu tenho um respeito muito grande pela postura do Requião.Em matéria de coragem, Requião dá de 10 x 0 em certos petistas que tremem de medo quando escutam o Plim Plim da rede Globo.

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Zrza Lima

13 de julho de 2012 às 14h41

Deus há de nos ajudar para que nosso senado, após a queda do baba ovo
do cachoeira,este Grande Requião ilumine esta Casa!

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Roxane

13 de julho de 2012 às 13h56

Excelente! Um dos melhores discursos dos últimos tempos. Porém nao gostei da adjetivação de uma das frutas mais gostosas e peculiares nacionais.Liberais jabututicabas, puro preconceito com esta frutinha gostosa.

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Luiz Fernando

13 de julho de 2012 às 13h41

Vi num post do blog do Nassif uma expressão em inglês que define bem boa parte da nossa grande mídia: PRESSTITUTE!

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Samuel Pinheiro Guimarães: Os objetivos dos EUA na América do Sul « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de julho de 2012 às 11h46

[…] Roberto Requião: O liberalismo brasileiro é golpista […]

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Willian

13 de julho de 2012 às 11h13

Requião é daqueles políticos que sabem o que falar para a uma platéia. Muda de acordo com os ventos que sompram. Tem sucesso por aqui sempre que bate na imprensa. Bateu na Globo e na Veja é sucesso na blogosfera. Agora, quando bate em Lula e no PT com força (dêem um Google e vão achar várias ofensas dele) ele é convenientemente esquecido. Numa rápida procura achei uma opinião dele sobre Lula, para degustação dos comentaristas: “Burro, medíocre, bobo da corte que faz a alegria dos banqueiros internacionais”. Mas fala a verdade: um cara que come mamona pode ser levado a sério?

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    Fabio Passos

    13 de julho de 2012 às 12h28

    Claro que Requião deve ser levado a sério.
    Prefeito de Curitiba, 3x Governador do Paraná e 2x Senador.

    Quem não é levado a sério por aqui são os militantes do PIG… estes só servem prá chacota.

E. S. Fernandes

12 de julho de 2012 às 22h08

REQUIÃO 2014

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erico almeida

12 de julho de 2012 às 21h58

Fantástico o pronunciamento do senador Roberto Requião, ele descreve com precisão como pensa e age a nossa elite e seus vassalos.

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Roberto Locatelli

12 de julho de 2012 às 21h51

Quando governador, Requião cancelou TODA a publicidade do governo em Globo, Veja, etc. E fez questão de mostrar que não faz a menor questão de agradar o PIG, como certos petistas fazem.

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    Rodrigo Carvalho

    13 de julho de 2012 às 03h45

    Boa colocação!!!Uma pena tanto receio do PT.

    Bertold

    13 de julho de 2012 às 09h13

    Que tem petistas, por convicção ou por medo, que nunca brigariam com a midia é verdade mas… “menos batista”. O Rquião é do pmdb, como é sabido é um partido que também tem muitos lideres que são proprietários de órgãos da mídia. Se um governo do PT em qualquer instância fizesse o mesmo, no dia seguinte a mídia desencadearia um movimento radical de golpe.

    Roberto Locatelli

    14 de julho de 2012 às 00h26

    Olha, Bertold, a mídia JÁ DESENCADEOU um movimento radical de golpe.

    Não podemos agir como o saudoso presidente Salvador Allende, do Chile, que nomeou Pinochet chefe do Exército uma semana antes do golpe liderado por… Pinochet.

    Não podemos agir como o Presidente Fernando Lugo, deposto por um golpe e substituído PELO SEU VICE.

    Não é a atitude medrosa que impedirá o golpe. Ao contrário, é a atitude corajosa.

Fabio Passos

12 de julho de 2012 às 21h11

Requião descreve com precisão a canalha que construiu o Apartheid Social no Brasil.

Fora #MidiaBandida !!!

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Francisco

12 de julho de 2012 às 20h48

Certo ou errado, diz o que pensa e argumenta de forma fundamentada. Defende o que acredita ser o certo. Não me passa nenhuma sensação de que esteja preocupado em “agradar”.

É incrivel, mas tão pouco, na politica é muito!

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josaphat

12 de julho de 2012 às 20h16

Excelente discurso de um não menos excelente senador da República.
Que bom termos representantes como ele.

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DanBoo

12 de julho de 2012 às 19h59

O Paraná, infelizmente, nos deu o Catão dos Pinhais, Senador do Paraguai, golpista, replicador da Veja, Folha, Globo e outros. Mas nos deu, felizmente, o Senador Requião, este sim democrata, crítico mas justo, sem medo de ser feliz, representando os paranaenses tão positivamente. Seu discurso, hoje, no Senado, repercutirá pelas qualidades das palavras, pelas acusações aos ditos liberais e neoliberais brasileiros. As elites brasileiros devem ser contidas pois, desde o tempo de Lula, pregam golpe de estado, escancaradamente, através de seus representantes no Senado e na Câmara, principalmente pelo Catão dos Pinhais.

Responder

    MARCELO

    13 de julho de 2012 às 12h02

    Enquanto isso o Collor,o ídolo do Paulo Henrique Amorim,disse que
    não houve golpe no Paraguai.Tenho pena dos alagoanos que votaram
    nele.

Vlad

12 de julho de 2012 às 19h48

Grande botânico, só não conhece mamona. Mirtácea conhece.
Esse Requião, fôssemos uma nação séria, estaria preso, por ter, dentre outras coisas, enviado o Secretário de Comunicação Social do Paraná, Airton Pissetti, ao Paraguai, às expensas do dinheiro público, fazer campanha para o bispo Lugo, o premiado reprodutor. Descoberto, devolveu o dinheiro, como se isso bastasse.
Falar mal da Imprensa, até se admite, a quem não tenha montado um escritório de escutas ilegais em seu gabinete.
Não é dado ao capeta, pregar o bem.
Vai pro inferno, vigarista.

Responder

    Marta

    12 de julho de 2012 às 21h45

    Vlad, você acaba de se revelar um perfeito liberal-jabuticaba. Ponto para o Requião.

    Vlad

    12 de julho de 2012 às 22h39

    Não, Marta. Equivoca-se.
    É que eu sei bem quem é esse sujeito; aliás, em que se transformou esse sujeito, que há 20 anos era outra pessoa e naquele Requião votei.
    Esse de hoje é tão democrata quanto o Idi Amin.
    E além de saber, não comento para a platéia, como a maioria…aliás, a quase totalidade.

    erico almeida

    12 de julho de 2012 às 22h03

    Com certeza este tal de vlad é alguém que defende o liberalismo golpista apoiado pela globo-veja-estadão-folha psdb demo-udenista, pobre coitado tipo o gaga fhc.

    Vlad

    12 de julho de 2012 às 23h16

    Riquíssimo em conteúdo seu comentário.
    Quase fui às lágrimas diante de tanta sapiência.

    Julio

    14 de julho de 2012 às 09h21

    Vlad: contribuir com a causa da democracia no Paraguai é virtude. Você deve ser um acólito de Beto Richa e da elite escravocrata do Paraná, das 54 familias que dominam esse estado. Vai prá Miami lavar privadas dos gringos e fazer contrabando, vigarista.

Werner [email protected]_2

12 de julho de 2012 às 19h46

dos melhores discursos que escutei nos últimos meses.
De parabéns o sen Requião!

Fora #MidiaBandida !!!

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