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República dos banqueiros: R$ 2 trilhões de dívida e os juros nas alturas


04/12/2013 - 11h22

28/11/2013 – Copyleft

Dívida pública e juros: coquetel explosivo

Jaciara Itaim, na Carta Maior

O quadro fica mais sensível quando começa a atingir níveis de um verdadeiro coquetel explosivo com juros a 10% e a dívida superando R$ 2 trilhões.

A última semana de novembro corre o risco de ficar marcada pelo anúncio de duas informações que podem se constituir em um verdadeiro coquetel explosivo para o governo da Presidenta Dilma, em especial no que se refere aos aspectos de sua política econômica.

A divulgação do boletim que registra a evolução do comportamento do endividamento da União registra um recorde histórico. No mês de outubro, o total do estoque da dívida pública federal atingiu a marca de R$ 2,02 trilhões.

Foi o segundo momento, ao longo da série das apurações mensais, que esse valor ultrapassa a perigosa marca simbólica. Mas da outra vez, em dezembro do ano passado, o estoque ficou ainda um pouco abaixo do total atual.

A outra referência importante de política econômica foi a deliberação do COPOM do Banco Central, que optou, mais uma vez, pelo aumento no arrocho da política monetária.

A SELIC estava em 9,5% e foi elevada de forma a encostar na chamada “barreira psicológica” dos dois dígitos — 10% ao ano.

Trata-se do sexto aumento consecutivo da taxa de juros que opera como base referencial mínima para as operações no mercado financeiro.

A escalada altista teve início em abril desse ano, quando a SELIC saiu de 7,25% para 7,5%. E desde então ela tem sofrido — de forma sistemática — um novo reajuste a cada 45 dias, a periodicidade das reuniões de seu comitê.

Dívida trilionária e juro campeão

A combinação dessas duas variáveis pode operar como sinal de alerta para os analistas que acompanham a evolução da conjuntura e o desempenho da economia brasileira.

Os aumentos continuados nos números totais relativos ao estoque da dívida pública não são recentes. Na verdade, trata-se de uma escalada que remonta há muitos anos.

Já o comportamento da taxa de juros foi objeto de uma tendência de redução no período 2003 a 2009. Em seguida volta a se elevar e desde 2010 mantém um comportamento um tanto errático.

É bem verdade que o valor absoluto da dívida não é o elemento mais importante a ser levado em consideração.

O relevante mesmo seria a relação deste com a magnitude da economia, a chamada relação dívida/PIB. E nesse ponto, sob qualquer metodologia utilizada, estamos ainda em uma zona de conforto relativo.

Mas o impacto do simbólico não pode ser menosprezado. Ao longo dos últimos 7 anos, por exemplo, o total da dívida pública federal aumentou 68% e ultrapassou o valor do segundo trilhão.

Além disso, esse crescimento ocorreu justamente em um ambiente de prioridade absoluta conferida pela política econômica aos seus aspectos financeiros.

Assim, a cada ano o governo vem impondo um enorme esforço ao conjunto da sociedade, por meio da exigência da geração de um superávit primário médio de 3% do PIB. E tal caminho tem implicado a compressão sistemática de despesas orçamentárias voltadas para as áreas sociais e estratégicas do governo, para que os recursos arrecadados pelo Estado sejam destinados ao pagamento de juros e demais serviços da dívida pública. E mesmo assim a dívida não para de crescer.

Alta da SELIC só agrava o problema



Agora, o mais dramático de tudo isso é que o agravamento da relação de endividamento acaba servindo, de acordo com o raciocínio desenvolvido pela ortodoxia monetarista, para exigir maior rigor na condução da política monetária.

Leia-se: exigência de taxas de juros ainda mais elevadas. Ou seja, estamos diante da famosa cena do cachorro correndo atrás do próprio rabo.

Juros elevados provocam aumento da dívida pública. Por sua vez, dívida elevada exige juros mais altos. E durma-se com um barulho desses!

A decisão tomada pelo COPOM de subir um pouco mais o patamar dos juros na economia também provoca reflexos importantes no âmbito das finanças governamentais. Além de sinalizar para as instituições financeiras privadas e públicas o caminho para promoverem o encarecimento do custo embutido nas operações de crédito, a elevação da SELIC aumenta diretamente os gastos governamentais.

Ela é utilizada como parâmetro para remuneração dos títulos emitidos pelo governo.

Considerando a dívida atual de R$ 2 trilhões, cada aumento de 1% na taxa oficial de juros provoca uma elevação extraordinária das despesas da União de R$ 20 bilhões ao longo de 12 meses.

Isso significa que novos cortes deverão ser efetuados nas contas dos gastos sociais, de modo a assegurar a existência de recursos para cumprimento de juros e serviços da dívida pública.

Parece claro que essa é uma escolha que vai exatamente na contra-mão do desejo de retomada do ritmo das atividades econômicas no País. A média anual de crescimento do PIB ao longo dos últimos 4 exercícios não deverá ultrapassar 3,0%.

Esse processo está bem aquém das necessidades de nossa sociedade, tendo em vista as tarefas de melhoria das condições de vida da população e a consolidação de uma rede de infra-estrutura ampla, capaz de responder aos gargalos existentes. E a perspectiva de desenvolvimento inclusivo e sustentável tem como pressuposto básico a ampliação da taxa de investimento em nossas terras.

Aquilo que o economês chama de “formação bruta de capital fixo” é muito urgente, tratando-se de uma atribuição que deve ser compartilhada entre o setor público e o setor privado.



Juro elevado inibe o investimento



Ocorre que a realização de novos investimentos na economia real, do ponto de vista do empresariado, depende das expectativas de retorno sobre tal aplicação de capital. E o principal elemento que entra no cálculo pelo lado das despesas é a taxa de juros, que tende a refletir o custo financeiro dos novos empreendimentos.

À medida que o governo sinaliza sua disposição de aumentar a SELIC, isso se concretiza em elevação das taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras em suas operações de crédito no balcão, junto aos clientes. Com isso aumenta também o chamado “custo oportunidade” para os tomadores de decisão pelo lado do capital.

Em suma, os investimentos — tão necessários para a economia e sempre exigidos pelo governo em sua interlocução junto às entidades empresariais — entram em compasso de espera.

E aí começam a entrar em cena as medidas acessórias, como a concessão de isenções tributárias e outras benesses sob a forma das diversas modalidades de políticas públicas visando à redução do custo do investimento.

Um dos instrumentos mais utilizados é o crédito subsidiado concedido pelo BNDES e outras agências oficiais de crédito, mas ele tende a ser concentrado para os conglomerados e empresas de grande porte.

Para a grande maioria dos demais interessados, o custo do crédito da instituição bancária tradicional terá sido mesmo elevado no dia seguinte à reunião do COPOM. Mas o fato é que mesmo esse tipo de medida tampouco apresentou resultados eficientes do ponto de vista do estímulo às expectativas dos capitalistas. As decisões ainda patinam.

Na outra ponta, o governo não apresenta interesse em assumir a vanguarda da realização dos investimentos. De um lado, porque sua prioridade na política fiscal tem sido a busca da geração de superávit primário a qualquer preço.

Com isso, os recursos orçamentários existentes são direcionados para o cumprimento de suas obrigações financeiras.

De outro lado, pelo fato de que o modelo adotado para a construção dos projetos em todos os setores da infra-estrutura tem sido o das concessões e privatizações.

Porém, o setor privado tem apresentado um comportamento de exigir cada vez mais facilidades da administração pública, em termos financeiros e de concepção mesmo dos editais e dos projetos em questão.

Pretende toda a segurança de ganhos e nenhum risco associado aos custos. Com isso, os investimentos não deslancham e a economia continua em marcha lenta.



Ortodoxia conservadora: mudança necessária



Um dos grandes problemas a serem enfrentados para a mudança dessa orientação conservadora é o embate no campo das idéias econômicas. Afinal, todos nos perguntamos: mas por que é mesmo tão necessário aumentar a taxa de juros?

A resposta está associada a uma forma particular e específica de analisar o fenômeno econômico. Mas é sempre bom ressaltar que esse enfoque é polêmico e está muito longe de se constituir em unanimidade.

O argumento principal apresentado pelo conservadorismo é de que a inflação estaria descontrolada. E para evitar a sua volta indesejada, faz-se necessário reduzir a pressão da demanda na economia.

Com menos poder de compra generalizado na sociedade, os preços tenderiam a ficar estáveis.

O modelo macroeconômico subjacente é de que os agentes econômicos (indivíduos e empresas) iriam retirar uma parcela de sua renda antes destinada ao consumo e aplicariam esses recursos sob as diversas formas de poupança no setor financeiro – em razão da maior atratividade oferecida por juros mais elevados.

Esse tipo de avaliação é repetida “ad nauseam” e sem nenhum contraponto na grande maioria das editorias de economia dos meios de comunicação.

Procura-se fazer dela um amplo consenso. “Ou aumentam-se os juros ou instaura-se o caos e caminhamos para a ante-sala da catástrofe iminente”. Mas a realidade da dinâmica da economia é muito mais complexa do que tentam nos passar os maiores interessados na medida — os representantes das instituições financeiras.

Não serão esses 0,5% de aumento na SELIC que carrearão recursos do consumo para a poupança.

Na verdade, se o governo está mesmo seguro a respeito dessa análise equivocada quanto à demanda agregada, poderia lançar mão de outra medida para evitar a suposta volta da pressão inflacionária: a elevação do depósito compulsório.

Esse instrumento corrente de política monetária tem o mesmo efeito que a taxa de juros, em termos de reduzir o poder de compra agregado na sociedade.

O depósito compulsório é a parte dos depósitos que as instituições financeiras são obrigadas a recolher junto ao Banco Central. Se esse percentual é aumentado, os bancos teriam menos recursos para emprestar e com isso a pressão de demanda sobre a oferta de bens e serviços seria reduzida.

A conseqüência seria a mesma que o aumento nos juros: maior segurança a respeito do crescimento dos preços.

Ocorre que essa alternativa raramente é mencionada pelos “analistas financeiros” ouvidos pela grande imprensa, uma vez que os bancos não têm nada a ganhar com ela.

Aliás, muito pelo contrário.

Ao desconsiderar alternativas para a condução da política econômica, o governo continua fazendo mais do mesmo.

Aumentando a taxa de juros, que provoca elevação da dívida publica, que passa exigir maiores juros, e por aí vai. No entanto, como já foi mencionado acima, essa receita não ataca o problema em sua raiz. E o quadro fica mais sensível quando começa a atingir níveis de um verdadeiro coquetel explosivo, com juros a 10% e a dívida superando R$ 2 trilhões.

Isso para não mencionar os riscos das contas externas e o câmbio valorizado. Enfim, mudanças de rotas são mais do que urgentes!



(*) Economista e militante por um mundo mais justo em termos sociais e econômicos.

PS do Viomundo: O Banco Central promove uma escalada dos juros e o governo Dilma se diz surpreso com a contração do PIB!

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54 comentários

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João B. do Amaral

06 de dezembro de 2013 às 21h11

Perguntas que não quer calar: 1) Como existir inflação de demanda no sétimo maior PIB do mundo ou seja na sétima maior estrutura produtiva do planeta se 90% da nossa massa de consumidores de bens e serviços ganham menos de três vezes um dos mais baixos salários mínimos do mundo? 2) Porque elevar sistematicamente a taxa de juros como instrumento para combater a inflação se juros representa custo financeiro repassado para os preços finais de serviços e mercadorias independente se as empresas tem dívidas ou não , porque aquelas empresas que não tem dívidas repassam para o preço final de suas vendas de bens e serviços o que estaria deixando de ganhar nas aplicações financeira ( Custo de Oportunidade ) onde qualquer tipo de custo repassado aumenta preços , pressionando a inflação ? 3) Se tem inflação de demanda , o que não acredito pelos motivos mencionados na primeira pergunta , porque as autoridades monetárias não eleva o recolhimento compulsório ao invés de elevar a taxa de juros? 4) Como sabemos a maior fonte de arrecadação tributária é oriunda do setor produtivo . Ora aumentando a taxa de juros existe a propensão de redução do nível de atividades da economia. Sendo assim , como os juros são pagos mediante a arrecadação de impostos , como o governo em um futuro próximo terá condições de arcar com a rolagem da dívida pública interna , onde poderá ocorrer um círculo vicioso perverso , causado pela diminuição do nível de atividades da economia , que acarretaria uma diminuição da arrecadação tributária , concomitante com uma elevação constante e sistemática da taxa de juros primária ou taxa SELIC ?

Responder

Diego

05 de dezembro de 2013 às 18h18

A ignorãncia de voces esquerdistas com relação a temas econômicos é assustadora. Se voces estivessem no BC ou na Fazenda já teriam falido o Brasil faz tempo…

Os juros estão altos e vão aumentar ainda mais simplismente por causa do governo!! Afinal quem financia esse mostro que gasta mais do que arrecada? O governo aumenta os juros para acalmar o mercado pois sabe que se eles deixarem de financiá-lo a casa vai cair…. Nosso problema é ainda pior porque temos uma taxa de pupança de 17% do PIB, muito baixa para a média dos emergentes 25%.

Esquerdistas, se perguntem: se o governo não se financiar com os banqueiros, quem vai pagar a conta? A única alternativa seria aumentando a inflação… coisa que Argentina e Venezuela sabem muito bem…

Acordem cambada!!!!!!!

Responder

Mário SF Alves

05 de dezembro de 2013 às 13h59

Ô dúvida cruel, hein, Capilé?
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Pra pensar: a verdade está no meio. Para garimpa-la, conhecê-la e fazer bom proveito dela, você tem de estudar o que pensam, escrevem e praticam os extremistas.
__________________________________________
Penso que seja isso.
Abs.,
Mário.

Responder

Bacellar

05 de dezembro de 2013 às 13h42

Ah é, deve ser dos etíopes, dos blogues sujos e do Plínio…

Responder

FrancoAtirador

05 de dezembro de 2013 às 11h27

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VIGILÂNCIA E GLOBALIZAÇÃO GERMANO-ANGLO-SAXÃ: COLONIZAÇÃO PRÓ LIVRES-MERCADOS
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04 de Dezembro de 2013•12h57 • atualizado às 13h07
Portal Terra

Vigilância deve ser aceita pela sociedade, diz Tony Blair

O ex-premiê britânico foi convidado pela Universidade Uniritter, que desde 2010, faz parte do grupo Laureate International Universities, que investe em instituições privadas por todo o mundo e que tem entre seus embaixadores o ex-presidente americano Bill Clinton.

Em sua palestra sobre os desafios da globalização, Blair falou sobre a necessidade de abertura dos mercados para novas oportunidades e defendeu uma mudança na formação dos administradores públicos como forma de melhorar os serviços essenciais.

“Na minha opinião, a diferença entre esquerda e direita é entre mentes abertas e mentes fechadas. Mentes abertas veem força na globalização e o efeito transformador da internet, já as mentes fechadas veem isso como uma ameaça, que expõem aos ventos frios da concorrência, e as pessoas tendem a se fechar na Europa. Isso se vê refletido nas políticas anti-imigração, anti-comércio livre, isolacionismo…”, afirmou.
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04 de dezembro de 2013
ZH

Bill Clinton visita Salvador no domingo

A Universidade Salvador (Unifacs), de Salvador, na Bahia, promove no próximo domingo na capital baiana uma conferência do ex-presidente americano Bill Clinton.

Assim como a UniRitter, que trouxe nesta quarta-feira o ex-premiê britânico Tony Blair a Porto Alegre, a Unifacs faz parte da rede internacional de instituições de ensino Laureate International Universities.

De Salvador, Clinton embarca na tarde de domingo para o Rio, onde participa, até a tarde de terça-feira, de um encontro da Clinton Global Initiative, que encabeça.
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4.12.2013 / 13:30
Glamurama

Em visita ao Brasil, Bill Clinton passará alguns dias na Bahia

Que Bill Clinton estará por aqui para um encontro da sua Clinton Global Initiative, todo mundo sabe. Mas só Glamurama conta que, antes disso, nesta sexta, ele aterrissa na Bahia para dias de dolce far niente. Depois, com as energias recarregadas, à partir do dia 8, ele estará no Rio de Janeiro ao lado de líderes do empresariado e governo.

A ideia é selar compromissos de ação social [SIC] na América Latina e quem também estará por lá é sua filha, Chelsea Clinton.
Os confirmados? Otavio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez, Alessandro Carlucci, da Natura, e Jorge Gerdau Johannpeter, da Gerdau, entre outros.
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UCRÂNIA À BEIRA DE UM GOLPE DE ESTADO

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 20:36 BRST
REUTERS

Ministro alemão esnoba presidente da Ucrânia em visita a Kiev

Por Richard Balmforth e Thomas Grove

KIEV, 4 Dez (Reuters) – O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, se reuniu com líderes oposicionistas ucranianos em seu acampamento de protesto em Kiev nesta quarta-feira, esnobando o presidente do país, Viktor Yanukovich, que desencadeou grandes manifestações ao rejeitar um acordo com a União Europeia e buscar relações mais estreitas com a Rússia.

Enquanto os manifestantes favoráveis à integração com a UE lotavam a praça principal, a crise causava um novo impacto na frágil economia da Ucrânia, com o banco central forçado a sustentar a moeda e o custo do seguro da dívida do país contra um calote subindo ainda mais.

Os Estados Unidos apoiaram o direito dos ucranianos de decidirem seu futuro [SIC], mas a Rússia criticou o que definiu como ações agressivas dos manifestantes e afirmou que pessoas de fora não deveriam interferir.

A tensão era elevada na capital quando os manifestantes entraram em confronto com fileiras de policiais da força antidistúrbios diante dos principais órgãos da Presidência, e o primeiro-ministro, Mykola Azarov, acusava a oposição de tentar provocar violência.

Autoridades ucranianas foram a Moscou em busca de ajuda para evitar uma derrocada financeira, enquanto Yanukovich estava na China, também em busca de auxílio econômico.

A Ucrânia enfrenta imensos problemas para financiar um déficit em conta-corrente, e sua necessidade de fundos externos é estimada em 17 bilhões de dólares para o próximo ano, para que consiga arcar com os pagamentos da dívida e o custo da importação de gás natural.

A decisão de Yanukovich de abandonar o acordo com a UE no último momento surpreendeu os líderes europeus, irritou os seus críticos no país e expôs a Ucrânia à pressão dos mercados financeiros.

O banco central da Ucrânia interveio outra vez no mercado para reforçar a moeda, a hryvnia, em meio a temores de que as reservas internacionais de 20 bilhões de dólares possam não ser suficientes para manter seu valor.

O custo do seguro da dívida do governo ucraniano para cinco anos subiu para 1.097 pontos básicos, perto do nível mais elevado em quatro anos. Níveis acima de 1.000 indicam dificuldades financeiras.

VISITA

Na véspera de um encontro do órgão de direitos humanos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) em Kiev, Westerwelle se reuniu em um hotel com dois líderes oposicionistas ucranianos: o ex-ministro da Economia Arseny Yatsenyuk e o campeão mundial de boxe na categoria dos pesos-pesados, Vitaly Klitschko, que se tornou político.

Depois, os três caminharam pelo cento do acampamento de protesto no entorno da Praça Independência, cenário da chamada “Revolução Laranja”, de 2004-2005, onde as pessoas se juntam ao redor de braseiros colocados nas ruas.

Em um apelo à Ucrânia para reconsiderar sua abrupta decisão de se voltar para Moscou e rejeitar o acordo com o bloco europeu, Westerwelle disse: “Nós não somos indiferentes ao destino da Ucrânia. Nós defendemos valores europeus e dizemos que a porta para a UE permanece aberta. A Ucrânia deveria estar a bordo da Europa.”

O chanceler russo, Sergei Lavrov, usou uma entrevista coletiva na sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Bruxelas, para criticar a resposta ocidental aos protestos na Ucrânia.

“Eu não entendo muito bem o alcance das ações agressivas por parte da oposição”, disse ele.
“Espero que os políticos ucranianos sejam capazes de levar a situação para uma via pacífica. Nós encorajamos todos a não interferir.”
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Responder

    Mário SF Alves

    05 de dezembro de 2013 às 12h55

    Tony Blair? Mente aberta, mente fechada?
    Quem é Tony Blair? Não é aquele esquisitóide que apoiou integralmente o Bush II na desumana e louca aventura de invasão do Iraque?
    _____________________________
    Ah, esses neoliberais… que esparrela! Tão contraditórios, tão loucos. O mundo deles cabe num dedal.
    ________________________________________
    Mente aberta… sei. Por muito menos a Inglaterra, de fato, espirrou com aquele master of PiG, Murdoch.

    FrancoAtirador

    05 de dezembro de 2013 às 19h15

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    UCRÂNIA: A CRONOLOGIA DE UM GOLPE

    13:22
    Ucrânia pede que Europa não encoraje manifestantes
    Os políticos europeus não devem encorajar os manifestantes que exigem em Kiev eleições antecipadas, mas sim devem exortá-los a dialogar, disse o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Leonid Kozhara.
    A parte ucraniana, acrescentou Kozhara, espera que os aliados dos manifestantes por parte do Parlamento Europeu “exortem os líderes da oposição a um diálogo”.

    13:27
    Líder do partido Pátria, Arseni Yatsenyuk, afirma que hoje em Maidan chegarão vários políticos europeus, bem como a vice-secretária de Estado [dos United States] Victoria Nuland.

    13:32
    Oposição ucraniana exige que a unidade especial da polícia Berkut seja liquidada.

    13:39
    O número de pessoas hospitalizadas em ações de protesto em Kiev atingiu 412, incluindo mais de 220 policiais.

    13:57
    Segundo a decisão do tribunal, os manifestantes têm cinco dias para deixar o edifício do governo ucraniano no centro de Kiev. Caso contrário, a polícia será obrigada a tomar medidas, declarou o chefe interino da polícia da capital Valeri Mazan, sem especificar o caráter de medidas.

    14:44
    Alemanha está pronta a ajudar à Ucrânia para alcançar a resolução pacífica da situação política no país, declarou o ministro do Exterior alemão Guido Westerwelle.

    15:05
    Premiê da Ucrânia, Mykola Azarov, afirma que o bloqueio do funcionamento do governo e parlamento impede a integração europeia.

    15:21
    O ministro britânico para assuntos europeus, David Lidington, pediu que as autoridades ucranianas fizessem uma investigação justa e objetiva do uso de força na dispersão de manifestantes pacíficos em Kiev, acrescentando que as partes devem evitar a escalada do conflito.

    15:31
    A secretária de Estado adjunta dos EUA, Victoria Nuland, fez ameaças contra as autoridades ucranianas, manifestando que as autoridades do país têm que fazer uma escolha: ou “atender às expectativas de seu povo” ou “decepcionar e arriscar a mergulhar no caos e na violência”.

    EUA ameaçam Ucrânia com caos e violência

    Nesta quinta-feira, a secretária de Estado adjunta dos EUA, Victoria Nuland, numa reunião do Conselho de Ministros das Relações Exteriores dos países da OSCE em Kiev fez ameaças contra as autoridades ucranianas.

    Segundo ela, o mundo inteiro está observando o que está acontecendo na Ucrânia.

    Nuland disse que as autoridades do país têm que fazer uma escolha: ou “atender às expectativas de seu povo” ou “decepcionar e arriscar a mergulhar no caos e na violência”.

    18:23
    Premiê da Ucrânia: prédios em Kiev foram ocupados por extremistas

    Dicursando hoje, em Kiev, na reunião ministerial da OSCE, o premiê Mykola Azarov declarou que na ocupação de prédios administrativos, na capital ucraniana, estiveram implicadas forças extremistas.

    “Entre os manifestantes há forças extremistas, as quais procuram ocupar instituições e edifícios públicos. Elas ocuparam o edifício da prefeitura e bloquearam o funcionamento da administração do presidente da Ucrânia, do governo e do nosso parlamento”, disse o primeiro-ministro.

    “Dizemos aos autores dessas ações que eles violam a lei, e que esta não é uma via europeia de desenvolvimento. Exortamos a que todos os problemas se resolvam à mesa de negociações”, disse Azarov.

    (http://portuguese.ruvr.ru)
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J.R.

05 de dezembro de 2013 às 10h28

Gostaria de saber o que impede o pagamento de uma “gorjeta” a esse punhado de desconhecidos senhores engravatados que se reunem para definir a taxa de juros básicos. Os interesses envolvidos atingem cifras bilionárias quando se fala no aumento (ou diminuíção) de míseros 0.5% nessa taxa…com tanto dinheiro envolvido e o completo anonimato desse grupo, quem pode garantir que não há um rio de dinheiro circulando para garantir esses aumentos consecutivos na taxa?
É triste o país ver mais da metade do valor arrecadado ser pulverizado no pagamento de rolagem de dívida e afins e a taxa de juros decidida por um grupo de fantasmas.

Responder

    Mário SF Alves

    05 de dezembro de 2013 às 13h04

    Sim, e decerto iriam aos extremos se isso não significasse o fim da galinha-dos-ovos-de-ouro.

Davi Basso

05 de dezembro de 2013 às 02h56

Imagine uma instituição responsável por distribuir o dinheiro para a sociedade. E que lhe seja permitido auferir lucro. É por óbvio que ela retirará cada vez mais o dinheiro em circulação da sociedade, pela gana do lucro. Dinheiro que obrigatóriamente passa por ela, de qualquer forma passa. Ela inventará diversas histórias para obter lucro. É a manutenção da conta, a tarifa para acesso ao empréstimo, que já cobra juros. É uma capitalização alí, uma previdência acolá, um seguro. E os juros para alavancar os investimentos.
A Le Mond Diplomatique publicou certa vez uma matéria sobre o assunto onde informava que todos estes 40 e tantos % do pib para a dívida ia para 5 mil famílias.
Do que adianta o governo pegar emprestado, vez que não mexe com lucro e tem de devolver aquele valor todo acrescido de juros. E que este valor deverá sair dos recursos que a sociedade amontoou para si. Pela necessidade de crescer mais pede-se emprestado e acabamos crescendo menos que se tivéssemos nos livrado dos saqueadores e chantagistas.
Do começo do ano até aqui mais de 50 bilhões foram para o lucro dos bancos. Isso lucro de suas atividades bancárias…. Não seria melhor à sociedade que eles fossem todos estatizados. Qual vantagem há tamanha concentração em detrimento da circulação destes valores à sociedade.
Somos a 6ª maior economia do planeta e o 70ª e la vai no Índice de desenvolvimento urbano por conta da nossa abissal desigualdade. Não seria melhor o contrário? Dinheiro há.
Outra das tantas armadilhas é o desenvolvimento pelo crédito. Nada da mais prazer aos bancos. E não falo do empréstimo do governo não. Falo do crescimento da economia não baseada no aumento dos salários, e sim no aumento do crédito. História que acompanhamos de 2008 até hoje e em outras crises passadas. Mas que sempre é bom lembrar, pois tem quem esteja louco para fazernos esquecer.

Responder

francisco.latorre

04 de dezembro de 2013 às 21h11

saul leblon. do carta maior.

http://www.conversaafiada.com.br/economia/2013/12/04/pig-engole-89-milhoest-de-soja/

‘A colheita no país transcorre no primeiro semestre; seu auge é no segundo trimestre. Essa inundação concentrada de grãos fez o PIB agrícola retroceder 3,5% napassagem entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano.

Não existe crise no agronegócio; o país é o terceiro maior produtor de alimentos do planeta.

O que existe é uma espécie de crise de abstinência de soja nas estatísticas de um período do ano, gerando um efeito meramente sazonal na contabilidade do PIB.

Tanto assim que o setor agrícola deve crescer 6,5% este ano impulsionado justamente pelo fôlego da sojicultora, que contabiliza uma expansão de 10% em relação à colheita anterior.

O impacto de uma safra tão expressiva e concentrada, porém, a depender da base de comparação –como é o caso da transição trimestral escolhida pelo IBGE– influencia a contabilidade geral do próprio país.’

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Responder

Carlos Db

04 de dezembro de 2013 às 21h02

E a nave vai… O governo Dilma do PT baixa-se, mais uma vez, ao tal “mercado”. Começou mal e vai terminar pior, mesmo que reeleita em 2014. O PT não tem coragem de peitar o “marcado”. Mesmo com todos instrumentos que possui, baixa-se buscando apoio que NUNCA terá. Lembro que D.Dilma NUNCA se reuniu com QUALQUER sindicato ou representantes. SEMPRE os mandou para o segundo, terceiro escalão, quando escutava alguma coisa. O conflito sempre foi sua escolha. Seus ouvidinhos são senviveis apenas para a grande midia, Globo e Cia.Que tal Mais Você? E a distribuição das verbas de propaganda das Estatais e Gov. Federal? Perdeu apoio entre os que gratuitamente a apoiavam e agora baixa-se ao “mercado”, e vai ter que baixar-se mais e mais, pois “ele” é insaciavel. O governo possui instrumentos para efetuar o desmonte da indexação da dívida que corroi as verbas de investimento necessárias ao crescimento e distribuição da renda? Sim possui. Há hoje condições políticas para enfrentar o monstro “mercado”? Não! Seu desgaste é imenso. O governo NUNCA negociou, é fechado, autosuficiente, empurra suas “soluções” garganta abaixo de tudo e todos que não tem como o enfrentar, usando TODOS instrumento que o PT criticava no passado (Policia, Judiciário, compra de apoio através de liberação de verbas, etc). E rasteja, e rastejará, e continuará rastejando até ser deglutido e cuspido pelo tal mercado. Alea jacta est.

Responder

    tiago carneiro

    04 de dezembro de 2013 às 21h54

    Dilma, a FHC de saias, não tem coragem de peitar nada, é o governo mais sem coragem e sem sal da história.

    Por algum motivo nossa FHC de saias quer repetir os anos de fernandismo e ser a FERNANDO TERCEIRO…

renato

04 de dezembro de 2013 às 19h57

Cai, no ninho da Urubologa, apesar que eu acho que ela não sabe metado do que falaram aqui.
Mais o Brsil foi para o Buraco, depois que li algumas palavras que conheço.
Coquetel explosivo,perigosa marca simbolica, arrocho,formação bruta de capital fixo ( este é brabo),cachorro correndo atrás do próprio rabo,durma-se com um barulho desses!,contra-mão do desejo,marcha lenta,
“ad nauseam”,“analistas financeiros”

Responder

Bonifa

04 de dezembro de 2013 às 19h43

As taxas de juros sobem, porque assim o querem os credores. Não há outra razão, tudo o mais é subterfúgio. Se os credores dispõem de meios para pressionar as altas dos juros, utilizarão sem pestanejar estes e até outros meios dos quais não deveriam dispor, em nome da convivência civilizada. Wall Street e a City são um mesmo monstro de duas cabeças. Eles são os credores do Brasil, não há outros relevantes. Se o Brasil reduz a taxa de juros, diminui a quantidade de virgens que devem ser sacrificadas a este monstro bicéfalo. E ele abre as bocarras e despeja fogo sobre o Brasil, através de fogaréus chamados de Wall Street Journal, Financial Times, Economist, Times e outros. E este fogo é reacendido e propagado cá no Brasil pela Rede Globo, pelo Valor, pela Veja, pela Folha de São Paulo e outros, que são gnomos escravos do grande monstro. O mais ousado passo do governo Dilma foi baixar as taxas de juros. Encheu de esperanças quem deseja ver o país independente das garras do sistema financeiro internacional. Mas os credores reagiram com a velocidade do raio, se acharam no direito até de exigir a demissão do Ministro da Fazenda, para que voltassem a ter sua quota de sangue das virgens sacrificadas. Tentando estabelecer a calma em época de eleições perigosas, Procurando contemporizar com esta pressão terrível, vendida ao povo inocente como fatores científicos de economia, o governo vai cedendo. Cedendo, para que tudo não se transforme em inferno antes do pleito de 2014. Mas corre o sério risco de, ao ceder demasiado, instalar o inferno antes das eleições.

Responder

    Mário SF Alves

    05 de dezembro de 2013 às 13h11

    Tem razão, Bonifa. Ou isso ou a cabeça do querido ministro Guido Mantega.

José Neto

04 de dezembro de 2013 às 19h23

O governo fala em estimular a indústria e o crescimento e acaba aumentando a SELIC para 10%, juros altos só quem querem são os bancos privados. Com relação a divida publica está de fato alta mesmo, mas é enfocar que os gatos são necessários.

Responder

Guanabara

04 de dezembro de 2013 às 18h46

“Aquilo que o economês chama de “formação bruta de capital fixo” é muito urgente, tratando-se de uma atribuição que deve ser compartilhada entre o setor público e o setor privado.”

Essa foi das minhas maiores decepções com a Dilma. Os (supostos) defensores do liberalismo argumentam que a livre concorrência controlaria os preços. Mas há cada vez maior concentração/cartelização de mercados, como, por exemplo, nas grandes redes de supermercado, e não houve o que eu vejo como necessário para sair dessa trama dos juros, que é um aumento de oferta através de uma diversificação de produtores, vulgo concorrência.

“Pretende toda a segurança de ganhos e nenhum risco associado aos custos.”

Essa, para mim, é a síntese do empresário brasileiro. Quer fazer investimento apenas com retorno garantido, sem riscos, pagando uma miséria a seus funcionários (que, por essa condição, ficam reféns de empréstimos a juros a qualquer preço, também, por falta de educação financeira) e ficando milionários em pouquíssimo tempo, ainda, se possível, com isenções fiscais. O empresário brasileiro não quer liberalismo com concorrência. Quer monopólio com subsídios governamentais, salários de fome e, se possível, uma boa dose de sonegação (para, depois, poder financiar umas campanhas e garantir a sobrevivência do seu business).

“Esse tipo de avaliação é repetida “ad nauseam” e sem nenhum contraponto na grande maioria das editorias de economia dos meios de comunicação.”

Eis a catequese econômica de Miriam Leitão e sua defesa (em nome do patrão) do “pensamento único”. O que mostra que economia não é matemática, é política.

Responder

m.a.p

04 de dezembro de 2013 às 18h44

Acho que o ano passado foi instalada a CPI da dívida, sob absoluto boicote do pig e surpreendentemente do “blog´s sujos’, lembro que pouquissímos artigos encontrei sob o tema que a meu juízo “é a mãe de todas as batalhas.

Responder

Francisco

04 de dezembro de 2013 às 18h35

A burguesia que trabalha (ou seja, raros grandes empresários, muitos médio empresários e quase todos os pequenos empresários) ainda não se deu conta de que o nome do sistema é capitalismo.

No leme da barca, há os grandes empresários de braços dados com as várias oligarquias rentistas. Uma minoria que joga pesado na politica e no estelionato em geral. Umas vezes com militares, outras com padres, outras com juizes e sempre com a mídia.

Essa burguesia “que trabalha” faria um grande favor ao Brasil em se pronunciar sobre alguma (qualquer) coisa de relevante. Precisamos de um partido burgu~es de fato: com moral burguesa, jacobina ou girondina, mas focada na industriosidade. Ficam macaqueando um anticomunismo extenporâneo que nem eles entendem direito o que seja e perdem tempo e espaço politico para os sangue sugas da alta burguesia oligárquica.

A lógica na cabeça do grande oligarca brasileiro é a lógica do latifundio, da sesmaria, do feudo: lotear, gritar alto e barrar, via compadrios dentro do aparelho do Estado, todo e qualquer sinal de mobilidade social (em qualquer direção e de qualquer um). Ou seja, viver de renda e explorar trabalho escravo.

Esse é o inimigo. Precisamos colocar o pequeno burguês na conversa. A classe operária é miuda, o trabalhador consciente é quase um traço estatistico, o “pobre” de que fala Lula, é uma ficção de propaganda e o PT é uma tripinha muito miuda para o tamanho do desafio.

Precisamos de mais atores e atores fortes.

Na bandeira da China há cinco estrelas. A maior representa o Partido Comunista. Mas há duas lá que representam duas classes proprietárias: uma rural e uma urbana. Temos que ampliar o arco.

Responder

    Mário SF Alves

    05 de dezembro de 2013 às 13h32

    Formidável, prezado Francisco.

    Mas…

    “Essa burguesia “que trabalha” faria um grande favor ao Brasil em se pronunciar sobre alguma (qualquer) coisa de relevante. Precisamos de um partido burgu~es de fato: com moral burguesa, jacobina ou girondina, mas focada na industriosidade. Ficam macaqueando um anticomunismo extenporâneo que nem eles entendem direito o que seja e perdem tempo e espaço politico para os sangue sugas da alta burguesia oligárquica.”

    Ai, penso que você esteja sonhando, amigo. Partido burguês? O partido da burguesia já existe. O nome dele é mais ou menos o seguinte: a grana e/ou a mais valia, o lucro capitalista, acima de tudo! E sabe onde esse partido é mais atuante? Em qualquer lugar do Planeta, mesmo porque grana e capital não têm pátria.

Urbano

04 de dezembro de 2013 às 18h28

A maior de todas as prestidigitações vem a ser a dívida dos Estados do mundo todo em relação a algumas poucas pessoas físicas. Inclusive, pode-se dizer literalmente que eles começaram do zero. O maior bem que possuíam eram os corruptos mandatários de Estados da época. A coisa é muita fantástica e espúria para ter sido diferente disso.

Responder

    Mário SF Alves

    05 de dezembro de 2013 às 13h39

    É isso, Urbano. É isso. É o insaciável apetite em acabar de vez com o pouco que nos resta de Estados democráticos no Ocidente. É o processo de instituição da pior e mais dissimulada tirania de todos os tempos.
    ___________________________
    Estamos resistindo. Porém, até quando?

    Urbano

    05 de dezembro de 2013 às 20h46

    Os caras eram ourives, Mário. Criaram uma mutreta ao estilo pirâmide de hoje em dia, e tudo isso com a grande ajuda dos corruptos ligados aos Estados.

    Urbano

    05 de dezembro de 2013 às 20h40

    Muito fantástica.

J Souza

04 de dezembro de 2013 às 18h15

Como dizem os “analistas”, o aumento dos juros demora alguns meses para mostrar seus efeitos…
Imaginem como será o crescimento do PIB em 2014…

Mas, o mercado financeiro tem a “solução” para os problemas do governo: “conceder” mais aeroportos, ferrovias, rodovias, portos e campos de petróleo…
Os neoliberais descobriram a forma mais fácil de ganhar dinheiro depois das minas de ouro: gerir serviços públicos sem ter gastos para construi-los! E no Brasil com o agravante de pagarem com dinheiro público (BNDES, FGTS) pelo direito de lucrar…

Esse país é uma “loucura”… E ainda querem que a gente goste dos políticos…

Responder

    tiago carneiro

    04 de dezembro de 2013 às 21h57

    Lindo comentário!

    Esqueceu-se apenas de dizer que tudo isso com o apoio da esquerda rosa e envergonhada e com manchetes do Paulo Henrique Amorim, dizendo que as vendas foram ES-PE-TA-CU-LA-REs(sic).

    Ai ficam as ovelhas da esquerda endireitada a balir: “concessão não é privatização, essa Dilma é 10!’

marcio gaúcho

04 de dezembro de 2013 às 17h44

Esse aumento da taxa anula da Selic serve somente aos interesses dos banqueiros, que não tem mais a quem emprestar sem risco. A inflação do momento não é de demanda. Os títulos do governo, a 10 ou 12% ao ano, representam boa remuneração aos bancos, pois dinheiro parado no cofre só dá despesa. Viva a banca nacional!

Responder

Roberta Ragi

04 de dezembro de 2013 às 17h19

Como diz Maria Lúcia Fatorelli, o esquema é manjado: trata-se da cooptação dos Estados pelo Mercado Financeiro Global. Afinal, trabalhamos e pagamos impostos para manter os lucros escabrosos dos agiotas institucionais de sempre.

É preciso admitir: nesse ponto (nevrálgico), não há diferença significativa, até o momento, entre as gestões Lula e Dilma e a gestão precedente. Como informa Jaciara Itaim, nos últimos 7 anos, a dívida pública federal aumentou 68%, chegando a 2,02 trilhões. A cada 1% de elevação da taxa SELIC, a União gasta 20 bilhões a mais(ao longo de 1 ano)com juros e demais custos da dívida pública. Esses sim, são dados estarrecedores…

O resto são concessões, privatizações, partilhas… ou, por outra, estratégias acessórias, para gerar capital suficiente que mantenha esse estado de coisas sem tocar a questão fundamental: a total submissão do Brasil aos ditames do pavoroso capitalismo financeiro internacional.

Até quando?

Responder

Otoni

04 de dezembro de 2013 às 15h21

O Governo Dilma estava em meio a uma disputa com os bancos pela pequena queda promovida na taxa selic , vieram as manifestações de junho , a crise do tomate , a surra dos esquerdistas na paulista e o governo recuou.
Agora que cada um assuma sua responsabilidade , vai demorar uma nova conjuntura que encoraje um governo a enfrentar o rentismo.

Responder

Mardones

04 de dezembro de 2013 às 15h10

E o governo vai continuar aumentando a SELIC – favorecendo os credores da dívida (que continua aumentando!) – quando deveria aumentar o compulsório dos bancos.

E seguiremos na cantinela das concessões, isenções, superávit primário e afins.

Responder

    Verde

    04 de dezembro de 2013 às 16h29

    Acho que o povão está estressado demais para tolerar isso muito tempo.
    Vai haver encrenca, pode apostar.

    Veja: tudo controlado contra o povo
    A pior coisa do mundo é a multa de desocupação antecipada de aluguel.
    Como se sabe imóveis para alugar são lixos pelos quais a patuléia paga, para não morar na rua de vez. Nada além disso.
    Só que o lixo às vezes não para em pé. E o inquilino tem de desocupar. Pois ninguém pode tolerar uma reforma, quando isso não é negado totalmente. Mas a máfia acha que pode sim.
    E não há proteção a favor do inquilino para esse tipo de negócio. O inquilino nunca foi ouvido para a feitura da lei. Se vai locar é obrigado a fazer contrato de 30 meses. Ninguém faz menos. e para abandonar o lixo tem de pagar 3 (três alugueis)
    Alguém pensaria em comprar um produto, e se estiver quebrado, pagar para devolver? Nâo! Mas é a mesmíssima situação. E o locador ainda pode contar com uma imobiliária mafiosa. Já o inquilino tem de contratar um perito por no mínimo 600 reais e pagar um advogado por x, para depois brigar na Injustiça por um desconto na maledetta multa. Ninguém briga e a máfia se alimenta e cria filhos.

    Verde

    04 de dezembro de 2013 às 16h32

    Acho que é muita conversa para pouca mudança ou mudança para pior.
    O Brasil está ruim demais. E os capaitalistas estão querendo arrancar muito mais. E não estamos vendo governo fazendo o equilíbrio.

    Isso não vai acabar bem. Pode apostar.

silveira

04 de dezembro de 2013 às 14h00

2 trilhões o tamanho da divida. O FHC, aquele da herança maldita, deixou uma divida de 700 bi, sendo a maior parte dela oriundas de esqueletos deixados pelo desenvolvimentistas e de estatais como RFF e Loyds,IAA ,etc., além de consolidação de dividas estaduais e municipais.
Imagine uma vitória em 2014 da oposição, com essa herança bendita. Se se for louco para ser candidato

Responder

    Verde

    04 de dezembro de 2013 às 16h18

    Compare com cada PIB, antes.

    Mas é horrível de qq jeito.

    Ulisses

    04 de dezembro de 2013 às 19h05

    A dívida PIB no tempo FHC chegou a 55%. A divida PIB está caindo para 34%. Que herança maldita caro comentarista? Herança maldita era dólar a 4 reais, inflação de 12$, reservas cambiais de 15 bilhões, mas devendo 40 para o FMI, investimentos zero, sem capacidade de gerar energia e desemprego acima de 2 dígitos. Hoje temos: Dólar a 2 reais, inflação de 6%, reservas cambiais de 400 bilhões e credor de mais de 20 bilhões ao FMI, investimentos em 2 refinarias a serem entre até 2015 (a ultima foi em 1980), estaleiros, hidroelétricas, duas ferrovias, transposição do São Francisco (2015), mais universidades federais agora da Dilma, programas sociais recordes, desemprego menor da história (menos de 6%). E tu chama de herança maldita? E a de FHC era o que?

    Mário SF Alves

    05 de dezembro de 2013 às 13h19

    Grande Ulisses. Parabéns! Agora é a vez deles. Digam aí fhcistas! Estamos aguardando.

Bacellar

04 de dezembro de 2013 às 13h41

Discutindo com um grande amigo economista chegamos a um entrave: Como é possível que os rentistas possuam mais poder institucional que o conjunto de todas as empresas prejudicadas pelo juro alto? Quem empresta tem mais dificuldades, quem toma emprestado idem. Juro alto é ruim em teoria para quem tem e para quem não tem dinheiro. Logo do ponto de vista de um analista financeiro os juros abrindo não interessam a ninguém. As medidas do Copom são tentativa legítima de conter a inflação com o único meio funcional disponível já que pequenas alterações de imposto ou importação de produtos específicos pelo governo não são eficientes, pela complexidade da economia, para conter a inflação. Em teoria a falha do governo teria sido tentar conter a inflação com esse tipo de medidas e mandar sinais contraditórios ao mercado não se definindo claramente como uma nação entusiasta ou detratora do livre fluxo de capitais.
Eu, ainda que como leigo, não posso comprar essa tese (sou o legítimo “economista” entre aspas do comentário do G.A.Almeida). Me parece que a abertura de juros interessa sim. E o que esse fato evidencia é a posição de economia acessória historicamente ocupada pelo Brasil. Evidencia o fato de que a vontade de produzir, emprestar e correr riscos, para os detentores dos meios financeiros no país não chega aos pés da disposição para o retorno imediato e garantido. Quem são os maiores detentores dos títulos da divida pública? Bancos. Seguidos de fundos de investimentos (em sua maioria administrados por bancos). Como bem ressaltou a artigo recem republicado do L.Dowbor; pra que prospectar investimentos e analisar empréstimos se os bancos podem cobrar uma taxa média de 238% ao ano no cartão de crédito?

Responder

killimanjaro

04 de dezembro de 2013 às 13h12

Asenha, publique isso que esta acontecendo na baixada santista por favor, Muitas Famílias sendo retiradas como bandidos, a PM da baixada está descontando nas famílias de trabalhadores, as baixas que eles tiveram para o crime durante 20 anos, descontando agora em famílias inoscentes. A prefeitura das cidades de guaruja cubatão santos e praia grande estão colocando a PM armada para invadir, desahbitar e depois destruir as casas das pessoas:

http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2013/12/527053.shtml

Responder

    killimanjaro

    04 de dezembro de 2013 às 13h21

    PMs armado de HK (9mm) e Fuzil. O tiro de uma HK antravessa 2 corpos humanos. Ela da uma rajada de 300 tiros por minuto, qual a intenção desses vermes em estarem armados assim para invadir uma ocupação de famílias onde moram trabalhadores e crianças de colo?

    Mário SF Alves

    05 de dezembro de 2013 às 13h52

    Santo Deus! Será que esse inferno não vai acabar nunca?
    _________________________
    Quem está por trás de mais esse aparente abuso? Quem se beneficia? Quem perde? A quem interessa o escândalo?

    Cadê o processo legal que justifique essa desabitação forçada? Qual a justificativa para o uso de tal armamento pesado que sustenta a ação policial?

    Se existe o processo, quem o moveu? Com que base legal? Com que argumento? Sob que pretexto? Quem defende os moradores?

jaime

04 de dezembro de 2013 às 12h49

Tanto investimentos diretos quanto dívidas e juros, tudo isso tem uma única fonte de pagamento: impostos do cidadão (porque empresa não paga impostos, repassa ao consumidor).
Se você só tem uma fonte de pagamento, por que faria duas dívidas ao invés de apenas uma?
Porque é de interesse da bancada dos Bancos, no Congresso(?!), que os grandes investidores tenham onde aplicar seu dinheirinho sem riscos, atropelos e estresse.
É uma questão política, não econômica.

Responder

    Verde

    04 de dezembro de 2013 às 16h21

    Não explicou nada.

    Quero saber se a presidente pode forçar a baixar os juros…
    Por que não pode?
    Acho que há uns pseudos no controle.

Leandro

04 de dezembro de 2013 às 12h05

Mas….não tava tudo bem?? Era tudo intriga do pig.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    04 de dezembro de 2013 às 12h21

    Para a mídia o grande problema não são os juros; temos uma “crise” de inflação, que promove aumento de juros, que freia o PIB e derrota Dilma em 2014. Esta é a lógica…

    leandro

    04 de dezembro de 2013 às 13h32

    Não, não..a inflação está aí e vai piorar com aumento de combustíveis, se aumenta os juros é porque o governo não faz a parte dele no controle dos gastos e isso gera inflação. E vai piorar..já fomos ultrapassados pelo Reino Unido e vamos perder o posto de sétima economia para a Russia, estamos crescendo menos que os europeus em crise.

    Felipe

    04 de dezembro de 2013 às 18h11

    Crescendo menos que europeus em crise? Só por conta dos resultados do terceiro trimestre?
    A inflação está estável, com tendência para queda, caindo devagar, mas não há uma crise de inflação como pregam.

    E que raio de “perigosa marca simbólica” é essa? A relação dívida/PIB é baixa comparada a qualquer outro país desenvolvido ou em desenvolvimento.

    Luís Carlos

    04 de dezembro de 2013 às 19h04

    Leandro é o urubu (ou seria papagaio) de plantão que faz a fala que interessa aos banqueiros e especuladores. A grande mídia é paga por esses grupos, e é tão isenta…

    Ulisses

    04 de dezembro de 2013 às 13h32

    A relação dívida PIB é uma das mais baixas do mundo! O problema mesmo é o PIG e os banqueiros. O PIG com o terrorismo inflacionário! Os banqueiros por que querem a mamata dos juros pornográficos! Como explicar a queda das ações da Petrobrás se ela teve lucros recordes? Por que os especuladores e o PIG querem que a Petrobrás eleve o preço da gasolina para 3,40! A justificativa é que a Petrobras teve prejuízos na importação de gasolina! Mesmo a Petrobrás tendo lucro no geral. E ainda acham que a imprensa não quer derrubar o país? A imprensa quer apenas a volta do PSDB e das mamatas do governo. O país e e seu povo? Que comam merda.

    Mário SF Alves

    05 de dezembro de 2013 às 16h36

    Ih!
    _____________________________
    É por essa e por outras que acredito mesmo que nesse quadrante da História só inteligência salva o Brasil. Valeu, Ulisses.

Alexander De Large

04 de dezembro de 2013 às 11h57

Tudo muito bem explicado, banqueiros ricos população pobre e na cabeça dos reacionários, tudo vai pra conta da Dilma, como se ela fosse a “inventora” da dívida.

Agora eu pergunto:

Quando é que vamos fazer a auditoria dessa dívida ?

Responder

    leandro

    04 de dezembro de 2013 às 13h07

    Ela não foi a “inventora” foi a multiplicadora. E como fazer auditoria se continuamos a pedir mais e mais emprestado? Como discutir com um agiota se você ainda tá pedindo dinheiro emprestado.

G.A Almeida

04 de dezembro de 2013 às 11h52

agora vem os “economistas”

Responder

    tiago carneiro

    04 de dezembro de 2013 às 21h59

    E os pseudoesquerdistas, esquerdistas endireitados, ovelhas sem opinião própria, como vc =)


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