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PT denuncia confissão de agentes de estado que combinaram ações contra Lula: “Exceção, ilegalidade e injustiça”
José Cruz/Agência Brasil
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PT denuncia confissão de agentes de estado que combinaram ações contra Lula: “Exceção, ilegalidade e injustiça”


13/08/2018 - 07h29

Reprodução do twitter

Entrevista com Rogério Galloro, diretor da Polícia Federal, hoje, para Andreza Matais, do Estadão, é uma afronta ao Estado Democrático. Que seja chamado por instâncias superiores para se explicar. A petistas ou não, interessa saber se a PF (virou milícia?) está acima da lei. Marcelo Rubens Paiva, jornalista, no twitter

A entrevista no Estadão do chefe da PF é um misto da arrogância sem limites de certas autoridades com a revelação d como o Judiciário brasileiro faz política ao invés de justiça.A começar por Moro q deve muitas explicações sobre sua conduta judicial parcial e seu auxílio moradia. Ivan Valente, deputado federal do Psol, no twitter

Nota do PT: Agentes de estado confessam abuso de poder contra Lula

“O Brasil não pode mais conviver com a exceção, a ilegalidade e a injustiça. Não vamos aceitar passivamente a perseguição política e injusta”

do site do PT

A entrevista do diretor-geral da PF, Rogério Galloro, ao Estado de S. Paulo expõe as entranhas do abuso de autoridade, da violência jurídica, da desfaçatez de quem tem de observar leis e regras e age por conveniência política. É um verdadeiro retrato do sistema podre a que estamos submetidos.

O delegado revela que sofreu e aceitou pressões de Sérgio Moro, um alerta da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e uma ordem verbal do presidente do TRF-4, Thompson Flores, para desobedecer a decisão judicial de soltar Lula naquele domingo, 8 de julho.

Soma-se a esse festival de parcialidade, ilegalidade e perseguição uma nota na revista Veja que narra confissão do desembargador Gebran Neto a amigos, dizendo ter agido “fora da lei” para “evitar o mal maior que seria soltar Lula”.

A ilegalidade da prisão de Lula e da revogação do habeas corpus concedido a ele naquele domingo já haviam sido denunciadas pela comunidade jurídica. Mas é ainda mais escandalosa a desfaçatez de agentes do Judiciário e da Polícia Federal, ao expor em público sua conduta ilegal e as razões políticas que os moveram.

E não é menos escandaloso que a imprensa revele tudo isso sem acrescentar uma nota de crítica, como se fossem fatos naturais, endossando na prática a brutal perseguição ao maior líder político do país.

Foi a essa situação de barbárie que o Brasil foi levado pelo golpe do impeachment sem crime e pelo empoderamento irresponsável de delegados, procuradores e juízes fora da lei. Tudo feito com o objetivo de derrubar o governo eleito democraticamente e de tentar impedir, pela força e por medidas de exceção, a eleição de Lula em 7 de outubro.

O Partido dos Trabalhadores, em sintonia com a sociedade civil e as forças democráticas do País, exige que o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério da Justiça e o Senado da República, responsável pela aprovação de Dodge no cargo, se pronunciem vigorosamente sobre as violações cometidas – e confessadas publicamente – por agentes do estado que deveriam defender a lei e fizeram o oposto.

O Brasil não pode mais conviver com a exceção, a ilegalidade e a injustiça. Não vamos aceitar passivamente a perseguição política e injusta ao presidente Lula, que envergonha o país aos olhos da comunidade internacional. Vamos exigir de todas as formas que seja respeitado o direito do povo votar em quem melhor o representa.

Lula Livre! Lula presidente pela vontade do Povo!

Gleisi Hoffmann – Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores

Lindbergh Farias – Líder do PT no Senado

Paulo Pimenta – Líder do PT na Câmara

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9 comentários

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Sebastião Farias

16 de agosto de 2018 às 12h26

Não se aflinjam nem percam as esperanças, a justiça imparcial de Deus, não tarda, tenham paciência. Caros cidadãos, escutem, a propósito da reverência respeitosa que todos nós, cidadãos comuns, temos por nossos juízes públicos e demais autoridades do judiciário, a qual, é plenamente merecida, quando essas autoridades jurídicas, são exemplos eticamente, no cumprimento correto de sua função sagrada, de guardião da Constituição, das leis, dos direitos dos cidadãos, da justiça imparcial e da paz social e, como árbitro imparcial na solução de conflitos de direitos de pessoas e instituições, etc.
Fora disso, todos, seja cidadão-juiz, ministro, como qualquer cidadão-excluído, pobre, miserável, marginalizado, coxinha, mortadela, milionário, empresário, religioso, mulher, branco, negro, índio, nordestino, etc, são todos iguais perante a lei e a justiça. É fato que, cada um, tem apenas um voto na constituição do poder nacional, expressado pelo §Único do Artigo 1º da CF, que assim se expressa: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos diretamente ou nomeados, nos termos desta Constituição”.
“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, etc”, conforme dispõe o caput do Artigo 5º da CF, que é a gênese dos direitos dos cidadãos, assim também, como o seu Inciso LVII, é a gênese da liberdade dos cidadãos, quando diz: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.
Concluindo, como leigo, esse é o nosso entendimento, sobre o poder político natural do Ministro, do juiz, do desembargador, do procurador, defensor, etc, pertencentes ao judiciário, na hora de votarem, como cidadãos, eles são como os demais, são donos de apenas UM VOTO ( https://www.brasil247.com/pt/colunistas/carlosdincao/337148/Sobre-a-ignor%C3%A2ncia.htm ). Agora, o seu poder e autoridade institucional quando investido na função jurídica, não é mérito seu, como alguns chegam a fazer crê mas, da confiança, do respeito, da necessidade e da consideração do povo, que são outorgadores desse poder e dessa autoridade a ele, que é remunerado de forma justa, com subsídio adequado por lei à sua função pública, para ajudar no progresso integral da sociedade e fazer o bem e justiça imparcial para todos .
Deve ser lembrado, no entanto, que quando um juiz desrespeita a Constituição, desrespeita a ética e as boas práticas jurídicas, desrespeita as leis e, a sua condição de árbitro do povo, imparcial, desrespeita os direitos dos cidadãos, desrespeita a justiça imparcial e igual para todos, não promove a paz social, perdem a credibilidade do povo, etc, esse cidadão, perde a confiança do povo que é seu patrão e, por isso, não merece e não é mais digno da função pública, de juiz de direito do povo.
Tudo isso, que expusemos, serve de parâmetros para que o povo brasileiro, na atual conjuntura de dificuldades para o país, conclua por sua consciência e opinião própria, se é justo o Poder Judiciário pleitear e aprovar aumentos para si, uma vez que é sabido por todos que, por ser o subsídio do Presidente do STF, referência de teto salarial público, para a nação, essa atitude estimulará aos demais segmentos de poder do país, a exigirem o mesmo direito, desestabilizando ainda mais, o orçamento público. Eu, como cidadão, não acho justo e você?.
Que os parlamentares e o Congresso Nacional que representam o povo e o Estado brasileiro, ajam com racionalidade, justiça e coerência com as dificuldades do momento do Brasil e com os anseios do povo que representam.
Ao juíz injusto, considerando-se que, muitos se dizem cristão, és a advertência que que vem da Bíblia Sagrada: “Tu não queres nada com juízes desonestos, pois eles fazem a injustiça parecer justiça, ajuntam-se para prejudicar as pessoas honestas e condenam à morte os inocentes. Ele ( Deus ) castigará esses juízes por causa das injustiças que eles têm cometido; o Senhor, nosso Deus, os destruirá por causa dos seus atos de maldade.” (SALMOS 94 v. 20-21, 23).
São esses, o nosso comentário, observação e contribuição. Paz e bem.
Sebastião Farias
Um brasileiro nordestinamazônida

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Antônio José Pinheiro Saraiva

14 de agosto de 2018 às 14h58

Gostaria de não receber mais suas notificações.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    14 de agosto de 2018 às 15h37

    Basta clicar no sino e retirar o pedido. Obrigado.

carlos

13 de agosto de 2018 às 18h49

Sabe o que acontece primeiro que essa PGR é tão dissimulada, e ilegitima porque qual a visão ela tem de uma eleição? Já que ela não foi eleita e foi nomeada por um presidente ilegítimo porque não foi eleito pelo voto então qualquer candidato que tiver um mínimo de bom censo e espírito democrático tem que reformular a estrutura do nosso judiciário, porque não concordamos com essa morosidade e baixa produtividade, como fazer isso? Criando uma comissão de notáveis para reformar a nossa justiça posteriormente criar o CBN conselho brasileiro de notáveis para fazer o que o tal CNJ não faz.

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David

13 de agosto de 2018 às 12h43

Lendo a entrevista, fico na dúvida se podemos chamar os envolvidos na ilegalidade de “autoridades” ou de “vagabundos”, tamanha é a arrogância e a desfaçatez dos referidos indivíduos.

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Eduardo

13 de agosto de 2018 às 12h28

O Judiciário brasileiro está defendendo a própria pele.O STF está encurralado com poderes cerceados! . Homens de justiça não agem como Thompson Flores, Moro Gebran! Todos defendem suas peles! Há alguma coisa no espaço aéreo brasileiro além de urubú e avião! Gato escaldado tem medo de água fria! É de se supor em execução no país, açōes comandadas impostas às instituiçōes frágeis e covardes que também querem salvar suas peles! A acão é grande, forte e o povo fraco e inocente!

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Abelardo

13 de agosto de 2018 às 12h13

Imagino que Lula, preso ilegalmente e sem provas, se tornou um farto banquete para os golpistas canalhas e repugnantes, que infestam a rede de poder da república. Penso, também, que parte do STF, PF, TRF, PGR, TC, STJ, MP, MPF, mais a grande mídia, mais parte do grande empresariado e muitos canalhas, canalhas e canalhas do mundo político, além de terem sidos pegos em crimes COM PROVAS são réus confessos de graves atos de corrupção as leis e a constituição. Um ato praticado de corrupção não necessita da existência de dinheiro para ser um ato de corrupção. O corrupto corrompe o que está ao seu alcance, do mesmo modo que ladrão rouba o que está mais fácil ou mais próximo de suas mãos. Ao usar de forma leviana o poder que a função do cargo lhe confere, a autoridade o faz sabendo que está protegido por um escudo de imunidades indecentes, estúpidas e desiguais. Então, assim agindo, a autoridade envolvida se torna um bandido, um criminoso de fato. Porém, quando vai mais além e se faz réu confesso e com a maior cara de pau divulga os delitos que cometeu ao corromper as leis instituídas, ele não apenas se acusa, como debocha e faz escárnio contra a população e contra as instituições que deveriam ser as guardiãs da ética, da moral, da honra, da verdade, da justiça, da proteção a cidadã e ao cidadão. Corromper a ordem, a democracia e ao estado de direito e sair por aí se gabando na mídia podre de suas delinqüências e de seus malfeitos praticados é coisa de bandido rasteiro e mercenário.

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emerson57

13 de agosto de 2018 às 10h08

Poder público no Brasil:
“Coisa de Bandido!”

Responder

David

13 de agosto de 2018 às 09h12

O PT e as forças progressistas não podem mais ficar somente nas notas oficiais de repúdio.
Tem que buscar movimentar o senado e os órgãos de controle para apurar e corrigir tamanha ilegalidade.
Ficamos no aguardo.

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