VIOMUNDO

Diário da Resistência


A professora e o macartismo: “Eles acusam, eles julgam, eles punem”
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A professora e o macartismo: “Eles acusam, eles julgam, eles punem”


26/11/2013 - 01h41

Por Luiz Carlos Azenha

O alerta veio pelo Facebook: “Meu nome é Cléo Tibiriçá, sou professora universitária concursada na FATEC e venho passando por uma situação absurda de perseguição ideológica”.

O texto remetia a um link do blog Escola Sem Partidoque fica aqui.

O blog diz que se dedica a combater a doutrinação ideológica nas escolas.

Chama a atenção um banner em uma de suas colunas. Parece não se tratar de um blog apartidário, já que critica o PT:

O blog Escola Sem Partido acusa a professora Cleonildi de fazer doutrinação ideológica. Baseou-se numa lista de leituras recomendadas por ela. O autor dos textos acusatórios, Miguel Nagib, não conhece a professora pessoalmente. Não a entrevistou. Nunca conversou com ela.

Segundo a professora, Nagib fez uma seleção parcial e descontextualizada dos textos que ela leva a debate na sala-de-aula. Nagib menciona textos recentes publicados, por exemplo, na CartaCapital — mas a professora diz que já debateu textos de outras revistas, inclusive de Veja, com os alunos.

A lista, segundo a peça acusatória:

— Prefácio do livro “A Era dos Extremos”, do historiador marxista Eric Hobsbawn;

— “Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá”, documentário de Silvio Tendler sobre o geógrafo “marxista não ortodoxo” Milton Santos;

— “Medíocres e Perigosos”, artigo do jornalista Matheus Pichonelli, publicado na revista Carta Capital;

— “Direitos Humanos para humanos direitos”, artigo do jornalista Matheus Pichonelli, publicado na revista Carta Capital;

— “Desassossego na cozinha”, artigo do sociólogo e militante do PSTU Ruy Braga, publicado no Estadão;

— “Procuram-se domésticas, Paga-se bem”, reportagem publicada no Estadão;

— “No Brasil a pobreza tem cor”, artigo do jornalista e vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro Roberto Amaral, publicado na revista Carta Capital.

— “Tinha que ser preto mesmo!”, texto do jornalista Leonardo Sakamoto;

— “O sonho do ministro Joaquim Barbosa”, artigo no qual o professor de História e presidente do INSPIR – Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial, Ramatis Jacino, acusa o Min. Joaquim Barbosa de ingratidão por não haver retribuído com seu voto no julgamento do Mensalão o “favor” de haver sido nomeado ministro do STF pelo PT;

— “Direita e esquerda – razões e significados de uma distinção política”, texto do economista Fernando Nogueira da Costa;

— “O dia que durou 21 anos”, documentário dirigido por Camilo Tavares, sobre a participação dos EUA no golpe militar que depôs o Pres. João Goulart;

— “Capitães de Abril”, filme sobre o golpe militar que pôs fim ao regime salazarista em Portugal;

— “Tanto Mar”, canção de Chico Buarque sobre o mesmo golpe;

— Entrevista do filósofo Edgar Morin no programa Roda Viva;

— “Preconceito Linguístico”, livro de Marcos Bagno segundo o qual a norma culta é instrumento de opressão da classe dominante contra os pobres.

E então, alguma dúvida? Obviamente, não. O que a Prof.ª Cléo está tentando “desenvolver” nos alunos, a julgar pelo escandaloso viés ideológico do material adotado em seu plano de ensino, é a maior aversão possível a tudo o que não se identifique com uma visão esquerdista ou progressista da sociedade, da cultura, da economia e da história.

*****

O autor da “denúncia” informou que enviaria cópias dos artigos que prometeu publicar — cinco ao todo, dos quais um já saiu — aos superiores hierárquicos da professora Cléo. Cometeu um erro: enviou ao secretário de Educação do Estado de São Paulo, quando as FATECs são subordinadas à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.

A resposta da professora foi publicada no blog Escola Sem Partido, mas com comentários adicionados pelo acusador. Ou seja, segunda ela se transformou em “outro libelo”. Uma tentativa de desqualificação. No extremo, diz a professora, de provocar algum tipo de punição a ela.

Eis a resposta da professora Cleonildi, na íntegra, como foi enviada ao sr. Nagib:

“Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.” (Código Civil)

Sr. coordenador do blog escolasempartido:

Em resposta a seu aviso de publicação de artigo em que veicula informações descontextualizadas e distorcidas sobre minhas aulas e minha correspondência particular com meus alunos – vale ressaltar que a simples publicização de informações circulantes em grupo fechado privado, sem previa autorização, já constitui irregularidade passível de responsabilização e penalidade previstas em lei –, venho notificá-lo de minha discordância e consequente desautorização da referida publicação, vinculando meu nome aos propósitos difamatórios do blog que o sr. coordena.

Primeiramente, dado que a questão me é dirigida como docente, e não como simples cidadã, quero salientar, antes de qualquer coisa, a ausência de legitimidade de seu blog para julgar conteúdos ministrados por mim ou por qualquer outro professor. O direito à liberdade de expressão lhe garante a divulgação de suas opiniões sobre qualquer coisa, mas serão sempre, e apenas, opiniões. Ainda que o sr. tenha assumido, perante seu grupo ou seu partido, o papel de paladino da educação brasileira, nem o sr. nem seu blog são órgãos fiscalizadores do Ministério da Educação, nem podem pretender agir como tal, arrogando-se autoridade legal para censurar o pensamento e a livre expressão. Por isso, causa estranheza sua ameaça de que a “publicação será feita, a menos que eu demonstre não serem verdadeiros os fatos” (tendenciosamente) articulados, em que se pressupõe que, além de “fiscal”, o sr. atribui-se a posição de “julgador” do que seja a verdade (e isso, logicamente, sob sua lente particular e enviesada).

Além disso, sr. preclaro autoproclamado paladino das liberdades democráticas, antes de tudo, deixemos evidente que quem se declara “sem partido” como o faz o seu blog está se declarando, na verdade, a favor do partido que sempre quis ditar os rumos desse país. Portanto, para começo de conversa, é imperativo esclarecer que é desse lugar de desinteligência que entendo partir sua ameaça, de resto, tendenciosa e infundada.

Não pretendo perder meu tempo com excrescências de corte fascista, mas, como advogado que é, o sr. deve saber que devo notificá-lo, para alertá-lo sobre as consequências de sua não observância de minha desautorização. É assim que, ciente de meus direitos como cidadã e docente, bem como do que determina a Constituição Federal, notifico em resposta minha discordância e desautorização diante do que considero uma afronta de sua parte, passível de reparação nos termos da lei. Sem a menor intenção de dar-lhe qualquer explicação, mas a título de ressaltar fatos elementares, amplamente conhecidos, recordo-lhe que a autonomia didático-pedagógica assegurada às Instituições de Ensino confere à FATEC o poder-dever de determinar os programas de ensino da Instituição, conforme o artigo 207 da Constituição Federal: “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.”

Como professora contratada pela FATEC por meio de concurso público, igualmente me é assegurada a autonomia para, dentro de minha área de especialidade, definir o plano de ensino no formato em que julgar que deva sê-lo.

Isso seria o bastante para apenas ignorar sua ameaça (e é disso que se trata, já que, salvo melhor juízo, não há qualquer embasamento científico que confira ‘foros’ de ‘parecer’ àquilo que, a despeito de ser livre exercício de manifestação de pensamento, é apenas tentativa de calar o que vai de encontro àquilo que o “partido” – seja lá qual for – da “escola sem partido” crê deva ser posto em debate); todavia, ameaças desse tipo, por mais inócuas que pareçam, não podem ser ignoradas. O sr., seus chefes e seus seguidores são adultos que devem assumir a responsabilidade pelas ações persecutórias que desencadeiam e suas consequências. E é o que acontecerá – o sr., seus chefes e seus seguidores responderão judicialmente caso tentem vincular meu nome à sua campanha de bullying ideológico.

Posto isso e neste sentido é que deve seu blog – que considero um instrumento pernicioso de desinformação e desrespeito às liberdades democráticas – abster-se de publicar qualquer artigo com meu nome. Como advogado, o sr. deve conhecer o artigo 20 do Código Civil – que fiz constar na epígrafe desta carta-notificação –, onde se lê que:

“Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.”

Não é preciso grande esforço argumentativo para evidenciar que a mera citação de meu nome em qualquer publicação veiculada por seu blog incorreria em todos os aspectos previstos pelo referido artigo, tendo em vista que meu currículo de profissional graduada e pós-graduada pela melhor universidade da América Latina, pesquisadora atuante, pela mesma instituição, em grupo devidamente credenciado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), bem como minha irrepreensível conduta profissional como professora de ensino médio, técnico e superior de instituições educacionais públicas e privadas de reconhecido prestígio, garantem-me a honra, a boa fama e a respeitabilidade que seu tacanho projeto ideológico visa comprometer e a cuja preservação fica-me garantido o direito pelo já citado artigo 20 do Código Civil.

Sendo, por ora, o que tenho a notificar, finalizo por registrar meu mais profundo sentimento de honra por saber-me listada entre os desafetos de seu grupo. Em minha humilde prática docente, é motivo de imensurável orgulho ser objeto da sanha persecutória do “partido” da “escola sem partido”, ao lado de autores e educadores, eles, sim, dignos de reconhecimento e respeito.

Atenciosamente,

Cleonildi Tibiriçá

*****

O post do blog Escola Sem Partido ganhou repercussão no blog de Rodrigo Constantino, no portal da revista Veja.

A professora se diz assustada:

“Tem aí uma tentativa de intimidação”, diz. Sobre a repercussão: “Eu estou indignada, porque o Constantino é uma pessoa igualmente violenta”. E mais: “Eu estou me sentindo atacada, cerceada, eu nunca imaginava viver uma situação como esta”.

Sobre comentários que acompanham os textos: “Alguns comentários postados ao texto do sr. Constantino são muito preocupantes pela violência, pelo rancor, pela perversidade do conteúdo desses comentários”.

É a primeira vez que a professora se vê no centro de uma polêmica: “Não há debate nenhum. Eles acusam, eles julgam, eles pedem a pena. É uma coisa muito parecida com aquela caça às bruxas. Ele está me acusando, ele está julgando e ele pede que acendam a fogueira para mim”.

Apesar disso, Cleonildi se diz disposta a travar um debate público, “qualificado”, ao vivo, com o acusador Miguel Nagib. Um debate com a participação de outros professores e convidados.

É um desafio e tanto.

Clique aqui para ler o que escreveu Miguel Nagib.

Clique aqui para ler o que escreveu o blogueiro da Veja.

Clique abaixo para ouvir a professora Cleonildi Tibiriçá:

Leia também:

Fascismo nos Estados Unidos: O futuro do Tea Party





78 comentários

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Deosdato

01 de janeiro de 2014 às 12h15

Sem entrar no extremismo do escola sem partido, a bibliografia utilizada pela professora é sim enviesada.
Se querem discutir cientificamente ideias,ainda que adotando uma opção ideologica, por que não mostram outros autores tbem e coloquem o debate entre esses autores?
Ou é medo de ver que um direitista como Friedman tem ideias bem fundamentadas que derrubam erros da esquerda e essa nunca erra, correto?
Mas e se fosse o contrário? um professor adotando livros do Magnoli, do Fukuyama, etc? Aí aplaudiriam né?

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Narr

28 de novembro de 2013 às 22h07

No tal site, criticam os professores que “mentem sobre a real natureza do regime militar brasileiro”.
Reproduzi um trecho, com o texto que eles abominam a devida posição do site embaixo. Vejam e opinem sobre a imparcialidade que eles querem:

““As ditaduras terminaram na América Latina com um triste saldo de milhares de militantes políticos mortos ou desaparecidos e dezenas de milhares de torturados, e com os militares desacreditados em suas promessas de gerar prosperidade econômica e solução dos problemas sociais”.

Comentário:

O texto confunde o estudante ao referir-se a todas as ditaduras da América Latina, levando-o a pensar que este é o quadro do Brasil. Na verdade, o saldo de todo o período da ditadura militar conta com cerca de quatrocentos mortos do lado da guerrilha e pouco menos de duzentos dos lados das forças do estado. Ademais, a segurança dos cidadãos era um fato incontestável, incomparável com o quadro de mais de 50 mil mortes anuais. Naquele tempo, a expectativa de um cidadão poder sair à rua para trabalhar, estudar e mesmo se divertir sem medo de assaltos ou sequestros era muito mais tranquila. Quanto ao sucesso dos governos militares na área econômica, eles puxaram o Brasil lá do fundo de um escuro 43º lugar para tornar o Brasil na 8ª maior economia do planeta, tendo retirado da miséria mais de cinquenta milhões de pessoas. Jamais houve um sucesso tão grande entre outros governantes. Ainda é preciso dizer que a política econômica dos militares não se caracterizava de modo algum com um regime capitalista autêntico, mas com um rol de políticas intervencionistas das quais o governo do PT é um ferrenho adepto. Todavia, o modelo de nacional-desenvolvimentismo, que não recomendo, como qualquer política intervencionista, teve seu tempo de esgotamento, diferentemente do caso chileno, que optou pela desregulamentação e abertura do mercado, e colheu resultados melhores e mais duradouros.”

Fonte: http://www.escolasempartido.org/livros-didaticos/423-doutrinacao-ideologica-escolar-historia-geral-e-do-brasil-vol-3-ed-scipione-de-claudio-viventino-e-gianpaolo-dorigo

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andre

28 de novembro de 2013 às 13h38

Agora a voz do (da falta de)senso comum fala no fuhrebook pela voz de maria Cristina.Segundo o Aurélio, ideologia significa1 A ciência da formação de idéias ,2.questões técnicas de filosofia que nao vem ao caso, 3. sistema de idéias como instrumento de luta política, essa definição se aplica ao pessoal da ‘escola sem partido’ e ao comentário de Maria Cristina, pois luta política nao e só luta de partidos institucionalizados 4.conjunto de idéias próprias de um grupo: a ‘escola sem partido’ e umgrupo que defende determinadas idéias, e portanto tem uma ideologia.Qualquer um que defenda uma idéia, em resumo, tem uma ideologia. Ate você menina do ‘fuhrebook’. A sua ideologia e desqualificar determinadas ideologias dizendo que sAo ideologia sem criticar ou examinar o conteúdo e sem saber o que significa ideologia.

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Mário

28 de novembro de 2013 às 12h15

Uma pergunta: as cartilhas acima é distribuídas nas escolas para alunos de qual idade? A abordagem sexual na escola deve ser feita com muito cuidado e respeito as diferenças culturais também, porque nem todos pais concordam com uma abordagem aberta e muitas vezes exagerada, em que em nome da educação pode se estar estimulando a sexualidade precoce da criança, trazendo-lhe mais pertubação e constrangimentos.
Eu acredito que a escola deve ter a responsabilidade de manter um diálogo transparente com a família (pais) e informar o método e material pedagógico que vai utilizar para transmitir educação sexual. Não se pode tratar de sexualidade sem que os pais possam acompanhar a escola nesse trabalho. É um direito dos pais acompanhar os filhos nesse processo educacional e também repudiar métodos e materiais pedagógicos que contrariam sua visão de vida. A liberdade do professor não é absoluta e não pode impor, senão teremos uma visão autoritária invertida. Enfim, os pais têm o direito de acompanhar a educação dos filhos, inclusive, a sexual e dela discordar também, sem rótulos.

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Bonifa

27 de novembro de 2013 às 23h14

Conhecemos o poder de transformação da arte e da cultura em São Paulo. Ao contrário do metropolitanismo por vezes estéril do Rio, o interesse cultural de São Paulo tem sempre saídas altamente criativas e profundamente trabalhadas, que desembocam em realidades, em prática. A nosso ver, um tal blog faz parte de todo um conjunto de procedimentos que tem como objetivo inibir ou matar no nascedouro este perigo criativo que em São Paulo existe. Daí elegerem Lobato para seus crimes, como se Lobato não fosse mais nacional ou universal tanto quanto é de Taubaté.

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Urbano

27 de novembro de 2013 às 19h54

Chego a crer piamente que haja drones humanos…

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    Jurandir Alves Cunha

    27 de novembro de 2013 às 23h28

    Ola!
    Não concordo com você em tudo, mas defendo o seu direito de se expressar. Pois a certeza absoluta leva a erros.

    Urbante

    28 de novembro de 2013 às 20h35

    Tens razão Jurandir. Afinal, do que vemos só devemos acreditar em 50%. Retiro o piamente.

mineiro

27 de novembro de 2013 às 18h19

com essa turma do esgoto nao adianta conversa. com essa turma ai é no pau mesmo,tem combater esses escrotos de igual para igual e nao adianta amolecer nao. temos que botar na cabeça que a ditadura nunca acabou e esta se formando uma onde de facismos que esta tentando apoderar desse governo morto dessa mulher que esta la. é isso eles vao tentar de tudo em 2114 , a campanha passada vai ser fichinha perto do que vai ser no proximo ano. e o imbecil do lula e do pt acha que esta as mil maravilhas e essa pres. entao eu nao vou falar nada, porque se for para falar dessa morta viva aliada do pig. vou desgraçar ela aos quatro cantos , essa traidora.

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    Bonifa

    27 de novembro de 2013 às 23h47

    Vá para um partido. Não fique sozinho, pensando loucuras. Vá para um partido e, se for o caso, convença seus companheiros de partido a seguirem uma vazão cabal para seus desesperos. Não temos problemas grandes. Problemas, os tinha os Russos ao verem os alemães chegarem na esquina de suas ruas.

Andre

27 de novembro de 2013 às 17h49

Como não participo de redes sociais que não retiraram mensagens de ódio do ar mesmo depois de várias denuncias, dialogo com o comentário do Demian por aqui.Não dá para ignorar a extrema direita em suas muitas faces, pois isso seria ignorar a máquina de propaganda e manipulação montada por eles na Internet. A estratégia de combater pela ‘conspiração do silencio’ não funciona mais nessa nova realidade. E alguns como o pessoal do Instituto Milleninum não querem holofote eles ja tem diariamente nas colunas do jornal “O Globo”. As sombras – como as da ‘dark web’ – só favarecem a eles, até porque a dissimulação, a mentira e a manipulação fazem parte da estratégia deles.
Finalmente gostaria de compartilhar esse link de uma entrevista com uma pesquisadora do neo-nazismo. As partes assinaladas em negrito nas respostas trazem informações muito importantes:
http://www.vice.com/pt_br/read/o-perfil-do-neonazista-brasileiro-uma-entrevista-com-a-pesquisadora-adriana-dias

Responder

Bonifa

27 de novembro de 2013 às 07h56

Até na confecção de sua propaganda eles têm o cuidado de omitir a Argentina, hoje na lista negra dos inimigos do continente. Os livros brasileiros eram impressos em outros países também, mas em grande parte eram impressos na Argentina.

Responder

FrancoAtirador

27 de novembro de 2013 às 00h50

.
.
Quando o estilo de ataque pessoal desqualificador e difamador ‘azevediano’

é o modelo paradigmático de grande parte da ‘intelectualidade’ da Direita,

é sinal evidente de que essa parcela da sociedade sofre de grave psicopatia.
.
.

Responder

Sidnei

27 de novembro de 2013 às 00h07

Estou pensando em criar o blog internet sem partido. Nosso objetivo seria combater páginas da web que se prestem a oferecer doutrinação ideológica de esquerda, como, por exemplo, este Viomundo.

Não, senhores. Eu não sou o professor Hariovaldo!

Responder

    rodrigo

    27 de novembro de 2013 às 03h33

    Pode até não ser o hariovaldo, mas é um piadista de mão cheia. Ou seria de “mano dura”?
    A propósito, você chegou uns dez anos atrasado…

    Marcos Holanda

    27 de novembro de 2013 às 07h02

    Não perca tempo. Já Existe. É o PIG.

    FrancoAtirador

    27 de novembro de 2013 às 21h22

    .
    .
    Não é o Professor Hariovaldo?

    Então, ou é a Tia Carmela

    ou a Velhinha de Taubaté.
    .
    .

Marcos Antonio Silva

26 de novembro de 2013 às 23h50

Que professora inocente, quer debater com quem quer fuzilá-la no paredão… Cara Professora, democracia e diálogo para esses fascistas é a mesma coisa que chamar as genitoras deles de putas lazarentas…esqueça!

Responder

David Again

26 de novembro de 2013 às 23h07

Sugestão de leitura: http://diplomatique.org.br/artigo.php?id=1529

Responder

marcosomag

26 de novembro de 2013 às 22h10

Como dizia o meu avô: “antes que o mal cresça, cortem a sua cabeça!”
Este bobalhão deve saber o quanto a lei pode ser pesada! Cana nele!

Se tivessemos juízes neste país, a VEJA pagaria caro por dar espaço a cães hidrófobos como este Constantino! Mas, como não temos, assistimos a espetáculos lamentáveis como a “punição” que o hebdomadário da Marginal sofreu por massacrar o Gushiken: pagar 20 mil reais! Um escárnio aos cidadãos e confirmação da impunidade da mídia!

Responder

HenriqueD

26 de novembro de 2013 às 21h08

Eu apoio a professora Cleonildi. Não conheço suas aulas mas fiquei curioso. Me parece o tipo de aula que eu gostaria que existisse em maior numero no Brasil. Acho interessantes esses textos que ela utiliza em sala de aula. Alguns desses autores eu gosto de ler e acho muito importantes.

Responder

    Branca

    27 de novembro de 2013 às 09h19

    Ah, eu também! Queria ver mais textos usados por ela em sala de aula.

Luciene Cavalcanti

26 de novembro de 2013 às 19h50

INACREDITÁVEL!!!!!!!!!!!! ISSO É DEMOCRACIA ?????

Responder

    Elder

    26 de novembro de 2013 às 23h33

    E a direita, tacanha como é, tem algum respeito pela democracia?

renato

26 de novembro de 2013 às 19h33

É professora?
Então parabens…

Responder

Jotage

26 de novembro de 2013 às 19h18

Agora o Monteiro Lobato se tornou alguém para se admirar pela corja. É bom lembrar que ele foi expulso de Taubaté por defender o petróleo brasileiro para o Brasil, pelos mesmos de hoje. A história se repete.

Responder

Augusto

26 de novembro de 2013 às 18h21

É simplesmente ridículo termos de constatar que ainda existem comunistas e socialistas no Brasil. Não dá para acreditar! Em pleno Século XXI! Inacreditável! Ridículo! Só mesmo neste arremedo de país.

Responder

    Scan

    26 de novembro de 2013 às 19h23

    O limpador de latrina dos ianques, Augusto, o Parasita, sempre a postos.

    André

    26 de novembro de 2013 às 20h53

    Nos EUA nas eleições locais recentes o partido “Alternativa Socialista” teve dois candidatos que chegaram em segundo lugar com uma pequena margem de votos em relação ao primeiro lugar. Uma candidata do mesmo partido foi eleita para o conselho municipal da cidade de Seattle. Em NEW YORK – sim, no centro do capitalismo avançao, aquele que a elite brasileira acha que é o CEU – foram eleitos para a maioria do conselho municipal candidatos do “Partido das FAmilias trabalhadoras”, um partido socialista. EM Boston foi eleito um candidato à esquerda do partido democrata, um SINDICALISTA com apoio de negros, latinos e trabalhadores de chão de fábrica.
    Sinto muito, mas atrasado é você.

    madtux

    27 de novembro de 2013 às 16h03

    Bonito chapéu!

Fabio Passos

26 de novembro de 2013 às 18h12

A extrema-direita gosta de atacar com virulência… mas morre de medo do contraditório.
A professora chamou para o debate… e os covardões fogem.

Responder

Maria Izabel L Silva

26 de novembro de 2013 às 17h32

Gente. Eu tô chocada. A que ponto chegou esses cães raivosos. Ninguém é obrigado a concordar com a professora. O debate é saudável. E ela não foge disso. Porém são inaceitáveis o cerco, as agressões e as intimidações que essa gente que se diz “sem partido” promove. Eu sei o que é isso por que já estive nessa situação, em proporções bem menores. Passei mais de um ano para me recuperar dos ataques que recebia no meu e- mail. “Escola Sem Partido”? Só pode ser piada. Pelas merdas que patrocina, esta claro que toma “partido” sim, esta claro que é politização sim, só que da pior espécie, aquela que a humanidade rejeitou com a derrota do nazifascismo.

Responder

    Fabio Passos

    26 de novembro de 2013 às 18h16

    escola sem partido = escola do PiG
    Uma máquina de perseguição política e obscurantismo.

    E fogem do debate como o diabo foge da cruz…

Mário SF Alves

26 de novembro de 2013 às 17h20

Respondendo ao Veloso Mike,

“Eles são tão “sem ideologia” e defensores da liberdade que vivem a elogiar o período ditatorial. Defensores da liberdade, sei, sei…. Dá até dó dessa extrema direita que precisa se negar como autoritária apesar de ser, que precisa tentar convencer o povo do que Hitler era de esquerda, que precisa chamar de “comunista” ou “petralha” qualquer um que discorde de sua visão de mundo racista, sexista, autoritária e hierárquica.”

_________________________________

Concordo. E, por incrível que pareça, por mais non sense que pareça, tem algo pior. Você já parou pra pensar no que move estes pseudointelectuais? Claro, tem, inclusive, o dinheiro fácil advindo da corrupção que alimenta uma certa direita, esclerosada, anti Brasil e que há mais de dez anos encontra-se cada vez mais sem voto, o que acaba por se tornar correia de transmissão de toda essa pregação totalitária, antidemocrática e fantasiosa.

A coisa, Veja, chegou a um ponto que já não se têm o menor pudor em ressuscitar e declarar comunista cada um que defenda o PT. No universo onírico que os faz eclodir, a URSS ainda continua lá, e os milhões e milhões de soviéticos que deram a vida ou simplesmente morreram na luta que culminou na derrota do Hitler, são os eternos inimigos.

Mas, a coisa toda é ainda pior do que isso. Tem de tudo. Tem os pitorescos que acreditam mesmo que são apenas fervorosos liberais, radicalmente contra a direita tacanha que ainda atormenta a vida deste País. Tem um outro que até nos convencem de sua sinceridade ao dizer que se tivesse de escolher entre a direita tacanha e o PT, preferiria o Galeão.

Aos seguidores de tal seita já não satisfaz mais a pregação ideológica de extrema direita. Já não lhes basta mais a simples exposição pública.
Não lhes basta o You Tube. Escondidos atrás de um mundo de falácias, agora querem mais. Agora passam a constranger abertamente os petistas e todos aqueles a quem chamam de esquerdopatas, petralhas, socialistas ou, preferencialmente, comunistas. Injetados de tanta peçonha, e completamente tontos ante a realidade, não hesitam em encher o peito e expressar o paradoxo dos paradoxos, se autoproclamando defensores da liberdade. A exemplo de 64, e em versão ainda mais irrealista, mais hipócrita ainda, imaginam-se em heroica luta de vida ou morte contra o tal referido fantasma. Pobres diabos. Nem sequer imaginam o que Marx entendia por comunismo. São na verdade, em sua maioria, filhos do descaso político, da alienação política de pais que viveram sob o tacão da ditadura e de governos passados privatista e depreciadores do ensino público. Infelizmente encontram-se entregues à própria sorte, dirigidos, guiados, e condicionados por velhacos notadamente pura e simplesmente irresponsáveis.

Responder

andre

26 de novembro de 2013 às 17h05

Louvo a coragem da professora, mas humildimente acho um erro estratégico fazer um debate publico com o acusador. Nao se pode abrir espaco para que fascistas defendam suas idéias. Na França se utilizou essa estrategia e o fascismo só cresce enquanto que na Inglaterra os anti-fascistas nao abriram espaco para a divulgação das idéias fascistas e os combateram com denuncias e contra- manifestações , contendo o crescimento do fascismo. Nao ha que ser tolerante com os intolerantes.

Responder

    Mário SF Alves

    26 de novembro de 2013 às 18h17

    Não há que ser tolerante com os intolerantes. Não há que ser tolerante com os totalitários. Não há que ser tolerante com os que veladamente ou às claras agem com vistas a subverter as regras do enfrentamento político democrático.

    Sim, especialmente num país chamado Brasil, injustamente condenado ao maldito subdesenvolvimentismo capitalista por uma elite esclerosada, corrupta e vendida. Sim, não há como ser tolerante com intolerantes, especialmente, em democracias – muito diferentes da inglesa – tão relativas e tão frágeis como a nossa.
    ____________________________
    E, só pra efeito de recordação, na Inglaterra existe lei de controle da mídia, sim. Rupert Murdoch, o rei da mídia, saiu voado de lá. Por “pouco” não foi parar na cadeia.

    Edgar Rocha

    26 de novembro de 2013 às 18h40

    André, com todo respeito, discordo de você. O que eles mais querem é não serem ouvidos. Assim, não dão as caras e não correm risco de serem desmascarados. A questão não é o risco do debate – enquanto instrumento de divulgação desse povo – mas sim, a qualidade do debate e a capacidade dos debatedores. Não se pode ser arrogante com este povo, nem subestimá-los. Deve-se deixar o ônus da arrogância e da truculência com eles. Vitimá-los diante de suas atitudes estapafúrdias é o mesmo que levantar a lebre que faz o cidadão mediano questionar se há alguma razão no que falam. É preciso retirá-los do subterrâneo, pra que vejam que não se trata de um bando de coelhinhos assustados, senão de um covil de serpentes. A Dilma foi hábil com os blacblocks. Hoje todos sabem quem são os verdadeiros autoritários e opressores desta onde de violência. Eles foram ouvidos, legitimados enquanto opositores, mas não tiveram argumentos suficientes pra sustentar suas ações. É dar a corda, o resto é com eles. A professora tem que chamar pra briga, sim. Nas condições que o Estado de direito e que a democracia oferecem. Eles que se mostrem os vilões desta história.

    André

    26 de novembro de 2013 às 21h00

    Acho sim que devem ser desmacarados, mas a denuncia pode ser um instrumento eficaz para isso. Sinto muito, mas acho que nesse caso não dá para ficar com principíos abstratos, pois se trata de um caso de sobrevivencia social e até mesmo física. A democracia nos dá a oportunidade de combatê-los pela denuncia, de mostrar a cara deles. Não se pode achar que podemos ganhá-los no debate democrático porque eles não praticam esse jogo. Tirá-los da sombra sim, mas deixar eles se alimentarem na luz, não.Pelo menos é o que eu acho.

Edno Lima

26 de novembro de 2013 às 16h09

“Nagib fez uma seleção parcial e descontextualizada dos textos “. Esse papinho de descontextualização é típico de professor que não quer ensinar, mas formar militantes.

Responder

ricardo vaz

26 de novembro de 2013 às 15h57

Cléo,
Se depender de assinatura em protesto, campanha, abaixo-assinado etc, conte comigo.

Responder

Vinicius Garcia

26 de novembro de 2013 às 15h41

Bom educação pode ser direcionada, mas isso em si não significa que alunos serão formados militantes, pois, além da escola existem outras fontes de influência, o ideal seria ter nas escolas uma discussão ampla, o que a elite não permitiria, pois aos mesmos só há interesse na proliferação de suas idéias, muitos dos comentários postados aqui se esquecem de que o sistema vigente é o capitalismo, sendo portanto o predominante em todos os setores e segmentos.

Responder

ricardo

26 de novembro de 2013 às 14h22

Se há um setor em que o Brasil tem retrocedido nas últimas décadas, este é o da educação de base. É triste ver nossas crianças na lanterninha dos testes internacionais de leitura e matemática. É evidente que o lixo ideológico que vem sendo despejado nos currículos escolares, muitas vez com a anuência e mesmo o incentivo do Ministério da Educação, é parte da explicação da crise educacional.

Responder

Fabio

26 de novembro de 2013 às 12h54

Se a direita está tão preocupada com a educação, por que não incentivar seus filhos a serem professores ao invés de trabalhar em outras áreas?

Responder

    Leandro_O

    26 de novembro de 2013 às 14h24

    Fabio, visite o site do IMIL, eles tem um projeto chamado “Imil na sala de aula”, para trabalhar diretamente na formação educacional dos cidadãos, justamente para enraizar o tipo de pensamento que eles defendem.

ricardo silveira

26 de novembro de 2013 às 12h49

A direita continua forte. Falta lei de meios para democratizar a comunicação e, para essa tentativa de patrulhamento fascista sobre as aulas da professora a questão é saber a quem recorrer. Com o julgamento da AP 470 parece que a insegurança jurídica cresceu mais. À Procuradoria de São Paulo que engaveta a roubalheira dos tucanos?
Nem pensar.

Responder

zequinha

26 de novembro de 2013 às 12h44

A direita sempre teve a midia de uma forma geral para fazer o doutrinamento politico do povo mais desavisado e ainda querem imiscuir-se nas relações próximas entre alunos e mestres. Só falta intervirem nas relações familiares entre pais e filhos. Afinal, do que eles tem medo?

Responder

Bacellar

26 de novembro de 2013 às 12h13

Excelentes textos, deve ser uma professora muito boa. Eu na década de noventa estudei num colégio ultra-neoliberal e nem por isso virei neoliberal, querem constranger o ensino do pensamento de esquerda porque temem seu poder.

Responder

    Mário SF Alves

    26 de novembro de 2013 às 18h29

    Excelentes textos. Sem dúvida. Quisera eu ter tido uma professora desta. E, por falar nisso, alguém aí ousa dizer qual deve ser o salário atual dela e de quanto deveria ser?
    ___________________________________

    Não à toa, costumo dizer que a educação política é a mãe de toda a educação. Tirou daí, o resto é técnica, tecnologia ou boas maneiras.

    ___________________________________________
    Por educação política, entenda-se: educação ideologicamente não condicionada, sem manobrismos, sem vícios e isenta de influência político partidária. Infelizmente, estamos a anos luz disso.

    Mário SF Alves

    26 de novembro de 2013 às 19h05

    E aos que se dizem antipetistas. Ora, só um completo alienado político; só um completo cínico ou ignorante em relação à realidade do Brasil poderia supor que o PT foi eleito pra ser apenas mais um partido a conquistar o governo da República Federativa do Brasil.

    __________________________________
    Não. O PT foi eleito pra mudar este País. O PT foi eleito pra romper com a injusta e injustificável condição de vida da maioria dos habitantes deste País.

    Infelizmente, a realidade é bem mais dura do que a muitos, inclusive a mim, poderia parecer. Infelizmente, aquilo que determina e condiciona a vida do povo no Brasil é de difícil equação e de difícil superação. São estrutura arcaicas, obsoletas e antissociais que há séculos nos humilham e nos impedem de evoluir. Escolheu-se e adotamos a via institucional e é nela que estamos trilhando. E é nela que, se preciso for, enfrentaremos o mundo inteiro na superação do subdesenvolvimento que ainda assola o Brasil. É por ela que tivemos de adotar governos de coalizão. Infelizmente.

Guanabara

26 de novembro de 2013 às 11h41

E se a profª discutisse exclusivamente textos do Reinaldo Azevedo, Veja, Folha, Globo, Estadão… seria homenageada pelo blog apolítico aí?

Responder

    Rodrigo Leme

    26 de novembro de 2013 às 14h42

    E ofendida nesse?

    Mário SF Alves

    26 de novembro de 2013 às 18h37

    Tabula rasa de novo, Rodrigo?

    ________________________________________

    Afinal, a seu ver, com quem se deve ser mais tolerante? Com os intolerantes do PiG, que, dissimuladamente, e ao arrepio da lei, defendem manutenção do “Brasil Um País de Poucos” ou com os “intolerantes” daqui que defendem o “Brasil Um País de Todos”?

    Guanabara

    26 de novembro de 2013 às 21h24

    Meu ponto é o “apolítico” do referido blog. Da próxima vez eu desenho.

    Felipe Freitas

    26 de novembro de 2013 às 15h37

    textos do Reinaldo Azevedo?? Isto é uma escola e não um palco de stand up comedy

Isabela

26 de novembro de 2013 às 11h36

No início achei que esse caso era dar holofotes aos idiotas de plantão no mundo virtual, mas depois de verificar com mais cautela, penso que a professora deve levar atá às últimas consequências, pois essa pode mesmo ser a ponta de um iceberg. Como professora, estou totalmente ao lado dela!! Haja paciência, mas vá fundo, Cleonildi! Toda força pra você! Sou solidária até o último fio de cabelo!

Responder

Euler

26 de novembro de 2013 às 11h12

Mais uma expressão dos delírios da direita brasileira, raivosa e babaca, que tenta cercear a liberdade de opinião, de manifestação e de crítica, especialmente, neste caso, de professores comprometidos com os problemas sociais. Nossa solidariedade à professora Cleo e nosso total repúdio a estes imbecis, que buscam holofote e publicidade.

Responder

André Braga

26 de novembro de 2013 às 10h34

Enojante a postura de Promotor-Juiz deste dito blog Escolasempartido, no que me lembra muito a postura do próprio STF, em especial de alguns pares.

Toda força a professora Cleonidi!

Responder

FrancoAtirador

26 de novembro de 2013 às 09h51

.
.
ABRIL EDUCAÇÃO E A REDE TEA PARTY BRAZIL:

QUANDO A EDUCAÇÃO VIRA NEGÓCIO EM BOLSA DE VALORES

E O ENSINO É VOLTADO PARA A IDEOLOGIA DO PRECONCEITO




Responder

    FrancoAtirador

    26 de novembro de 2013 às 10h37

    .
    .
    Há pouco tempo, a FamíGlia Civita

    atualizou o Organograma da Abril Educação,

    onde incorporou algumas Empresas ao Grupo,

    adquiridas no decorrer deste ano de 2013,

    e outras tiveram a denominação alterada,

    sobretudo em razão de fusões empresariais:

    Estrutura Corporativa

    (http://ri.abrileducacao.com.br/pt-br/companhia/paginas/empresas.aspx)
    .
    .
    Abril Educação compra grupo de educação Motivo no Recife por R$103 mi

    sexta-feira, 5 de julho de 2013 09:57 BRT

    SÃO PAULO, 5 Jul (Reuters) – A Abril Educação anunciou nesta sexta-feira a compra de grupo de educação no Recife por cerca de 103 milhões de reais, ampliando atuação da companhia no ensino infantil, onde já tinha anunciado na véspera mais 130 milhões de reais em investimento.

    A aquisição –que envolve o Colégio Motivo, a livraria Park Carapuceiro Serviços e o Centro Recifense de Educação, todos no bairro de Boa Viagem, na capital pernambucana– ocorreu após a Abril Educação ter anunciado a compra do Centro Educacional Sigma, em Brasília, por 130 milhões de reais, na quinta-feira.

    Segundo a companhia, a compra do Colégio Motivo adicionará 2,8 mil alunos à base da Abril Educação, além dos 5,1 mil previstos no acordo com o Sigma.

    Com as últimas aquisições, a companhia decidiu criar uma nova unidade de negócios, que passará a centrar-se na gestão destes ativos, afirmou a Abril Educação em comunicado ao mercado.

    A empresa estimou que a receita consolidada dos dois grupos adquiridos este ano será de 100 milhões de reais, com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) previsto de 32,5 milhões e margem de 33 por cento.

    Com as duas aquisições, o negócio de escolas e cursos pré-vestibulares da Abril Educação passa a incluir as marcas Anglo em São Paulo, pH no Rio de Janeiro, Sigma em Brasília e Motivo no Recife.
    A receita consolidada estimada para estes negócios em 2013 é de cerca de 270 milhões de reais, “comparável à receita do negócio de sistemas de ensino da companhia”, afirmou a Abril Educação.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)
    © Thomson Reuters 2013

    (http://migre.me/gMb7t)
    .
    .

    Mário SF Alves

    26 de novembro de 2013 às 18h43

    Esse é o mundo que esses IMPLACÁVEIS impuseram e gostariam de impor uma vez mais ao Brasil. Essa sopa de logomarcas. Esse realismo neoliberal. Essa liberdade exclusiva. Esse distorce caráter. Esse salve-se quem puder. Esse faz-de-conta.

Julio Silveira

26 de novembro de 2013 às 09h45

Agora inventaram essa, de apartidarismo com criticas partidárias, deve ser mais uma invenção dos Brasileiros espertos para ludibriar os brasileiros trouxas.

Responder

    Paulo Reis

    26 de novembro de 2013 às 12h50

    Corretíssimo, sem mais nem menos. Eles não tem ideologia, então tá…
    A vitória do discurso anti-partido e a derrota do Bloco de Lutas na eleição do DCE da UFRGS

    http://www.sul21.com.br/jornal/marco-weissheimer/vitoria-discurso-anti-partido-e-derrota-bloco-de-lutas-na-eleicao-dce-da-ufrgs/

Zilda

26 de novembro de 2013 às 09h38

Força professora Clotildi! Estamos com você.

Responder

Ivalder

26 de novembro de 2013 às 09h24

Parabéns pela resistência!! Certamente, na Intituição você é minoria-minoria! Mas como não conseguem vencê-la pelo debate, procuram descontextualizar, pinçando microfrases e ideias para formar(deformar)massas de manobra entre os alunos para tentarem te calar pelo constrangimento pelos gritos destes nas redes sociais.

Responder

Marcia Noemia

26 de novembro de 2013 às 09h24

Errata – Perdão, não é a suspensão do livro O Sítio do Pica-pau Amarelo, mas o livro As Caçadas de Pedrinho.

Responder

Marcia Noemia

26 de novembro de 2013 às 09h22

Esse pessoal “apolítico” KKKKKK – adora distorcer os fatos. O livro do escritor Monteiro Lobato – As Caçadas de Pedrinho – era, ao contrário das acusações do blogueiro, recomendado pelo MEC na época do Haddad. O movimento negro acusou o livro de racista, a partir de um comentário de uma personagem que chama a tia Nastácia de “macaca”, tudo isto contextualizado pelo autor. Isto gerou uma polêmica danada. Autores consagradas da literatura infantil foram em defesa da manutenção do livro como indicação, já que ele tinha sido provisoriamnte suspenso para atender os anseios de um importante movimento social. A escritora Ana Maria Gonçalves em defesa da suspensão, chamava o literato de racista e teve uma discussão muito interessante com o Ziraldo que achava desproporcional a crítica ao autor e a suspensão do “Sítio do Pica-pau Amarelo”. Em longo artigo publicado no Globo, a matéria mostrava o pensamento racista do consagrado escritor infantil brasileiro, mostrando que ele era imbuído de preconceitos racias sim através de fartas declarações nos meios impressos da época.Será que estes livros menores, que ele diz agora serem recomendados, não são indicação dos governos tucanos? Dou um conselho ao blogueiro: estude mais, leia mais e tire o véu de apolítico. caso contrário ele continuará medíocre em suas críticas e como a professora Tibiriçá o bem chama, de CENSOR. Saudades da ditadura blogueiro?

Responder

Rodrigo Leme

26 de novembro de 2013 às 09h18

Então o blog não pode dar opinião sobre a grade curricular da professora pois isso é perseguição? Interessante a idéia…o ideal é que o blog não possa dar opinião, certo?

É a grade não deixa dúvida sobre o tom da aula. É até feio tentar disfarçar, sendo que não existe uma pessoa que não saiba como alguns professores conduzem o “livre pensar” em sala de aula. É uma categoria historicamente subordinada a uma mentalidade.

Responder

    Nelson

    26 de novembro de 2013 às 10h55

    Concordo contigo, Leme.

    Realmente, “é feio disfarçar”. Para manter a tua visão ideológica, que, ao que tudo indica, se coaduna com a do advogado, você está disfarçando uma incompreensão daquilo que a professora escreveu.

    O que ela escreveu é claro, límpido, perfeitamente inteligível. “É feio disfarçar” essa suposta incompreensão.

    Edfg.

    26 de novembro de 2013 às 10h59

    Aliás, a professora bem que poderia citar alguns textos e autores de “corte” não esquerdista utilizados em sala de aula, para ilustrar sua pluralidade.

    Gauche

    26 de novembro de 2013 às 11h51

    Acusam, julgam e sentenciam. Desmoralizam a professora. Isso é “dar opinião” sobre a grade curricular. Como o Nelson já disse, “é feio disfarçar” que não entende o que esta acontecendo.

    Rodrigo Leme

    26 de novembro de 2013 às 14h44

    Qual foi a sentença dada? Ela não pode mais dar aula? Foi presa? Foi demitida?

    rodrigo

    26 de novembro de 2013 às 14h49

    Até parece que você não conhece a internê…

    Ou conhece???

    (vai dizer que você era um dos puxassacos do Spamantino no CMI?!)

    Marcus

    26 de novembro de 2013 às 18h58

    “Qual foi a sentença dada? Ela não pode mais dar aula? Foi presa? Foi demitida?”

    Você não leu a matéria? Nagib quer levá-la pra justiça, então afastá-la de dar aula certamente é um dos objetivos dele. Isso sem falar de todo o constrangimento pelo qual ela está passando.

    Pelo menos a veja tem um histórico de derrota em matéria de processos contra professores que eles julgavam “esquerdistas”.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/6-revista-veja-condenada-a-indenizar-professor-retratado-como-esquerdista/

Narr

26 de novembro de 2013 às 09h11

Esse bullying digital não é de hoje.
Copiado dos republicanos americanos.
Tem até decálogo para identificar o “professor doutrinador”.
Há alguns anos, amigos e amigas professore(a)s na área de História e Ciências Sociais de notável universidade pública do RJ foram alvo desses ataques.
No caso, o agressor era aluno de verdade, assumiu o que fazia.
Os professores, todos com doutorado, obras publicadas, artigos é que tinham que se defender do aluno da graduação que não aceitava que ainda se falasse em Marx ou que os professores comentassem sobre movimentos populares.

Responder

Gerson Carneiro

26 de novembro de 2013 às 03h28

Pra começar, o tal blog “Escola Sem Partido” não tem caixa de comentário.

Gente covarde. Eles sempre tentam agir de forma a não serem confrontados, questionados.

Responder

ana s.

26 de novembro de 2013 às 02h35

Correção ao comentário-desabafo acima: “relativo AO acordo USA-Irã…”

Toda a minha solidariedade a Cleonildi. A direita anda afoitíssima! O bom é que ela (a direita) está se assumindo como tal. Agora, a esquerda é que não pode ficar com o rabo entre as pernas.

Responder

ana s.

26 de novembro de 2013 às 02h29

Acabo de ver, no Jornal da Globo, o William Waak lendo o seguinte texto (+ ou -), relativo o acordo USA-Irã: “Há 60 anos os aiatolás têm raiva dos Estados Unidos, que acusam de ter ajudado a derrubar o Primeiro Ministro XXX. Já a raiva dos americanos é mais recente – tem 34 anos, datando da invasão da embaixada etc., etc.”

Vcs acreditam nisso? Segundo a Globo, os aiatolás “acusam” os americanos de terem ajudado a derrubar o governo iraniano em 1953. E os americanos, tadinhos, só ficaram com raiva quando foram atacados de forma injustificada por aqueles bárbaros barbudos. Como a gente diz aqui em Pernambuco: Dá pra tu?

Meu Deus! Até em “Argo”, o filme ganhador do último Oscar, que tem uma visão totalmente distorcida e americano-centrista das relações USA-Irã, há um prólogo que AFIRMA que os USA derrubaram o Primeiro Ministro (não lembro o nome) e puseram o xá-ditador no lugar.

A Globo é “mais real do que o rei”. Que jornalismo merda, minha gente! Que nojo que dá!

Responder

    Nelson

    26 de novembro de 2013 às 10h50

    É facinho, facinho construir a história desta maneira, não é Ana? Tudo vira uma questão de raiva desse e raiva daquele.

    Obviamente, a raiva dos iranianos teria que ser anterior à dos “americanos”, uma vez que esses últimos, está convencionado, agem sempre altruísticamente.

    Como a derrubada de Mohammad Mossadegh se deu com a melhor das intenções e não foi compreendida pelos iranianos, só restou aos “americanos”, depois de 26 anos tentando fazer o bem com seu pupilo Pahlevi no poder, reagir na mesma moeda: com raiva também.

    Facinho, facinho compreender a história tal como é contada pelo Sr Waak.


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