VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Fascismo nos Estados Unidos: O futuro do Tea Party


01/01/2011 - 19h00

Fascist America: Is This Election The Next Turn?

By Sara Robinson (autora de quatro artigos sobre o assunto. Já traduzimos um, ao qual ela se refere na abertura do texto. Está aqui)

Em 21/10/2010, no blog Campanha pelo Futuro dos Estados Unidos

Em agosto de 2009, escrevi um artigo intitulado Estados Unidos fascistas: Já chegamos lá? que causou muita discussão entre a direita e a esquerda da blogosfera. Eu argumentei que — de acordo com a melhor literatura sobre a ascensão de regimes fascistas — os Estados Unidos estavam num caminho que corria muito próximo do ponto de segurança a partir do qual nenhuma democracia prévia tinha sido capaz de recuar antes de se tornar um estado fascista completo. Também notei que o então emergente Tea Party tinha várias marcas proto-fascistas e que tinha o potencial de se tornar um perigo claro e presente para o futuro da democracia se ganhasse tração suficiente para começar a ganhar eleições de forma convincente.

No primeiro aniversário daquele artigo, Jonah Goldberg — o revisionista-em-chefe da direita em questões relativas ao fascismo — usou uma coluna inteira da National Review para me provocar sobre o que caracterizou como uma previsão fracassada. Onde estava o estado fascista que eu havia prometido?, ele perguntou.

É engraçado que ele tenha perguntado. Porque esta próxima eleição pode, de fato, ser um ponto crítico naquele caminho.

A série de três artigos sobre “Os Estados Unidos Fascistas” foi construída a partir do livro Anatomia do Fascismo, de Robert Paxton — um trabalho-chave que deixa claras as condições para prognosticar o fascismo. Paxton definiu assim:

“… uma forma de comportamento político marcado pela preocupação obsessiva com o declínio comunitário, humilhação ou vitimização e pelos cultos compensatórios da unidade, energia e pureza, na qual um partido de massas de militantes nacionalistas, trabalhando em colaboração difícil mas eficaz com as elites tradicionais, abandona as liberdades democráticas e persegue com violência e sem limites éticos ou legais objetivos de limpeza interna e expansão externa.”

Paxton descreveu os cinco ciclos básicos de bem sucedidos movimentos fascistas. No primeiro estágio, um estado industrial maduro diante de algum tipo de crise forja um movimento novo, rural, que é baseado em renovação nacionalista. Este movimento invariavelmente rejeita a lógica e glorifica a emoção pura, promete restaurar o orgulho nacional perdido, adota os mitos nacionais tradicionais para seus próprios objetivos e insiste que o país seja expurgado da influência tóxica de estrangeiros e de intelectuais, que são “culpados” pela miséria atual.

(Já soa familiar?)

No segundo estágio, o movimento ganha raízes, se torna um partido político real e consegue um lugar na mesa de negociações. Sucesso neste estágio, escreveu Paxton, “depende de certas condições relativamente precisas: fraqueza do estado liberal, cujas inadequações condenam a nação à desordem, declínio e humilhação; indecisão política porque a direita, herdeira do poder mas incapaz de exercê-lo sozinha, se nega a aceitar a esquerda como parceira legítima na governança”.

(O Partido do Não se habilita…)

Diante da indecisão, as elites corporativas forjam uma aliança com os nacionalistas rurais, criando um casamento que, se continuar, em breve dará lugar a um estado fascista. E, naturalmente, isto é precisamente o que está acontecendo agora entre os irmãos Koch, as companhias de petróleo, o Americans for Prosperity e o Tea Party.

A maioria dos movimentos fascistas da história morerram justamente neste estágio — quase sempre por causa da básica incompetência autoritária de suas lideranças, o que garantiu que nunca conseguiram nada mais que um pequeno e temporário punhado de assentos na mesa de negociação política. Os fascismos bem sucedidos, de outra parte, nasceram daqueles movimentos que se mantiveram unidos, com influência política suficiente para tornar inevitável que capturassem o governo. E, assim que conseguiram, não houve caminho de volta, já que tinham o poder político e o músculo nas ruas para silenciar qualquer oposição (partidos fascistas quase nunca obtiveram apoio majoritário em qualquer estágio — mas ser minoria é apenas problema em uma democracia que funcione. Não é um problema se você usa a força para conseguir o que quer).

De acordo com Paxton, existem três perguntas rápidas para saber se já cruzamos a linha a partir da qual emergirá um regime fascista:

1. Estão os neo ou protofascistas se tornando enraizados em partidos que representam interesses e sentimentos majoritários e exercem influência importante na cena política?

2. Está o sistema econômico e constitucional do estado em paralisia aparentemente insolúvel pelas autoridades existentes?

3. Está a rápida mobilização política fora do controle das elites tradicionais, ao ponto de que essas elites poderiam ficar tentadas a usar ajuda violenta para manter o controle?

Se todas as respostas forem “sim”, você provavelmente deve se preparar para a viagem [fascista], que pode durar pelo menos uma década ou duas antes que acabe o combustível.

Um ano atrás, notei que já estávamos respondendo “sim” a estas questões. Agora, o “sim” é ainda mais acachapante. Com mais de 70 candidatos do Tea Party disputando postos estaduais e federais em novembro, é justo dizer que a eleição de 2010 está se tornando uma espécie de referendo na futura viabilidade política do Tea Party. E se eles forem bem sucedidos em vencer alguns destes postos, pode ser muito bem a última vez que a gente vota a respeito disso.

A alternativa

Existem algumas. Cenários:

1. O Tea Party é completamente rejeitado pelos eleitores em 2 de novembro. Um punhado de seus candidatos vence; e, pelos próximos anos, os democratas encontram um alvo para demonstrar as loucuras dele, reforçando os argumentos contra a eleição de candidatos do Tea Party no futuro. O partido começa a perder força e em alguns anos será extinto.

2. O Tea Party elege um bom número de seus 70 candidatos — o suficiente para se mostrar sólido e estabelecer suas credenciais políticas, mas não o suficiente para fazer qualquer coisa no governo. Se isso acontecer, os progressistas devem fazer algo rápida e duramente. Se esta onda direitista continuar a crescer a caminho das eleições de 2012, estamos diante de um possível futuro fascista. Haverá tempo para evitá-lo, mas o embalo não estará de nosso lado — e freá-lo vai se tornar mais difícil a cada semana.

3. Uma maioria sólida dos candidatos do Tea Party vence, cimentando o controle do movimento sobre o Partido Republicano e o transformando em um genuíno poder político no país. Eles já prometeram que se controlarem uma das casas do Congresso os próximos dois anos serão de audiências, CPIs, impeachments e assassinatos de caráter de progressistas. (O que, no final, poderia se voltar contra os republicanos, assim como a tentativa de impeachment de [presidente Bill] Clinton se voltou. Esse tipo de assédio da terra-arrasada também assolará autoridades do governo. E violência casual contra imigrantes, gays e progressistas pode escalar quando os militantes do Tea Party se sentirem à vontade, confiantes de que pelo menos parte das autoridades vai apoiá-los.

Neste cenário, o ponto de segurança — a partir do qual nenhum país conseguiu evitar um pesadelo fascista completo — pode ter passado quando acordarmos no dia 3 de novembro. A partir disso, o  resto vai acontecer em agonizante câmera lenta; e o caráter do resto desta década vai depender inteiramente de se os corporatistas, militaristas ou teocratas conseguirão ou não o controle do regime emergente.

Realmente? Você fala sério?

É justo avaliar se o Tea Party merece ser levado a sério. Afinal, sempre houve esta facção na política dos Estados Unidos — os 10 a 12% de direitistas autoritários que deram combustível ao macartismo, ao movimento Bircher e à Maioria Moral; que votaram em Goldwater e depois em George Wallace e que até deram poder ao líder da KKK, David Duke. A extrema-direita sempre esteve conosco. É um dos aspectos constantes de nosso cenário político.

Mas eles sempre foram um movimento extremo, que se mantinha isolado. O que é diferente agora é que as ideias doidas da direita radical — negações sobre a evolução e os danos ao meio ambiente, banimento da contracepção, cidadania soberana, teologia do Fim dos Tempos, nacionalismo branco, tudo isso — foram catalizados pela mágica da internet e pelo desastre econômico amplo numa massa coerente de subcultura que, de acordo com uma pesquisa do Wall Street Journal divulgada ontem, atraiu cerca de 35% de possíveis eleitores. De acordo com a Chip Berlet of Political Research Associates, os Tea Parties são um movimento amplo que reúne várias formações pre-existentes da direita política:

— Libertários econômicos que se preocupam com a tirania coletivista de um governo grande;

— Conservadores da direita cristã que se opõem às políticas sociais liberais do governo;

— Cristãos apocalípticos da direita que temem uma Nova Ordem Satânica Mundial;

— Nebulosos teóricos da conspiração que temem uma Nova Ordem Mundial secular;

— Ultra-patriotas nacionalistas preocupados com a erosão da soberania dos Estados Unidos;

— Xenófobos nacionalistas brancos anti-imigração que se preocupam em preservar os Estados Unidos “reais”.

Essa unificação das forças da direita em torno de ideias radicais nunca aconteceu antes na escala atual na História moderna dos Estados Unidos. E por isso é preciso reconhecer o Tea Party como algo único sob o sol político — e seriamente avaliar o futuro que nos espera se ele se tornar mais poderoso.

Este futuro é doloroso de contemplar. Já fui chamada de alarmista por usar a palavra que começa com F para descrever a situação que enfrentamos. Mas esta é uma das marcas universais do fascismo: quando todas as pessoas finalmente se derem conta do que está acontecendo, geralmente é muito tarde para fazer alguma coisa a respeito. Aqui está como Milton Mayer descreveu a experiência da chegada do nazismo à Alemanha:

“Na comunidade universitária, em nossa própria comunidade, falavamos privadamente com nossos colegas, alguns dos quais concordavam conosco; mas o que diziam? Diziam, ‘não é tão ruim assim’ ou ‘você está vendo coisas’ ou ‘você é um alarmista’. E você é um alarmista. Você está dizendo que isso vai levar àquilo, mas não pode provar. Este é o início, sim; mas como você tem certeza quando não se sabe o fim, como você pode saber qual será e como será o fim? De um lado, seus inimigos, a lei, o regime, o Partido te intimidam. De outros, seus colegas te definem como pessimista ou mesmo neurótico”.

E aí chega o dia em que tudo se torna claro, escreve Mayer — e naquele dia é muito tarde para fazer alguma coisa:

“De repente tudo acontece, tudo de uma vez. Você descobre quem é o que fez ou, mais claramente, o que você não fez (porque é isso o que se espera de nós, que não façamos nada). Você se lembra daquelas primeiras reuniões na universidade quando, se alguém tivesse se levantado, outros teriam se levantado, talvez, mas ninguém se levantou. Pequenas coisas, como contratar este homem em vez daquele, mas você contratou aquele em vez deste. Agora você se lembra de tudo e fica com o coração partido. É tarde. Você está comprometido e sem saída”.

Faltam apenas alguns dias para as eleições. O que quer que você faça entre hoje e elas será pouco — algumas ligações telefônicas, bater em algumas portas, conversar com amigos. E ainda assim qualquer compromisso agora poderá ser lembrado em cinco anos como algo que fez a diferença, quando soubermos que o país já era e nosso futuro tiver sido tomado por pessoas que representam o pior de tudo o que somos.

Seja a pessoa que enxerga para onde estamos indo. Seja a pessoa que se levanta enquanto pode. O futuro que estas pessoas querem para nós é algo que dezenas de países já tiveram; e todos eles carregam as cicatrizes por séculos. Ainda não estamos no fascismo; mas se o Tea Party um dia conseguir colocar as mãos nos comandos do poder, estaremos.

PS do Viomundo1: Nas eleições supra-citadas, o Tea Party teve um desempenho apenas razoável, mas se credenciou para ser uma força política importante em 2012.

PS do Viomundo2: Aqui no Brasil, você se levantou (você aí, que está lendo isso agora!) e disse não às forças proto-fascistas que se reuniam em torno de um homem “de esquerda”.

PS do Viomundo3: A articulista esqueceu-se de mencionar que, além da internet, o fascismo nos Estados Unidos dispõe de uma rede nacional de TV que serve não apenas como aglutinadora da extrema-direita, mas como promotora das ideias malucas da extrema-direita (a Fox News).

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



65 comentários

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mathaus

16 de novembro de 2018 às 04h13

a profecia se cumpriu, não sei se o autor deve comemorar ou ficar triste.

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Professora que se diz vítima de macartismo: "Eles acusam, eles julgam, eles punem" - Viomundo - O que você não vê na mídia

26 de novembro de 2013 às 12h30

[…] Fascismo nos Estados Unidos: O futuro do Tea Party […]

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Emir Sader: A “guerra ao terror”, 10 anos depois | Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de agosto de 2011 às 11h52

[…] O fascismo nos Estados Unidos: o futuro do Tea Party […]

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Temendo quebra de banco, Europa dá tapa na mão invisível do mercado | Viomundo - O que você não vê na mídia

12 de agosto de 2011 às 02h07

[…] Sara Robinson: O Tea Party e a ascensão da extrema-direita   […]

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Marinho

11 de agosto de 2011 às 10h09

Do mesmo autor, João Bernardo, no velhatoupeira.mutiply.com o artigo " A legitimidade democrática do fascismo".
Grato

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Marinho

10 de agosto de 2011 às 09h19

Há um outro livro bem interessante sobre o fascismo que eu gostaria de indicar: "Labirintos do fascismo – Na encruzilhada da ordem e da revolta" de autoria de João Bernardo. O livro foi por enquanto somente publicado em Portugal desconheço se já foi editado no Brasil.

Grato

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@militancianaveg

10 de janeiro de 2011 às 10h34

Azenha, acho que temos mais um grande marco nessa escalada ao facismo nos EUA, o atentado à vida da deputada democrata Gabrielle Giffords – http://bit.ly/dEhUJJ – Então, mais um degrau à baixo? O que será que vem depois?

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Salomão

10 de janeiro de 2011 às 10h07

Esse recetente atentado nos EUA (ver matéria de Carta Maior abaixo), não confirma essa escalada fascista comentada aqui?

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

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Regina

03 de janeiro de 2011 às 21h26

O Tea Party…nazismo…facismo…só saõ fortalecidos diante dos erros dos Governantes…Lula sempre esteve com o PIG ,contra…No Congresso demorou muito para ter uma base…Inovou na Política Interna e Externa-Nem levantou para o Bush…Modernizou o País…Levou o crescimento para 7,5%…Tirou da miséria 22milhões de pessoas e outros tantos foram para classe média…Realizou tanto ,que nem o tea party tupiniquim , o PIG,o clero e ex-rei,santo,devasso…Conseguiram eleger o opositor.Pelo contrário, os caciques foram enterrados dentro da oca.Só falta Sampa, romper com a Síndrome de Estocolmo que vamos diminuir o preconceito ,o separatismo e as ameaças de morte.Enquanto um Governo mostrar resultados positivos,manter a soberania e a estima do Povo elevada…Naõ haverá veneno sendo destilado que seja tomado pela populaçaõ.Dilma,começa o Governo com 70% de aprovaçaõ…Maria do Rosário tbém já mostrou sua postura.O tea party,facismo,nazismo,vaõ ter que se conformar em ficar no EUA,etc…Aqui,gostamos da civilidade.

Responder

    Maria Ferreira

    11 de setembro de 2011 às 07h41

    O Tea Party no Brasil seria como a ideologia dos Paulistas (não digo todos ) mas uma grande parcela da população. Assim como a Klux klan americana.
    Vejam se não é isto.

Luis Armidoro

03 de janeiro de 2011 às 07h27

Caros Azenah e amigos do blog:

Aqui no Brasil, as forças fascistas (e o lado negro de nossa sociedade) foram derrotadas, mas a situação é SP é alarmante:

1 – Agressões a homossexuais
2 – Campanhas de ódio a nordestinos na internet
3 – Controle opressivo de meios de comunicação (serão os jornalistas de SP os monstros neo-liberais do qul Leandro Fortes fala? Pessoas sem caráter, que a troca de prestígio e dinheiro, fazem o que os donos do PiG mandam?)

Ou a população de SP acorda, ou teremos um fuhrer (Herr Serra, sempre disponivel) capaz de declarar guerra ao resto do Brasil

Responder

    diogojfaraujo

    03 de janeiro de 2011 às 14h23

    Verdade, só aqui em SP tem a elite branca separatista clerical maçônica sionista do capeta…

    E uma pergunta, o Azenha é de Bauru, Nassif é de Poços, mas "jaz" aqui no túmulo do samba faz um bom tempo, não, assim como o carioca PHA?

    Outra, o PT começou aonde?

    Pessoal tem que olhar pro próprio rabo antes de culpar SP e o Serra por tudo isso… E já que é pra falar em racismo, o que dizer dos que confundem judeus, sionistas e nazistas (???) sempre que há um post que envolva Israel???? Não é o Serra que vem aqui e nos outros blogss progressistas disseminar o antissemitismo e o antipaulistismo…

    Janes Rodriguez

    03 de janeiro de 2011 às 19h33

    Na verdade são os seguidores do Padim Padi Cerra que pregam e fazem apologia do paulistsmo, do racismo, do separatismo. A parcela de São paulo que foi capaz de produzir o PT eestá aos poucos agonizando na maré de lama do fanatismo, das teologias do milagre, da prosperidade conoômica e do fim do mundo. Das teologias que deram para negar a ciência e a história e que esqueceram que quem pregava a ideologia da superioridade das raças e da pureza alucinada eram os nazistas. E sionismo vem a tona porque os judeus são uma coisa mas o sionismo é outra. E porque os palestinos existem e são massacrados por judeus de Israel – palestina ocupada, usurpada – há cinquea anos. negar a história é também uma das tarefas do Tea Party. Nos EUA e no Brasil. Com toda força em São Paulo e Curitiba, Santa Catarina. Acordemos Brasil, senão nossa rica diversidade cultural e étnicorracial será transformada em conflito que interessa a minoria separatista racista maçônica, da TFP, dos santos dos últimos dias, dos catastrofistas e dos negadores da ci~encia em nome da irracionalidade e da alucinação das massas para que não vejam que os super-ricos, os 1% estão ficando cada vez mais ricos enquanto o povo enlouquece de desemprego, doença e falta de futuro.

    Maria Ferreira

    11 de setembro de 2011 às 07h44

    Tipo assim com Çerra, Bergoinzine, Jereissate, Artur Sumô Virgilio etc e etc. Os supra sumo da direita do Tea Party!

Monge crédulo

02 de janeiro de 2011 às 18h18

Toda que algo ruim ocorre na USA, como o tal tea party, tem tendência a se espalhar
como uma epidemia.Nos livramos de serra; mas com certeza não dos simpatizantes
do fascismo, que ronda as elites brasileiras, contrária ao avanço do regime democrá-
-tico de direito, e que tem apoio em grande parte das fôrças armadas, talvez.
Precisamos nos blindar, contra essa má influência norte americana, que nada acre-
-centaram a sociedade do trabalho, no mundo onde mantêm, títeres a seu serviço.
USA VÁ DE RETRO!

Responder

Marat

02 de janeiro de 2011 às 15h02

O Tea Party será, para os EEUU um chá mais amargo que o de boldo!!!

Responder

Paulo Villas

02 de janeiro de 2011 às 14h11

Israel e EUA , que serpente morderá primeiro o próprio rabo ?

Responder

Ronaldo Caetano

02 de janeiro de 2011 às 13h57

“… uma forma de comportamento político marcado pela preocupação obsessiva com o declínio comunitário, humilhação ou vitimização e pelos cultos compensatórios da unidade, energia e pureza, na qual um partido de massas de militantes nacionalistas, trabalhando em colaboração difícil mas eficaz com as elites tradicionais, abandona as liberdades democráticas e persegue com violência e sem limites éticos ou legais objetivos de limpeza interna e expansão externa.”

Impressionante… É José Serra, e seus aliados midiáticos, puro…

Responder

Almeida Bispo

02 de janeiro de 2011 às 11h51

Ninguém segura o fascismo na Europa e nos Estados Unidos. A direita é como gafanhoto: come tudo, não importando a fome que virá a seguir. A queda daquele muro em novembro de 1989, e principalmente da forma como caiu, ainda vai repercutir muito. Foi o fim do freio sobre os gafanhotos que geraram um dívida trilhionária a qual não tem como ser paga, salvo se por sacrifícios enormes. Grécia, Irlanda… é só o princípio das dores. Estamos nas mãos dos chineses. E brasileiros.
Os americanos acabaram com o comunismo soviético fortalecendo o "comunismo" chinês", que agora os engole. A China tem tradição em disciplina social pra segurar a onda. No Brasil também estamos acostumados mais ou menos a ela. Indianos e russos também. Logo, ela se imporá da forma mais violenta que se conhece à Europa Ocidental e aos Estados Unidos: pelo fascismo. Até que um dólar venha a valer um dólar e não dez ou quinze. E quem sabe, o expansionismo ad aeternum americano crie juizo.

Responder

Cenário apocalíptico | Blog dos Perrusi

02 de janeiro de 2011 às 11h42

[…] Leiam esse artigo que pesquei no VioMundo: […]

Responder

Angelo Renzo

02 de janeiro de 2011 às 10h38

Engraçado, o que foi dito aqui do Tea Party pode, em muitas vezes, ser aplicado ao PT e ao seu projeto de poder. Claro que a rotulagem é outra. Vão dizer que o PT é progressista e o "Tea" (também pode ser PT – Party Tea) é conservador. Mas o gene facista está nos dois. Facismo italiano de Mussolini e o nazismo de Hitler se aliaram. Outro aliado de peso de Hitler foi….Stálin. A história nos mostra que facismo, nazismo e comunismo se batem mas também se beijam. Por serem todos TOTALITÁRIOS …
Olhar para os EUAN pode ser manobra para esquecermos o que está em curso no Brasil de Dilma e do ex- lula. Quem viver verá…

Responder

    Jorge Leite

    02 de janeiro de 2011 às 12h41

    Quanta asneira! E ignorância…
    Nem dá pra discutir, tamanho é o delírio…
    Uma análise para ser ignorada solenemente…

    Julio Silveira

    02 de janeiro de 2011 às 13h27

    Quem tem medo de assombração se assusta até com lençol branco na secador de roupa.

    yacov

    02 de janeiro de 2011 às 14h08

    Pare com as drogas, JÁ, camarada!!! Definitivamente, isso não está fazendo bem para você… Nunca li tanta besteira num parágrafo tão pequeno.

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

    Santos

    02 de janeiro de 2011 às 14h49

    Concordo com você. Me preocupo muito com o PT e sua política coletivista.

    Quem leu 1984 tem razões de sobra para desconfiar de qualquer poder constituído, seja político ou econômico, de extremo a extremo do espectro político.

    A sociedade sempre deve estar alerta para puxar o freio de arrumação nos poderes constituídos.

    rodrigo.aft

    02 de janeiro de 2011 às 17h42

    Santos, vc precisa parar de beber água mineral com gás… está fazendo vc ter alucinações… rsrs

    PT e política coletivista? quando os banco lucraram tanto? quando as empresas venderam tanto?
    (não sou "petista", viste?)
    E o plano do PSDB ficar no poder por 20 anos do Serjão? E o fisiologismo extremo do PMDB? E a luta fraticida e desvairada dos outros partidos por controle em partes estratégicas de estatais e ministérios? E a tirania do "pt de resultados ou pt pragmático" (núcleo duro) que descaracterizou o pt "ético"?

    Sabe qual o motivo disso?
    A falta de controle e vigilância da população sobre os políticos (bem como da base partidária sobre seus líderes).
    Político (quase todos, com honrosas exceções), só funciona se sentir PRESSÃO. Se o(a) a (político(a)) perceber q seu traseiro não está correndo risco, ELE FAZ O QUE CONVÉM A ELE, NÃO À POPULAÇÃO (como a maioria de nós, qdo exposto a poder, dinheiro e drogas – mudamos nosso jeito "altruísta" de ver o mundo e passamos a agir "egoísticamente"), como o porco em "a revolução dos bichos", de Orwell.

    Os políticos, sabendo q no bRASIL música de corno manso faz sucesso e corno tem clube com carteirinha, fazem o q bem entendem, POIS TEM CERTEZA QUE NÃO HAVERÁ COBRANÇA DA POPULAÇÃO (só em eventuais órgãos da burocracia, onde é mais fácil aplicar um "amaciante"). Eles sabem, que na grande maioria, somos BUNDÕES, que perdemos horas vendo jogo de futebol ou novela ou num buteco e não perdemos 15 minutos pra nos inteirarmos dos destinos do país, estado ou município.
    Citando ainda Orwell, 1984 é uma denúncia contra o totalitarismo, seja de "esquerda" ou de "direita". Exemplificar o pt como exemplo disso é comparar ladrão de galinhas aos lesa-patria de conduziram a grande parte de nossas "prostitutivações" (isso sim, é peixe grande… por q vc também não cita estes?).
    AGORA, concordo q o PT, bem como QQUER OUTRO PARTIDO, tem q ser vigiado 24h/dia, marcação pressão.

    quer resolver esse rolo todo? fiz uma adaptação de um conhecido "ditado popular" para nossa constituição… rsrs

    artigo primeiro: é obrigatório a todos ter vergonha na cara.
    artigo segundo: não cumprindo o primeiro artigo, o(a) cabra vai preso(a); depois de solto – se for solto, quando for se aposentar, será de 1 (um) salário mínimo, independete de quanto contribuiu, pra deixar de ser safado;
    artigo terceiro: todo dano causado contra o estado será cobrado do cabra ou de sua família (por isso q no japão, o corrupto pego com a "bola" na mão se mata para preservar a família).
    artigo quarto: revoguem-se todas disposições em contrário.

    quer apostar q isso colocaria o Brasil no 1o. mundo em uns 10 anos?
    agora…. deixar os parasitas, corruptores e corrompidos, malandragem em geral soltos… dá no q vc vê por aqui (e em outros países, lógico)… o crime, travestido de "legalidade" compensa! pra que mudar as regras?

    rodrigo.aft

    02 de janeiro de 2011 às 15h06

    Angelo, boa teoria o sua (se não for "comprada" de alugum jornal de metrô ou almanaque de farmácia).
    (vc não ouve nonsenseNeumane, Blinder, Waaca, Noblablablat e outros "jênios", ouve?)

    Agora, por favor, nos dê alguns exemplos de democracia PLENA, para confrontarmos aos totalitários por vc mencionados.
    Uns 4 exemplos tá bom… não precisa lotar a página.

    Heitor

    02 de janeiro de 2011 às 15h11

    Eu começo a pensar que já não entendo nada ao tentar analisar um comentário como este. Senão vejamos, para mim: o casal Serra é fascista. O DEMo é fascista. A bancada ruralista e escravocrata é fascista. Os paulistanos xenófobos e homófobos são fascistas. O Marcelo Itagiba e seus dossiês são fascistas. Não é possível que tentem colocar esta pecha na Dilma. É ridículo.

    Roberto Jr.

    02 de janeiro de 2011 às 15h46

    Dica: é melhor vc parar de ler Olavo de Carvalho, pois vc está repetindo a mesma ladainha extremista que ele prega. Faltou pouco pra vc dizer que Bill Clinton é espião chinês infiltrado e que Isaac Newton era um imbecil que espalhou a burrice pela sociedade ocidental por ser ateu, como OdeC costuma dizer…

    Também sugiro que você mude para os EUA como "refugiado político". E aí, qdo a coisa realmente ficar feia para imigrantes, você explica a eles que é um "imigrante do bem", que não rouba empregos nem renda deles… E reze para eles acreditarem!

    Mariano S. Silva

    02 de janeiro de 2011 às 18h12

    Ângelo deixe de ser anjo e leia o livro : O Cruzeiro Imperial, James Bradley, Ed. Larousse.

    Eduardo

    03 de janeiro de 2011 às 09h00

    Grande idéia
    Refúgio político no estado de Ohio ou Missouri, mas somente vlá .. nada de Nova York, Boston ou San Francisco … E de preferência com encontro com Palin. Que bobagem é essa de fascismo pelo PT? Que s tornou um partido de esquerda "da ordem"? Faça o favor …

    Gabi

    03 de janeiro de 2011 às 10h32

    No meu modesto modo de ver o Sr Angelo faz amalgamas, generalizações e simplificações indevidas no que diz respeito às posições historico-ideologicas mencionadas, e por conseguinte chega a conclusões enviezadas, se não claramente equivocadas. No entanto levanta um problema importante, o do totalitarismo, que merece ser levado a sério e discutido.

    Acredito que toda ideologia, na medida em que se define pela imposição de uma ordem funtamentada numa certa visão de mundo transcendente ou teleologica, esteja ela à esquerda ou à direita do espectro politico, tende a um sistema totalitario. Totalitario, primeiro e sobretudo, porque apresenta um mundo em que tudo faz sentido, em que não hà possibilidade de contradição nem problematização, e em que se demarca fronteiras claras entre o bem e o mal, mas também porque visa por isso mesmo a se impor sobre toda a sociedade sem exceção.

    Por isso, se é verdade que o PT tem suas virtudes, convém também evitar fanatismos e dogmatismos, e considera-lo com prudência e reserva critica.

    Mas lembremos que o que vale para o PT vale também para qualquer outro partido politico. E eu diria talvez que os outros partidos devem ser vistos com ainda mais prudência e reservas pois, ao contrario do PT que tradicionalmente sempre assinalou explicitamente sua posição ideologica, eles tendem a escamotear as suas.

    O PSDB, o PMDB, o DEM, etc. (assim como a Veja, a Folha, a Globo, etc.) juram que não têm ideologia, e muita gente crê, jà que de fato as ideologias deles, na medida em que se confundem largamente com a ideologia dominante, são relativamente transparentes ou invisiveis. Sim, invisiveis, pois a ideologia dominante tem a fabulosa e insidiosa propriedade de se apresentar como ausência de ideologia, isto é como ordem natural das coisas, transformando o particular historico em universal por um trabalho de mitificação.

    E é quando esse processo de mitificação começa a ruir que os movimentos fascistas, reação violenta de conservação e manutenção da velha ordem, começam a aparecer, como acontece atualmente nos USA com o tea party, como ocorre na Europa com a extrema-direita, como quase ocorreu no Brasil na ultima eleição e como ainda està ocorrendo na nossa grande imprensa.

    Um dia pode ser que a euforia atual do Brasil se cristalize em ordem de bem estar duradouro, um dia pode ser que a sociedade brasileira passe a viver não mais na esperança de expansão mas na obsessão de manter o status quo adquirido, um dia pode ser que nos tornemos um pais que atrai imigrantes estrangeiros em situação de luta pela subsistência e que serão vistos como ameaça (algo que aliàs jà ocorre hoje em dia com bolivianos). A partir deste momento pode ser que o PT se transforme de fato no partido da ordem, de direita, e estaremos realmente maduros para um fascismo com F maiusculo, e serà preciso reformular a esquera. Mas isso é pra daqui a muitos e muitos anos, pelo menos umas três décadas eu diria…

    Em suma a questão do totalitarismo extrapola largamente o problema dos espectros ideologicos, das legendas partidarias, dos ismos, ele està inserido na dinâmica mesmo da politica, e deve ser discutida abertamente.

    Mico Jäger

    03 de janeiro de 2011 às 15h02

    Vivo nos EUA, e sou também cidadão estadounidense – além de brasileiro. A análise desse artigo é lúcida, correta… importante a observação do Viomundo sobre a rede de TV Fox e outras; agora no fim do ano tivemos que aguentar uma série no Discover entitulada "Sarah Palin's Alaska" onde estão tentando consolidar a imagen da ex-governadora do Alaska. Objetivo claro: 2012; ela tentará ser a candidata republicana, e se ganhar, Deus nos acuda (vale dizer, como sou ateu: ninguem nos acudirá). Estarei observando esse movimento de perto, com passagem comprada para o Brasil. Foi difícil aguentar 8 anos de Bush, mas Sarah Palin é demais.

    rodrigo.aft

    03 de janeiro de 2011 às 23h03

    Gabi, q pa-ci-ên-cia…

    Vc ^C e ^V ou escreveu de punho próprio? rsrs
    Se escreveu, ótimo conteúdo!

    Talvez precisemos incitar mais as pessoas a participarem ATIVAMENTE.
    Percebo q muitas pessoas já tem até um entendimento mínimo sobre um texto desse tipo (tem um pouco de "hermetismo intrínseco ", à la Chauí, mas td bem… rsrs), porém carregam certa dificuldade de como agir (até certo medo), do que fazer a mais do q só se indignar num fórum.

    O brasileiro é, quase totalmente, apático (famoso "bundão") em relação à cidadania. Vizinho briga com vizinho, homem bate em mulher ou briga com outro homem por ignorância ou motivos fúteis, mas é um maricas para protestar numa fila de banco ou num órgão público quando é mal atendido, ou para cobrar um político veementemente quando este se contrapõe ao interesse da maioria ou à sua plataforma pré-eleitoral.

    Os q não são apáticos, são os indignados domésticados (só se pronunciam em fóruns e eventualmente por troca de e-mails); tirar a bunda da cadeira e ir pra rua ou entupiar as caixas de e-mails dos polítcos e autoridades com protestos, nem pensar.

    O que fazer a mais para aumentar a participação e cidadania do q termos um bom texto e capacidade cognitiva? Ó mundo cruel… rsrs

    Gabi

    04 de janeiro de 2011 às 08h14

    obrigado pelo elogio, o texto é meu mesmo, embora as ideias, claro, sejam daqui e dali…

    Sobre sua questão final, é o problema da democracia: delegamos poder e depois… um abraço! Nossa margem de manobra é pequena, é um problema estrutural, a democracia precisa de fato ser reformulada, repensada, no mundo todo, mas sobretudo no Brasil, onde hà um sistema patologico ao extremo, dupla personalidade mesmo. Um dia, dentro de um ou dois séculos a sociedade vai olhar pra tràs e rir muito de nossa ingenua democracia. Espero.

    No entanto ainda hà diversas formas de mobilização possiveis. Pessoalmente prefiro as que passam menos pelo blablabla e mais pelo trabalho… Mas tb hà formas tradicionais, que embora meio esquecidas ainda são eficazes, como a greve. Exemplo: deputados se deram aumento salarial de 62% sem qualquer justificativa? Greve geral, do publico ao privado, de norte a sul, cancela natal, reveillon e carnaval, greve de jogo de futebol, pàra tudo, até o aumento ser revogado. Um dia a gente chega là.
    abs

    rodrigo.aft

    04 de janeiro de 2011 às 23h31

    Oh, vozes do além responderam minhas dúvidas atrozes… rsrs

    Parece só um bate-papo, mas acho q se mais pessoas lerem e cobrarem-se mais participação (aliás, mais atitude) reciprocamente, talvez consigamos a famosa "pressão popular", como na Argentina.
    Podem falar o q quiserem dos argentinos, mas para tirarem 3 presidentes na sequência, os caras (e AS caras, lógico) são CIDADÃOS machos pra caramba (lógico q isso se aplicaria a TODOS níveis da esfera pública… servidores, deputados, vereadores, senadores, ministros do supremo, etc, etc). Falei do presidente só como exemplo de determinação, não como pretexto subliminar para focar um assunto, antes q a patrulha ideológica venha me criticar.
    Aqui, no país do carnaval (tá, agora tem sertanejo de corno tbém), novela e futebol, as pessoas mal conseguem tirar um vereador pego com a boca na botija… a população não pressiona a justiça para abrir um processo, não pressiona os outros vereadores pra expulsarem o vagabundo pego com desvio de conduta e fica só pro julgamento político, q vc sabe no q dá… cada 10 ou 20 casos, 1 vai sofrer algum tipo de penalidade.
    Muitos políticos enriquecem a olhos vistos e grande parte da população ainda acha bonito… o cara tá se "ajeitando na vida", "fez 'pogresso' na vida", o cara sabe "se virar"…
    Me fala se isso não um país com grande maioria de cornos mansos, animais domesticados a serviço de uma minoria incompetente e corrompida?

    O mais engraçado são os juízes: o vagabundo é pego vendendo sentença ou ferindo a ética de isenção ou atrasando processos e, ao invés de ser expulso, e eventualmente, preso, sem direito a continuar recebendo, o cara é afastado RECEBENDO, e se for comprovado q agiu de má fé, é aposentado com salário integral… é ou não é uma festa de arromba?

    Vai pensando como canalizar reclamações e fazer chegar ao cabra safado (nordestino indignado tem umas expressões da ora… rsrs) ou ao chefe dele, e mais gente lendo e dando sugestões, talvez a gente consiga criar canais de pressão e controle sobre essa esbórnia q temos aqui.

    É isso, continue palpitando (como eu… rsrs), pensando em como canalizar as reclamações esparsas para se tornarem medidas efetivas de pressão e controle sobre a classe política e o funcionalismo público TAMBÉM!
    Chega de vagabundo (sustentado com dinheiro público) ficar se dando bem!!!

    ¡Hasta la vista!

    Gabi

    04 de janeiro de 2011 às 08h43

    Na verdade, repensando na sua questão final, é preciso lembrar que pensar, escrever, falar, jà é agir. Aliàs, jà é uma baita ação! Não é à toa que a liberdade de expressão é um problema no mundo todo.

    abs

    LUIZ HENRIQUE AMORIM

    09 de janeiro de 2011 às 13h15

    Gabi………… é Gabi de Gabreila ou de Gabriel sei lá. De qualquer forma…. que texto perfeito!!!!!!

    marcos

    08 de outubro de 2011 às 20h34

    Falou e disse……Bem entendido…

    Antoninni Antonioni

    03 de janeiro de 2011 às 16h05

    Assim, meu caro, fica difícil analisar e entender tanta idiotice ao mesmo tempo.

    Maria Ferreira

    11 de setembro de 2011 às 07h48

    Gostaria de lembrar ao amigo um nome bastante sugestivo Democrata (de Democrata só o nome) é fascismo puro. Estrema direita.

P A U L O

02 de janeiro de 2011 às 07h54

ISRAEL é o mais fascista dos estados. pois foi implementado em condções ideais para o totalitarismo.

Não poderia se tornar nada além do que é.

Responder

    Fabio_Passos

    02 de janeiro de 2011 às 11h23

    Exato. O resultado é conhecido:

    "Palestinian shot to death at roadblock

    Troops open fire at man approaching IDF force southeast of Nablus with broken glass bottle in his hand, say he refused to stop. Palestinian eyewitnesses: He was unarmed. Army launches investigation into incident " http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4007573

    mariazinha

    02 de janeiro de 2011 às 15h18

    E como israel é um apêndice dos eua, inglaterra, supomos que todos estão aí, nesse emaranhado de vaidades e perdição.
    Por hora, parece que nos livramos: http://tilesexperts.com/wordpress/os-illuminati/m
    Entretanto estão por aí, só esperando uma deixa….

Fernando Oliveira

02 de janeiro de 2011 às 01h02

Espero que os Centro-Muristas brasileiros, mormente os que se declaram centro-esquerda(?) – allegro ma non troppo- (alguém já viu alguma mulher "meio grávida?!) jamais se esqueçam das irracionalidades atrozes cometidas pela Direitona tupiniquim: Golpes de Estado, perseguições políticas, torturas, sevícias, assassinatos, esquartejamentos, ocultação de "cadáveres-esquerdistas". Perseguir e calar os possuídos por espírito maléfico, nefasto, abjeto, esse verdadeiro espírito-de-porco que se arrasta ao longo da história da humanidade, deveria ser um minucioso exercício diário; bem como tentar exorcizá-los(?) deveria ser um ato sagrado de fundamentalismo religioso. Essa vagabundagem Tea Party, seja a do bonde do Tio Sam ou dos vira-latas brazucas, não merece qualquer vacilo, complacência, compaixão; a única conversa-mole que esse bando de bosta-pela-saco merece, é o bizú do gabiroto, jubita do mata-leão; É a borracha-de-passa-rodo, é o cerol, é a vala!…

Responder

Enquanto isso ao norte do Rio Grande… lá vai o fascismo subindo a ladeira… « Opinião Divergente

02 de janeiro de 2011 às 00h48

[…] Fascismo nos Estados Unidos: O futuro do Tea Party | Viomundo – O que você não vê na mídia. […]

Responder

Nilson Moura Messas

01 de janeiro de 2011 às 23h35

A "democracia" americana é um grande campo para o Tea Party. A corrupção, através do lobby é legal, a televisão só propaga quem tem dinheiro e a mídia é da direita. Se estes caras ganham, Deus queira que não, vêm com tudo para cima de todo mundo, especialmente da América Latina.

Responder

    Gabi

    03 de janeiro de 2011 às 10h45

    "Se estes caras ganham, Deus queira que não, vêm com tudo para cima de todo mundo"

    Pois é. E infelizmente a historia mostra que em periodos de transição ou de disputa pela ordem hegemônica internacional, "estes caras" acabam sempre mais cedo ou mais tarde ganhando no pais em declinio, e às vezes também no pais em ascenção.

    Bem, pode ser que desta vez ocorra algo de diferente, mas hà motivos para nos inquietarmos… Os proximos 10 anos prometem…

Alexandre Lins

01 de janeiro de 2011 às 22h26

O caminho de destruir esta "onda" fascista eh usar a logica e o bem comum. O centro eh o caminho para ficar em cima do muro!

Responder

Fabio_Passos

01 de janeiro de 2011 às 22h17

Ótima entrevista com Fábio Konder Comparato: http://www.revistaforum.com.br/noticias/2010/07/3

"
O jurista Fábio Konder Comparato fala à Fórum sobre a necessidade de efetivação dos mecanismos de participação direta, os entraves para a democratização da comunicação no Brasil e o poder das oligarquias na sociedade brasileira.
"

Direto no ponto:

"
Fórum – O senhor diria que nós não vivemos numa democracia.

Comparato – Óbvio que não vivemos numa democracia. Democracia é, sobretudo, soberania popular. Soberania significa controle. Poder de controle significa tomar grandes decisões e fiscalizar, responsabilizar e destituir os representantes. O empresário que controla uma empresa não tem um poder meramente retórico ou simbólico. É ele que decide se vai continuar ou não com a empresa, os programas para o futuro. O povo brasileiro tem um poder semelhante? É óbvio que não, nós temos uma aparência democrática, mas a aparência é muito importante. É a mesma coisa que aconteceu durante a escravidão…

Fórum – Da mesma forma, essa democracia com esse tipo de representação, nesse caso, não é uma invenção brasileira, ela é o mesmo tipo de representação utilizada em muitos países…

Comparato – Não é uma invenção brasileira, mas a deformação aqui é muito maior do que a da grande maioria dos países. Muito maior, mas nunca atacada porque, para nós, sobretudo no exterior, é preciso manter as aparências.
"

Responder

Fabio_Passos

01 de janeiro de 2011 às 21h59

O totalitarismo, racismo e xenofobia não são um retrocesso limitado aos eua. Também a Europa sucumbe.
A incapacidade de superar a crise neoliberal mostra o quão falsa é a "democracia" ocidental.
Evidente que haverá reação das forças progressistas. Vamos torcer que seja forte o suficiente para impedir a ruína.

[youtube VwcKwGS7OSQ http://www.youtube.com/watch?v=VwcKwGS7OSQ youtube]

Responder

Marat

01 de janeiro de 2011 às 21h58

Os EEUU têm problemas crônicos:
1) Muitos ali julgam-se os "escolhidos" e portanto, podem fazer qualquer coisa contra qualquer país;
2) Muitos ali são arrivistas;
3) Muitos ali acreditam que dentro de seu território têm de ser "certinhos"; já no resto do mundo, impera a lei das bombas;
4) Muitos ali acreditam que os fins justificam os meios.
Em suma, aquela sociedade está doente e, pelo jeito, não tem cura. O perigo mais urgente é a quantidade enorme de armas nucleares e químicas nas mão daqueles lunáticos extremistas, fanáticos religiosos e radicais que se julgam superiores!!!

Responder

    Mariano S. Silva

    02 de janeiro de 2011 às 18h18

    Marat, leia o livro : O Cruzeiro Imperial, James Bradley, Ed. Larousse, e espalhe para todo o mundo! Temos que tomar consciência, rapidamente, do que são os americanos. Principalmente, o que representa o Tea Party!

    Marat

    02 de janeiro de 2011 às 21h47

    Mariano, vou comprar o livro. E tentarei le-lo logo. Um abraço e obrigado pela indicação!

Guanabara

01 de janeiro de 2011 às 21h25

Em parte, me lembrou a tentativa da campanha do Serra agora em 2010. A diferença é que ele tentou espalhar um "terrorismo" e um mar calmo, que acabou não colando (mas teve algum efeito, não se pode desprezar).

Responder

Otaciel de Oliveira

01 de janeiro de 2011 às 21h05

TÁ QUASE TUDO LÁ

Leiam com urgência um livro re-editado chamado Ascenção e Queda do 3º Reich. São dois volumes com cerca de 1500 páginas (total).

É a história da ascenção (e queda) do fascismo na Alemanha. O livro foi escrito por um caolho, nascido em Chicago, chamado William Shirer. Ele perdeu um olho quando esquiava nos Alpes, aos 28 anos de idade.

Se vocês pensam que a coisa é brincadeira, vocês estão enganados.

Mas, dirá você, nós brasileiros não podemos fazer nada. Tudo só acontece porque Deus quer. Bem, e os americanos, não podem ou já não querem fazer absolutamente nada?

Os fascistas alemães se diziam, inclusive, extremamente religiosos. A igreja católica alemã aderiu, na base da porrada, ao fascismo comandado por Hitler.

Na época a Alemanha não contava com um milésimo do poderio bélico americano de hoje. Hitler não chegou à bomba atômica. Imaginem só que catástofre mundial se os Estados Unidos resolverem sair por aí tomando tudo de todos na base da porrada… Saiam da frente.

E as pessoas, principalmente as mulheres, só se preocupam com mais um capítulo das novelas da Globo.

Que desgraça nos aguarda? Uma possível terceira guerra mundial.

Desgraça pouca é bobagem, não é?

Já tomou seu banho de radiação hoje? Vá se acostumando.

Responder

    ebrantino

    02 de janeiro de 2011 às 09h58

    Otaciel, esta obra do William Shirer, editada em portugues pela Civilização Brasileira, do saudoso Enio Silveira, a que muito o Brasil deve, em 4 volumes – deve haver disponiveis na Estante Virtual, para os economicos – é realmente essencial para entender o fascismo e os caminhos usados para chegar ao totalitarismo. Foi praticamente meu livro de cabeceira por muito tempo, e agora, quando surgiram os arreganhos da direita serrista eu consultei novamente, especialmente a parte que vai dos inícios do Estado Alemão Moderno, até aos primeiros passos do Regime Nazista. Foi um longo caminho, com muita ajuda dos endinheirados, muitas vezes enrustidos, e também inocentes uteis que achavam que oportunamente poriam a fera na jaula. Mas o fascismo depois de certo gráu costuma desenvolver dinâmica própria, acaba desembocando em muita violência, revolução ou guerra. Oxalá isso não tenha de ocorrer no nosso grande irmão, que é de papel mas tem dentes atômicos. Nossa única esperança é que o remanescente da cultura da grande nação americana, e suas tradições consigam controlar a fera. Nossa contribuição importante é manter a democracia e os direitos humanos, e o bem estar social aquí. Chegou a hora de o efeito demonstração ser dado por nós, do antigo "terceiro mundo". Quanto ao livro, é leitura obrigatória por quem se interessa por politica e história. I N D I S P E N S A V E L.
    Ebrantino.

    Caracol

    02 de janeiro de 2011 às 10h50

    Bem lembrado, Otaciel. Esta obra deveria ser curso obrigatório em escolas. Tá tudo lá mesmo.
    E tem mais: Sara Robinson esqueceu (ou não percebe, porque americana) um detalhe: mais grave do que a presença de conservadores, apocalípticos, teóricos nebulosos, ultra-patriotas e xenófobos é o fato de que a sociedade americana é a mais "brain-washed" do planeta. Nem na antiga União Soviética a lavagem cerebral foi tão efetiva. Tanto que a URSS acabou, e eles estão aí, e com estas armas todas. Ninguém ouviu o alerta do general Eisenhower em seu discurso de transmissão de posse, e deu no que deu. Na minha opinião, os medos de Sara Robinson "já eram". Vamos todos ter que deitar na cama que eles prepararam com a ajuda de todos nós.

    Mariano S. Silva

    02 de janeiro de 2011 às 18h29

    Todo o mundo deve ler : O Cruzeiro Imperial, James Bradley, ed. Larousse. A estória começa com a viagem de Alice Roosevelt (filha de Theodore Roosevelt) ao Japão, Coréia e China em 1905 e recorda a história sangrenta dos EUA nas Filipinas, sua construção hegemônica do conceito de superioridade branca e a invasão em 8 de julho de 1853 da baía de Tóquio por 50 navios armados até os dentes da esquadra do almirante Perry. Não parece interessante?

Taw

01 de janeiro de 2011 às 20h01

Na ânsia de se defender da extrema-direita, espero que os esquerdistas brasileiros, não se voltem para irracionalidades da extrema-esquerda. Pelo menos, pra mim, fica claro que o fascismo encontra lugar de repouso nos argumentos políticos extremistas, tanto de um lado, quanto de outro. Em termos de "defesas" políticas, na minha opinião, o melhor caminho é o centro.

Responder

    Fabio_Passos

    01 de janeiro de 2011 às 22h05

    Qual centro?
    Este que "governa" submisso ao absoluto controle das oligarquias financeiras e dos tiranetes corporativos?
    Este é o centro… do problema.
    Incapaz de superar uma crise terrível produzida pelo capital… permanece a seu serviço, cobrando a conta da população, erodindo completamente a credibilidade das "democracias" ocidentais. A irracionalidade deste "centro" político é um fertilizante para o crescimento do fascismo.

    edv

    01 de janeiro de 2011 às 22h32

    É certo que extremismos são tipicamente pouco saudáveis, e os chineses milenares costumam dizer que "a virtude está no meio".
    Mas note que vc menciona "extrema-direita" e "esquerda", simplesmente. Talvez ficasse melhor "extrema-esquerda", para que haja um bom balanço algébrico ao "meio".
    Vale mencionar também que o "centro' costuma ser uma posição poltica mais rara e de difícil percepção.

    edv

    01 de janeiro de 2011 às 22h41

    Li mal e notei que vc mencionou adequadamente os "extremos". Desconsidere por favor.

@MuriloO

01 de janeiro de 2011 às 19h20

Azenha, tem um artigo sobre a extrema-direita francesa no site da revista Time: http://bit.ly/fEeB9A

É preocupante o avanço dos fascistas na Europa e EUA.

Responder

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