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Policiais federais: Abuso é vazar informações para se promover


11/08/2011 - 14h19

Policiais federais afirmam: algemas fazem parte do procedimento. Abuso é vazar dados para a mídia em busca de promoção

do blog do Artur Henrique, o presidente da CUT

A Federação Nacional dos Policiais Federais, em nota emitida para a imprensa, nega que haja abuso no uso de algemas durante operações da PF. A Federação diz que algemar presos, de qualquer classe social, está de acordo com as normas de trabalho da entidade.

Mas a Federação critica veementemente o vazamento antecipado das operações para a mídia. A entidade diz que muitas vezes os policiais federais são surpreendidos pela presença da mídia no local das operações, e afirma que isso ocorre porque pessoas do alto escalão passam informações para jornalistas em busca de promoção, política e pessoal.

Leia a nota:

“Em relação a eventuais abusos cometidos durante a “Operação Voucher”, deflagrada pela Polícia Federal, no dia 10/08/11, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), entidade formada por 27 sindicatos filiados, representativa de aproximadamente 13 mil policiais federais, de todo o País, vem esclarecer que os policiais federais defendem que todas as ações da Polícia Federal sejam pautadas pela estrita observância de princípios, garantias e direitos assegurados na Constituição Federal, como legalidade, impessoalidade, eficiência, preservação da imagem e presunção da inocência dos cidadãos, dentre outros.

Transformar a Polícia Federal numa polícia cidadã, moderna, eficiente, comprometida com os valores democráticos e os direitos humanos, enfim numa polícia de Estado e não de governo são bandeiras históricas dos policiais federais.

O profissionalismo e o rigor na apuração de quaisquer crimes devem orientar todas as investigações e medidas executadas pela Polícia Federal, independente da classe social, posição econômica ou vínculos políticos e partidários dos investigados. Estes devem ser os parâmetros, inclusive para emprego de algemas.

Em outras oportunidades, os policiais federais, através de suas entidades representativas, já manifestaram suas críticas e preocupações com a situação imposta pela Súmula Vinculante nº 11, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), editada em 2008, que restringiu o uso de algemas a casos excepcionais. Mas reiteramos nosso compromisso e dever de observá-la e cumpri-la, até a regulamentação definitiva do tema, pelo Congresso Nacional.

A súmula dispõe que o uso das algemas é lícito nos casos de receio de resistência, fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física do preso ou de outras pessoas. Os policiais federais responsáveis pela prisão e condução das pessoas detidas são treinados e aptos a avaliar estas circunstâncias, bem como para decidir e justificar a conveniência do uso de algemas, efetuando as prisões da forma mais técnica, operacional e segura.

Contudo, a Fenapef entende que não é o uso de algemas que tem resultado nos abusos mais freqüentes na atividade policial. O emprego de algemas é a regra e o procedimento-padrão das polícias em todo o mundo. São a exposição indevida da imagem de investigados e a espetacularização das operações policiais que provocam graves danos morais e à imagem de pessoas, criminosas ou inocentes, cujos atos ainda serão apreciados pela Justiça.

São vários os episódios de triste memória de indivíduos execrados de forma irreversível perante a opinião pública, quase sempre por incompetência ou excesso de vaidade de autoridades que coordenam algumas malfadas operações policiais.

Neste sentido, Fenapef reconhece e lamenta que o vazamento ilegal de informações à imprensa, de inquéritos sob sigilo, bem como o desfile desnecessário de presos algemados perante as câmeras macularam algumas grandes operações da Polícia Federal, em passado recente. Estas atitudes, contrárias às leis e instruções normativas internas, sem dúvida, acarretaram prejuízos a investigações, inclusive casos de nulidade, bem como danos à imagem de pessoas investigadas e também à própria instituição.

Vale salientar que as referidas condutas, quase sempre, são de responsabilidade de delegados da PF, coordenadores das operações ou dirigentes do órgão, pela ânsia de holofotes da mídia, numa clara tentativa de se promoverem, por razões pessoais, corporativistas ou políticas, em detrimento do compromisso institucional da Polícia Federal e à revelia dos demais policiais que participam do planejamento e da execução do trabalho, sempre em equipe, com cautela, discrição e profissionalismo.

Não raro, policiais federais são surpreendidos com a presença dos profissionais da imprensa, nos locais de cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão, decorrente do vazamento antecipado de informações, que acabam por propiciar a espetacularização de operações policiais, principalmente aquelas com maior potencial de impacto na mídia.

Ao tempo que defende os interesses dos policiais federais, aqueles que agem na estrita legalidade, a Fenapef também espera a apuração rigorosa de eventuais excessos, abusos e ilegalidades, a fim de preservar os interesses mais elevados da instituição e, principalmente, do Estado Democrático de Direito.”

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38 comentários

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13 de agosto de 2011 às 22h57

[…] Policiais federais: Abuso é vazar informações para a mídia […]

Responder

nonato barboza

13 de agosto de 2011 às 01h09

De uma coisa podemos ter certeza: na hora que bem quis a PF desmoralizou a súmula do STF. Na hora da prisão de bandidos sejam tucanos ou demos, petistas ou pmdbistas não deve haver exceção: um apertado par de pulseiras nesses nojentos.

Responder

Geysa Guimarães

12 de agosto de 2011 às 12h46

Não haveria problema algum, se tais algemas fossem colocadas também em alguns pássaros bicudos com ninho-sede em São Paulo. Refiro-me à ala Paulo Preto, a mesma que figura na operação Castelo de Areia.
Olho aberto, Presidenta! Do jeito que estão sendo feitas as coisas – ação e espetacularização só contra PT e base aliada – , os tucanos vão se apresentar nas próximas eleições como pombinhas salvadoras!

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Carlos Cruz

11 de agosto de 2011 às 21h52

Com tudo que ocorre entre os "nobres" politicos a grande preocupação é a imposição indevida (?) de algemas aos "inocentes" de colarinho branco, presos com ordem judicial, depois de meses de monitoração, pela PF… Seria comico se não fosse verdade. Ainda faltam 2 HC´s em menos de 24 h para completar o espetaculo! Mas o tempo de cadeia não será tanto (em poucas horas TODOS serão soltos, livres para destruir provas, ocultar, etc). Ao pobre, seja ele de onde for e de que raça, a "trato" é bem diferente. Se estiver em um onibus, tem até bala… O "negocio" é tentar sobreviver…Algemas é contumaz, faz parte do espetáculo. Se os nobres e preocupados senhores se voltassem ao Brasil real, visitando cadeias, presidios, etc, veriam que algemas será a ultima das ultimas preocupações. Mas "eles" estão em um outro plano, longe do "povinho" aqui de baixo…

Responder

Marcio H Silva

11 de agosto de 2011 às 21h25

Se a PF continuar agindo com este sigilo todo tem muito político e governador ( principalmente os do RJ, SP e MG ) preocupados. Algemar é um ato de segurança, pior é quando não algemam, matam e tentam esconder o corpo, muito praticado pelas PMs dos estados. Ou pior é ver PMs do RJ no sequstro dos ônibus, esta semana, dando tiro adoidado e ferindo os reféns e transeuntes. Isto porque desde 2007 o Governo do RJ e seu Secretário de segurança suspenderam os cursos de reciclagem da policia militar.

Responder

José Roberto-SP

11 de agosto de 2011 às 21h16

Eu só acho que a Polícia Federal errou ao não colocar as correntes nos pés.

Responder

Obede

11 de agosto de 2011 às 20h39

Me parece que a nota tem o objetivo demonstrar que a entidade, com 13 mil filiados, não coaduna com a exposição previamente arquitetada de qualquer dos investigados ou presos pelas operaçoes que seus filiados, de ofício, promovem.

Responder

Jairo_Beraldo

11 de agosto de 2011 às 20h22

O sinistro da justiça, Zé Caridozo Dantas, averbou o ex-supremo presidente supremo do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Dantas, sobre a abolição do uso de algemas em brancos de olhos azuis afanadores do dinheiro público, como por exemplo o seu cliente que visitou a PF Hilton duas vezes e libertado com dois HC's cangurú. Já está na hora deste vermezinho espirrar do governo Dilma…

Responder

Lucas

11 de agosto de 2011 às 20h19

De novo com essa história de algemas? A Globo não aprendeu nada desde a prisão do Dantas. (Ah, bons e velhos tempos).

Responder

operantelivre

11 de agosto de 2011 às 19h52

Como leigo no jargão jurídico e sem entender nada de algemas, só tenho o bom senso. Pelo menos acredito que tenho BOM senso e não o MAU senso de algumas regras legais. Bom, se é para prender que motivo há para não se usar para uns e usar para outros? O motivo pode ser a legitimação por uma regra legal de MAU senso.

O centro da questão está no parágrafo que diz:

"Contudo, a Fenapef entende que não é o uso de algemas que tem resultado nos abusos mais freqüentes na atividade policial. O emprego de algemas é a regra e o procedimento-padrão das polícias em todo o mundo. São a exposição indevida da imagem de investigados e a espetacularização das operações policiais que provocam graves danos morais e à imagem de pessoas, criminosas ou inocentes, cujos atos ainda serão apreciados pela Justiça."

O resto é distração inoportuna.

Responder

carlos

11 de agosto de 2011 às 19h20

nao ha nada de incorreto o uso de algemas em suspeitos da pratica de crimes. Alias, é uma forma de defesa para a autoridade policial contra esses suspeitos. A sumula vinculante nao retrata a realidade. tem cunho politico para protecao de politicos, assim como alguns dispositivos da constituicao, como o foro privilegiado. Houve uma investigação dotada de um lastro probatorio. nao houve abusos. se um ladrao de galinha furta um objeto de valor insignifcante, a algema nao causa repercussao alguma. Porque nao algemar grandes corruptos ? que surgem nos cargos politicos. Nao sei porque a surpressa.

Responder

Maisa

11 de agosto de 2011 às 17h47

Azenha,
O caso das algemas, sob a imposição do gilmar dantas (oooppssss), foi feita sob encomenda para os detentores do poder político/econômico que até o advento da OPERAÇÃO SATIAGRAHA, não tenham passado por essa "humilhação". Deve-se ressaltar, que tal regra é igual jabuticaba, pois só existe no Brasil. Então falar em usar ou algemas, quem deve saber é o policial de lina de frente, visando resguardar primeiro a sua integridade e depois a integridade do conduzido, aliás, preso sempre por ORDEM JUDICIAL e com o aval do MINISTÉRIO PÚBLICO.
O que não se pode e constatar que a Dilma agora queira colocar cabresto na PF, querendo tomar conhecimento de investigações que só dizem respeito ao Judiciário e MP a vai ficando a impressão, pra não falar certeza mesmo, que o executivo, também vai se juntando ao judiciário e legislativo que nunca esconderam seus desejos de silenciar a PF, pois sabem que suas falcatruas, mais cedo ou mais serão descobertas e para que isso aconteça, é preciso matar a atuação não só da PF, mas dos outros órgãos de fiscalização.
Essa intromissão é perniciosa e somente vai fomentar a briga interna dentro da PF, que está politicamente dividida entre um grupo do PT e outro grupelho do PSDB, cada qual agindo para tentar desestabilizar o outro e isso, quer queiram ou não, compromete cada vez mais as investigações de grande vulto e que envolvem pessoas com grande poder de decisão, nas três cúpulas dos poderes da república.
Quando aqui diziam que o Palocci, Jobim, Alfredo Nasscimento e outros tantos, se assemelhavam à cânceres que precisam ser extirpados, estão desviando o foco sobre quem é a figura mais deletéria desse governo, que o Zé Cardoso, a raposa que administra o galinheiro (vejam só ontem, onde estava o Marcio Thomaz Bastos e onde se encontra hoje e de que lado está!!!!)

Responder

Gerson Carneiro

11 de agosto de 2011 às 17h28

<img src=http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/files/2009/11/cesar-tralli.jpg>

Ganhará um doce quem descobrir quem é esse repórter disfarçado de Agente Federal na Operação Satiagraha.

Responder

    Maisa

    11 de agosto de 2011 às 18h24

    Gerson,
    Voce atirou no que viu e acertou no que não viu. Trata-se do Tralli da platinada, mas essa não é a operação Satiagraha, mas sim da prisão do Flavio Maluf, aquele que está imediatamente atrás do jornalista. Quanto ao vazamento para imprensa da Satiagraha, com mais paciência voce saberá, um dia desses, quem ou quais foram os autores da "inside information", não aquela publicada na fAlha por uma das suas "brilhantes" jornalistas, cujo vazamento saiu … (um dia te conto!!!!)

    Gerson Carneiro

    13 de agosto de 2011 às 13h11

    Se me contar, ganha o doce.

betinho2

11 de agosto de 2011 às 17h04

Bem, aquele jornalista da Veja que teve um dente quebrado, ao entrevistar o lobista, certamente hoje defende entrevistas com seus entrevistados (interrogados) algemados….rsrs

Quem sabe a inquisitora Catanhede não deveria futuramente estar também algema ao fazer as suas inquisições? Sim, pois só falta partir pra porrada, como se viu no "interrogatório" feito ao Ministro Celso Amorim.

Responder

Fernando

11 de agosto de 2011 às 16h54

"Fenapef reconhece e lamenta que o vazamento ilegal de informações à imprensa, de inquéritos sob sigilo, bem como o desfile desnecessário de presos algemados perante as câmeras "…"Vale salientar que as referidas condutas, quase sempre, são de responsabilidade de delegados da PF, coordenadores das operações ou dirigentes do órgão, pela ânsia de holofotes da mídia,"…"Não raro, policiais federais são surpreendidos com a presença dos profissionais da imprensa, nos locais de cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão"
Por que então os policiais federais da Fenapef não investigam quem de dentro da corporação promove os vazamentos???

Responder

    Luciano Prado

    11 de agosto de 2011 às 17h20

    Não cabe a FENAPEF investigar e sim denunciar. A FENAPEF é uma instituição sindical, uma associação que congrega sindicatos de todo o Brasil, uma Federação.

    A investigação compete à própria polícia e ao ministério público.

Luciano Prado

11 de agosto de 2011 às 16h35

Essa súmula engendrada pelo STF é a cara do Brasil.

A chiadeira só se dá quando dentre os algemados estão pessoas da elite política ou financeira. Pé-de-chinelo é algemado a todo instante, com direito a foto nas páginas policiais dos jornais sensacionalistas.

Em todos os países civilizados as algemas são utilizadas para proteger o policial, o conduzido e a sociedade.

A algema nada mais é do que uma prisão. Ou sua extensão.

O que causa perplexidade é a escandalização pela imprensa a partir da imagem do colarinho branco algemado, preso.

Estão corretas as ponderações da NOTA da FENAPEF.

Existiam e existem mandados de prisão (prisão cautelar para viabilidade das investigações) emanados da Justiça.

Os policiais federais apenas cumpriram e cumprem os mandados de prisão.

Só no Brasil, o conduzido preso, da elite tem essas regalias que a súmula do STF garante.

Por outro lado, mesmo no cumprimento da tal súmula, é facultado ao policial utilizar as algemas. Ele fará o juízo da conveniência ou não. Portanto, é subjetivo o juízo que o policial faz da sua necessidade. Basta que fundamente sua utilização.

Como bem afirma a nota, o que constrange é a exposição que a mídia faz – dependendo da sua conveniência – dos conduzidos presos. É a escandalização conveniente. O que constrange é tornar o preso mercadoria da mídia.

Responder

Rogério Leonardo

11 de agosto de 2011 às 16h24

A sumula nº 11 do STF diz o seguinte:

SÓ É LÍCITO O USO DE ALGEMAS EM CASOS DE RESISTÊNCIA E DE FUNDADO RECEIO DE FUGA OU DE PERIGO À INTEGRIDADE FÍSICA PRÓPRIA OU ALHEIA, POR PARTE DO PRESO OU DE TERCEIROS, JUSTIFICADA A EXCEPCIONALIDADE POR ESCRITO, SOB PENA DE RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR, CIVIL E PENAL DO AGENTE OU DA AUTORIDADE E DE NULIDADE DA PRISÃO OU DO ATO PROCESSUAL A QUE SE REFERE, SEM PREJUÍZO DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO.

No caso, depois da edição da súmula, ficou evidente que as algemas só podem ser usadas em quatro hipóteses concretas: a) se houver efetivamente resistência à prisão; b) se houver efetivamente a tentativa de fuga; c) se os presos efetivamente tentarem ou consumarem algum tipo de agressão a terceiros ou policiais; d) se os presos forem investigados pelo cometimento de crimes violentos. As duas últimas hipóteses, únicos indicadores concretos de que a integridade física do policial ou de terceiros esteja ameaçada.

Além disso, para a legalidade do ato, o uso de algemas deve ser fundamentado e justificado pela autoridade policial.

No presente caso não havia à priori, a menor justificativa para o uso de algemas, eis que não houve resistência à prisão, tentativa de fuga, tentativa de agressão ou a investigação de crimes violentos.

Para piorar, não consta até aqui que os policiais tenham justificado o uso de algemas nesta operação (outra exigência da súmula).

Pode-se ou não concordar com a súmula, pode-se lutar pela sua revogação, mas, enquanto vigente, o que não pode é alguns policiais desrespeitá-la, pois estarão desrespeitando o STF e a constituição da república.

Agora não adianta chorar, os policiais envolvidos terão de se explicar.

Por último, está claro que existe um relação íntima e promíscua entre os órgãos de imprensa e alguns policiais federais, pois é impossível que a imprensa descubra sozinha onde e quando irão ocorrer as operações policiais.

A FENAPEF está de parabéns por não defender este tipo de relação e criticar abertamente alguns de seus filiados, demonstrando sua adesão aos princípios republicanos.

A Polícia Federal merece todos os aplausos e elogios pela sua atuação ao longo dos últimos anos, mas, alguns de seus membros tem sido responsáveis por graves ofensas ao estado democrático de direito e devem sofrer as punições previstas em lei.

Responder

    Luciano Prado

    11 de agosto de 2011 às 17h25

    "No presente caso não havia à priori, a menor justificativa para o uso de algemas, eis que não houve resistência à prisão, tentativa de fuga, tentativa de agressão ou a investigação de crimes violentos'.

    Quem te disse isso?

    A conveniência do emprego ou não cabe ao policial condutor, a seu juízo e analisando todas as circunstâncias do momento.

    De fora, sem saber o que ocorre não dá para julgar, meu caro.

    Sua análise, à priori, está furada.

    Rogério Leonardo

    11 de agosto de 2011 às 18h35

    "A conveniência do emprego ou não cabe ao policial condutor, a seu juízo e analisando todas as circunstâncias do momento. "

    Prezado Luciano (que deve ser policial),

    Lógico que a analise das circunstâncias é feita sempre no momento da prisão pelo policial condutor e eu não disse o contrário, mas, você está muito enganado se acha que é um ato discricionário como era antes da edição da súmula.

    O policial só pode utilizar algemas nas hipóteses previstas, caso contrário não teria sido necessário a edição de uma súmula no STF.

    Deve existir um fato concreto (e não uma suposição) que demonstre a necessidade, e, além disso, ele deve fundamentar após o uso.

    Quanto à operação em si, ninguém precisou me dizer nada, como estamos analisando um fato pretérito, afirmo que, pelas notícias veiculadas, a operação tratou da prisão temporário de funcionários públicos e não houve notícia de resistências, agressões ou ameaças aos policiais condutores, portanto, o uso de algemas foi ilegal.

    Furada é a sua crítica.

Bonifa

11 de agosto de 2011 às 16h22

Assim como há antimédicos em muitos hospitais, há antipoliciais trabalhando dentro da PF. Antipatriotas e antiprofissionais. Mas são uma pequena minoria e aos poucos, quanto mais seus patrões externos vão perdendo forças, mais eles vão perdendo a pose e baixando a crista.

Responder

kaccira

11 de agosto de 2011 às 15h59

Não vamos esquecer que a reclamação pelo uso das algemas partiu de integrantes do Governo Dilma.

Responder

    MataTrolls

    11 de agosto de 2011 às 16h18

    Sei…
    Sei…
    Sei…

    Agora assina seu nome direito, Leporace.

    Bonifa

    11 de agosto de 2011 às 16h32

    Pior é que você tem razão, kaccira… Aquele rapaz fez isso ou porque é um eterno equivocado de inteligência limitada ou porque, por sua vez, também quis se promover junto a seus parceiros jurídicos que inventaram a tese de não se usar algemas para prender bandidos granfinos.

Lucio

11 de agosto de 2011 às 15h56

Como os petistas se comportaram quando os adversários iam sendo presos? Por que os petistas agora questionam as algemas?

Eram contra o Acordão do STF, agora são a favor?

Até ministros petistas reclamaram do uso de algemas agora. Por que nao reclamaram antes, quando os algemados nao eram seus aliados?

Expliquem isso.

Responder

    MataTrolls

    11 de agosto de 2011 às 16h19

    Mais um otavinho pra assinar o nome correto: Leporace.

    Silvio I

    11 de agosto de 2011 às 21h28

    Lucio:
    O STF não e o PT.

    Lucio

    11 de agosto de 2011 às 21h43

    "Dilma chama de 'acinte' ação da PF e questiona uso de algemas"

    "A presidente Dilma Rousseff ficou "furiosa" ao ver, logo na manhã de ontem, foto de um dos detidos chegando algemado a Brasília, informa reportagem de Natuza Nery e Valdo Cruz publicada na Folha desta quinta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

    Tratava-se do secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, suspeito de integrar o esquema de desvios de verba no Ministério do Turismo.

    Ela chamou de "acinte" a forma como a PF conduziu a ação policial. A interlocutores disse ter visto excessos e, por isso, deu ordem ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) para responder de forma enérgica.

    Sérgio Lima/Folhapress

    Cardozo seguiu a determinação. Em ofício, ele questionou a Polícia Federal pelo uso de algemas na operação.

    O ministro cobrou explicações em "caráter de urgência" e afirmou que, "caso constatada qualquer infração às regras em vigor, determino a abertura imediata dos procedimentos disciplinares cabíveis".

    De acordo com a súmula vinculante nº 11 do STF (Supremo Tribunal Federal), publicada em 2008, o uso de algemas só é permitido quando os presos oferecem resistência ou existe a possibilidade de fuga, além de risco aos policiais.

    A súmula obriga a PF a justificar por escrito porque usou algema. "Só é lícito em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito", diz a regra.

    O documento prevê ainda que o uso irregular pode ter como pena a responsabilização penal do policial que usou a algema, além da anulação da prisão. O ministro do STF Marco Aurélio Mello criticou na terça-feira o uso de algemas na Operação Voucher.

    Líderes da base aliada na Câmara também reclamaram de abuso de poder do Judiciário no caso das prisões no Ministério do Turismo.

    Para o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), uma pessoa que está há dois meses no ministério, como Colbert Martins, não pode ser presa sem nenhum tipo de explicação por convênios firmados em 2009.

    "Acho que houve abuso de poder do Judiciário e do Ministério Público", afirmou o petista na terça-feira.

    A opinião é a mesma do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), que reclamou do tratamento dado pelo Judiciário ao seu correligionário, Colbert Martins. "Isso é um absurdo. Ele foi preso sem nem saber o porquê, sem nem ter sido ouvido. Esse procedimento não é correto, não faz parte do Estado democrático de direito", disse."

    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

    Há alguns anos atrás nao vimos a Dilma, Lula ou qualquer outro petista ficarem furiosos quando seus adversários eram algemados pela PF…

    Lucio

    11 de agosto de 2011 às 21h45

    O interessante é que o problema não é a roubalheira, são as algemas!

    Sério… isso aqui é país de LOUCOS!

João PR

11 de agosto de 2011 às 15h42

A PF, desde o governo Lula, é uma Polícia Republicana.

Parabéns ao trabalho da nossa excelente Policia Federal. Ela, aliada aos bombeiros e alguns membros do Ministério Público são instituições que têm boa reputação junto a população.

Responder

Julio Silveira

11 de agosto de 2011 às 15h20

Concordo quase totalmente com os Policiais Federais, minha descordância está justamente na boa fé com que tratam esses vazamentos para a midia. Para mim não existe esse negocio de auto-promoção, para mim é ramificação do crime, cumplicidade mesmo, usam a imprensa (que ninguem pode garantir que seja isenta, ou de pessoas isentas) para alertar e preparar defesas, fugas, oportunidades para os criminosos.
Por que se os vazamentos ainda geram algum tipo de promoção, aí a coisa da feia para a PF mas principalmente para o Brasil.

Responder

Luiz Conceição

11 de agosto de 2011 às 15h02

A boa redação da Nota da Associação dos Federais não deixa dúvidas quando ao profissionalismo de seus filiados. Contudo não há única crítica aos repórteres, chefes de reportagem e/ou editores que patrocinam tais coberturas a partir de informções recebidas de gente por dentro dos fatos investigados.

É preciso que haja responsabilidades e profissionalismos não só nas instituições.

A mídia de há muito está saturada ao expor à execração públicas pessoas simplesmente acusadas sem que as culpabilidades sejam formadas, haja o contraditório e ampla defesa. Basta de espectáculos a alavancar audiência nos meios eletrônicos ou vender jornais e revistas que sem atrativo cdertamente se tornariam encalhes.

Responder

EUNAOSABIA

11 de agosto de 2011 às 14h49

Se for prender todo mundo… só escapa a Dilma…

Presidente… continue assim… manda todo esse bando em cana mesmo… o povão apoia.

Responder

    MataTrolls

    11 de agosto de 2011 às 16h21

    Sei.
    Sei.
    Sei…

    Aliás, todos os sensatos comentaristas daqui sabem. Só os birutas de aeroporto feito tu é que nunca sabem de nada, Eunucosabia….

    Assina logo Leporace e se assume. Pára de ficar inventando nome novo. Parece empresa pilantra: quebra, troca de nome e CNPJ pra continuar na praça.

    Luiz Eduardo

    11 de agosto de 2011 às 16h23

    Troll.
    Realmente, trrollzinho, você não sabia e continua sem saber.

FrancoAtirador

11 de agosto de 2011 às 14h39

.
.
Tem sempre um "Vaselina" vazando informações sobre investigações policiais.

E desconfio que, muitas vezes, não é só por promoção pessoal.
.
.

Responder

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