VIOMUNDO

Diário da Resistência


Denúncias

Denúncias não tocam na “modernização” até agora fracassada do Metrô


12/08/2013 - 18h08

Sindicato dos Metroviários com Movimento Passe Livre

por Luiz Carlos Azenha

O cartaz que os Metroviários de São Paulo distribuiram convocando para a manifestação de quarta-feira me chamou a atenção.

Apenas a ponta do iceberg, menciona o título.

Como assim?

Fui conversar com alguém do ramo: Paulo Pasin, secretário-geral do Sindicato dos Metroviários e presidente da Fenametro, a Federação Nacional dos Metroviários.

Segundo ele, as denúncias que chegaram ao Cade, o Conselho de Defesa Econômica, através da Siemens, a gigante alemã — de que teria havido formação de cartel pelas empresas do setor, com consequente elevação dos preços pagos pelo governo paulista — apenas tangenciam o problema principal, que envolve decisões equivocadas e mesmo temerárias para os passageiros.

Trata-se da tentativa de modernização do sistema de controle do Metrô paulistano, que passaria de uma tecnologia considerada mais antiga — ATC — para o chamado CBTC, communications-based train control, controle de trens baseado em comunicação. O resultado final do processo possibilitaria, em tese, colocar 20% a mais de trens rodando nas linhas existentes, reduzindo o sufoco diário dos passageiros paulistanos.

Em sistemas originalmente construídos com o CBTC, os trens podem operar muito mais próximos uns dos outros, com segurança. O desafio é pegar um sistema antigo e adequá-lo.

Isso exige várias reformas e adequações nos trens, plataformas e no sistema de controle.

O contrato para a mudança do sistema foi fechado com a francesa Alstom, em 2008, no valor de R$ 780 milhões.

O prazo para implantação era de 36 meses. Embora a francesa faça propaganda do serviço prestado em São Paulo como se tivesse sido bem sucedido, Pasin diz que todos os testes realizados até agora, na linha 2, em horários não comerciais, fracassaram. Dentre outros motivos, por acusar em testes “trens fantasmas”, que somem no sistema, um óbvio risco de segurança.

O fracasso chama atenção para outro contrato, de R$ 1,8 bilhão, para a reforma dos trens. Paulo admite que a reforma era necessária, visto que os trens rodam há 35 anos. Porém, como deveriam ser adequados para compatibilidade com o CBTC, os custos subiram de tal forma que teria valido a pena comprar trens novos.

Foram R$ 1,8 bilhão pela reforma de 98 vagões, envolvendo as empresas Siemens, Iesa, Bombardier, MPE, Tejofran, Temoinsa, Alstom e Siemens. Segundo Paulo Pasin, este valor representaria, à época do fechamento do contrato, cerca de R$ 18 milhões por unidade, quase o valor de um vagão novinho em folha (cerca de R$ 21 milhões). Importante notar que um trem novo tem 10 anos de garantia; um reformado tem apenas dois anos.

Detalhe importante: segundo Paulo Pasin, até hoje, em todo o planeta, nunca foi bem sucedida uma operação de mudança do sistema antigo, o ATC, para o CBTC.

Ele acredita que a expansão do Metrô paulistano sofreu com a decisão, que considera equivocada. Já os fornecedores do Metrô não perderam nada, uma vez que um trem reformado significa a garantia de um mercado substancial de peças de reposição.

Paulo Pasin lembra que a implantação do CBTC também exige a instalação de portas de plataformas. O contrato original, de R$ 72 milhões, previa a instalação de 48 portas em 18 estações. Em seguida, houve a redução do contrato para a implantação de apenas 24 portas em 10 estações. Porém, o valor do contrato foi reduzido em apenas 1%!

O fato, segundo Paulo Pasin, é que o programa de modernização do Metrô paulistano deveria estar concluído em 2011. Porém, gastou-se o dinheiro, estamos em 2013 e não houve o aumento previsto, de 20%, na circulação dos trens. Siemens e Alstom se deram bem. O passageiro paulistano, que pagou a conta, não.

Clique abaixo para ouvir a íntegra da importante entrevista (Paulo Pasin cometeu um equívoco, que corrigiu posteriormente; o preço de um vagão novo do Metrô é de R$ 21 milhões e o preço pago pela reforma foi de cerca de R$ 18 milhões):





45 comentários

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Trem que deu origem a tumulto é de frota reformada do Metrô, diz presidente do Sindicato dos Metroviários - Viomundo - O que você não vê na mídia

05 de fevereiro de 2014 às 10h53

[…] Denúncias não tocam na “modernização” até agora fracassada do Metrô […]

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Rafael Stedile: As fotos do protesto contra a corrupção tucana em SP - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de agosto de 2013 às 21h22

[…] entender os motivos da manifestação, clique aqui, aqui e […]

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Altamiro Borges: Protestos contra Alckmin vão crescer - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de agosto de 2013 às 15h58

[…] Paulo Pasin: Denúncias sobre Metrô não tocam no principal, a “modernização” até agora frac… […]

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João de Deus

14 de agosto de 2013 às 15h30

Comentário de Bob Fernandes sobre o propinoduto paulista: “ruas e redes sociais rompem a blindagem”. Excelente!

http://youtu.be/HN3FkPmapfM

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Mariano

14 de agosto de 2013 às 11h41

Sobre corrupção tucana, ver o comentário do grande Bob Fernandes, em três minutos e quarenta segundos:

http://www.youtube.com/watch?v=HN3FkPmapfM&feature=youtu.be

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Marcelo de Matos

14 de agosto de 2013 às 11h04 Responder

Elvys

14 de agosto de 2013 às 01h11

“Paulo Pasin lembra que a implantação do CBTC também exige a instalação de portas de plataformas”

Isso está relacionado com as portas na estação Vila Matilde do Metrô – Linha 3? Acho que fazem uns 3, 4 anos que instalaram e nunca vi ou tive notícias daquele aparato funcionando. Só ir até lá e conferir. Uso essa estação quase todo dia.

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Marcelo de Matos

13 de agosto de 2013 às 20h57

Um assunto que a blogosfera não tem debatido. O imbróglio aeroportuário paulista.
Na década de 70, quando era governador biônico Paulo Egydio Martins, durante o período Ernesto Geisel, cogitou-se construir um aeroporto em Caucaia do Alto, região de Cotia. Os ambientalistas e chacareiros da região protestaram e o aeroporto acabou sendo construído em Cumbica, região sujeita a constantes nevoeiros em que as aeronaves só poderiam operar por instrumentos. Paulo Egydio disse que não havia mata nenhuma em Caucaia, apenas um carrascal. Agora estão cogitando construir um aeroporto particular na região e os contestadores de costume ainda não se manifestaram. Será que a mata não existe mais, ou será que perderam o senso ecológico? Parece que o móvel da proibição deste ou daquele local é financeiro: há grupos interessados em fazer a obra aqui e não ali. Dizem que o aeroporto de São Roque deverá começar a funcionar em 2014. A Camargo Corrêa tem uma grande área em Caieiras e pretendia construir um aeroporto particular, em sociedade com a Andrade Gutierrez, mas, a obra foi vetada pela Aeronáutica, que alegou razões técnicas. Em Itanhaém, que fica vizinha do bairro paulista de Parelheiros, existe um aeroporto público que, inclusive, é usado pela Petrobrás. Só falta construir uma estrada ligando a cidade à zona sul de Sampa. Enfim, alguns aeroportos são aprovados, outros não. Seriam técnicas ou financeiras as razões da aprovação?
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201308132055_ABR_82418237

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    Marcelo de Matos

    13 de agosto de 2013 às 20h58

    ET: ET: um outro aeroporto privado, em Parelheiros, que tem como sócio o filho do empresário Paulo Skaf, da FIESP, foi aprovado pelo governo federal, mas, vetado pela prefeitura de Sampa.

    vinicius

    14 de agosto de 2013 às 12h07

    Mais estranho é o aeroporto de Goianá-MG… a história começou com Itamar… naquela época existia um deputado federal mt importante na região (Capitão Edmar. Mais tarde esse ex-deputado ficou conhecido como deputado do castelo (foi capa da InVeja e JN)… Depois disso o aeroporto ficou pronto, interditado, voltou a operar, foi interditado, fizeram reforma, cortaram morros e mais morros…voltou a operar, foi interditado…

    É uma história por demais de esquisita!!!
    Eu gostaria muito de saber o que há de tão misterioso nesse danado de aeroporto de Goianá-MG!!!!!!

    Alguém sabe explicar!?!?!?

Fabio Passos

13 de agosto de 2013 às 19h02

Meio BILHÃO desviado pela gangue do psdb… e o povo socado quenem sardinha em lata!
É preciso resgatar SP desta quadrilha direitista e corrupta: psdb-PiG.

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J Ferreira Ferrerinha

13 de agosto de 2013 às 15h19

Lamento sempre ouvir daqueles que são partes integrante do retrocesso SOCIAL BRASILEIRO, do famigerado e falido NEOLIBERALISMO, que não conseguem se quer viver uma “UTOPIA” e são quase sempre pessoas que um dia expressou o desejo de viver no Brasil de hoje, embora ainda socialmente a quem do que queremos e vamos conseguir; partindo do pressuposto que vamos levar ao TRIBUNAL os suspeitos dos desvios ou subfaturamento do SISTEMA DE TRANSPORTE sobre trilhos, principalmente do Estado de São Paulo, visualizamos grandes possibilidades de dar continuidade a moralização nos critérios de aplicação dos recursos publico Brasileiro, com esta atitude do judiciário, teremos na quarta economia do mundo, a TRANSPARÊNCIA de um País que está entre os mais desenvolvido. Chega ser triste, ver nomes como os que aparecem nas manchetes de jornais e revistas sendo rotulados como “LADRÕES do PATRIMÔNIO PUBLICO”, que na verdade são sustentados pelo trabalho HONESTO que deveria prestar há POPULAÇÃO; mas, o ALTO SALARIO QUE NÓS OS PAGAMOS, ainda é pouco, tem que meterem as duas mãos nos investimentos destinados para TRANSFORMAR nossos DIA A DIA MENOS difícil; PROPINODUTO E PRIVATARIA TUCANA, A MAIOR DILACERAÇÃO DO PATRIMÔNIO PUBLICO NA HISTÓRIA CPI JÁ; UNIDOS SOMOS FORTES.

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Urbano

13 de agosto de 2013 às 14h02

Mas na podação os tunganos não perdem nem para o demo. E olhem que este tem bem mais estrada; além do tridente e a acearia.

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Ronan

13 de agosto de 2013 às 13h09

Saiu hoje no HOJE EM DIA:

Cartel do metrô teria irrigado lista de Furnas no governo de FHC

A procuradora da República Andréa Bayão Ferreira acusa o ex-diretor de planejamento de Furnas, Dimas Toledo, empresários e políticos de participarem da “lista de Furnas”, uma caixinha de campanha clandestina que funcionou na estatal no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A denúncia reúne um arsenal de documentos da Polícia Federal e da Receita que, além de atestar a veracidade, comprova a existência de um “mensalão” organizado por Dimas na estatal.

A suspeita é de desvio de mais de R$ 54 milhões em contratos superfaturados, que alimentavam os financiamentos ilegais de campanha de 153 políticos – incluindo as de ex-governadores de São Paulo e Minas Gerais. Em agosto de 2006, a PF recolheu R$ 1,2 milhão e outros US$ 356 mil, em Bauru (SP), na casa de Airton Antônio Daré, sócio da empresa Baruense Tecnologia e Serviço, que recebeu R$ 500 milhões de Furnas entre 2000 e 2005.

Para o MP, o esquema era custeado por contratos superfaturados assinados pela estatal com as empresas Toshiba do Brasil e JP Engenharia Ltda. Elas foram contratadas, sem licitação pública, para realizar obras no Rio. A Alstom do Brasil e Siemens, acusadas de pagar mais US$ 20 milhões de propina a partidos, venceram vários contratos com Furnas. Elas aparecem na chamada lista de Furnas como possíveis financiadoras do esquema de repasse de dinheiro a políticos.

Termelétricas

Em 2011, Furnas celebrou contratos de US$ 270 milhões com a Toshiba para implantação da Termelétrica São Gonçalo e, com a JP, no valor de US$ 167 milhões para a Termelétrica de Campos.

Para lavar o dinheiro da caixinha de campanha, Dimas teria montado, em nome de seus amigos e filhos, Gabriel Toledo e Fabiana Toledo, cinco empresas de fachada que simulavam prestar serviços de consultoria para a estatal: BCE, Intertel, Compobrás, ECB, e Baruense. Para apagar rastros, elas eram subcontratadas pela Toshiba e JP.

Em depoimento ao MP, os diretores da Toshiba admitiram o pagamento de propina à chefia da estatal. O superintendente administrativo da empresa, José Csapo Talavera, disse que os contratos fictícios das empresas de fachada até 2004 eram esquentados em um esquema de “notas frias”. Tudo para lavar o dinheiro da corrupção, já que os serviços não eram realizados.

“Em reunião, ouvi Dieckson Barbosa (colega de diretoria) relatar que, nos contratos da construção das usinas, os valores que seriam pagos por Furnas teriam embutido percentuais destinados ao pagamento de propinas para diretoria da estatal e para políticos, através de falsos contratos de consultorias”, disse Csapo Talavera.

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Marcos

13 de agosto de 2013 às 11h49 Responder

alex

13 de agosto de 2013 às 11h30

Cartel do metrô teria irrigado lista de Furnas no governo de FHC

Tá no Hoje em Dia (de BH) – 13-08-2013

A procuradora da República Andréa Bayão Ferreira acusa o ex-diretor de planejamento de Furnas, Dimas Toledo, empresários e políticos de participarem da “lista de Furnas”, uma caixinha de campanha clandestina que funcionou na estatal no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A denúncia reúne um arsenal de documentos da Polícia Federal e da Receita que, além de atestar a veracidade, comprova a existência de um “mensalão” organizado por Dimas na estatal.

A suspeita é de desvio de mais de R$ 54 milhões em contratos superfaturados, que alimentavam os financiamentos ilegais de campanha de 153 políticos – incluindo as de ex-governadores de São Paulo e Minas Gerais. Em agosto de 2006, a PF recolheu R$ 1,2 milhão e outros US$ 356 mil, em Bauru (SP), na casa de Airton Antônio Daré, sócio da empresa Baruense Tecnologia e Serviço, que recebeu R$ 500 milhões de Furnas entre 2000 e 2005.

Para o MP, o esquema era custeado por contratos superfaturados assinados pela estatal com as empresas Toshiba do Brasil e JP Engenharia Ltda.

Elas foram contratadas, sem licitação pública, para realizar obras no Rio. A Alstom do Brasil e Siemens, acusadas de pagar mais US$ 20 milhões de propina a partidos, venceram vários contratos com Furnas.
Elas aparecem na chamada lista de Furnas como possíveis financiadoras do esquema de repasse de dinheiro a políticos.

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josé

13 de agosto de 2013 às 11h11

Azenha isso porque a palhaçada da falsa promessa da DESPOLUIÇÃO DO TIETÊ ainda não foi investigada.Os tucanos prometem descaradamente a vinte anos a proeza,e são emprestimos em cima d emprestimos,sem atacar a raiz,os esgotos clandestinos…

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josé

13 de agosto de 2013 às 11h06

A tecnologia CBTC da Alstom apenas vai criar plataformas andantes,pois antes o usuario que ficava na plataforma vai se deslocar mais devagar nos trens.Não existe mágica entre o sistema antigo ATC(bloco fixo) e o novo CBTC(bloco movel)Se eu colocar mais trens no carrossel,o espaço entre eles diminuirá consequentemente a velocidade também.No sistema antigo,há mais espaçamento entre as composições e estas desenvolvem velocidades maiores.Já foi comprovado pela própria Alstom que o headway hoje atingido pela Cia do Metrô na leste é espetacular,e o CBTC não fará mágicas…

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    Vixe

    13 de agosto de 2013 às 21h57

    Já vi que você é “do ramo” e sabe o que está falando/escrevendo.
    É isso mesmo…
    Eu vejo isso no dia a dia pois estou no “olho do furacão”…
    Tira-se usuários das plataformas e os espalha ao longo da via dentro dos carros (metrô e trens de passageiros possuem “carros” e não “vagões”).
    Tudo isso a um custo exorbitante e uma eficácia duvidosa, inclusive no quesito segurança (confio mais no ATC do que no CBTC).

Ted Tarantula

13 de agosto de 2013 às 10h17

pra qualquer lado que vc olhar tem um cenário como esse…Em Varginha MG
tem um museu do ET inacabado que é uma imensa nave extraterrestre com ferragens deteriorando a céu aberto e milhões jogados fora em uma empreitada absurda como a própria crença em ETs que a presidenta tanto diz respeitar…mas evidentemente só se percebe aquilo que interessa politicamente.

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    Bonifa

    13 de agosto de 2013 às 18h22

    Tergiversar neste momento é como tentar manobra evasiva diante de um míssil inteligente que fatalmente vai atingir seu alvo.

augusto2

13 de agosto de 2013 às 10h03

me parece que o Alvaro tadeu acerta na mosca. Diretores do Metro-SP, chefoes da cptm e secretarios da Secretaria de Transportes do Estado desde 1998. Currico deles e mais algumas pesquisas, de leve. Dai para cima- eu nao sei, faço conjecturas, recordo o dominio dos fatos, essas coisas do direito germanico…
Mas tem outro fato, tradicional no pais – os (sub)fornecedores da siemens e alstom tambem precisavam ganhar seus contratos e nao estavam ausentes.
É o tal negocio que nos comove sempre: Pt tem corrupçao, ja Psdb é só vitima de kartel.
Cria vergonha, STF!

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Mardones

13 de agosto de 2013 às 09h11

“(…) segundo Paulo Pasin, até hoje,(…), nunca foi bem sucedida uma operação de mudança do sistema antigo, o ATC, para o CBTC.

Ele acredita que a expansão do Metrô paulistano sofreu com a decisão, que considera equivocada.”

Equivocada? Desde quando corrupção é decisão equivocada? Corrupção é, e sempre será, crime.

São Paulo tem sofrido o que o Brasil sofreu por 8 anos sob o comando dos tucanos, apoiados pela imprensa e parte do judiciário com a aplicação de uma política para favorecer sempre os empresários em detrimento da população. Tudo com muito discurso, muita pompa, matérias compradas em jornais e revista e etc.

Espero que sejam varridos da política paulista em 2014. E ainda assim não vão aprender a lição. Serão sempre direitistas e entreguistas. Assim como o PMDB, o PSDB não tem um projeto de nação sustentável e democrática. Ao contrário, defendem e implementam políticas de favorecimento aos ricos.

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Antonio Lopes

13 de agosto de 2013 às 08h15

“HOMEM-BOMBA” DE VEJA FEZ CHANTAGEM NO TSE

Pivô de uma denúncia em Veja que visa desacreditar o ministro Ricardo Lewandowski, o auditor Rodrigo Aranha Lacombe tentou pressionar, em outubro do ano passado, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carmen Lúcia, a efetivá-lo em Brasília; do contrário, ele denunciaria supostas ilegalidades no TSE a veículos de imprensa; Lacombe dizia ter sido procurado por jornalistas da Folha, da GloboNews e da revista Época, mas, aparentemente, ninguém o levou a sério; só agora, às vésperas da análise dos embargos da Ação Penal 470, Veja comprou sua história, mas omitiu seu passado de ameaças e chantagens, que ficaram documentadas; confira



http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/111416/Homem-bomba-de-Veja-fez-chantagem-no-TSE.htm

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Alemao

13 de agosto de 2013 às 08h05

Gostaria que o Azenha fizesse uma investigação nas obras da Transnordestina tb. Todas as mazelas devem ir para o ventilador!

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Robson

13 de agosto de 2013 às 00h26

AFINAL…O QUE PODEMOS ESPERAR DE TREMSALEIROS TUCANOS?

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    Mardones

    13 de agosto de 2013 às 09h20

    É verdade. Tanto o mensalão (Tucano e Petista) quanto o trensalão (Tucano) têm origem em Minas Gerais. E acobertar esse esquema é como defender o funcionamento do sistema político atual no Brasil.

    Mais uma vez, o PT deve querer apenas sangrar o PSDB, pois sabe que as raízes dos problemas são mais profundas e parte delas atingem o próprio PT.

Luis Claudio Santana

12 de agosto de 2013 às 22h44

Para quem quer roubar, seja comprar trens novos, seja recauchutar trens velhos, seja o diabo, o negócio é roubar o dinheiro público. Que se dane o usuário, que se dane atrasos, filas, etc. O negócio é roubar o estado e a mídia esconde o resto e ataca a oposição. Participa, portanto, conjuntamente do roubo. Com certeza também deve receber dinheiro também.

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Marat

12 de agosto de 2013 às 22h41

Parafraseando uma famosa capa da veja: “Será que o PIG sabia?… Ele calou?”

Responder

JB

12 de agosto de 2013 às 22h15

Já esta em cena a “vitimização” dos governos(?) dos PSDB, sendo que os mesmo estão no mesmo Bojo. Resumo da Ópera os agentes públicos envolvidos no processo sairão PERFEITAMENTE ilesos, e quiça, com louros de combatentes da corrupção.
PS.: Espero estar(continuamente em relação a este evento) completamente ERRADO.

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José X.

12 de agosto de 2013 às 21h48

“Foram R$ 1,8 bilhão pela reforma de 98 vagões, envolvendo as empresas Siemens, Iesa, Bombardier, MPE, TEJOFRAN, Temoinsa, Alstom e Siemens.”

Olha aí a Tejofran velha de guerra…até hoje mamando grana dos contribuintes paulistas…

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Murdok

12 de agosto de 2013 às 20h25

Eta trenzão caipira véio da conta sô.

Responder

samuel vieira

12 de agosto de 2013 às 19h54

Me espanta uma empresa que participa de um esquema desse ser a delatora, mas não me espantaria ela estar entre as vencedoras da implantação do futuro trem bala do governo federal.

Responder

    FeiciBesta

    12 de agosto de 2013 às 21h40

    Caro tucano espantado, quanta perspicácia a sua, hein?

    Luis

    12 de agosto de 2013 às 22h08

    A empresa não é “dalatora”, é ré e já sofreu condenação em vários países.

    Zanchetta

    13 de agosto de 2013 às 08h20

    O trem bala vai virar trem traque… já adiaram a licitação de novo por falta de “concorrentes”… só rindo mesmo.

francisco niterói

12 de agosto de 2013 às 19h28

Sobre ser a ponta do iceberg nao tenho a menor duvida.

Normalmente os maiores desvios sao em areas de servicos, pois sao menos “mensuraveis”. É por isso que ONGs preferem “parcerias” com o servico publico na area de terceirizacoes. Émuito diferente um contrato pra vender trens ou reforma-los onde, queiram ou nao, podemos fazer comparacoes (bem, os tucanos preferiram “fechar os olhos” e, suspeito, abrir os bolsos).

Assim, na parte de construcao civil, por ex, o”bicho pegou”, com certeza. Se o povo da siemens, alstoms e tucanos nao fossem tao gulosos, eu diria ate que este desvio fosse troco perto das obras civis.

Responder

    grilo

    12 de agosto de 2013 às 23h02

    Espere até abrir a caixa preta dos pedágios!

Francisco

12 de agosto de 2013 às 19h22

Eu vou dizer uma coisa detestável…

Se as empresas fossem autenticamente brasileiras, pelo menos o dinheiro estava circulando na nossa economia.

Estamos sustentando a Alemanha (entre outros…) a quanto tempo?

Eu me apertando todo no metrô, para Angela Merkel comer bife.

É hora de apertar pelo financiamento público de campanha.

Responder

    Luis Claudio Santana

    12 de agosto de 2013 às 22h51

    Olha, vou te disser uma coisa, lembra-se na escola quando a professora ensinava que o Brasil era uma colônia explorada pelos portugueses, outra vezes franceses, holandeses e ingleses? Pois bem, agora somos explorados muito mais que naquela época, MUITO MAIS. E desta vez não vemos o pau-brasil sair, nem o ouro ir embora, vemos via transferência eletrônica nossas riquezas de toda uma nação serem enviadas para o exterior pelas escritas: pagamento de JUROS, pagamento de AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDA, e REMESSAS DE LUCROS entre outros. Tão fácil né, enganar nós manés brasileiros que trabalham para gerar riquezas e num CLICK de um MOUSE transferir todo nosso dinheiro para o exterior e isso NUNCA ACABA, e a mídia dá cobertura para uma desgraça dessas.

AlvaroTadeu

12 de agosto de 2013 às 18h35

Basta que o presidente do Sindicato dos metroviários divulgue o currículo profissional dos diretores do Metrô-SP que estiveram na função entre 2004 e 2013. Todo mundo vai entender por que o Metrô não funciona. Com laranjas podres não se faz um bom suco, nem usando espremedores importados da Suécia.

Responder

francisco niterói

12 de agosto de 2013 às 18h17

C*r*lho, émuita roubalheira…

E eu aqui pensando no que deve ter rolado tb aqui no metro do rio, a comecar pela renovacao da concessao (aumentando o prazo da mesma ate 2035) feita pelo cabralzinho e que “milagrosamente”, a midia se esqueceu de denunciar.

Emtempo: azenha, na primeira foto, onde vc estava? Me chamou atencao o fundo da mesma.

Responder

    francisco niterói

    12 de agosto de 2013 às 18h31

    E por falar em hipocrisia, leiam o post abaixo da ONG que sempre aparece na midiazona dando pitacos sobre politicos:

    http://www.tijolaco.com.br/index.php/a-etica-da-jabuticaba-siemens-e-alstom-patrocinam-o-ethos/

    vinicius

    14 de agosto de 2013 às 12h19

    lembra dos famosos carros chineses que foram comprados pelo Gov. RJ!?!?!
    Disseram que havia uma diferença na largura/altura do carro em relação às plataformas.

    Será que era realmente apenas esta a pequena diferen$$$a!?!?!?


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