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Paulinho da Força, campeão do impeachment, vira réu no STF; entre as acusações, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Denúncias

Paulinho da Força, campeão do impeachment, vira réu no STF; entre as acusações, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha


08/09/2015 - 19h33

 Paulinho, Aécio, Serra Alckmin Foto: Orlando Brito/ Fotos públicas

Foto: Orlando Brito/ Fotos Públicas

08/09/2015 16h44 – Atualizado em 08/09/2015 18h21

Supremo aceita denúncia, e Paulinho da Força vira réu em ação penal

Ministério Público acusa deputado de se beneficiar de desvios do BNDES. Defesa diz que ele é vítima de tráfico de influência por grupo criminoso.

Renan Ramalho, Do G1, em Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (8) aceitar uma denúncia e abrir uma ação penal sobre o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SDD-SP). Com isso, ele passa à condição de réu e responderá a um processo a ser julgado pelo próprio STF.

O Ministério Público Federal acusa o deputado de crime contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A defesa nega e alega que ele foi vítima de tráfico de influência de um grupo criminoso (leia mais abaixo).

A denúncia foi aceita pelos três ministros presentes na sessão da Segunda Turma do STF: o relator, Teori Zavascki, além de Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Todos avaliaram haver indícios de crime e autoria, mas reiteraram que as provas que poderão condenar ou absolver o deputado serão colhidas ao longo do processo.

Conforme a denúncia, Paulinho seria beneficiário de desvios em financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a uma loja e da Prefeitura de Praia Grande (SP). Os valores seriam desviados através de uma empresa de consultoria que, segundo o MPF, não realizava os serviços para a loja e a prefeitura.

As “comissões”, ainda segundo as investigações, variavam de 3% a 4% dos valores dos financiamentos. A denúncia também narra que Paulinho atuava a partir de um conselheiro do BNDES indicado pela Força Sindical, central sindical que preside.

Defesa nega envolvimento

A defesa de Paulinho alega que ele não tem envolvimento no suposto esquema e que foi vítima de “tráfico de influência” por membros da suposta quadrilha. Estes usariam o nome do deputado, segundo seu advogado, para justificar o valor dos serviços de consultoria cobrados pela empresa.

“A fim de aumentar sua participação no resultado do trabalho de consultoria, criaram uma ficção de que algumas pessoas, entre elas Paulo Pereira da Silva, receberia um valor que incorporava o valor que eles receberiam”, afirmou o advogado Marcelo Leal na tribuna.

A defesa também contestou a acusação de crime contra o sistema financeiro, que, no caso, consiste em “aplicar, em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial”.

Na acusação, o MPF afirmou que parte dos recursos desviados foram aplicados numa ONG ligada à Força Sindical. Marcelo Leal alegou que Paulinho não poderia ser enquadrado, já que não celebrou os contratos com o BNDES e teria o poder de realocar os recursos em outro lugar. “Quem pode aplicar é aquele que subscreve o contrato com o banco”, disse.

Ele também alegou que as provas do inquérito foram colhidas de forma ilícita, já que as interceptações telefônicas visavam, originalmente, a investigar outras pessoas envolvidas com tráfico internacional de mulheres para prostituição.

Leia também:

Aloysio Nunes e o milagre da impunibilidade tucana na mídia





30 comentários

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Sérgio

10 de setembro de 2015 às 13h01

Quando a quadrilha tucanalha estará enquadrada?

Responder

    José Geraldo Resende

    13 de setembro de 2015 às 20h02

    Tucano não pode ser preso, é crime ambiental… desculpa não resistí

Sérgio

10 de setembro de 2015 às 12h58

Nem mesmo as novelas são tão longas.

Responder

Marat

09 de setembro de 2015 às 22h23

Vamos dar o direito de defesa ao pelego. O PIG vai fazer de conta que não é com ele!

Responder

Marat

09 de setembro de 2015 às 22h22

Me espantou o voto do GM… Há algo errado ai…

Responder

Luís CPPrudente

09 de setembro de 2015 às 22h09

Paulinho da Farsa Sindical, mai um nome a serviço do Pauzinho do Dantas e integrante de uma organização golpista formada pelo Achacador Cunha e Gilmar Dantas.

Responder

Cláudio

09 de setembro de 2015 às 21h13

: 21:13

: * * * * Poema “Desalienando a ma$$ificaçãø Coi$ificante”

É melhor

ser um, mesmo que zero, à esquerda

do que, títere-palhaço, a penas só faz-ser nú-mero$ à direita.

* * * *

♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !

♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

* * * *

Responder

Jotage

09 de setembro de 2015 às 20h07

Achei que era a foto da Santa Ceia. A única diferença é que só Judas.

Responder

Julio Silveira

09 de setembro de 2015 às 19h43

Mas demorô heim. Uma coisa é certa, tivesse se fingido de morto e o MP o trataria como invisível. Mas com seu passado, foi dando bandeira, querendo aparecer demais deu nisso. Rsrsrsrsr.

Responder

    Nelson

    10 de setembro de 2015 às 09h32

    Meu caro Silveira

    Eu não ficaria tão eufórico. Sabemos que há os imputáveis e os inimputáveis. Para julgar os primeiros, a Justiça é célere, age rápida como uma lebre. Já para os outros, é uma MOROsidade de lesma.

Cláudio

09 de setembro de 2015 às 19h13

:
.:. 19:13
: Ouvindo A Voz do Bra♥S♥il e postando:
* * * *
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
* * * *

Responder

Urbano

09 de setembro de 2015 às 19h02

Como bem se vê o time é grande… É como já foi dito há algum tempo, que em se enquadrando todos os malfeitores, a República iria para o espaço. E realmente é, pois a facção da oposição ao Brasil corresponde, quando nada, a 60% do total de opositores ao Governo do PT. Mas só assim teríamos um Congresso sem quórum, no entanto ‘decorum’ não faltaria.

Responder

jesu

09 de setembro de 2015 às 17h52

Essa foto, é imagem do que há de mais tenebroso e corrupto no Brasil !

Responder

Nelson

09 de setembro de 2015 às 17h25

Paulinho, Cunha e Calheiros, entre tantos outros, são “mais sujos que pau de galinheiro” há muito, muitíssimo tempo.

Por que, então, nossos órgãos da mídia hegemônica – defensores intransigentes da moralidade pública – e seus probos e ilibados comentaristas até hoje não fizeram uma campanha cerrada para detonar com a reputação deles, evitando assim que eles pudessem se eleger tantas vezes quantas já se elegeram?

Por que não lançaram uma campanha minimamente parecida com a que lançaram contra o PT?

A resposta é simples.

Porque no PT, para além da parte que, não há como desconhecer, realmente apodreceu e se entregou ao capital, ainda há um punhado bastante significativo de gente que batalha pelo coletivo e, nos parlamentos, vota a favor do povo, da grande maioria e contra os poderosos. Então, este partido tem que ser detonado, virar “nanico” como o são – infelizmente, quero frisar – o PSOL, o PCB, o PCdoB, o PSTU, para que nos parlamentos fiquem “donos do campinho”, absolutos, os partidos da ordem capitalista estabelecida.

Também porque os elementos citados acima sempre votaram a favor dos poderosos, a favor do sistema dominante. Por isso, devem ser preservados. Vez ou outra, até para mascarar uma suposta capacidade de depuração do sistema, eles “fritam” algum corrupto do time deles. Mas, o fazem, justamente porque, para cada corrupto deles fritado, eles terão uma montoeira de outros para substituí-lo.

Portanto, quem quiser continuar acreditando em boas intenções vindas da mídia hegemônica que fique à vontade.

Responder

Machado

09 de setembro de 2015 às 16h19

Isto que é foto, só que não de São João e nem do Nordeste.

Responder

Elias

09 de setembro de 2015 às 15h19

Os jornais O Estado de São Paulo e O Globo publicaram na capa de hoje que Paulinho da Força vira réu.
°
A Folha de São Paulo (que na ditadura emprestou seus carros para levar suspeitos a serem torturados) escamoteou a notícia.
°
Os três jornalões da imprensa servil ao capital internacional esmeram-se todos os dias em mostrar qual é o mais fascista.
°
E pateticamente chega-se à conclusão que os três são iguais.
°
Alguém pode dizer: Não, não, um deles deve ser mais.
°
É a Folha. É o’ Globo. É o’ Estado. Tanto faz.

Responder

Antonio

09 de setembro de 2015 às 08h37

Só tem gente boa querendo derrubar a Dilma.

Augusto Nardes, do TCU, cai na Zelotes
publicado 08/09/2015 no Conversa Afiada
Estaria o ministro no esquema de corrupção no Carf?
foto nardes

Nome do ex-deputado teria aparecido como sócio de empresa envolvida em fraudes contra o fisco. Caso vai ao STF

Na Carta Capital:

Augusto Nardes, do TCU, estaria no esquema de corrupção no Carf?

Operação Zelotes fez buscas na cidade do ministro, Santo Ângelo (RS). Nome do ex-deputado teria aparecido como sócio de empresa envolvida em fraudes contra o fisco. Caso vai ao STF

por André Barrocal

A Operação Zelotes, que apura um esquema de corrupção destinado a anular a cobrança de bilhões em tributos federais, esbarrou em uma alta autoridade da República. Por este motivo, é iminente o envio de parte das investigações ao Supremo Tribunal Federal (STF). O personagem em questão pode ser o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, ex-deputado federal pelo PP gaúcho.

Na quinta-feira 3, a Zelotes realizou nova busca e apreensão de provas. Foi uma batida conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público, da Corregedoria do Ministério da Fazenda e da Receita Federal. O grupo foi às ruas em São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Nos pampas, o alvo foram três escritórios de contabilidade em Santo Ângelo. Município de 78 mil habitantes, é a terra natal de Paulo Roberto Cortez, um dos delatores do esquema.

Santo Ângelo também é a cidade de Nardes. Segundo informações obtidas por CartaCapital, o nome do ex-deputado teria aparecido durante as investigações da Operação Zelotes na condição de sócio de uma das empresas participantes da fraude.

À reportagem, Nardes disse que, ao se tornar ministro do TCU há dez anos, afastou-se de todas as empresas das quais era sócio. Não descartou, porém, que algum destes desligamentos tenha levado um certo tempo para se consumar, nem que alguma das empresas tenha sido usada indevidamente por terceiros. Afirmou conhecer Paulo Cortez “superficialmente” e ter deixado Santo Ângelo em 1995. “Estou tranquilo, me afastei de todas as empresas”, disse.

Nardes foi indicado para o TCU em 2005 pelo então líder da bancada de deputados federais do PP, o falecido José Janene, e posteriormente aprovado no plenário da Câmara. Amigo do doleiro Alberto Youssef, Janene é um dos nomes do esquema desvendado pela Operação Lava Jato, de superfaturamento de obras da Petrobras por parte de um cartel de empreiteiras e de agentes públicos. Janene também estava no “mensalão” do PT. Não foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2012 por ter morrido dois anos antes.

O esquema desmontado pela Zelotes funcionava dentro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), um órgão do Ministério da Fazenda. O Carf é onde governo e contribuintes tentam resolver disputas tributárias sem passar pelo Judiciário. Quando não há acordo, a pendência vai aos tribunais.

Segundo as investigações, havia conselheiros do Carf dispostos a manipular julgamentos com o objetivo de livrar os contribuintes de dívidas. No meio do caminho entre os conselheiros corruptos e os contribuintes subornadores, havia um laranjal de empresas de fachada, cuja função era encobrir a natureza ilegal do dinheiro pago de um lado e embolsado de outro.

O esquema fraudulento de perdão de dívidas beneficiava grandes empresas, de acordo com as investigações. Entre estas, RBS, Santander, Bradesco, Opportunity, Camargo Correa, Safra, Gerdau. As apurações da Zelotes miram um conjunto particular de 74 processos suspeitos do Carf. São casos de 2005 a 2013. Juntos, somam 19 bilhões de reais que podem ter sido sonegados.

A investigação começou em 2013. Veio a público este ano, quando foi a campo pela primeira vez. Em março, houve busca e apreensão em Brasília, Ceará e São Paulo. Em privado, os investigadores queixavam-se de não terem conseguido ir mais a fundo por conta da postura do juiz original do caso, Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília. Ele teria rejeitado vários pedidos de prisão e de bloqueio de bens, por exemplo.

Leite foi alvo de uma representação na Corregedoria do Tribunal Regional Federal e outra no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Acabou afastado do caso. A mais recente etapa da Zelotes, ocorrida na quinta-feira 3, foi feita sob a jurisdição de outro magistrado, a juíza Célia Regina Ody Bernardes. “Esse caso é muito grave, foram desviados bilhões, e precisa ser investigado até o fim”, diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Ele é autor da representação ao CNJ e relator de uma subcomissão da Câmara que acompanha os desdobramento da Zelotes.

Responsável pelo caso na Procuradoria da República no Distrito Federal, Frederico Paiva planeja apresentar à Justiça agora em setembro denúncias criminais contra servidores públicos e executivos de empresas. Em entrevista em meados de agosto à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, disse que as denúncias “virão com elementos sólidos, fartos e com provas cabais de corrupção”.

Por ser ministro do TCU, Nardes não poderia estar entre os denunciados por Paiva perante a Justiça Federal, caso haja mesmo indícios a envolvê-lo. Seu futuro dependeria do STF, única corte com autorização constitucional para julgar autoridades detentoras de foro privilegiado, como deputados, senadores, ministros do governo e do TCU. Neste cenário, o caso entraria no STF, seria sorteado para a relatoria de algum ministro e este mandaria o processo ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Pela Constituição, cabe ao procurador-geral investigar portadores de foro privilegiado.

Caso Nardes tenha mesmo participado de corrupção no Carf, o clima promete esquentar em Brasília. No TCU, ele é o relator das contas fiscais de 2014 do governo. A reprovação das contas é um dos ingredientes do roteiro um dia traçado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para abrir um processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Nardes pode querer reagir para ser vingar de Dilma ou pode optar por se recolher para não se expor.

Responder

Haroldo Cantanhede

08 de setembro de 2015 às 23h12

A foto do topo da matéria deveria se chamar OS INVISÍVEIS. Impressionante como a mídia amiga e cúmplice ignora os crimes dessa gente.

Responder

    Sidnei Brito

    09 de setembro de 2015 às 12h05

    De que foto você está falando, Haroldo?
    Não vejo foto nenhuma!

    adhemir martins

    09 de setembro de 2015 às 16h30

    A foto está faltando a grade para virar uma cela na papuda

andre dias

08 de setembro de 2015 às 22h38

Augusto Nardes, do TCU, cai na Zelotes
Estaria o ministro no esquema de corrupção no Carf?
Na Carta Capital:

Augusto Nardes, do TCU, estaria no esquema de corrupção no Carf?

Operação Zelotes fez buscas na cidade do ministro, Santo Ângelo (RS). Nome do ex-deputado teria aparecido como sócio de empresa envolvida em fraudes contra o fisco. Caso vai ao STF

por André Barrocal

A Operação Zelotes, que apura um esquema de corrupção destinado a anular a cobrança de bilhões em tributos federais, esbarrou em uma alta autoridade da República. Por este motivo, é iminente o envio de parte das investigações ao Supremo Tribunal Federal (STF). O personagem em questão pode ser o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, ex-deputado federal pelo PP gaúcho.

Na quinta-feira 3, a Zelotes realizou nova busca e apreensão de provas. Foi uma batida conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público, da Corregedoria do Ministério da Fazenda e da Receita Federal. O grupo foi às ruas em São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Nos pampas, o alvo foram três escritórios de contabilidade em Santo Ângelo. Município de 78 mil habitantes, é a terra natal de Paulo Roberto Cortez, um dos delatores do esquema.

Santo Ângelo também é a cidade de Nardes. Segundo informações obtidas por CartaCapital, o nome do ex-deputado teria aparecido durante as investigações da Operação Zelotes na condição de sócio de uma das empresas participantes da fraude.

À reportagem, Nardes disse que, ao se tornar ministro do TCU há dez anos, afastou-se de todas as empresas das quais era sócio. Não descartou, porém, que algum destes desligamentos tenha levado um certo tempo para se consumar, nem que alguma das empresas tenha sido usada indevidamente por terceiros. Afirmou conhecer Paulo Cortez “superficialmente” e ter deixado Santo Ângelo em 1995. “Estou tranquilo, me afastei de todas as empresas”, disse.

Nardes foi indicado para o TCU em 2005 pelo então líder da bancada de deputados federais do PP, o falecido José Janene, e posteriormente aprovado no plenário da Câmara. Amigo do doleiro Alberto Youssef, Janene é um dos nomes do esquema desvendado pela Operação Lava Jato, de superfaturamento de obras da Petrobras por parte de um cartel de empreiteiras e de agentes públicos. Janene também estava no “mensalão” do PT. Não foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2012 por ter morrido dois anos antes.

O esquema desmontado pela Zelotes funcionava dentro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), um órgão do Ministério da Fazenda. O Carf é onde governo e contribuintes tentam resolver disputas tributárias sem passar pelo Judiciário. Quando não há acordo, a pendência vai aos tribunais.

Segundo as investigações, havia conselheiros do Carf dispostos a manipular julgamentos com o objetivo de livrar os contribuintes de dívidas. No meio do caminho entre os conselheiros corruptos e os contribuintes subornadores, havia um laranjal de empresas de fachada, cuja função era encobrir a natureza ilegal do dinheiro pago de um lado e embolsado de outro.

O esquema fraudulento de perdão de dívidas beneficiava grandes empresas, de acordo com as investigações. Entre estas, RBS, Santander, Bradesco, Opportunity, Camargo Correa, Safra, Gerdau. As apurações da Zelotes miram um conjunto particular de 74 processos suspeitos do Carf. São casos de 2005 a 2013. Juntos, somam 19 bilhões de reais que podem ter sido sonegados.

A investigação começou em 2013. Veio a público este ano, quando foi a campo pela primeira vez. Em março, houve busca e apreensão em Brasília, Ceará e São Paulo. Em privado, os investigadores queixavam-se de não terem conseguido ir mais a fundo por conta da postura do juiz original do caso, Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília. Ele teria rejeitado vários pedidos de prisão e de bloqueio de bens, por exemplo.

Leite foi alvo de uma representação na Corregedoria do Tribunal Regional Federal e outra no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Acabou afastado do caso. A mais recente etapa da Zelotes, ocorrida na quinta-feira 3, foi feita sob a jurisdição de outro magistrado, a juíza Célia Regina Ody Bernardes. “Esse caso é muito grave, foram desviados bilhões, e precisa ser investigado até o fim”, diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Ele é autor da representação ao CNJ e relator de uma subcomissão da Câmara que acompanha os desdobramento da Zelotes.

Responsável pelo caso na Procuradoria da República no Distrito Federal, Frederico Paiva planeja apresentar à Justiça agora em setembro denúncias criminais contra servidores públicos e executivos de empresas. Em entrevista em meados de agosto à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, disse que as denúncias “virão com elementos sólidos, fartos e com provas cabais de corrupção”.

Por ser ministro do TCU, Nardes não poderia estar entre os denunciados por Paiva perante a Justiça Federal, caso haja mesmo indícios a envolvê-lo. Seu futuro dependeria do STF, única corte com autorização constitucional para julgar autoridades detentoras de foro privilegiado, como deputados, senadores, ministros do governo e do TCU. Neste cenário, o caso entraria no STF, seria sorteado para a relatoria de algum ministro e este mandaria o processo ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Pela Constituição, cabe ao procurador-geral investigar portadores de foro privilegiado.

Caso Nardes tenha mesmo participado de corrupção no Carf, o clima promete esquentar em Brasília. No TCU, ele é o relator das contas fiscais de 2014 do governo. A reprovação das contas é um dos ingredientes do roteiro um dia traçado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para abrir um processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Nardes pode querer reagir para ser vingar de Dilma ou pode optar por se recolher para não se expor.

Responder

Pedro

08 de setembro de 2015 às 22h34

Será que agora o Paulinho vai fazer um cursinho de canarinho?. O cara deve ter acumulado uma boa grana. Se assim os tribunais de recurso em recurso vai ver Paulinho virar bisavô antes de completar seu cursinho de canarinho.Com esse judiciário viciado que temos no país acredito que o pelego não vai parar na cadeia, não.

Responder

    Helena/S.André SP

    10 de setembro de 2015 às 11h25

    Espero que esse processo contra Paulinho da “Farsa” Sindical contra o BNDES siga em frente e o condene, pois vimos que em abril deste ano, o STF o livrou da Ação Penal 421 onde Paulinho e o ex-prefeito de Piraju (SP) foram denunciados por superfaturamento na compra da Fazenda Ceres no município citado. Segundo o MPF a compra dessa fazenda destinava-se a um “projeto fracassado” de assentamento de 72 famílias de trabalhadores rurais. Há também contra ele o processo do desvio de R$ 36 milhões em contratos fraudulentos com o dinheiro do FAT. É, pelo visto esse Paulinho é uma farsa mesmo. E ainda com toda essa má fama se acha com moral para exigir o impeachment de Dilma?

FrancoAtirador

08 de setembro de 2015 às 20h49

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A Globo retirou as informações do Portal do STF e só citou as Instituições Estatais.
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Em momento algum mencionou na matéria os Nomes das Empresas Envolvidas
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LOJAS MARISA e PROGUS (http://cnpj.info/PROGUS-INFORMATICA-CONSULTORIA-E-ASSESSORIA-LTDA/wNZa):
.
(http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=299243)
.
Terça-feira, 08 de setembro de 2015
Notícias STF
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STF Recebe Denúncia Contra Paulinho da Força (SD-SP)
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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, na sessão desta terça-feira (8),
a Denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Inquérito (INQ) 2725 contra o Deputado Federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD/SP),
pela Acusação de Envolvimento com Desvios de Recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
.
Com a Decisão, o Parlamentar vai responder a Ação Penal pela Suposta Prática de Crime contra o Sistema Financeiro Nacional (artigo 20 da Lei 7.492/1986), Lavagem de Dinheiro
(artigo 1º, inciso VI, da Lei 9.613/1998) e Formação de Quadrilha (artigo 288, caput, do Código Penal).
.
De acordo com a Acusação, em Troca de Favorecimentos Políticos, Paulinho da Força
receberia parte das Comissões Pagas à Quadrilha por Beneficiários dos Financiamentos concedidos pelo Banco, como as LOJAS MARISA e a Prefeitura de Praia Grande (SP) [*].
.
Entre os Indícios apresentados pelo MPF está o Fato de o Parlamentar ter Indicado Nomes
de sua Confiança para Integrar o Conselho de Administração do BNDES,
em Vaga Destinada à Força Sindical, Entidade sob Controle do Parlamentar.
.
Depois que o BNDES autorizava os financiamentos, conforme o Ministério Público,
os Beneficiários passavam a apresentar Notas que seriam Falsas
– principalmente de uma Empresa de Consultoria Chamada PROGUS –
para Justificar Gastos do Banco e Desviar esses Recursos para a Suposta Quadrilha.
.
Ao votar pelo Recebimento da Denúncia, o Relator do Caso,
Ministro Teori Zavascki, disse que o Ministério Público Federal
apresentou Descrição Clara dos Fatos Imputados ao Parlamentar,
narrando as Condutas tidas como Ilegais,
com Referência a Tempo, Lugar e Modo desses Fatos.
.
Os Indícios de Desvios estão Fartamente Apresentados nos Autos,
inclusive em DIÁLOGOS INTERCEPTADOS, frisou o Relator.
.
O MPF aponta que o Denunciado teria exercido Influência junto ao BNDES
para conseguir os financiamentos, cobrando Comissões que variavam de 2% a 4%
do Valor Financiado, sendo Responsável pela Indicação de Nomes para integrarem
o Conselho de Administração da Instituição, salientou o Ministro.
.
Por fim, asseverou o Relator, a Denúncia traz uma Descrição Lógica e Coerente,
com a Presença da Materialidade dos Delitos e Indícios de Autoria,
que permitirão o Pleno Exercício da Defesa.
.
.
[*] O Prefeito “Mourão” [Nome de Lista Tucana], de Praia Grande-SP, é do PSDB
e foi Eleito em 2012 pela Chapa Encabeçada por PSDB/PMDB em Coligação com
DEM/PP/PPS/PSD/PTB/PR/PSL/PRTB/PSB/PDT/PHS/PMN/PTC//PRP/PTdoB/PRB.
.
(http://www.psdb.org.br/em-praia-grande-alberto-mourao-sai-vitorioso-com-62-dos-votos)
(http://www.eleicoes2012.info/mourao-45)
(http://eleicoes.terra.com.br/apuracao-resultado/2012/1turno/sp/praia-grande,69213.html)
.
.
Curiosidade
.
Até quando os Trabalhadores Filiados aos Sindicatos Vinculados à Força Sindical permitirão
.
que o Paulinho Boca Suja continue Manchando a Imagem da Classe Trabalhadora BraSileira?
.
.

Responder

Mauricio Gomes

08 de setembro de 2015 às 20h12

Caiu a máscara do Paulinho da Farsa Sindical, um grandessíssimo pelego oportunista e corrupto.

Responder

Fabiano França

08 de setembro de 2015 às 19h44

cade a capa da VEJA ou a primeira página na folha? Cansei dessa midia golpista;

Responder

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