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Diário da Resistência


Patrick Mariano: Polícia Federal caminha para ser uma nova PIDE; ingovernável, seletiva e que desrespeita direitos
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Patrick Mariano: Polícia Federal caminha para ser uma nova PIDE; ingovernável, seletiva e que desrespeita direitos


22/07/2015 - 17h00

pf

por Conceição Lemes

O PT ganhou o governo federal, mas não tomou o poder.

Nessa quarta-feira, 21, isso se explicitou mais uma vez.

A Polícia Federal (PF) escondeu o nome do senador José Serra (PSDB-SP), que constava no relatório da perícia do celular do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, preso na Operação Lava Jato. Em compensação, age abertamente contra figuras de governos petistas. Na eleição de 2014, integrantes do órgão criaram no Facebook uma página, onde fizeram campanha veemente contra a presidenta Dilma Rousseff, inclusive com manifestações de ódio ao PT.

“A PF se tornou um aparato estatal poderoso, seletivo ideologicamente, que desrespeita direitos individuais”, denuncia em entrevista exclusiva  ao Viomundo o advogado criminalista Patrick Mariano.​

“Desde o início da Operação Lava Jato, existe um tratamento seletivo”, atenta o advogado. “Isso está mais do que evidente.”

“A autonomia absoluta, total, da Polícia Federal foi o canto da sereia pelo qual o projeto petista se deixou levar”, afirma. “A PF é um Departamento do Ministério da Justiça e como tal deve ser tratada e gerida. No governo Lula se criou essa ideia de autonomia, só que na época havia um controle maior do que hoje.”

“O governo Dilma interpretou esse termo como subserviência completa”, prossegue. “Autonomia virou mantra para justificar quaisquer ilegalidades dos integrantes do órgão. A Lei 13.047, de 2 de dezembro de 2014, passou a exigir que o diretor-geral tivesse que ser escolhido dentro da carreira e deu status de natureza jurídica ao cargo de delegado.”

“Ou seja, o governo Dilma abdicou de exercer qualquer controle sobre a PF”, avalia. “E hoje temos um órgão público poderoso, sem nenhuma participação ou controle da sociedade civil.”

“No ritmo atual de ilegalidades e arbitrariedades, a Polícia Federal caminha para ser uma nova PIDE —  a Polícia Política Portuguesa*”, alerta. “Simplesmente ingovernável.”

Patrick Mariano é doutorando em Direito na Universidade de Coimbra, Portugal; mestre em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília; e integrante da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares-RENAP. Confira a íntegra da nossa entrevista.

Viomundo — Durante a ditadura militar, milhares de brasileiros de esquerda foram  presos e torturados, 434 mortos ou desaparecidos. Atualmente, assistimos ao vazamento seletivo das delações premiadas feitas em segredo de Justiça e à colocação de grampos em celas da Polícia Federal, onde estão presas pessoas acusadas na Lava Jato. É impressão ou se está passando  por cima de garantias constitucionais como na ditadura?

Patrick Mariano — Lamentavelmente, sim. A Constituição de 1988 trouxe e irradiou uma série de garantias individuais e direitos fundamentais para a sociedade brasileira, mas muito do entulho legislativo autoritário permaneceu. E não só legislativo, também na mentalidade dos atores jurídicos é muito presente esse entulho. É o espectro de uma ideologia que formou a história do Brasil com violência, mortes e prisões contra inimigos políticos ou contra aqueles que ousam reivindicar direitos sociais.

O que se assiste agora é um protagonismo desse pensamento repaginado na aprovação de leis que ampliam o poder de polícia. Isso se reflete no Congresso Nacional, no Judiciário e agora, com mais evidência, na Polícia Federal. Claro que a inação do projeto petista contribuiu sobremaneira para isso.

Viomundo —  Está ocorrendo por parte do aparato policial do Estado ampliação do poder punitivo sem limites ? Faz sentido hoje o uso da expressão “estado policial”?

Patrick Mariano — É preciso retroceder no tempo para te responder. Em 2008, ao conceder liminar para colocar em liberdade Pedro Passos Júnior, investigado na Operação Navalha, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal (STF), afirmou que a Polícia Federal usava “terrorismo estatal como método”.

Válido lembrar todo o imbróglio da Operação Satiagraha que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, e o fato do juiz Fausto de Sanctis ter desobedecido a ordem do STF e mandado prender o banqueiro. Naquela época, o ministro Gilmar foi um crítico duro da forma de atuação da Polícia Federal e usou a expressão “estado policial”.

Pouco depois, veio a acusação de que o ministro Gilmar e o então senador Demóstenes Torres teriam sido grampeados pela ABIN, com direito a capa da Veja e tudo o mais. Na ocasião — que depois não se comprovou–, o ministro chegou a dizer que vivíamos num “estado totalitário”. Ele usou essa expressão, se não me trai a memória. Isso levou à queda injusta do doutor Paulo Lacerda, porque era — e é — uma pessoa séria.

Viomundo — A expressão “estado policial” é correta?

Patrick Mariano — Acredito que caminhamos para isso. Lembre-se de que a polícia política portuguesa –a PIDE — utilizava métodos como tortura, grampos ilegais e perseguição contra inimigos? E que, da mesma forma, a polícia da Alemanha nazista controlava a sociedade através do medo e do exercício do poder punitivo sem limites?

Bem, a PF, se continuar nesse ritmo de ilegalidades e arbitrariedades, assistiremos ao protagonismo de um órgão político sem controle e com tremendo potencial para destruir a reputação e honra das pessoas. Num regime democrático, isso é inaceitável.

Leem-se notícias de interceptações das comunicações entre advogado e cliente, vazamentos seletivos e escutas ilegais nas celas de pessoas presas. São exemplos claros de exercício do poder punitivo sem controle algum. Cada vez mais, a PF opta pela espetacularização e politização de suas ações. Pegue o exemplo da desnecessária invasão da casa do João Vaccari Neto [ex-tesoureiro do PT] e a apreensão dos carros do senador Fernando Collor (AL-PTB), com nítido objetivo de fazer a foto e comparar com a Elba. No outro dia, a notícia foi que o IPVA do carro estaria vencido.

Ora, um absurdo sem tamanho! Nítido e claro o objetivo da PF de fazer alusão ao impeachment de Collor, tanto que logo depois aquele menino Kim Kataguiri postou foto com essa ligação. A quem interessa a foto?

Viomundo — Diferentemente do que ocorreu na era FHC,  os governos Lula e Dilma garantiram autonomia absoluta à Polícia Federal.  Essa autonomia total já não está ultrapassando os limites da legalidade?

Patrick Mariano –– Esse foi o canto da sereia pelo qual o projeto petista se deixou levar. A PF é um Departamento do Ministério da Justiça e como tal deve ser tratada e gerida. O governo Lula criou essa ideia de autonomia, só que na época havia um controle maior do que hoje.

O governo Dilma interpretou esse termo como subserviência completa. Autonomia virou mantra para justificar quaisquer ilegalidades dos integrantes do órgão. A Lei 13.047, de 2 de dezembro de 2014, passou a exigir que o diretor-geral tivesse que ser escolhido dentro da carreira e deu status de natureza jurídica ao cargo de delegado.

Ou seja, se abdicou de exercer qualquer controle sobre a PF. E hoje temos um órgão público poderoso, sem nenhuma participação ou controle da sociedade civil. Somado a isso, o projeto petista foi ingênuo ao permitir a ampliação dos poderes da polícia e do MP com a importação, sem critério algum, de técnicas de investigação de questionável constitucionalidade, aceitando o discurso punitivo que historicamente sempre foi da direita.

Viomundo — Isso significa que o governo Dilma abdicou do poder legitimamente outorgado de escolher o diretor-geral da PF?

Patrick Mariano — De parte dele. Após a sanção da referida lei a escolha só pode recair sobre integrantes da instituição, o que significa mais empoderamento ao órgão.

Tancredo Neves, quando indicou Fernando Lira como ministro da Justiça, disse que a chefia da PF era cota pessoal dele e o restante ele poderia indicar. Ou seja, o poder político está aí para ser exercido. Quando se abdica de fazê-lo, alguém o fará.

Outra bobagem sem tamanho é esse proselitismo quanto a indicar o primeiro de lista tríplice para alguns cargos. Vê se o Alckmin indica o primeiro da lista para a Defensoria Pública? Um presidente recebe milhões de votos porque existem milhões de pessoas que querem aquela proposta de governo para o país. Com tamanho respaldo democrático, inacreditável se apequenar diante da responsabilidade histórica. Quem votou em Lula e Dilma quis ampliação democrática e instituições arejadas e condizentes com a Constituição de 1988, mas por ingenuidade ou covardia abriu-se mão desse projeto.

Viomundo  — O que mudou de 2008, quando ocorreram as operações Navalha e Satiagraha e Gilmar Mendes denunciou o “estado policial”, para as operações atuais da PF?

Patrick  Mariano — De fato, com relação à prisão de Daniel Dantas, tecnicamente falando, estava correto o ministro Gilmar quando fez valer a autoridade da sua decisão. Desde então se passaram sete anos. Os métodos da Polícia Federal, no entanto, continuam questionáveis. Basta atentar para as denúncias de grampos ilegais nas celas dos acusados da Lava Jato, os vazamentos seletivos de colaborações premiadas e de peças dos autos.

Na verdade, o que mudou de lá para cá foi a ampliação evidente dos poderes políticos e instrumentais da PF, sem que a sociedade tivesse a contrapartida de, ao menos, exercer algum tipo de controle social, como ouvidoria externa para o órgão.

Aliás, concordo com o jurista Pedro Serrano que, em recente entrevista afirmou que entidades da sociedade civil, como OAB, CNBB, as ONGs, a ABI não só podem mas devem participar da PF. Por que o MP e o Judiciário possuem órgãos de controle e a PF não? Isso a tornaria mais democrática e serviria de contrapeso ao tamanho do poder que o órgão obteve nos últimos anos.

Viomundo — Como se deu a ampliação do poder político da PF?

Patrick  Mariano –  Na legislação ordinária e na sanção de leis que ampliam o poder de polícia, como a Lei das Organizações Criminosas. O órgão conta com assessoria legislativa no Congresso e é muito atuante nas bancadas para defender os seus interesses de forma até autônoma do governo.

Pegue como exemplo a Lei 12.830, de 20 de junho de 2013, que conferiu aos delegados o mesmo tratamento protocolar de magistrados, membros da Defensoria Pública e do Ministério Público. Embora possa soar como bobagem o fato de o delegado ter que ser chamado de Vossa Excelência como os juízes, não existem palavras vãs e elas irradiam ideologias e projetos políticos. Daí, já se vê que há uma estratégia política clara de ampliação do poder da PF a ponto de querer se tornar um novo Ministério Público.

Viomundo — Se o quadro atual guarda semelhanças com 2008 por que o ministro Gilmar Mendes não se insurge de forma veemente contra essas novas ações da PF?

Patrick Mariano — O ministro Gilmar fez um bom trabalho nos mutirões carcerários, mas na seara política sua indignação é seletiva. Quando os acusados são ligados ao campo da esquerda, o que se vê é um perfeito conservador punitivista, com decisões que retrocedem em matéria de direitos fundamentais e garantias individuais.

Basta analisar o posicionamento dele no julgamento da AP 470 e seus pronunciamentos públicos. Uma pena, pois o ministro poderia fazer frente ao absurdo estado das coisas, se tivesse um mínimo de coerência. É o caso de típico de um garantista de conveniência ou um punitivista seletivo.

Viomundo — Ficamos sabendo ontem que a Polícia Federal, que age sempre abertamente contra figuras de governos petistas, escondeu o nome do senador tucano José Serra que constava no relatório da perícia do celular do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Que tal essa diferença de tratamento?

Patrick Mariano –– Muito boa essa observação. Na época da campanha presidencial, uma página da rede social formada por integrantes do órgão fez campanha veemente contra a presidenta Dilma, inclusive com manifestações de ódio contra o PT. Nada foi feito.

Existem pessoas que acham que ideologia é um conceito ultrapassado, ledo e terrível engano. A PF se tornou um aparato estatal poderoso, seletivo e que desrespeita direitos individuais sem qualquer controle. Quando o diretor-geral deu uma entrevista ao Estadão, ela foi elogiada no plenário da Câmara pelo Bolsonaro Filho e por outros parlamentares de posições ideológicas semelhantes. Se isso não é uma sintonia ideológica, não sei o que é. Desde o início dessa operação, existe um tratamento seletivo. Aliás, na AP 470, o próprio STF atuou dessa forma, isso fortaleceu um método de ação política que hoje tem foco preciso e determinado.

Viomundo — Como garantir que a Polícia Federal aja de forma igual para petistas, tucanos, peemedebistas, todos os cidadãos enfim, e, ainda, sempre dentro da legalidade?

Patrick Mariano — Na minha opinião, três ações seriam importantes. Uma primeira é por freio à legislação que amplia o estado policial. Uma segunda é possibilitar a participação da sociedade e criação de ouvidoria externa com poderes amplos. A terceira é deixar de ser subserviente e de fato ter uma ação política no órgão que faça com ele se conforme a Constituição da República de 1988. Ou seja, que se torne um órgão da democracia e não que nos faça lembrar tempos sombrios da história recente. A PF caminha para ser uma nova PIDE, ingovernável. E isso é extremamente perigoso.

Relatório da Polícia Federal sobre os telefones de Marcelo Odebrecht.pdf by Conceição Lemes

PS do Viomundo: PIDE — Polícia Política Portuguesa — foi a temida polícia do Salazarismo, uma das mais longas ditaduras do século XX, inspiradas no modelo fascista. Durou de 1933 a 1974. A ditadura chegou ao fim em 25 de Abril de 1974, derrubada pela Revolução dos Cravos.

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45 comentários

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maria manuel antunes

29 de outubro de 2015 às 05h38

eu somente quero informar que essa da nova pide e coisa de kriminais de estado do mundo inteiro
gananciosos e fraudulentos se juntarao aos russos e romenos esses sao a nova pide querem ser senhores do que nao lhes pertence vejao bem e vao dar conta dos homens e mulheres que sempre andao juntos em par a esquisofrenia dos chefes de estado gananciosos e maus esquecendo que tem gente a dormir nas ruas e sem um teto pra viver mas como eles dormem e comem como reis e o povo a pagar se esquecem que talves um dia lhes pode bater a porta a mesma sorte por isso se protegem com forcas criminais a nova PIDE escondida nas igrejas dos tirar aos pobre e dar aos ricos bem conhecida na europa
organizacoes de criminosos ILUMINATEN DE TEMPLOS DO MAL PRO MAL MANIPULANDO AS ALMAS DE INOCENTES FAZENDO AFASTAMENTO DE GUIAS E GUARDIOES DOS HUMANOS EU VI COM OS MEUS OLHOS E OUVI COM OS MEUS OUVIDOS CRIMINALIDADE PURA NA IGREJA UNIVERSAL – ASSIM COMO DA IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ULTIMAS DIAS ESSES ATE COLOCAO GIBS ELECTRONICOS NOS CORPOS DAS PESSOAS PRA TEREM O PODER ABSOLUTO SOBRE OS HUMANOS . SPIRAIS NA VAGINA NA COMIDA NOS DENTES NA GENGIVE NOS OUVIDOS E ASSIM PASSAMOS A SER TELEPATICA E ELECTRONICA DOS DOIDOS CHAMADOS CHEGUEVARA E DAS CRUZ DE CIPRIANO CHAMADO HOJE DE ROSA VERMELHA DE NOME CRISTIAN E GUSTAVO COM SEDE EM VARIAS IGREJAS GOVERNOS O PRESIDENTE ASSIM SE CHAMA E SE DENOMINA MAIS PODEROSO QUE DEUS PAI CELESTIAL KRIMINALIDADE PURA NADA MAIS DE ORGANIZACOES DE DROGAS TABACO E HUMANOS EU SEI PORQUE SOU UMA VITIMA DELES NAO SEI PORQUE E PRAQUE SOMESTE MINHAS ERANCAS E EM QUE TRABALHEI E NAO ME PAGAO OS ORDENADOS , ELES MANDAO TEMOS QUE CUMPRIR DIZEM TODOS E TODOS AJUDAO – SE NAO FAZES FICAS SEM EMPREGO SE NAO COLABORAS NAO TENS DINHEIRO ASSIM SE UTILIZA O SISTEMA INTERNACIONAL DE CRIMINAIS BASE SUICA ALEMANHA AUSTRIA E VEM DA RUSSIA E TUDO ISTO EM NOME DA DEMOCRACIA E LIBERDADE MAS AONDE MORA? NAO SEI NEM QUERO SABER

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Luiz G. Simões

25 de julho de 2015 às 09h05

Acredito piamente que a corja de delegados federais e investigadores que eximiram de culpa os donos do helicóptero carregado de cocaína, liberando piloto e a aeronave para seus donos, deveriam ser sumariamente varridos para o bem do serviço público!
Tanto esse juizinho, Sergio Moro, quanto a cambada de delegados federais que nas redes sociais, fazem campanha contra Dilma. deveriam ser transferidos para lugares inóspitos como no Amapá, habitando-os em ranchos feitos de pau a pique e coberturas de folhas de coqueiros, assim acredito, diante de condições tão adversas, eles poderiam criar vergonha e pedir demissão!

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José

23 de julho de 2015 às 21h19

O republicanismo do PT aparelhou a Polícia Federal com tucanos e antipetistas em geral e levou à seguinte situação: o Brasil é o único país do mundo que tem uma polícia política da oposição (!!!)

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    Bonobo de Oliveira, Severino

    24 de julho de 2015 às 05h03

    RA! RA! Vc tem razão. Até há bem pouco tempo, o Brasil era e é o único país do mundo em que toda a parasitagem rentista beneficiária da agiotagem no Brasil há 500 anos, quer cassar, e para isso trava incansável luta, a um ex-presidente. Agora tem mais essa pérola. Os donos do Capital corromperam os agentes públicos e formaram um Estado Policial de oposição (pode isso, Arnaldo?). Já que os atuais titulares do executivo não querem comprá-los eles se vendem do mesmo jeito, pela melhor oferta. Compraram até o STF em 2012 que chegou a sujeitar-se a julgar baseado num livrinho que disse possuir a Dona Rosa WEBER, aquela que faz aquela escova para ostentar aquele LOOK de Mico Leão Dourado.

    Donizeti - SP

    24 de julho de 2015 às 12h46

    Concordo com você José, matou a charada, é a isso que o ” republicanismo de araque ” e equivocado do Ministro José Eduardo Cardoso produziu, uma polícia partidarizada, que tem lado, não é imparcial nem isenta e com poderes de incriminar cidadãos e políticos do partido da situação , e que virou instrumento do golpe e da crise política.

Euler

23 de julho de 2015 às 18h37

As instituições e órgãos no Brasil estão por demais corrompidos. Talvez pelo falso republicanismo que o PT tentou vender para a opinião pública, para se justificar da covardia em travar a luta política. Disso resultou esta cooptação pela direita da PF, MP, TCU, entre outros, que estão todos envolvidos, salvo exceções, no golpe para derrubar a presidenta Dilma. Uma vergonha! Quero tratar especificamente da questão da chamada pedalada fiscal, já que os tucanos e sua imprensa tem batido nessa tecla.

Primeiro, é sabido que a presidenta Dilma não inventou a prática da pedalada fiscal, apenas reproduziu o que os outros governos, desde 2000, vinham fazendo.

Quando se usa esse argumento para tentar justificar a ação da presidenta Dilma, logo aparece quem diz que as ilegalidades do passado não justificam a ilegalidade atual, da atual presidenta. É vero. Mas, tem uma coisa, um detalhezinho importantíssimo, que ninguém diz: se no presente a chamada pedalada fiscal está sendo considerada ILEGAL pelo TCU, então este órgão passou no mínimo quinze anos PREVARICANDO, ou seja, foi conivente com ilegalidades passadas.

O mesmo se aplica ao parlamento brasileiro. Que moral então tem esses órgãos para, neste momento, de forma oportunista, querer impor uma reprimenda máxima ao governo Dilma, a cassação do mandato dela? Primeiro, o TCU e o Congresso Nacional teriam que se autopunir, por terem PREVARICADO – o que é crime grave – durante 15 anos, pelo menos, sem falar nas práticas comuns nos estados. Antes de cassarem a Dilma, teriam que se autocassar pelas ilegalidades cometidas – omissão, conivência, prevaricação.

Logo, querer cassar o atual mandato legítimo da presidenta Dilma sob o prisma da chamada pedalada fiscal constitui o mais absurdo dos golpes. O que seria correto fazer? O órgão que agora tenta rejeitar as contas da presidenta Dilma – TCU – teria, em primeiro lugar, que se desculpar perante o povo brasileiro por haver prevaricado no passado. E em seguida, de forma coerente, aplicar no máximo uma advertência ao governo, para que, nos próximos anos não se repita o erro que este órgão – TCU – deixou que se repetisse impunemente durante muitos anos.

Qualquer coisa diferente disso, é golpe. Golpe paraguaio, que desmerece toda a luta do povo brasileiro por constituir uma democracia e uma república minimamente decentes. Querem trocar a escolha legítima feita pelos cidadãos pelo tapetão judicial ou parlamentar. Isso ninguém pode aceitar, gostemos ou não do governo Dilma.

Responder

    Bonobo de Oliveira, Severino

    24 de julho de 2015 às 05h17

    Meu caro Euler. Me parecem repletos de infelicidades e impropriedades esses seus argumentos. Primeiro porque vc atribui as vicissitudes presentes nas atitudes levianas dos agentes públicos corrompidos, associadas à baixa qualidade da formação moral desses sujeitos, a uma suposta virtude dos mandatários que teriam adotado na administração dessa choldra critérios “republicanos”. Ou seja, vc parece enxergar a falha na virtude a justificar a ação delitiva dos agentes. Depois, em relação ao conluio de bandidos como Augusto Nardes e os bandidos da Midia, na criação dessa nova marca publicitária, as “pedaladas fiscais” vc vai pelo caminho da comparação com outros supostos erros que não justificam nem um nem outro suposto desvio. A argumentação técnica adequada para explicação dessas operações já foi devidamente elaborada e apresentada com grande propriedade e precisão pelo AGU Luiz Inácio Adams, consistente na demonstração do equilíbrio dos balanços em favor do Caixa do Governo. Mesmo que não fosse justificado, o erro seria de obrigação para explicações administrativas da FAzenda do Governo e não caberia, como não cabe, apontar responsabilidade à Presidencia da REpública. Saindo dessa linha, caimos na armadilha de comparar uma administração séria e comprometida com a moralidade nas contas públicas, com aquela quadrilha que esteve no governo na época das PRIVATARIAS. É BURRICE.

Donizeti

23 de julho de 2015 às 17h56

E ainda temos a agravante de ter como ministro da justiça há 5 anos um sujeito politicamente covarde, omisso, sem autoridade, que prevarica no exercício do cargo de forma vergonhosa, que deixa a solta a banda autoritária da PF fazer o que quer e como quer ao arrepio da lei e do direito.

Há bons e vocacionados policiais federais e agentes na instituição, acredito que são até a maioria, conscientes dos limites de sua atuação nos marcos legais de um Estado Democrático de Direito, sem dúvida, mas o que tem prevalecido é a banda autoritária, sem limites e adepta dos shows midiáticos, esse uniforme negro da PF me lembra muito os uniformes da SS nazista, e é para um sistema semelhante que caminha essa instituição, se não lhes for colocados limites nos marcos legais das garantias coletivas e individuais da vigente constituição federal.

Afinal diz o artigo 5º da constituição federal: todos são iguais perante a lei.

Responder

roberto

23 de julho de 2015 às 16h42

O Brasil tem 3 polícias: a Federal,a Militar e a Civil.
São representadas por 3 ícones famosos:
MOE
LARRY
SHEMP

Responder

    Bonobo de Oliveira, Severino

    24 de julho de 2015 às 04h43

    Não estaria faltando ai o Curly Joe?

lulipe

23 de julho de 2015 às 16h36

A PF cometeu o terrível “crime” de investigar os “mal-feitos” da “cupãnerada”…

Responder

    Nathan

    23 de julho de 2015 às 18h56

    A corrupção dos teus parceiros tucanos não lhe vem ao caso,né?

    Corrupção só lhe interessa se for a do PT. A do PSDB não vem e jamais vira ao caso pra você.

    Moralismo seletivo é isso ai! Leão com a corrupção do PT,mas uma gatinho manso com a corrupção tucana.

    Bonobo de Oliveira, Severino

    24 de julho de 2015 às 04h50

    Novamente eu faço um apelo aos administradores do Viomundo, Luiz Azenha e Conceição para que indiquem um canal para representar contra excrementos como esse Lulipe que só aparecem aqui para fazer provocações e causar mal estar, sem NUNCA, repito, NUNCA, eu vi em um comentário com com essa identificação uma única palavra que se aproveite que não seja apenas uma frase para constranger ou causar reações de repulsa nos leitores do blog. Se fosse num ambiente de contato presencial, essa questão seria facilmente resolvida, enxotando o mandrião a chineladas ou outras formas menos carinhosas. Mas, como é virtual, há que haver regras que limitem essa falta de respeito aos direitos difusos coletivos dos frequentadores desse espaço.

    lulipe

    25 de julho de 2015 às 12h51

    Biu, relaxe e tome uma Brahma….

    Nathan

    25 de julho de 2015 às 21h41

    Tomou seu remedinho tarja preta lulipe Henrique Cardoso?

Mario

23 de julho de 2015 às 16h02

Ah claro, a culpa é da PF, do MPF, do TCU, da AGU, que estão investigando esses corruptos e corruptores…

Responder

    Nathan

    23 de julho de 2015 às 19h01

    Mario é mais uma prova viva do moralismo seletivo,Leão com a corrupção petista,mas um gatinho manso com a corrupção tucana.

    Afinal essa corrupção pro seu Mario não vem e jamais vira ao caso.

    Bonobo de Oliveira, Severino

    24 de julho de 2015 às 04h41

    A questão em pauta não é a culpa desse ou daquele órgão ou agente. A simplificação não ajuda a entender o assunto abordado no post. Se vc não entendeu, leia novamente para depois comentar.

Sai de cima da cadeira Zé Cardoso

23 de julho de 2015 às 14h38

Quando o Zé Cardoso vai tomar tendência e assumir o cargo. Não é proteger investigado, é não permitir investigadores agir fora da Lei.

Responder

mineiro

23 de julho de 2015 às 14h12

e outra coisa , eu que sempre o defendi, mas na entrevista que ele deu o ciro gomes , tenha a santa paciencia. defendeu o ze cardoso dizendo que é uma pessoa seria, o juiz mouro , como uma pessoa de sã consciencia defende um verme como esse. eu que acreditava nele , nao sei nao hein. e ainda falou que nao vai ter golpe de jeito nenhum , quem garante isso? ele , nisso eu posso ate concordar , mas com o resto que ele disse , pode jogar na lata de lixo . e so voltando ao assunto do texto, essa policia federal , ta fazendo o que esta fazendo , é porque nao existe min. da justiça , que é um verme , é bom que diga isso e muito menos governoooooooooooooooooooooooooooo, nao existe governo federal nao brasil , por isso que esta acontecendo tudo isso.

Responder

mineiro

23 de julho de 2015 às 14h06

nao tem governo , nao tem controle , todo mundo mandando e desmandando , queriam o que , cara palida? é culpa sim desse desgoverno e nao canso de dizer isso , é culpa do lula , do pt bundao e mais ainda , a principal culpada , é essa morta viva , que nao governa nada. o pais so chegou a esse ponto de instabilidade , é por culpa dela sim , essa pres.desgovernada que nao da conta de governar , mas vai ter que ficar ate o fim. porque nao sou idiota a ponto de dizer como disse o imbecil , o facista disfarçado de esquerdista, o aloprado do pstu, esse idiota de plantao. que o governo tem que ser derrubado para o bem do trabalhador. so imbecil mesmo para dizer uma asneira como essa. por pior que o trabalhador ta sendo saqueado, prejudicado e esta mesmo , por essa angela merkel do brasil , querer golpe , a mesma coisa que querer ser preso e torturado. vai se burro la no inferno.

Responder

Eduardo Albuquerque

23 de julho de 2015 às 13h51

Ate ha pouco eu imaginava que os governos Lula e Dilma eram governos de coalizao e o PT jamais foi maioria no Congresso. Está chovendo la fora, culpa do PT, claro.

Responder

Henrique Dasilva

23 de julho de 2015 às 10h33

A “corda” ficou solta, e eles (Policia Federal) estão se enforcando sozinhos…. sem nenhuma ajuda!

Responder

Edgar Rocha

23 de julho de 2015 às 02h34

Mas, qual seria a essência do comportamento petista de omissão frente a empoderamento institucional da parte da própria corporação, a PF? Esta é uma questão que o nobre entrevistado não teria condições de responder, por extrapolar seu campo de atuação profissional.
Deveríamos fazer esta pergunta a cada petista: qual foi a posição histórica do PT diante da questão dos direitos e conquistas, sobretudo do funcionalismo público? Não foi este sempre o mote para angariar votos e apoios no setor?
Esta pergunta nos permite ser críticos, muito antes deste perigoso caso da PF, aos antecedentes históricos que evocam, por exemplo, a problemática da estabilidade do funcionalismo público na educação. Tal assunto sempre gerou arrepios e nunca foi seriamente discutido. As consequências para a sociedade, porém, são evidentemente desastrosas, embora jogadas pra baixo do tapete.
A gravidade do caso da PF poderia ser uma boa oportunidade para se rever posturas e, quem sabe, começar uma nova etapa na compreensão do jogo político, ancorando a base eleitoral em outras premissas mais democráticas, que não o corporativismo, o direito ao abuso e o protecionismo legalizado (sobretudo em relação ao povo, que é quem depende dos serviços) que comprometem as representações democráticas. No caso de um mal atendimento ou má conduta de um agente, tudo precisa de limite, não só o reclamante. Funcionário público não é intocável e não, seu cargo não é a privada de sua casa, onde ele senta e faz a c*agada que quiser, ciente de que possui meios jurídicos pra protelar ou até mesmo evitar punições justas. Não é assim que se garante voto perante uma categoria. Neste aspecto, direita e esquerda têm muita semelhança.
Se isto for revisto, tenho certeza que a PF, a Educação em geral, a Saúde e todos os setores funcionariam melhor. A única coisa que é proibida ao funcionalismo público é a delação de seu superior ou a crítica aberta ao Governo (por questões óbvias!). A Dilma abriu mão até disto, desde o Mais Médicos! O resultado está aí. E o pior é que não se pode dizer que ela foi incoerente com o pensamento petista.

Responder

    abolicionista

    23 de julho de 2015 às 13h40

    Estabilidade do funcionalismo público da educação? Você com certeza nunca deu aula. Eu muitos amigos desistimos da carreira de professor porque estávamos cansados de receber salários miseráveis, de trabalhar em condições subumanas, com salas hiperlotadas, falta de material (caderno, livro didático, papel higiênico, só para dar alguns exemplos). O salário dos professores historicamente foi reduzido (professor já ganhou como juiz). Além disso, o professor brasileiro é cercado de um arsenal de burocracias, como: diários, planos de aula, fichas avaliativas, formulários, entre outros. Incluindo ainda a imensa quantidade de trabalho que o professor leva para casa, tais como: plano de aula, elaboração de atividades, provas, trabalhos, correções, testes, projetos etc. Isso é o que você chama de estabilidade? A maior parte dos meus colegas trabalhavam em dois empregos e tomavam algum tipo de remédio para a ansiedade ou depressão. Eu mesmo comecei a ter sintomas de depressão enquanto lecionava como professor da rede. É a profissão mais perigosa para a saúde mental depois da profissão de carcereiro. E desconfio de que o carcereiro seja mais valorizado pela sociedade hoje do que o professor.
    .
    Com tantos exemplos, como o dos juízes do STF, vitalícios e sem concurso, o dos oficiais militares (que praticamente não trabalham, a não ser para fazer propaganda ideológica em defesa da ditadura, e deixam gordas pensões vitalícias para os descendentes), o dos juízes, que recebem salários nababescos, o dos coronéis da PM, tanta gente que recebe salário gordo, o infeliz vai escolher os profissionais da educação. Vai chutar quem está por baixo. E quer saber uma verdade incômoda? As condições nas escolas particulares, com algumas exceções, são tão ruins quanto as da rede pública. A maior parte dos colégios particulares (não estou falando dos mais famosos e prestigiados, é óbvio), funciona na base do pagou-passou. Já trabalhei em vários, todos ofereciam condições degradantes e tratavam o professor como lixo. Francamente, não sei em que planeta você vive, certamente não na Terra, e muito menos no Brasil.
    .
    Isso não é apenas uma escolha infeliz, isso é a merda que ocupa a cabeça de um leitor da Veja. Porque a Veja colocou na cabeça dos leitores que o professor é um privilegiado que vive de papo para o ar. E os idiotas acreditara, claro, porque são incapazes de questionar a Veja.
    .
    Não tenho nada pessoal contra você, meu caro, mas você precisa urgentemente parar de ler a Veja e começar a ler um livro de história, meu caro.

    Edgar rocha

    23 de julho de 2015 às 15h12

    Abolicionista, eu não leio a Veja. Dei aula por cinco anos e vi muita gente disposta a seguir a cartilha do “projeto educacional” do Estado de São Paulo, cegamente, seguindo o riscado de tudo que se exige: eficiência em detrimento de competência. Gente empurrando problemas com a barriga, reclamando do Estado enquanto aprovava aluno a torto e a direito pra garantir os números e gerar uma legião de analfabetos funcionais. De fato muita gente saiu da educação, não só por falta de condições técnicas, mas porque foi perseguida internamente, porque se recusou a colaborar com os erros cometidos pela política educacional. Mas, há os muitos que ficaram, que dizem lutar pela qualidade da educação quando fazem greve e se contentam com um pequeno aumento, voltam pra sala e continuam seguindo a mesma “filosofia” educacional que dizem criticar, mas da qual tiram proveito e se mostram passivos. É gente que se esconde sim, atrás da estabilidade e da eficiência burocrática, que está lá em busca disto e nada mais. Criticar a conivência da categoria e sua incapacidade de trazer ao centro da sociedade a problemática educacional pode ser incômodo aos que aderiram ao senso corporativista que protege os educadores das críticas que devem receber. Sempre a culpa é do Estado, mas este não faz nada sem agentes dispostos a se submeterem aos equívocos e aos esquemas. Fui aluno de escola pública num tempo em que o Governo era Ditadura e o autoritarismo rolava solto, com salários baixos, perseguição ideológica aos educadores. Nem por isto me tornei analfabeto funcional. Meus professores resistiam bravamente e não tiravam proveito de um sistema excludente. A maioria, pelo menos, não fazia isto. E olha que não tinham a estabilidade que têm atualmente. Greve era punida com demissão, como no tempo do Jânio Prefeito. De lá pra cá, só ficou mesmo a imagem do educador que nada contra corrente. Só a casca. E isto explica porque naquele tempo a comunidade apoiou os educadores na greve. Hoje alguém leva a sério a categoria, o discurso pela qualidade na educação? Nem os professores, colega. Nem eles levam a sério este discurso.

    Bonobo de Oliveira, Severino

    24 de julho de 2015 às 04h38

    Meu caro. Se vc não se informa (?) na Veja, o seu texto transmite as ideias fascistas pregada aos seus leitores. Fascismo é fascismo, independente da fonte onde se inspira.

    Bonobo de Oliveira, Severino

    24 de julho de 2015 às 04h26

    Sr. Edgar Rocha. Ou quem quer que seja que escreve por trás dessa fachada. Com essa conversinha mole, parecida com o que está expresso no seu texto, foram construídas as falácias que sustentaram a ascensão do mercenário Eduardo Cunha e permitiram a aprovação do PL 4330, do Sandro Mabel, que, na prática, representa a destruição de direitos trabalhistas conquistados há mais de 50 anos, com o voto de mais de 330 bandidos que chegaram ao Congresso nessa legislatura apoiados em conversas cínicas de conteúdo fascistóide, como esse seu comentários expressam.

    Edgar Rocha

    24 de julho de 2015 às 14h32

    Talvez, colega Bonobo, quem tenha dado munição a fascistoides para justificar o retrocesso nos direitos LEGÍTIMOS de trabalhadores tenham sido aqueles que nas lutas pelos mesmos abriram mão do respeito à cidadania e do republicanismo, colocando a própria categoria na condição de privilegiada em relação à maioria da população, submetida ao regime de CLT. O corporativismo é um dado real que se opõe até mesmo ao Estado de direito. Se eu sou fascista por questionar o nível de estabilidade do funcionalismo público em geral, estabilidade esta que não protege bons funcionários, mas sim, àqueles que são alheios às suas prerrogativas, então o próprio PT, o Governo ou a Dilma não teriam direito de criticar os excesso cometidos pela PF, pelo judiciário ou por qualquer corporação que extrapole os limites da legalidade pra garantir privilégios a gente inescrupulosa e prejudicar politicamente ao Governo. O problema é que esta postura foi o que colocou o Governo nesta sinuca de bico, como bem aponta o entrevistado acima. Criticar os abusos da PF sem querer mexer com o princípio ideológico que promoveu a legalização destes abusos, é ser hipócrita e querer mexer apenas no que lhe interessa. Quem muniu a direita com argumentos capazes de influenciar o cidadão comum a favor do retrocesso é justamente a prática corporativa e a falta de critérios jurídicos ou de civilidade que contaminaram as lutas por conquistas, sobretudo do funcionalismo público. E isto se deu pela crença de que toda conquista é justa, desde que se possa com isto, angariar apoio e instrumentalizar os abusos embutidos no pacote de reivindicações. Não é isto que permitiu tolerância ao Cunha? Ser seletivo na defesa de princípios e prejulgar-se acima das leis e da sociedade também são sementes do fascismo. Quando você receber uma carteirada de um mal funcionário público ao questionar seu atendimento, quando ouvir o famoso “olha com quem tá falando”, quando for acusado de desacato à autoridade de alguém que lhe deixa à míngua como tantos brasileiros, talvez você avalie que certas “conquistas” são por demais abusivas. Ou, pensando bem, sendo você um funcionário público, suponho, quando for vítima de algum esquema em sua repartição, quando for cobrado por não tolerar certas posturas, quando exigirem de você uma certa ética em relação aos maus feitos que você perceba, quando tiver que sair de sua corporação por não ter estômago, como muitos funcionários públicos o fazem, quando for ameaçado, humilhado, ou perseguido por apontar injustiças, vai ver que estes privilégios não te garantem nada, caso você não esteja disposto a exercê-los. Já vi funcionário público desviar dinheiro de escola e continuar empregado numa boa, mesmo depois de ter sido acusado e condenado. Pura chicana judicial. Mas, nunca vi um bom funcionário voltar impunemente depois de fazer uma denúncia ou ser vítima de alguma sacanagem. Se acha que toda conquista é válida, deve achar as propostas do Alckmin para ampliação dos poderes da PM uma verdadeira maravilha, uma luta justa dos companheiros que usam farda.

    abolicionista

    26 de julho de 2015 às 15h25

    Caro Edgar, o que questionei, e continuo a questionar (porque você não explicou) é que você tenha escolhido o exemplo dos professores para falar sobre corporativismo no funcionalismo público.
    .
    É de causar espécie, você há de convir. Um setor que tem sido sucateado, profissionais achacados pela mídia (que boicotou de modo ditatorial sua última greve, escondendo as informações, distorcendo, mentindo descaradamente, jogando no lixo os direitos democráticos de uma categoria para proteger um único político chamado Geraldo Alckmin). Por que os professores? Porque não os Policiais Militares? Medo de represálias? Democracia exige coragem. Afinal, a Polícia Militar se auto-denomina “Corporação”. A Polícia Militar não respeita nem mesmo a ordem democrática (uma das estrelas de seu brasão homenageia a ditadura, outra, o massacre de canudos, quem sabe venham a fazer uma em homenagem à escravidão).
    .
    Quando vai falar em “estabilidade”, porque não falar dos militares? Medo? Saudades da ditadura? Ora, afinal professores não legam pensões vitalícias para os seus dependentes. Veja o caso da perua escravocrata, a Iaiá Maitê Proença, aquela que é contra o bolsa família e recebe uma pensão gorda do estado desde que nasceu.
    .
    Se você conhece o mínimo de interpretação de texto ou de semiótica, sabe que a escolha dos exemplos é determinada por uma escolha ideológica. Você deixou a sua muito clara. É a mesma dos leitores da Veja. A revista Veja nunca fará uma matéria pedindo que se cortem as pensões vitalícias para filhos de milicos afim de evitar o desperdício de dinheiro público. Por quê? Porque não cortar, aliás, os contratos milionários da revista com o governo de São Paulo? A ideologia já está atuando na escolha da pauta. Ela determina quais serão os assuntos em discussão.
    .

FrancoAtirador

22 de julho de 2015 às 22h55

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Contra a Torcida dos Muares Anti-BraSil e apesar de Globo, Folha, Veja e Estadão,
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PETROBRAS continua sendo a 28ª Maior Empresa do Mundo, na Lista da Fortune.
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As 30 Maiores na Lista da Fortune:
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01) Walmart
02) Sinopec Group
03) Royal Dutch Shell
04) China National Petroleum
05) Exxon Mobil
06) British Petroleum (BP)
07) State Grid
08) Volkswagen
09) Toyota Motor
10) Glencore
11) Total
12) Chevron
13) Samsung Electronics
14) Berkshire Hathaway
15) Apple
16) McKesson
17) Daimler
18) Industrial & Commer. Bank of China
19) EXOR Group
20) AXA
21) General Motors
22) E.ON
23) Phillips 66
24) General Electric
25) ENI
26) Gazprom
27) Ford Motor
28) PETROBRAS
29) China Construction Bank
30) CVS Health
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(http://www.valor.com.br/empresas/4145830/petrobras-mantem-28-posicao-em-ranking-da-fortune)
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Responder

Nelson

22 de julho de 2015 às 22h23

O PT não se mexe e, ao que parece, não vai se mexer para por termo a tudo isso.

É de lembrarmos que o Sr Mercadante andou afirmando, anos atrás, que “o PT e o PSDB têm muito a contribuir para a democracia brasileira”. Ele afirmou isto mesmo depois de tudo o que FHC tinha feito, de forma antidemocrática, contra o país e o povo brasileiro.

Talvez isto explique a inércia e a passividade do PT.

Responder

Maur

22 de julho de 2015 às 20h25

Independência da Justiça e da PF são bem-vindas, porém se acompanhadas de verdadeira isenção. Se for para, digamos assim, venderem a sua linha editorial para plutocratas, é fundamental que a sociedade tenha instrumentos para reprimir tal coisa e exigir o funcionamento realmente democrático e republicano dessas instituições.

Responder

leadro

22 de julho de 2015 às 19h16

“O PT ganhou o governo federal, mas não tomou o poder.” pode ser, mas soube aproveitar bem e enriquecer os companheiros com isso.

Responder

    Seu Zé

    23 de julho de 2015 às 06h50

    Não escreva como ovelhinha, leia o texto.

    Patrick

    23 de julho de 2015 às 09h03

    Acredito que o sr. não está no nível intelectual dos participantes desse post. Abstenha-se de comentar.

    Bonobo de Oliveira, Severino

    23 de julho de 2015 às 13h28

    Vc me parece um desses milhões de espectadores anencefálicos que imaginam que o Genoino é um milionário corrupto porque foi condenado por corrupção pelos miquinhos amestrados do STF e o Zé Bolinha (Tarja Preta) é um cara pobre e honesto porque nunca foi sequer julgado pelos crimes que cometeu.

    Realmente é bem mais fácil assumir a realidade fantástica propalada pela imprensa corrupta do que fazer um mínimo esforço intelectual e procurar saber as realidades que se escondem por trás da fantasia maniqueísta amplificada nas interpretações dos comentaristas amestrados que chegam prontas e acabadas para fácil digestão dos intestinos da choldra ignara.

    abolicionista

    23 de julho de 2015 às 13h41

    Esse não se deu nem ao trabalho de ler o texto…

Cláudio

22 de julho de 2015 às 19h13

:

.:. 19:13
… .
Ouvindo A Voz do Bra♥S♥il e postando:
Valeu a pena ! ! ! ! Dá gosto ser o cantor do seu povo ! ! ! !
… .
* 1 * 2 * 13 * 4
*************
… .
Uns poemas (acrósticos) de autoria de Cláudio Carvalho Fernandes (poeta anarcoexistencialista) para Dilma Rousseff, a depenadora de tucanus, e Lula, o comedor de tucanus :
.:.
D uas vezes contra o espectro atro
I nscreveu já seu nome na história
L utando contra mídia venal & Cia e seu teatro
M ulher forte de mais uma vitória
A deixar tucanus na ó-posição de quatro ! ! ! ! de quatro ! ! ! ! de quatro ! ! ! ! DE QUATRO ! ! ! !
.:.
D ilma, coração valente,
I magem de todo o bem em que se sente
L ivre o amor maior pela brasileira gente
M uito humana e inteligente
A PresidentA do nosso Lula 2018 de novo Presidente
.:.
D ignidade
I ntegridade
L iberdade
M aturidade
A mabilidade
.:.

D ilma, de uma nação vitoriosa
I lustre brasileira lutadora
L uz de dedicação esplendorosa
M otivando a pátria gloriosa
A uma luta digna, vencedora.
::
L uz do povo brasileiro
U m digno e fiel lutador
L astreando com real valor
A honra do Brasil inteiro.
.:.
D ilma, os conscientes te agradecem
I nfinitamente por tua digna história
L utando por todos que reconhecem
M ais a vida no bem comum de fazer na glória
A grande pátria-nação que os brasileiros merecem
.:.
D ilma, coração valente,
I sso que a gente sente
L ibertar o ser plenamente
M antendo sempre presente
A humanidade inteligente
.:.
D ilma deu mais uma surra na ó-posição
I gual ao que Lula também já fez
L ivrando o povo brasileiro da infelicitação
M ostrando que o Brasil tem voz e vez
A o mundo todo dignificando sua população
.:.
L ula livrou 40 milhões da pobreza
U m feito memorável sem precedentes
L utando contra a mídia venal, teve a certeza
A bsoluta de estar ao lado dos brasileiros conscientes
.:.

D ilmais deu mais uma surra na ó-posição
I nstalada na grande mídia venal
L ula teve a sua participação
M andando o pig & Cia ao
A bismo na quarta eleição
.:.
D oar-se a seu povo é exemplo dignificante
I luminando a vida de outros seres lhanos
L ouve-se quem bem merece que se cante
M aravilhas de se acreditar nos humanos
A promover em cada ser o mais do ser em ser interessante
.:.
L ivrando da pobreza absoluta 40 milhões de brasileiros
U m feito sem igual que por si só já bastaria
L ula segue sendo no mundo um dos primeiros
A fazer de seu povo a eterna rima rica de sua poesia
… .
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 ! ! ! !
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Valeu a pena ! ! ! ! Dá gosto ser o cantor do seu povo ! ! ! !

Responder

mauro silva

22 de julho de 2015 às 19h07

com todas as suas mazelas, nos e.u.a. é impensável um “estado policial” porque enfrentarão cidadãos “muito bem armados” nas palavras de maquiavel.
e o porte deveria ser controlado pelo exército.

Responder

CaRLoS

22 de julho de 2015 às 18h50

Entrevista esclarecedora. Aliás, muito preocupante. E as pessoas não estão atentando para isso. O governo não vê. O PT também.

Responder

baader

22 de julho de 2015 às 18h08

estamos sim vivendo um estado policial, com o apoio ignorante, como sempre, dos zumbis que a mídia e o proselitismo criam. estamos vendo o aumento do número e dos poderes conferidos aos guardinhas municipais (existem municípios que não têm servidores públicos na saúde, mas possuem os tais “novos policiais”), que agora podem (impressionante!) usar armas letais (Contagem/MG) e são no geral comandados por policiais de patente aposentados.
e os ignorantes acham que isso é mais segurança.
quanta desgraça!

Responder

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