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Código de Ética da Globo não vale para a CUT; leia nota ignorada
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Código de Ética da Globo não vale para a CUT; leia nota ignorada


15/04/2017 - 10h02

Para o JN, Código de Ética não vale para a CUT

Na edição desta sexta-feira, 14, o JN ignorou a nota que a CUT enviou se defendendo de uma acusação genérica onde não cita sequer nomes de pessoas e nem data

por Mariza Muniz, da assessoria de imprensa da CUT

O Jornal Nacional da TV Globo desta sexta-feira, 14, acusou a CUT de corrupção, mas não leu a nota que a Central mandou se defendendo de uma delação absolutamente genérica, sem datas nem nomes de pessoas que supostamente teriam recebido propina.

Esclarecidos os fatos, como relatado abaixo, fica clara a intenção dá TV Globo de tentar desqualificar a maior e mais combativa Central do Brasil.

Como sempre, quando se trata da CUT, a Globo ignorou o artigo 15º do Código de Ética dos Jornalistas, da Associação Brasileira de Imprensa, que fala sobre o direito de resposta às pessoas ou entidades envolvidas ou mencionadas em matérias.

Em quase metade da edição do Jornal Nacional, os apresentadores Renata Vasconcelos e William Bonner leram notas de políticos ou entidades acusadas de corrupção pelos delatores da Odebrecht.

A única entidade acusada de suposta corrupção que não teve direito ao chamado “outro lado”, quando as pessoas ou entidades se defendem de uma acusação, foi a CUT.

Vamos aos fatos: segundo o JN, um ex-executivo da Odebrecht, Henrique Serrano, disse que distribuía dinheiro para políticos, funcionários públicos, índios e sindicalistas da CUT, na região de Porto Velho (RO), onde estava sendo construída a hidrelétrica de Jirau. Esse dinheiro, disse o delator, era para que os sindicalistas não apoiassem greves e atos de violência.

Em nota enviada à reação do JN, a CUT disse que estranhava a delação que não nomina ninguém, que depois de março de 2010, quando o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Rondônia se filiaram a CUT foram realizadas no Estados as maiores e mais duras greves já feitas em Rondônia, com resultados extremamente positivos para os trabalhadores.

Qual o benefício que a Odebrecht poderia ter se lá foram fechados os acordos com os maiores índices salariais do país? O que a empresa ganhou, se os trabalhadores conquistaram com as greves melhores salários e melhores condições de trabalho?

Leia a nota que a CUT enviou e o JN ignorou:

Nota da CUT sobre estranha delação a dirigente

A CUT não pode responder sobre acusações genéricas que não citam sequer os nomes dos supostamente envolvidos em propinas

A CUT repudia e estranha a delação a dirigentes da Central que não cita sequer nomes de quem supostamente teria recebido propina da Odebrecht para impedir ações sindicais para reivindicar melhoria em condições de trabalho e renda em Rondonia.

Primeiro, porque são os sindicatos que negociam acordos, organizam as lutas e as greves, não a Central  – a CUT Rondônia apoiou política e logisticamente todas as lutas dos trabalhadores da construção civil do Estado; a CUT nacional ajudou a negociar os acordos conquistados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civi de Rondônia.

Segundo, porque a delação não diz o nome do denunciado nem em que período houve a suposta negociação do pedido de propina.

Ė preciso esclarecer que, até março de 2010, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção  Civil  de Rondônia era filiado à outra central sindical, portanto, a data é fundamental para esclarecer os fatos. Após o Sindicato se filiar à CUT, foram realizadas em Rondônia as greves mais duras da história, com resultados extremamente positivos para os trabalhadores.

Todos os acordos foram fechados com reajustes muito acima da inflação – com os maiores índices negociados no país pela categoria -, com enorme aumento nos valores dos tíquetes refeição, entre outras conquistas. É importante ressaltar que as greves sempre são encerradas com assembleias onde o trabalhador vota se aceita ou não o acordo construído e conquistado.

E mais: uma das grandes conquistas das greves em Rondônia foi a deflagração de uma negociação tripartite nacional que culminou com a assinatura do Compromisso Nacional de Melhoria das condições de trabalho na construção civil.

A CUT não pode responder sobre acusasões genéricas que não citam sequer os nomes dos supostamente envolvidos em propinas, nem sequer a data em que ocorreram, até mesmo porque protagonizou com sindicatos filiados uma das maiores lutas do setor em todo o país.

Esclarecidos  os fatos fica clara a intenção da TV Globo de tentar desqualificar a maior e mais combativa central sindical do país.

O JN ignorou a nota da CUT e deixou no ar a acusação porque a nota deixa claro que a acusação é absurda. Prova disso são as conquistas dos trabalhadores após as greves.

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2 comentários

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Luis

16 de abril de 2017 às 00h29

A CUT ainda não entendeu, a Globogolpe está praticando jornalismo de guerra! Nunca vão dar voz e vez ao inimigo!

Responder

João Lourenço

15 de abril de 2017 às 11h54

Só vão acreditar na CUT em quem acredita em Papai Noel,bicho papão e no Lula !!!Comecem a voltar na real gente da “mídia lenta”.

Responder

Joao Maria

15 de abril de 2017 às 10h19

Ainda bem, que nao assisto esta porcaria há muito tempo.

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