VIOMUNDO

Diário da Resistência


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O esculacho do torturador de Dilma Rousseff


14/05/2012 - 14h13

Levante esculacha torturador da presidenta Dilma Rousseff

do Levante Popular da Juventude, sugerido pelo Igor Felippe

Cem jovens do Levante Popular da Juventude fizeram o esculhacho do tenente-coronel reformado Maurício Lopes Lima, que foi reconhecido pela presidenta Dilma Roussef como torturador da Operação Bandeirante, no município do Guarujá, no litoral de São Paulo (Rua Tereza Moura, 36).

Em depoimento à Justiça Militar, em 1970, quando tinha 22 anos, Dilma afirmou ter sido ameaçada de novas torturas por dois militares chefiados por Lopes. Ao perguntar-lhes se estavam autorizados pelo Poder Judiciário, recebeu a seguinte resposta: “Você vai ver o que é o juiz lá na Operação Bandeirante” (um dos centros de tortura da ditadura militar).

Maurício Lopes Lima foi apontado pelo Ministério Público Federal (MPF), em ação civil pública ajuizada em novembro de 2010, como um dos responsáveis pela morte ou desaparecimento de seis pessoas e pela tortura de outras 20 nos anos de 1969 e 1970. Segundo o MPF, o militar foi “chefe de equipe de busca e orientador de interrogatórios” da Operação Bandeirante (Oban) e do DOI/Codi.

Lopes nega ter torturado qualquer preso, incluindo a presidenta, mas admite que a tortura era um procedimento comum à repressão. Em entrevista ao jornal A Tribuna, de Santos, em 2010, declarou: “Eu sou uma testemunha da tortura. Sim, eu sou. (…) a tortura, no Brasil, era uma coisa comum (…) da polícia nossa.”

Em entrevista em 2003 ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho, Dilma foi perguntada de quem apanhava quando estava presa e respondeu: “O capitão Maurício sempre aparecia”.

Dilma, que era uma das líderes da VAR-Palmares, foi presa em 16 de janeiro de 1970. Ela foi brutalmente torturada e seviciada, submetida a choques e pau-de-arara durante 22 dias. No depoimento à Justiça Militar, em Juiz de Fora, em 18 de maio, cinco meses depois de ser presa, Dilma deu detalhes da tortura no Dops. “Repete-se que foi torturada física, psíquica e moralmente; que isso de seu durante 22 dias após o dia 16 de janeiro (dia em que foi presa)”, diz trecho do depoimento.

Abaixo, leia a entrevista publicada pela Folha de S. Paulo, no 21 de junho de 2005, concedida em 2003 ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho.

Que lembranças a sra. guardou dos tempos de cadeia?

Dilma Rousseff – A prisão é uma coisa em que a gente se encontra com os limites da gente. É isso que às vezes é muito duro. Nos depoimentos, a gente mentia feito doido. Mentia muito, mas muito.

Em um dos seus depoimentos da fase judicial, a sra. denunciou que o capitão Maurício foi ameaçá-la de tortura por estar indignado com as propositais contradições de seus depoimentos.


Dilma – Voltei várias vezes para a Oban, a Operação Bandeirante. Descobriam que uma história não fechava com a outra, e aí voltava. Mas aí eu já era preso velho. Preso velho é um bicho muito difícil de pegar na curva. Preso novo, você não sabe o tamanho da dor.

Como era essa história de mentir diante da tortura?


Dilma – A gente tinha que fazer uma moldura e só se lembrar da moldura, da história que se inventava, e não saía disso. Tinha que ter uma história. Na relação do torturador com o torturado a única coisa que não pode acontecer é você falar “não falo”. Se você falar “não falo”, dali a cinco minutos você pode ser obrigado a falar, porque eles sabem que você tem algo a dizer. Se você falar “não falo”, você diz pra eles o seguinte: “Eu sei o que você quer saber e não te direi”. Aí você entrega a arma pra ele te torturar e te perguntar. Sua história não pode ser “não falo”. Tem que ser uma história e dali para a frente você não sabe mais nada, não pode saber.

É um jogo difícil.


Dilma – É uma arte. A dificuldade é convencê-lo de que você não sabe mais do que aquela moldura. Não é um jogo só de resistência física, é de resistência psíquica. Até porque uma das coisas que você descobre é que você está sozinho.

Quais são as cenas que estão vindo na sua cabeça, agora?


Dilma – Eu lembro de chegar na Operação Bandeirante, presa, no início de 70. Era aquele negócio meio terreno baldio, não tinha nem muro, direito. Eu entrei no pátio da Operação Bandeirante e começaram a gritar “mata!”, “tira a roupa”, “terrorista”, “filha da puta”, “deve ter matado gente”. E lembro também perfeitamente que me botaram numa cela. Muito estranho. Uma porção de mulheres. Tinha uma menina grávida que perguntou meu nome. Eu dei meu nome verdadeiro. Ela disse: “Xi, você está ferrada”. Foi o meu primeiro contato com o esperar. A pior coisa que tem na tortura é esperar, esperar para apanhar. Eu senti ali que a barra era pesada. E foi. Também estou lembrando muito bem do chão do banheiro, do azulejo branco. Porque vai formando crosta de sangue, sujeira, você fica com um cheiro…

Por onde a tortura começou?

Dilma – Palmatória. Levei muita palmatória.

Quem batia?


Dilma – O capitão Maurício sempre aparecia. Ele não era interrogador, era da equipe de busca. Dos que dirigiam, o primeiro era o Homero, o segundo era o Albernaz. O terceiro eu não me lembro o nome. Era um baixinho. Quem comandava era o major Waldir [Coelho], que a gente chamava de major Lingüinha, porque ele falava assim [com língua presa].

Quem torturava?


Dilma – O Albernaz e o substituto dele, que se chamava Tomás. Eu não sei se é nome de guerra. Quem mandava era o Albernaz, quem interrogava era o Albernaz. O Albernaz batia e dava soco. Ele dava muito soco nas pessoas. Ele começava a te interrogar. Se não gostasse das respostas, ele te dava soco. Depois da palmatória, eu fui pro pau-de-arara.

Dá pra relembrar?

Dilma – Mandaram eu tirar a roupa. Eu não tirei, porque a primeira reação é não tirar, pô. Eles me arrancaram a parte de cima e me botaram com o resto no pau-de-arara. Aí começou a prender a circulação. Um outro xingou não sei quem, aí me tiraram a roupa toda. Daí depois me botaram outra vez.

Com choques nas partes genitais, como acontecia?


Dilma – Não. Isso não fizeram. Mas fizeram choque, muito choque, mas muito choque. Eu lembro, nos primeiros dias, que eu tinha uma exaustão física, que eu queria desmaiar, não agüentava mais tanto choque. Eu comecei a ter hemorragia.

Onde eram esses choques?


Dilma – Em tudo quanto é lugar. Nos pés, nas mãos, na parte interna das coxas, nas orelhas. Na cabeça, é um horror. No bico do seio. Botavam uma coisa assim, no bico do seio, era uma coisa que prendia, segurava. Aí cansavam de fazer isso, porque tinha que ter um envoltório, pra enrolar, e largava. Aí você se urina, você se caga todo, você…

Quanto tempo durava uma sessão dessas?


Dilma – Nos primeiros dias, muito tempo. A gente perde a noção. Você não sabe quanto tempo, nem que tempo que é. Sabe por quê? Porque pára, e quando pára não melhora, porque ele fala o seguinte: “Agora você pensa um pouco”. Parava, me retiravam e me jogavam nesse lugar do ladrilho, que era um banheiro, no primeiro andar do DOI-Codi. Com sangue, com tudo. Te largam. Depois, você treme muito, você tem muito frio. Você está nu, né? É muito frio. Aí voltava. Nesse dia foi muito tempo. Teve uma hora que eu estava em posição fetal.

Dá pra pensar em resistir, em não falar?

Dilma – A forma de resistir era dizer comigo mesmo: “Daqui a pouco eu vou contar tudo o que eu sei”. Falava pra mim mesmo. Aí passava um pouquinho. E mais um pouco. E aí você vai indo. Você não pode imaginar que vai durar uma hora, duas. Só pode pensar no daqui a pouco. Não pode pensar na dor.

A sra. agüentou?

Dilma – Eu agüentei. Não disse nem onde eu morava. Não disse quem era o Max [codinome de Carlos Franklin Paixão de Araújo, então seu marido]. Não entreguei o Breno [Carlos Alberto Bueno de Freitas], porque tinha muita dó. Vou dizer uma coisa que uma tupamara, presa com a gente, disse pra mim. A tupamara ficou até com lesão cerebral. Ela disse: “Sabe por que eu não disse, naquele dia, quem era quem? Porque eu era mulher do fulano de tal e queria provar que o uruguaio é tão bom quanto o brasileiro”.

Qual é o significado da frase?


Dilma – Que as razões que levam a gente a não falar são as mais variadas possíveis.

Quais foram as suas?


Dilma – Tinha um menino da ALN que chamava “Mister X”. Eu o vi completamente destruído. Não sei o que foi feito dele. Nunca vou esquecer o quadro em que ele estava. Primeiro, eu não queria que meus companheiros estivessem numa situação daquelas. Segundo, eu tinha medo que algum deles morresse. Terceiro, porque teve um dia que eu tive uma hemorragia muito grande, foi o dia em que eu estive pior. Hemorragia, mesmo, que nem menstruação. Eles tiveram que me levar para o Hospital Central do Exército. Encontrei uma menina da ALN. Ela disse: “Pula um pouco no quarto para a hemorragia não parar e você não ter que voltar”.

Palmatória, pau-de-arara, choque. O que mais?


Dilma – Não comer. O frio. A noite. Eles te botam na sala e falam: “Daqui a duas horas eu volto pra te interrogar”. Ficar esperando a tortura. Tem um nível de dor em que você apaga, em que você não agüenta mais. A dor tem que ser infligida com o controle deles. Ele tem que demonstrar que tem o poder de controlar tua dor.

E o torturado?


Dilma – O jogo é jamais revelar pra ele o que você acha. Ele não pode saber o que você pensa e ele nunca pode achar que você só fala depois de apanhar. Jamais. É melhor você não deixar ele perceber que te tira informação por tortura. Tem que ter uma história. O ruim é quando a sua história rui, por qualquer motivo. Ele acha que você mentiu. Se ele achar que você mentiu, você está roubada. Ele descobriu qual é o jogo. Quando você volta, e é por isso que voltar é ruim, ele diz: “Você mentiu, pô, o negócio é que você mente”.

A sua história caiu?

Dilma – Uma vez caiu tudo, mas aí era tarde demais. Caiu tudinho da Silva. Porque eu dizia que o meu marido tinha seqüestrado o avião e que, se eu não tinha saído com ele, é que eu era uma pessoa que não sabia de nada, que, se soubesse, teria ido junto. Aí eles descobrem que eu era da direção da VAR, e que portanto era impossível não saber do seqüestro. Tava zebrado. Aí tem que falar: “Não, eu era da direção, mas estava separada dele”. Se a sua história cai, você está roubado.

O que é que ajuda, nesses momentos?


Dilma – Se eu tivesse ficado sozinha na cadeia, teria muito mais problemas. Devo grande parte de ter superado, absorvido e em alguns momentos chegado até a ironizar a tortura, para agüentar, às minhas companheiras. Eu lembro do povo do [presídio] Tiradentes, que esteve comigo.

De algum momento em particular?


Dilma – Quando alguma de nós era chamada para o repique, que era voltar à Oban, havia um processo de contágio, de medo, e de uma identificação muito forte entre nós. Como forma de ter controle da situação, a gente dessolenizava. Então, tinha uma variante de grito de guerra. Não mostra que a gente foi heroína, coisíssima nenhuma, e não é nesse sentido. Mas foi a tentativa mais humana de dominar o indizível, que era dizer: “Fulana, não liga não, se você for torturada a gente denuncia”. E ria disso, pela ironia absoluta que é. O que é que adianta denunciar? Para torturado, o que é que adianta? Mas a gente gritava isso na hora que a pessoa estava saindo da cela, como uma forma de manter o nível de controle sob seu destino, que você não tinha. Você não sabia para onde você ia ou para onde a sua companheira ia.

Que balanço a sra. faz da experiência desse período?


Dilma – Não daria certo. A gente fez uma análise errada. Achamos que a ditadura estava em crise, e estava iniciando o “milagre” [econômico]. A gente não percebeu em que condições a atuava. Se a gente tivesse feito uma análise correta da realidade, se tivesse visto o que estava acontecendo… Mas a gente não percebeu, apesar da retórica, qual era o nível de endurecimento político e de repressão que eles iam desenvolver.

O que dizia a retórica?


Dilma – A gente achava que o negócio era uma guerra revolucionária prolongada, ou era um processo de guerrilha urbana, no momento em que o sistema estava em expansão ou ia começar uma baita expansão e o endurecimento pesado. Não se esqueça que no meio de 69 tem a Junta Militar, e daí para a frente você tem talvez o período mais pesado da ditadura, que é o período Médici. É o prende, prende, mata, mata. Numa situação dessas, nós estávamos muito isolados, talvez umas 240 pessoas. O que é que eles fizeram? Eles nos cercaram, desmantelaram, e uma parte mataram. Foi isso que eles fizeram conosco. Eles isolaram a gente e mataram.

E por que se avaliou tão mal?

Dilma – De uma certa forma, a gente tinha um modelo na cabeça. De todo forma, eu acho que a minha geração tem um grande mérito, que é o negócio da Var-Palmares: “Ousar Lutar, Ousar Vencer”. Esse lado de uma certa ousadia. A gente tinha uma imensa generosidade e acreditávamos que era possível fazer um Brasil mais igual. Eu tenho orgulho da minha geração, de a gente ter lutado e de ter participado de todo um sonho de construir um Brasil melhor. Acho que aprendemos muito. Fizemos muita bobagem, mas não é isso que nos caracteriza. O que nós caracteriza é ter ousado querer um país melhor.





88 comentários

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Ricardo

28 de junho de 2012 às 11h03

acho o seguinte:
ou fazemos uma caça aos ex TORTURADORES DITADURA como por exemplo os Argentinos estão fazendo, ounõ se faz nada.
fazer ESCULACHO na frente da casa de um ùnico ex torturador, me sôa meio
demagògico e eleitoreiro de ocasião.
alèm do mais fere o principio constitucional da proteção a residência de
uma pessoa…o CONGRESSO NACIONAL, que cancele esta lei da anistia, essa
sim é uma vergonha nacional, neste paìs de carneirinhos sem memória.

Responder

Gil Rocha

15 de maio de 2012 às 23h04

Maria Libia, eu não sou formado
talvez seja por isso que não entende
o que eu escrevo.
E o que os militares pensavam ou não,
não me interessa.
Eles estavam errados e ponto final.
Foi golpe e disso ninguém duvida.
Assim como estavam errados quem pegou
em armas.
Só conseguiram ser mortos e sofrerem
fisicamente.

Responder

    abolicionista

    16 de maio de 2012 às 11h01

    Esse seu “assim como” ignora a diferença brutal que existe entre estado militar ilegítimo, de um lado, e civis armados, do outro. (“Civis que não respeitam às leis”, mas quais leis, cara pálida? de que constituição? Civis sem direito à manifestação e que podiam ser presos, torturados e mortos sem julgamento). Nessa equação não existe igualdade. Proponho outra equação, aliás: de que lado você estaria Do lado “sensato”, que ficou de braços cruzados enquanto a repressão prendia e arrebentava a democracia, ou do lado que agiu? Outra coisa, se é para ser legalista, seja com as palavras corretas: os princípios constitucionais estão acima das leis,ok? Pergunte para qualquer estudante de direito. Diga: “Os Princípios constitucionais devem ser respeitados”, pelo menos você será um legalista mais… sensato. Se uma lei entrar em contradição com um princípio, prevalece o princípio. Democracia é assim. Chato, né? Você já ouviu falar do princípio da “dignidade da pessoa humana”? Deixo você tirar suas conclusões sozinho…

    Jotace

    16 de maio de 2012 às 16h45

    Caro abolicionista,
    De fato não dá pra entender o ‘cara pálida’ ao se aferrar, como o fazem agora os autores dos mais horríveis crimes contra a humanidade, ao mais que inusitado respeito às leis, à justiça. Mas são os mesmos que, quando indagados pelos rebelados, se tinham autorização judicial para efetuar prisões e interrogatórios, cinicamente lhes prometiam a Oban. A propósito, estariam errados também Frei Caneca, Tiradentes, Maria Quitéria, e todos os demais brasileiros que, sublevados, lutaram pela Pátria, por um Brasil melhor? Abs, Jotace

    Gil Rocha

    16 de maio de 2012 às 23h11

    Ficar de braços cruzados, ok.
    Então quem não pegou em armas
    não tem nenhum valor é isso?
    A verdadeira luta era destes
    é isso?
    Eu não concordo, porque acho
    que tinham muito mais efeito
    quem lutava com as idéias.
    Agora, você pode me informar
    quais foram os efeitos positivos
    que de fato, a luta armada trouxe
    ao país.
    É que eu sou mal informado e realmente
    gostaria de saber o que a resistência
    armada mudou no regime militar.

levante popular

15 de maio de 2012 às 19h16

O movimento social Levante Popular da Juventude promove mais uma rodada de esculacho de torturadores e agentes da repressão da ditadura em todo o país.

No dia 26 de março, o movimento fez protestos em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Belém e Curitiba contra agentes da ditadura militar que torturaram, mataram, perseguiram militantes e pela instalação da Comissão da Verdade. No dia 17 de abril, foram realizadas ações de protesto pela memória e justiça no aniversário de 16 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás em 10 estados.

O Levante é um movimento social autônomo, formado por jovens das periferias, das universidades e de comunidades camponesas, organizado em 17 estados, que defende políticas para a juventude, os direitos da classe trabalhadora e mudanças estruturais no Brasil.

Os manifestantes apoiam a instalação da Comissão da Verdade, cobram a localização e identificação dos restos mortais de desaparecidos políticos e exigem que os torturadores sejam julgados e punidos.

O jovens condenam a movimentação dos setores conservadores dentro e fora das Forças Armadas, que não aceitam a democracia e não admitem a memória, a verdade e a justiça, desrespeitando a autoridade da presidenta Dilma Rousseff e ministros de Estado, como no manifesto “Alerta à nação”.

Por isso, os jovens saíramm às ruas para denunciar a impunidade de torturadores e criminosos da ditadura com o objetivo de sensibilizar a sociedade e garantir que a Comissão tenha liberdade para fazer o seu trabalho e alcance seus objetivos.

Abaixo, leia nota do Levante sobre a instalação da Comissão da Verdade:

#Levantecontratortura: Comissão precisa de apoio para alcançar objetivos

A Comissão Nacional da Verdade precisa de apoio e acompanhamento de toda a sociedade, para que venha a cumprir a contento a tarefa que tem pela frente:

– conhecer a verdade sobre os processos de tortura, estupro, morte e desaparecimento forçado dos homens e mulheres que resistiram à Ditadura Militar;

– levar ao conhecimento da sociedade as lutas e a resistência daqueles que enfrentaram a ditadura e os nomes dos agentes do aparelho repressivo e os crimes por eles cometidos;

– fornecer os elementos necessários para que os torturadores, estupradores, homicidas e sequestradores que agiram em nome da ditadura com crime e covardia – e se escondem até hoje – possam ser responsabilizados e punidos, como determinou a Corte Interamericana de Direitos Humanos;

Convidamos a juventude e toda a sociedade para se posicionar em defesa da Comissão Nacional da Verdade, contra as pressões para que seus objetivos não sejam cumpridos ou os resultados desmoralizados, e contra os torturadores, que hoje denunciamos e que vivem escondidos e impunes e seguem ameaçando a liberdade do povo. Até que todos os torturadores sejam julgados, não esqueceremos, nem descansaremos.

Responder

    Gil Rocha

    16 de maio de 2012 às 05h15

    Levante popular que o que
    menos tem é popular.
    Formado por jovens das periferias,
    das universidades e de comunidades camponesas.
    Eu aposto com qualquer um aí, são só estudantes
    de universidades públicas e todos filiados.

Maria Izabel L Silva

15 de maio de 2012 às 12h53

Parece que aqui tem gente que acha legitima torturar de um moça de 22 anos, por que ela fazia parte de uma organização terrorista. Só mostra o grau de convicção democratica, e a noção de Estado de Direito que essas pessoas possuem, ou seja, nenhuma. Não se combate o terrorismo e o crime comum com tortura. Nem na guerra a tortura é admissível. Nem na guerra. E fulaninho, metido a merda, vem aqui defender torturardor …

Responder

    Gil Rocha

    15 de maio de 2012 às 13h54

    A sra. está errada.
    As pessoas como eu, não está defendendo
    torturador algum.
    Eu particularmente, estou defendendo a
    lei.
    Para a maioria aqui, ela está errada e
    isso é direito de todos.
    Direito porque estamos em uma democracia
    que aliás, está longe de ser madura.
    Mas esta mesma democracia, te dá direitos
    e deveres.
    Respeitar as leis faz parte do pacote.
    Eu não defendo nenhum dos lados.
    Os verdadeiros lutadores pela democracia, já
    que no comunismo a democracia não existe, foram
    jornalistas, músicos, atores e políticos.
    Lutavam com a palavra, e foram eles que conseguiram
    a liberdade que temos hoje.

    abolicionista

    15 de maio de 2012 às 14h40

    Gil Rocha possui uma concepção legalista de Estado, mas, ainda assim, precisa melhorar seus conceitos. Acima das leis estão os princípios constitucionais (sei que você dizer que “isso não muda nada”, mas eu acho que conceitos equivocados levam a concepções equivocadas). Dito isso, acho que você está defendendo sim os torturadores, mas de modo enviesado. Em vez de defendê-los dizendo que eles salvaram o Brasil da ameaça comunista ou algo do tipo, o que o colocaria na mesma posição dos torturadores, você tenta igualar revolucionários de esquerda e os torturadores e assassinos de direita, o que se trata de um sofisma. A afirmação é falsa em diversos níveis. Inicialmente, porque tenta igualar ações de quem representa um estado e possui todo o aparato estatal em suas mãos e as ações de indivíduos isolados, são dois níveis completamente diferentes de violência: quando um cidadão atira no outro, isso é um crime, todos sabemos; mas quando um policial na ativa executa um cidadão, estamos diante de um crime de outra natureza: trata-se de um crime de Estado. A nivelação guerrilheiros-torturador também falsa porque toma como verdade o que é apenas uma suposição, “se eles tomasse o poder, fariam a mesma coisa”. Ora, como é possível dizer isso com certeza? “Porque a ideologia deles era totalitária”, “eles eram stalinistas”, etc. É muita ingenuidade achar que quem toma o poder coloca em prática exatamente aquilo que têm em mente. Até porque os integrantes dos grupos não possuíam todos a mesma ideologia, havia muitas, mas muitas divergências mesmo. Tanto que, com a derrubada do regime e a legalização dos partidos, surgiram correntes das mais variegadas orientações político-ideológicas. Quem colocou uma etiqueta de “esquerdista totalitário” na luta armada foram os militares, com a ajuda de setores do empresariado e de grande parte da mídia, ou você discorda? Finalmente, não só guerrilheiros foram torturados, vale lembrar. Também estudantes, professores, desavisados, todos iam para o pau-de-arara, para a pimentinha, e muitos não voltavam para contar a história. Você parece não perceber que a esquerda não era toda revolucionaria: havia intelectuais de esquerda que criticavam o stalinismo; o próprio partidão comunista não optou pela luta armada, o que provocou o racha, por ocasião da proibição dos partidos. Seria muito mais sensato pensar que foi a própria ditadura quem provocou a luta armada quando começou a perseguir os partidos e sindicatos. Cuidado com a simplificações apressadas. A paranoia dos militares era tão forte que transformava qualquer roda de amigos em conspiração revolucionária, há história cômicas a respeito. Por tudo isso, sugiro que, se você quer defender o regime militar, não o faça de modo enviesado, por meio de sofismas, mas assuma suas ideias abertamente.

    Gil Rocha

    15 de maio de 2012 às 15h00

    Mas que bobagem, quem está
    defendendo o regime militar.
    Eu estou defendendo uma lei, se
    ela está certa ou errada, se você
    ou eu acha justa ou não, ela existe.
    E ela serve para todos os envolvidos
    na época.
    Você por acaso leu sobre David Cuthberg
    que está postado aqui?
    A Lei da Anistia de que tanto fala, defende
    os militantes envolvidos nesta morte também.
    E eu vou repetir o já escrevi antes.
    Nem regime militar nem luta armada de alguns, nos
    trouxeram a democracia.
    Quem nos trouxe a liberdade, foram os que lutaram com
    as palavras e as idéias.

    P Pereira

    15 de maio de 2012 às 17h54

    Essa é a lenga-lenga das vivandeiras, que incentivaram o golpe e se beneficiaram com a ditadura.
    “A oposição esticou o quanto as condições lhe permitiram. Os militares entregaram até onde começava a própria razão de admitirem a anistia parcial ao ‘inimigo’, como dizem ainda. A razão era objetiva: tratar de se assegurarem a impunidade, sem risco algum para a continuidade de suas carreiras ou fora dela. Assim como se dava no exterior, aqui, até entre empresários beneficiados pelo regime, a mínima abertura no governo Geisel foi bastante para demonstrar que o poder imposto entrara em esgotamento irreversível. Nessa perspectiva, admitir a possibilidade de punição a qualquer ato traria risco a suas ramificações na hierarquia das responsabilidades. Na forma e no teor, a anistia foi feita pelo poder militar para o poder militar.” (Janio de Freitas)

    abolicionista

    15 de maio de 2012 às 18h03

    Clique no link abaixo para entender um pouco do que a ditadura fez pelas palavras…

    http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/06/28/ginasiosvocacionais/

    Jotace

    16 de maio de 2012 às 02h19

    Prezada Maria Isabel,

    Associo-me à sua estranheza quanto ao comportamento dessas pessoas que não somente criticam os patriotas sublevados, mas tentam qualificá-los como merecedores das mesmas punições dos torturadores/sequestradores/estupradores e relacionados. Pela ousadia, insistência, e argumentos que apresentam tais pessoas em seus comentários, creio que têm medo de serem punidos ou são porta-vozes dos criminosos mencionados. Jotace

Paulo Ribeiro

15 de maio de 2012 às 12h51

Esqueci de comentar.
Esta é a letra de uma das músicas que era cantada nos porões do DOI-CODI-SP- pelos presos da cela 6, para as presas da cela 3( Onde a presidenta deve ter ficado)

Responder

Gersier

15 de maio de 2012 às 12h50

Assino em baixo e com um prazer enorme.

Responder

O esculacho do torturador de Dilma Rousseff « Ficha Corrida

15 de maio de 2012 às 10h00

[…] O esculacho do torturador de Dilma Rousseff « Viomundo – O que você não vê na mídia Rate this: Sirva-se:Gostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. Deixe um comentário […]

Responder

Rudá

15 de maio de 2012 às 09h53

Deveriam fazer um blog, publicar todas as fotos e ainda colocar o endereço
para quem quiser mandar presentes!

Blog Observatório 74

Responder

ana db

15 de maio de 2012 às 09h46

A maior prova de que Dilma não pegava em armas é ela estar viva hoje. Quem pegava em armas era sumariamente eliminado. A tortura não resta a menor duvida foi pratica comum de interrogatorio na ditadura. Ainda hoje é nas delegacias de policia. Se a tortura é justificada pelos militares porque se encontravam em guerra, então foi injusto o Tribunal de Nuremberg.

Responder

    Gil Rocha

    15 de maio de 2012 às 12h44

    Amiga, você precisa se informar.
    A presidenta já declarou que pegou
    em armas na época.
    Mas afirmou que nunca as usou.

Luiz Moreira

15 de maio de 2012 às 09h42

O Gil tem razão numa coisa! se o outro lado vencesse, muitos iam sucumbir. Mas como? Fuzilamento, como foi feito em CUBA. Por acaso os EUA não condenam à cadeira eletrica? Só assassinos? Mas os fazendeiros que matam através do capangas, por acaso não são assassinos? Os corruptos que robam o dinheiro que deveria ir para a previdencia não meressem ter seus bens sequestrados (foram roubados)e executados para perder completamente seu poder? Nos EUA, o casal ROSENBERG foi para a cadeira eletrica. Em CUBA foi o Capitao segura e toda a claque do BATISTA.
Foi tambem um grande da Força Aerea que traficava nos avioes militares. Isto não é justiça. Os Eua não apoiavam o DIEM? O que ele fazia? Leiam. Matar assassinos que torturam não é mais que eliminar o pior da especie humana. O SUB-LIXO.Mas mate-se sem torturar. Condenado.

Responder

Fernando cerqueira

15 de maio de 2012 às 03h03

Entao somos livres devido as acoes desses grupos . Sei nao , mas como esses caras gostavam mesmo de gente tipo Mao , Pol Pot, Fidel, perdemos a chance de sermos um pais mais democratico como Cuba , Coreia do Norte , Camboja !

Responder

    abolicionista

    15 de maio de 2012 às 10h38

    Gostaria ver você defendendo suas ideias democráticas em cima de um pau-de-arara.rs É ridículo comparar as ações de quem combateu de fato a ditadura (independente de suas ideologias) e as ações dos que detinham o poder em suas mãos e praticavam crimes hediondos (ou seja, colocavam suas ideologias em práticas). Por isso os militares escondem o rosto e Dilma é nossa presidenta. Acho inclusive necessário condenar também os empresários que apoiavam a tortura, bem como os meios-de-comunicação que colaboraram com a tortura e a morte de jornalistas.

Fabio Passos

15 de maio de 2012 às 00h00

E teve mais escrachos com outros assassinos e torturadores covardes da ditadura.
O Levante Popular da Juventude está de parabéns mais uma vez.

Olha só…

“Levante faz “escrachos” de acusados de torturas e mortes”
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20146


Alguns dos apontados como responsáveis por torturar a presidenta Dilma Rousseff, assassinar o militante Carlos Lamarca e desaparecer com o deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar, foram alvos da nova rodada de “esculachos”, nesta segunda (14) pelo Levante Popular da Juventude.

Responder

    Gil Rocha

    15 de maio de 2012 às 01h37

    Sabe o que é mais triste.
    É descobrir que o Brasil está
    longe da democracia.
    Descobrir que este tipo de manifestação,
    de constrangimento que também é considerado
    tortura, é apoiado por jornalistas.
    Jornalistas que tem conhecimento e instrução,
    10 vezes mais do que eu.
    Jornalistas que não se importam que existe uma
    lei chamada Anistia.
    Que não serve apenas para um lado ou outro.
    É triste se comprovar, que para muitas pessoas
    se tivessem a oportunidade, fariam tudo aquilo
    que os militares fizeram a seus inimigos.
    Mas hoje, não por uma causa mas por pura vingança.
    Isto é Estado Democrático de Direito?

    Lucas Gordon

    15 de maio de 2012 às 09h57

    “Descobrir que este tipo de manifestação,
    de constrangimento que também é considerado
    tortura, é apoiado por jornalistas.”

    hein?? se você acha que escracho público e tortura são equivalentes, talvez lhe falte um pouco de choque elétrico nas genitais, ou quem sabe um pau de ararazinho, para notar a diferença.

    Tortura nos olhos dos outros é garantia da ordem, né?

    Gil Rocha

    15 de maio de 2012 às 12h51

    Lucas, hoje isto é equivalente sim.
    Esses comentários vazios de nada servem.
    Democracia não é isso, mas você já demonstrou
    que não entendeu que isso não te dá o direito
    de fazer o que te der na telha como antes.
    Hoje temos direitos e deveres.

    abolicionista

    15 de maio de 2012 às 13h26

    Não sei em que país você vive, meu caro, mas, no Brasil, a tortura ainda é uma prática vigente em interrogatórios, batidas policiais etc. Se acabar com isso não é uma causa legítima em uma democracia, precisamos mudar a definição do termo “democracia”, não acha? Premiar ex-torturadores com subprefeituras, como tem feito a cidade de São Paulo (ação elogiada pelo PIG), é que me parece uma atitude em tudo contrária aos interesses democráticos, e sobre isso você nunca escreveu uma linha. Por que será?

    Gil Rocha

    15 de maio de 2012 às 14h04

    Nunca escrevi porque não
    moro em São Paulo.
    E o que foi feito por exemplo,
    por estes jovens tão corajosos
    quanto a isso?
    Uma subprefeitura, e o que fez
    os partidos da oposição?
    Existe tortura nas delegacias?
    E onde está o MP nesta hora?
    Onde estão os direitos humanos?
    Você acha que sou a favor da tortura?
    Se acha, não entendeu nada do que escrevi.

Paulo Ribeiro

14 de maio de 2012 às 22h11

Saudações as companheiras da 3
Nossa alegria é o sorriso de vocês.
Um forte abraço aos companheiros também.
Em liberdade voltaremos a nos ver.

Quem aqui passa.
Quem aqui já passou.
Sabe o que pensa.
E o que pensa tem valor.

A maré baixa.
Depois sobe outra vez.
Quem hoje sofre.
Amanhã vai governar.
Quem hoje sofre.
Amanhã vai governar.

Responder

    Paulo Ribeiro

    16 de maio de 2012 às 11h34

    A letra acima era de uma música cantada nos porões do DOI-CODI pelo pessoal da cela 6 para as “meninas” da cela 3.
    Possivelmente a presidente deve se lembrar.

O Cafezinho » Blog Archive » Dilma revela o que fizeram com ela na ditadura

14 de maio de 2012 às 21h56

[…] do Levante Popular da Juventude, sugerido pelo Igor Felippe (Via Azenha) […]

Responder

Armando do Prado

14 de maio de 2012 às 21h54

O ‘aparelho’ do canalha caiu. Covarde canalha. A História precisa ser reescrita, para que esses covardes canalhas paguem o que devem.

Responder

Milton Quadros

14 de maio de 2012 às 21h28

Que orgulho tenho de ser presidido por essa mulher!

Responder

Gerson Carneiro

14 de maio de 2012 às 20h59

O apartamento caiu!

Responder

Francisco

14 de maio de 2012 às 20h30

O pessoal que advoga que “militares também foram mortos” não para um segundo para meditar sobre o seguinte dado devastador:

Se os militares foram “vitimas” de algo, porque nunca exigiram “Comissão de Verdade”? Piedade? Não queriam ser “revanchistas”? São cristãos?

Detalhe: duzentos, trezentos militantes… isso ai é pinto! Isso ai é o que morreu de branco pequeno-burguês de esquerda! A massa de vitimados dos esquadrões da morte (a negrada pobre da periferia, lembra dela?) e as nações indigenas vitimas de genocidio (ge-no-ci-dio!!!) em beneficio de petroleira gringa, ainda não entraram na conta.

Responder

Fabio Passos

14 de maio de 2012 às 20h10

O escracho é mais do que merecido.
A população brasileira tem todo o direito de demonstrar que não aceita a impunidade de um torturador covarde como este maurício lopes lima.

É preciso investigar, julgar e punir os crimes cometidos contra a humanidade durante a ditadura militar.

E não só os criminosos que executaram a tortura, mas também os mandantes e financiadores da barbárie.

Responder

LUIZ FORTALEZA

14 de maio de 2012 às 19h15

Obrigado Dilma por MENTIR para Salvar vidas, mesmo que às custas da dor do teu corpo, física e psicológica. Te admiro ainda mais pela CORAGEM que um radicalzinho de esquerda hoje não teria.

Responder

Mancini

14 de maio de 2012 às 18h47

Azenha, aqui em Minas a ditadura não acabou, apenas foi alvejada com o poderes que agem em defesa do capital, já os sem teto… Agora, Minas e BH, viram piada com a prisão do Emicida. Trecho da introdução do post que veiculei agorinha: “Os governos facínoras com sua justiça burguesa e sua polícia truculenta! Já a prisão rapper Emicida expõe, mais uma vez, BH e Minas, ao ridículo. Mas os ladrões e corruptos do Erário continuam bem protegidos por esta mesma justiça e por esta polícia, instrumentos da repressão do poder!” Falo também da resistência do pessoal da Ocupação Eliana Silva que acampou na porta da PBH. http://refazenda2010.blogspot.com . Muito obrigado!

Responder

    Sérgio

    15 de maio de 2012 às 10h33

    Se esse Emicida vier a Salvador falar besteira, será preso também, assim como Rita Lee em Sergipe. A PMMG está de parabéns. Nem a PM nem a sociedade, o povo de bem, está obrigado ouvir declarações irresponsáveis dessas “celebridades” que em nada acrescenta, pelo contrário, contribuem para o empobrecimento de nossas crianças em todos os aspectos, principalmente qdo fazem apologia às drogas.

    abolicionista

    15 de maio de 2012 às 13h50

    Liberdade de expressão não serve para pobre negro, pobre e de esquerda, né, Sérgio? Se eu fosse de direita, teria vergonha de debater a seu lado. Você deve ser uma daquelas provas vivas de que a ditadura não foi superada, defendendo práticas covardes como a censura, que sujam o nome pátrio diante do mundo. É contra ignorância como a sua que é preciso lutar. Parabéns ao Rapper, o que ele disse é a mais pura verdade. Desenvolver um país é também melhorar o nível das consciências.

    Killimanjaro

    15 de maio de 2012 às 17h52

    Aeeee Sérgiooo!!!! Viva a erva santa Maria MACONHA!!! morte a todos os PM do brasil!!!

    \o/

João Vargas

14 de maio de 2012 às 18h33

Onde estava a nossa valorosa mídia quando o sangue de brasileiros eram derramados nos porões da ditadura? Quantos se rebelaram diante da prepotência e da brutalidade dos homens de verde oliva? Com certeza existem alguns heróicos jornalistas que realmente honraram a profissão, mas foram muito poucos, tão poucos que suas vozes foram abafadas pelos colegas pelegos. Os mesmos que apoiaram e se calaram diante da dilapidação escandalosa das nossas riquezas e empresas mais lucrativas no governo FHC. São os mesmos que apoiam o Estado mínimo e o lucro máximo para os barões da economia. Mas eis que uma fenda se abre na podridão da mídia golpista e uma cunha há de penetrá-la tão profundamente que o cheiro dali exalado não poderá mais ser abafado. Eles estão coesos mas a fenda já foi aberta, esperemos que esta CPMI vá fundo na investigação e desmascare este bando de entreguistas da nação. Ainda bem que inventaram a internet e hoje temos outros refúgios para nos abrigarmos desta corja.

Responder

    Eliseu F Santana

    15 de maio de 2012 às 18h17

    A VEJA fomentou a ditadura militar. A Folha de São Paulo emprestava veículos para os torturadores caçarem jovens estudantes e políticos de esquerda. A Rede Globo era a voz oficial dos ditadores, O Estado de São Paulo teve atuação menos desumana, mas mesmo assim apoiou integralmente os militares.

    Eliseu F Santana

    15 de maio de 2012 às 18h23

    Coincidência ou não: Os mesmos grupos que hoje tentam a todo custo desestabilizar governos eleitos democraticamente. Até usando o crime organizado comandado por Carlinhos Cachoeira, ou seja: continuam agindo no submundo do crime. Todos eles querem a ditadura de volta. Lamentavelmente !

Luiz Bodisatva

14 de maio de 2012 às 18h32

Discordo Zezinho. No estado democrático e de direito, crime é crime. Torturador não merece perdão. Não podemos coadunar com tontura, espancamento, estupro. Isto não é estado de democracia, é conivência. Não confunda suas posições políticas com este assunto, pois está parecendo que você está defendendo torturador.

Responder

    Gil Rocha

    14 de maio de 2012 às 20h28

    Luiz Bodisatva o sr. está errado.
    Em um Estado Democrático e de Direito,
    devemos respeitar as leis.
    A Lei da Anistia existe, ou não existe?
    Quem aqui concorda com qualquer tipo de
    crime?
    Acredito que ninguém, mas se você é vítima
    de um crime o que faz?
    Vai procurar vingança ou procurar a lei?
    Seria justo hoje a presidenta com o poder que
    tem, fazer com seu torturador ou torturadores,
    o mesmo pelo que passou?
    Não Luiz, em Estado Democrático e de Direito
    devemos respeitar as leis, e as pessoas deveriam
    respeita-la e não se igualar ao que foi feito no
    passado quando as pessoas não tinham direitos.

    abolicionista

    15 de maio de 2012 às 13h34

    Já expliquei em outro comentário por que você está equivocado em relação à lei da anistia, mas você insiste em proferir inverdades. Bom, sobre fazer com os torturadores o mesmo que foi feito aos torturados, você está completamente enganado. O que se pede é que sejam julgados e, caso considerados culpados, condenados pelos crimes que cometeram. Crimes que a ONU, por exemplo, considera “imprescritíveis”. A punição desses criminosos é necessária, aliás, porque cria um “ethos” democrático que mostra que o país mudou de rumo após a ditadura e caminha em direção à superação desse trauma histórico. A prova maior de que a ditadura foi lenta e gradualmente se arrastando, mantendo vários entulhos retrógrados após seu término oficial, aliás, é a concepção distorcida e legalista de democracia que você e outros comentadores de direita manifestam.

    Gil Rocha

    15 de maio de 2012 às 14h11

    Não existe equívoco amigo.
    Você insiste de que a lei está
    errada.
    Se está errado ou não, não importa.
    Ela é vigente, e enquanto for ela precisa
    ser respeitada.
    Ou ela não existe?
    Pode me dizer o porque de torturadores e
    assassinos nunca terem sido julgados até
    hoje?
    eu vou repetir a mesma ladainha de sempre.
    Se a lei existe e esta vigente, errada ou não
    precisa ser respeitada.
    O dia em que isso mudar, eu vou respeitar a lei.

    Mário SF Alves

    15 de maio de 2012 às 15h02

    A propósito, quem cometeu crime de tortura durante o regime que golpeou e solapou a democracia no Brasil e que implantou o estado de fato em lugar do referido Estado de Direito, é criminoso político ou é criminoso comum? E aquele que, de um modo ou de outro, conscientemente, sustentou financeira e/ou ideologicamente esse tal estado de coisas, é criminoso político ou é criminoso comum? E quanto aos que lutaram contra o tal regime que golpeou e solapou a democracia, eram, de igual forma, criminosos? E nós, que, nos de hoje, lutamos contra a imprensa bandida e contra tudo e todos que em “pleno Estado de Direito” querem golpear a democracia e manter o Brasil subdesenvolvido e como patrimônio de uns poucos e mera reserva de valor para investidores futuros, somos igualmente criminosos?

    Gil Rocha

    15 de maio de 2012 às 18h24

    Mario, você fez uma salada
    de fruta e não se fez entender.
    Essa discussão de certo ou errado
    não tem sentido.
    Enquanto existir a Lei da Anistia
    é tempo perdido.
    A lei existe, que se cumpra a lei.
    Tanto é lei, que ninguém de lado algum
    pode ser processado por qualquer crime
    cometido na época.

    Maria Libia

    15 de maio de 2012 às 19h31

    GIL, como não consigo entender o que vc escreve gostaria de perguntar: antes da ditadura existia constituição e leis? Quando houve a ditadura e o fechamento do Congresso, os militares estavam cumprindo a constituição e a lei? Como ,provar que o governante eleito de acordo com o estado de direito (vc adora esse termo ESTADO DE DIREITO rsrsrs) da ocasião queria implantar o comunismo ou os militares foram pelo achômetro? Oh! dúvida cruel!

Romanelli

14 de maio de 2012 às 18h04

Lamentável jovens serem USADOS por ideologias malandras ..infelizmente a corda sempre estoura do lado desinformado ..dum lado uma jovem idealista ..e doutro dum cara que pensava cumprir o seu dever ..e ambos achando que estavam certos

coisa difícil o bicho homem

mas voltando, COMISSÃO DA VERDADE ..quem sabe agora,com todos mais maduras e, talvez, mais refratários a NÃO fazerem mais besteiras ..quem sabe agora toda a VERDADE possa ser feita ..inclusive pra dar de exemplo a este PIG fedido que só gosta de mostrar o seu ponto de vista

-O que era, quem mandava, quem financiava, o que pretendia a VAR de Dilma ? era pacífico, buscava métodos não violentos ou tb considerava o terror contra inocentes ?

-eles eram democratas? tentaram as vias do voto primeiro? Tentaram convencer, dialogar ou, como AINDA é hoje com a MAIORIA de direita e esquerda, primeiro eles se preocupam em se eleger pra só DEPOIS dizerem ao eleitor o que querem fazer ?

– o povo os conhecia? eles tinham bases políticas? O movimento e modelo que eles queriam “implementar” era opção, ou tb seria na base do bofetão ? ..e as armas, como chegavam quais eram os modelos, quem as pagava?

fala verdade ..verdade pra ser verdadeira, só se for a inteira. NÃO

ps1 – eu tenho que acreditar na melhora do ser humano ..no desenvolvimento de modelos mais humanistas, mais justos ..mas francamente, só se pelas URNAS ..pela revolução, na arma e na marra, penso que não

ps2 – AZENHA, será que o sistema desta vez vai pensar que eu sou um SPAN, ou será que poderei ser ouvido e/ou quem sabe, convencido a reconhecer centenas de outros pontos de vista ?

Responder

    Gabriel Braga

    14 de maio de 2012 às 21h49

    Permita-me discordar Romanelli,mas não importa o que motivava a VAR de Dilma,pois tanto ela quanto as outras organizações estavam resistindo a um regime ilegal e ilegítimo,que havia deposto um governo constitucionalmente eleito pela população.

    Você pergunta se eles eram democratas e tentaram resistir pela via do voto primeiro,mas essas vias de resistência foram fechadas pelo regime,repito ilegal,de 1964.

    Gil Rocha

    14 de maio de 2012 às 22h25

    Belo comentário Romanelli.
    Mas sinto dizer que praticamente
    ninguém concordará com você.
    Para a maioria aqui, os meios para
    se chegar ao poder não importam.
    Também não importa qual regime esta
    resistência armada, sonhava.
    Assim como não importa que exista uma
    Lei chamada Anistia.

    abolicionista

    15 de maio de 2012 às 10h54

    Caro Gil Rocha, fora o fato de que você parte de uma perspectiva legalista, ou seja, não considera que o direito seja permeável ao desejo dos cidadãos, acho que você se equivoca em relação à Lei da Anistia. A interpretação de que a Lei da Anistia poderia beneficiar torturadores é bastante polêmica. Se não me engano, a lei é de 1979, foi promulgada durante a ditadura (Figueiredo), não é ,portanto, fruto da democracia, como você alega (ela é anterior à Constituição democrática de 88). O que permitiu ao Brasil proteger, de forma anti-democrática, diga-se de passagem (pois todas as grandes democracias revisaram suas leis de anistia) foi “o princípio da irretroatividade da Lei Penal”. Ainda està pendente processo na Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil por não ter revisado a lei de Anistia. Além disso, o Brasil entra em contradição, por exemplo, quando assina documentos na ONU alegando que a tortura é um crime comum e “imprescritível”. Como ideólogo do PIG, você provavelmente vai fugir do debate e continuar a repetir a mesma ladainha de sempre, mas achei necessário prestar este esclarecimento.

    Gil Rocha

    15 de maio de 2012 às 12h41

    Abolicionista, isso que escreveu não
    muda nada.
    A lei existe e precisa ser respeitada.
    Esta sua explicação nada muda.
    Enquanto existir a lei, não tem discussão.
    Na minha opinião, nenhum lado estava certo.
    O Brasil vivia uma ditadura militar, aqueles
    que lutavam com armas eram militantes do comunismo.
    Eu posso estar muito enganado, mas nunca soube que
    no comunismo exista democracia.
    Toda esta sua explicação, não muda nada e a lei existe.
    Se um dia mudar, aí a coisa muda de figura.

    Killimanjaro

    15 de maio de 2012 às 17h43

    Golpe

    Killimanjaro

    15 de maio de 2012 às 17h45

    Esse uso da lei de que o senhor Gil Rocha fala se chama Golpe.

    Vanessa

    19 de maio de 2012 às 11h42

    Gil Rocha, qual era a sua patente nessa época?

zezinho

14 de maio de 2012 às 17h50

Aqueles que defendem o linchamento público não são representantes do estado democrático de direito. A lei da Anistia foi criada para colocar um ponto final no passado. Tanto os militares como os terroristas de esquerda foram perdoados e bola pra frente. O Brasil ainda tem muitos problemas a resolver e ficar instigando o confronto só irá dificultar o trabalho da Comissão da Verdade. Mas pelo que parece não estão preocupados realmente em passar a limpo as coisas, querem apenas fazer barulho e desviar a atenção dos problemas reais do país.

Responder

    Roberval

    14 de maio de 2012 às 18h13

    Meu caro, vai falar para uma família que tenha entes queridos desaparecidos até hoje que isto não é um problema! Já imaginou isso!?

    Gil Rocha

    14 de maio de 2012 às 18h54

    Roberval, eu acredito que morreram
    pessoas dos dois lados.
    Existe a lei da Anistia, eu sei que a
    maioria aqui não está nem aí para lei.
    Mas ela existe, existe justamente para
    evitar perseguições a qualquer um dos
    lados.
    Você acharia justo que a família de um
    militar morto por uma ação da resistência,
    fizesse o mesmo?
    A Comissão da Verdade já é uma realidade, mas
    parece que isso não basta.

    Cassius Clay Regazzoni

    14 de maio de 2012 às 20h31

    “Terroristas”?

    Onde cara pálida?

    Torturador vagabundo tem que pelo menos passar vergonha, já que o Brasil é o único país onde eles estão impunes até hoje.

    Gabriel Braga

    14 de maio de 2012 às 21h58

    Amigo quem desrespeitou o estado democrático foram os militares.Dilma e outros estavam resistindo.

    E a lei de anistia não foi feita para perdoar ninguém,nem foi o resultado de um amplo movimento de reconciliação nacional,mas sim da chantagem que os militares fizeram antes de entregarem o poder.Ou seja,eles só voltaram aos quartéis após garantir a impunidade para os crimes que cometeram.

    Gil Rocha

    14 de maio de 2012 às 23h00

    Gabriel, isso que falou não
    tem a menor importância.
    Se a lei existe, precisa ser
    respeitada.
    Gostar ou não dela, é o seu e
    o meu direito.
    Mas respeita-la é seu dever em
    uma democracia.

    Killimanjaro

    15 de maio de 2012 às 17h34

    olha o Golpe!

Killimanjaro

14 de maio de 2012 às 17h32

ra ra ra

então vão ter que achar as particulas dos corpos insinerados nas usinas de cana, os enterrados vivos, os afogados.

Acorda sandra, muita gente morreu para você e sua família viverem “livre” como vive hoje no Brasil.

Responder

    Vlad

    14 de maio de 2012 às 20h13

    Nossa!
    Que novidade essa Kidmanjado!
    Então a esquerda da época lutava por “liberdade”?????
    Credo!…Essa é nova. Incrível!
    E porque eles morreram que hoje somos “livres”?
    Então os milicos não governaram até quando quiseram e quando o choque do petróleo tornou brincar de ditadura pouco interessante?
    Noooooooossssssssa!
    Muito obrigado pela aula de história.

    Killimanjaro

    15 de maio de 2012 às 17h24

    Killah man Jaro. O matador de quem tem anemia. E você Vlad? mas que apelido de go-go boy não é mesmo?

    Quem ta falando de história? das aulas que eu tive no ginásio eu me lembro bem.

    A cultura ocidental é a história. Esse é o problema o tempo não é linear passível de ser contado em uma narrativa. O tempo cíclico e espiral veja você.

    O poder imperialista ainda domina o mundo por causa dessa percepção histórica aonde o homem branco cristão sempre representa o bem.

    Na vida tudo é bem diferente disso.

    Pelo que eu saiba, os militantes de esquerda eram operários, trabalhadores do campo, Índios… Verdadeiros Brasileiros.

Sandra Santos

14 de maio de 2012 às 16h22

Comissão da Verdade deve analisar os dois lados, diz integrante

José Carlos Dias diz que ações de militantes da esquerda também deverá entrar na pauta da discussão e que não deve ser discutida a revisão da Lei da Anistia.

O advogado José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, defende que a Comissão da Verdade analise os dois lados de violações dos direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985).

A comissão foi nomeada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff para investigar violações cometidas entre 1946 e 1988. A posse do grupo está marcada para esta quarta-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto.

No mesmo dia, a comissão se reunirá com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e começa a definir a estrutura de trabalho, um regimento interno e o calendário de encontros.

Os nomes que integram o grupo são majoritariamente de esquerda.

Dias, defensor de presos políticos durante a ditadura, é um dos sete membros da Comissão da Verdade. Ele disse que, além das violações cometidas pela ditadura contra os opositores do regime militar, as ações de militantes da esquerda também deverá entrar na pauta da discussão.

“Tudo isso vai ser analisado, mas fizemos acordo para não falarmos por enquanto”, declarou Dias.

Em sintonia com outros integrantes da comissão, o ex-ministro afirma não ver barreiras contra a atuação do grupo. “Vamos apurar tudo que pudermos apurar, vamos até o fim. Eu digo que não somos donos da verdade, mas vamos ser perseguidores da verdade”, disse.

ANISTIA

Segundo o ex-ministro, não deve ser discutida a revisão da Lei da Anistia. “Não, nem pode. Já foi decidido pelo Supremo”, afirma, em referência à decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal em abril de 2010.

A ideia é defendida por setores da esquerda e até por membros do Ministério público Federal.

No mesmo sentido que Dias, o primeiro presidente da Comissão da Verdade, Gilson Dipp, ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), vê na decisão do STF um sinal de autonomia institucional.

Na mesma leitura legalista, José Carlos Dias diz que não há forma legal de tentar punir pessoas envolvidas com assassinatos e torturas no período.

A lei que criou a Comissão da Verdade diz que ela não poderá ter “caráter jurisdicional ou persecutório”.

Responder

    Killimanjaro

    15 de maio de 2012 às 17h37

    Usar a lei para defender os militares é só mais um GOLPE.

Regina Braga

14 de maio de 2012 às 16h20

Se era pra levantar já levantamos…Com torturadores só esculachando mesmo.

Responder

Aline C Pavia

14 de maio de 2012 às 15h53

Cadê os trolhas habitués do blog para dizerem que os relatos de torturas são “trololó petista”?
Quem de vocês teria coragem de sentir na pele o que ela sentiu?
Ficar pelado no pau-de-arara e tomar choque?

E hoje que políticos vocês apoiam? Os que empunharam o açoite? Ou aqueles que verteram sangue no chão em dor?

Responder

ricardo silveira

14 de maio de 2012 às 15h24

Uma entrevista franca, honesta, sem autoelogio. Tempos depois a Folha, coerente com suas posições do tempo da Ditadura, publicou a ficha falsa da Dilma. Era para a Dilma não ir à festinha de aniversário da Folha, mas foi. Penso que foi para iniciar um novo tempo. Penso, também, que foi um erro, a Folha continua coerente com seu passado da Ditadura.

Responder

Maria Dirce

14 de maio de 2012 às 15h07

O Collor agora no Senado deixou a Veja abaixo da sarjeta!!!amei!!Alguém tem que ter coragem de colocar a mídia golpista no devido lugar!!!!!
Qto ao casal pravaricador, a maior vergonha é o STF defende-los e usar do mensalão.

Responder

    zezinho

    14 de maio de 2012 às 17h40

    O Collor virou seu herói agora? Quem te viu quem te vê…

    Luiz Bodisatva

    14 de maio de 2012 às 18h35

    Zezinho, quem é seu herói agora?

    Gil Rocha

    14 de maio de 2012 às 19h00

    Zezinho, um dia ouvi de um
    petista o seguinte:
    “Não importa o que ele fez, o
    que importa é que agora está do
    nosso lado”.
    E para eu não precisa perguntar
    quem é meu herói.
    Nunca tive heróis na política.
    Já me decepciono o bastante sem
    ter nem um herói.

Willian

14 de maio de 2012 às 14h57

Quem é David Cuthberg?

Responder

    Gil Rocha

    14 de maio de 2012 às 22h05

    Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender.

    A ação criminosa, tachada como “justiçamento”, foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:

    Flávio Augusto Neves Leão Salles(“Rogério”, “Bibico”) – ALN, que fez os disparos com a metralhadora.

    Antônio Carlos Nogueira Cabral(“Chico”, “Alfredo”) – ALN.

    Aurora Maria Nascimento Furtado(“Márcia”, “Rita”) – ALN

    Adair Gonçalves Reis(“Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”) – ALN

    Lígia Maria Salgado da Nóbrega(“Ana”, “Célia”, “Cecília”) – VAR PALMARES, que jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses”.

    Hélio Silva(“Anastácio”, “Nadinho”) – VAR-PALMARES

    Carlos Alberto Salles(“Soldado”) – VAR-PALMARES.

    Getúlio de Oliveira Cabral(“Gogó”, “Soares”, “Gustavo”) – PCBR.

    E antes que alguém fique falando bobagem, isto é só
    uma informação.
    E dizer que pessoas morrerão em todos os lados.

    Gil Rocha

    14 de maio de 2012 às 22h07

    “morreram” em todos os lados,
    desculpe.

    Gil Rocha

    14 de maio de 2012 às 22h36

    David morreu sem saber, mas nós
    sabemos que estas pessoas listadas
    não podem ser julgadas pela Justiça.
    Porque existe uma lei chamada Anistia.
    É é engraçado que em uma reportagem hoje
    pela Record, a lei não foi mencionada em
    nenhum momento neste episódio de escracho.
    Mas depois da Record usar um discurso do
    Collor para atacar a Veja, esperar o que né.

    Killimanjaro

    15 de maio de 2012 às 17h57

    Inglês son of a bitch! Fogo neles!

neopartisan

14 de maio de 2012 às 14h51

Por que a velha mídia não cobriu a tortura sofrida pela Dilma e outros tantos patriotas?
Por causa da auto-censura imposta pelo baronato em conluio com os gorilas.
Aliás, a auto-censura é prima-irmã da auto-anistia que eles se dariam anos mais tarde.
Em videoclipe de 2 ½ minutos, comprova-se DOCUMENTALMENTE a promiscuidade entre o PIG e a ditadura.
http://www.youtube.com/watch?v=n6HV-Jpc3I8

Responder

Roberval

14 de maio de 2012 às 14h50

Parabéns aos jovens que vem lutando para divulgar as atrocidades cometidas pela ditadura militar no Brasil. Outras manifestações desse tipo são importantes para mostrar para toda sociedade onde moram e vivem os torturadores-assassinos da Ditadura Militar de 1964-1985 que continuam vivos e sendo pagos pelo Estado brasileiro. É preciso fazer justiça, colocá-los na cadeia e exigir o ressarcimento de tudo que receberam do Estado brasileiro nessas últimas três décadas de redemocratização.

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    Jotace

    15 de maio de 2012 às 00h49

    É isso mesmo, Roberval. Como brasileiro tenho orgulho da nossa Presidente, pelo impávido comportamento frente aos bandidos que a torturavam. As manifestações às quais você se refere, são necessárias em todo o Brasil como uma alerta à comunidade para que os torturadores/estupradores/sequestradores, e os que os apoiaram como certos médicos legistas, sejam devidamente julgados e punidos. A Lei da Anistia é espúria porque decorreu de uma imposição descabida para servir principalmente a militares que trairam seus juramentos, e isto deve ser considerado. Temos nos referido, e com justiça, a diversos casos no Sul, mas o Nordeste muito contribuiu com seu sangue e sofrimento para que a ditadura fosse extinta. Os estados que foram teatro de lutas das Ligas Camponeses, por exemplo, como o Ceará, Paraíba e Pernambuco, têm muitos mártires que perderam a vida torturados e a cujo sofrimento há que se fazer justiça. Jotace

Paciente

14 de maio de 2012 às 14h44

A gente precisa ver isso no cinema.

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