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Diário da Resistência


Com 2,4 milhões de integrantes, grupo “Mulheres contra Bolsonaro” diz que casal que hackeou conta no Facebook foi identificado
Reprodução do You Tube
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Com 2,4 milhões de integrantes, grupo “Mulheres contra Bolsonaro” diz que casal que hackeou conta no Facebook foi identificado


16/09/2018 - 14h16

Reprodução do You Tube

Meu celular ficou sem sinal nenhum. Pegaram meu número e puxaram a minha linha para outro telefone. Utilizaram meu Whatsapp e destrataram pessoas com quem eu trabalho, xingaram amigos meus durante toda a tarde de sábado. Consegui resgatá-lo, mas eles estão pegando nossos números de celulares. Isso também aconteceu com outra administradora. Maíra Motta, professora de filosofia, uma das nove administradoras do grupo.

O grupo de Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” foi recuperado mas está temporariamente suspenso. O Hacker e sua namorada já foram identificados e denunciados na Delegacia de Crimes de Internet. Do twitter das Mulheres contra Bolsonaro

Grupo “Mulheres contra Bolsonaro” no Facebook sofre ataque cibernético

Nome de mobilização foi trocado e página ficou fora do ar. Rede social diz que perfil foi restabelecido após investigação

FERNANDA BECKER, no El Pais, reprodução parcial

O grupo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” no Facebook, que ganhou ampla repercussão nas últimas duas semanas por ter reunido milhares contra o candidato do PSL, é alvo de uma escalada de ataques cibernéticos, que vão desde a mudança do nome da mobilização, trocado para um de teor a favor do militar reformado de ultradireita, à ameaça direta às moderadoras.

Na madrugada deste domingo, 16, o grupo, que conta com um milhão de participantes e solicitações para participar e convites que alcançam 2 milhões de pessoas, ficou fora do ar, enquanto a campanha de Jair Bolsonaro no Twitter comemorava a mobilização de mulheres favoráveis a ele.

No início da tarde deste domingo, o Facebook informou que, após investigação, “o Grupo foi restaurado e devolvido às administradoras”.

Desde sexta-feira já havia sinais da ofensiva contra a mobilização. Neste dia, a administradora M.M. foi a principal afetada, e teve suas contas no Facebook e no WhatsApp invadidas.

De acordo com as organizadoras, os ataques começaram por volta das 14h na sexta. Antes disso, moderadoras e administradoras haviam recebido ameaças em suas contas no WhatsApp.

Os invasores exigiram que o grupo fosse extinto até às 24h de sexta-feira e tentaram intimidar as responsáveis pelo grupo ameaçando divulgar seus dados pessoais como como CPF, RG, Título de eleitor, nome da mãe, entre outros dados extremamente sensíveis.

Além disso, os responsáveis fizeram diversas postagens no grupo com teor ofensivo contra as participantes como as mensagens “esquerdistas de merda” e “Anonymous não quer esquerdista! Bando de mulher atoa q ao tem oq que fazer” (sic).

A imagem de capa do grupo também foi alterada com as assinaturas ‘Eduardo Shinok’ e ‘Felipe Shinok’, supostos autores da invasão.

Em seguida, um perfil alterou o nome do grupo para ‘Mulheres COM Bolsonaro’ e iniciou-se uma disputa pelo nome do grupo que criou confusão entre as participantes.

Algumas pessoas passaram a recomendar a saída do grupo, enquanto outras pediam calma e alertavam sobre o ataque.

Os ataques acontecem em um momento em que a rejeição do eleitorado feminino ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) tenta passar de uma mobilização massiva no Facebook para um ato nas ruas.

O evento “Mulheres contra Bolsonaro”, agendado para 29 de setembro no Largo da Batata, em São Paulo, já conta com 53 mil confirmações e outras 187.000 pessoas interessadas.

Há outros eventos similares agendados para o mesmo dia em diferentes cidades pelo país.

Uma edição que convoca participantes a se reunirem na Redenção, em Porto Alegre (RS) conta com 12 mil confirmações e 29 mil pessoas interessadas.

No Rio de Janeiro, a convocatória para a Cinelândia conta com 26 mil confirmações e 58 mil pessoas interessadas. As manifestações também foram convocadas em diversas capitais como Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG) Fortaleza (CE), Belém (PA), Natal (RN), Recife (PE).

Na última semana, os apoiadores do militar empenharam esforços para tentar conter a onda, mas fracassaram em dar uma resposta feminina à altura.

Em resposta ao grupo “Mulheres unidas contra Bolsonaro”, os apoiadores do candidato do PSL criaram diversos grupos na tentativa de reunir as apoiadoras do ex-capitão do Exército.

O principal deles é o grupo “Mulheres Com Bolsonaro #17 (OFICIAL)”, que já conta com 403.945 perfis aprovados pela moderação, pouco mais de um terço do volume de perfis engajados contra o candidato.

A rede de moderação do grupo é composta por 85 moderadoras e 12 administradoras.

Outra tentativa foi o grupo “Mulheres unidas A FAVOR de Bolsonaro” reúne 48.346 membros aprovados e demanda dos participantes que curtam a página “Bolsonaro Heroi Nacional”.

A contramobilização a favor do militar reformado também conta com a página “Mulheres Unidas A FAVOR do Bolsonaro”, que desde que foi criada, em 11 de setembro, recebeu apenas 47.576 curtidas.

Em uma mensagem fixada no topo da página, os moderadores dão instruções às novas seguidoras pedindo que divulguem a página em comentários favoráveis ao candidato em páginas de jornais e grupos do Facebook: “Meninas, coloquem o link da página em todos os comentários femininos a favor do Bolsonaro. Pode ser em páginas de jornais ou grupos. VAMOS CRESCER” (sic).

A postagem também sugere um modelo de mensagem que pode ser copiado pelas mulheres que desejarem participar da campanha.

Apesar do resultado limitado, que não se converteu em um número expressivo de mulheres engajadas, o esforço dos apoiadores de Bolsonaro foi significativo.

Uma articulação de diversas páginas de apoio mais antigas e com maior volume de seguidores se dedicou a compartilhar intensamente os conteúdos publicados na “Mulheres Unidas A FAVOR do Bolsonaro”.

A estratégia tem como objetivo ampliar o alcance das mensagens publicadas no novo canal dedicado às mulheres por meio do compartilhamentos de suas postagens.

O aumento instantâneo do volume de interações faz com que os conteúdos da página sejam percebidos pelo algoritmo do Facebook como mais relevantes, de modo que as postagens passam a ser mostradas a um número cada vez maior de pessoas.

A página “Apoiamos a Operação Lava Jato- Juiz Sérgio Moro” foi a principal articuladora da campanha de divulgação deste canal.

Criada em 10 de março de 2016, a página conta com 1.081.928 curtidas e compartilhou 17 postagens da página “Mulheres unidas A FAVOR de Bolsonaro” entre os dias 10 e 12 de setembro no Facebook.

A página “Bolsonaro – Eu Apoio”, criada em 23 de fevereiro de 2018, também foi central para esta articulação.

Ela compartilhou 15 postagens da página dedicada às mulheres para que fossem exibidas para uma parcelas de seus 469.245 fãs.

Apesar de ser significativamente menor do que o canal dedicado a Sergio Moro, a página luta para crescer.

A página contratou o serviço de anúncios pagos do Facebook para turbinar seu número de seguidores.

O anúncio da página, que contém um vídeo do lutador de UFC Weslley Alves declarando apoio à Bolsonaro, não está devidamente identificado como propaganda, apesar de a legislação eleitoral proibir expressamente que terceiros façam anúncios de campanha em suas páginas de Facebook.

No último mês, o TSE apresentou uma ordem judicial ao Facebook para retirar do ar conteúdos turbinados a favor de Bolsonaro que foram veiculados pela página do empresário Luciano Hang, o dono da rede de lojas de departamento Havan.

 

CARTA PUBLICADA PELAS ADMINISTRADORAS DO GRUPO ANTES DO ATAQUE:

O Brasil vive um momento especialmente dramático de sua história.

Nas eleições mais conturbadas após o fim da Ditadura civil militar, assistimos à perigosa afirmação, por um dos candidatos à Presidência, de princípios antidemocráticos, expressos num discurso fundado no ódio, na intolerância e na violência.

Se a posição deste candidato era pública, tendo sido reiteradamente manifesta ao longo dos 27 anos em que vem atuando na Câmara Federal, causa perplexidade a adesão a tais princípios por parte significativa da sociedade brasileira.

O tratamento desrespeitoso dirigido às mulheres, aos negros, indígenas, homossexuais, o culto à violência, a agressão contra adversários, a defesa da tortura e de torturadores, constituem manifestações que devem ser combatidas por aqueles que acreditam nos princípios civilizatórios que possibilitam a existência de uma sociedade democrática e plural.

Neste contexto, nós, mulheres, vítimas de agressões e desqualificações por parte deste candidato, viemos à público expressar nosso mais veemente repúdio aos princípios por ele defendidos, conclamando a população brasileira a se unir na defesa da democracia, contra o fascismo e a barbárie.

Somos muitas, para além de UM MILHÃO que integra este grupo. Defendemos candidatos e candidatas distintas, dos mais diferentes matizes político-ideológicos.

Temos experiências e visões de mundo diversas, assim como são distintas nossas idades, orientação sexual, identidades étnico-raciais e de gênero, classe social, regiões do país em que vivemos, posições religiosas, escolaridade e atividade profissional.

Na verdade, nos constituímos como coletivo a partir de uma causa comum, expressa nesta carta: a rejeição à prática política do candidato e aos princípios que a regem.

Nos constituímos nas redes sociais, unidas numa corrente crescente e ativa, pela necessidade de tornar pública nossa posição no exercício da cidadania e participação, a partir da identidade feminina que nos congrega.

Nós, mulheres, historicamente inferiorizadas e marginalizadas, sujeitas a toda sorte de violência e desrespeito, recusamos hoje o silêncio e a submissão, herdeiras de uma luta há muito travada por mulheres que nos antecederam.

Somos aquelas que constituem a maioria do eleitorado brasileiro, ainda que sub-representadas na política partidária. Somos aquelas que, gestando e alimentado novas vidas, defendemos o direito de todos e todas a uma vida digna.

Somos aquelas que, temendo pelas nossas vidas, pelas vidas de nossos filhos, filhas, companheiros e companheiras, diante da violência que assola e corrói a sociedade brasileira, somos contra a liberação do porte de armas, que só irá piorar o já dramático quadro atual.

Somos aquelas que, recebendo salários inferiores, com menor chance de contratação e progressão nos espaços de trabalho, entendemos que cabe aos governantes, à semelhança do que já ocorre em muitos países, construir políticas de igualdade salarial entre homens e mulheres.

Somos aquelas que, vítimas de assédio, estupro, agressão e feminicídio, defendemos o direito à liberdade no exercício da vida afetiva e sexual, demandando do Estado proteção e punição aos crimes contra nós cometidos.

Somos aquelas que protestam contra a perseguição e violência contra a população LGBTQ, porque entendemos que cada ser humano tem direito a viver sua identidade de gênero e orientação sexual.

Somos aquelas que se insurgem contra todas as formas de racismo e xenofobia, que defendem um país social e racialmente mais justo e igualitário, que respeite as diferenças e valorize as ancestralidades.

Somos aquelas que combatem o falso moralismo e a censura às expressões artísticas, que defendem a livre manifestação estética, o acesso à cultura em suas múltiplas manifestações.

Somos aquelas que defendem o acesso à informação e a uma educação sexual responsável, através de livros, filmes e materiais que eduquem as crianças e jovens para o mundo contemporâneo.

Somos aquelas que defendem o diálogo e parceria com escolas, professores e professoras na educação de nossos filhos e filhas, sustentados na laicidade, no aprendizado da ética, da cidadania e dos direitos humanos.

Somos aquelas que querem um país com políticas sustentáveis, que respeitem e protejam o meio ambiente e os animais, que garanta o direito à terra pelas populações tradicionais que nela vivem e trabalham.

Somos muitas, somos milhões, somos:

#MULHERES UNIDAS CONTRA BOLSONARO
CONTRA O ÓDIO, A VIOLÊNCIA E A INTOLERÂNCIA

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18 comentários

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Jardel

19 de setembro de 2018 às 04h12

Os jumentos seguidores de Bolsonazi revelam a todo momento a sua DESONESTIDADE.
Só sabem fraudar, mentir, enganar, difamar e tentar coagir.
“Ninguém tem direito a opinião”, só eles.

Responder

Aída Paiva

18 de setembro de 2018 às 15h11

Eu gosto que surjam grupos de reacao a loucura
de Bolsonaro. Eu considero que devemos mostrar pras pessoas o caminho correto, legal e bondoso de atuar e agir no Brasil e no mundo.

Responder

elder pacheco

18 de setembro de 2018 às 13h33

Como o capitão do mata, bolsonazi, este mouro pijamijado, desqualifica as mulheres e sua própria Progenitora. Será que ele nasceu do útero de uma Mula ou de uma Mulher? Aqui seu Complexo de Édipo: ter nascido de uma Mãe, que nasceu de outra Mãe (Avó) é destilado com um misto de amargura e ódio pelo sexo feminino. Será que ele é? Hitler tinha ódio de seu pai, que batia nele em qualquer circunstância, por quem não verteu uma lágrima quando ele morreu em 1903(seu pai o queria militar e ele sonhava galgar as artes, contrariando-o, mas que teve apoio de Clara).
Quando a Mãe (Clara Hitler)morreu em 1907, ele pira e sai da Áustria para Alemanha. Abrigado por uma tia (Mulher…) que não o aturou e o pôs para fora de seu apartamento. Virou morador de rua. Conseguiu vaga num albergue e dali saiu e se alistou como soldado na Primeira Guerra.
O nazista fez escola, e esta turma anti-humana e anti-mulher, negros(as), indios(as), quilombolas, nordestinos(as), deficientes, pobres em geral, peregrina em nosso território brasileiro, pregando o ódio, o racismo, a homofobia, a xenofobia, o desprezo pela Constituição, a difamação dos bons soldados das FORÇAS ARMADAS (que não comungam com este lado pútrido e gangrenado de nosso Exército que teve grandes oficiais defensores de um Brasil Soberano).
Teixeira’a Lott (que saiu em defesa da posse de JK/Goular em 1955 e de Goulart em 1961 (pós renúncia de Jânio), Nelson Werneck Sodré (General Historiador e do PCB), Prestes, Lamarca
Ou seja, uma Nação Povo, não subordinada ao Império do Norte, como prega bolsogolpemourão/globomorte/CIA, PIG, Fiesp’s, Febraban’s/ judas-ciário e seus verdugos da Lei/ o congresso e seus mais de trezentos picaretas e ratazanas.
Imaginem nosso País ser governado por Psicopatas. Como disse Chico em Sanatório geral: vai passar…
O Povo hoje está pensando, mesmo com as mais sórdidas manipulações da mídia golpista (dominada por nove famiglias, e a capo di tutti capi rede globo da traição) e seus prostitutos de pesquisa.
Nossa Nação, reconstruída no governo Lula, a partir de 2003 e vítima de um golpe com a deposição fraudulenta da Presidenta Dilma em 2016
se reerguerá altiva, jogando na lata de lixo da História esta escória humana adoradora do deus da morte, tanatos. O deus deles e não de nosso Povo, que não reivindica mais que dignidade, tranquilidade, fartura na mesa e, principalmente um futuro de novas gerações de filhas e filhos (Mulheres e Homens), que voltem a viver a decência de ter emprego, três refeições por dia, saúde, educação, moradia, cultura, lazer, acesso às novas tecnologias ou seja, o prazer e a honradez de serem cidadãos e cidadãs de um país que renascerá apontando ao mundo, que aposta em seu futuro.
Um desajustado com psicopatia, repele a si próprio, renunciando à sua própria identidade, mostrando seu modo vítreo de olhar á sua volta. Geralmente (mente quase sempre), ás vêzes há espasmos de lucidez.
Mas a falta de caráter é sua condição sine qua non de um ser anti-social. Isola-se do mundo real (e até consegue adeptos de suas alucinações golpistas e Hitler/Mussolini são exemplos) e passa a exergar inimigos, até na sua sombra.
Pátria Livre, venceremos!

Responder

Antonio Oleandes Pereira Rios

17 de setembro de 2018 às 09h27

Gostaria de saber quando isso chegará até o candidato. Isso parecer ser uma gang´. Não é coisa de uma pessoa só. Deve ter sido orquestrada e planejada. Temos que responsabilizar os favorecedores e favorecidos. Isso é Organização criminosa com mão civil o fardada. Cadeia nos bandidos.

Responder

    Batista Neto

    19 de setembro de 2018 às 07h56

    Não se esqueça que, até que se possa corrigir isso, quem tem o poder de investigar, apurar e punir esses crimes são os partidos da PF, do MP e as ma$$onaria$$$ do judiciário vendido.

Mau Rufino

17 de setembro de 2018 às 09h08

O Brasil esta doente.

Responder

Macaíba

17 de setembro de 2018 às 08h00

Bolsonaro e o pus do golpismo
POR FERNANDO BRITO · 16/09/2018

A volta de Jair Bolsonaro à campanha eleitoral não podia ser mais trágica, mais até do que foi patética.

Serve-se da piedade que seu estado de saúde desperta para fazer as mais sórdidas acusações e , pior, para sugerir que deva ser dado um golpe de estado caso não vença as eleições.

Gostaria de poder dizer que é um delírio, mas sua vida pregressa desautoriza imaginar que possa ser apenas um desequilíbrio provocado por seu estado físico precário.

Diz, em resumo, que Lula não fugiu da sentença judicial que o levou à prisão porque já tinha “armado” um plano para voltar ao poder com a cumplicidade ,nada menos, que a da mesma Justiça que o prendeu e que o impediu de ser candidato.

A tese de Bolsonaro, mais do que disparatada, é a de um sujeito vil e covarde que, são, teve todas as chances de dizer isso e deixa para fazê-lo agora, que está protegido da resposta que merece por um leito de hospital.

Esqueçam a tese da impressão do voto, pois Bolsonaro serve-se de uma mentira deslavada – Lula sancionou a lei que o instituía, em 2009 e Dilma Rousseff fez o mesmo em 2015 e ambas as vezes foi o Supremo quem a derrubou – apenas para cobrir de “honestidade” a sordidez do que diz.

A atitude é apenas a de um canalha, que procura atirar sua dificuldade em ser a opção majoritária do povo brasileiro à conta de uma possível fraude e, ainda pior, uma fraude absurdamente atribuída a um suposto controle do Judiciário por quem é por ele perseguido, preso e amordaçado.

É, entretanto, pior ainda, porque transforma todos os que lhe negam, por convicção democrática, o voto e convida previamente ao não-reconhecimento dos resultados eleitorais – convocando para isso, expressamente, os comandantes das Forças Armadas.

Bolsonaro sai, hoje, da posição de “golpista do Temer” para a de “golpista de si mesmo”.

Pior: só chegou a isso porque um bando de sujeitos togados, por seu ódio político, deixou que as eleições descambassem para esta insanidade.

Jair Bolsonaro, ainda bem, parece estar livre de uma infecção intestinal que lhe poderia ser fatal. Mas ele próprio continua sendo a supuração de um Brasil infeccionado pelo ódio insano do golpismo.

Muito mais perigoso, muito mais fatal.

Há, porém, um lado bom nesta história. Algo informa o capitão que a sua situação está longe de ser tão positiva quanto indicam as pesquisas e o impede de fazer um discurso de “paz” que lhe pudesse ampliar a aceitação na disputa final.

A opção preferencial pelo ódio é sinal de alerta de suas dificuldades.

Responder

marcio ramos

17 de setembro de 2018 às 07h57

O Golpe somente será vencido com a realização de uma Revolução Democrática, protagonizada pelas massas nas ruas.

Responder

Cleiton do Prado Pereira

16 de setembro de 2018 às 22h55

Podem ter certeza que de a NSA está por trás disto, quem está coordenando a campanha do fscista é a CIA e é também quem está financiando.As falas em golpe e tudo mais de militares de alto escalão, são ordens da CIA.
Eles, os militares, são o “COM TUDO” do Romero Jucá.

Responder

    Edna Baker

    18 de setembro de 2018 às 15h44

    Não esqueçam da Maçonaria.

Heitor

16 de setembro de 2018 às 21h11

Pior é constatar que tem mulher que vota no Bolsonaro. Isso é triste. E pior que isso é namorar ou casar com um homem que trata mulher igual cachorro.

Responder

    Deblu

    17 de setembro de 2018 às 06h52

    Nem FREUD explica.

    João Paulo Ferreira de Assis

    18 de setembro de 2018 às 19h03

    Nem me fale. Na minha família está uma verdadeira praga a adesão ao Bolsonaro. Minha irmã e o marido aderiram. Por sorte minhas sobrinhas não acompanharam os pais nessa escolha. Já fui excluído do Facebook por prima dondoca bolsonarista.

Julio Silveira

16 de setembro de 2018 às 20h41

Espero que a sociedade brasileira tão culturalmente afeita a tipos como esse Bolso ignaro no seu comando, mude definitivamente de rumo e perceba que são tipos como esse que tem destruido o país e sua cada vez mais fragil reputação, camuflados desde sempre, variando apenas em algumas nuances em suas personalidades. Personalidades que camuflam na hipocrisia para adquirirem o selo do policamente correto cultural que vem dos principais paises indutores culturais do chamado primeiro mundo. Sem o qual não chegariam a ante sala dos grandes homens da humanidade pois seriam considerados suas terriveis desgraças, como muitos do passado, como alguns de seus historicos inspiradores tipo Gengis Kan, Nero, Herodes, Hitler, Mussoline, Stalin, Mao Tse Tung, e outros mais modernos como Bush e outras desgraças nesse mundo em construção para destruição.

Responder

Eduardo

16 de setembro de 2018 às 16h30

Tive ontem o desprazer de assistir entrevista de Renata Lo Pret da Globo News com o General de Reserva Rocha Paiva, reservista como eu, sem mais nem menos. Creio que as diferenças são que eu possuo mais cultura que ele e ele possui bagagem militar que eu não possuo! Para o Brasil me dou a liberdade de achar que sou mais importante, sou democrata autëntico, não prezo nem acho que soluções e avanços para uma sociedade e um país possam contar com a hipótese do uso da força e intimidações retrogradas e especialmente aquelas que se nutrem e såo sustentadas como sonho de caserna! Além disso, me orgulha sobremaneira ser um excelente reservista da democracia! Espero que o Brasil seja sempre uma
Nação livre e realize sonhos e esperanças de seus cidadãos, todos aqueles reservistas da democracia!

Responder

nuno porto de santos

16 de setembro de 2018 às 15h32

Se alguém me apontar alguma qualidade nesse senhor, uma que seja, posso até mudar de opinião sobre ele. Hoje, pelo que dele conheço, chego a sentir piedade de seus seus “seguidores”…

Responder

    Marcio

    16 de setembro de 2018 às 20h03

    É mais fácil encontrar árabes e judeus num churrasco com carne de porco de cachaça do que encontrar uma qualidade nessa forma de vida ainda não identificada, o qual não sujo minha boca para pronunciar a alcunha pela qual é conhecida, mas eles só me dão mais incentivo para continuar praticando o “Olho por olho, dente por dente”.

    a.ali

    16 de setembro de 2018 às 22h30

    continue com Vossa opinião, pois o “coiso” ñ tem qualidade alguma…


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