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Santayana: Aos canalhas que pretendem destruir a Petrobras


03/02/2015 - 00h13

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Os Civita e os irmãos Marinho afundam uma P-56 por semana!

Quanto vale a Petrobras

por Mauro Santayana, via Julio Cesar Macedo Amorim

O adiamento do balanço da Petrobras do terceiro trimestre do ano passado foi um equívoco estratégico da direção da companhia, cada vez mais vulnerável à pressão que vem recebendo de todos os lados, que deveria, desde o início do processo, ter afirmado que só faria a baixa contábil dos eventuais prejuízos com a corrupção, depois que eles tivessem, um a um, sua apuração concluída, com o avanço das investigações.

A divulgação do balanço há poucos dias, sem números que não deveriam ter sido prometidos, levou a nova queda no preço das ações.

E, naturalmente, a novas reações iradas e estapafúrdias, com mais especulação sobre qual seria o valor — subjetivo, sujeito a flutuação, como o de toda empresa de capital aberto presente em bolsa — da Petrobras, e o aumento dos ataques por parte dos que pretendem aproveitar o que está ocorrendo para destruir a empresa — incluindo hienas de outros países, vide as últimas idiotices do Financial Times — que adorariam estraçalhar e dividir, entre baba e dentes, os eventuais despojos de uma das maiores empresas petrolíferas do mundo.

O que importa mais na Petrobras?

O valor das ações, espremido também por uma campanha que vai muito além da intenção de sanear a empresa e combater eventuais casos de corrupção e que inclui de apelos, nas redes sociais, para que consumidores deixem de abastecer seus carros nos postos BR; à aberta torcida para que “ela quebre, para acabar com o governo”; ou para que seja privatizada, de preferência, com a entrega de seu controle para estrangeiros, para que se possa — como afirmou um internauta — “pagar um real por litro de gasolina, como nos EUA”?

Para quem investe em bolsa, o valor da Petrobras se mede em dólares, ou em reais, pela cotação do momento, e muitos especuladores estão fazendo fortunas, dentro e fora do Brasil, da noite para o dia, com a flutuação dos títulos derivada, também, da campanha antinacional em curso, refletida no clima de “terrorismo” e no desejo de “jogar gasolina na fogueira”, que tomou conta dos espaços mais conservadores — para não dizer golpistas, fascistas, até mesmo por conivência — da internet.

Para os patriotas, e ainda os há, graças a Deus, o que importa mais, na Petrobras, é seu valor intrínseco, simbólico, permanente, e intangível, e o seu papel estratégico para o desenvolvimento e o fortalecimento do Brasil.

Quanto vale a luta, a coragem, a determinação, daqueles que, em nossa geração, foram para as ruas e para a prisão, e apanharam de cassetete e bombas de gás, para exigir a criação de uma empresa nacional voltada para a exploração de uma das maiores riquezas econômicas e estratégicas da época, em um momento em que todos diziam que não havia petróleo no Brasil, e que, se houvesse, não teríamos, atrasados e subdesenvolvidos que “somos”, condições técnicas de explorá-lo?

Quanto vale a formação, ao longo de décadas, de uma equipe de 86.000 funcionários, trabalhadores, técnicos e engenheiros, em um dos segmentos mais complexos da atuação humana?

Quanto vale a luta, o trabalho, a coragem, a determinação daqueles, que, não tendo achado petróleo em grande quantidade em terra, foram buscá-lo no mar, batendo sucessivos recordes de poços mais profundos do planeta; criaram soluções, “know-how”, conhecimento; transformaram a Petrobras na primeira referência no campo da exploração de petróleo a centenas, milhares de metros de profundidade; a dezenas, centenas de quilômetros da costa; e na mais premiada empresa da história da OTC – Offshore Technology Conferences, o “Oscar” tecnológico da exploração de petróleo em alto mar, que se realiza a cada dois anos, na cidade de Houston, no Texas, nos Estados Unidos?

Quanto vale a luta, a coragem, a determinação, daqueles que, ao longo da história da maior empresa brasileira — condição que ultrapassa em muito, seu eventual valor de “mercado” — enfrentaram todas as ameaças à sua desnacionalização, incluindo a ignominiosa tentativa de alterar seu nome, retirando-lhe a condição de brasileira, mudando-o para “Petrobrax”, durante a tragédia privatista e “entreguista” dos anos 1990?

Quanto vale uma companhia presente em 17 países, que provou o seu valor, na descoberta e exploração de óleo e gás, dos campos do Oriente Médio ao Mar Cáspio, da costa africana às águas norte-americanas do Golfo do México?

Quanto vale uma empresa que reuniu à sua volta, no Brasil, uma das maiores estruturas do mundo em Pesquisa e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, trazendo para cá os principais laboratórios, fora de seus países de origem, de algumas das mais avançadas empresas do planeta?

Por que enquanto virou moda — nas redes sociais e fora da internet — mostrar desprezo, ódio e descrédito pela Petrobras, as mais importantes empresas mundiais de tecnologia seguem acreditando nela, e querem desenvolver e desbravar, junto com a maior empresa brasileira, as novas fronteiras da tecnologia de exploração de óleo e gás em águas profundas?

Por que em novembro de 2014, há apenas pouco mais de três meses, portanto, a General Electric inaugurou, no Rio de Janeiro, com um investimento de 1 bilhão de reais, o seu Centro Global de Inovação, junto a outras empresas que já trouxeram seus principais laboratórios para perto da Petrobras, como a BG, a Schlumberger, a Halliburton, a FMC, aSiemens, a Baker Hughes, a Tenaris Confab, a EMC2 a V&M e a Statoil?

Quanto vale o fato de a Petrobras ser a maior empresa da América Latina, e a de maior lucro em 2013 — mais de 10 bilhões de dólares — enquanto a PEMEX mexicana, por exemplo, teve um prejuízo de mais de 12 bilhões de dólares no mesmo período?

Quanto vale o fato de a Petrobras ter ultrapassado, no terceiro trimestre de 2014, a EXXON norte-americana como a maior produtora de petróleo do mundo, entre as maiores companhias petrolíferas mundiais de capital aberto?

É preciso tomar cuidado com a desconstrução artificial, rasteira, e odiosa, da Petrobras e com a especulação com suas potenciais perdas no âmbito da corrupção, especulação esta que não é apenas econômica, mas também política.

A PETROBRAS teve um faturamento de 305 bilhões de reais em 2013, investe mais de 100 bilhões de reais por ano, opera uma frota de 326 navios, tem 35.000 quilômetros de dutos, mais de 17 bilhões de barris em reservas, 15 refinarias e 134 plataformas de produção de gás e de petróleo.

É óbvio que uma empresa de energia com essa dimensão e complexidade, que, além dessas áreas, atua também com termoeletricidade, biodiesel, fertilizantes e etanol, só poderia lançar em balanço eventuais prejuízos com o desvio de recursos por corrupção, à medida que esses desvios ou prejuízos fossem “quantificados” sem sombra de dúvida, para depois ser — como diz o “mercado” — “precificados”, um por um, e não por atacado, com números aleatórios, multiplicados até quase o infinito, como tem ocorrido até agora.

As cifras estratosféricas (de 10 a dezenas de bilhões de reais), que contrastam com o dinheiro efetivamente descoberto e desviado para o exterior até agora, e enchem a boca de “analistas”, ao falar dos prejuízos, sem citar fatos ou documentos que as justifiquem, lembram o caso do “Mensalão”.

Naquela época, adversários dos envolvidos cansaram-se de repetir, na imprensa e fora dela, ao longo de meses a fio, tratar-se a denúncia de Roberto Jefferson, depois de ter um apaniguado filmado roubando nos Correios, de o “maior escândalo da história da República”, bordão esse que voltou a ser utilizado maciçamente, agora, no caso da Petrobras.

Em dezembro de 2014, um estudo feito pelo instituto Avante Brasil, que, com certeza não defende a “situação”, levantou os 31 maiores escândalos de corrupção dos últimos 20 anos.

Nesse estudo, o “mensalão” — o nacional, não o “mineiro” — acabou ficando em décimo-oitavo lugar no ranking, tendo envolvido menos da metade dos recursos do “trensalão” tucano de São Paulo e uma parcela duzentas menor que a cifra relacionada ao escândalo do Banestado, ocorrido durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, que, em primeiríssimo lugar, envolveu, segundo o levantamento, em valores atualizados, aproximadamente 60 bilhões de reais.

E ninguém, absolutamente ninguém, que dizia ser o mensalão o maior dos escândalos da história do Brasil, tomou a iniciativa de tocar, sequer, no tema — apesar do “doleiro” do caso Petrobras, Alberto Youssef, ser o mesmo do caso Banestado — até agora.

Os problemas derivados da queda da cotação do preço internacional do petróleo não são de responsabilidade da Petrobras e afetam igualmente suas principais concorrentes.

Eles advém da decisão tomada pela Arábia Saudita de tentar quebrar a indústria de extração de óleo de xisto nos Estados Unidos, aumentando a oferta saudita e diminuindo a cotação do produto no mercado global.

Como o petróleo extraído pela Petrobras destina-se à produção de combustíveis para o próprio mercado brasileiro, que deve aumentar com a entrada em produção de novas refinarias, como a Abreu e Lima; ou para a “troca” por petróleo de outra graduação, com outros países, a empresa deverá ser menos prejudicada por esse processo.

A produção de petróleo da companhia está aumentando, e também as descobertas, que já somam várias depois da eclosão do escândalo.

E, mesmo que houvesse prejuízo — e não há — na extração de petróleo do pré-sal, que já passa de 500.000 barris por dia, ainda assim valeria a pena para o país, pelo efeito multiplicador das atividades da empresa, que garante, com a política de conteúdo nacional mínimo, milhares de empregos qualificados na construção naval, na indústria de equipamentos, na siderurgia, na metalurgia, na tecnologia.

A Petrobras foi, é e será, com todos os seus problemas, um instrumento de fundamental importância estratégica para o desenvolvimento nacional, e especialmente para os estados onde tem maior atuação, como é o caso do Rio de Janeiro.

Em vez de acabar com ela, como muitos gostariam, o que o Brasil precisaria é ter duas, três, quatro, cinco Petrobras.

É necessário punir os ladrões que a assaltaram?

Ninguém duvida disso.

Mas é preciso lembrar, também, uma verdade cristalina.

A Petrobras não é apenas uma empresa.

Ela é uma Nação.

Um conceito.

Uma bandeira.

E por isso, seu valor é tão grande, incomensurável, insubstituível.

Esta é a crença que impulsiona os que a defendem.

E, sem dúvida alguma, também, a abjeta motivação que está por trás dos canalhas que pretendem destruí-la.

Leia também:

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32 comentários

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yacov

05 de fevereiro de 2015 às 17h01

PETIÇÂO PÚBLICA pelo IMPEACHMENT de GERALDO ALCKMIN e REESTATIZAÇÂO da SABESP.

ASSINE: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR79291

“O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

Eduardo

05 de fevereiro de 2015 às 00h24

Acho que o termo ” canalhas ” mão classifica adequadamente o PIG e todos os invejosos que desejam destruir a Petrobrás para culpar o PT. Os termos mais adequados são traidores”da pátria, ou ” sujos”. Acabo de mudar de canal de TV . Vi o futebol, que apesar do Galvão e do Casão( Casa Grande) é tolerável, vez que não há outro até que o povo modifique a lei de imprensa. O jornal dos sujos da Globo não dá para ver.

Responder

FrancoAtirador

04 de fevereiro de 2015 às 15h25

.
.
Editores e ‘Especialistas’ de Economia da Rede Globo,

com ar disfarçado de surpresa, informam no noticiário:

“Ações da Petrobrás sobem 15%”

“Com a alta, a maior para a companhia
desde setembro de 1998, a Petrobras
recuperou mais de R$ 16 bilhões
em valor de mercado durante o pregão”

“A Petrobras registrou alta de 14,24%
(ON, com direito a voto; R$ 9,79)
e 15,47% (PN, sem voto; R$ 10).
Assim, atingiu capitalização de mercado
de R$ 128,8 bilhões, R$ 16,6 bilhões
a mais que ontem [segunda-feira, 03/02]”.
.
.
Agora, responda rápido:

Que empresário brasileiro investirá R$ 10 milhões na produção,

se com esse capital pode ganhar R$ 1,5 milhão por dia na Bolsa?
.
.

Responder

    Nelson

    06 de fevereiro de 2015 às 12h23

    Pois é, meu caro Atirador. E ainda tem gente, que se diz inteligente e esperta, que acredita piamente que o mercado de ações é uma forma de redistribuir e democratizar o capital.

Pascoal do Vale

04 de fevereiro de 2015 às 15h22

O tom ufanista do seu discurso é tão fora de propósito diante de uma realidade acachapante. Afirmar que: “Para os patriotas, e ainda os há, graças a Deus, o que importa mais, na Petrobras, é seu valor intrínseco, simbólico, permanente, e intangível, e o seu papel estratégico para o desenvolvimento e o fortalecimento do Brasil”, não enche barriga de ninguém. Fomos esbulhados e milhões de trabalhadores que aplicaram parte do FGTS em ações da Petrobrás, estão pagando por isso. Eu sou um deles, e achava que essa aplicação me ajudaria a formar uma poupança para eu poder ter uma aposentadoria decente. Veja o resultado: em 2013 esse meu dinheiro sofreu uma desvalorização de 11,86% e em 2014 de 34,61%. Traduzindo em miúdos, tenho hoje pouco mais da metade do que eu tinha em 2012. Numericamente falando: R$1.000,00 no final de 2012 valem hoje R$570,00. Quando irei recuperar esse prejuízo? Não é o patriotismo que me fará viver condignamente na minha aposentadoria.

Responder

Aroeira

04 de fevereiro de 2015 às 07h03

Petrobras dá um show de competância

http://www.vermelho.org.br/noticia/258264-1

3 de fevereiro de 2015 – 16h09

Petrobras recebe maior prêmio mundial da indústria de petróleo e gás
Em meio a ataques sórdidos e interesses escusos, em uma das piores campanhas movidas contra a estatal – a Petrobras recebeu nesta terça-feira (3) um comunicado de que foi vencedora, pela terceira vez, do prêmio OTC Distinguished AchievementAward for Companies, Organizations, and Institutions – em reconhecimento ao conjunto de tecnologias desenvolvidas para a produção da camada pré-sal.

Gráfico produçãoGráfico produção O recente recorde de produção de óleo na camada Pré-Sal, de 713 mil barris diários de petróleo, obtido em 21/12/2014, demonstra a robustez das tecnologias aplicadas.

As conquistas da Petrobras

Secundo o blog Fatos e Dados da estatal, esse prêmio é o maior reconhecimento que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore. Ela já o recebeu em 1992, “por conquistas técnicas notáveis relacionadas ao desenvolvimento de sistemas de produção em águas profundas relativas ao campo de Marlim” e pela segunda vez, em 2001, “por avanços nas tecnologias e na economicidade de projetos de águas profundas, no desenvolvimento do campo de Roncador.”

Na carta em que comunicou à estatal brasileira esta premiação pela terceira vez, o presidente da Offshore Technology Conference (OTC), Edward G. Stokes, destaca: “Este prêmio é um reconhecimento das conquistas notáveis, significativas e únicas alcançadas pela Petrobras, e das grandes contribuições para a nossa indústria (óleo e gás offshore). O comitê de seleção (da OTC) ficou extremamente impressionado com esta nomeação. As conquistas que a Petrobras fez na perfuração e produção desses reservatórios desafiadores são de classe mundial. A indústria aprendeu muito a partir das informações compartilhadas pela Petrobras sobre o Pré-Sal nos artigos e sessões apresentados na OTC. Nós todos nos beneficiamos do seu sucesso.”

A Petrobras vai receber o prêmio em maio próximo, em Houston (EUA).

Confira os principais feitos tecnológicos do Pré-sal

Com informações da Petrobras

0 comentários

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Notívago

04 de fevereiro de 2015 às 06h32

Nunca o Brasil produziu tanto gás e petróleo

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/02/nunca-antes-brasil-produziu-31-milhoes.html

Nunca antes: Brasil produz 3,1 milhões de barris de petróleo e gas por dia.
Nunca antes na história do deste país havia sido produzido mais de 3 milhões de barris (equivalente) de petróleo e gas por dia.

Em dezembro o recorde foi quebrado, com aproximadamente 3,096 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, sendo 2,497 milhões de barris diários de petróleo e 95,1 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Cerca de 92% da produção foi operada pela Petrobras.

Houve aumento de 18,4% na produção de petróleo se comparada com o mesmo mês em 2013 e aumento de 5,9% na comparação com o mês anterior.

A produção de gás natural aumentou 16,6% frente ao mesmo mês em 2013 e 3,8% se comparada ao mês anterior.

Hoje as ações da Petrobras na Bovespa teve a maior alta em 16 anos, subiram mais 15%.

O tal “mercado” diz que é reação a uma notícia de que Graça Foster seria trocada na presidência da empresa. Mas será que estes números também não fizeram crescer o olho dos investidores?

Só no Pré sal:

815,8 mil barris de óleo equivalente por dia;

crescimento de 11,2% em relação ao mês anterior;

Isso com apenas 47 poços.

(Com informações da ANP)

Responder

FrancoAtirador

04 de fevereiro de 2015 às 00h06

.
.
Os Canalhas Antipatrióticos não merecem resposta alguma,

pois não têm escrúpulos e agem premeditadamente de Má-Fé.

Os Ignorantes e Ingênuos, que acreditam nos canalhas, sim.
.
.

Responder

    Sagarana

    04 de fevereiro de 2015 às 13h47

    E os canalhas que destruiram a Petrobrás, alguma palavra?

Cláudio

03 de fevereiro de 2015 às 23h13

**** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ **** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ **** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****

“Em retrospectiva, não ter tratado da democratização dos meios de comunicação terá sido o maior dos imensos erros do PT e de suas lideranças. Chávez fez. Evo fez. Correia fez. Cristina fez. Mujica fez. Lula, Dilma e o PT não fizeram. Agora pagam a consequência política.”…

************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

Responder

Arthur Almirante

03 de fevereiro de 2015 às 22h51

EX-DEPUTADO DO PSDB E DONO DO JORNAL OTEMPO É CONDENADO POR LAVAGEM DE US$ 3,8 BILHÕES 03/02/2015 BRASIL

do Brasil29

O empresário e ex-deputado federal pelo PSDB e PV Vittorio Medioli, de 63 anos, foi condenado a cinco anos e cinco meses de prisão por crime contra o sistema financeiro. O ex-parlamentar foi um dos alvos da Operação Farol da Colina, realizada pela Polícia Federal para desbaratar um esquema por meio do qual foram enviados ilegalmente mais de US$ 3 bilhões para o exterior com uso da Beacon Hill Service Corporation.

A sentença contra Medioli foi expedida pela Justiça Federal em Minas Gerais no último dia 28 e divulgada nessa segunda-feira, 2, pelo Ministério Público Federal (MPF), que informou ter recorrido da decisão. A Procuradoria da República solicita ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) o aumento da pena para “patamares próximos ao máximo”. O acusado foi condenado a três anos e um mês de prisão pelo crime de evasão de divisas e a dois anos e quatro meses de prisão por “manutenção clandestina de depósitos” no exterior. A lei prevê penas de até seis anos de prisão para cada um dos crimes.

Segundo o MPF, as operações pelas quais Medioli foi acusado foram realizadas em 2002 e totalizaram US$ 595 mil, equivalentes a cerca de R$ 3,8 milhões em valores corrigidos. De acordo com as investigações, o então deputado federal teria entregue a quantia a um doleiro brasileiro, que a enviou para uma conta do empresário na Suíça por meio da subconta Monte Vista, mantida pela Beacon Hill na agência do Banestado em Nova York. Na denúncia, o Ministério Público acusou Medioli de efetuar “operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas” e também de manter “depósito de quantias no exterior sem informá-lo às autoridades competentes”.

Revelia

Proprietário da Sempre Editoria, que publica os jornais O Tempo e Super Notícia, e do grupo Sada, entre outras empresas, Medioli alegou em sua defesa que não sabia sobre o envio de recursos para o exterior, assim como sobre o depósito em banco suíço. Mas fez retificação de declaração de renda para informar sobre a conta.”Não se revela crível que recursos dessa monta tenham sido enviados e mantidos em conta no exterior de titularidade do acusado, a sua revelia”, afirmou a juíza Rogéria Maria Castro Debelli, da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte.

Para a magistrada, o empresário “não só detinha pleno conhecimento de sua existência (conta), mas também dos mecanismos de abastecimento dela”. “As consequências do crime são graves, tendo em vista que os fatos ora julgados integram-se a um esquema de evasão, sonegação e lavagem de capitais, operacionalizados por intermédio da empresa Beacon Hill Corporation, para o qual o acusado emprestou colaboração, disponibilizando para evasão do País e custódia no exterior, recursos financeiros vultosos”, afirmou a juíza.

Medioli não foi encontrado para falar sobre o caso. No escritório de seus advogados, a informação foi de que um dos defensores, Décio Flávio Gonçalves Torres Freire, está viajando e outro, João Felipe Pinto Gonçalves Torres, não estava. Até o fechamento desta edição eles não retornaram os recados. Outro advogado que consta no processo, Fábio Antônio Tavares dos Santos, baseado em São Paulo, não foi localizado. A defesa já apresentou recurso à Justiça.

A Beacon Hill era uma espécie de conta-ônibus, que abrigava diversas subcontas usadas para enviar recursos ilegalmente para o exterior, descoberta pelo então promoto

Responder

    Lukas

    04 de fevereiro de 2015 às 09h42

    “Segundo o MPF, as operações pelas quais Medioli foi acusado foram realizadas em 2002 e totalizaram US$ 595 mil, equivalentes a cerca de R$ 3,8 milhões em valores corrigidos.”

    Milhões, não bilhões.

sergio m pinto

03 de fevereiro de 2015 às 21h22

Grande Mauro! Matéria irrepreensível, como sempre. Agora, o que enche o saco são esses comentaristas que ao invés de comentar sua matéria, trazendo argumentos, ficam aí com suas groselhas de sempre! Ô raça!

Responder

Mario

03 de fevereiro de 2015 às 20h08

Petrobras recebe maior prêmio mundial da indústria de petróleo e gás

http://www.vermelho.org.br/noticia/258264-1

Em meio a ataques sórdidos e interesses escusos, em uma das piores campanhas movidas contra a estatal – a Petrobras recebeu nesta terça-feira (3) um comunicado de que foi vencedora, pela terceira vez, do prêmio OTC Distinguished AchievementAward for Companies, Organizations, and Institutions – em reconhecimento ao conjunto de tecnologias desenvolvidas para a produção da camada pré-sal.

Gráfico produção Gráfico produção
O recente recorde de produção de óleo na camada Pré-Sal, de 713 mil barris diários de petróleo, obtido em 21/12/2014, demonstra a robustez das tecnologias aplicadas.

As conquistas da Petrobras

Secundo o blog Fatos e Dados da estatal, esse prêmio é o maior reconhecimento que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore. Ela já o recebeu em 1992, “por conquistas técnicas notáveis relacionadas ao desenvolvimento de sistemas de produção em águas profundas relativas ao campo de Marlim” e pela segunda vez, em 2001, “por avanços nas tecnologias e na economicidade de projetos de águas profundas, no desenvolvimento do campo de Roncador.”

Na carta em que comunicou à estatal brasileira esta premiação pela terceira vez, o presidente da Offshore Technology Conference (OTC), Edward G. Stokes, destaca: “Este prêmio é um reconhecimento das conquistas notáveis, significativas e únicas alcançadas pela Petrobras, e das grandes contribuições para a nossa indústria (óleo e gás offshore). O comitê de seleção (da OTC) ficou extremamente impressionado com esta nomeação. As conquistas que a Petrobras fez na perfuração e produção desses reservatórios desafiadores são de classe mundial. A indústria aprendeu muito a partir das informações compartilhadas pela Petrobras sobre o Pré-Sal nos artigos e sessões apresentados na OTC. Nós todos nos beneficiamos do seu sucesso.”

A Petrobras vai receber o prêmio em maio próximo, em Houston (EUA).

Confira os principais feitos tecnológicos do Pré-sal

Com informações da Petrobras

Responder

Vicente Jr.

03 de fevereiro de 2015 às 19h08

A Petrobras fora da órbita estatal significaria menos corrupção, menos ingerência política, mais produtividade e combustível mais barato para o consumidor. Pagaria bilhões em impostos e em dividendos para seus acionistas. O resto é bobagem ufanista.

Responder

    Mônica Regina dos Santos

    05 de fevereiro de 2015 às 10h53

    Foi exatamente assim que aconteceu na telefonia, não foi, MANÉ???

Amaro Doce

03 de fevereiro de 2015 às 18h33

Petrobras: a crise é de imagem, não de resultados.

Amiga navegante copia manifesto que recebeu:​

Por favor​,​ enviem adesão, nome, entidade, cidade, para Joao ​M​oraes​, da direção da FUP, Federação Única dos Petroleiros:

[email protected]

DEFENDER A PETROBRÁS É DEFENDER O BRASIL

Há quase um ano o País acompanha uma operação policial contra evasão de divisas que detectou evidências de outros crimes, pelos quais são investigadas pessoas que participaram da gestão da Petrobrás e de empresas fornecedoras. A ação institucional contra a corrupção tem firme apoio da sociedade, na expectativa de esclarecimento cabal dos fatos e rigorosa punição dos culpados.

É urgente denunciar, no entanto, que esta ação tem servido a uma campanha visando à desmoralização da Petrobrás, com reflexos diretos sobre o setor de Óleo e Gás, responsável por investimentos e geração de empregos em todo o País; campanha que já prejudicou a empresa e o setor em escala muito superior à dos desvios investigados.

A Petrobrás tem sido alvo de um bombardeio de notícias sem adequada verificação, muitas vezes falsas, com impacto sobre seus negócios, sua credibilidade e sua cotação em bolsa. É um ataque sistemático que, ao invés de esclarecer, lança indiscriminadamente a suspeita sobre a empresa, seus contratos e seus 86 mil trabalhadores dedicados e honestos.

Assistimos à repetição do pré-julgamento midiático que dispensa a prova, suprime o contraditório, tortura a jurisprudência e busca constranger os tribunais. Esse método essencialmente antidemocrático ameaça, hoje, a Petrobrás e suas fornecedoras, penalizadas na prática, enquanto empresas produtivas, por desvios atribuídos a pessoas físicas.

Ao mesmo tempo, o devido processo legal vem dando lugar ao tráfico seletivo de denúncias, ofensivo à consciência jurídica brasileira, num ambiente de obscuridade processual que propicia a coação e até o comércio de testemunhos com recompensa financeira. Na aparente busca por eficácia, empregam-se métodos que podem – isto, sim – levar à nulidade processual e ao triunfo da impunidade.

E tudo isso ocorre em meio a tremendas oscilações no mercado global de energia, num contexto geopolítico que afeta as economias emergentes, o Brasil, o Pré-Sal e a nossa Petrobrás.

Não vamos abrir mão de esclarecer todas as denúncias, de exigir o julgamento e a punição dos responsáveis; mas não temos o direito de ser ingênuos nessa hora: há poderosos interesses contrariados pelo crescimento da Petrobrás, ávidos por se apossar da empresa, de seu mercado, suas encomendas e das imensas jazidas de petróleo e gás do Brasil.

Historicamente, tais interesses encontram porta-vozes influentes na mídia e nas instituições. A Petrobrás já nasceu sob o ataque de “inimigos externos e predadores internos”, como destacou a presidenta Dilma Rousseff. Contra a criação da empresa, em 1953, chegaram a afirmar que não havia petróleo no Brasil. São os mesmos que sabotaram a Petrobrás para tentar privatizá-la, no governo do PSDB, e que combateram a legislação do Pré-Sal.

Os objetivos desses setores são bem claros:

– Imobilizar a Petrobrás e depreciar a empresa para facilitar sua captura por interesses privados, nacionais e estrangeiros;

– Fragilizar o setor brasileiro de Óleo e Gás e a política de conteúdo local; favorecendo fornecedores estrangeiros;

– Revogar a nova Lei do Petróleo, o sistema de partilha e a soberania brasileira sobre as imensas jazidas do Pré-Sal.

Para alcançar seu intento, os predadores apresentam a Petrobrás como uma empresa arruinada, o que está longe da verdade, e escondem do público os êxitos operacionais. Por isso é essencial divulgar o que de fato aconteceu na Petrobrás em 2014:

– A produção de petróleo e gás alcançou a marca histórica de 2,670 milhões de barris equivalentes/dia (no Brasil e exterior);

– O Pré-Sal produziu em média 666 mil barris de petróleo/dia;

– A produção de gás natural alcançou 84,5 milhões de metros cúbicos/dia;

– A capacidade de processamento de óleo aumentou em 500 mil barris/dia, com a operação de quatro novas unidades;

– A produção de etanol pela Petrobrás Biocombustíveis cresceu 17%, para 1,3 bilhão de litros.

E, para coroar esses recordes, em setembro de 2014 a Petrobrás tornou-se a maior produtora mundial de petróleo entre as empresas de capital aberto, superando a ExxonMobil (Esso).

O crescente sucesso operacional da Petrobrás traduz a realidade de uma empresa capaz de enfrentar e superar seus problemas, e que continua sendo motivo de orgulho dos brasileiros.

Os inimigos da Petrobrás também omitem o fato que está na raiz da atual vulnerabilidade da empresa à especulação de mercado: a venda, a preço vil, de 108 milhões de ações da estatal na Bolsa de Nova Iorque, em agosto de 2000, pelo governo do PSDB.

Aquela operação de lesa-pátria reduziu de 62% para 32% a participação da União no capital social da Petrobrás e submeteu a empresa aos interesses de investidores estrangeiros sem compromisso com os objetivos nacionais. Mais grave ainda: abriu mão da soberania nacional sobre nossa empresa estratégica, que ficou subordinada a agências reguladoras estrangeiras.

Os últimos 12 anos foram de recuperação e fortalecimento da empresa. O País voltou a investir em pesquisa e a construir gasodutos e refinarias. Alcançamos a autossuficiência, descobrimos e exploramos o Pré-Sal, recuperamos para 49% o controle público sobre o capital social da Petrobrás.

O valor de mercado da Petrobrás, que era de 15 bilhões de dólares em 2002, é hoje de 110 bilhões de dólares, apesar dos ataques especulativos. É a maior empresa da América Latina.

A participação do setor de Óleo e Gás no PIB do País, que era de apenas 2% em 2000, hoje é de 13%. A indústria naval brasileira, que havia sido sucateada, emprega hoje 80 mil trabalhadores. Além dos trabalhadores da Petrobrás, o setor de Óleo e Gás emprega mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.

É nos laboratórios da Petrobrás que se produz nosso mais avançado conhecimento científico e tecnológico. Os royalties do petróleo e o Fundo Social do Pré-Sal proporcionam aumento significativo do investimento em Educação e Saúde. Este é o papel insubstituível de uma empresa estratégica para o País.

Por tudo isso, o esclarecimento dos fatos interessa, mais do que a ninguém, aos trabalhadores da Petrobrás e à população brasileira, especialmente à parcela que vem conquistando uma vida mais digna.

Os que sempre tentaram alienar o maior patrimônio nacional não têm autoridade política, administrativa, ética ou moral para falar em nome da Petrobrás.

Cabe ao governo rechaçar com firmeza as investidas políticas e midiáticas desses setores, para preservar uma empresa e um setor que tanto contribuíram para a atração de investimentos e a geração de empregos nos últimos anos.

A direção da Petrobrás não pode, nesse grave momento, vacilar diante de pressões indevidas, sujeitar-se à lógica dos interesses privados nem agir como refém de uma auditoria que representa objetivos conflitantes com os da empresa e do País.

A investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobrás e do setor mais dinâmico da economia brasileira.

É o povo brasileiro, mais uma vez, que defenderá a empresa construída por gerações, que tem a alma do Brasil e simboliza nossa capacidade de construir um projeto autônomo de Nação.

Pela investigação transparente dos fatos, no Estado de Direito, sem dar trégua à impunidade;

Pela garantia do acesso aos dados e esclarecimentos da Petrobrás nos meios de comunicação, isentos de manipulações;

Pela garantia do sistema de partilha, do Fundo Social e do papel estratégico da Petrobrás na exploração do Pré-Sal;

Pela preservação do setor nacional de Óleo e Gás e da Engenharia brasileira.

Defender a Petrobrás é defender o Brasil – nosso passado de lutas, nosso presente e nosso futuro.

Responder

Amaro Doce

03 de fevereiro de 2015 às 18h31

Amiga navegante copia manifesto que recebeu:​

Por favor​,​ enviem adesão, nome, entidade, cidade, para Joao ​M​oraes​, da direção da FUP, Federação Única dos Petroleiros:

[email protected]

DEFENDER A PETROBRÁS É DEFENDER O BRASIL

Há quase um ano o País acompanha uma operação policial contra evasão de divisas que detectou evidências de outros crimes, pelos quais são investigadas pessoas que participaram da gestão da Petrobrás e de empresas fornecedoras. A ação institucional contra a corrupção tem firme apoio da sociedade, na expectativa de esclarecimento cabal dos fatos e rigorosa punição dos culpados.

É urgente denunciar, no entanto, que esta ação tem servido a uma campanha visando à desmoralização da Petrobrás, com reflexos diretos sobre o setor de Óleo e Gás, responsável por investimentos e geração de empregos em todo o País; campanha que já prejudicou a empresa e o setor em escala muito superior à dos desvios investigados.

A Petrobrás tem sido alvo de um bombardeio de notícias sem adequada verificação, muitas vezes falsas, com impacto sobre seus negócios, sua credibilidade e sua cotação em bolsa. É um ataque sistemático que, ao invés de esclarecer, lança indiscriminadamente a suspeita sobre a empresa, seus contratos e seus 86 mil trabalhadores dedicados e honestos.

Assistimos à repetição do pré-julgamento midiático que dispensa a prova, suprime o contraditório, tortura a jurisprudência e busca constranger os tribunais. Esse método essencialmente antidemocrático ameaça, hoje, a Petrobrás e suas fornecedoras, penalizadas na prática, enquanto empresas produtivas, por desvios atribuídos a pessoas físicas.

Ao mesmo tempo, o devido processo legal vem dando lugar ao tráfico seletivo de denúncias, ofensivo à consciência jurídica brasileira, num ambiente de obscuridade processual que propicia a coação e até o comércio de testemunhos com recompensa financeira. Na aparente busca por eficácia, empregam-se métodos que podem – isto, sim – levar à nulidade processual e ao triunfo da impunidade.

E tudo isso ocorre em meio a tremendas oscilações no mercado global de energia, num contexto geopolítico que afeta as economias emergentes, o Brasil, o Pré-Sal e a nossa Petrobrás.

Não vamos abrir mão de esclarecer todas as denúncias, de exigir o julgamento e a punição dos responsáveis; mas não temos o direito de ser ingênuos nessa hora: há poderosos interesses contrariados pelo crescimento da Petrobrás, ávidos por se apossar da empresa, de seu mercado, suas encomendas e das imensas jazidas de petróleo e gás do Brasil.

Historicamente, tais interesses encontram porta-vozes influentes na mídia e nas instituições. A Petrobrás já nasceu sob o ataque de “inimigos externos e predadores internos”, como destacou a presidenta Dilma Rousseff. Contra a criação da empresa, em 1953, chegaram a afirmar que não havia petróleo no Brasil. São os mesmos que sabotaram a Petrobrás para tentar privatizá-la, no governo do PSDB, e que combateram a legislação do Pré-Sal.

Os objetivos desses setores são bem claros:

– Imobilizar a Petrobrás e depreciar a empresa para facilitar sua captura por interesses privados, nacionais e estrangeiros;

– Fragilizar o setor brasileiro de Óleo e Gás e a política de conteúdo local; favorecendo fornecedores estrangeiros;

– Revogar a nova Lei do Petróleo, o sistema de partilha e a soberania brasileira sobre as imensas jazidas do Pré-Sal.

Para alcançar seu intento, os predadores apresentam a Petrobrás como uma empresa arruinada, o que está longe da verdade, e escondem do público os êxitos operacionais. Por isso é essencial divulgar o que de fato aconteceu na Petrobrás em 2014:

– A produção de petróleo e gás alcançou a marca histórica de 2,670 milhões de barris equivalentes/dia (no Brasil e exterior);

– O Pré-Sal produziu em média 666 mil barris de petróleo/dia;

– A produção de gás natural alcançou 84,5 milhões de metros cúbicos/dia;

– A capacidade de processamento de óleo aumentou em 500 mil barris/dia, com a operação de quatro novas unidades;

– A produção de etanol pela Petrobrás Biocombustíveis cresceu 17%, para 1,3 bilhão de litros.

E, para coroar esses recordes, em setembro de 2014 a Petrobrás tornou-se a maior produtora mundial de petróleo entre as empresas de capital aberto, superando a ExxonMobil (Esso).

O crescente sucesso operacional da Petrobrás traduz a realidade de uma empresa capaz de enfrentar e superar seus problemas, e que continua sendo motivo de orgulho dos brasileiros.

Os inimigos da Petrobrás também omitem o fato que está na raiz da atual vulnerabilidade da empresa à especulação de mercado: a venda, a preço vil, de 108 milhões de ações da estatal na Bolsa de Nova Iorque, em agosto de 2000, pelo governo do PSDB.

Aquela operação de lesa-pátria reduziu de 62% para 32% a participação da União no capital social da Petrobrás e submeteu a empresa aos interesses de investidores estrangeiros sem compromisso com os objetivos nacionais. Mais grave ainda: abriu mão da soberania nacional sobre nossa empresa estratégica, que ficou subordinada a agências reguladoras estrangeiras.

Os últimos 12 anos foram de recuperação e fortalecimento da empresa. O País voltou a investir em pesquisa e a construir gasodutos e refinarias. Alcançamos a autossuficiência, descobrimos e exploramos o Pré-Sal, recuperamos para 49% o controle público sobre o capital social da Petrobrás.

O valor de mercado da Petrobrás, que era de 15 bilhões de dólares em 2002, é hoje de 110 bilhões de dólares, apesar dos ataques especulativos. É a maior empresa da América Latina.

A participação do setor de Óleo e Gás no PIB do País, que era de apenas 2% em 2000, hoje é de 13%. A indústria naval brasileira, que havia sido sucateada, emprega hoje 80 mil trabalhadores. Além dos trabalhadores da Petrobrás, o setor de Óleo e Gás emprega mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.

É nos laboratórios da Petrobrás que se produz nosso mais avançado conhecimento científico e tecnológico. Os royalties do petróleo e o Fundo Social do Pré-Sal proporcionam aumento significativo do investimento em Educação e Saúde. Este é o papel insubstituível de uma empresa estratégica para o País.

Por tudo isso, o esclarecimento dos fatos interessa, mais do que a ninguém, aos trabalhadores da Petrobrás e à população brasileira, especialmente à parcela que vem conquistando uma vida mais digna.

Os que sempre tentaram alienar o maior patrimônio nacional não têm autoridade política, administrativa, ética ou moral para falar em nome da Petrobrás.

Cabe ao governo rechaçar com firmeza as investidas políticas e midiáticas desses setores, para preservar uma empresa e um setor que tanto contribuíram para a atração de investimentos e a geração de empregos nos últimos anos.

A direção da Petrobrás não pode, nesse grave momento, vacilar diante de pressões indevidas, sujeitar-se à lógica dos interesses privados nem agir como refém de uma auditoria que representa objetivos conflitantes com os da empresa e do País.

A investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobrás e do setor mais dinâmico da economia brasileira.

É o povo brasileiro, mais uma vez, que defenderá a empresa construída por gerações, que tem a alma do Brasil e simboliza nossa capacidade de construir um projeto autônomo de Nação.

Pela investigação transparente dos fatos, no Estado de Direito, sem dar trégua à impunidade;

Pela garantia do acesso aos dados e esclarecimentos da Petrobrás nos meios de comunicação, isentos de manipulações;

Pela garantia do sistema de partilha, do Fundo Social e do papel estratégico da Petrobrás na exploração do Pré-Sal;

Pela preservação do setor nacional de Óleo e Gás e da Engenharia brasileira.

Defender a Petrobrás é defender o Brasil – nosso passado de lutas, nosso presente e nosso futuro.

Responder

marcelo

03 de fevereiro de 2015 às 16h14

Se antes éramos a pátria em chuteiras… agora somos a pátria em plataformas de petróleo…

Discursos ufanistas não me empolgam, mas sim ações concretas. E estas… ah… estas andam escassas…

Responder

Narr

03 de fevereiro de 2015 às 12h57

Claro que privatização vai baixar o preço da gasolina. Basta olhar pra conta do telefone.

Responder

    Reginaldo

    03 de fevereiro de 2015 às 19h44

    Quem disse que a conta de telefone tá barata? O preço da gasolina no Brasil é a mais cara do mundo. Deve estar em 30º ou 36º do mundo. Vá morar na Noruega, Itália, etc.

    Nelson

    03 de fevereiro de 2015 às 20h33

    Já estamos nos aproximando de trinta anos do início das privatizações. José Sarney foi o primeiro dos governos “democráticos” a iniciar a entrega do patrimônio pertencente ao povo brasileiro sem consultar a nação e a preço vil. Ele doou a Aracruz Celulose.

    Depois veio o Collor, que teve pouco tempo para privatizar e enfiar goela abaixo dos brasileiros, definitivamente, o projeto neoliberal engendrado nos tanques de cérebros dos EUA.

    Essa tarefa coube ao Fernando Henrique Cardoso, o “Farol de Alexandria”, como o chama o Zé Simão. FHC doou quase 70% do nosso patrimônio ao grande capital, sem nos consultar. Detalhe: fez isso ao mesmo tempo em que multiplicava a dívida pública por 10.

    A partir de 2003, se bem que em doses homeopáticas, nossos governos populares(?) também continuaram a entrega do patrimônio público para engordar ganhos e lucros do grande capital.

    O resultado das privatizações é o buraco onde nos metemos. Nossa soberania sobre nossas riquezas, sobre o que é nosso, é quase inexistente, a hipotecamos quase por completo. Ao mesmo tempo, estamos pagando as tarifas mais caras do planeta na telefonia, na energia elétrica e outros serviços privatizados.

    E, para agravar ainda mais a situação, como grande parte dos setores privatizados passaram para o controle estrangeiro, eles cobram caríssimo de nós e mandam “rios de dinheiro” para o exterior, descapitalizando o país.

    Então, meu caro Narr, não sonhe. Com a privatização da Petrobras, a gasdolina vai ficar ainda mais cara e estaremos entregando nosso futuro, em definitivo, nas mãos dos grandes capitalistas. E aí, babau!

Julio Silveira

03 de fevereiro de 2015 às 12h37

Bravo Santayana. Tu, como eu, somos dinossauros. Entendemos o sentido da nacionalidade e patriotismo e aonde se escondem as armadilhas colocadas para tornar tudo isso expressão sem sentido, antiquada, desatualizada. Sem isso fica fácil desnaturar um povo. Estamos quase lá.

Responder

Vergonha

03 de fevereiro de 2015 às 11h16

Quem está destruindo a Petrobrás é o PT e seu desgoverno. Assim como fazia FHC, o governo atual demora em demitir os irresponsáveis e incompetentes. Até nisso o PT é igual ao PSDB. Tudo lixo. Bando. Caterva.

Responder

Gersier

03 de fevereiro de 2015 às 10h08

No seu primeiro mandato o Lula teve a oportunidade de mostrar ao Brasil quem são e como agem os tucanos e sua mídia travestida de imprensa. Não o fez acreditando que os mesmos eram confiaveis e mudariam seu estilo entreguista. Quando o Franklin esteve à frente das reuniões Brasil afora colhendo subsídios para o que seria a regulamentação dessa mídia que se acha imprensa, o Lula tinha a aprovação recorde da população e mais uma vez deixou escapar a oportunidade. A Dilma eleita, disse com todas as letras que “preferia o barulho da imprensa ao silêncio da ditadura” e tal e qual o Lula,continuou acreditando que no Brasil temos uma imprensa e não uma mídia a serviço dos tucanos e seus interesses escusos. Agora quem anda num silêncio profundo é ela, que tanto batalhamos para ve-la reeleita e o barulho que a mídia que ela e o Lula acreditam ser imprensa, está cada vez mais agressiva e sem escrúpulos,mostrando a verdade dita no poema:
“Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”

Responder

    Julio Silveira

    03 de fevereiro de 2015 às 12h09

    Perfeita essa demonstração de sensibilidade Gersier, mas gente como nós são considerados românticos, utópicos, sem senso´pratico ou de realidade. O mundo, o chamado moderno, elege culturas fáceis, convívios que outrora se verificava incompatível, com o chamado toque de modernidade. E os legados culturais são esses que temos visto, e ainda com todo o caminho que podemos vislumbrar ter que percorrer. Esse novo mundo, é dos chamados “pragmáticos”, com todas aquilo que em leituras passadas entendiamos como canalhices e duplas faces, hoje é o moderno, o civilizado. Mas para mim isso tem tempo de duração e as pessoas saturam. Talvez por isso tanta violência se tem, os românticos são raça em extinção. Cada vez menos gente tem sincero espirito publico e coletivo, então fica difícil saber em quem confiar. Sds.

Jose Tenorio

03 de fevereiro de 2015 às 09h52

Quem mais ataca a Petrobras é a Globo e usando a Petrobras todo conglomerado Globo ataca o governo 24 horas por dia. Aí, esse mesmo governo despeja uma tonelada de verba publicitária na Globo.

Sabe aquela puta que se apaixona pelo malandro? mal e grosseira podemos fazer esse tipo de comparação.

A Globo apoiou a candidatura do Eduardo Cunha à presidência da Câmara e o Eduardo Cunha já declarara que uma vez eleito presidente da câmara, não deixaria ninguém mexer nas leis da comunicação.

E o que o governo fez durante todo esse tempo? nada!.

Responder

Carlos Henrique

03 de fevereiro de 2015 às 09h30

Maravilhoso texto, Santayanna! Concordo com cada letra do que você diz. É necessário que iniciemos uma campanha nacional, que, deverá abrigar a Sociedade Civil, contra o golpe impetrado contra a Petrobrás através da “Operação” lava jato, a qual tem verdadeiramente a intenção de derrubar o Governo Dilma, enfraquecer a maior empresa brasileira e modificar o regime de partilha. Se assim não fosse, a lava Jato não seria emoldurada pelos “vazamentos” seletivos de depoimentos, que sempre atingem o Governo e o PT, além de desmerecerem a empresa, vazamentos que transformam em Verdades indiscutíveis delações premiadas de acusados, método que por si só já traz inúmeras polêmicas sobre sua utilização e ainda assim só é validado após serem comprovadas as afirmações dos denunciantes. Por que será que a Lava Jato; cujas investigações(ou se acredita que podem)atingir o Goiverno e o PT jamais foi paralisada por alguns dos providenciais recursos às instâncias superiores, como aconteceu com a Operação Satiagraha, que atingia as privatizações de FHC, e a Castelo de Areia; que investigava corrupção de empreiteiras em obras de governos do PSDB e aliados? Que coincidência!!!! Quem acreditar nessa, acredita em tudo, até nos “noticiários” da Globo!!!!! A Lava jato insere-se em um grande contexto internacional de sabotagem, e tentativa de derrubada, de Governos e lideranças que opõem-se aos EUA e ao modelo financeiro/neoliberal. Dentro desse mesmo contexto, podemos incluir o assassinato do tal Procurador Argentino(que “instruía” suas acusações na Embaixada dos EUA, conforme mate´ria do Página 12)ou os ataques especulativos sobre o preço do petróleo, levados a cabo pelos EUA e pela Arábia Saudita(os sauditas não fazem nada sem a autorização ianque), que pretendem destruir as Economias russa e venezuelana. São informações como essa que têm que chegar ao cidadão comum, para que ele entenda que a Lava jato é antes de tudo mais um golpe contra um novo esforço brasileiro de libertar-se da dominação estrangeira e desenvolver-se soberanamente, como já houve tantos no passado.

Responder

LEANDRO

03 de fevereiro de 2015 às 08h49

Se estão atacando a petrobras, é porque o governo deixou ela manca. Os predadores só atacam os mais fracos. Esse des-governo destruiu a empresa e agora, como sempre, a cupa é do pig, dos eua, dos aliens…nunca de quem está na direção. Se a empresa estivesse sólida e transparente não haveria motivo para o medo. Agora vem com esse discurso patriota e se esquece dos verdadeiros culpados pela situação e pior, já estão mandando a conta para o povo menos favorecido.

Responder

    Carlos de Sá

    03 de fevereiro de 2015 às 12h15

    Concordo com você na questão da conta para o povo menos favorecido. Penso que o governo tinha que ter aumentado somente a gasolina, uns trinta por cento, e aliviado do diesel. Porque falo isso, os menos favorecidos não são os consumidores de veículos a gasolina, em sua maioria usam como transporte o ônibus que é a diesel. Assim como os veículos de transportes de carga são à diesel basicamente. Portanto, tinha que subir agressivamente o preço da gasolina e os impostos que incidem nela, pois trabalhador assalariado de baixa renda não tem veículos a gasolina, muito menos de seis e oito canecos. Quem tem que pagar a conta tem que ser a playboysada fanfarrona que em sua maioria votou no Aébrio que prometia subir os juros, aumentar o preços dos combustíveis que estão defasados, aumentar os preços das tarifas públicas, não era isso que os economistas dele pregava???
    Então, tem é que descer o aço nos playboy, começando pelo reajuste da gasolina.
    kkkkkkkkk

Romanelli

03 de fevereiro de 2015 às 07h48

Quanto vale o senso de impunidade, de abuso, de ineficiência, de corrupção, incompetência premiada, de TRAIÇÃO, de manipulação, de enganação, de enriquecimento ilícito ?

Tudo questão de valor.

Sem duvida que acho a Cia necessária ao país ..é um mercado imperfeito, sujeito a toda sorte de manipulação, cartel, interesses geopolíticos ..assim como o era a CVRD vendida criminosamente por péssimos brasileiros.

SIM, a Petrobrás, tal qual era a Vale, é importante ferramente de fomento, de desenvolvimento, conhecimento, indução ao crescimento, integração.

NÃO, os acionistas tem importância sim ..e centenas de milhares deles são pequenos ..confiaram suas economias na palavra de seus mentores e administradores, em governos ..gente que merece atenção, cuidado e respeito.

Ser acionista, mesmo que pequeno, é a UNICA maneira de elevarmos o pequeno PIÃO à condição de “Barão” ..se levada a sério é uma das formas mais rápidas de se distribuir riqueza ..é saudável, democrático ..um dia, imagino, ainda aprenderemos ;;isso, fora os mega fundo de pensão que estão com o mico na mão.

Problema é que esta Estatal carrega em seu DNA a gene da corrupção e da prepotência, do nacionalismo que cega e paralisa, do trafico de influência, da péssima administração na forma de arrogância e de ineficiência, do corporativismo mais rastejante, e aqui é que mora o problema.

Difícil, difícil compatibilizar sonhos, modelos ideias, interesses legítimos nacionais, com a realidade traiçoeira, rasteira, mundana.

Da minha parte, embora eufórico com nossas reservas (inclusive na Bacia Amazônica), preocupa-me mesmo a falta de apetite que esta Cia ainda enxerga todo o ramo de energia ..usa muito mal o gás, não se interessa como deveria por fontes complementares alternativas ..e se insistir no óleo negro, com certeza ela tb estará nos ajudando a nos dar a sentença definitiva, a INVIABILIZAÇÃO do PLANETA..

..resta saber se com tantos interesses complementares, porém conflitantes, se aquela turma de pelego sindicalizado estará a altura de cumprir tal desafio..

portanto, caro missivista, te peço: mais senso critico e menos ufanismo

Responder

Vuili

03 de fevereiro de 2015 às 01h03

Vamos derrubar as paredes e construir mais amor. Portas abertas, Israel!
https://www.facebook.com/openbordersforisrael/

Responder

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