VIOMUNDO

Diário da Resistência


Mark Weisbrot: A praga de gafanhotos causada por Chávez na Venezuela
Denúncias

Mark Weisbrot: A praga de gafanhotos causada por Chávez na Venezuela


10/01/2013 - 19h08

10 de janeiro de 2013

O NYT distorce a Venezuela, outra vez

por Mark Weisbrot, no diário britânico Guardian, reproduzido no Counterpunch

Imagine que você foi ver o filme de Steven Spielberg, “Lincoln”, e tudo o que aparece nele é  o ponto-de-vista dos senhores de escravos brancos do Sul dos Estados Unidos, durante a Guerra Civil. Isso é análogo ao que você está recebendo em quase toda a cobertura da grande mídia sobre a Venezuela.

Na semana passada, o New York Times fez algo que nunca fez antes —  em seu “espaço para o debate” ofereceu pontos-de-vista diferentes sobre a Venezuela. Nos 14 anos desde que Hugo Chávez foi eleito presidente da Venezuela, o Times tem oferecido muitos artigos de opinião e editoriais contra a Venezuela — incluindo seu próprio editorial de apoio ao golpe militar de 2002 (do qual mais tarde recuou, sem pedir desculpas).

Mas o Times nunca se deu ao trabalho de publicar mesmo um único artigo de opinião (ou reportagem) que contraste com a sua linha editorial sobre este país rico em petróleo. Isto contrasta com quase todos os jornais de tamanho médio ou grande, nos Estados Unidos — desde o LA Times, Boston Globe, ou Miami Herald, até mesmo o neoconservador Washington Post, além de dezenas de jornais de outras cidades  que publicaram ao menos algum artigo oferecendo o outro lado da história.

Vale a pena revisitar o debate que apareceu na edição do Times online, porque lança luz sobre alguns dos problemas sobre  o que lemos e ouvimos sobre a Venezuela.

Moisés Naím afirma que a Venezuela, cuja economia cresceu cerca de 5,5 por cento em 2012,  está a caminho de “uma crise econômica de proporções históricas.” (Bem, pelo menos ele disse que “está a caminho” de uma crise. Anita Issacs, cientista política que participou do debate , curiosamente se refere ao  “colapso da economia da Venezuela” — como em “o colapso da economia dos Estados Unidos” em 2004).

“A crise inclui um déficit fiscal que se aproxima de 20% da economia (no penhasco que causou pânico nos Estados Unidos é de 7%), um mercado negro, onde um dólar dos EUA custa quatro vezes mais que o governo determinou na taxa de câmbio, uma das taxas de inflação mais elevadas do mundo, um número inchado de empregados no setor público, dívida 10 vezes maior do que era em 2003, um sistema bancário frágil e queda livre na indústria estatal de petróleo, principal fonte de receita do país.”

Bem, isso parece assustador! No entanto, o Fundo Monetário Internacional (em setembro) estimou o déficit fiscal da Venezuela em 7,4 por cento do PIB.

A “dívida 10 vezes maior do que era em 2003?” — não há fonte para isso, mas é claramente um número sem sentido. Porque as economias crescem e há também a inflação, débito é normalmente medido contra um denominador, por exemplo, a renda do país. Segundo o FMI (novamente de setembro), a dívida da Venezuela para 2012 é projetada para ser 51,3 por cento do PIB, o que não é um número particularmente ameaçador (a média da União Europeia é de 82,5 por cento do PIB).

[Uma medida mais adequada da carga da dívida externa — que é muito mais importante do que a dívida pública interna — para um país como a Venezuela, onde cerca de 95 por cento das receitas de exportação são do petróleo, e que tem receita em dólares, seria pagamentos de juros do governo como porcentagem de receitas de exportação do setor público. Na Venezuela este índice também não é muito alto — atingindo o pico, em 2012, de cerca de 3 por cento das receitas de exportação. Veja aqui para mais detalhes].

Não sei o que se entende por “a queda livre da indústria de petróleo controlada pelo Estado”.

A Venezuela adere às cotas da Opep (Organização dos Paises Exportadores de Petróleo) e não está tentando aumentar a produção para além da sua cota. Naím também adverte que “como resultado do boom de produção de petróleo nos Estados Unidos, as importações americanas de petróleo venezuelano recentemente atingiram baixa de 30 anos.”

E daí? O óleo é vendido em um mercado mundial, não há nenhuma razão particular para mandá-lo para os Estados Unidos. Na verdade, o governo venezuelano está muito feliz de diversificar suas exportações para os países mais amigáveis a ele que os Estados Unidos tem sido.

A inflação na Venezuela é claramente alta, embora muito menor que na era pré-Chávez. Mas a estimativa mais recente é 19,9 por cento para 2012, que é abaixo de 27,2 por cento em 2010 — apesar de uma rápida aceleração do crescimento depois da recessão, que terminou no segundo trimestre desse ano. O governo vai querer derrubá-la ainda mais, mas esse nível de inflação não é por si só uma ameaça séria para a economia de um país em desenvolvimento.

Ah, e quanto ao “número inchado de empregos no setor público da Venezuela”, é de cerca de 18,4 por cento da força de trabalho. França, Finlândia, Dinamarca, Suécia, Noruega todos têm percentagens de emprego do setor público na casa dos 20%, com a França em 22 por cento e a Noruega em 29 por cento.

OK, isso é provavelmente mais detalhe do que você queria, mas lembre-se que a visão catastrófica da economia venezuelana tem sido promovida por opositores de Chávez, inclusive pela maioria da mídia internacional e da Venezuela, há 14 anos.

Como as pragas que Deus trouxe para o Egito do Antigo Testamento, o colapso econômico vai livrar os venezuelanos do ditador do mal que eles de alguma forma continuam reelegendo por larga margem. O desastre sempre esteve ali na esquina,  mas nunca aconteceu. Houve apenas duas recessões durante os últimos 14 anos. Uma delas foi diretamente causada pela própria oposição, na greve do petróleo de 2002-2003, que foi organizada para derrubar o governo. A outra foi durante a recessão mundial de 2009, quando a maioria dos países do hemisfério entrou em recessão.

Francisco Toro é um blogueiro da oposição, que, mesmo mais que Naím, passou a maior parte da última década prevendo desgraça e tristeza para a economia venezuelana. Para ele, o fim do chavismo virá quando o governo for obrigado a implementar a austeridade como em “o país fica sem dinheiro e sem pessoas dispostas a emprestar mais.” De acordo com Toro, “Chávez gastou toda a enorme colheita da Venezuela com as exportações de petróleo, e a dívida do país quintuplicou em 14 anos” (outro número que não faz sentido).

Para usar o melhor argumento oferecido por eles, o que tanto Naím, Toro e outros pessimistas estão basicamente dizendo é que a Venezuela terá de enfrentar uma crise de balanço de pagamentos. Uma vez que eles não estão prevendo hiperinflação, uma crise no balanço de pagamentos é realmente a única coisa em suas fantasias que poderia desmoronar a economia da Venezuela, como aconteceu na crise asiática de 1997-98, que desabou uma série de economias na região.

Mas a Venezuela tem tido superávits em conta corrente e comerciais durante a última década, desde que se recuperou da greve do petróleo e a estabilidade política foi retomada. A exceção foi durante seis meses, quando os preços do petróleo desabaram no fim de 2008.

As “dores de cabeça”  às quais Naím se refere em termos de escassez de divisas, que aumentaram desde a eleição de outubro, dificilmente são um sinal de colapso iminente. Ao contrário, são o resultado de o governo tentar limitar a fuga de capitais, negando dólares na taxa oficial para as empresas que o governo acha que não estão usando-os para fins legítimos.

Se isso resultar em escassez de muitos produtos, o governo sempre pode adotar outra estratégia. O atual regime cambial é difícil de gerir, é propenso a ineficiências e corrupção, e minha opinião pessoal é que a Venezuela estaria melhor sob um regime de taxa de câmbio diferente — por exemplo, uma taxa de câmbio de flutuação controlada, mantida a um nível inferior real.

Mas isso é muito diferente da ideia, ou do sonho recorrente dos pessimistas da oposição, de que este problema levará inevitavelmente a uma crise do balanço de pagamentos, o que causaria o colapso da economia.

É claro que as previsões de catástrofe ajudam a promover a fuga de capitais pelos venezuelanos convencidos de que devem guardar as suas poupanças em outro lugar.

Mas aqui está o fato: mesmo que o sonho de uma crise do balanço de pagamentos se torne realidade, o governo Chávez tem amigos. E alguns desses amigos têm um monte de dólares. A China, que está sentada sobre mais de 3 trilhões de dólares em reservas, considera a Venezuela um aliado estratégico e emprestou ao governo Chávez 36 bilhões de dólares desde 2007.

A maior parte foi paga de volta, e cerca de U$ 20 bilhões foram emprestados a taxas de juros extremamente baixas (1 a 3 por cento). Brasil e Rússia também estão entre os países que consideram a Venezuela um parceiro muito importante na região. Eles também controlam centenas de bilhões de dólares em reservas.

Estes países não gostariam de ver o colapso de seu parceiro e aliado, o governo da Venezuela, por causa de  alguns bilhões de dólares de divisas para pagar as importações por um tempo. Por exemplo, se os preços do petróleo cairem temporariamente, como aconteceu em 2008.

Há uma série de razões para isso, mas uma delas é que um governo de direita provavelmente seria aliado de Washington.

O apoio do governo de Chávez a um “mundo multipolar”, descrito como “anti-americano”,  é bastante atraente para a maioria dos outros governos do mundo. A Venezuela tem as maiores reservas mundiais de petróleo, e tirando Washington e os governos da Europa (que não são de muita utilidade para qualquer pessoa nos dias de hoje), a maioria dos governos não acha que é uma grande ideia ter um país que é conhecido em todo o mundo como um poder imperial, com o maior exército do mundo, também controlando as reservas mundiais de petróleo.

O outro lado da moeda é que as reservas de petróleo da Venezuela também são o principal motivo pelo qual Washington tem sido tão hostil ao país, apoiando o golpe militar de 2002 e intervindo tanto quanto o possível para tentar desacreditar, debilitar e deslegitimar o governo.

Embora estes esforços tenham tido enorme sucesso em influenciar a mídia e, portanto, a opinião pública, na maior parte deste hemisfério, eles não fazem tanto sucesso com os governos, especialmente nas Américas, mas também na maior parte do mundo.

E essa é a ironia: a batalha sem fim de Washington contra a Venezuela tem, de certa forma, tornado o governo Chávez e seu partido político mais fortes, ajudando a infundir na disputa de esquerda versus direita uma dimensão anti-imperialista que coloca a maior parte dos governos do mundo ao lado de Chávez.

É claro que a mais importante fonte do contínuo sucesso eleitoral de Chávez tem sido as melhorias nos padrões de vida que a maioria dos venezuelanos experimentou na última década: a redução da pobreza pela metade, da pobreza extrema em mais de 70 por cento, corte do desemprego pela metade, uma triplicação de pessoas elegíveis para aposentadorias públicas e maior acesso aos cuidados de saúde e educação.

No debate do Times, o historiador Miguel Tinker-Salas fez a melhor contribuição — como sempre faz — ao acentuar a centralidade de quem controla as reservas de petróleo da Venezuela. “Controle do governo implica o controle da indústria do petróleo e da capacidade de ditar se ela beneficia toda a sociedade ou apenas setores privilegiados, como o fez no passado.”

É verdade e continuará sendo.

Mark Weisbrot é economista e co-diretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política. Ele é co-autor, com Dean Baker, de “Previdência Social: a falsa crise”.

PS do Viomundo: Não vejo a hora de sair o livro revelando a quem a CIA e Washington pagam — e quanto pagam — na campanha midiática internacional para reconquistar o petróleo da Venezuela.





51 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Robert Fisk: O debate sobre os comentários na internet « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de janeiro de 2013 às 10h49

[…] Chávez e a “destruição” da Venezuela […]

Responder

O suicídio de Aaron Swartz, o criador do RSS « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de janeiro de 2013 às 10h48

[…] Chávez e a “destruição” da Venezuela […]

Responder

Roberto Locatelli

13 de janeiro de 2013 às 14h07

Chávez é um ditador! Praticamente todo ano tem eleições na Venezuela. Uma aporrinhação. E, pior, os pobres votam.

A solução é dar um golpe de estado, fechar o Congresso e proibir eleições, para restaurar a democracia.

Responder

Bernardino

13 de janeiro de 2013 às 10h59

Z[E Povinho e MOACIR MOREIRA voces estao certos nos seus comentarios ambos coerentes no raciocinio a seu modo,O importante é a verdade contida nos seus comentarios,Parabens aos dois!!
Por falara na Venezuela e CHAVEZ.Cadê o LULA E A DILMA que nao se manifestam.Parece quae depois da BOSIMEIRE o LULA Murchou!!Alias eu sempre disse que as esquerdas brasileira sao as mais covardes da america latina ao lado da Chilena.Nao foi à tos que a ditadura aqui durou 20 anos e no Chile 18.Vivi a ditadura militar e tinhamos 90 milhoes de hab.e no entanto so tivemos dois guerrilheiros famosos :LAMARCA E MARIGHELA e resto Office-Boy!Nao canso de repetir a Cultura Portuguesa é COVarde na genetica e essencia,DÁ um rosario de fatos covardes na historia
Na Argentina os Montoneros trocavam tiros e matavam coroneis e etc por isso la so dorou 5 Anos.O Pres KICHNER lutou e foi preso,depois chegou ao poder e pegou todos vingando um a um.Pra ilustrar ele foi a academia militar de PALOMA e quebrou o RETRARO do ditador VIDELA nos pes do Comandante do Exercito presente à solenidade e demais milicos!!
Quando um politico vagabundo e covarde Brasileiro faria isso?Jamais em tempo algum.Fica aí o registro!!!!!!!

Responder

Simon Jenkins: A maior ameaça à paz mundial « Viomundo – O que você não vê na mídia

12 de janeiro de 2013 às 17h38

[…] Mark Weisbrot: A praga de gafanhotos causada por Chávez na Venezuela […]

Responder

Abel

11 de janeiro de 2013 às 23h48

Como eu sempre digo, quando se deseja alguma opinião isenta sobre o Brasil, é melhor ler a imprensa internacional…

Responder

Embaixada lamenta desrespeito com venezuelanos « Viomundo – O que você não vê na mídia

11 de janeiro de 2013 às 18h48

[…] Mark Weisbrot: A praga de gafanhotos causada por Chávez na Venezuela […]

Responder

Evo Morales: Chávez representa a luta anti-imperialista do mundo « Viomundo – O que você não vê na mídia

11 de janeiro de 2013 às 18h24

[…] Sugestão de Marcelo S, em comentário aqui […]

Responder

Marcelo S.

11 de janeiro de 2013 às 15h47

assistam ao discurso de 15min que Evo Morales deu ontem na venezuela, está muito bom:
http://www.youtube.com/watch?v=7nsfDG22EXA

Responder

lia vinhas

11 de janeiro de 2013 às 15h33

Trolls trabalhando de graça em blogs “sujos” é piada e de mau gosto ( tê-los entre nós, principalmente ). Quanto a presença de jornalões e certas revistas tupiniquins na lista da CIA, um membro do FBI aposentado, que, quando an ativa, andou por todas estas plagas a serviço dos orgãos de informação norte-americanos, revelou em reportagem na Carta Capital, creio que em 2003,justamente essa relação íntima entre ambos os lados.Daí se explica o empenho em atacar não só os alvos da oposição de direita aqui, mas também em outros países. Eles tomam partido em tudo que ameace a almejada hegemonia do seu patrão do Norte.)

Responder

    Willian

    11 de janeiro de 2013 às 17h16

    Ok, mas eu gostaria de ganhar em dólares, posso? E aí, têm ou têm o telefone da CIA?

    Abel

    11 de janeiro de 2013 às 23h47

    Não vão te aceitar. Acho que o seu atestado de vacinação está vencido…

    Moacir Moreira

    12 de janeiro de 2013 às 10h59

    O Willian é tão “esperto” que admite trabalhar de graça para a CIA e nem sabe o telefone dos patrões.

jose rasia

11 de janeiro de 2013 às 13h32

Ontem à noite asssisti um comentarista político na TELESUR (www.telesurtv.net) fazendo uma análise excelente do comportamento da mídia de direita na Venezuela. Mostrou como a mídia tem se comportado durante esses anos todos, da acensão de Chaves e o do Poder Popular. Desmontou uma por uma as mentiras da imprensa golpista da Venezuela. Fiquei pensando, aqui nenhum analista político ou jornalista fez isto até agora. Fica o convite: Quem se habilita? E de mais a mais, a Venezuela tem a TELESUR e a Radio Sur, aqui temos o lixo da TV BRASIL.

(O jornal da RECORD que era bom, virou um DATENA da noite. Até quando a Ana Paula Padrão vai aguentar dar notícias de balas perdidas e de prisão de bandido. Não tenho mais saco pra isto. Usei esse espaço pra falar do Jornal, porque ele era um espaço de crítica que também perdemos).

Responder

    Mário SF Alves

    12 de janeiro de 2013 às 20h53

    E será que é tão difícil aplicar isso? Será que é assim tão difícil preparar um desmascaramento diário do PiG? Um clipping da controvérsia, quem sabe?

Julio Silveira

11 de janeiro de 2013 às 12h12

O que gosto no Chaves é que ele instrumentalizou a cidadania de seu pais para identificar as nuances legais, as contradições, que os faziam cidadãos de segunda classe ante um grupo que se acostumou a reter os privilegios entre sí. E o melhor de tudo, retirou habilmente de seus opositores o discurso da truculencia ditatorial, quando abriu para o mundo a possibilidade de verificar a lisura do pleito em seu país.
Resta aos desmascarados, descarados mistificadores, o grito pela perda de espaço e a insatisfação, como sempre ocorre, com a tal democracia, sempre que a resposta popular lhes imputar um longo afastamento do poder e do consequente lucro com o povo. São maus perdedores.

Responder

    maria olimpia

    11 de janeiro de 2013 às 23h36

    Concordo plenamente com você!

Rômulo Gondim – “Por que a mídia que diz ser golpe adiar posse de Chávez saudou a do Sarney?”

11 de janeiro de 2013 às 11h50

[…] Mark Weisbrot: A praga de gafanhotos causada por Chávez na Venezuela […]

Responder

Fabio

11 de janeiro de 2013 às 11h05

Quando sair o livro, avise a todos! Depois de lido, irá para a estante ao lado do “Privataria Tucana”.

Responder

augusto2

11 de janeiro de 2013 às 09h53

os trogloditas estao solitarios na sua sala de irrealidade, fortes demais, decidindo nossas vidas num estalo, confiantes. Ao contrario do passado deixando tudo nas maos dos carreiristas da Cia.E de outras 16 agencias.
Nao faziam carreira, agora sobem rapido a novos cargos FORA dela, cada vez mais e pelas maos de obama. Assim se aproximará a hora de um erro fatal. Ja cometem muitos e a seguir outro para encobrir o primeiro.
Ja não mais é ‘politica para ter e manter poder”. Ja é jogo de poder pra depois arranjar um simulacro de politica q o justifique. Planetariamente. Esse poker por si mesmo terá que ter um fim mortifero. Endgame pela lógica, autodestrutivo.

Responder

Willian

11 de janeiro de 2013 às 09h06

Muito bom artigo. Gostei particularmente da comparação entre o número de servidores públicos da Venezuela e da Noruega. Devem ser semelhantes também os serviços prestados. Inveja branca da Venezuela agora.

Agora, fiquei preocupado em saber que os bilhões de dólares do Brasil podem ser usados para socorrer a Venezuela. Pode isto, Arnaldo?

Responder

    Scan

    11 de janeiro de 2013 às 11h39

    Muito bom artigo. Gostei particularmente da comparação entre o número de servidores públicos da Venezuela e da Noruega. Devem ser semelhantes também os serviços prestados. Inveja branca da Venezuela agora.

    Eh! Eh! Eh!
    Deve ser chato ser impotente…
    Primeiro atacam o “número” de funcionários públicos e quebram a cara.
    Aí resolvem atacar a “eficiência” dos serviços públicos. Se quebram a cara novamente, inventam um terceiro “índice”.
    Que chato ser impotente…
    São estúpidos e acham que ninguém percebe a manobra.

Mardones

11 de janeiro de 2013 às 08h46

Simplesmente magistral. Nada como os fatos para contribuir com o debate sobre qualquer assunto.

A posição da grande mídia contra o povo da Venezuela – atendendo aos interesses dos EUA – é um caso de polícia e política.

Infelizmente, aqui nas nossas bandas, o governo não acha importante esse tipo de debate. A sociedade civil precisa fazer a sua parte.

Responder

ZePovinho

11 de janeiro de 2013 às 01h54

Esse vai para o Azenha.Vi no Facebook de https://www.facebook.com/antoniocelso.ferreira.54

http://blog1do1jorge1.blogspot.com.br/2012/01/o-ex-comunista.html

O EX-COMUNISTA

Meu pai, que era um fumante inveterado, dizia que não há nada pior que um ex-fumante. Aliás, pior que isso só um ex-comunista. Por força de um processo de (de)formação mental inexplicável, o ex-comunista não se torna só um direitista. Ele passa a deter um discurso do mais baixo nível intelectual e analítico e do mais raivoso e desembasado apologismo ideológico. Não se torna um dialogante. Torna-se um sem-argumento, usando do puro ataque como arma discursiva.
Exemplos pululam por aí: Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Roberto Freire, Aloysio Nunes Ferreira, Soninha Francine, entre outros. E o discurso é sempre o mesmo, algo do tipo: “Na juventude eu era um incendiário, um rebelde. Na minha imaturidade da época, fui doutrinado pelos ideais de Marx, Lenin, Trotsky, Mao, e me tornei contra ‘tudo o que está aí’. Mas, graças a Deus (ou não, já que alguns continuam ateus materialistas) fui crescendo, adquiri maturidade, e vi que a realidade era outra. O que interessa é o emprego, a posição social e o dinheiro. Ir contra isso é pura utopia. Temos agora que livrar o mundo dessa raça, que busca através da mera anarquia, conquistar jovens incautos, como eu fui um dia, na busca por revalorizar a sociedade, tratando com igualdade os desiguais, entregando o mundo ao caos.”
Quero deixar claro que não estou falando aqui que não se pode mudar ou amadurecer idéias, quando se têm razões para tal. Isso seria traição intelectual. Nem estou dizendo que o comunismo está acima de qualquer crítica. Devemos ter coragem e honestidade, nós da esquerda, para perceber nossos próprios erros, até para que não se repitam. Mas a questão do ex-comunista é mais profunda. Afinal, porque alguém se torna comunista, antes mesmo de conhecer a teoria a fundo? Acredito que a questão primordial é a defesa da justiça social, ideal ético do comunismo. Até porque é isso o que acontece na maioria das vezes. Che Guevara, por exemplo, teria dito uma vez que não era um marxista de origem, mas que havia encontrado no marxismo a base teórico-ideológica para o seu ideal de justiça social. O mesmo aconteceu com líderes populares da América Latina ou do Oriente Médio. O ideal primevo é a luta social, e muitas vezes antiimperialista.
Mas como explicar a absurda reviravolta? De um dia pro outro defesa do social transforma-se na defesa do capital. Amadurecimento? A experiência de quem conhece as argumentações desses caras, prova a ilogicidade dessa hipótese. Meu palpite é que o ex-comunista é um revoltado consigo mesmo. Não tem coragem, ou inteligência, para defender algo coerentemente. E vive se culpando por isso. Quer viver uma rebeldia idílica, sem prestar contas a ninguém, mas não tem coragem de se desfazer do conforto que os bons empregos, os altos salários e os amigos ricos lhe proporcionam. São aqueles caras que querem entrar pra história, mudar o mundo, lutar pelos pobres, mas não tem peito para enfrentar os sacrifícios que isso acarreta. Mantém a auto-estima baixa. São invejosos. Sua saída, então, é o puro ataque àqueles que são o que sempre sonhou ser, mas não tem coragem. Chama-os de sonhadores, utópicos, idealistas, imaturos. Criam adjetivos para si mesmos, como pragmáticos ou realistas, compensando no seu subconsciente a baixa auto-estima que sente.
Para comprovar isso, basta comparar o discurso de um ex-comunista, com um direitista “de nascença”. Estes últimos, como o professor Orlando Fedeli, o economista Roberto Campos, ou mesmo o Jair Bolsonaro, concorde-se ou não com suas idéias, e eu não concordo, possuem uma argumentação sem rodeios. Eles têm certeza do que querem e defendem. O ex-comunista, ao contrário, fica horrorizado com quem o chama de direitista. Suas conceituações são arremedos dos discursos da juventude. Eles continuam usando o apelo social e os chavões de um esquerdista. Na verdade, sofrem da mais horrorosa “esquizofrenia intelectual”. Não sabem o que querem, nunca souberam. Sentem um desejo urgente de aparecer. Precisam de platéia para sentir que são alguma coisa, que defendem algo importante.
Dessa forma fica fácil identificar até um futuro ex-comunista. Eu, por exemplo, conheço vários: aquela jovem filiada ao PSTU, mas que só vai a lugares “chiques”; aquele professor que vive falando em defesa da pluralidade, mas que é intransigente com os outros; aquele rapaz que se orgulha de não assistir à Rede Globo, mas que chama funcionários públicos de vagabundos; aquela feminista radical, mas que só se relaciona com homens farristas, idiotas e extremamente machistas. Mistura de radicalismo irracional com individualismo materialista.

Responder

    Moacir Moreira

    11 de janeiro de 2013 às 10h17

    Sr. Zé Povinho,

    Assim como não há ex-amigo nem ex-gay, também não existem ex-comunistas.

    Ou SÃO ou nunca foram.

    O que se identificam como ex-comunistas na verdade são os tais social-democratas, como o PT e o PSDB, que alegam estar tentando “humanizar” o capitalismo como se fosse possível humanizar uma tourada dando maiores oportunidades ao touro, desde que não resulte na vitória deste.

    O finado Carlos Lacerda se dizia ex-comunista assim como Arnaldo Jabor.

    Todos eles alegam que o regime socialista soviético era uma ditadura sanguinária, mas parecem ignorar que o mundo está livre do nazismo, pelo menos por enquanto, graças à bravura de um povo unido sob a firme liderança do camarada Stalin em um contexto histórico em que ninguém apostava um tostão furado na derrota das poderosas tropas de Hitler para aqueles bolcheviques fedorentos e maltrapilhos que diziam formar uma união de repúblicas livres.

    Quem combate o socialismo mesmo sem querer acaba defendendo o seu oposto que é o nazi-fascismo, o governo dos banqueiros do crime organizado internacional que se apropriam de toda a riqueza produzida pelos trabalhadores, transformando-os em escravos remunerados com mercadorias do Baú da Felicidade.

    Vida Longa ao Comandante Hugo Chavez.

    Abraços

    Julio Cesar Montenegro

    11 de janeiro de 2013 às 12h39

    é que os ideais estão na mente
    que facilmente mente
    enquanto o oportunismo está no corpo
    com 5 sentidos convivendo no ambiente
    da casa grande ex i gente
    a danuza por exemplo
    com a cabeça cheia de griffes
    em função da casagrande
    cobrando gafes

    maria olimpia

    11 de janeiro de 2013 às 23h44

    Perfeito, exprimiu meu sentimento e pensamento sobe o assunto!

    maria olimpia

    11 de janeiro de 2013 às 23h50

    Meu comentário refere-se ao texto do zepovinho.

    Mário SF Alves

    13 de janeiro de 2013 às 14h49

    Prezado ZePovinho, este assunto é fundamental. É imprescindível que o discutamos a fundo. É imprescindível ter claro o que move uns e outros, comunistas e ex-comunistas (se é que de fato isso existe).

    ________________________________________
    Imagino a situação desses tais ditos ex-comunistas convenientemente transformados/usados como/em “intelectuais” orgânicos da direita… É… de fato, êta condiçãozinha moralmente desconfortável, não? Haja whisky!
    Imagine saber-se VOLUNTARIAMENTE ajoelhado ante o altar da devassidão ética? Imagine saber-se voluntariamente amoral, sem escrúpulos ou conivente com a DESUMANIZAÇÃO NEOLIBERAL? Imagine saber-se voluntariamente (e pragmaticamente?) contrário à EMANCIPAÇÃO POLÍTICA dos povos da América Latina? Imagine saber-se apoiado em mero pragmatismo (ou em correlação de forças) e voluntariamente participando do nascimento de um novo Hitler?

    __________________________
    Dúvida:
    A propósito, será que de fato é possível a existência de tal entidade, digo, intelectual de direita? Ou ainda, será que só a extrema direita admitiria tal entidade? Será que entre os apoiadores e integrantes do nazismo de fato existiram intelectuais? É possível a existência de intelectuais quando se freia a dinâmica da realidade ou se nega a liberdade e a dialética? É possível a existência de “intelectual de dialética capada”, que até admite o choque de contrários, mas jamais admite a respectiva síntese?
    Pois bem, tentando pensar de outra forma. Minha ferramenta de informática é um computador muito bem informado, versátil e rápido; capaz de executar várias tarefas simultaneamente. Imagine meu computador não apenas instruído para se orientar por determinadas equações algorítmicas, mas igualmente pragmático/inteligente a ponto de projetar e adotar novos e melhores algoritmos. Sendo assim, será que meu computador poderia ser considerado um intelectual?
    Penso que não. Meu computador jamais seria um intelectual, ainda que fosse quântico, ainda que fosse inteligente. Nem assim, meu computador teria aquilo que realmente nos diferencia dos símios, a CONSCIÊNCIA. Meu computador não tem e jamais terá consciência de nada. Ou, dito de outra forma, será que alguém que não se reconheça plenamente como gente; alguém que convenientemente escolha consentir ou participar da construção de uma sociedade supressora de liberdade; alguém que se auto aliene frente os “destinos” da humanidade; alguém que seja capaz de exercer seletivamente sua própria consciência ou suprimi-la convenientemente poderá considerar-se intelectual?
    Enfim, a que PROVA DE FOGO têm de se submeter estes “senhores” para serem admitidos no clube dos senhores de engenho [fútil/tudo [só] contra o PT]?
    ________________________________________________________

    No mais, fico com o velho e bom Drummond:
    Carlos Drummond de Andrade em que ele dizia: “a esquerda, até agora, no Brasil, tem sido a parte mais errada da opinião pública, a que mais caiu em erros”. O poeta querido afirmava abominar a direita, mas defendia a tese de que é possível “não ser partidário da esquerda e ter um pensamento consequente, que é o pensamento socialista, que não é propriedade da esquerda”. Enfim: ser socialista não é propriedade da esquerda.
    ____________________________________________________________________
    E VIVA A POSSIBILIDADE [nunca antes tão concreta] DE CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA!

    Mário SF Alves

    13 de janeiro de 2013 às 15h04

    Prezado ZePovinho, este assunto é fundamental. É imprescindível que o discutamos a fundo. É imprescindível ter claro o que move uns e outros, comunistas e ex-comunistas (se é que de fato isso existe).

    ________________________________________
    Imagino a situação desses tais ditos ex-comunistas convenientemente transformados/usados como/em “intelectuais” orgânicos da direita… É… de fato, êta condiçãozinha moralmente desconfortável, não? Haja whisky!
    Imagine saber-se VOLUNTARIAMENTE ajoelhado ante o altar da devassidão ética? Imagine saber-se voluntariamente amoral, sem escrúpulos ou conivente com a DESUMANIZAÇÃO NEOLIBERAL? Imagine saber-se voluntariamente (e pragmaticamente?) contrário à EMANCIPAÇÃO POLÍTICA dos povos da América Latina? Imagine saber-se apoiado em mero pragmatismo (ou em correlação de forças) e voluntariamente participando do nascimento de um novo Hitler?

    __________________________
    Dúvida:
    A propósito, será que de fato é possível a existência de tal entidade, digo, intelectual de direita? Ou ainda, será que só a extrema direita admitiria tal entidade? Será que entre os apoiadores e integrantes do nazismo de fato existiram intelectuais? É possível a existência de intelectuais quando se freia a dinâmica da realidade ou se nega a liberdade e a dialética? É possível a existência de “intelectual de dialética capada”, que até admite o choque de contrários, mas jamais admite a respectiva síntese?
    Pois bem, tentando pensar de outra forma. Minha ferramenta de informática é um computador muito bem informado, versátil e rápido; capaz de executar várias tarefas simultaneamente. Imagine meu computador não apenas instruído para se orientar por determinadas equações algorítmicas, mas igualmente pragmático/inteligente a ponto de projetar e adotar novos e melhores algoritmos. Sendo assim, será que meu computador poderia ser considerado um intelectual?
    Penso que não. Meu computador jamais seria um intelectual, ainda que fosse quântico, ainda que fosse inteligente. Nem assim, meu computador teria aquilo que realmente nos diferencia dos símios, a CONSCIÊNCIA. Meu computador não tem e jamais terá consciência de nada. Ou, dito de outra forma, será que alguém que não se reconheça plenamente como gente; alguém que convenientemente escolha consentir ou participar da construção de uma sociedade supressora de liberdade; alguém que se auto aliene frente os “destinos” da humanidade; alguém que seja capaz de exercer seletivamente sua própria consciência ou suprimi-la convenientemente poderá considerar-se intelectual?
    Enfim, a que PROVA DE FOGO têm de se submeter estes “senhores” para serem admitidos no clube dos senhores de engenho [fútil/tudo [só] contra o PT]?
    ________________________________________________________

    No mais, fico com o velho e bom Drummond:
    Carlos Drummond de Andrade em que ele dizia: “a esquerda, até agora, no Brasil, tem sido a parte mais errada da opinião pública, a que mais caiu em erros”. O poeta querido afirmava abominar a direita, mas defendia a tese de que é possível “não ser partidário da esquerda e ter um pensamento consequente, que é o pensamento socialista, que não é propriedade da esquerda”. Enfim: ser socialista não é propriedade da esquerda.
    E VIVA A POSSIBILIDADE [nunca antes tão concreta] DE CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA!

Nelson

10 de janeiro de 2013 às 23h21

Lembro de uma charge do grande Millôr Fernandes na qual ele desenhou uma avestruz cuja cabeça estava dentro de um televisor. Na legenda, Millôr escreveu: “Se você não quer ficar sabendo do que se passa no mundo, faça como o avestruz: enterre a cabeça da televisão”.

O texto de Weisbrot é mais uma oportunidade para aqueles que, há tempos resolveram enterrar a cabeça na televisão, se inteirem sobre o que realmente se passa no mundo por detrás da monumental propaganda ao aparato de divulgação do sistema.

Responder

Nelson

10 de janeiro de 2013 às 23h09

“Controle do governo implica o controle da indústria do petróleo e da capacidade de ditar se ela beneficia toda a sociedade ou apenas setores privilegiados, como o fez no passado.”

Esta frase expõe, claramente, a razão principal pela qual os governos dos Estados Unidos e de outros países imperialistas da Europa sempre procuram articular golpes contra governos de cunho nacionalista que assumem o poder nos países do Terceiro Mundo.

Um governo que resolva utilizar as riquezas de seu território para promover uma melhor qualidade de vida para seu povo, em sua totalidade, terá que, fatalmente, se não sustar por completo, no mínimo, reduzir o espaço para a extração de lucros pelas grandes corporações.

E aí, meu camarada, como se diz aqui no sul, “tá feita a porqueira”. O Império, que, na verdade, existe para defender os interesses das grandes corporações não vai tolerar, de modo algum, tal governo e vai desatar campanhas como as que temos visto contra o povo cubano por mais de 50 anos, contra os venezuelanos por já quase quinze anos e tantos outros povos.

Responder

“Desinformação é arma de guerra do Pentágono” « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de janeiro de 2013 às 22h55

[…] Chávez e a “destruição” da Venezuela […]

Responder

Ricardo Homrich

10 de janeiro de 2013 às 22h50

Que livro é esse sobre a Cia Azenha ???
Qual autor ???
Abraço.

Responder

    augusto2

    11 de janeiro de 2013 às 09h15

    Isso, tambem quero saber. E ler. será que sai um livro assim tão cedo?

Jotace

10 de janeiro de 2013 às 21h22

Sem dúvida, um excelente artigo que analisa com propriedade a situação econômica da Venezuela, face à sábia orientação de Chávez e da brilhante equipe que, ao seu lado, trabalha pelo desenvolvimento econômico e social do país. O artigo se completa pelas informações a respeito da grande imprensa, sempre corrompida e disposta a mentir e manipular a informação. E que chega até ao extremo de ‘criar’ supostas notícias, usando o produto desse nefasto trabalho em suas matrizes, ou redirecionando-o para repetição da grande imprensa mundial. Se você lê, ou entende se ouvir, mais de um idioma, verifica como é enorme o grau de imoralidade presente nas produções dos grandes jornais e, salvo algumas poucas, cadeias de TV de todo o mundo. Salve a grande nação da Venezuela, que hoje está nas ruas, prestigiando o seu líder ausente/presente, alvo do crime de defender da pirataria internacional, a pátria e suas riquezas. Jotace

Responder

    Nelson

    10 de janeiro de 2013 às 22h56

    Excelente comentário, Jotace. Parabéns!

“Por que a mídia que diz ser golpe adiar posse de Chávez saudou a do Sarney?” « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de janeiro de 2013 às 20h14

[…] Mark Weisbrot: A praga de gafanhotos causada por Chávez na Venezuela […]

Responder

FrancoAtirador

10 de janeiro de 2013 às 19h59

.
.
Tag: EUA, ESTADO ULTRATERRORISTA DA AMÉRICA

A GUERRA DA INFORMAÇÃO

Sobre como manipular a notícia para espoliar a riqueza dos povos alheios.

O PRÉ-SAL BRASILEIRO TAMBÉM ESTÁ NA AGENDA DO DEPARTAMENTO DE ESTADO

Vide: (http://wikileaks.org/)

Responder

Roberto Locatelli

10 de janeiro de 2013 às 19h36

Depois da gigantesca mobilização de hoje na Venezuela – com participação de quase todos os presidentes da América Latina e do Caribe – acho que não há mais volta: Nuestra America nunca mais será o quintal dos fundos do tio Sam.

Responder

    elizabeth pretel

    10 de janeiro de 2013 às 19h43

    TOMARA QUE VC TENHA R A Z Ã O. É o que espero.

    maria olimpia

    11 de janeiro de 2013 às 23h47

    TOMARA MESMO, Locatelli!

edson tadeu

10 de janeiro de 2013 às 19h31

NAO PRECISA SER MUITO ESPERTO PARA SABER QUE TODAS AS MIDIAS DA DIREITA ESTAO NA RELAÇAO DA CIA AMERICANA, AQUI NO BRASIL GLOBO O GLOBO, FOLHA DE SAO PAULO O ESTADAO, VEJA MAIS PRECISAMENTE ABRIL COM SUAS PUBLICAÇOES E PARTIDOS DE OPOSIÇAO TODOS ESTAO NA LISTA DA CIA AMERICANA RECEBENDO PARA FABRICAR COMPLOS, CRIAR DOSSIES CALUNIAS, MENTIRAS, TODO TIPO DE CANALHICE É PAGO PELA CIA.

Responder

    damastor dagobé

    10 de janeiro de 2013 às 19h49

    como que é..estar na lista? é ter o nome e telefone na agenda?? oh dúvida atróz…

    Julio Cesar Montenegro

    11 de janeiro de 2013 às 12h52

    não é lista de chamada como você aprendeu no primário
    vivemos isso no brasil ANTES de golpes como no suicidio de getúlio
    na posse parlamentarista do vice jango
    na derrubada do jango como presidente reeleito em plebiscito
    pense numa lista de multinacionais anunciantes shell esso (repórter lembra?)coca cola chase manhattan
    e nos institutos ibades e milleniuns que financiam pros entreguistas
    e nos golpistas de confiança militares empresários diplomados em americanalhices
    fora as campanhas antigayaborto propsdb…
    sacou avestruz de globo veja folha estadão?

    Willian

    11 de janeiro de 2013 às 10h10

    Pô, e eu aqui trabalhando de graça. Alguém tem o telefone da CIA?

    Luiz (o outro)

    11 de janeiro de 2013 às 10h46

    De graça???

    Willian

    11 de janeiro de 2013 às 14h18

    Eu sim, Luiz. E o resto da blogosfera?

    Roberto Locatelli

    11 de janeiro de 2013 às 22h39

    Fala com o Zé Bolinha que ele te arruma um pão com queijo e um suco de laranja (de máquina).

    abolicionista

    13 de janeiro de 2013 às 16h38

    A CIA não iria pagar para quem não consegue escrever um comentário com mais de três linhas. Até para ser ideólogo é preciso um mínimo de competência, caro Willian. É preciso saber argumentar, tirar conclusões, associar causas e consequências, eliminar sofismas, enfim, exercer com afinco aquilo que diferencia o homem dos outros animais: capacidade de raciocinar. Se pessoas como você e o companheiro Lulipe representassem a média da humanidade, ainda estaríamos nos dependurando nas árvores. É uma pena ver nossa direita chafurdar na indigência intelectual, isso afunda o nível do debate e é, no fundo, mais um sinal de nosso subdesenvolvimento. Cresça e apareça, meu filho, ignorância não dá camisa a ninguém…


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding