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Diário da Resistência


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Maria Lucia Fatorelli: Dívida compromete a soberania brasileira


08/06/2014 - 18h34

Da Redação

O vídeo acima traz tudo o que você sempre quis saber sobre a dívida pública mas teve vergonha de publicar. Se não puder ver agora, guarde para ver num fim de semana.

sugerido pelo Felipe Macedo, no Facebook

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A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



21 comentários

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Beto

13 de junho de 2014 às 18h43

Até me interessei pela material mas quando esta ilustre auditora fala da existência do mensalão e cita até valores, neste momento eu infelizmente interrompi o vídeo pois ela monstrou que acredita mais no PIG e no JB do que na verdade e neste momento coloquei em check todo o seu trabalho.

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Narr

11 de junho de 2014 às 12h11

Ué, não entendo mais nada.

Não é o Aécio que tem dito que a dívida pública já passou dos limites e que é preciso combatê-la?

Responder

mariade lourdes

11 de junho de 2014 às 12h03

Vídeo fundamental! Sem essas informações jamais conseguiremos entender por que o Brasil é como é ! O viomundo está de parabéns pela corajem de divulgar tão preciosas informações !
Só uma coisa me inquieta muito, que essas informações não sejam divulgadas pela mídia hegemônica é até compreensive.l mas por que será que vários blogueiros ditos “sujos” e progressistas não tocam nele ?
Daqui para frente passarei a observar os blogs ditos progressistas em função disso, só considerarei verdadeiramente sujos(livres) os que levantarem o verdadeiro problema do Brasil: uma dívida que por mais que paguemos nunca ficamos livres dela ! como se admite usar 44%do orçamento geral da união para pagamento de obrigações referentes a dívida !!
VIOMUNDO É UM AUTÊNTICO LOCAL DE BLOGUEIROS “SUJOS” (LIVRES !),POIS NEM TODOS QUE SE DIZEM ASSIM, SÃO NA VERDADE ASSIM(LIVRES) !.

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lulipe

10 de junho de 2014 às 15h00

Nunca na história deste país, bancos e empreiteiras lucraram tanto…Quem te viu, que te vê, PT.

Responder

Julio Silveira

10 de junho de 2014 às 10h16

Resumo da Ópera…Socorro, algum brasileiro de verdade se apreseeente pelo amor da pátria.

Responder

Sagarana

09 de junho de 2014 às 23h29

Tai, me convenceu! Se a Dilma anunciar a Auditoria Cidadã da Dívida Pública terá o meu voto! Basta vontade política! Aproveita e coloca a Fatorelli no lugar do Augustin.
É papo reto!

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    Sagarana

    11 de junho de 2014 às 22h39

    E ai Presidenta Dilma, vai rolar a Auditoria Cidadã? Isso fazia parte do programa do seu partido. Lembra?

Alex Back

09 de junho de 2014 às 16h32

Já dizia Brizola:

“O Lula é a espuma da história. Ele não teve oportunidade de entrar em águas mais profundas. O Lula está dentro do sistema. Sua mente está dentro do modelo econômico. Como a do Fernando Henrique [Cardoso]. Só que o Lula vem por baixo e o Fernando Henrique por cima. Eles estão se acotovelando, as duas equipes, para executar o mesmo programa: Neoliberal.”

https://www.youtube.com/watch?v=K-gVK84Rpic (a partir de 0:40 no vídeo)

Responder

Desmascarando o golpe geral

09 de junho de 2014 às 16h02

E mais: isso só mostra o quanto estamos desorganizados para combater as máfias. Muito ao contrário. Elas é que cada vez mais se escondem sob diversas máscaras e perseguem pessoas honestas. Penso que no Brasil elas já dominam a maioria dos órgãos públicos, via …bem…deixa pra lá….

Responder

Desmascarando o golpe geral

09 de junho de 2014 às 15h57

Por estes motivos acima é que a máfia está furibunda com o Projeto de Participação Social. Lobby não gosta de povo e nem precisa, compra o Congresso.

Responder

    Alex Back

    09 de junho de 2014 às 16h35

    É duro mesmo… vão ter que criar mais uma conta pra pagar os novos líderes da ‘sociedade civil’.

Daniel

09 de junho de 2014 às 13h17

E agora que vocês descobriram? Desde o final da Idade Média que os bancos usam dívidas para controlar pessoas e governos. E quem reclama ou tenta alterar isso, os bancos compram a pessoa ou mandam matá-la (não estou brincando).

Responder

    Desmascarando o golpe geral

    09 de junho de 2014 às 15h59

    Não Daniel. Não descobrimos agora. Apenas aumentamos a quantidade de informações com lastro.

Desmascarando o golpe geral

09 de junho de 2014 às 10h24

Maravilha de documentário.
tive a seguinte dúvida, se os números do pib do RS estão certos…estão enormes comparados com pib Brasil.

Responder

Desmascarando o golpe geral

09 de junho de 2014 às 10h14

Tudo mancomunado. A bolsa de valores, a comunicação, os governos, e agora temos a dinastia de corrupção, uma jabuticaba.

Responder

FrancoAtirador

09 de junho de 2014 às 01h27

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Enquanto o Consórcio de Mídia Empresarial Tucana G.A.F.E.*

detiver o Monopólio da (Des)Informação e da Não-Informação,

não haverá Avanço Democrático, Social, Político e Econômico.
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Responder

FrancoAtirador

08 de junho de 2014 às 23h39

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PODRES PODERES PRIVADOS (PPPs)

CONVERSÃO DA DÍVIDA PRIVADA EM DÍVIDA PÚBLICA

E OUTRAS FALCATRUAS FINANCEIRAS DO SISTEMA GLOBAL

(http://www.youtube.com/watch?v=cRL3I0MeP6w)
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Responder

FrancoAtirador

08 de junho de 2014 às 21h54

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OLIGOPÓLIO EMPRESARIAL FINANCISTA BOICOTOU A ECONOMIA BRASILEIRA:

QUANDO BAIXA A TAXA DE JUROS, OS EMPRESÁRIOS AUMENTAM OS PREÇOS,

PARA COMPENSAR A REDUÇÃO DOS LUCROS OBTIDOS NO MERCADO FINANCEIRO.

“A economia é oligopolizada.
Em todos os setores importantes,
três ou cinco empresas ou grupos
têm mais de 50% do mercado”

“Há agentes econômicos
com grande poder de veto
a medidas que representam,
do ponto de vista dos rentistas,
perda de renda [lucro do capital].
Esses agentes não permitiram
dólar alto e juro baixo”

Há um “conluio antidistributivo” no Brasil que puniu a presidente Dilma quando ela tentou reduzir as taxas de juros e desvalorizar o real.

Empresários compensaram queda no rendimento de aplicações com alta de preços, impedindo uma guinada na política econômica.

“Com taxa de juros alta, os empresários podem ganhar no mercado financeiro.
O que ajuda a segurar preço não é o fato de que a demanda é contida pelos juros altos.
Porque os empresários compensam os preços das mercadorias ganhando no mercado financeiro.
Não é preciso aumentar preço: eles estão ganhando em outro lugar.
Quando a taxa de juros cai, a primeira atitude do empresário que começa a perder dinheiro no mercado financeiro é aumentar preço.
A economia é oligopolizada.
Em todos os setores importantes, três ou cinco empresas ou grupos têm mais de 50% do mercado. [!!!]
Como essa profunda oligopolização, os grandes grupos têm o poder de arbitrar preços.
Dilma foi punida fazendo o que todo mundo pediu:
redução consistente de taxa de juros e aumento consistente do câmbio, desvalorização do real.
Quando o câmbio bateu em R$ 2,4 e os juros em 7,5% todo mundo reagiu contra.
Há agentes econômicos com grande poder de veto a medidas que representam, do ponto de vista dos rentistas, perda de renda.
Esses agentes não permitiram dólar alto e juro baixo”.

A análise é do sociólogo Adalberto Moreira Cardoso, 52, diretor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que inclui no “conluio”, parte da classe média rentista e o setor de serviços. Para ele, a campanha eleitoral deste ano será radicalizada, e as mídias sociais alimentam a animosidade.

Doutor pela USP e autor de dez livros –entre eles “A Construção da Sociedade do Trabalho no Brasil” (FGV, 2010) e “Ensaios de sociologia do mercado de trabalho brasileiro” (FGV, 2013)–, Cardoso enxerga Dilma como nome mais forte. Mas, ao contrário do que ocorreu com Lula, prevê que a presidente “não vai poder surfar acima das brigas entre candidatos. Ela vai ser o alvo principal dos ataques”.

A seguir, trechos da entrevista concedida por telefone, do Rio de Janeiro.

Qual sua visão do processo eleitoral?

“Essa eleição reinaugura a disputa política propriamente dita.
O PSDB, que agia de maneira errática nas últimas três eleições, está claramente com um projeto mais definido, mais conservador, mais à direita, definindo um eixo de retomada de um projeto que [nos termos do Neoliberalismo proposto] foi bem-sucedido no primeiro mandato de FHC. Mas que fracassou no segundo mandato.
O que o Aécio tem afirmando é o projeto do segundo mandato de FHC.
O primeiro foi mais claramente neoliberal, com políticas de abertura da economia. Todo o receituário neoliberal, com muita intensidade, foi implementado.
No segundo, deu-se um passo adiante, do meu ponto de vista ainda mais equivocado.
O primeiro mandato teve a virtude de ter controlado a inflação a um preço muito alto, que foi o do emprego formal, industrial.
O Brasil entrou numa rota de desindustrialização a partir de 1995, 1996, que só se aprofundou com o tempo.
Chegou-se ao final do segundo mandato com 40% de emprego formal.
O emprego industrial, que tinha atingido 22%, foi para 11% da PEA [População Economicamente Ativa].
Houve uma desindustrialização dos empregos e um aumento brutal do desemprego.
O custo social das políticas adotadas foi muito alto.
As pessoas se esquecem de que o Brasil estava numa rota de dolarização quando Lula ganhou a eleição.
O projeto de FHC era de dolarização da economia.
Armínio Fraga já tinha transformado quase 40% da nossa divida interna em nominada em dólar, expondo profundamente a economia às intempéries internacionais”.

O projeto de Aécio é semelhante ao de FHC?

“É de voltar às políticas de FHC.
Seu possível ministro da Fazenda é Armínio Fraga, um dos responsáveis pela grande fragilidade do Brasil no segundo mandato do FHC.
Ele colocou o Brasil numa rota de dolarização da economia num momento em que a dolarização já tinha destruído a economia da Argentina.
Ele está fazendo o programa do PSDB, baseado nas políticas neoliberais de financeirização da economia”.

[…]

…o governo é desenvolvimentista?

O governo é de uma coalizão, na qual o PT tem a liderança.
Implementar políticas com esse Congresso não é fácil.
O executivo tem sido refém de uma política que tem troca de favores no Congresso.
Por causa do tempo de televisão, que é um grandes elementos da dinâmica política do Brasil.
O tempo de televisão é a grande moeda em ano eleitoral e no ano anterior e anterior.
Há políticas que não podem ser implementadas por haver uma base política conservadora.
O governo chegou tarde à conclusão de que a economia brasileira está profundamente fragilizada.
Do ponto de vista macroeconômico está bem, com sinais de que pode piorar depois.
A economia do país foi fragilizada ao longo dos últimos 20 anos.

O sr. pode explicar melhor?

Em parte por conta da âncora cambial dos dois mandatos de FHC.
Ainda que tenha que tenha acabado em 1999, ela retornou via taxa de juros, uma das maiores do planeta.
O dólar chegou a bater R$ 3.
Lula restituiu a âncora da economia brasileira via taxa de juros.
São 20 anos de política que Dilma tentou reverter quando começou a baixar de maneira consistente a taxa de juros.
Dilma foi punida pelo mercado, inclusive pela indústria.

Punida como?

Quando a taxa de juros chegou num patamar que todos, inclusive a Fiesp, saudaram como uma taxa civilizada, juros reais de 2%,
todo mundo começou a aumentar preço.
Porque o empresariado no Brasil deixou de investir quando a taxa de juros ficou muito baixa, ao contrário do que acontece no mundo inteiro.
No mundo inteiro, quando a taxa de juros está muito alta, os empresários não investem.
No Brasil é o contrário: os empresários investem com taxa de juros alta, porque ela reduz o risco do investimento.

Por incrível que pareça! Quem financia o investimento no Brasil é o BNDES, o investimento é com juros subsidiados.

Com taxa de juros alta, os empresários podem ganhar no mercado financeiro.
O que ajuda a segurar preço não é o fato de que a demanda é contida pelos juros altos.
Porque os empresários compensam os preços das mercadorias ganhando no mercado financeiro.
Não é preciso aumentar preço: eles estão ganhando em outro lugar.
Quando a taxa de juros cai, a primeira atitude do empresário que começa a perder dinheiro no mercado financeiro é aumentar preço.

A economia é oligopolizada.

Em todos os setores importantes, três ou cinco empresas ou grupos têm mais de 50% do mercado.

Como essa profunda oligopolização, os grandes grupos têm o poder de arbitrar preços.

Dilma foi punida fazendo o que todo mundo pediu: redução consistente de taxa de juros e aumento consistente do câmbio, desvalorização do real.

Quando o câmbio bateu em R$ 2,4 e os juros em 7,5% todo mundo reagiu contra.

Há agentes econômicos com grande poder de veto a medidas que representam, do ponto de vista dos rentistas, perda de renda.

Esses agentes não permitiram dólar alto e juro baixo.
Íntegra em:

(http://jornalggn.com.br/noticia/sociologo-diz-que-dilma-foi-punida-por-conluio-da-classe-media-e-setor-de-servicos)
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