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O “Globo sonega” e a troca de Frias por Vladimir Herzog em placa


12/07/2013 - 01h31

Fotos de Maria Frô e Elisa (Centro de Mídia Independente) e texto de Renato Rovai

Projeção no prédio da TV Globo de São Paulo

A ponte Octavio Frias de Oliveira ganhou nome de um verdadeiro jornalista, Vladimir Herzog

O teste da Globo passou no teste das ruas. Novos atos virão

12/07/2013 | Publicado por Renato Rovai em seu blog

De repente uma palavra surge sobre o símbolo da Globo e outra a substitui na sequência.

Mente foi a primeira. Sonega, depois.

De onde surgiu aquilo? Quem mirava o projetor com tamanha criatividade contra a toda poderosa de tantos tempos e governos?

Era uma poderosa rede articulada ou apenas dois garotos criativos?

E a música? Quem era o puxador de samba daquela bateria?

Quem era aquela menina que parodiava a música tema do carnaval global?

E a galera com raiva e rostos cobertos? Quem eram os meninos que se diziam blacks blocks?

Quem era aquela gente nova numa manifestação pela democratização da mídia?

Quem eram eles que se misturavam ao Intervozes, ao Barão de Itararé e ao pessoal do MST?

Quem eram eles que estava ali com o Movimento Passe Livre e da Mídia Livre? Quem eram os ninjas que não eram da Pós TV?

Eles junto com o Lalo, o Sérgio Amadeu, o Miro, o João Brant e o Igor Felippe. Eles os pichadores sem medo e as meninas corajosas da primeira fila. Eles e elas que ignoraram a polícia e seus helicópteros.

A marcha de ontem à noite na frente à Globo marcou.

Uma TV inóspita e pouco acessível. Que fica num lugar inóspito e pouco acessível. Numa cidade, convenhamos, bastante inóspita como São Paulo. Mesmo assim éramos ao menos uns 2 mil por lá.

Aliás, daria para comparar a manifestação noturna de ontem na frente da Globo, que não tinha um único figurante, com a dos médicos na Paulista. A deles, segundo o Jornal da Globo do dia, teria 5 mil. Sendo assim, 5 mil para a de ontem também.

[Participe da campanha de assinaturas do Viomundo clicando aqui]

Passa bastão

Bastão passado. Havia muitos e muitos jovens putos, putíssimos com a TV dos Marinhos. Gente que quer ocupar a Globo. Que quer ocupar o Congresso. Que quer ocupar o Ministério das Comunicações. Que quer ir até as últimas consequências para mostrar que não aceita mais este jogo nas comunicações. Que quer derrubar o Paulo Bernardo e sua mentalidade lobista.

E tudo indica que isso vai continuar.

A partir de hoje a Globo virou alvo. E a democratização das comunicações uma pauta das ruas.

Que bom que havia muitos jovens e a boa energia do Passe Livre.

E que bom que o MST estava lá.

Há coisas novas acontecendo. E em algum momento isso haveria de acontecer. A Globo se tornaria alvo.

Do que é movimento novo. E do que supostamente é movimento tradicional.

A Globo não poderia passar ao largo de um momento histórico como este que vive o Brasil.

Era preciso um movimento global contra a Globo.

O que aconteceu hoje foi só o começo.

As redes vão amadurecer o que aconteceu nas ruas. E vão articular novas ruas.

Redes e ruas vão criar ainda muitos problemas para quem se achava acima deles, a Globo.

PS do Viomundo: Por causa de um raio laser projetado no rosto do apresentador pelos manifestantes, a Globo teve de mudar o enquadramento da edição de ontem do SPTV. As chamadas foram sempre muito curtinhas, para não dar tempo de o laser interferir. E o encerramento do jornal saiu rápido do estúdio para imagens externas. Vejam a nota em que a Globo fala em 400 manifestantes (havia mais), durante a qual aparece o laser.

Leia também:

Leia os documentos revelados pelo Cafezinho e o livro Afundação Roberto Marinho

Últimas unidades

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



52 comentários

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Zé Dirceu | Globo se torna alvo dos manifestantes

28 de agosto de 2013 às 10h04

[…] Clique aqui para ver fotos e vídeo do protesto […]

Responder

Marcos

20 de julho de 2013 às 09h22

O vídeo da troca do nome da ponte foi emocionante!!!

Responder

Rua Leonel Brizola em festa, no centro do Rio - Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de julho de 2013 às 23h46

[…] A festa do “Globo sonega” em São Paulo […]

Responder

Paulo Moreira Leite: "Novo", "velho"? Não vale fazer papel de bobo - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de julho de 2013 às 12h00

[…] O “Globo sonega” e a troca de Frias por Vladimir Herzog em placa […]

Responder

Jose Mario HRP

13 de julho de 2013 às 08h53

ACREDITE SE QUISER!

Responder

    Carlos Ribeiro

    13 de julho de 2013 às 14h34

    Joaquim Barbosa, o irresistível!

Cláudio

13 de julho de 2013 às 03h48


“Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” >>> (Joseph Pulitzer)


“Se você não for cuidadoso, os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas e amar as que estão oprimindo >>> (Malcolm X)



Ley de Medios Já ! ! !



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Eduardo

13 de julho de 2013 às 01h22

vEJA(M)! QUE TAL DERRUBAR A ABRIL ?

Responder

Mídia global prova do próprio veneno | A Tal Mineira – Blog da Sulamita

12 de julho de 2013 às 22h39

[…] os detalhes do protesto na reportagem de Carta Maior e também em Vi o Mundo, também aqui. E aqui, fotos que você não viu no PIG, sugeridas pelo amigo Ruy Sarinho. […]

Responder

anac

12 de julho de 2013 às 19h54

Os 1% e seus representantes globo, estadão, folha, veja e cia ltda conspiraram contra a CPMF e fizeram TUDO o que estava a seu alcance para acabar com esse tributo, cuja parcela considerável era destinada a saúde.
Adib Jatene seu criador queria o CPMF destinada APENAS para a saúde. Entretanto, em um país em que os políticos – legislativo e executivo – primam pela defesa do capital financeiro, a CPMF foi desvirtuada para pagar outras despesas entre as quais os JUROS DOS RENTISTAS. Um imposto que beneficiaria a sociedade e que conseguiu enfim fazer justiça pois incidente sobre a capacidade contributiva de cada brasileiro, passou a ser execrado pelo PiG por esse motivo: pegava finalmente os 1%. O discurso adotado pelo PiG para enganar a otária classe media foi a de que alem de significar sobrecarga de tributos a CPMF era desvirtuado, sendo que na maioria da vezes para pagar o serviço da divida, ou seja os lucros dos rentistas e dos banqueiros(1%). moral da historia: a saúde cada vez mais falida. E a culpa o PiG coloca apenas no governo.

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anac

12 de julho de 2013 às 19h37

A Globo que representa os 1% NÃO aceita pagar imposto. O ônus recai em quem tem, mesmo que pouco, para pagar: a classe media.
Lembrando que não existe almoço grátis, alguém tem que pagar. Como o miserável não tem como ser pego mesmo em seus vinténs, a classe media é chamada para pagar a conta.
Mas a globo não é burra e aposta no seu poder de manipulação principalmente sendo o alvo uma classe média pervertida, ignorante e egocêntrica, trata de colocar a culpa da sobrecarga de impostos da classe média na misera bolsa família. O morto de fome é o culpado por receber vinténs para não morrer de fome.

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Jairo Falcucci Beraldo

12 de julho de 2013 às 19h27

O advogado carioca Eduardo Goldenberg, 44 anos, morador da Tijuca, tem algumas dúvidas na vida, mas pelo menos duas certezas: “1) Quem começou a foder o Brasil foi a Globo; 2) O que a Globo quer eu não quero”.

Foi ele quem descobriu a ação do Ministério Público que condenava a funcionária da Receita Cristina Maris Meinick Ribeiro por sumir com o processo contra a Globopar. “Eu vi os artigos sobre a dívida de 600 milhões. Quando disseram que o processo havia desaparecido, fui atrás. Pesquisei no site Consultor Jurídico e em outros lugares até encontrar a história do sumiço”, diz.

Uma vez com o número do processo, escreveu um post no Twitter avisando alguns blogueiros, que deram a notícia. Goldenberg é um farejador incansável e que trabalha sozinho (embora tenha boas fontes). A revelação teve ampla repercussão — mas ele nem sempre foi creditado como autor. “Meus amigos ficaram putos com isso. Eu não. Como não sou pavão, deixei para lá. Muitos desses blogueiros progressistas têm os mesmos vícios dos caras do PIG”.

Eduardo tem um ídolo absoluto: Leonel Brizola. (“Mito”). Se declara brizolista desde os 13 anos. Cita o político gaúcho com fervor e devoção. Conheceu-o depois de pregar uma peça na repórter Renata Ceribelli, que entrevistava a plateia num festival de música em 2000. Renata perguntava às pessoas o que elas estavam achando dos shows, quando chegou a vez de Goldenberg. Ele saca um boné e grita o slogan da campanha de Brizola para a prefeitura do Rio: “Faz um 12, Brizola!”

O homem que deu o furo da funcionária da Receita que sumiu com o processo contra a Globo
Kiko Nogueira 12 de julho de 2013

As causas do advogado carioca Eduardo Goldenberg.

O advogado carioca Eduardo Goldenberg, 44 anos, morador da Tijuca, tem algumas dúvidas na vida, mas pelo menos duas certezas: “1) Quem começou a foder o Brasil foi a Globo; 2) O que a Globo quer eu não quero”.
Foi ele quem descobriu a ação do Ministério Público que condenava a funcionária da Receita Cristina Maris Meinick Ribeiro por sumir com o processo contra a Globopar. “Eu vi os artigos sobre a dívida de 600 milhões. Quando disseram que o processo havia desaparecido, fui atrás. Pesquisei no site Consultor Jurídico e em outros lugares até encontrar a história do sumiço”, diz.
Uma vez com o número do processo, escreveu um post no Twitter avisando alguns blogueiros, que deram a notícia. Goldenberg é um farejador incansável e que trabalha sozinho (embora tenha boas fontes). A revelação teve ampla repercussão — mas ele nem sempre foi creditado como autor. “Meus amigos ficaram putos com isso. Eu não. Como não sou pavão, deixei para lá. Muitos desses blogueiros progressistas têm os mesmos vícios dos caras do PIG”.
Eduardo tem um ídolo absoluto: Leonel Brizola. (“Mito”). Se declara brizolista desde os 13 anos. Cita o político gaúcho com fervor e devoção. Conheceu-o depois de pregar uma peça na repórter Renata Ceribelli, que entrevistava a plateia num festival de música em 2000. Renata perguntava às pessoas o que elas estavam achando dos shows, quando chegou a vez de Goldenberg. Ele saca um boné e grita o slogan da campanha de Brizola para a prefeitura do Rio: “Faz um 12, Brizola!”“Te filie ao PDT!”, disse Brizola para ele no dia seguinte. “Eu nunca quis me filiar. Mas foram conversas que mudaram o rumo da minha cabeça. Quero honrar o sentimento de independência dele”.
Herdou do “Velho”, como o chama, a ojeriza pela Globo. “Os governos têm uma relação promíscua com a Globo. Só o Leonel peitou a Vênus Platinada”. Define essa bronca como ira santa. “A Globo é uma potência mundial. Tenho orgulho de ser bloqueado por eles no Twitter. Nós somos um país dominado pela Globo. Havendo uma chance de contribuir para que os podres dela venham à tona, eu o farei. Por que o Ministério Público não correu atrás da Cristina Maris? Parece que ela teria se valido do direito constitucional de ficar em silêncio. Por quê?”
Não foi a primeira vez que Goldenberg deu um furo. Num domingo, há dois anos, estava tomando cerveja quando um conhecido lhe telefonou contando que Aécio Neves fora parado numa blitz da Lei Seca. Ele pôs no Twitter. “Em 25 minutos, aquilo estava nos jornais do país todo.” Em 2010, publicou em seu blog Buteco do Edu cópias dos editais do Diário Oficial em que as filhas de Soninha Francine eram nomeadas para cargos públicos na prefeitura de São Paulo.
Seu blog tem crônicas, memórias, Brizola, entrevistas, denúncias, Brizola, boas histórias (algumas com o amigão e cliente Aldir Blanc, gênio letrista e outro “indignado permanente”). Goldenberg gosta de advogar e avisa não é colunista, blogprog ou ativista. “A rede, bem usada, mudou a relação de forças. Eu não quero mudar o mundo”, diz. “Só quero fazer um barulhinho”.

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Caracol

12 de julho de 2013 às 19h08

Ô Terezinha! Ô Terezinha!…
Pintô barraco no cassino do Chacrinha!

Responder

Marci

12 de julho de 2013 às 18h44

Agora so falta mudar o nome do instituto do cancer do estado de sao paulo que tb leva o nome do referido cidadao!! Que diabo de fizacao é essa do povo de sao paulo nessa criatura? Vira ate nome de hospital!!

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Hélio Pereira

12 de julho de 2013 às 18h26

Parabéns a estes Jovens,que não aceitam o “cabresto” QUE A MIDIA GOLPISTA TENTA LHES IMPOR!

Responder

José Xavier

12 de julho de 2013 às 18h03

Muito bom os protestos, porém, o que realmente irá fazer estes meio de corrupção (comunicação) mudarem?? A queda de audiencia, portanto, segue uma sugestão;
-Eu não vejo Rede Globo;
-Eu não leio( O Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Veja e outros);
-Eu não acesso G1.

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abolicionista

12 de julho de 2013 às 16h19

O rei está nu!

Responder

Luis Fernando

12 de julho de 2013 às 16h01

Pessoal. Quero que visitem o blog http://www.novojornal.com de Minas.
Da mesma forma que o processo da globo sumiu da Receita Federal, o processo que incrimina Aécio Neves e comparsas na corrupção do Estado, também sumiu.
Ah, ia me esquecendo. Essa notícia não saiu na globo.

Responder

Matheus

12 de julho de 2013 às 15h52

Quando vão protestar na frente da Record? Quando vão protestar na frente da Editora Abril?

Responder

    Roberto Locatelli

    12 de julho de 2013 às 17h39

    Matheus, realmente, a questão não é só a Globo, é a democratização das comunicações. O que ocorre é que a Globo é um símbolo: forjada na ditadura, com os ditadores dando apoio à fraude que originou a rede.

    E, além disso, a Globo monopoliza quase que toda comunicação nacional. Só para citar um dado estarrecedor: em muitas cidades, a Globo monopoliza antenas retransmissoras, impedindo outras emissoras de chegar às populações.

    José de Almeida Bispo

    12 de julho de 2013 às 20h49

    Pior, Locatelli: a Globo foi a saída da direita nacional a serviço dos Estados Unidos para se manter no comando; ditando. Pondo presidentes pra dentro e pra fora; elegendo ou deselegendo parlamentares, forçando a indicação dos cargos da Justiça, especialmente para suas cortes maiores… a GLOBO É A DITADURA; a Globo é o braço político do Departamento de Estado americano… a continuação de 1964. Foi por isso que os militares toleraram – na aparência – e promoveram, de farto e por debaixo dos panos a criação da Rede Globo.

    rita

    13 de julho de 2013 às 10h34

    e no canal fechado? a poderosa NET bloqueia para o assinante que se recusa a pagar o alto preço do pacote de todos os canais rede de tv que é considerada aberta, como a RECORD NEWS. aqui na minha cidade não era a NET. mas infelizmente ela chegou….

    Jaimão

    13 de julho de 2013 às 11h59

    A Globo é o Escritório de Negócios do tio sam.

    Maria Libia

    13 de julho de 2013 às 11h09

    Matheus, onde você estava na quinta-feira? Por que pedir aos outros o que você não faz? Vira-lata, que late, mas abana o rabo para quem lhe der um chute.

Luana

12 de julho de 2013 às 15h41

Os protestos em favor da democratização da mídia não devem parar. Precisam continuar fazendo em todo o país, à semelhança do que fez o MPL, em SP.

É preciso unir os movimentos sociais nesta pauta e ir para a porta da Globo em todo o país, pedir. O Congresso precisa ser pressionado bem como o Cabral, se não houver essa pressão de fora, não haverá mudanças nesse monopólio.

Se vocês não se unirem, serão calados por eles, seja por meio de processos, como muitos já estão sendo submetidos, seja por meio da oposição na internet. Há grupos que estão organizados na internet para calar as vozes de vocês. Enquanto isso, Congresso, PIG, oposição e Bernardo ditam as cartas.

Ou democratiza os meios de comunicação ou quem faz oposição a este poder mídiático e econômico irá não a mudez, mas infelizmente, a morte.

Ou age ou age, não há saída. Vocês e quem faz comentários, estão contrariando interesses econômicos, jurídicos, políticos e oligárquicos.

Responder

    Maria Libia

    13 de julho de 2013 às 11h14

    Por que voce não faz parte do MSM – Movimento dos Sem Mídia? Nós precisamos de muitos para lutar contra o monopólio das 6 famíglias que conspurcam o nosso Brasil. Venha que será bem vinda.

Everaldo/ Recife

12 de julho de 2013 às 14h20

Caiu o império romano, o muro de Berlim e porque este câncer chamada de Globo, não pode cair. Vai cair, se Deus quiser.

Responder

Sampaio

12 de julho de 2013 às 14h14

Não aguento mais ver aquele reaça antipático do Boris Casoy no jornal da BAND! Volta Boechat!

Responder

claiton de souza

12 de julho de 2013 às 12h39

Natal, 12/07/2013. …..
O médico não é onipresente. …..
Quando um cidadão sofre um acidente de que natureza for, o seu primeiro socorro é feito por pessoas que não tem nenhum conhecimento médico, ou se quer de socorro preventivo. O acidentado na maior parte dos acidentes está à mercê da sorte e na ação dos que estão ao seu lado. Tomar as primeiras providências de bom censo e encaminhar para o atendimento médico de emergência não é obra do médico de emergência, mas sim, dos leigos de boa vontade e humanismo, procedimento este que salva muitas vidas a todos os momentos. …..
O médico não é onipresente. …..
Num hospital de atendimento emergencial os médicos de plantão não têm condições de atender ao mesmo tempo todos os cidadãos que por desventura merecem um atendimento imediato, alguns têm que aguardar seu atendimento. Isso não configura falta de atendimento médico ou falha no sistema de saúde. …..
O médico não é onipresente. …..
Se um médico que está escalado para atendimento em um posto de saúde, por motivos vários, muitas das vezes, fúteis, inconsequentes e desonestas, não comparece para prestar os serviços à que está obrigado, não configura má qualidade do sistema de saúde. Se o médico que é o principal agente de saúde é o primeiro a praticar irregularidades no seu posto de serviço, o que cobrar dos assistentes? …..

O médico não é onipresente. …..
Ao médico cabe examinar, operar e prescrever, este é o ato médico. Executar a prescrição médica e auxiliar o ato médico não é função do médico, mas sim de seus auxiliares, não tem cabimento a aplicação de injeção e curativo e outros vários procedimentos auxiliares de saúde ser atos médicos, é na verdade um absurdo. …..
O médico não é onipresente. …..
A qualidade do recinto de atendimento médico é variável de acordo com a região e os meios de recursos financeiros disponíveis. Há casos de extrema falta estrutural em todas necessidades físicas e profissionais humanas de postos de saúde e hospitais, o que por si só não valida ao médico deixar de prestar o seu serviço. Se o médico que é o principal agente de saúde é o primeiro a deixar de prestar os seus serviços, o que cobrar dos assistentes? …..
O médico não é onipresente. …..
Infelizmente na sociedade humana há um grupo de cidadãos portadores de doenças crônicas incuráveis, os quais vivem constantemente necessitados de cuidados médicos, tanto periódicos quanto emergenciais. Estes cidadãos por sua própria natureza são os que mais sofrem com os atendimentos médicos ou hospitalares, o que não caracteriza por si que tanto os médicos como o sistema hospitalar são omissos, ao contrario, fazem o que é possível para amenizar suas dores. Cabe aqui uma análise bem mais abrangente. …..
Onipresença. …..
Nem o médico, nem os assistentes e auxiliares de saúde, nem a saúde pública são onipresentes, porem são o mais eficaz possível dentro das possibilidades. Não é possível culpar os médicos nem os assistentes auxiliares de saúde nem o sistema público de saúde de má qualidade, ao contrario, mesmo com as dificuldades existentes o sistema de saúde do Brasil é de muito boa qualidade, principalmente o emergencial. …..
Onipresença. …..
Infelizmente pequena parte de médicos, auxiliares e assistentes de saúde e administradores da saúde, desonestos, demagogos, incompetentes, irresponsáveis e desumanos, tem onipresença garantida no sistema de saúde do Brasil, estes sim são a mazela da saúde pública. ….. …..
Claiton de Souza.

Responder

    Iinentevo M Gomes

    12 de julho de 2013 às 20h34

    Sim… Suas observações são pertinentes, oportunas, lutam pelo lado do bem… é preciso atravessar o RUBICÃO da desfaçatez e da hipocrisia… Irmãos médicos estrangeiros, sejam bem vindos… precisamos de vocês para mitigar o sofrimento de milhões de brasileiros, nos mais distantes rincões deste imenso país….
    Valdimir Herzog, donde estás que não levanta tua voz (parodiando Castro Alves

Edgar Rocha

12 de julho de 2013 às 12h27

Eu curti. E o povo gostaru. Parabéns! Manifestação correta no lugar certo.

Responder

abolicionista

12 de julho de 2013 às 12h02

Rebatizarem a ponte foi algo incrivelmente simbólico. Fiquei completamente emocionado com aquilo, teve a força da verdade. A luta de Herzog é a nossa luta. Vamos em frente, esse império rastaquera terá o que merece.

Responder

Lindivaldo

12 de julho de 2013 às 11h48

O mal se corta pela raiz…
E o mal deste País é a globo!

A globo está acima da lei,
ela sonega impostos,
mente, manipula e chantageia!

Cooptando a justiça, os políticos,
ela virou um partido político poderoso, conservador de ultra-direita!

Com a globo jamais haverá democracia…

Responder

Lindivaldo

12 de julho de 2013 às 11h37

E viva o Brasil!
Fora, globo e o resto do oligopólio!

Responder

FrancoAtirador

12 de julho de 2013 às 10h55

.
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O ataque de Augusto Nunes a Lula é pedagógico

Ele prova quanto a sociedade brasileira está indefesa diante de agressões.

Na Inglaterra, um juiz – o discreto, sereno e brilhante Brian Leveson, que, ao contrário dos nossos, guarda uma distância intransponível da mídia e dos políticos – comandou os debates, travados sob o seguinte consenso:
a mídia existe para servir a sociedade e não o oposto.
E não está acima da lei e nem de regras.

Murdoch foi obrigado a se submeter a duas sabatinas em que o juiz Leveson questionou o tipo de jornalismo feito em seus jornais.

Por Paulo Nogueira(*), no Diário do Centro do Mundo (DCM)

Ele prova quanto a sociedade está indefesa diante de agressões.

Um texto de Augusto Nunes na Veja ilustra a necessidade torrencial de discutir os limites da mídia no Brasil.

Todo país socialmente avançado tem regras e limites em nome do interesse público.

Para recordar, a Inglaterra, berço da liberdade de imprensa, recentemente promoveu esta mesma discussão depois que um jornal de Rupert Murdoch foi pilhado invadindo a caixa postal do celular de uma garota de 13 anos sequestrada e morta.

Um juiz – o discreto, sereno e brilhante Brian Leveson, que ao contrário dos nossos guarda uma distância intransponível da mídia e dos políticos – comandou os debates, travados sob o seguinte consenso:
a mídia existe para servir a sociedade e não o oposto.
E não está acima da lei e nem de regras.

O texto de Augusto Nunes me chegou por duas fontes, o que mostra o quanto ele incomodou quem não é fanático de direita.

Numa tentativa bisonha de humor, ele compila títulos de um livro com o qual Lula se candidataria à ABL. Os nomes são sugestões de leitores, e ali você pode ver o nível mental de quem lê Nunes.

Lula é chamado de bêbado, ladrão, molusco, burro, afanador, cachaceiro, larápio e cachaceiro, entre outras coisas.

É um texto que jamais seria publicado na Inglaterra por duas razões. A primeira é cultural: há décadas já não se aceita entre os ingleses este tipo de jornalismo insultuoso e boçal. A segunda é jurídica: a Justiça condenaria rapidamente o autor e imporia uma multa exemplar não só a ele, autor, mas ao veículo que publicou a infâmia.

Não se trata, como cinicamente se poderia argumentar, de censura. Mas de proteção à sociedade contra excessos da mídia.

Em outra circunstância, se alguém quisesse escrever o que quisesse do próprio Augusto Nunes, ele também estaria protegido. Esta a beleza da proteção.

Liberdade de expressão não significa licença para publicar tudo. Um juiz americano mostrou isso de uma forma didática ao falar na hipótese de alguém que chegasse a um auditório lotado e gritasse “fogo”.

Pessoas poderiam morrer no caos resultante do pânico. A liberdade de expressão não poderia ser invocada por quem falasse em fogo.

A desproteção à sociedade no Brasil é tamanha que, num caso clássico, diretores da Petrobras tiveram que processar Paulo Francis pela justiça americana depois de repetidas vezes serem chamados de corruptos.

Para sorte dos diretores da Petrobras, as acusações de Francis foram feitas em solo americano, no Manhatan Connection. A ação seguiu seu curso – sem que ninguém conseguisse interferir, o que fatalmente teria ocorrido sob a justiça brasileira. (Serra e FHC se mobilizaram a favor de Francis.)

Tudo que a justiça americana pediu a Francis foram provas. Ele não tinha. Diante da possibilidade de uma multa que o quebraria, ele se aterrorizou e morreu do coração.

No Brasil, Ayres Britto – autor de um absurdo prefácio num livro de Merval – acabou com a Lei da Imprensa quando era do STF, e deixou a sociedade sem sequer direito de resposta e exposta a arbitrariedades e a agressões de quem tem muito poder e pouco escrúpulo em usá-lo.

Para as empresas de mídia, foi mais uma vantagem entre tantas outras. Para a sociedade, foi um recuo pavoroso: ela foi posta em situação subalterna perante a imprensa.

O bom jornalista Flávio Gomes, no Twitter, afirmou que Lula deveria processar Nunes.

Isso se ele pudesse processar nos Estados Unidos, e não no Brasil. Aqui seria simplesmente inútil: o processo seria usado freneticamente como prova de intolerância de Lula à “imprensa livre”, aspas e gargalhada.

E não daria em nada.

Melhor respirar fundo e seguir em frente, para Lula ou para quem enfrente tanta infâmia.

Mas isso não elimina o fato de que o texto é uma prova do primitivismo da mídia brasileira e da legislação que deveria colocar limites claros e intransponíveis.

Não fazer nada em relação a isso – debater limites como a Inglaterra — é um caso de lesa pátria.

(*) O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

(http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-ataque-de-augusto-nunes-a-lula-e-pedagogico)

Responder

    João Vargas

    12 de julho de 2013 às 17h42

    Ler a veja já é uma mostra de profunda alienação mental. Agora, ler a coluna do Augusto Nunes na Veja já é caso de atrofia cerebral incurável. Pai, perdoai-vos, eles não sabem o que lêem.

José Ubiratan Soares

12 de julho de 2013 às 10h37

Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês
Nos empurraram com os enlatados
Dos U.S.A., de nove as seis.

Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês

Responder

zé eduardo

12 de julho de 2013 às 10h24

Eu sei que vem mais por aí, mas só isso já bastaria: não tem preço ter a alma lavada desta forma. Parabéns às meninas e aos meninos corajosos, lúcidos e criativos.

Responder

FrancoAtirador

12 de julho de 2013 às 10h09

.
.

BBSP

Responder

Adilson Filho: Provocadores e mídia marcam protesto nas ruas do Rio - Viomundo - O que você não vê na mídia

12 de julho de 2013 às 09h58

[…] Efeitos especiais em SP: “Globo sonega” e Herzog no lugar de Frias […]

Responder

“Globo sonega” é a nova logomarca | Conversa Afiada

12 de julho de 2013 às 09h34

[…] Maria Frô e Renato Rovai: O “Globo sonega” e a troca de Frias por Vladimir Herzog em placa […]

Responder

Mardones

12 de julho de 2013 às 09h17

Eu também acreditava que isso ia acontecer – movimentos mais organizados, trazendo pautas ‘mais nobres’ e de interesse nacional. Ontem foi um dia de glória para os movimentos de esquerda e aqueles simpatizantes de mudanças realmente profundas. E mais uma vez, a mídia foi ultrapassada na sua tentativa de manipular, pois as ruas estavam tomadas de movimentos sociais e suas pautas históricas. O MST novamente pelo Brasil falando da reforma agrária.

Responder

Ricardo Lemos

12 de julho de 2013 às 09h14

Deu no G1: Já imaginaram se a Globo estivesse sediada no país que ela tanto diz admirar. Diante dessa inacreditável mega sonegação, quantos décadas os M(etralhas) ficariam presos?
Ps: é preciso rever os cálculos da atualização do imposto devido pela Globo, pois nos meus cálculos chega próximo de 3 bilhões.

Cantora americana é presa por sonegação de impostos

A cantora Lauryn Hill já está presa. Ed Ross, porta-voz do Departamento de Prisões dos Estados Unidos, confirmou que ela deu entrada em uma prisão federal de segurança mínima na cidade de Danbury, no estado de Connecticut, nesta segunda-feira (8).
Durante os três meses em que ficar por lá, Hill dividirá uma cela com outras detentas e trabalhará nos setores de paisagismo e manutenção, além de ajudar na cozinha. Ela foi condenada em maio deste ano por sonegação de impostos referentes aos anos de 2005 a 2007.
A cantora chegou a pagar US$ 554 mil, mas afirmou não ter condições financeiras de pagar o US$ 1 milhão restante porque sofreu “ameaças veladas e chantagem” após a divulgação de seus problemas com a justiça, e por isso não conseguiu trabalhar e ganhar mais dinheiro.
Por ser mãe de seis filhos pequenos e colaborar com diversas iniciativas de caridade, Lauryn Hill teve uma atenuação em sua pena, que foi considerada “justa e razoável” por seu advogado, Nathan Hochman.
Após os três meses na penitenciária, a cantora permanecerá em liberdade condicional pelo período de um ano, sendo que deverá passar os três primeiros meses em prisão domiciliar.
Lauryn Hill estreou no início da década de 90 como vocalista dos Fugees, com quem ganhou um Grammy e vendeu mais de 17 milhões de discos. Aos 38 anos, ela se lançou em uma carreira solo, vendeu 12 milhões de cópias e conquistou cinco prêmios Grammy.
Fonte: G1

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    francisco niterói

    12 de julho de 2013 às 19h10

    ricardo

    No Brasil É QUASE IMPOSSIVEL sonegador ir para a cadeia.

    Depois dos recursos administrativos ( que um bom advogado vai fazer rolar anis e anos), O SONEGADOR TEM O PERDAO DO CRIME SE PAGAR O DEVIDO.

    Entao ficamos assim: o cara sonega e, sendo descoberto, o que é dificil pois a legislacao dificulta a descoberta,ele tenta derrubar a autuacao. Se nada disso der certo, ele paga e assim o crime é perdoado.

    O G1 NAO FALA, E NUNCA FALARA, QUE A CANTORA AMERICANA NAO IRIA PRA CADEIA NO BRASIL.

    VC JA OUVIU A GLOBO FALAR DE LEI 9249/95? POIS É, A GLOBO SEMPRE SOUBE QUE UM DIA PODERIA PRECISAR DESTA LEI.

    Por ultimo, vc viu algum manifestante falando nisso?

Italo

12 de julho de 2013 às 08h48

Pedra mole e água dura bate até que a globo fura

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FrancoAtirador

12 de julho de 2013 às 08h24

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MANIFESTANTE DERRUBA GLOBOCOP COM ARMA A LASER

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    Wagner

    12 de julho de 2013 às 11h50

    Como isso me deixa feliz! Logo, profissionais pensarão muitas vezes antes de se venderem à globo, patrocinadores, idem.

Silas

12 de julho de 2013 às 06h10

Eu me pergunto cade o MPF, porque ninguém fala nada ao povo.
Foi por isso que pediram o fim da PEC? Com a palavra o Sr. Gurgel.

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    anac

    12 de julho de 2013 às 19h59

    Cadê o MPF. Poder de investigação do MP só serve para pegar os 4 ps.
    O MPF, a Globo sabe, é elitista.
    A prova: as prisões sobrecarregadas de pretos, pobres e prostitutas.

Francisco

12 de julho de 2013 às 04h40

A preocupação deles em quantificar os manifestantes contrasta completamente com a verificada na manifestação dos “apolíticos”…

Apoliticos – “Uma multidão de quinhentas pessoas tomou totalmente as ruas de São Paulo exigindo do governo (estadual? municipal?) providências contra algo e criticando a corrupção…”.

Contribuintes – “Menos de quinhentas pessoas empunharam bandeiras comandadas por carros de som. O trânsito fluiu normalmente e tudo foi muito chato, nem chegou a ter ninfetas revoltadas. As velhas reivindicações de 40 horas foram entoadas…”.

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jose carlos lima

12 de julho de 2013 às 04h21

COMO ANDA O PROCESSO CONTRA A VALE-
A Vale deve 35 bilhões de reais à União , uma maravilha a privataria tucana, que vendeu a Vale por miseros 3 bilhões de reais a serem pagos em moedas podres. Mas os problemas do Brasil são aqueles apontados pelo pig: Ora o “mensalão”, ora Lula….
http://www.advivo.com.br/blog/iv-avatar/vale-mobiliza-se-para-nao-pagar-r-35-bi-que-deve-a-uniao

Fissuras na mídia & outros assuntos
http://www.ocafezinho.com
Um dia como qualquer outro na imprensa brasileira. Apoio a golpes de Estado, terrorismo econômico, ataques a Lula, tudo regado a muito mensalão e brindes à Serra (via Merval). Enfim, as ladainhas de sempre.

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