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Diário da Resistência


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Lula, “Paulinho” e a hierarquia das notícias na mídia patronal


03/12/2014 - 16h49

gaspari

Durante a campanha eleitoral, a coluna de Elio Gaspari (15.10.2014) com a menção ao PT e ao “Paulinho” no título e o detalhe com a “informação” (abaixo).

detalhe gaspari

globo amarelo

Página de O Globo (03.12.2014) com a cobertura do depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa e detalhe (abaixo) enfiado no fim do texto.

globo detalhe

folha amarela

Página da Folha (03.12.2014) dedicada à cobertura do depoimento de Paulo Roberto Costa e detalhe (abaixo) enfiado no fim do texto.

detalhe folha

Capa do Estadão de 3 de dezembro de 2014 sobre o depoimento de Paulo Roberto Costa.  

Abaixo a observação enviada ao Viomundo por Antonio de Souza, via-email

IMG_20141203_145601995

de Antônio de Souza, via e-mail

“É flagrante a manipulação da mídia, no afã de atacar o governo federal. No mundo da celeridade digital as pessoas correm os olhos nas notícias e as vezes podem ser levadas ao equivocado pré julgamento e a conclusões precipitadas.

A manchete do jornal O Estado de S. Paulo de hoje, 03/12, traz  “Costa diz que verba em estatais é generalizado”. Mas quando o leitor abre a página da matéria, logo no primeiro parágrafo ele percebe o manejo das palavras:

 “O ex- diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ontem na CPI mista da estatal que esquemas de desvios de verbas públicas são generalizados em todo o país e atingem obras de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrelétricas.”

Ora, não se trata somente de estatais e todos sabemos que muitas dessas obras são realizadas por empresas privadas e às vezes em parceria com os governos estaduais, como foi revelado na matéria da revista CartaCapital desta semana. Ela cita uma planilha de projetos listados como clientes diretos da empresa do doleiro AlbertoYoussef, como as companhias paulistas Sabesp e Metrô, estatais de saneamento de Minas Gerais, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro  e Goiás.

Ou seja, quem ler,saberá….

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6 comentários

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Cláudio

04 de dezembro de 2014 às 23h13

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

****

*************.

* . . . . **** . . . . Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

Responder

Zilda

04 de dezembro de 2014 às 11h00

Temos que nos preocupar tb com o que Dilma está cedendo ao sistema financeiro e cia. Não podemos ser manipulados e usados pelo PT e pelo governo.

Responder

Ivo Miter

04 de dezembro de 2014 às 08h39

Tentativas e mais tentativas de golpes

DELAÇÃO MANIPULADA por Paulo Moreira Leite

qui, 04/12/2014 – 04:54

O esforço dos meios de comunicação para encontrar — de qualquer maneira — uma ligação da campanha de Dilma Rousseff com os recursos nas da operação Lava Jato superou um novo limite na fronteira que separa a boa fé da manipulação mais descarada.

Tenta-se, agora, aproximar a delação premiada do executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, da campanha presidencial de Dilma em 2010. Todos os jornais destacaram que parte da propina paga para o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato Duque eram “doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores”.

O que se esconde é um aspecto essencial. Mendonça Neto esclareceu no depoimento que não havia informado ao PT do motivo das doações.

É verdade que o executivo admitiu ter mantido em 2008 uma reunião com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, na sede do diretório estadual do PT em São Paulo, quando disse que “gostaria de fazer contribuições” ao partido. Mas Mendonça Neto também disse no depoimento que “não mencionou a Vaccari que as doações seriam feitas a pedido de Renato Duque” e que seriam fruto de propina.

Vaccari então orientou o executivo como doar de forma legal. Ou seja, o PT aceitou a doação na forma da lei. Está lá, entre aspas, na página 8 do depoimento de Mendonça Neto.

Este é o ponto espantoso. A divulgação seletiva de informações, de modo a atingir adversários e proteger aliados é uma tradição de nossos jornais e revistas. Mas raras vezes se fez isso de forma tão descarada, sem o cuidado sequer de manter as aparências. Vamos combinar que quem é capaz de vazar informações prestadas de caráter confidencial, como consta do documento, deveria, pelo menos, cumprir o dever de prestar um relato fiel daquilo que se disse a Justiça. Afinal, o que se quer é elevar o padrão ético de nossas práticas políticas e econômicas, correto? Ou não?

Outro aspecto é que os jornais preferiram confundir seus leitores ao repercutir a acusação de Aécio Neves que a doação legal ao PT em 2010 poderia tornar “ilegítima” o governo de Dilma Rousseff. No depoimento à Justiça do Paraná, Mendonça disse que as empresas Setec Tecnologia, PEM Engenharia e a SOG Óleo e Gás doaram legalmente R$ 4 milhões ao PT. Não existe nenhuma prova de que esse dinheiro tenha sido usado pela campanha de Dilma porque a legislação eleitoral da época não exigia a identificação da origem dos recursos transferidos entre partido e campanha, a chamada “doação oculta”. Isso só passou a ser obrigatório em 2014.

Com essa obrigatoriedade, sabe-se hoje que seis construtoras ligadas à Lava-Jato e com obras nos governos tucanos de Minas (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão) doaram R$ 34,17 milhões à campanha de Aécio Neves.

Responder

Ivo Miter

04 de dezembro de 2014 às 08h37

Tentativas e mais tentativas de golpe

DELAÇÃO MANIPULADA por Paulo Moreira Leite

qui, 04/12/2014 – 04:54

O esforço dos meios de comunicação para encontrar — de qualquer maneira — uma ligação da campanha de Dilma Rousseff com os recursos nas da operação Lava Jato superou um novo limite na fronteira que separa a boa fé da manipulação mais descarada.

Tenta-se, agora, aproximar a delação premiada do executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, da campanha presidencial de Dilma em 2010. Todos os jornais destacaram que parte da propina paga para o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato Duque eram “doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores”.

O que se esconde é um aspecto essencial. Mendonça Neto esclareceu no depoimento que não havia informado ao PT do motivo das doações.

É verdade que o executivo admitiu ter mantido em 2008 uma reunião com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, na sede do diretório estadual do PT em São Paulo, quando disse que “gostaria de fazer contribuições” ao partido. Mas Mendonça Neto também disse no depoimento que “não mencionou a Vaccari que as doações seriam feitas a pedido de Renato Duque” e que seriam fruto de propina.

Vaccari então orientou o executivo como doar de forma legal. Ou seja, o PT aceitou a doação na forma da lei. Está lá, entre aspas, na página 8 do depoimento de Mendonça Neto.

Este é o ponto espantoso. A divulgação seletiva de informações, de modo a atingir adversários e proteger aliados é uma tradição de nossos jornais e revistas. Mas raras vezes se fez isso de forma tão descarada, sem o cuidado sequer de manter as aparências. Vamos combinar que quem é capaz de vazar informações prestadas de caráter confidencial, como consta do documento, deveria, pelo menos, cumprir o dever de prestar um relato fiel daquilo que se disse a Justiça. Afinal, o que se quer é elevar o padrão ético de nossas práticas políticas e econômicas, correto? Ou não?

Outro aspecto é que os jornais preferiram confundir seus leitores ao repercutir a acusação de Aécio Neves que a doação legal ao PT em 2010 poderia tornar “ilegítima” o governo de Dilma Rousseff. No depoimento à Justiça do Paraná, Mendonça disse que as empresas Setec Tecnologia, PEM Engenharia e a SOG Óleo e Gás doaram legalmente R$ 4 milhões ao PT. Não existe nenhuma prova de que esse dinheiro tenha sido usado pela campanha de Dilma porque a legislação eleitoral da época não exigia a identificação da origem dos recursos transferidos entre partido e campanha, a chamada “doação oculta”. Isso só passou a ser obrigatório em 2014.

Com essa obrigatoriedade, sabe-se hoje que seis construtoras ligadas à Lava-Jato e com obras nos governos tucanos de Minas (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão) doaram R$ 34,17 milhões à campanha de Aécio Neves.

Responder

FrancoAtirador

03 de dezembro de 2014 às 20h51

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Nem se preocupem mais com Globo, Abril, Folha, Estadão et Caterva.

A partir de agora, as notícias serão todas favoráveis à Presidente:

“Copom intensifica aperto monetário
e sobe juros básicos para 11,75% ao ano”.

(http://abre.ai/governo_se_rendeu_ao_rentismo)
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03/12/2014 17h21 – Atualizado em 03/12/2014 17h39

Bovespa fecha em alta em dia de Copom e votação da meta fiscal

O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subiu 1,37%.

Movimentação é tentativa de correção após baixas do índice.

Do G1, em São Paulo

Após cinco quedas seguidas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta nesta quarta-feira (03), ainda à espera da votação do projeto que derruba a meta fiscal de superávit do governo, prevista para hoje.

Também nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidirá se volta a aumentar a taxa básica de juros, hoje em 11,25%.
Grande parte do mercado aposta em uma elevação da Selic para 11,75%.

O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subiu 1,37%, aos 52.320 pontos.

As ações da Petrobras subiam acima de 4% perto do horário de fechamento. Já os papéis preferenciais da Vale apresentavam leve alta, de menos de 1%.

O índice foi puxado pela recuperação do petróleo, por expectativas positivas para a Europa e pelo PMI de Serviços da China, disseram operadores do mercado à Reuters.

Na Europa, há expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) dê algum sinal sobre novos estímulos na reunião de quinta-feira.

Na China, o PMI do setor não manufatureiro apurado pelo HSBC
registrou leve alta, de 52,9 pontos para 53 pontos em novembro.
Já o indicador oficial oscilou de 53,8 para 53,9.

Já o dólar teve baixa nesta quarta.
Moeda norte-americana recuou 0,74%, a R$ 2,5567.

(http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2014/12/bovespa-fecha-em-alta-em-dia-de-copom-e-votacao-da-meta-fiscal.html)
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Responder

Carlos

03 de dezembro de 2014 às 19h55

e ai fez-se a luz……

Responder

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