VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Lula analisa manchetes: “1 milhão de brasileiros ainda vivem sem luz”


14/05/2014 - 11h32

DISCURSO DE LULA NO 2º CONGRESSO DOS DIÁRIOS DO INTERIOR

via Nina Santos, do Instituto Lula

É sempre um prazer dialogar com os jornalistas e empresários da imprensa regional brasileira. Por isso agradeço o convite da Associação dos Diários do Interior do Brasil para participar desse Congresso.

Vocês acompanharam as transformações que ocorreram no Brasil nesses 11 anos e que beneficiaram o conjunto do país, não apenas os privilegiados de sempre ou as grandes capitais.

Sabem exatamente como essa mudança chegou às cidades médias e aos mais distantes municípios.

O Brasil antigo, até 2002, era um país governado para apenas um terço dos brasileiros, que viviam principalmente nas capitais. A grande maioria da população estava condenada a ficar com as migalhas; excluída do processo econômico e dos serviços públicos, sofrendo com o desemprego, a pobreza e a fome.

Os que governavam antes de nós diziam que era preciso esperar o país crescer, para só depois distribuir a riqueza. Mas nem o país crescia o necessário nem se distribuía a riqueza.

Nós invertemos essa lógica perversa, adotando um modelo de desenvolvimento com inclusão social. Criamos o Fome Zero e o Bolsa Família, que hoje é um exemplo de combate à pobreza em muito países.

Adotamos uma política de valorização permanente do salário e de expansão do crédito, que despertaram a força do mercado interno, e ao mesmo tempo garantimos a estabilidade, controlando a inflação e reduzindo a dívida pública.

O resultado vocês conhecem: 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza, 42 milhões alcançaram a classe média e mais de 20 milhões de empregos foram criados.

O Brasil não é mais um país acanhado e vulnerável. Não é mais o país que seguia como um cordeirinho a política externa ditada de fora. Não é só o país do futebol e do carnaval, embora tenhamos orgulho da alegria e do talento do nosso povo.

O Brasil tornou-se um competidor global – e isso incomoda muita gente, contraria interesses poderosos.

A imprensa cumpre o importante papel de traduzir essa nova realidade para a população. E isso não se faz sem uma imprensa regional fortalecida, voltada para aquela grande parcela do país que não aparece nas redes de TV.

Todo governo democrático tem a obrigação de prestar contas de seus atos à sociedade. E tem obrigação de divulgar os serviços públicos à disposição da população.

A publicidade oficial é o instrumento dessa divulgação, que se faz em parceria com os veículos de imprensa – desde a maior rede nacional até os jornais do interior profundo do país.

Uma das mudanças mais importantes que fizemos nestes 11 anos foi democratizar o critério de programação da publicidade oficial.

Quero recordar que esta medida encontrou muito mais resistências do que poderíamos imaginar, embora ela tenha sido muito importante para aumentar a eficiência da comunicação de governo.

Essa medida foi também uma questão de justiça, para reconhecer a importância do interior no desenvolvimento do Brasil.

Quando o companheiro Luiz Gushiken, que era o ministro da Secom em meu primeiro mandato, começou a democratizar a publicidade oficial, muita gente foi contra.

As agências de publicidade, os programadores de mídia e os representantes dos grandes veículos achavam que era uma mudança desnecessária.

Reclamaram quando o Luiz Dulci incluiu a imprensa regional na programação de publicidade do governo federal.

E reclamaram ainda mais quando o Franklin Martins aprofundou a política de democratização da publicidade, abrangendo as empresas estatais.

Diziam que para falar com o Brasil bastava anunciar nos jornais de circulação nacional e nas redes de rádio e TV.

Hoje é fácil ver como estavam errados, pois a imprensa regional está cada vez mais forte. São 380 diários que circulam 4 milhões de exemplares por dia, de acordo com os dados da ADI-Brasil.

Isso ocorre porque temos políticas que levam progresso e inclusão social ao interior do país.

De cada 3 empregos criados no ano passado, 2 se encontram em cidades do interior e apenas 1 nas regiões metropolitanas.

Nunca antes o governo federal investiu tanto no desenvolvimento regional, para combater desequilíbrios injustos e injustificáveis.

Nunca antes a relação entre o governo federal, os Estados e as prefeituras foi tão republicana quanto nestes 11 anos.

E são jornais do interior – e não os veículos nacionais – que traduzem essa realidade.

Quando chegamos ao governo, a publicidade oficial era veiculada em anunciava em 249 rádios e jornais. Em 2009, o governo federal já estava anunciando em 4.692 rádios e jornais de todo o país.

Meus amigos, minhas amigas

Pediram-me para contar aqui uma experiência com a imprensa regional no período em que fui presidente da República. Vou contar o que aprendi comparando a cobertura da imprensa regional com a que fazem os grandes jornais.

Quando o Luz Pra Todos chega numa localidade rural ou numa periferia pobre, está melhorando a vida daquelas pessoas e gerando empregos. Isso é uma notícia importante para os jornais da região.

Os grandes jornais nunca deram valor ao Luz Pra Todos, mas quando o programa superou todas as expectativas e alcançou 15 milhões de brasileiros, um desse jornais deu na primeira página: “1 milhão de brasileiros ainda vivem sem luz”. Está publicado, não é invenção.

Onde é que estava esse grande jornal quando 16 milhões de brasileiros não tinham luz?

Quando chega o momento de plantar a próxima safra, são os jornais regionais que informam sobre as datas, os prazos, os juros e as condições de financiamento nas agências bancárias locais.

Mas na hora de informar à sociedade que em 11 anos o crédito agrícola passou de R$ 30 bilhões para R$ 157 bilhões, o que a gente lê num grande jornal é que a inflação pode aumentar porque o governo está expandindo o crédito.

Quando uma agência bancária da sua cidade recebe uma linha do BNDES pra financiar a compra de tratores e veículos pelo Mais Alimentos, vocês sabem que isso aumenta a produtividade e aquece o comércio local. É uma boa notícia.

Mas quando o programa bate o recorde de 60 mil tratores e 50 mil veículos financiados, a notícia em alguns jornais é que o governo “está pressionando a dívida interna bruta”.

Quando nasce um novo bairro na cidade, construído pelo Minha Casa Minha Vida, essa é uma notícia local muito importante.

Mas um programa que contratou 3 milhões de unidades, e já entregou mais da metade, só aparece na TV e nos grandes jornais se eles encontram uma casa com goteira ou um caso qualquer de desvio.

Quando o governo federal inaugura um hospital regional, isso é manchete nos jornais de todas as cidades daquela região. O mesmo acontece quando chega o SAMU ou um posto do Brasil Sorridente.

Mas lendo os grandes jornais é difícil ficar sabendo das quase 300 UPAs, 3 mil ambulâncias do SAMU e mais de mil consultórios odontológicos que foram abertos por todo o país nestes 11 anos.

A maior cobertura de políticas públicas que os grandes jornais fizeram, nesse período, foi para apoiar o fim da CPMF, que tirou R$ 50 bilhões anuais do orçamento da Saúde.

Quando sua cidade recebe profissionais do Mais Médicos, vocês sabem o que isso representa para os que estavam desatendidos. Vão entrevistar os médicos, apresentá-los à população.

Mas quando 15 mil profissionais vão atender 50 milhões de pessoas no interior do país, a imprensa nacional só fala daquela senhora que abandonou o programa por razões políticas, ou daquele médico que foi falsamente acusado de errar numa receita.

Quando um novo câmpus universitário é aberto numa cidade, os jornais da região dão matérias sobre os novos cursos, as vagas abertas, debatem o currículo, acompanham o vestibular.

Lendo os grandes jornais é difícil ficar sabendo que nestes 11 anos foram criadas18 novas universidades e abertos 146 novos campi pelo interior do país.

É nos jornais do interior que se percebe a mudança na vida de milhões de jovens, porque eles não precisam mais sair de casa, deixar para trás a família e os valores, para cursar a universidade.

O número de universitários no Brasil dobrou para 7 milhões, graças ao Prouni, ao Reuni e ao FIES. Os grandes jornais não costumam falar disso, mas são capazes de fazer um escândalo quando uma prova do ENEM é roubada de dentro da gráfica – que por sinal era de um dos maiores jornais do país.

Quando uma escola técnica é aberta numa cidade do interior, essa é uma notícia muito importante para os jovens e para os seus pais, e vai sair com destaque em todos os jornais da região.

Quando eu informo que nesses 11 anos já abrimos 365 escolas técnicas, duas vezes e meia o que foi feito em século neste país, os grandes jornais dizem apenas que o Lula “exaltou o governo do PT e voltou a atacar a oposição”.

Quando chega na sua cidade um ônibus, um barco ou um lote de bicicletas para transportar os estudantes da zona rural, essa é uma boa notícia.

O programa Caminho da Escola já entregou 17 mil ônibus, 200 mil bicicletas e 700 embarcações, para transportar 2 milhões de alunos em todo o país. Mas só aparece na TV se faltar combustível ou se o motorista do ônibus não tiver habilitação.

Eu costumo dizer que os grandes jornais me tratam muito bem. Mas eu gostaria mesmo é que mostrassem as mudanças que ocorrem todos os dias em todos os cantos do Brasil.

Meus amigos, minhas amigas,

Quanto mais distante estiver da realidade, mais vai errar um veículo de comunicação. Basta ver o que anda publicando sobre o Brasil a imprensa econômica e financeira do Reino Unido.

O país deles tem uma dívida de mais de 90% do PIB, com índice recorde de desemprego, mas eles escrevem que o Brasil, com uma dívida líquida de 33%, é uma economia frágil.

Não conheço economia frágil com reservas de US$ 377 bilhões, inflação controlada, investimento crescente e vivendo no pleno emprego.

Escrevem que os investidores não confiam no Brasil, mas omitem que somos um dos cinco maiores destinos globais de investimento externo direto, à frente de qualquer país europeu.

Dizem que perdemos o rumo e devemos seguir o exemplo de países obedientes à cartilha deles. Mas esquecem que desde 2008, enquanto o mundo destruiu 62 milhões de postos de trabalho, o Brasil criou mais de 10 milhões de novos empregos.

O que eu lamento é que alguns jornalistas brasileiros fiquem repetindo notícias erradas que vêm de fora, como bonecos de ventríloquo. Isso é ruim para a imprensa, porque o público sabe distinguir o que é realidade do que não é.

Alguns jornalistas dos grandes veículos passaram o ano de 2013 dizendo que a inflação ia estourar, mas ela caiu. Passaram o ano dizendo que a inadimplência ia explodir, mas ela também caiu.

Diziam que o desemprego ia crescer, e nós terminamos o ano com a menor taxa da história. Chegaram a dizer que o Brasil entraria em recessão, mas a economia cresceu 2,3%, numa conjuntura internacional muito difícil.

Eu gostaria que esses jornalistas viajassem pelo interior do país, conhecessem melhor a nossa realidade, estudassem um pouco mais de economia, antes de repetir previsões pessimistas que não se confirmam.

E vou continuar defendendo a liberdade de imprensa e o direito de opinião, porque sei que, mesmo quando erra, a imprensa livre é protagonista essencial de uma sociedade democrática.

Meus amigos, minhas amigas,

A democracia é o único sistema que permite transformar um país para melhor. E ela não existe sem que as pessoas participem diretamente da vida política. Por isso digo sempre aos jovens: se querem mudar a política, façam política. E façam de um jeito melhor, diferente. Negar a política é o caminho mais curto para abolir a democracia.

Aprimorar a democracia significa também garantir ao cidadão o direito à informação correta e ao conhecimento da diversidade de ideias, numa sociedade plural. Esse tema passa pela construção do marco regulatório da comunicação eletrônica, conforme previsto na Constituição de 1988.

O Código Brasileiro de Telecomunicações é de 1962, quando no país inteiro havia apenas 2 milhões de aparelhos de TV. Como diz o Franklin Martins, havia mais televizinhos do que televisores.

É de um tempo em que não havia rádio FM, não havia computadores, não havia internet. De um tempo em que era preciso marcar hora para fazer interurbano.

No Brasil de hoje é preciso garantir a complementariedade de emissoras privadas, públicas e estatais. Promover a competição e evitar a contaminação do espectro por interesses políticos. Estimular a produção independente e respeitar a diversidade regional do país.

Uma regulação democrática vai incentivar os meios de comunicação de caráter comunitário e social, fortalecer a imprensa regional, ampliar o acesso à internet de banda larga. Por isso foi tão importante aprovar o Marco Civil da Internet.

Este é o desafio que se apresenta aos meios de comunicação, seus dirigentes e seus profissionais, nesse novo Brasil: o desafio de ser relevante num país com uma população cada vez mais educada, com um nível de renda que favorece a independência de opinião e com acesso cada vez mais amplo a outras fontes de informação.

Quero cumprimentar a ADI-Brasil, mais uma vez, pela realização desse Congresso, e dar os parabéns aos seus associados, que levam notícias para a população do interior desse imenso país.

Muito obrigado.

PS do Viomundo: E a manchete de O Globo para o evento foi…

Leia também:

Lúcia Rodrigues: Sabesp mascara o corte de água em São Paulo





39 comentários

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Carl

23 de maio de 2014 às 12h23

Sim, Lula gênio…o mesmo que fala que para o brasileiro não importa ter infraestrutura de transporte, pois é um povo que está acostumado a andar a pé e dá um jeito para chegar onde quer, de bicicleta, de jumento…gênio!

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lulipe

17 de maio de 2014 às 16h28

É muito cômodo discursar onde não se é contestado,palanque dos sonhos de qualquer fanfarrão.

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Luís Carlos

16 de maio de 2014 às 00h06

Para o desespero da mídia corporativa, fala o grande comunicador, Lula.

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Bárbara de Pindorama

15 de maio de 2014 às 12h08

Viomundo: o único site que não me deleta. Ainda.

Registrando: a presidente da Afro (ver conversaafiada de hoje) é branca…. mas isso é só consequência. Os negros embora maioria no Brasil, ainda não elegeram um (1,hum, um)deputado negro. Isso se chama união. Eles não podem desanimar. Já fizeram muitas coisas e já é tempo de eleger deputados negros.
Começa-se por não dividir o voto para vereadores. Elegendo um vereador, articular com vereadores de outras cidades e se unirem em torno de um nome único para deputado estadual, depois se unirem em torno de um nome para deputado federal. Fácil? Não, nem impossível!

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Luís Carlos

15 de maio de 2014 às 09h52

Está dado o recado. Vamos avançar e fazer recuar cada vez mais o atraso representado pela mídia corporativa.

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FrancoAtirador

15 de maio de 2014 às 09h03

.
.
Essa tal de ‘imprensa britânica’,

que a Globo menciona nas manchetes,

é a revista neoliberal Economist,

e o jornal londrino Financial Times.

A revista The Economist e o jornal Financial Times pertencem ao Grupo Pearson,

controlada da Pearson Education do Brasil Ltda

que, depois de adquirir a WSI, do Grupo Carlyle,

e as editoras e a gráfica da SEB S/A (Sistema Educacional Brasileiro S.A),

acaba de comprar por cerca de 2 bilhões de reais (R$ 1,7 bi + R$ 250 mi em dívidas)

a VCCL Participações, holding que concentra os investimentos do Grupo Multi,

a maior rede de ensino de idiomas para adultos do Brasil,

que detém as marcas Wizard, Yázigi, Microlins e Skill, dentre outras.

(http://www.cade.gov.br/temp/t121201421554816.pdf)

(http://brasileconomico.ig.com.br/index.php/noticias/pearson-acerta-a-compra-da-seb-por-r-888-milhoes_87360.html)

(http://www.ecofinancas.com/termo/Grupo%20Britanico%20de%20Comunicacao%20Pearson)

(http://www.ecofinancas.com/busca/Pearson)

Talvez se possa compreender, agora, o ‘interesse’ pelo ‘desempenho’ e o ‘gerenciamento’

da economia brasileira demonstrados pela ‘imprensa britânica’

repercutida aqui no Brasil pela Mídia Empresarial Tucana.

(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/10/22/dinheiro/24.html)
.
.

Responder

sergioa

15 de maio de 2014 às 08h03

Lula entra em campo, Dilma se manifesta, PT reage. Fim de jogo … para a oposição.

Felizmente nas últimas semanas o PT parece ter acordado do seu sonho idilico de conviver pacificamente com uma midia reacionária, conservadora e tendenciosa de ultra-direita, que chega a beirar (só para não ser muito duro) ao fascismo.

Espero que ganhando a eleição o PT finalmente parta para cima de fazer uma regulação da midia, não para censurá-la, mas sim para cortar seus tentáculos e seus conchavos com a elite.

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    Julio Silveira

    15 de maio de 2014 às 14h21

    Prezado Sérgio, a melhor política para quebrar as pernas dessa mídia corporativa é usar contra seus proprietários seu discurso capitalista predileto, ou seja concorrência. O estado deveria democratizar o acesso aos meios midiaticos cada vez mais. Aumentando a concorrência criariam-se espaços para empreendedores com pensamentos diferentes desses, dessa unanimidade que se transfere de cima para baixo, dos proprietários para as editoriais e daí para os empregados, repórteres e consequentemente uniformizando a visão de mundo de nossa cidadania. Deveria ser responsabilidade do Estado garanti estruturas que os impedissem de cooptar os mais fracos economicamente, criar modos de se evitar a formação de laranjas que os ajudam, como hoje, a manter esse verdadeiro cartel midiatico que reforça o pedir dessa minoria.

Julio Silveira

14 de maio de 2014 às 23h01

E não é que, mais uma vez, o Lula está certo.

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Fabio Passos

14 de maio de 2014 às 19h10

Já passou da hora de democratizar a mídia.
É decisão da sociedade tomada na Confecom.

“A hostilidade da imprensa convencional ao governo Dilma Rousseff independe do tema em debate”, Professor Fábio Goveia – Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

O PiG está em campanha eleitoral… contra Dilma e a favor do entreguista aécio never.

Confiram o estudo…

“Nas redes sociais, mídia convencional faz oposição sistemática ao governo Dilma”
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Nas-redes-sociais-midia-convencional-faz-oposicao-sistematica-ao-governo-Dilma/4/30904

Responder

    lukas

    14 de maio de 2014 às 21h29

    A COFECOM É a sociedade. Taí uma coisa que eu não sabia.

Antonio

14 de maio de 2014 às 18h48

O PT está sendo chamado de terrorista pela oposição por causa deste vídeo:
http://youtu.be/MgFE0lvyC8g

Você concorda que o PT é terrorista?

Responder

    Fabio Passos

    14 de maio de 2014 às 18h59

    Terroristas são os crápulas do PiG-psdb que só ferraram os pobres, quase destruíram o Brasil… e ainda querem voltar. rsrs

    Voltar atrás, nunca mais!
    Fora aécio never… fhc piorado!

    De Paula

    16 de maio de 2014 às 15h26

    Não é o PT que. através das redes sociais, faz convocação para depredações e assaltos a lojas e agencias bancárias, e depois alardeia a selvageria como façanhas nas cadeias midiáticas.

Sidnei

14 de maio de 2014 às 18h35

“08/12/2013 – 02h00

Lá no Brasil invisível

Em uma viagem pelo interior mais pobrezinho do Nordeste, este jornalista deu com uma cena que então parecia meio exótica. Crianças alimentadas, numa barulheira alegre, lotavam um ônibus escolar amarelo como aqueles de filme americano, mas estalando de novo.

De onde saíra aquilo? Na lataria, estava escrito: “Programa Caminho da Escola – Governo Federal”. O jornalista confessa com vergonha que até este ano jamais ouvira falar do “Caminho da Escola”. Além do mais, tende a desconfiar de que alguns desses programas com nomes marqueteiros sejam ficções, que existam apenas naquelas cerimônias cafonas de anúncios oficiais.

O “Caminho da Escola”, porém, financiou quase 26 mil ônibus desde 2009, em mais de 4.700 cidades. Digamos que os ônibus carreguem 40 crianças cada um (deve ser mais). Dá mais de 1 milhão de crianças. Conhecendo a falta de dinheiro e as distâncias das escolas nos fundões do país, isso faz uma diferença enorme.

Daqui do centro rico de São Paulo, o Brasil, esse país longínquo, e muitas ações do governo parecem invisíveis. Quase ninguém “daqui” dá muita bola para programas populares dos governos do PT até que o povo miúdo apareça satisfeito em pesquisas eleitorais.

Juntos, tais programas afetam a vida de dezenas de milhões de pessoas, tanto faz a qualidade dessas políticas, umas melhores, outras nem tanto, embora nenhuma delas seja nem de longe tão ruim quanto a política econômica.

Quem “daqui” conhece o Programa Crescer (Programa Nacional de Microcrédito)? Existia desde 2005, foi reformado por Dilma Rousseff em 2011, quando passou a contar com crédito direcionado e juro baixo, ora negativo (5%, abaixo da inflação).

O Crescer já financiou o negociozinho de 3,5 milhões de pessoas, um terço delas recipientes de Bolsa Família. Tem uma versão rural, mais antiga, mas vitaminada nos governos do PT, o Pronaf, que ofereceu crédito a juro real ainda mais baixo a 2,2 milhões de agricultores pequenos na safra 2012/13.

O Pronatec já é mais falado, mas pouco conhecido (até mesmo pelo governo, que só agora começou a fazer uma avaliação de resultados). Irmão mais novo e em geral grátis do universitário Prouni, trata-se de um conjunto variadíssimo de ações que procura oferecer cursos profissionalizantes e técnicos (ensino médio).

Desde sua criação, foram mais de 5 milhões de matrículas (há evidências esparsas de grande evasão, de uns 20%, mas ainda falta estatística séria). A maioria das vagas é reservada para os mais deserdados dos brasileiros.

Reportagem desta Folha mostrou que os 13 mil médicos do Mais Médicos devem estar ao alcance de cerca de 46 milhões de pessoas no ano que vem. Não é uma política ampla de saúde, está claro. Mas, outra vez, vai resolver muito problema de muita gente deserdada desta terra.

O Minha Casa, Minha Vida já entregou 1,32 milhão de casas; tem mais 1,6 milhão contratadas. Beneficia 4,6 milhões de pessoas.

Junte-se a isso tudo as já manjadas transferências sociais, em dinheiro, crescentes em valor e cobertura. É muita gente “de lá” beneficiada. Goste-se ou não do conjunto da obra, o efeito social e político é enorme.

A gente “daqui” precisa visitar mais o Brasil.”

Vinicius Torres Freire está na Folha desde 1991. Foi secretário de Redação, editor de ‘Dinheiro’, ‘Opinião’, ‘Ciência’, ‘Educação’ e correspondente em Paris. Em sua coluna, aborda temas políticos e econômicos. Escreve de terça a sexta e aos domingos

Responder

Fabio Passos

14 de maio de 2014 às 17h55

Excelente o Lula!
Tem mesmo de denunciar as canalhices do PiG.
Que todas as forças progressistas sigam o exemplo.

É fato indiscutível: aécio never é o candidato do PiG.
O PiG é inimigo do povo… e assim deve ser tratado.

Responder

    Barriga Verde

    14 de maio de 2014 às 21h30

    A mídia golpista e reacionária, demotucana, expressa o modo de ver o mundo da “elite” branca escravagista. Apesar de que nenhum português, nem inglês, tenha penetrado a savana africana atrás de caçar e fazer escravos – esses lhes eram vendidos já cativos pelos chefes das tribos africanas vencedoras – esses precursores escravizaram os nossos ancestrais.
    Fora brancos! Cotas já! Tudo pela cultura africana. Libertem José Dirceu e Delúbio. Avante companheiros Toffoli e Lewandowski.

Francisco

14 de maio de 2014 às 17h35

A manchete do Globo confirmou a veracidade do discurso de Lula…

Responder

Lukas

14 de maio de 2014 às 15h39

Deve ter dado uma azia!!! Sugiro tomar bicarbonato de sódio…

Responder

    Ulisses

    14 de maio de 2014 às 17h29

    Que sopapo na cara da oposição este discurso. Devia ser pronunciado na TV. Quanto a você, recomendo tomar um analgésico, 20 gotinhas de dipirona, antes de rasgar o traseiro com a unha. Pode também morder o cotovelo se puder. Alivia a inveja. Que é uma merda.

    Aline C. Pavia

    14 de maio de 2014 às 18h59

    Amigo Ulisses, não desperdice o vernáculo alimentando trolhas.

SILVA

14 de maio de 2014 às 15h32

òtimo.
As argumentações de LULA são empíricas, isto é, tem embasamento e por isso são prosélitas (convincentes).
LULA não fala inglês, mas todo mundo quer vê-lo falar. Até no exterior.
Estou de alma lavada.
O LULA deve expor mais suas idéias.
Parodiando Santo Agostinho; “LULA locuta est.Causa finita est” LULA falou, causa encerrada. É isso.

Responder

    Barriga Verde

    14 de maio de 2014 às 21h34

    Parodiando a ministra Marta Suplicy: “Lula é deus”; e a filósofa Marilena Chauí: “Quando Lula fala, o mundo se ilumnina”. É iço mesmo.

Fernando

14 de maio de 2014 às 14h52

As políticas econômicas, bem como os programas e ações sociais dos governos Lula e Dilma, apesar de moderados, estão na contramão das políticas que estão sendo implementadas no mundo inteiro, com exceções no nosso continente, em países como Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador, e Venezuela, o resto do ocidente esta subjugado à ditadura do mercado, na qual a mídia tem papel fundamental.

Hoje se usa a mídia e o mercado no lugar de golpes militares, além de instituições nacionais como o MP e o Judiciário, como aconteceu no Paraguai e Honduras

O alvo é o mesmo de sempre, a classe média

Não estamos tratando de um problema nacional, mas de uma coisa maior dentro de um contexto de luta de classes, porém mesmo não sendo uma questão meramente local, muito pode ser feito nos países para enfrentar este desafio, como podemos ver na Argentina, sendo não fazer nada a pior opção.

Responder

Mardones

14 de maio de 2014 às 14h28

Pena que só em época eleitoral o PT lembra da necessidade da Ley de Médios.

Pior é que entre o acordo de renovação da aliança com o PMDB, a necessidade de controle social da mídia foi retirada da pauta.

Quando a Dilma vencer, vamos precisar seguir combatendo o Hibernando e seu Ministério das Teles.

Responder

    Fernando

    14 de maio de 2014 às 15h15

    Quando pensamos em mídia, pensamos logo na globo, na folha, ou na veja, contudo os caciques do PMDB e de outros partidos controlam as emissoras de rádio e tv por todo o brasil, além dos jornais.

    Tudo montado na época da ditadura militar para acontecer o que esta acontecendo hoje, estão tentando impedir os avanços sociais.

    O regime de 64 foi feito para isso mesmo, impedir os avanços sociais, e é só lembrar do que estava acontecendo naquela época, ligas camponesas, a CGT, nomes como Brizola, Arraes, Prestes, ou Jango, e depois de todo seu esforço, aparecem o MST, a CUT, o PT, o LULA, sem querer fazer comparações entre eles, a questão é que as demandas sociais estão aí, e a elite brasileira não quer atende-las, preferindo a repressão, ou a manipulação via mídia.

    Há ainda um compromisso das elites econômicas brasileiras, extrativistas e agrarias, com o modelo econômico imposto ao Brasil de dependência ao imperialismo estadunidense e europeu, e mais recentemente chinês. Os barões da mídia e os banqueiros nacionais fazem parte deste pacto.

celio santos

14 de maio de 2014 às 14h23

Como sempre em suas entrevistas, Lula com sua coerência em analisar os fatos, acaba com os argumentos da oposição.

Responder

Eduardo Raio X

14 de maio de 2014 às 14h12

E que se invista mais e mais nos diários do interior e assim também nos blogs independentes (Carinhosamente chamados de blogs sujos pela oposição tresloucada), dê a todos o melhor para crescerem e prosperarem e alcançarem boa reputação.

Responder

    Fernando

    14 de maio de 2014 às 15h27

    Apoiado, mas tem que ser uma coisa muito bem feita do ponto de vista legal, pois as elites brasileiras lideradas pelo pig, controlam o MP, o Judiciário, e o TCU, sem falar do poder legislativo, dominado por conservadores, mesmos os que apoiam mal ou bem Dilma, como PMDB, PP, PSD, ou PR, por exemplo.

    Lembre do aconteceu com os governos progressistas no Paraguai e Honduras, e tudo que tentaram fazer com Lula e do que fizeram com o Gushiken, e do que estão fazendo com o Dirceu.

    A questão é complexa, não pode ser conduzida por voluntarismo, no lugar da atual omissão do PT e de Dilma.

    Não pode ficar entre o voluntarismo, fazer de qualquer jeito, e a omissão, não fazer nada.

Urbano

14 de maio de 2014 às 14h03

Só que tem o seguinte, senhor Eterno Presidente Lula: o Governo PT tem que se decidir urgentemente se deve salvar a mídia inimiga do Brasil, com a continuação do engavetamento da Lei de Meios feita pelo Franklin Martins, ou se salva o Brasil, juntamente com o seu povo.

Responder

    Urbano

    14 de maio de 2014 às 18h39

    O Franklin Martins fez o projeto da Lei de Meios, e não o engavetamento. É bom que se esclareça, a fim de não tirar o hibernado da responsabilidade desse absurdo; pelo menos parte dela…

Guilherme

14 de maio de 2014 às 13h41

Globo só vê miséria mas os Marinho são os mais ricos de todos com 64 bi! Saiu na Forbes hoje.

Responder

Marlon

14 de maio de 2014 às 13h17

A grande imprensa brasileira, a imprensa partido, nunca teve um pingo de vergonha na cara! A maioria está falindo, mas mesmo assim, a canalha não aprende.

Responder

    Mário SF Alves

    14 de maio de 2014 às 23h38

    A pior de todas, a mais nociva, a mais anti-social, a mais golpista, a que diuturnamente bate na cara de todos nós, eleitores da presidenta Dilma, é a mídia Cavalo de Troia, pertencente aos irmãos Marinho, detentores de 64 bilhões de U$ no rol dos bilionários do mundo.

    É o presente de grego que o Brasil recebeu dos SPYstates na vergonhosa e trágica presepada de 1964.

Antonio Mota

14 de maio de 2014 às 12h45

LULA não tem estudo, ele é a matéria a ser estudada. Um GÊNIO, muitos Séculos deverão se passar até aparecer outro. Ninguém não gosta do LULA, alguns apenas o invejam. Sigo suas orientações, voto DILMA para dar seguimento a esse grande Projeto – UM BRASIL PARA TODOS.

Responder

JP

14 de maio de 2014 às 12h42

É exatamente isso mesmo, se quiser uma matéria que retrate a verdade tem que pagar muito. Porque os grandes jornais são empresas de noticiários e dentro do programa estratégico a ética e moral não existe.

Responder

FrancoAtirador

14 de maio de 2014 às 12h28

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De acordo com Relatório da ONU,

1,3 BILHÃO de pessoas no Planeta,

ou um terço da população mundial,

não têm acesso à eletricidade.

(http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-03/onu-populacao-precisara-de-40-mais-de-agua-em-2030)
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No Brasil, o Programa Luz para Todos, criado em 2003 pelo Governo Federal [já no primeiro ano sob administração do PT], por meio do Ministério de Minas e Energia – MME e com a participação da Eletrobrás e suas empresas controladas,
leva energia elétrica gratuitamente a 14,9 milhões de brasileiros em áreas rurais de todo o país.

Desse total, aproximadamente 2,7 milhões residem nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Góias, onde as obras do programa são coordenadas por Furnas.

Para cumprir seus objetivos, o Programa Luz para Todos investiu, desde 2003, cerca de R$ 20 bilhões, dos quais R$ 14,5 bilhões oriundos do Governo Federal [sob o comando de Lula/Dilma].

O Programa Luz para Todos, nos estados de atuação da Eletrosul (Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul),
ultrapassou o índice de 95%, atingindo sua meta de universalização.

Mesmo assim, continuará dando apoio aos Comitês Estaduais até 2014
onde se espera concluir a totalidade de 100% das solicitações de ligações contratadas.

(http://www.furnas.com.br/PortalLuzParaTodos/apresentacao.html)
(http://www.eletrosul.gov.br/home/conteudo.php?cd=1277)
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Responder

    FrancoAtirador

    14 de maio de 2014 às 12h54

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    Só para destacar:

    Esse 1 milhão a que se refere a Mídia Empresarial Tucana

    corresponde a 0,5% (meio por cento) da população do Brasil.

    A maioria é de pessoas que moram em áreas de difícil acesso

    principalmente na Região Norte do País, sobretudo na Amazônia.
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    Observe-se que, de novembro de 2013 para cá, a Folha já reduziu

    em 500 mil (meio milhão), de 1,5 mi para apenas 1 mi, o déficit.

    A Mídia Tucana está desesperada, pois essa manchete se esgotou:

    10/11/2013 20h00 – Atualizado às 20h00
    Folha de S.Paulo
    Poder

    Programa federal faz 10 anos com 1,5 mi sem luz no Norte

    LUCAS REIS
    DE MANAUS

    O programa federal Luz para Todos completa dez anos na segunda-feira (11) diante de um gargalo: levar postes e fios a áreas de difícil acesso na Amazônia, onde cerca de 360 mil famílias –ou 1,5 milhão de pessoas– esperam o fim da exclusão elétrica.

    Entre esses sem luz na região Norte do país estão 162 mil famílias já identificadas pelo governo e que fazem parte da meta do programa fixada até dezembro de 2014.

    Há outras 200 mil já conhecidas, mas que só poderão atendidas após a atual gestão da presidente Dilma Rousseff.
    Dessas, 130 mil estão no Pará e 60 mil no Amazonas.

    (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/11/1368930-programa-federal-faz-10-anos-com-15-mi-sem-luz-no-norte.shtml)
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