VIOMUNDO

Diário da Resistência

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Leitor foi ouvir o “outro lado” para a Veja


20/09/2010 - 14h15

Do leitor Gustavo Ferroni, que foi ouvir o outro lado da denúncia da Veja. O relato que ele fez:

As denúncias da Veja sobre a suposta corrupção na compra emergencial do remédio Tamiflu envolvem diretamente uma empresa multinacional gigante que é a única fornecedora deste remédio, a Roche. Acho que este é o único caso onde a “apuração” de uma denúncia não envolve uma das partes que supostamente estaria envolvida. Não tenho recursos para fazer nenhuma apuração então o que fiz foi entrar no site da Roche e conseguir ao menos o posicionamento oficial por meio do atendimento online deles.

O relato da conversa com o atendimento online esta abaixo:

Ana Karina 11:57:13 Olá Sr(a). Gustavo Ferroni, em que posso ajudar?

Gustavo Ferroni 11:58:31 Olá, Gostaria de saber se há algum posicionamento institucional da empresa em relação as acusações da revista Veja sobre corrupção na compra do remédio Tamiflu pelo governo. A Roche Br admite ter cometido corrupção ativa neste caso?

Ana Karina 11:59:27 Um momento, por gentileza, Sr. Gustavo

Gustavo Ferroni 12:00:42 Sem problemas

Ana Karina 12:02:38 Sr. Gustavo, a Roche informa que todos os processos de compra e venda do Oseltamivir (Tamiflu®) ao Ministério da Saúde foram conduzidos de forma direta e nunca houve a participação de nenhum intermediário. Além disso, as negociações da Roche com o governo seguem todas as normas aplicáveis, sejam legais ou administrativas. Todos os contratos decorrentes dessas negociações foram devidamente publicados no Diário Oficial da União. A empresa acredita que um comportamento ético nos negócios é essencial para a criação e manutenção de um ambiente saudável e justo, de forma a beneficiar a sociedade como um todo.

Gustavo Ferroni 12:03:52 Ok, este posicionamento esta no site ou em algum outro veículo de comunicação da empresa?

Ana Karina 12:04:58 Este posicionamento já foi enviado para a imprensa, Sr. Gustavo.

Ana Karina 12:05:01 Posso ajudá-lo em mais alguma dúvida?

Gustavo Ferroni 12:05:53 Era só isso, obrigado

Será que a Veja vai dizer que a Roche esta mentindo?

Um abraço,

Gustavo Ferroni

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69 comentários

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Urbano

21 de setembro de 2010 às 00h43

E todas essas lamas jogadas para cima pelos assessores midiáticos (* nem quero adjetivar) do zé contra-rampa, o mitômano, caem sempre na lindíssima careca deste, e obviamente não é por acaso. Até pra esse tipo de trabalho o pig é chinfrim.

Responder

Tilda

20 de setembro de 2010 às 23h33

sensacional a iniciativa!

Responder

ruypenalva

20 de setembro de 2010 às 21h45

Eu acho que a propina era vírus, backdoor, trojan, password stealer. Penso que o candidato aético e derrotado confundiu Tamiflu com a Tammy Gretchen. Boom da vaca com bunda vaca. A obra do mestre Picasso com o picasso do mestre da obra. Nabucodonosor com nabo no cu de Nosor. Serra é spam rejeitado por quarentena de webmail, Serra é penteio, vai ficar de escanteio, locomotiva sem freio, que bicho feio!

Responder

swamy santos

20 de setembro de 2010 às 20h41

Tem tucano infiltrado postando aqui: Alan, Sleo, Mário.

Vão ler a veja e postar no site dos tucanos, por favor.

Dilma 2010.

Responder

    Jairo_Beraldo

    20 de setembro de 2010 às 21h26

    Espaço democratico, o Viomundo. Tem que ter divergencia sadia.

    Alan Tern

    20 de setembro de 2010 às 22h22

    Muito bem dito, Beraldo. Quanto ao swamy santos, está paranóico demais. Não sou tucano, e não estou infiltrado, sou leitor do Azenha faz tempo.

    Vadão

    20 de setembro de 2010 às 23h42

    Alan Tern faz a mesma coisa em seus comentários no C Af e em outros blogs. Além de tucano é embromador. Já li seus comentários defendendo FHC. Prá que tanto interesse em que apontemos erros no governo Lula? Como ver alguma honestidade nesta campanha de denúncias furadas do PIG? Deixa isso prá lá. Agora é hora de desmascarar o Alckmin e levar a eleição em São Paulo pro segundo turno e eleger Mercadante.

    Alan Tern

    21 de setembro de 2010 às 11h19

    Vadão, já disse que não sou tucano – pelo contrário, me considero anarquista. Quanto a ser embromador, devo tomar como elogio??? Me incomoda esse fanatismo de colocar Lula e o resto do PT num pedestal, como se toda e qualquer denúncia fosse intriga da oposição, ferozmente negada por aqui. Entendo que o PIG está desesperado por algum escândalo que dê a Serra ao menos um fôlego em um improvável segundo turno (que mesmo assim daria vitória a Dilma), entendo que a grande mídia não é isenta nem imparcial. O que falei no CAF sobre FHC e o que falo em qualquer lugar é que o mundo não é preto-e-branco, não é dividido entre os santos do PT do bem e os demotucanos demoníacos do mal. O governo federal não é livre de corrupção, do mesmo modo que qualquer outro governo anterior, ou que os governos estaduais e municipais, sejam de que partido forem. E o PSDB, o FHC, Serra e sua patota não são totalmente demoníacos, alguma coisa construtiva fizeram. Não quero defender ninguém, nem acusar, muito menos fazer campanha, isso não me interessa. Me interessa é encontrar alguém que enxergue além do fanatismo do "nós x eles" e que admita as falhas que seu lado possa ter, e as virtudes que o outro lado possa ter, para gerar uma discussão saudável. Todos temos nossas opiniões, ninguém é dono da verdade. E o mundo não é polarizado entre o bem e o mal absolutos.

    ademir

    21 de setembro de 2010 às 16h23

    quem torce para o PSDB ainda não percebeu que vai vender o Brasil só em sao paulo venderam 36 estatais e tem mais 16 para vender, a nossa caixa ja foi, a unica sorte que o lula mudou o decleto que agora outra estatal pode comprar ai o BB comprou
    Obedecendo a ordem, conforme divulgado pelo jornal “Valor Econômico”, de 27 de setembro, estão sendo analisadas para venda 18 empresas. Entre elas, Cesp Paraná, Nossa Caixa – sendo essas as que mais despertam o apetite dos potenciais compradores –, Sabesp, Metrô, CDHU, Cetesb, CPTM, Dersa, Emae, Cosesp, Prodesp, Imprensa Oficial do Estado, EMTU, CPOS, IPT, Emplasa, Codasp e CPP.

    Alan Tern

    21 de setembro de 2010 às 21h39

    E isso tudo tem a ver com meu comentário acima porque…???

    Mario.

    21 de setembro de 2010 às 12h51

    Quando o Azenha ou a Conceição fizerem tal pedido eu atendo prontamente. Você não tem autoridade para tal.

Klaus

20 de setembro de 2010 às 20h40

Parem as prensas!!!!!!!!!!!

Responder

    Jairo_Beraldo

    20 de setembro de 2010 às 21h26

    Alguma novidade nos factóides tucanos?

Sandro

20 de setembro de 2010 às 19h27

Amigos, a informação postada pelo leitor está no sítio da própria Roche: http://www.roche.com.br/portal/roche-brazil/press… – ou seja, fico até impressionado pela capacidade da tal atendente de "fugir de um 'script' padrão" e copiar a informação ao leitor!

Responder

Eugenia

20 de setembro de 2010 às 18h58

É ridículo achar que isto é ouvir o outro lado, que basta a atendente comunicar e está o dito pelo não dito. Então tá, ficamos assim: eles são supercorretos. A guerra entre os laboratórios é lenda…

Responder

    George Mello

    20 de setembro de 2010 às 20h59

    Eugenia,
    O importante é que os leitores estão atentos às "falhas" jornalísticas e vão buscar informações onde elas estão. É certo que a Roche faria tais declarações em qualquer circunstâncias, porém a apresentação do contraditório é regra número 1 de qualquer sistema de justiça. Valeu, Sandro! Nós leitores agradecemos.

Josnei Di Carlo

20 de setembro de 2010 às 17h48

A coisa está feia para a Vesga, até leigo sabe como se faz jornalismo, ao ouvir o outro lado.

Pasmen, Gustavo Ferroni precisou de dez minutos para ouvir o outro lado.

Deve estar no contrato dos jornalistas da Vesga: o tempo gasto em ouvir o outro lado será descontado no salário.

Responder

    Regina

    20 de setembro de 2010 às 22h00

    Penso que mesmo que tivessem ouvido o outro lado divulgariam uma manchete escandalosa e uma meia verdade. Igual fez a Folha que ouviu o outro lado e não divulgou a verdade sobre as contas de Dilma no RS. Eles estão descontrolados.
    O bom da internet é que todos nós também somos, em algum grau, leitores e formadores de opinião. Então vamos investigar e combater as mentiras. E divulgar as verdades. Como dizem Lula e Dilma doa a quem doer.

Carlos

20 de setembro de 2010 às 16h43

Para o Alan Tern:

Sobre “ouvir o outro lado”, chamado “outroladismo” e assim condenado por raivoso colunista da veja:
http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=28189

Leia também: http://www.conversaafiada.com.br/cultura/2010/05/

Responder

    Alan Tern

    20 de setembro de 2010 às 17h40

    Carlos, eu já sei que a Veja e o resto do PIG está bem longe de ser imparcial, o que estou dizendo é que por aqui impera a mesma mentalidade, só que na polaridade oposta. É apenas isso que estou dizendo. É só ver a polêmica que causei ao dizer que um laboratório acusado em uma denúncia não teria se pronunciado de maneira diferente, e que isso não implica sua inocência.

    Mario.

    20 de setembro de 2010 às 18h28

    Você está 100 % certo.

    Mario.

    20 de setembro de 2010 às 18h53

    "Você está 100 % certo. "

    O "você" é o Alan, só para esclarecer.

    Scan

    20 de setembro de 2010 às 18h41

    "Don't cry wolf."
    Conhece o ditado?
    De tanto a veja falar besteiras, lançar acusações sem provas (alguns ainda acreditam) e criar factóides diuturnamente, nós, o povo brasileiro, nos vacinamos.
    Se amanhã a veja apresentar qualquer coisa que seja realmente séria, e não vai, porque ela tem lado, ninguém lhe dará crédito.
    Perdida a credibilidade, meu amigo, pode gritar e espernear. Será um furo n'água.

    Amanda

    20 de setembro de 2010 às 21h19

    Caro colega,
    Você tem todo o direito de achar que a Roche tem culpa no cartório, mas precisa compreender que uma das bases do jornalismo é ouvir o outro lado. Imagine você num julgamento, o réu pode ter culpa, mas é sagrado o direito que ele tem de se defender. Pois no jornalismo é a mesma coisa: o jornalista tem a obrigação de ouvir a parte que está sendo acusada. A Veja, ao não permitir que o outro lado sequer fale em sua defesa, pratica algo semelhante a uma inquisição. Compreendeu a sagrada importância de se ouvir o outro lado?!?! Pois então, defenda você também esse direito e ajude a cobrar dos jornalistas um trabalho de qualidade.

sleo

20 de setembro de 2010 às 16h37

Peraí, Azenha, na boa, você é jornalista, sabe como funciona isso. Estou com o alan, aí em cima. Sem aceitar ou condenar a matéria da Veja, acreditar ou não na história de comissão para compra de Tamiflu, levanto só uma dúvida: o leitor esperava outra coisa de uma empresa envolvida em um escândalo?

"Obrigado por esperar, meu senhor. A empresa informa que, de fato, pagou por fora uma bolada para que o governo aceitasse quantidades monumentais do remédio que fabricamos e com cuja venda faturamos em poucos meses a receita de anos, graças à histeria coletiva com a gripe. Foi corrupa mesmo, estamos morrendo de medo que resolvam investigar o caso a fundo. Posso ajudar em mais alguma coisa, senhor?"

Francamente, apontem-se os inúmeros erros da impresna, mas correr para aceitar pronunciamentos oficiais porque estão em desacordo com as notícias não é encontrar provas de golpsimo, é um troço que os burgueses vendidos ao imperialismo chamam de wishful thinking. Nesse caso, chega a ser infantil.

Responder

    Conceição Lemes

    20 de setembro de 2010 às 17h21

    Tem de ouvir, sim, o lado da empresa. O nome dela foi envolvido. Todo jornalista sério, ético e competente faria isso.

    Aracy_

    21 de setembro de 2010 às 08h01

    Correto. Foi erro primário não dar voz à empresa envolvida na suposta fraude.
    Notem todos que a atendente do 0800 ou fale conosco repetiu a Gustavo Ferroni o teor exato da nota à imprensa.
    A Roche, mais de 48 horas após o episódio, ainda não enviou mensagem eletrônica aos profissionais de saúde cadastrados no sítio da empresa para divulgar a nota. Costuma haver esse tipo de comunicação sempre que se noticia algum fato ligado ao Tamiflu ou outro produto da companhia.
    Em http://www.roche.com/key_facts_and_figures?tab=2 a Roche afirma que as vendas de fármacos cresceram 11%, quase o dobro do crescimento do mercado, e a venda de Tamiflu subiu vertiginosamente para 3.2 bi de francos suíços graças à demanda pela pandemia de gripe suína.

    Scan

    20 de setembro de 2010 às 18h54

    "…o leitor esperava outra coisa de uma empresa envolvida em um escândalo…"
    Se voce parte da premissa que a veja realmente TEM um escândalo nas mãos e que esse escândalo existe, não podemos nem discutir.
    A Roche está, a seu ver, envolvida num "escândalo"?
    A priori? Sem que a veja tenha apresentado provas?
    Voce aceita a acusação da veja, mas acha que a Roche está mentindo? Porque esta não-isonomia?
    Com esse tipo de raciocínio canhestro, voce mostra que tem lado. E acho que sabemos qual é…
    Madame Cureau, aquele monumento à Legalidade e lisura tem raciocínio semelhante. Ela também tem lado.

Natalie

20 de setembro de 2010 às 16h36

Azenha,

a Roche mandou material para a imprensa, certo? O que você acha de o seu blog pedir à Roche que envie o material também para você? Se a Veja não deu a versão da Roche (que pode inclusive desmontar a "denúncia"), você poderia dar.

Eu estou procurando dados do Portal da Transparência, que informa todos os pgtos do Governo Federal. Tenho o CNPJ da Roche, mas não consigo descobir como pesquisar lá. Alguém sabe??

Obrigada e abraços

Responder

M Peres

20 de setembro de 2010 às 16h16

Caros, O PiG só usou o Tamiflu porque era um caso antigo. Essa é a especialidade do PiG. Pegam casos antigos, recortam, colam e montam um caso novo. Vejamos nesse caso: Tamiflu já tinha sido objeto de denúncias que não foram comprovadas, o tal de Vinicius Castro já estava sendo vítima de denúncias, a Casa Civil sofre denúncias desde 2005. Agora vc pega os ingredientes mistura, cria um novo fato, uma nova denúncia e pronto.

Responder

    Carlos

    21 de setembro de 2010 às 08h04

    Requenta o gororoba.

M_Lucia

20 de setembro de 2010 às 16h03

Quem fez lobby para o Tamiflu foi a própria Veja, FSP e Serra, com o alarmismo da gripe suína.
Para o Tamiflu e para o alcool gel…nunca vi tanto alcool gel na minha vida por todo lado.

Responder

    Gersier

    20 de setembro de 2010 às 16h33

    Corretíssimo.São tão otários que esquecem desses detalhes pensando que somos como eles.

    Scan

    20 de setembro de 2010 às 19h12

    Exato Lúcia, mas a quem interessa que nos lembremos disso?
    Alguns aí em cima parecem ter se esquecido…
    A veja cria uma epidemia, espanta todo mundo (lembra da suspensão das aulas nas escolas, mas a continuação das aglomerações nos campos de futebol?) criando um clima de terror. A sociedade fica tantalizada e alguns basbaques exigem que o governo tome providência imediatas e de grande envergadura. O governo atende.
    Meses depois a mesma revista acusa o governo de ter recebido propina na aquisição do remédio,o qual tem um ÚNICO fornecedor. Pra que o fabricante vai pagar propina?
    Agora aqui no blog, um Jênio ainda escreve em tom de deboche:

    "[Roche]…que o governo aceitasse quantidades monumentais do remédio que fabricamos e com cuja venda faturamos em poucos meses a receita de anos, graças à histeria coletiva com a gripe."

    Mas, estranhamente, não diz quem criou a histeria.
    Postura típica de um certo tipo de gente que mede a inteligência dos outros pela sua própria.
    São tão primários que não conseguem conjugar os dois lados de um raciocínio. Ou talvez nem um.

eu3201

20 de setembro de 2010 às 16h00

a gripe H1N1 foi uma doença muito grave que graças a imprensa foi tratada como uma coisa muito mais grave, todos se lembram do quanto que a imprensa bombardeava nossos ouvidos com um quase "fim do mundo" seguido de comerciais de medicamentos para gripe em todos os comerciais(o JN foi o mais cara de pau nisso). De uma hora pra outra a gripe parou de ser veiculado, coincidentemente na mesma semana q o ministro da saúde proibiu o anúncios de remédios para gripe. A veja tem sim motivos para culpar o governo, ela era uma das empresas que mais ganhava nesse esquema terrorista e também foi uma das que mais perdeu com isso.
Também tenho certeza que a indústria farmacêutica vai apoiar esse posicionamento, afinal de contas da próxima vez que criarem outro alarde terrorista pra vender medicamentos, o governo que estará no poder tem que ser um que seguira sua cartilha de lucro e não um que cortará novamente suas fontes.

Responder

David Sá

20 de setembro de 2010 às 15h56

Exatamente, o que está em questão aqui não é se o que a Roche alega é verdade. A questão é que a Veja fez a denúncia e não fez sequer o dever de casa de ouvir uma das partes importantíssimas envolvidas.

Responder

Baixada Carioca

20 de setembro de 2010 às 15h49

Mas a Roche Br pode emitir uma nota esclarecendo isso e deixando no site pra todo mundo ver não é não? Daí a gente replica isso na Blogosfera para ratificar que essa mídia é golpista, mentirosa e Terrorista.

Responder

bene

20 de setembro de 2010 às 15h41

A ROCHE vai continuar anunciando na Veja?

Responder

    Jairo_Beraldo

    20 de setembro de 2010 às 15h53

    Me falaram que os contratos de publicidades são fechados por pacotes, ou seja, pagos antecipadamente pelos anunciantes para determinados numeros de edições. E em geral, são de longa duração, por preços mais módicos. Deve ser este o motivo de muitas empresas de credibilidade,estarem expostas em um semanario desacreditado.

    Carlos

    20 de setembro de 2010 às 16h24

    Agências de publicidade definem, não?

    Jairo_Beraldo

    20 de setembro de 2010 às 16h31

    Sim, os pacotes são fechados por empresas de marketing e publicidade que atendem a essas empresas. Acabam as empresas anunciantes por serem "vítimas".

    Gersier

    20 de setembro de 2010 às 16h35

    Exato e para isso ela tem a sua percentagem no valor a ser pago pela veiculação.

Alan Tern

20 de setembro de 2010 às 15h21

Certo, porque a indústria farmacêutica, assim como órgãos governamentais, é totalmente ética e incorruptível, e incapaz de mentir… Não que a Veja seja muito ética nem tampouco imparcial – beeeem longe disso – mas daí a acreditar no script de RP que a Roche deu ao atendente para ler, e postar isso como suprema prova da inocência dos envolvidos, pelamordedeus, né?

Responder

    Esquemas Táticos

    20 de setembro de 2010 às 15h34

    Claro que não é isso. Mas a Veja SEQUER fez isso.

    Marco

    20 de setembro de 2010 às 15h45

    O Alan não entendeu. Era obrigação jornalística da Veja ouvir o outro lado. Era isso o que importava, nem tanto o conteúdo da resposta. Mas, como sabemos, A Veja só tem um lado.

    Rubens

    20 de setembro de 2010 às 20h36

    Concordo com você a Veja só tem um lado,o que interessa para quem ela defende,é a revista da socialite,quem vota na Dilma não le a Veja,muito menos Jornal,mas é uma pena que assiste a Globo,ve novela, Domingão do Faustão,Zorra Total,e mais alguns programas que não acrescenta nada na vida das pessoas,entretendimento barato,só faz as crianças apreenderem algumas coisas nocivas para sua formação,mas ver a Globo se tornou vicio de muitos brasileiros que não sabem procurar outras formas de passar seu tempo com coisas que acrescente algo nas suas vidas.

    Jairo_Beraldo

    20 de setembro de 2010 às 15h40

    Para quem supostamente acredita no que publicou Veja, acho mais coerente crer no que supostamente foi passado a um consumidor pela atendente do referido laboratorio.

    Alan Tern

    20 de setembro de 2010 às 16h43

    Entendo o posicionamento da maioria por aqui, e da tendência a defender Lula, o PT, Dilma, e a atacar e desacreditar o PIG e seus filiados, mas não se pode admitir sequer a remota possibilidade de que ao menos alguma das denúncias produzidas durante a campanha eleitoral tenha algum componente de verdade? Será que realmente não existe corrupção no governo? Será que no PT são todos tão íntegros a ponto de não tirar vantagem de uma posição de poder?

    Acredito que o poder corrompe, e isso vale para a esquerda, direita, centro, ou o que seja. Acredito que se deva manter um pé atrás com as denúncias da Veja. Acredito que mesmo que a Roche tenha se envolvido em corrupção ativa, poucas pessoas dentro da empresa saibam (e tenham levado uma fatia do bolo com isso) e que a resposta da empresa seria a mesma.

    Mas acho que às vezes, de tantas notícias fabricadas, ficamos insensíveis a escândalos expostos pelo PIG, e aceitamos qualquer argumento para invalidá-los, sem questionar se a denúncia tem algum fundamento. Antigamente, mesmo que uma denúncia fosse enterrada ou desmentida por uma CPI, dizíamos que tudo acabou em pizza, que os políticos fizeram acordo para enterrar o assunto. Hoje em dia, se a CPI encerrou o assunto é porque eram todos inocentes.

    Odete

    20 de setembro de 2010 às 20h14

    Não acho que seja isso. Só acho que além de serem seletivas as denúncias (não há qualquer denúncia sobre o Governo de são Paulo,por exemplo, e se há, a grande mídia não dá importância), elas são oportunistas, pois são coisas antigas que só ganharam corpo por causa das eleições e são só contra o governo do PT. Inclusive são denúncias de coisas pontuais e não de "vulto" que envolvam todo o governo. Podem ser verdadeiras ou falsas, para isto tem-se que investigar, e, se for o caso punir. Mas são pontuais porque envolvem algumas pessoas. Inclusive este tipo de denúncia não deveria fazer parte do processo eleitoral, pelo menos não desta forma (escãndalo), porque não permite a discussão do que realmente importa: as políticas públicas que estão sendo defendidas por cada candidato.

    Alan Tern

    20 de setembro de 2010 às 22h43

    Concordo com o Roberto, com a Regina e com a Odete – a grande imprensa, já é sabido, está desesperada. A Veja tenta semana após semana chocar o eleitor com escândalos que, verdadeiros ou não, não surtem efeito pois não envolvem diretamente o presidente ou a Dilma. Eles também evitam colocar qualquer enfoque negativo sobre o Serra e seu partido. Isso tudo qualquer leitor do Azenha, do PHA e de outros blogs por aí afora já sabem. O que me incomoda é que aparentemente nesses mesmos blogs ninguém sequer considerar a hipótese de que haja algum fundamento nas denúncias, me dá a impressão que o governo é incorruptível e seus membros são dotados de uma ética inabalável. Mas eu acho que a política tem tanta sujeira pra todo lado que mesmo quem era ético e tinha boas intenções acaba sendo corrompido. Acho que se o sujeito quer tanto meu voto que gasta uma dinheirama com campanha, é porque tem retorno econômico. Portanto, parto do princípio que quem quer ser eleito geralmente não merece… Seja tucanalha, petralha ou qualquer coisa entre esses dois.

    celso

    20 de setembro de 2010 às 23h43

    Perfeito Odete !!!

    Roberto

    20 de setembro de 2010 às 21h38

    Prezado Alan acredito serem justas suas desconfianças, por sinal creio que a grande maioria acredita sim na possibilidade de haver verdades entre tantas denúcias, mas o questionável é por que a velha imprensa não apresenta denuncias contra os tucanos, e olha que não faltam escândalos.
    O que se nota é que a velha imprensa só ataca o PT e quando não tem inventa.
    Parcialidade esta é a questão.

    Regina

    20 de setembro de 2010 às 21h56

    Penso que hoje o PT é o partido mais virado do avesso, por isso mesmo o único que conhecemos mais. Se conhecemos mais é o mais revelado, o mais transparente, mesmo que tenha sido por conta da elite e do PIG odiarem tanto os trabalhadores terem chegado ao poder que não deram descanso a eles. É apenas uma opinião, não sou filiada a nenhum partido, mas acompanho atentamente a história política do Brasil, desde a abertura.
    Penso também que essas denúnicas, como aconteceu em 2006, acabam ajudando mais do que prejudicando o PT, para desgosto do PIG e da direita conservadora. Isso porque ao assumir o novo governo sempre há um cuidado ainda maior que o anterior na formação da equipe e na criação de mecanismos de controle.

    Carlos

    20 de setembro de 2010 às 15h58

    "As denúncias da Veja sobre a suposta corrupção na compra emergencial do remédio Tamiflu envolvem diretamente uma empresa multinacional gigante que é a única fornecedora deste remédio, a Roche."

    Se a Roche é a única fornecedora (fabricante), se não enfrenta concorrência/disputa de mercado, por que haveria de pagar a alguém para vender o Tamiflu?

    Alan Tern

    20 de setembro de 2010 às 17h01

    Carlos, a Roche pode não ter concorrente direto, mas para ela poder vender o remédio, alguém tem que querer comprar. A denúncia é de que a Roche armou um esquema para fazer com que o governo comprasse uma certa quantidade do remédio. É discutível a quantidade de remédio comprada, ou sua real necessidade.

    Conceição Lemes

    20 de setembro de 2010 às 17h15

    Alan, delírio e desinformação, aqui, não. Pesquise as reportagens daquela época e descobrirá que a história que a mídia tentava vender é o oposto do que vc insinua. Havia um procurador do Rio de Janeiro que exigiu que comprasse para toda a população.

    Alan Tern

    20 de setembro de 2010 às 17h53

    Conceição, não estou querendo defender a Veja (eca! longe de mim), nem afirmar que a denúncia é verdadeira. Só estou dizendo que o fato de a Roche ter se pronunciado da forma que o fez não quer dizer nada. E que o argumento que o Carlos usou também não significa muito. Não descarto a possibilidade da denúncia ser vazia, mas em se tratando de laboratórios farmacêuticos e de governos, eu sempre desconfio.

    Conceição Lemes

    20 de setembro de 2010 às 17h57

    Qualquer jornalista que cobriu a gripe suína, sabe que a matéria da Veja é mentirosa. Sofismar não vale.

    Alan Tern

    20 de setembro de 2010 às 18h18

    Conceição, não creio ter me valido de algum sofisma -ao menos não intencionalmente. No entanto, confesso que após pesquisar um pouco mais, tendo a concordar com você – realmente à época a mídia criticava o governo por comprar pouco estoque do remédio, e à primeira vista não faz muito sentido uma denúncia de corrupção ativa implicando que foi comprado remédio demais quando à época se achava que era de menos. Mas mesmo se deixarmos de lado a questão de se o estoque comprado foi pouco ou muito, eu não me surpreenderia se o laboratório não tivesse pago um "cafezinho" para que algumas pessoas no governo facilitassem os trâmites burocráticos…

    Scan

    20 de setembro de 2010 às 19h42

    UFA!
    Recordar é viver, né Alan?

    Regina

    20 de setembro de 2010 às 21h52

    É difícil ter havido pagamento por fora com um desconto tão grande no preço, mais de 70%. Quem conhece processo licitatório sabe que quando há corrupção não há desconto, mas superfaturamento.

    Alan Tern

    20 de setembro de 2010 às 22h13

    Regina, não houve licitação, pois a Roche era a única fabricante. Ela pode cobrar o preço que quiser e ainda dar um descontão que vai sair no lucro.

    Luiz Vidal

    20 de outubro de 2010 às 01h45

    Alan Tern não é possível que voce não saiba que a roche é o único laboratório que fabrica o Tamiflu,ora,pra que dar propina?Se dependermos do contraditório pra comprovar todas as verdades,creio que o Zé chirica vai ter que apresentar o Paulo alemão beeeem pobre,né?E se depender de pessoas como voce eoutros tucanitchos pagos pelo governo americano segundo denuncias de um jornal dosUSA…..tamos é fu e

    Carlos

    21 de setembro de 2010 às 07h56

    Gracias, Conceição. Possibilidade de acessar o documento emitido pelo procurador e matérias publicadas a propósito dele?

    Conceição Lemes

    21 de setembro de 2010 às 08h13

    Carlos, foi bem no auge da primeira onda da gripe suína. Pesquisando as matérias sobre o assunto com fontes do Rio de Janeiro, provavelmente vai encontrar. abs

    Carlos

    21 de setembro de 2010 às 09h30

    Difíci pra mim realizar tal pesquisa, mas assessorias do MS e da Fiocruz podem ter interesse.

    George Mello

    20 de setembro de 2010 às 21h00

    Alan, nem um, nem outro. Veja o comentário que fiz no post da Eugenia. Este debate entre nós deveria estar nas páginas dos jornais. Provoquemo-la!

    Alan Tern

    20 de setembro de 2010 às 22h26

    Concordo com você, George. E como fazê-lo?, essa é a questão.

    Tilda

    20 de setembro de 2010 às 23h31

    a questão aqui não é "comprar" a versão da Roche, mas simplesmente ouvi-la, suprindo uma lacuna essencial que a Veja não fez.


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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.