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Diário da Resistência


Janot toca fogo no circo para vender livro. Agora sabemos que era um assassino e suicida em potencial
Dilma reconduz Janot ao cargo. José Cruz/Agência Brasil
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Janot toca fogo no circo para vender livro. Agora sabemos que era um assassino e suicida em potencial


27/09/2019 - 10h09

Quem vai querer investir num País desse? Rodrigo Maia, presidente da Câmara, reagindo às revelações de Rodrigo Janot

Lamento que o ex-chefe da PGR tenha sido capaz de cogitações homicidas por divergências na interpretação da Constituição. É difícil não imaginar os abusos cometidos ao acusar e processar investigados. Seguirei firme na defesa das liberdades individuais e do Estado de Direito. Gilmar Mendes, ministro do STF, sobre revelações de Janot.

Da Redação

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está lançando um livro.

No modelo de autoridades dos Estados Unidos que deixam o poder, ele quer ganhar dinheiro com as atividades que deixou para trás.

Provavelmente vai se tornar comentarista de assuntos jurídicos na TV. GloboNews, talvez CNN Brasil.

Janot foi indicado por Dilma Rousseff, quando os governos do PT indicavam o mais votado na lista tríplice.

Ele já foi descrito pelo jornalista Luís Nassif como “débil e especialista apenas em questões corporativas”.

Acabou nas mãos de procuradores mais jovens, escolados pelos contatos com o Departamento de Justiça (DOJ) e o Departamento de Homeland Security (DHS) dos Estados Unidos — formais ou não — ao longo da Operação Lava Jato, sempre na descrição de Nassif.

O ex-procurador e futuro ministro da Justica de Dilma, Eugênio Aragão, foi padrinho da indicação de Janot, ao lado de Sigmaringa Seixas e do ex-presidente do PT José Genoino.

Advogado e ex-deputado, Sigmaringa foi influente no PT. Ajudou a indicar ministros do STF.

Era tido como um gênio nos meandros dos bastidores de Brasília.

Lula e Dilma indicaram sete ministros do STF que estão hoje na ativa (além de Eros Grau, Ayres Britto, Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e o falecido Carlos Alberto Menezes Direito)

Detalhe, Tóffoli foi advogado do Partido dos Trabalhadores, contou com apoio do ideólogo mor José Dirceu.

Dilma indicou: Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Luiz Edson Fachin (além de Teori Zavascki, morto em acidente aéreo).

Detalhe, Fachin teve o apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST!

Mais tarde, em carta-aberta, Eugênio Aragão revelou ressentimento com o ex-amigo Janot, pelo qual fez campanha:

O Senhor preferiu formar uma dupla com seu chefe de gabinete, Eduardo Pelella, que tudo sabia e em tudo se metia e, por isso, chamado carinhosamente de “Posto Ipiranga”. Era seu direito e, também por isso, jamais o questionei a respeito, ainda que me lembrasse das conversas ante-officium de que sempre nos consultaríamos sobre o que era estratégico para a casa.

Os colegas frequentavam a casa um de outro e Aragão diz ter alertado Janot sobre a Operação Lava Jato:

Compartilhei meus receios sobre os desastrosos efeitos da Lava Jato sobre a economia do País e sobre a destruição inevitável de setores estratégicos que detinham insubstituível ativo tecnológico para o desenvolvimento do Brasil. Da última vez que o abordei sobre esse assunto, em sua casa, o Senhor desqualificou qualquer esforço para salvar a indústria da construção civil, sugerindo-me que não deveria me meter nisso, porque a Lava Jato era “muito maior” do que nós.

De acordo com Aragão, quando ele foi indicado ministro da Justiça por Dilma Rousseff, Janot fez pouco caso do amigo.

Imagino que o Senhor não ficou muito feliz e até recomendou à Doutora Ela Wiecko a não comparecer a minha posse. Aliás, não colocou nenhum esquema do cerimonial de seu gabinete para apoiar os colegas que quisessem participar do ato. Os poucos (e sinceros amigos) que vieram tiveram que se misturar à multidão.

Aqui, um parênteses: Dilma Rousseff teve a oportunidade de substituir Rodrigo Janot por Ela Wiecko (ambos estavam na lista tríplice dos procuradores quando o primeiro mandato de Janot venceu), mas Dilma optou por não fazê-lo.

Como as mensagens da Vaza Jato entre o então juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato, disseminadas pelo Intercept Brasil, revelaram, o interlocutor da operação com Janot era justamente seu chefe de gabinete, Eduardo Pellela.

Numa mensagem de 27 de julho de 2016, Deltan Dallagnol escreve a Pellela, especulando que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, seria sócio de um primo em um hotel no interior de São Paulo.

No dia seguinte, voltou à carga:

Queria refletir em dados de inteligência para eventualmente alimentar Vcs. Sei que o competente é o PGR rs, mas talvez possa contribuir com Vcs com alguma informação, acessando umas fontes.

E prosseguiu:

Vc conseguiria por favor descobrir o endereço do apartamento do apto do Toffoli que foi reformado?

Pellela respondeu que havia sido uma casa.

A suspeita é de que Toffoli tenha tido sua casa reformada pela OAS, de acordo com delação do empreiteiro Léo Pinheiro.

A Lava Jato e a PGR, a essa altura, pareciam tramar clandestinamente contra possíveis decisões contrárias do STF.

Os negócios das esposas de Toffoli e do ministro Gilmar Mendes, as advogadas Roberta Rangel e Guiomar Mendes, também eram alvo de interesse de procuradores da Lava Jato.

Eles suspeitavam que as esposas tiravam proveito da posição dos maridos ou serviam como biombo para enriquecimento de Toffoli e Gilmar.

Gilmar e a esposa têm uma fortuna estimada em R$ 20 milhões.

Gilmar é dono de uma empresa de ensino à distância que tem contratos com governos.

Emprega desembargadores e juízes de instâncias inferiores, estabelecendo uma rede informal de compadrio político-econômico.

De acordo com as mensagens da Vaza Jato, alguns procuradores da Força Tarefa em Curitiba demonstraram a mesma sede de poder.

Deltan Dallagnol planejou concorrer ao cargo de senador em 2018 e mesmo em 2022, quando teria de atropelar um aliado, o senador Álvado Dias, do Podemos, feroz apoiador da Lava Jato.

Deltan articulou a formação de um fundo que daria à Lava Jato acesso a bilhões de reais para, dentre outras coisas, promover ações de combate à corrupção através de entidades aliadas.

Clandestinamente, Deltan trabalhou pelo impeachment de Gilmar Mendes com um advogado que tinha interesses financeiros diretos em ação contra a Petrobras, Modesto Carvalhosa.

Já o juiz federal Sérgio Moro escancarou sua ambição quando, ainda na campanha eleitoral de 2018, aceitou ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro — depois de ter alijado da disputa o principal adversário do candidato da extrema-direita, o ex-presidente Lula.

Se isso ainda não assumiu ares de um circo, providenciem a lona!

O jornalista Luís Nassif acredita que o Ministério Público, conforme concebido pela Constituição de 1988, está morto:

O que esses tolos deslumbrados da Lava Jato, comandados por um PGR pusilânime, Rodrigo Janot, conseguiram foi a desmoralização de toda a instituição. Alertamos várias vezes que, fosse quem fosse o próximo governo, até um governo apoiado pela Lava Jato, como Bolsonaro, seu primeiro passo seria o enquadramento do MPF. É impossível, em qualquer regime democrático, a convivência com um poder de Estado capaz de derrubar presidentes da República. […]

Esses tolos, ignorantes, provincianos da Lava Jato, não se deram conta de que jamais seriam um poder originário, como insinuado por sua megalomania delirante. Tinham o exemplo da Mãos Limpas, na qual se espelharam. A operação acabou pelos abusos cometidos, e pelo profundo sentimento de cansaço gerado por suas arbitrariedades. Aqui, os gênios de Curitiba encontraram a saída: a aprovação das 10 Medidas, que elevariam o arbítrio a níveis jamais experimentados. Pior que isso, envolveram toda a corporação nessa maluquice, com a própria PGR financiando campanhas pelo Brasil afora.

A confissão de Janot, de que pretendia assassinar Gilmar Mendes, feita à revista Veja, é apenas um fim melancólico, tétrico, para uma verdadeira ópera-bufa.

De acordo com a revista Veja, Gilmar chama Janot de “bêbado e irresponsável”. Este se refere ao ministro como “perverso e dissimulado”.

Em maio de 2017, Janot tentou impedir Gilmar de atuar num processo envolvendo o empresário Eike Batista.

Alegação: Guiomar, a esposa de Gilmar, trabalha no escritório de Sergio Bermudes, advogado de Eike em outras ações. Isso é fato.

Por sua vez, Leticia Ladeira Monteiro de Barros, filha de Janot, advogada, teria participado de causas ligadas à OAS, empreiteira investigada na Lava Jato — Janot diz que Gilmar fez a fofoca.

Janot afirmou à revista Veja:

Fui armado para o Supremo. Ia dar um tiro na cara dele e depois me suicidaria. Estava movido pela ira. Não havia escrito carta de despedida, não conseguia pensar em mais nada. Também não disse a ninguém o que eu pretendia fazer. Esse ministro costuma chegar atrasado às sessões. Quando cheguei à antessala do plenário, para minha surpresa, ele já estava lá. Não pensei duas vezes. Tirei a minha pistola da cintura, engatilhei, mantive-a encostada à perna e fui para cima dele. Mas algo estranho aconteceu. Quando procurei o gatilho, meu dedo indicador ficou paralisado. Eu sou destro. Mudei de mão. Tentei posicionar a pistola na mão esquerda, mas meu dedo paralisou de novo. Nesse momento, eu estava a menos de 2 metros dele. Não erro um tiro nessa distância. Pensei: ‘Isso é um sinal’. Acho que ele nem percebeu que esteve perto da morte. Depois disso, chamei meu secretário executivo, disse que não estava passando bem e fui embora. Não sei o que aconteceria se tivesse matado esse porta-­voz da iniquidade. Apenas sei que, na sequência, me mataria.

No livro, Janot acusa Lula de ser corrupto, diz que Aécio e Michel Temer tentaram “cooptá-lo” e afirma que Palocci pretendia entregar cincos ministro do STF por corrupção, dentre eles Rosa Weber, Edson Fachin e Luiz Fux.

Com tanto escândalo assim, certamente o livro vai vender e vai fermentar a crise política pró-Lava Jato.

O STF deve se fechar em copas, num corporativismo febril.

Falta checar se Janot conta o episódio-chave do impeachment de Dilma Rousseff: a não aceitação da primeira versão do delator Léo Pinheiro, aquela que ainda não comprometia o ex-presidente Lula, mas acertava em cheio os tucanos Aloysio Nunes Ferreira e José Serra, artífices do impeachment de Dilma Rousseff.

Depois de muitas indas e vindas, a delação do empresário foi finalmente homologada por Edson Fachin.

Se a primeira delação tivesse sido aceita à época, é possível que o golpe de 2016 perdesse força no Congresso.

Não foi, mas Pinheiro depôs no caso do tríplex e ajudou a condenar o ex-presidente Lula.

Vale repetir o texto de Luis Nassif a respeito, publicado no GGN:

Primeira delação de Léo Pinheiro foi rejeitada para não atrapalhar o impeachment

Léo foi preso em junho de 2014. Em junho de 2016 sua delação foi recusada. Sabia-se que atingia diretamente lideranças do PSDB e aliados de Temer

A delação de Léo Pinheiro, revelada hoje pela Folha-The Intercept ainda não chegou no essencial: as razões que levaram a Lava Jato a recusar a primeira tentativa de delação do empresário, em 2016.

Pelos documentos relevados pela Folha, a delação atingia diretamente José Serra e seus operadores – Aloysio Nunes, Sérgio Freitas e Márcio Fortes –, confirmando as suspeitas sobre a rejeição da delação anterior: poderia comprometer o movimento pelo impeachment.

Léo foi preso em junho de 2014. Em junho de 2016 sua delação foi recusada.

Sabia-se que atingia diretamente lideranças do PSDB e aliados de Michel Temer. A maneira como se montou a desistência da delação é um dos episódios mais canhestros de toda a Lava Jato.

Narramos esse episódio no “Xadrez de Toffoli e o fruto da árvore envenenada”.

Foi vazada para a Veja um episódio irrelevante, e que sequer constava da delação.

Léo Pinheiro teria dito que orientou uma reforma na casa do Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli.

A reforma teria sido feita por terceiros e devidamente paga por Toffoli.

Ou seja, não havia crime e, portanto, não deveria merecer matéria, muito menos de capa.

Era mais uma “denúncia a favor”, como no episódio do grampo do Supremo.

Mas, com base nesse factoide, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot decidiu cancelar a delação. Simples assim.

Na mesma época, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima já mostrava desconforto com a delação da OAS, ao afirmar que a Lava Jato só aceitaria mais uma delação de empreiteiras.

Não fazia sentido. A delação depende do conteúdo a ser oferecido. O próprio juiz Sérgio Moro ordenou a suspensão do processo, sem explicar as razões.

Os vazamentos de agora mostram a extrema partidarização da Lava Jato.

A delação ocorria em pleno processo do impeachment. Foi em junho de 2016. A votação final do impeachment foi em 31 de agosto de 2016

Além de implicar notórios conspiradores – e Aloysio Nunes foi peça chave, inclusive correndo a Washington para pedir bênção ao Partido Republicano, mal se consumou o impeachment –, não apresentava evidências contra Lula.

Certamente sua divulgação enfraqueceria substancialmente o movimento pelo impeachment. Esta foi a razão da grande armação acertada com Janot para impedir a delação.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



14 comentários

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Marys

28 de setembro de 2019 às 20h42

Faroeste Caboclo!
Tem Bacurau nas telas do cinema, mas ninguém perde um capítulo da novela brega em que os representantes dos poderes pûblicos vēm transformando o país, a cada dia, cujo nome é Brazil Republic Banana’s.
Merda lá merda cá merda aqui mesmo!
Quem ocupa a cadeira da presidência é um arremedo tropical de gângster!
Vai que Moro, em surto pela cadeira presidencial, resolva dar um tiro nele? ou vice-versa? ou Dalangnhol resolva adentrar o cárcere de Lula, para dar – lhe umas cacetadas com a bíblia?
Tudo pode acontecer.
Amanhã, quando brazileiro acordar, o fritador de hambúrguer já estará acertando os ponteiros com os Estados Unidos, na Embaixada do Brazil, pra atacar a Venezuela! e os índios!
E vai jorrar sangue!
Sem final feliz.

Responder

Artur melo

28 de setembro de 2019 às 11h08

Tem coisa pior no futebol que um juiz ladrão. O Moro é um juiz ladrão. Só não vê isso quem é muito tapado ou quem é muito mal caráter.
É simplesmente um PICARETA de mão cheia, um enganador.
Seguir essa lista tripice pra pgr é um tiro no pé. O povo é o presidente ficam reféns de sindicatos de procuradores do mpf. Tem uns ministros do Supremo que tem um conhecimento parco de direito e o pior de tudo são covardes. Gilmar Mendes tem muitos defeitos, mas sabe muito de direito e é corajoso. Óbvio que tem esquema, mas tem capacidade para o cargo.
Tem pessoa ali que só entrou pq puxou o saco de algum político.

Responder

Zé Maria

27 de setembro de 2019 às 17h27

https://pbs.twimg.com/media/D85crYRX4AERn4E.jpg

“In Fux We Trust”

Quem é o Ministro do STF que chorou para Janot?

Por Luis Nassif, no GGN: https://t.co/NU539Uo9Tq

O ex-deputado Eduardo Cunha ofereceu uma delação
na qual se anunciava que incluiriam altas autoridades
não apenas do Executivo e do Legislativo, mas também
do Judiciário.

Peça 1 – Uma das passagens intrigantes de Rodrigo Janot,
no livro que vai lançar, é sobre um Ministro do
Supremo Tribunal Federal que o procurou chorando,
com receio do que sua mãezinha iria pensar se seu nome
aparecesse em uma delação.

Peça 2 – o ex-deputado Eduardo Cunha ofereceu uma delação
na qual se anunciava que incluiriam altas autoridades
não apenas do Executivo e do Legislativo, mas também
do Judiciário.
Essa delação jamais saiu do papel.
Mais que isso, apesar de mantido preso, Cunha foi
completamente isolado do mundo exterior.

Peça 3 – o implacável juiz Sérgio Moro não autorizou
uma perícia no celular de Eduardo Cunha, provavelmente
a prova mais valiosa de toda Lava Jato, em vista da
abrangência dos relacionamentos do ex-deputado.
Obviamente quis defender alguém.
Não seria nenhum deputado ou senador,
todos em sua alça de mira;
nem ninguém do Executivo, seu alvo predileto.
Portanto só poderia ser alguém do Judiciário.

Peça 4 – A perseguição a Gilmar Mendes demonstra
claramente que os membros do Judiciário eram divididos
entre inimigos e aliados.
No Supremo Tribunal Federal havia três aliados da Lava Jato:
Luiz Edson Fachin, Luis Roberto Barroso e Luiz Fux.
Do Rio de Janeiro – região preferencial de atuação de Cunha –
são Barroso e Fux.
Há um elo comum entre Cunha e Fux: o ex-governador
Sérgio Cabral.
No mensalão, Fux já tinha surpreendido, votando com
o relator Joaquim Barbosa em todos os casos,
menos no de Eduardo Cunha.
Nesse caso, ele “matou no peito” e absolveu Cunha.

https://twitter.com/luisnassif/status/1177652928695414784
https://jornalggn.com.br/justica/quem-e-o-ministro-do-stf-que-chorou-para-janot-por-luis-nassif
https://www.conversaafiada.com.br/brasil/in-fux-we-trust-exige-juizes-independentes-/Trust.jpg
https://www.piacabucunews.com.br/wp-content/uploads/2019/06/infuxwetrust-1.jpg
https://twitter.com/search?vertical=default&q=%22In%20Fux%20We%20Trust%22&src=typd

Responder

Zé Maria

27 de setembro de 2019 às 15h40

https://pbs.twimg.com/media/EFeAvQaW4AAgk0b.jpg

Nota Pública do Ministro do STF Gilmar Mendes:

“Dadas as palavras de um ex-procurador-geral da República, nada mais me resta além de lamentar o fato de que, por um bom tempo, uma parte do devido processo legal no país ficou refém de quem confessa ter impulsos homicidas, destacando que a eventual intenção suicida, no caso, buscava apenas o livramento da pena que adviria do gesto tresloucado. Até o ato contra si mesmo seria motivado por oportunismo e covardia.

O combate à corrupção no Brasil — justo, necessário e urgente — tornou-se refém de fanáticos que nunca esconderam que também tinham um projeto de poder.
Dentro do que é cabível a um ministro do STF, procurei evidenciar tais desvios.
E continuarei a fazê-lo em defesa da Constituição e do devido processo legal.

Confesso que estou algo surpreso.
Sempre acreditei que, na relação profissional com tão notória figura, estava exposto, no máximo, a petições mal redigidas, em que a pobreza da língua concorria com a indigência da fundamentação técnica. Agora ele revela que eu corria também risco de morrer.

Se a divergência com um ministro do Supremo o expôs a tais tentações tresloucadas, imagino como conduziu ações penais de pessoas que ministros do Supremo não eram.
Afinal, certamente não tem medo de assassinar reputações quem confessa a intenção de assassinar um membro da Corte Constitucional do País.

Recomendo que procure ajuda psiquiátrica.
Continuaremos a defender a Constituição e o devido processo legal.”

https://t.co/g71DXOOJ5z

https://twitter.com/ConJur_Oficial/status/1177558027269853184
https://www.conjur.com.br/2019-set-27/recomendo-procure-ajuda-psiquiatrica-gilmar-janot

Responder

Zé Maria

27 de setembro de 2019 às 15h31

Agora mesmo é que os BolsoAsnos vão
querer “Fechar o FGTS e o Congresso” …

“Espero que a PF já tenha tirado
o porte de arma do Janot”
“Quem vai querer investir
num País desse?”

Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Presidente da Câmara

Gilmar Mendes pede providência e STF estuda proibir Janot
de entrar no Tribunal, além de retirar seu porte de arma.

https://twitter.com/monicabergamo/status/1177618869520871430

Pegaram o Janot assobiando no corredor do Supremo …

(https://youtu.be/4gDratxVpck)

Responder

LUIZ

27 de setembro de 2019 às 12h59

e ele ainda continua com o porte de arma? existem requesitos para manter o porte?

Responder

Zé Maria

27 de setembro de 2019 às 12h37

https://pbs.twimg.com/media/EA4qmh_WwAA0IUr.jpg

“O Risco Tá Bem Pago rs”
Deltan Dallagnol

https://pbs.twimg.com/media/EA4qmFrXkAIK4xm.jpg
https://interc.pt/2ycOV67
https://pbs.twimg.com/media/EAb0H_MXYAU7oOU.jpg
https://interc.pt/2ysYVbS

https://twitter.com/TheInterceptBr/status/1154875344563953670

Esse “Pelella”, Assessor de Gabinete do então PGR Janot,
é esposo de “Débora Santos”, aquela “Consultora/Analista
de Política e Judiciário da XP Investimentos” que pagou
Palestras Secretas de Fucks e de Dallagnol com “CEOs e
tesoureiros dos grandes bancos brasileiros e internacionais”

https://pbs.twimg.com/media/EAbzdtrWwAMVaqg.jpg
“bate-papo é privado, com compromisso de confidencialidade”
https://pbs.twimg.com/media/EAbzfFAX4AUR3pY.jpg

“Crime de Inside Information”
https://twitter.com/luisnassif/status/1155096372393238529
https://jornalggn.com.br/tv-ggn/tv-ggn-fux-e-dallagnol-cometem-crime-de-inside-information/

https://twitter.com/Cecillia/status/1154878098187444225

17 de maio de 2018
16:57:38 Débora Olá Deltan, tudo bem? Aqui é Debora Santos. Já nos vimos algumas vezes no ANPR, sou esposa do Pelella. Peguei seu contato com ele para te fazer um convite

16:58:59 Débora Trabalho como consultora/ analista de política e Judiciário da XP Investimentos. Queria te convidar para um bate papo com investidores brasileiros e estrangeiros aqui em SP

17:00:45 Débora Vi que você tem um evento aqui em SP no final do mês e queria ver se conseguimos encaixar um encontro

17:43:11 Deltan Oi Debora tudo bem? Que honra seu contato!!
17:43:24 Deltan Então, já tenho uma palestra agendada na XP pro fim do ano
17:43:35 Deltan Seria um público diferente?
17:43:53 Deltan Neste mês quase impossível pela agenda, julho mais fácil.

17:44:05 Deltan Vc falaria com Graziella que cuida das palestras?

17:55:02 Débora Claro, claro. Seria um público mais seleto. CEOs e tesoureiros dos grandes bancos brasileiros e internacionais

17:57:02 Débora Falo com a Graziella. Obrigada. Abs

17:59:19 Deltan Me passa uma lista de quem são?

17:59:22 Deltan Quando seria?

18:01:41 Débora Quando você puder. Antes do final do semestre

18:04:57 Débora JP Morgan Morgan Stanley Barclays Nomura Goldman Sacha Merrill Lynch Cresit Suisse Deutsche Bank Citibank BNP Paribas Natixis Societe Generale Standard Chartered State Street Macquarie Capital UBS Toronto Dominion Bank Royal Bank of Scotland Itaú Bradesco Verde Santander

18:06:17 Débora Esses seriam os convidados. Nem todos comparecem.
18:06:36 Débora Você deve estar agendado para o Expert, uma conferência grande que realizamos em setembro.

18:07:42 Débora Esse bate-papo é privado, com compromisso de confidencialidade, onde o convidado fica à vontade para fazer análises e emitir pareceres sobre os temas em um ambiente mais controlado.

18:08:17 Débora Semana passada recebemos o presidente do TSE, ministro Fux, por exemplo e não saiu nenhuma nota na imprensa.
18:09:25 Débora Nem sobre a presença dele na XP…

18 de maio de 2018

10:33:53 Débora Fazemos econtros regulares com atores do mercado para fazer análises conjunturis sobre temas da atualidade. Estamos na fase de ciclo de encontros sobre Lava Jato e Eleições, por isso estivemos com o ministro Fux, na semana passada, e estamos negociando data com os ministros Barroso e Alexandre de Morais tb…

https://br.glbnews.com/07-2019/CAIiENgHJNcjXzifNUJZ/
https://www.emcimadanoticia.com/2019/07/26/dallagnol-e-fux-nao-tem-limites-em-conluio-com-banqueiros-falam-de-lava-jato-e-eleicoes/
https://www.msn.com/pt-br/noticias/politica/vaza-jato-dallagnol-discutiu-lava-jato-reservadamente-com-investidores/ar-AAEVnkP

“Tudo isso Acontecendo
E eu aqui na Praça
Dando Milho aos Pombos” …
(Zé Geraldo)
https://youtu.be/ol-qlxO5ONE

Responder

ana s.

27 de setembro de 2019 às 12h23

Lula e Dilma indicaram 7 – e não 6 – dos ATUAIS ministros do Supremo. Na relação que consta do post, ficou faltando Ricardo Levandowski, indicado por Lula. Ao todo, os dois presidentes petistas indicaram mais ministros: Joaquim Barbosa, Eros Grau, Teori Zavascki etc.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    27 de setembro de 2019 às 18h21

    Desculpe nossa falha! Já corrigido.

Thiago

27 de setembro de 2019 às 10h31

É pra vender livro, sim.

Isso mostra que na luta pelo poder vale tudo: até assassinato e “suicídio”.

Seria menos traumático se o “suposto suicida” contratasse um pistoleiro em Caruaru para efetuar os disparos .

O que fala Fernando Brito, no Tijolaço, sobre o assunto:
Fernando Brito sobre plano de Janot: Não existe paralelo no mundo civilizado

O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, faz referência à entrevista de Rodrigo Janot na qual ele admite que foi ao STF armado com o plano de assassinar o ministro Gilmar Mendes. Uma insanidade, diz o jornalista. “Não existe paralelo a isso no mundo civilizado”, acrescenta
27 de setembro de 2019, 07:24 h

Por Fernando Brito, do Tijolaço – Com robôs e humanos quase mecânicos, os minions entraram em desespero nas redes sociais.

Transformaram o Twitter numa fogueira inquisitorial com a hashtag #StfVergonhaNacional.

É provável que haja novas convocações para manifestações, cada vez mais ralas, do fundamentalismo morista.

A insanidade chegou ao ponto de que Rodrigo Janot, no meio dos entreveros com Gilmar Mendes, revelou hoje que “chegou a ir armado para uma sessão do Supremo Tribunal Federal com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes.”

-Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (Gilmar) e depois me suicidar, afirmou Janot.

Ele, recorde-se, era o procurador geral da República, o fiscal da lei, a ‘esperança do Brasil’ e o chefe da Lava jato….

Não existe paralelo a isso no mundo civilizado.

E não há melhor retrato da insânia de que esta gente foi tomada.

Hoje, a seita lavajatista perdeu o ímpeto.

A derrota sofrida hoje é infinitamente menor do que a que pode acontecer, adiante, quando se julgar a suspeição de Sérgio Moro.

Nenhum cuidado é pouco.

Trata-se de uma gente está mentalmente tomada pela ambição autoritária.

https://www.tijolaco.net/blog/minions-em-modo-chacina-sobre-o-stf-e-janot-de-pistola-pronto-a-matar-gilmar/

Nunca pensei que um dia eu admiraria tanto o Gilmar Mendes. Tô com ele e não abro.

Responder

lulipe

27 de setembro de 2019 às 10h17

o choro é livre, lula não.

Responder

    VILMAR FERREIRA DA SILVA

    28 de setembro de 2019 às 03h42

    DE GADO A ROBÔ A AUSÊNCIA DE CRIATIVIDADE É A MESMA.


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